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DESIGN THINKING 
Michael Peixoto de Brito 
Matrícula: 201512640131 
 
 
 
 
 
 
 
 
RESUMO 
A resolução de problemas de forma tradicional geralmente é metódica e quase 
científica. Identifique um problema, defina as etapas a serem seguidas e as 
ferramentas a serem usadas para chegar a uma solução, depois atenha-se ao plano 
e espere pelo resultado desejado. É simples, mas nem sempre flexível, inovador ou 
eficaz. E se o problema identificado não for a verdadeira fonte do problema? E se as 
etapas não levarem à solução correta? Quem são as pessoas envolvidas no 
problema? Em vez de começar com um problema, o Design Thinking começa com a 
observação. 
Partirei dos conceitos básicos do Design Thinking, passando por suas etapas, 
métodos, e exemplos de casos, para que assim, possamos compreender um pouco 
mais sua importância nos dias de hoje. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
O design é um processo iterativo, e o Design Thinking, o modo como o design é 
pensado, está presente em cada etapa da jornada que começa com o briefing do 
cliente e termina com o trabalho pronto. Várias são as soluções possíveis para um 
determinado briefing, e elas podem se diferenciar umas das outras em termos de 
criatividade, viabilidade e orçamento. 
“Não dá para pegar o design com as mãos. Ele não é uma coisa. É um 
processo. Um sistema. Um modo de pensar.” 
-Bob Gill, Graphic Design as a Second Language. 
 
Design Thinking é um processo onde buscamos entender o usuário, o desafio, e 
redefinir problemas na tentativa de indentificar estratégias alternativas e soluções que 
podem não ter sido claras no primeiro nível de entendimento do problema. Ao mesmo 
tempo, Desgin Thinking promove uma solução básica para solucionar os problemas. 
É uma maneira de pensar e trabalhar uma série de métodos práticos. 
Design Thinking tem um grande interesse em desenvolver um entendimento da 
pessoa pra quem está sendo criado o produto ou serviço. Isso nos ajuda a observar 
e desenvolver empatia com os usuários. Design Thinking ajuda no processo de 
questionamento: questionando o problema, questionando as premissas, e 
questionando as implicações. É extremamente eficaz em encontrar problemas que 
ainda não estão completamento definidos, redefinindo o problema, criando ideias em 
sessões de brainstorm e adotando testes de campo nos protótipos. 
 
