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PROJETO
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Bruna Ongaratto Zambiasi
Marcelle Oliveira Silveira
Silvana d`Ávila Ferrarelli
I - Introdução
I. I - Considerações gerais
A radiação é uma forma de energia que é emitida por uma fonte e se propaga de um ponto a outro em formato de partículas, sem ou com carga elétrica ou até sob a forma de ondas eletromagnéticas. Quando a radiação possui energia suficiente para tirar um dos elétrons orbitais de átomos que são neutros e conferir-lhe energia cinética, os transformando em um par de íons, ela denomina-se radiação ionizante. 
A radiação é dividida em dois grupos: radiação eletromagnética e radiação corpuscular.
Radiação Eletromagnética: as ondas eletromagnéticas são constituídas de campos elétricos e magnéticos oscilantes (entre si são perpendiculares) que no vácuo se propagam com velocidade constante, que é 300mil km/s, a velocidade da luz. A energia dessa onda é quantizada, ou seja, possuem valores pequenos, sendo expressas em micrometro (1μm = 10-6m), nanômetro (1nm = 10-9 m) e angstrom (1Å = 10-10m). As ondas de TV, rádio, raios-X, raios gama, microondas, infravermelho, luz visível e ultravioleta são ondas eletromagnéticas. Elas se diferenciam pela sua freqüência e seu comprimento de onda.
Radiação Corpuscular: é em forma de partículas. É constituída de um feixe energético de partículas, como: elétrons, prótons, pósitrons, nêutrons, mésons pi, múons, dêuterons, partículas alfa etc. Chama-se meia-vida física o intervalo de tempo no qual metade dos núcleos atômicos de uma amostra radioativa se desintegra. Se uma amostra tiver 100 bilhões de átomos radioativos, após meia-vida restarão 50 bilhões; após uma outra meia-vida, restarão 25 bilhões e assim por diante.
As radiações possuem várias aplicações. Em 1895 foi descoberto o raio X. Os cientistas perceberam que esses raios poderiam ter grandes aplicações. Nos 15 anos que seguiram, os médicos trabalhavam com físicos para fazer exames nos corpos. Assim, os médicos conseguiram diagnosticar fraturas, primeiramente. Hoje em dia, os raios X são usados na medicina em radiologia diagnóstica e em terapia, nas indústrias em ensaios não-destrutivos (usa a propriedade de penetração da radiação na matéria, como meio de examinar o interior de materiais e conjuntos lacrados) e em pesquisas científicas. Os radioisótopos são isótopos instáveis dos elementos. Podem ser usados como traçadores na diagnose e como fontes de energia na terapia. Como fontes de energia, os radioisótopos encontram aplicações por serem detectados após o espalhamento ou absorção pela matéria, ou por quebrarem moléculas e ionizarem átomos formando íons, iniciando, assim, reações químicas ou biológicas. São usados para destruir tecidos, principalmente os cancerosos, ou para suprimir alguma função orgânica.
Mas não são somente essas funções. As radiações servem para medir espessuras, medida de vazamentos (uma pequena quantidade de material radioativo é adicionado ao fluxo para detectar vazamentos, sendo ele visível ou não – usado para detectar vazamentos de líquidos ou gases, como petróleo, por exemplo), conservação de alimentos (atua ionizando alguns átomos e altera a estrutura de moléculas vitais de bactérias e microrganismos, provocando a morte deles), esterilização de materiais cirúrgicos (fungos e bactérias são completamente destruídos – o método tradicional da esterilização é por aquecimento do material, entre 150°C e 170°C) e na agricultura.
