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DIREITO DO TRABALHO II - DIREITO COLETIVO DO TRABALHO

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com a normatividade estatal. Este poder é uma das maiores justificativas da existência do direito coletivo do trabalho.
· Poder dos sindicatos de criar normas jurídicas (convenção coletiva).
· Instrumentos que dão a razão de ser do direito coletivo do trabalho
· Dependem de negociação coletiva
5- Princípio da Interveniência Sindical
Na negociação coletiva de trabalho é indispensável à intervenção do Sindicato obreiro, visando garantir a equivalência entre os sujeitos da relação sindicato obreiro (sindicato da categoria profissional).
Somente será valida negociação coletiva quando dela tiver tomado parte o sindicato da respectiva categoria dos trabalhadores.
(OBREIRO)
SIND. CAT. PROFISSIONAL ->
Equilibra o ente que está do outro lado
SIND CAT ECONÔMICA
OU
EMPRESAS
6- Princípio da Equivalência dos Contratantes
Visa o reconhecimento de uma igualdade entre os contratantes coletivos, sindicatos obreiros (da categoria profissional) e patronal, seja por sua natureza, seja por suas características. Em razão deste princípio é que alguns institutos do direito do trabalho, bem como de flexibilização das relações de trabalho dependem da negociação coletiva para sua validade. Ex: art 7, VI, CF - redução salarial, apenas por meio de negociação coletiva.
Igualdade entre as partes.
7- Princípio da Adequação Setorial Negociada
Visa adequar as necessidades das categorias, observando o mínimo garantido na CF. Este princípio informa os critérios para equilibrar as normas coletivas (acordo e convenção coletiva) às normas estatais.
•Critérios:
1- Padrão superior - significa que as normas coletivas devem implementar um padrão setorial melhor que o padrão geral da norma estatal.
Defende que a adequação deve ser condicionada ao que a lei determina, a lei diz o mínimo.
Art. 611- A (reforma trabalhista) está na CLT.
2- Indisponibilidade relativa - significa que os direitos trabalhistas devem ser examinados conforme a indisponibilidade absoluta ou relativa. 
OBS: A negociação coletiva atingirá apenas os direitos de indisponibilidade relativa - Quando a lei permite negociar.
ABSOLUTA> IMPOSITIVA - norma de ordem pública (é assim e acabou). Ex: quem é admitido como empregado deve ter a carteira de trabalho assinada em 48 horas e ponto. Não tem outro jeito.
RELATIVA > DISPOSITIVA - quando estamos diante de uma norma dispositiva. Aquela que relativiza o direito. Ex: não pode reduzir salário, salvo em negociação coletiva. Acordo de compensação.... (quando tiver”, salvo por negociação coletiva...” é relativa).
AUTONOMIA PRIVADA COLETIVA
LEI 13.467 de 2017
Pluralismo jurídico - temos no Brasil a autorização pela própria CF para criar normas.
Permissão da coexistência de varias fontes do direito, estabelecendo regras jurídicas. O Estado não monopoliza a atividade de produzir as normas jurídicas.
Pluralismo jurídico do direito do trabalho:
No direito do trabalho o pluralismo está no poder dos grupos em se autodeterminarem, estabelecendo normas próprias.
Fontes do direito do trabalho - convenções coletivas e acordos coletivos de trabalho
Autonomia privada coletiva de trabalho
Conceito: 
Poder dos particulares (coletivos) de criar regras próprias em função de seus interesses (autoregularem-se), dentro de uma esfera de conformidade com o ordenamento jurídico.
Tudo dentro da conformidade do ordenamento jurídico
Poder autorizado aos entes coletivos de trabalho para estabelecer regras que regulam os interesses das categorias, profissional e econômica, envolvidas.
Previsão no direito interno e internacional:
Art. 7º, são direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, alem de outros que visem à melhoria de sua condição social.
XXVI - reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho.
Consolidação das leis do trabalho
Convenções coletivas acordo de carater normativo - carater de norma - ART 611, 1º
No dir. internacional - convenção n° 154 sobre o incentivo à negociação coletiva
Negociação coletiva de trabalho:
Princípios:
· Contraditório – direito de agir
· Cooperação das vontades ou da transacionalidade - deve-se cooperar com a negociação
· Compulsoriedade negocial - art. 114, 1º e 2º da CF. Negociação coletiva é a primeira forma de se tentar uma negociação, não pode declarar greve antes de uma negociação coletiva, se não a greve é considerada arbitrária.