DESENVOLVIMENTO 
A noção de design como uma “forma de pensar” tem sua origem traçada a partir de 
1969, nas ciências, no livro The Science of the Artificial, de Herbert A. Simon e mais 
especificamente na engenharia, à partir de 1973 , com Experiences in Visual 
Thinking, de Robert McKim. Rolf Faste, professor de Stanford, definiu e popularizou 
o conceito de “design thinking” como uma forma de ação criativa e foi adaptada a 
administração por David M. Kelley, colega de Faste em Stanford e fundador da IDEO, 
empresa de consultoria de design de produtos americana, que apesar de não ter 
inventado o termo, foi uma das primeiras formadoras de opinião sobre o tema. 
Atualmente, existe um grande interesse em design thinking e design cognitivo, tanto 
no mundo acadêmico como no mundo dos negócios, com uma demanda crescente 
por palestras e simpósios sobre o tema. 
As vezes, a melhor maneira de entender algo subjetivo e intangivel, como Design 
Thinking, é entendendo o que não é Design Thinking. 
Seres humanos desenvolvem naturalmente padrões de pensar em várias atividades 
e tem acessos comuns a informações. Isso faz com que apliquem as mesmas ações 
e pensem da mesma forma ou similar em várias situações, prevenindo o aprendizado 
de novas maneiras de entender, enxergar e resolver os problemas. Esses padrões de 
pensar podem ser referidos como esquemas, que são organizados como informações 
e relações entre coisas, ações e pensamentos que são simulados e iniciados na 
mente humana ao se deparar com algo que estimule o surgimento desses esquemas. 
Um único esquema pode conter várias informações. Por exemplo, temos um esquema 
para cachorros que predefine a presença de quatro patas, pelo, dentes afiados, calda, 
e um número de outras características perceptíveis. Quando a estimulação combina 
com o esquema, o mesmo padrão de pensamento surge na mente. Como esses 
esquemas são produzidos automaticamente, isso pode obstruir uma impressão mais 
cabível da situação ou prevenir a gente de ver o problema de uma maneira que vai 
permitir uma nova estratégia de solução. Maneiras inovadoras de resolver problemas 
também são conhecidas como “pensar fora da caixa”. 
Pensar fora da caixa pode gerar uma solução inovadora para um problema, porém, 
pode ser um desafio muito grande já que nós naturalmente desenvolvemos padrões 
comuns de pensamento. 
No centro do Design Thinking está a intenção de aprimorar produtos e serviços, 
analisando e entendendo como os usuários interagem com esses produtos e serviços. 
Também está o interesse e habilidade de fazer perguntas significantes e desafiar 
premissas. Um elemento do Design Thinking é de descartar premissas antigas ou já 
pensadas, para tornar possível questionar se elas são válidas ou não. Uma vez 
questionadas e investigadas as condições de um problema, o processo de gerar 
soluções vai ajudar a produzir ideias que refletem de fato as faces desse problema. 
Design Thinking oferece meios de ir mais fundo, fazer o tipo correto de pesquisa, 
testar os protótipos, os produtos e serviços. 
Designers usam o problema inicial como uma sugestão, não como problema final. Se 
recusam a tentação de ir imediatamente para a solução do problema inicial. Eles não 
tentam pesquisar uma solução até determinarem o problema real, e mesmo quando 
determinam, em vez de solucionar esse problema, param para considerar o grande 
leque de potenciais soluções. 
O processo de design geralmente envolve diferentes grupos de pessoas em 
diferentes especialidades; por esta razão, desenvolver, categorizar e organizar ideias 
para solucionar problemas pode ser difícil. Um jeito de manter o projeto aprumado e 
organizado, é usando métodos de Design Thinking. 
“Design Thinking entra nas capacidades que todos nós temos, mas que são 
deixadas para trás por práticas mais convencionais nas soluções de problemas. 
Não é apenas centrado nos seres humanos; é profundamente concreto e abstrato 
por si só. Design Thinking confia em nossa habilidade de ser intuitivo, de 
reconhecer padrões, de nos expressarmos em mídia em vez de palavras ou 
símbolos. Ninguém quer liderar um negócio baseado em sentimento, intuição e 
inspiração, preferem o racional, porém, pode ser tão perigoso quanto. A 
abordagem integrada no centro do processo de design sugere um “terceiro 
caminho”. 
-Tim Brown, Change by Dedsign, Introduction. 
 
ETAPAS DO PENSAMENTO 
Design é um processo que transforma o problema e o briefing em uma solução. 
Design Thinking envolve experimentar: rascunhos, protótipos, testes e conceitos 
diferentes. 
Hoje em dia existem muitas variações do processo de Design Thinking, e eles tem 
entre três a sete fases, estágios ou modos. Entretanto, todas as variações são 
parecidas pois compartilham do mesmo princípio. 
 
