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FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS FMU FIAM-FAAM CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DEPARTAMENTO DE ENFERMAGEM Rafaela Maciel Firmino 2436301 Emilly Oliveira Graciano de Souza 2273903 Leticia 2438550 Atividade Prática Supervisionada São Paulo 27 de Outubro de 2020 ATIVIDADE 1: Leia o caso abaixo e responda as questões relacionadas. Alberto, 19 anos, está encerrado no quarto, há mais de mês, não quer ver ninguém. A mãe está muito doente com câncer e uma tia está na casa cuidando dela. A. já apresentou outros episódios de isolamento e anda cada vez mais estranho. Agressivo com a tia, agora não quer sair de seu quarto. A comida é deixada na porta. Saí para ir ao banheiro e não toma banho há dias. Parece indiferente ao que está havendo com sua mãe, não pergunta nada e mal se aproxima. O relacionamento com o pai é difícil, troca com ele poucas palavras. Piorou depois que desistiu da escola na 6ª serie e passou a ir à uma igreja, mudou o jeito de vestir, e recriminava o pai por que este bebia. Depois se afastou também da igreja, e fica cada vez mais em casa. A mãe refere que ele fala coisas estranhas, sobre fatos que não aconteceram e que ele inventa e interpreta as coisas de um jeito próprio. Na escola, após a adolescência passou a afastar-se dos colegas, na igreja tinha um amigo, que o decepcionou, segundo comentou com sua mãe. Sempre foi considerado esquisito na escola e na família. Gostava de desenhar, mas é por uns tempos, que inventa alguma atividade, logo perde o interesse e se recolhe para o quarto e para um quase mutismo, fala cada vez menos e às vezes é bem agressivo com as palavras. A tia diz que ele parece frio e distante, que não expressa emoção. A família está muito preocupada e associa este comportamento à doença da mãe. Nunca teve namorada e afastou-se dos poucos amigos. 1. Considerando a caso acima, faça o levantamento dos problemas de enfermagem. Paciente apresenta sinais de depressão, dificuldade em demonstrar sentimentos, se isola no seu quarto, não possui amigos, apresenta agressividade familiar e pode ser agressivo com a equipe de enfermagem, preconceituoso com álcool, não se preocupa com a higiene pessoal. 2. Elabore 5 diagnósticos de enfermagem -NANDA com título, fatores relacionados e características definidoras. Diagnóstico 1: ISOLAMENTO SOCIAL Fatores relacionados: Dificuldade para estabelecer relacionamentos, Incapacidade de engajar-se em relacionamentos pessoais satisfatórios. Caracteristicas definidoras: Ausencia de proposito, Contato visual insuficiente, Desejo de estar sozinho, História de rejeição, Hostilidade, Retraimento. Diagnóstico 2: AUTONEGLIGENCIA Fatores relacionados: Escolha do estilo de vida, Estressores Caracteristicas definidoras: Higiene pessoal insuficiente Diagnóstico 3: DESESPERANÇA Fatores relacionados: Isolamento social, Restrição prolongada de atividade. Caracteristicas definidoras: Contato visual insuficiente, Diminuição no afeto, Verbalização diminuída. Diagnóstico 4: INTERAÇÃO SOCIAL PREJUDICADA Fatores relacionados: Barreira de comunicação. Caracteristicas definidoras: Familia relata mudança na interação, Função social prejudicada, Insatisfação com envolvimento social. Diagnóstico 5: ENFRENTAMENTO FAMILIAR INCAPACITADO Fatores relacionados: Estilos de enfrentamento dissonantes entre as pessoas de apoio, Relacionamentos familiares ambivalentes. Caracteristicas definidoras: Depressão, Hostilidade, Negligencia quanto ao relacionamento com membro da família , Rejeição. 3. A partir dos diagnósticos de enfermagem NANDA, prescreva cuidados específicos a esses diagnósticos, tendo como referência a literatura NIC. Diagnóstico 1: ISOLAMENTO SOCIAL Aconselhamento: Estabelecer uma relação terapêutica baseada na confiança e no respeito, Demonstrar empatia, cordialidade e autenticidade , Auxiliar paciente a identificar o problema ou situação que está causando a angústia ; Determinar como o comportamento da família afeta o paciente ; Verbalizar a discrepância entre sentimentos e comportamentos do paciente. Apoio emocional: Discutir a experiência emocional com o paciente, Explorar com o paciente o que desencadeou o sentimento, Fazer declarações compreensivas ou empáticas, Encorajar o paciente a expressar seus sentimentos de ansiedade, raiva ou tristeza, Fornecer assistência na tomada de decisão , Encaminhar o paciente para aconselhamento, conforme apropriado. Fortalecimento da Autoestima: Auxiliar o paciente a encontrar autoaceitação, Encorajar o contato visual durante a comunicação com os outros, Encorajar o paciente a conversar consigo mesmo e verbalizar afirmativas positivas sobre si próprio diariamente. Melhora da socialização: Encorajar o maior envolvimento em relacionamentos já estabelecidos, encorajar o paciente a desenvolver relacionamentos, Promover o compartilhamento de problemas com outros. Diagnóstico 2: AUTONEGLIGENCIA Assistencia no Autocuidado: Monitorar a capacidade do paciente de autocuidado independente e, encorajar o paciente a realizar atividades normais da vida diária conforme seu nível de capacidade. Controle do Humor: Determinar se o paciente apresenta risco de segurança para si ou para os outros; Monitorar estado físico do paciente; Interagir com o paciente frequentemente. Diagnóstico 3: DESESPERANÇA Apoio emocional: Discutir a experiência emocional com o paciente, Explorar com o paciente o que desencadeou o sentimento, Fazer declarações compreensivas ou empáticas, Encorajar o paciente a expressar seus sentimentos de ansiedade, raiva ou tristeza, Fornecer assistência na tomada de decisão , Encaminhar o paciente para aconselhamento, conforme apropriado. Melhora da socialização: Encorajar o maior envolvimento em relacionamentos já estabelecidos, encorajar o paciente a desenvolver relacionamentos, Promover o compartilhamento de problemas com outros. Melhora do enfrentamento: Auxiliar o paciente a identificar metas adequadas a curto e longo prazo; Incentivar as relações com pessoas que tem interesses e objetivos comuns. Promoção de Esperança: Auxiliar o paciente/família a identificar áreas de esperança em sua vida; Informar ao paciente que a situação atual é temporária; Facilitar o paciente/família a reviver e saborear realizações e experiências do passado. Diagnóstico 4: INTERAÇÃO SOCIAL PREJUDICADA Melhora da socialização: Encorajar o maior envolvimento em relacionamentos já estabelecidos, encorajar o paciente a desenvolver relacionamentos, Promover o compartilhamento de problemas com outros. Modificação do Comportamento: Determinar a motivação do paciente para mudar; Auxiliar o paciente a identificar pontos fortes e reforça-los; Encorajar a substituição de hábitos indesejáveis por desejaveis. Diagnóstico 5: ENFRENTAMENTO FAMILIAR INCAPACITADO Promoção do envolvimento familiar: Estalecer um relacionamento pessoal com o paciente e seus familiares envolvidos no cuidado; Criar uma cultura de flexibilidade para a família; Identificar as expectativas dos familiares em relação ao paciente. Terapia Familiar: Determinar os padrões de comunicação da família; Identificar os papéis comuns dentro do sistema familiar; Identificar as áreas de insatisfação e/ou conflito.