· Boa-fé - não alterar/esconder dados, não argumentar sem fundamentos.
· Igualdade - não pode existir um sindicato menos favorecido que o outro
· Paz social - tem a negociação coletiva como um dos maiores instrumentos de paz da sociedade.
Funções da negociação (depois)
A reforma trabalhista de 2017 e a Autonomia privada coletiva
Lei 13. E os impactos no direito coletivo do trabalho:
· Plano de Demissão Voluntaria e demissão coletiva - antes da reforma só podia existir um plano de demissão voluntária, só tinha validade se tivesse assistência de sindicato por meio de negociação coletiva, e a reforma termina com isso, então não precisa da negociação; demissão coletiva - demissão em massa - antes da reforma já estava na jurisprudência que só era valida se existisse negociação coletiva.
· Fim da ultratividade da norma coletiva - antes da reforma, a norma coletiva tinha o prazo de 2 anos de vigência, se chegava o prazo e não tinha outra norma para substituir, continuava produzindo seus efeitos até que chegasse outra, a reforma acaba com isso, se acaba a vigência acaba o efeito
· Representantes dos trabalhadores na empresa 
· Fim da obrigatoriedade da contribuição sindical - antes era obrigatório, hoje é facultativo.
· Hierarquia entre normas coletivas - o acordo coletivo esta acima da convenção. (convenção é mais abrangente, porém o acordo é mais especifico para determinada categoria).
· O negociado sobre o legislado – o negociado é mais especifico do que o legislado. Acordo -> convenção.
· O princípio da intervenção mínima do estado art. 8º, parágrafo 3
· A reforma trabalhista de 2017 e a autonomia privada coletiva:
Princípio da intervenção minimina
Ver artigos no slide
Art. 611 -A, 1º - vem o negociado sobre o legislado, o que predomina é o que tem no parágrafo 3º do artigo 8º da CLT.
Art. 8º, 3º da CLT - 
ORGANIZAÇÃO SINDICAL
Categorias: ART 511, CLT.
· PROFISSIONAL: Atividades profissionais que assemelham a condição de vida oriunda da profissão ou trabalho em comum.
· ECONOMICA: Sindicato patronal/empregador – Vinculo social que se forma a partir da solidariedade de interesses econômicos dos que empreendem atividades idênticas, similares ou conexas. (§1º) 
· DIFERENCIADA: É a categoria profissional que se forma dos empregados que exerçam profissões e funções diferenciadas por força de estatuto profissional especial ou consequência de condições de vida singulares. EX: SINDIMED (Sindicato dos médicos).
Enquadramento Sindical:
A atividade econômica preponderante é o que vai definir o enquadramento sindical, e não a atividade que o trabalhador exerce.
EX: Sindicato dos médicos e não sindicato dos cardiologistas, sindicato dos dermatologistas.
Sistema Confederativo:
Organização em graus – Art. 533 e seguintes da CLT e Art. 8, IV da CF:
1 – Confederação – Art. 535
2 – Federação – Art. 534, §1º e §2º
3 – Sindicato (BASE) – Art. 511
FEDERAÇÃO:
É constituída por no mínimo 4 sindicatos (Estadual). EX: FIEB.
CONFEDERAÇÃO:
É constituída por no mínimo 3 federações e terá sede em Brasília (Federal). – (no mínimo 12 sindicatos).
Objetivo das Federações e Confederações:
Congregar interesses comuns dos sindicatos, fortalecendo a atuação das respectivas categorias. Uma atividade suplementar à atividade dos sindicatos.
SINDICATO
Art. 511, CLT
Conceito:
Sindicato é uma associação com fins específicos: fins de estudo, defesa e coordenação dos seus interesses econômicos ou profissionais de todos que como empregadores, empregados, agentes ou trabalhadores autônomos ou profissionais liberais exerçam respectivamente a mesma atividade ou profissão ou atividades ou profissões similares ou conexas.
Natureza jurídica: pessoa jurídica de direito privado, interesses

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