 
RESOLVENDO PROBLEMAS COM DESIGN THINKING 
1 - CONHEÇA A FUNDO O PROBLEMA 
Imagine que em sua cidade não há atrativos turísticos, mas há alternativas que 
possam atrair possíveis turistas. Há muitas artesãs, a gastronomia é rica e fatos 
históricos aconteceram na cidade. Afinal, como atrair mais turistas e destinar a receita 
do turismo para melhorias na cidade, educação e saúde? Comece se aprofundando 
no problema, pesquise ao máximo reunindo informações sobre as atividades que são 
desenvolvidas na cidade, as pessoas relacionadas e o contexto em que elas as 
realizam. É importante também observar as interações que existem entre indivíduos. 
2 - ENTENDA O SEU PÚBLICO 
 Todo problema possui um contexto único definido pelas pessoas. No pensamento de 
design,a empatia envolve a compreensão das crenças, valores e necessidades do 
seu público-alvo. Envolve observar, ouvir e entender seu público. O envolvimento, 
interagindo com seu público, usuários ou clientes. Ir a campo, interagir, se envolver 
com as pessoas conhecendo-as, seus hábitos, suas habilidades, é um caminho muito 
assertivo. 
3 - DEFINIR: ESTABELECER UM PONTO DE VISTA 
É hora de processar o que você aprendeu com seu público; compilá-lo em insights, 
conexões. O que todas as informações que você coletou têm em comum e o que elas 
dizem sobre seu público e o que elas precisam? Defina o desafio que você está 
enfrentando e avance para soluções. No Design Thinking, esse processo é descrito 
como o estabelecimento de um ponto de vista (POV): um resumo com os insights que 
você aprendeu sobre seu público e suas necessidades. A solução que você 
eventualmente encontrar será informada por este POV. 
4 - IDEAÇÃO: CONCENTRE-SE EM POSSÍVEIS SOLUÇÕES 
A etapa ideação é a oportunidade de reunir todas as ideias. As boas ou as ruins. É 
um brainstorming. Aqui, não é o momento ainda de encontrar uma solução “perfeita”, 
mas sim criar tantas possibilidades quanto você puder. É o momento colaborativo e 
participativo. 
5 - ANALISE AS IDEIAS 
 Após várias ideias do processo anterior, é hora de organiza-las por grupos. Grupos 
de ideias com características em comum. Agora, selecione as melhores ideias e teste-
as. É importante ficar atento quanto à realidade do problema — que pode ser, por 
exemplo, de recursos financeiros reduzidos. Por isso, é fundamental pensar em 
soluções que não tenham um custo muito alto e que sejam de fácil implementação. 
6 - PROTÓTIPO: EXPERIMENTE VÁRIAS SOLUÇÕES 
O protótipo pode ser qualquer coisa, desde uma parede de notas post-it ou um 
storyboard até um item físico / digital ou uma atividade interativa. O processo de 
construção de um protótipo provavelmente ajudará a esclarecer ainda mais o 
problema e oferecerá novos insights ou novas soluções sobre as quais você não havia 
pensado antes. Na preparação para o estágio final de testes, é útil se os protótipos 
puderem ser observados ou experimentados pelo seu público ou usuário com o 
objetivo de solicitar feedback. 
7 - TESTE: ENCONTRE A MELHOR SOLUÇÃO PARA SEU PÚBLICO 
O teste ajuda você a saber mais sobre suas possíveis soluções e mais sobre seu 
público. Dependendo de como o teste é realizado, ele pode levar de volta a qualquer 
um dos estágios anteriores: você pode descobrir que não definiu o problema 
corretamente ou não conseguiu entender se seu público-alvo precisa voltar à estaca 
zero. Como durante o estágio Empatia, observar e / ou ouvir seu público é 
fundamental aqui. Em vez de explicar o protótipo, permita que os usuários o 
experimentem por conta própria. Observar essa interação ajudará a revelar insights 
importantes sobre quais aspectos do protótipo estão ou não funcionando. Em 
seguida, incentive-os a fazer perguntas e dar seus comentários sobre a experiência. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CASES DE SUCESSO 
1 – NETFLIX 
Um dos maiores desafios da Netflix é a personalização . O comportamento dos usuá
rios evolui ao longo de um período de tempo e suas necessidades crescem. 
Há milhares de algoritmos complexos para que tudo funcione de maneira eficiente. 
Por isso, é extremamente imperativo que a Netflix entenda as porcas e parafusos 
para fazer a manivela da máquina funcionar. Assim, uma maneira inovadora que a 
Netflix viu para garantir que o conteúdo permanecesse personalizado é trabalhar com 
padrões de comportamento de usuários existentes para nortear sua estratégia de 
aquisição de conteúdos, lançamentos. 
Dessa forma, filmes, seriados, documentários etc. são lançados somente após análi
se e compatibilidade com o que as pessoas querem, pesquisam na plataforma. 
 
2 – NATURA 
A Natura, empresa referência no mercado de cosméticos mundial, presente na 
América Latina e França, utilizou o Design Thinking para desenvolver novas ofertas 
de produtos e serviços, leves e divertidos, que ampliasse o relacionamento com o 
jovem consumidor da marca. A Livework Brasil, projetou junto com a equipe da Natura 
soluções que ocupam espaços relevantes no dia a dia do consumidor da marca. 
Foram diversas sessões de co-criação onde participantes tiveram a chance de 
redefinir sua relação com a marca e criar para dentro de seu universo. E, com isso, 
surgiram insights valiosos que funcionaram como trampolins para a criação de 
soluções diferenciadas e relevantes. 
 
