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Mári� Sale� Intestin� médi� � p�terior � malformaçõe� associada� Intestino médio e malformações Derivados do intestino médio 1. Intestino delgado, o que inclui o duodeno distal até a abertura do ducto biliar | 2. o ceco 3. o apêndice | 4. o cólon ascendente e dois terços proximais do cólon transverso *** derivados supridos pela artéria mesentérica superior Hérnia de alça do Intestino Médio: • Desde a sua formação até a 5ª semana, o intestino primitivo se alonga • Na 5ª semana, a porção média do intestino primitivo forma uma alça em “U” – alça intestinal média • No início da 6ª semana, a alça se projeta em direção ao celoma extraembrionário na porção proximal do cordão umbilical Mári� Sale� Hérnia de alça do Intestino Médio: • A alça do intestino médio é uma hérnia umbilical fisiológica • Comunicação com a vesícula umbilical por meio do estreito ducto onfaloentérico (pedúnculo vitelínico, ducto vitelino/ vitelínico ou canal vitelino/vitelínico) POR QUE ESSA HÉRNIA É FORMADA? • A hérnia umbilical se forma por falta de espaço na cavidade abdominal para comportar o rápido crescimento do intestino • A insuficiência inicial desse espaço decorre, principalmente, do fígado e dos rins em desenvolvimento • A alça primária apresenta um membro cranial (proximal) e um membro caudal Hérnia de alça do Intestino Médio • O membro cranial da alça cresce rapidamente e forma alças intestinais menores (jejuno e íleo primitivos) – durante a rotação da alça • O membro caudal sofre poucas mudanças iniciais, mas desenvolve uma tumefação cecal (divertículo), o ceco primitivo e o apêndice Mári� Sale� Rotação da alça primária do intestino médio • Ainda posicionada no cordão umbilical, a alça gira 90° no sentido anti-horário ao redor do eixo da artéria mesentérica superior • O membro cranial (dará origem ao intestino delgado) da alça do intestino médio gira para a direita e o membro caudal (dará origem ao intestino grosso) gira para a esquerda • Na 10ª semana ocorre a redução da hérnia do intestino médio, com retorno do intestino para a cavidade abdominal • O membro cranial da alça é o primeiro a retornar e ocupa posição central do abdome • O membro caudal, ao retornar, sofre nova rotação, no sentido anti-horário e de 180° Mári� Sale� Fixação dos intestinos: • Nos adultos, a maior parte dos mesentérios ventrais se degenera a partir da porção média do intestino | • Apenas o mesentério dorsal é mantido, através do qual vasos sanguíneos, nervos e vasos linfáticos se conectam à parede gastrointestinal • Com a rotação do estômago e do duodeno, duodeno e pâncreas passam para o lado direito da cavidade abdominal • O cólon aumentando passa a pressionar essas estruturas contra a parede abdominal posterior | • Como consequência, ocorre absorção da maior parte do mesentério duodenal • A porção duodenal derivada do intestino médio não está conectada por mesentério • Apenas a porção duodenal derivada do intestino anterior mantém conexão com a cavidade abdominal por mesentério • Duodeno e pâncreas (cabeça) se estabelecem no retroperitôneo • O mesentério dorsal do cólon ascendente se funde ao peritônio parietal e desaparece – o cólon ascendente se torna retroperitoneal | • Jejuno e íleo mantêm seus mesentérios Malformações: ONFALOCELE: • Saco hernial recoberto por âmnio. • Anomalia caracterizada por herniação de alças intestinais e até mesmo de outras vísceras • 1/5.000 nascimentos (hérnia intestinal) | • 25% de mortalidade • 50% dos casos estão associados à defeitos cardíacos e 40% à defeitos no tubo neural • Decorre do não retorno das alças intestinais primárias Mári� Sale� Malformações HÉRNIA UMBILICAL: • Nova herniação (quando o umbigo não é perfeitamente fechado) após o retorno dos intestinos para a cavidade abdominal | • É relativamente comum e em geral só atinge seu tamanho máximo após o final do primeiro mês pós-nascimento • Tem diâmetro entre 1 e 5 cm e em geral há regressão sem intervenção cirúrgica GASTROSQUISE: • 1/2.000 nascimentos – aumento do número de casos pode estar relacionado ao uso de cocaína e crack | • Consiste na protrusão de conteúdos abdominais, através da parede do corpo diretamente na cavidade amniótica | • Em geral não tem associação com outras anomalias graves e apresenta excelente taxa de sobrevivência NÃO ROTAÇÃO DO INTESTINO: • Não ocorre a rotação do intestino durante o retorno à cavidade abdominal • Sem a rotação, o membro caudal retorna antes do membro cranial, e o intestino delgado se posiciona do lado direito da cavidade abdominal e o intestino grosso do lado esquerdo • Pode ocorrer torção de alça (volvo) → necrose Mári� Sale� Malformações CECO E APÊNDICE SUB-HEPÁTICO: • Anormalidade mais comum no sexo masculino • O ceco e o apêndice, últimos a retornarem à cavidade abdominal, ligam-se nesse momento à superfície inferior do fígado • Com a regressão do tamanho do fígado, ceco e apêndice são puxados para cima • Relevância no diagnóstico para apendicite e em procedimentos cirúrgicos DIVERTÍCULO DE MECKEL: • Divertículo (evaginação) ileal ocorre em 2 a 4% das pessoas e é cerca de 3-5 vezes mais prevalente em homens do que em mulheres • Podem inflamar com sintomatologia similar a uma apendicite • A parede do íleo contém todas as camadas do íleo e pode conter fragmentos de tecidos gástrico e pancreático pode ulcerar, sangrar DIVERTÍCULO DE MECKEL e VARIAÇÕES: • Remanescente da porção proximal do canal vitelínico (onfaloentérico) • Pode ocorrer descarga fecal através da fístula vitelina Mári� Sale� Intestino posterior e malformações Derivados do intestino posterior: 1. Terço final do cólon transverso | 2. cólon descendente 3. cólon sigmóide | 4. Reto e porção superior do canal anal 5. O epitélio da bexiga urinária e a maior parte da uretra *** Todos esses derivados são supridos pela artéria mesentérica inferior. • O cólon transverso deriva em cerca de 2/3 (iniciais) do intestino médio – supridos pela artéria mesentérica superior • A junção com o terço final é indicada pela alteração no suprimento sanguíneo (ramo da artéria mesentérica superior ramo da artéria mesentérica inferior) • O cólon descendente assume posição retroperitoneal à medida que ocorre a fusão de seu mesentério com o peritônio parietal ■ na parede da cavidade abdominal posterior esquerda mesentério desaparece • No cólon sigmóide, o mesentério é retido, mas reduzido durante o desenvolvimento fetal CLOACA: • A porção terminal expandida do intestino posterior | • É uma câmara revestida por endoderma e está em contato com ectoderma superficial (membrana cloacal) • A membrana cloacal é composta por endoderma da cloaca e ectoderma do proctodeu Mári� Sale� CANAL ANAL: • Os dois terços superiores derivam do intestino posterior • O terço inferior é desenvolvido a partir do proctodeu (fosseta anal) • O ponto de junção do epitélio derivado do ectoderma do proctodeu e do endoderma do intestino posterior é indicado pela linha pectínea (“linha branca”: • é o local aproximado onde ocorre a transição de células cilíndricas para um epitélio estratificado pavimentoso • No ânus o epitélio é queratinizado e contínuo com a pele • As demais camadas da parede do canal anal derivam do mesoderma esplâncnico Malformações: DOENÇA DE HIRSCHSPRUNG OU MEGACÓLON CONGÊNITO • Doença multigênica dominante | • Relacionado com o proto-oncogene RET • Relação com falha na migração de células da crista neural para a parede do cólon (entre a 5ª e a 7ª semana) – falha no desenvolvimento dos plexos de Auerbach (muscular) e de Meissner (submucosa) • Causa mais comum de obstrução do cólon (33% de todas as obstruções neonatais) - 1/5.000 recém-nascidos • Caracterizada pela ausência de células ganglionares (aganglionose) em um comprimento variável de intestino distal • A falha de relaxamento do segmento aganglionar impede o movimento do conteúdo intestinal → dilatação Mári� Sale� Malformações ANOMALIAS ANORRETAIS: - O ÂNUS IMPERFURADO • Maior incidência em meninos – 1: 5.000 recém-nascidos • O canal anal pode terminar emfundo cego ou pode haver ânus ectópico • Pode ainda haver uma fístula anoperineal que se abre para o períneo ANOMALIAS ANORRETAIS – AGENESIA ANORRETAL COM ou SEM FÍSTULA: • Resulta da separação incompleta da cloaca do seio urogenital pelo septo urorretal • Em neonatos do sexo masculino, pode-se observar mecônio na urina • Fístula nas meninas pode promover a passagem de mecônio para a vagina