Tendo em vista os danos biológicos que as radiações trazem, há necessidade de sempre que entrar em contato com elas, especificamente os que trabalham com radiações, usar meios de proteção para não ocorrer nenhum dano. Em 1896, Elihu Thomson expôs seu dedo durante meia hora por dia a um feixe direto de raios X, usando uma distância entre o tubo e o dedo menor que 3 cm. A partir de uma semana ele notou bolhas, inflamação e dores no dedo exposto. Concluíra, assim, que a exposição a raios X, além de um certo limite, pode causar sérios problemas. Desde então, os cientistas estabeleceram normas de proteção contra os efeitos danosos. No Brasil, há a CNEM, que é responsável pela legislação e normatização do uso da radiação. Ela elaborou normas básicas de proteção. “Para evitar a ocorrência dos efeitos não estocásticos: Nenhum tecido deve receber mais que 500mSv ao ano, com exceção do cristalino, para o qual recomenda-se o limite máximo permissível anual de 150mSv para evitar a formação da catarata” e “Para limitar o aparecimento dos efeitos estocásticos: a dose equivalente anual deve ser inferior a 50mSv para radiação uniforme do corpo todo” foram recomendações feitas pela Comissão Internacional de Proteção Radiológica na publicação ICRP-26 aos trabalhadores. A comissão também fez recomendações para os indivíduos do público: “o nível máximo permissível de radiação recomendado para os indivíduos do público é 10 vezes inferior ao de trabalhadores com radiação, segundo a publicação ICRP-26”.
Para evitar a contaminação interna as seguintes precauções devem ser tomadas pelos trabalhadores com radiação: usar máscaras para não inalar gases radioativos; não fumar no local de trabalho; lavar as mãos sempre que necessário; utilizar luvas e roupas especiais, pois alguns produtos podem ser absorvidos pelo organismo através da pele.
Uma exposição do organismo à radiação ionizante pode desencadear uma série de reações, que poderão resultar até na morte do organismo ou na indução de mutações em seu material genético. Se todo o corpo de uma pessoa for irradiado com uma dose equivalente entre 3 e 5 Sv ocorrerão centenas de quebras das moléculas de ADN de cada célula do corpo. As mutações são, na maioria das vezes, indesejáveis, sendo bastante raras aquelas que poderão beneficiar seus portadores.
Os processos que conduzem ao dano pela radiação podem ser classificados em 4 estágios:
Estágio físico inicial: Dura somente uma fração de segundo (10-16 s), em que a energia é depositada na célula e causa ionização. Na água o processo pode ser descrito como:
H2O + radiação H2O+ + e
Estágio físico-químico: Dura cerca de 10-16 segundos, em que os íons interagem com outras moléculas de água resultando em novos produtos. O íon positivo se dissocia:
 H2O+ H+ + OH 
e o íon negativo, que é o elétron, ataca uma molécula neutra de água, dissociando-a:
H2O + e- H2O-
H2O- H + OH-
Os produtos destas reações são H+, OH-, H, OH e H2O2.
Estágio químico: Dura uns poucos segundos, em que os produtos da reação interagem com as moléculas orgânicas mais importantes da célula. Os radicais livres (H, OH) e os agentes oxidantes (H2O2) podem atacar as moléculas compostas que formam o cromossomo.
Estágio biológico: Dura de dezenas de minutos a dezenas de anos, dependendo dos sintomas. As alterações químicas, citadas acima, podem danificar a célula de várias maneiras, provocando a sua morte prematura, impedindo a divisão celular, ocasionando mutagênese etc. 
Há também os efeitos somáticos (surgem de danos nas células do corpo e apresentam-se em pessoas que sofreram irradiação, não interferindo nas gerações posteriores) e hereditários (surgem somente no descendente da pessoa irradiada, como resultado de danos por radiações em células dos órgãos reprodutores).
I. II - Questão de investigação
O que é radiação? Quais são os efeitos biológicos das radiações nos corpos? Há algum tipo de proteção para as radiações não nos afetarem?
I. III - Objetivos
Esta pesquisa nos fará aprender sobre as radiações, termos conhecimentos sobre ela relacionada ao curso da Farmácia, saber o que ela pode causar sem o uso de proteções.
I. IV - Justificativa
Apresentaremos neste trabalho o que as radiações tem em comum com o curso da Farmácia, o que elas são e como atuam nos corpos, o que são radiofármacos (que é estudado no curso da Farmácia).
II - Metodolgia
Usaremos diversos modos para efetuá-lo, tais como: 
entrevistas com pessoas que trabalham na área radiológica;
entrevistas com professores;
pesquisas na biblioteca e na

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