3 – VOLKSWAGEN 
O Quicas, um clube de carros compartilhados que atende uma grande variedade das 
necessidades dos clientes da Europa, incluindo as de estudantes, empresas 
comerciais e famílias, oferece o “Quicar Plus” e uma opção “Família”. Eles oferecem 
às pessoas a liberdade de utilizações mais longas e acessos compartilhados. Ao 
prestar um serviço unicamente confiável e conveniente, a Quicar tem conseguido 
levar um modelo emergente para a frente e criar, ao mesmo tempo, um novo mercado 
para Volkswagen. 
Para criar o Quicar, o Design Thinking foi essencial no processo. 
 
 
4 – GE HEALTHCARE 
O designer Doug Dietz, da GE Healthcare, construiu uma máquina de ressonância 
magnética que o levou a ser indicado a um prêmio de design. Com a repercussão, 
ele decidiu ir a um hospital para ver a utilização do produto e, ao chegar lá, encontrou 
crianças aterrorizadas com o uso daquela máquina. Em nenhum momento, Doug 
havia pensado na experiência dos usuários, nem em seus sentimentos. Ao perguntar 
para enfermeira, ele obteve a seguinte informação: 80% das crianças deveriam ser 
sedadas para realização do exame e outras muitas precisavam ter o exame 
remarcado. Ele voltou para casa para tentar criar um produto melhor. Realizou com 
as técnicas do Design Thinking uma atividade de imersão feita com a participação de 
um grupo de pessoas para gerar alternativas viáveis e exequíveis para deixar o 
produto menos aterrorizante. Depois da experiência, Doug percebeu que poderia criar 
algo novo. O primeiro passo foi frequentara locais com crianças para entende-las e, 
depois, criar um ambiente agradável para elas. O resultado foi surpreendente: as 
crianças perderam o medo da máquina e a experiência se tornou divertida e nada 
aterrorizante. 
5 – AIRBNB 
O AirBnB é uma plataforma que réune todos os tipos de acomodações e permite que 
as pessoas listem, descubram e aluguem temporariamente suas propriedades. São 
mais de 33 mil cidades e 192 países. A base de usuários do AirBnB é bastante 
diversificada. Às vezes surge a situação de que um pedido não corresponde ao estilo 
de vida do anfitrião ou as expectativas de como um “hóspede adequado” deve 
comportar-se. Mas há um problema frequente: quem aluga frequentemente rejeita 
quem quer alugar por não corresponder ao perfil "adequado" que se espera. Muitos 
nem respondem aos pedidos de aluguel. Com isso, a experiência do usuário é muito 
prejudicada. E a AirBnB muitas vezes precisa executar um modelo de plataforma 
multilateral, ou seja, que implica a mediação e a facilitação das relações de quem 
aluga com quem quer alugar. 
E precisa encontrar formas de resolver ou evitar tais conflitos, por exemplo. E eles 
estão usando o Design Thinking para aproximar quem aluga de quem quer alugar por 
meio da correspondência adequada de determinados perfis. Eles entenderam porque 
as pessoas rejeitam certos usuários, quais são as razões que ainda não foram 
entendidas e como elas podem ser abordadas. Criaram a iniciativa "Why Hosts 
Reject", resultante e ainda em curso para proporcionar a melhor experiência possível 
para o usuário. Eles utilizaram todas as etapas do Design Thinking, colheram muitos 
insights, realizaram mais de 100 pesquisas quantitativas (fechadas e abertas) com os 
anfitriões que recentemente disseram que “não”, utilizando insights de análises, bem 
como com entrevistas individuaisde acompanhamento com entrevistados 
selecionados. Encontraram uma série de problemas e razões frequentemente 
emocionais e logísticas. 
Surgiram que há informações insuficientes sobre o histórico do hóspede, mensagens 
estranhamente expressas com muitos erros de escrita, entre outras. Após a análise 
e síntese dos dados, a equipe finalizou com uma taxonomia em estrutura de árvore 
das razões pelas quais os anfitriões dizem não. Infelizmente, eles não divulgaram 
mais detalhes, mas agora com o próprio mapa de razões, a equipe está trabalhando 
com o método do Design Thinking para solucionar entendendo que algumas pessoas 
agem mais como gerentes da propriedade, enquanto outras estão mais preocupadas 
com as relações pessoais com o hóspede. De acordo com o AirBnB, o Design 
Thinking ajudou a formular as hipóteses, entender o problema, buscar soluções com 
boas ideias envolvendo toda a equipe. A equipe agora se concentra em situações em 
que problemas e personas estão envolvidos. 
6 – METRÔ DE LONDRES 
O Metrô de Londres enfrentou um desafio enorme para transformar a sua cultura e 
práticas de trabalho. Era preciso realizar um programa massivo de mudança em 
relação ao atendimento ao seus clientes. Mais uma vez o Design Thinking entrou em 
ação: foi adotado o processo de design com quatro etapas: Analisar, Desenvolver 
Opções, Projetar & Testar e Pilotar & Validar. A cada etapa foram descobertos 
problemas e oportunidades que alimentaram o estágio seguinte. Foi criada dentro do 
Metrô de Londres uma equipe interna de atendimento ao cliente responsável por 
acompanhar e implementar as mudanças e, com isso, eles já venceram o prêmio de 
melhor equipe no “Rail Staff Award” de 2014. Por exemplo, a pergunta mais frequente 
na estação Covent Garden é sobre a localização da loja da Apple. É agora uma 
política do metrô ligar para a loja se um deficiente visual faz essa pergunta para que 
eles possam enviar alguém para acompanhá-lo até lá. 
7 – SAMSUNG 
Antes de se tornar uma marca focada em design, a Samsung fabricava principalmente 
eletrônicos baratos e de imitação para outras empresas. Os produtos foram 
fabricados por engenheiros de acordo com os indicadores de preço e desempenho, 
e os projetistas só aderiram ao final do ciclo de vida da fabricação para tornar os 
produtos mais fáceis de usar. Com sede na Coréia do Sul, a equipe de design da 
Samsung percebeu que os empresários na Coreia e no Japão tinham o hábito de 
anotar notas ou agendas em cadernos de bolso. A observação levou ao "diário 
inteligente" completo com uma caneta: maior do que o smartphone existente da 
Samsung, menor do que o tablet e perfeito para escrever. A prototipagem e os testes 
foram seguidos, e os resultados levaram ao sucesso da série Galaxy Note ... e tudo 
começou com o processo de Design Thinking. 
 
 
8 – PEPSICO 
Eles começaram a prestar atenção em como os consumidores interagiam com a 
marca e com a experiência geral do usuário. Por exemplo: entenderam como as 
mulheres gostam de lanchar e se preocupam com o quanto o produto pode manchar. 
A tomada de decisão foi estimulada com base em insights colhidos na etapa Empatia, 
do Design Thinking. A PepsiCo lançou uma nova linha de Doritos na China, que vem 
empilhada em uma bandeja e acondicionada em uma vasilha, em vez de em uma 
sacolinha. Quando uma mulher quer fazer um lanche, ela pode abrir a gaveta e comer 
da bandeja. Quando ela termina, ela pode empurrá-lo de volta. O chip também é 
menos barulhento para comer: as mulheres não querem que as pessoas as escutem. 
 
9 – INTUIT 
A Intuit é uma empresa americana que cria soluções que simplificam a vida financeira 
de pequenas empresas, consumidores e profissionais das mais diversas áreas. Eles 
analisaram como eles poderiam usar o Design Thinking para desafiar a si mesmos e 
criar produtos e serviços maiores e melhores. Para começar, eles encorajaram um 
'show and tell', onde eles pediram aos membros da equipe que trouxessem coisas 
que os inspiraram e falaram sobre os atributos específicos da 'coisa' que os 
impressiona. O departamento financeiro começou a avaliar a facilidade de um 
processo de compra e começou a explorar abordagens para simplificá-lo. O 
departamento de RH começou a analisar o processo de candidatura a uma vaga na 
empresa de forma holística. Com isso, se colocando no lugar do outro, muitos 
processos foram aprimorados. 
ADAPTANDO DESIGN THINKING AO DIA A DIA 
Agora que já se sabe um pouco sobre Design Thinking, suas etapas e casos de 
sucesso, devemos analisar qual o papel do Design Thinking e como ele pode ajudar 
no dia a dia. 
Os professores Bill Burnett e Dave Evans, da universidade de Stanford, há mais de 
uma década ministram o curso Designing Your Life. A partir dessa experiência, 
decidiram compartilhar para o mundo o cientificamente comprovado movimento 
Design para a Vida baseado no design thinking com o livro Designing for Life. 
Os professores adaptaram os estágios, métodos e etapas do Design Thinking para 
que todos possam usar no dia a dia. 
1. CURIOSIDADE 
Quebre as regras. 
Coma algo novo. 
As melhores decisões são tomadas quando se tem várias opções, portanto, não se 
limite ao que é normal/confortável/mediano. A filosofia de quantidade em relação à 
qualidade das ideias é importante. 
A melhor solução nem sempre é óbvia. 
O inimigo da curiosidade é o julgamento. Bons designers e pensadores sabem que 
as melhores ideias vêm de lugares seguros, onde todos os pensamentos podem 
reverberar livremente. 
As ideias mais loucas podem não se tornar as vencedoras, mas, definitivamente 
sem elas, você não será capaz de partir do óbvio para algo realmente inovador. 
Desafio: Curiosidade é um convite para a exploração. 
Torne tudo uma grande brincadeira. 
Faça algo que nunca fez antes que o dia termine. 
Leia sobre histórias da sua vizinhança ou, melhor, pergunte sobre elas àquele 
tradicional comerciante da esquina. Aprenda mais sobre o seu hobby preferido. 
Curiosidade é contagiante. Espalhe-a. 
2. ESTAR DISPOSTO A AGIR 
Agora que você explorou algumas das coisas sobre as quais tem curiosidade, 
comece a testá-las. 
Designers simplesmente não leem sobre possíveis soluções de design para um 
produto, eles as constroem e as prototipam. 
No movimento Design para a Vida, propomos a mesma coisa. 
O pensamento apenas leva você até certo ponto. 
Quando se está disposto a agir, você se torna comprometido em construir seu 
próprio caminho. 
O fracasso faz parte do design e constantemente leva a grandes resultados. 
A sua vida não é diferente. Cada protótipo é um passo na direção de uma vida mais 
feliz. 
Você pode prototipar a sua vida por meio de uma conversa, experiência ou 
brainstorm. 
Você pode gastar uma hora, um dia ou alguns meses em qualquer protótipo. 
Não há regras na criatividade a não ser continuar explorando. 
Desafio: Escreva três coisas que você deseja fazer, mas que ainda não encontrou 
tempo, habilidade ou dinheiro para realizar ainda. 
Não se preocupe em ter que dominar nada novo, apenas comece a explorar o que o 
seu desejo significa para você. 
Entreviste alguém que possua seu “emprego dos sonhos”, vá fazer uma aula de 
artes, assista a um show de improviso. Melhor ainda, convide a se juntar nessa 
jornada alguém que antes você teria vergonha ou medo. 
3. REFORMULANDO 
Cada um de nós possuímos pensamentos obscuros que nos impedem de ganhar 
confiança. 
Essas são as nossas Crenças Disfuncionais. 
Nós conseguimos nos afastar desse tipo de pensamento reformulando-os. 
Reformular é como os designers destravam o pensamento. 
Quando você reformula um problema, tem-se certeza que se está trabalhando no 
problema certo. 
No Design para a Vida, são apresentados 12 conceitos-chave reformuladores que 
permitem a reflexão para que você possa avaliar seus viéses e se abrir para novas 
soluções. 
A não ser que o desafio seja algo fisicamente instransponível,a única coisa que 
pode te impedir de se tornar melhor é a sua mente. 
Fuja do modo de lamentação. 
Essa é a forma mais fácil de continuar nele. Construa seu próprio caminho até a 
solução. 
Não se preocupe em ter todas as respostas porque você começará a tê-las quando 
for prototipar. 
Desafio: Escreva de 2 a 3 pensamentos/ideias que você acredita que estejam 
limitando seu potencial. Pode ser: “não tenho dinheiro para tal coisa”, “não tenho tal 
habilidade para realizar tal tarefa”, etc. Amasse todos esses pensamentos e os 
jogue pela descarga. Eles podem ou não estar relacionados aos 12 conceitos para 
reformular sua vida apresentados no livro, mas de qualquer forma eles não lhe farão 
bem, razão pela qual você precisa se livrar deles. 
 
 
 
4. CONSCIÊNCIA 
Design para a Vida é uma jornada. Parte do pensar como um designer e estar 
consciente do processo. 
O processo esse que é confuso, bobo, emocional e imprevisível. 
Você precisa se libertar do resultado final para estar aberto às soluções. 
Constantemente, não começamos algo porque não temos consciência de todo o 
processo. 
É normal. Lembre-se de estar disposto a agir. Veja novamente como você pode 
reformular suas crenças: 
Crença disfuncional: “Preciso descobrir de antemão qual seria a vida perfeita, fazer 
planos e então executá-los?” 
Sempre somos questionados sobre nossos “planos”. Francamente, eles não são do 
interesse de ninguém a não ser do seu. A sua comunidade, conhecida como time de 
designers (mais sobre isso abaixo), sabe que essa ideia de plano perfeito não 
existe. 
Reformule: “Existem ótimas possibilidades de vida (e de planos) para mim e posso 
escolher quais delas fazem sentido para o que eu quero ser amanhã”. 
Desafio: Escreva três coisas que você ainda gostaria de ser quando crescer e três 
coisas que você gostaria de mais ter na sua vida. 
Você se lembra do quanto acreditava como todas essas coisas seriam possíveis 
quando era criança? 
Elas continuam sendo possíveis mesmo você sendo adulto. Cada protótipo é um 
passo no processo de construir uma vida bem vivida e feliz. 
5. COLABORAÇÃO RADICAL 
Os melhores designers sabem que criar valor a partir do design depende de 
extrema colaboração. 
Você não está (e não deveria estar) sozinho. 
Um artista pode criar uma obra de arte enclausurado em uma cabana na floresta, 
mas um designer não consegue criar a próxima mudança de comportamento 
estrutural e global sozinho. 
Muitas das melhores ideias virão de outras pessoas, basta você interagir com elas. 
Essencialmente, uma vida a partir do design, assim como o design como um todo, é 
um esporte coletivo. 
Crença Disfuncional: É a minha vida, preciso projetá-la por mim mesmo. 
Alguma vez a voz dentro da sua cabeça já lhe disse “você não é capaz de fazer 
isso” ou “você não poderia ser igual a eles”? 
Quando vemos as conquistas dos outros, temos a tendência a pensar que foi um 
feito solitário. 
Os humanos veem as ideias óbvias primeiro. 
A verdade é que essa pessoa não chegou lá sozinha, foi um processo, assim como 
será para você. 
Todos nós precisamos de ajuda. Aliás seria insalutar pensar de outra forma. 
Reformule: Você vive e projeta a sua vida em colaboração com outros. 
Quando mais cedo você criar um time de designers, isto é, pessoas que poderão 
ser seu suporte na vida, melhor. 
Engaje as pessoas que você ama e admira para trabalharem juntas com objetivo de 
melhorar individualmente a vida das pessoas, assim como a vida delas em 
comunidade. 
Essa é uma das diferenças fundamentais no modelo mental proposto pelo design 
thinking em relação a outras metodologias de “coaching” ou de estratégia. A 
comunidade. 
 
CARREIRA EM DESIGN THINKING 
A chave do trabalho de um Design Thinker é decodificar os anseios (conscientes e 
subconscientes) dos consumidores e responder à necessidades ainda não 
percebidas pelo mercado. Essas características se desdobram em curiosidade, 
empatia com o consumidor, capacidade de trabalhar em equipe e facilidade para 
lidar com as pressões do mundo corporativo. Mas o tipo de formação fica em 
segundo plano. Qualquer profissional pode atuar como Design Thinker, desde que 
reúna essas características citadas e outras fundamentais. Nesse meio o tipo de 
formação fica em segundo plano. 
O que conta é o perfil de cada profissional. Essas características se desdobram em 
curiosidade, empatia com o consumidor, capacidade de trabalhar em equipe e 
facilidade para lidar com as pressões do mundo corporativo. Na Love Mondays, 
Catho, Linkedin, no Vagas…portais de oportunidades já refletem: as empresas 
estão entendendo a importância do Design Thinking. Há oportunidades em áreas 
variadas que já exigindo essa habilidade com salários de R$ 5 a R$ 15 mil. 
Muitos profissionais e empresas já estão entendendo que o Design Thinking não é 
só para designers ou profissões relacionadas a áreas criativas. Muito pelo contrário, 
qualquer profissional das mais variadas áreas pode aprender e incorporar em suas 
atividades e, com isso, se valorizar no mercado. O Design Thinking desenvolve uma 
nova maturidade profissional e um modo de pensar diferenciado, por instigar a 
prática de muitas competências que hoje são fundamentais para que as 
organizações se mantenham relevantes. O mais impressionante é que muitos 
profissionais comentam que, após passar pelo processo, eles mudam a sua forma 
de pensar em todas as atividades e este desenvolvimento de competências tem 
sido o diferencial para estes profissionais. E estão conseguindo se reinventar na 
carreira. 
Quem se especializada em Design Thinking é responsável por mudar a forma como 
a empresa pode encarar tarefas valorizando quesitos como empatia, colaboração e 
experimentação, além de auxiliar na tomada de decisão, com margem baixa para o 
erro (embora faça parte do processo) e, portanto, mais assertividade em soluções 
inovadoras. 
Design Thinking é um mindset. Uma forma de olhar para os desafios, encarar os 
problemas, envolver as pessoas, propor soluções e testar sempre antes de 
implementar as coisas. Em uma sociedade que nos cobra respostas certas e 
rápidas, quando começamos a trabalhar com uma abordagem como essa, não só o 
nosso dia a dia muda, mas também a forma como nos relacionamos com as 
pessoas. 
Durante muito tempo as empresas e profissionais estavam atuando de uma forma 
míope, olhando só “de dentro pra fora”. 
Tentando otimizar processos internos, facilitar suas próprias vidas, tendo ideias que, 
para quem as teve, eram incríveis. 
Mas que na hora de colocar no mercado, ainda não estavam completas ou não 
resolviam o problema das pessoas. 
No começo, quando a abordagem foi resgatada, e envelopada com esse nome, só 
as empresas mais corajosas adotaram. 
O que fez com que hoje a gente possa ter vários cases de sucesso com a aplicação 
da abordagem e faz com que empresas mais conservadoras vejam o valor de se 
trabalhar dessa forma. 
Além de tudo isso, estamos em um momento muito mais colaborativo. 
As pessoas estão mais empoderadas, vendo que juntas têm mais força, conseguem 
chegar em melhores lugares, com transparência, colaboração e olhar para o ser 
humano. 
Tudo isso faz com que a abordagem do Design, que hoje é chamada de Design 
Thinking, esteja no espírito do nosso tempo e esteja tão em alta. 
Por todas essas evidência, movimentos e valores compartilhados que estão tão 
presentes nos dias de hoje. 
DIA A DIA DE UM PROFISSIONAL DE DESIGN THINKING 
O dia a dia de um profissional da área, consiste em se envolver com pessoas o 
tempo inteiro para que a colaboração seja aplicada e traga resultados muito 
melhores do que teriam se fossem pensados apenas por ele. 
Ao invés de sempre buscar ter as respostas prontas, devem tentar sempre fazer as 
perguntas certas para explorar todos os pontos, informações e possibilidades 
possíveis. 
Além disso, devem admitir que podem não ter a resposta certa de imediato e queinclusive não tenham a melhor solução, mas isso faz parte do processo. 
 É de costume comum, se trabalhar com premissas e suposições, sempre tentando 
adivinhar se os usuários gostariam ou não do que irão propor. Como designers, 
quando isso acontece, o ponto principal é “Por que não perguntamos para eles?” e é 
tão simples quanto isso. Envolver as pessoas, do começo ao fim de um projeto ou 
solução de um problema. 
 
EMPRESAS QUE MAIS PROCURAM O PROFISSINAL DE DESIGN THINKING 
Acredita-se que o mercado vem amadurecendo e as empresas estão vendo mais o 
valor do Design para acelerar processos de absorção de conhecimentos, 
convergência de opiniões e ampliação de potencial criativo. 
E isso está fazendo com que empresas de outros segmentos busquem trabalhar 
com Design Thinking. 
Levantamentos recentes mostram que empresas financeiras, bancos e corretoras 
de valores, seguradoras, hospitais, escolas, entre outras, vem procurando cada vez 
mais esse tipo de serviço. 
O Design tem estimulado e agregado muito valor para pessoas e empresas que 
querem trabalhar com negócios novos. As startups são um super exemplo disso. 
Muitas delas nasceram com base na aplicação do processo de design, entendendo 
as pessoas com profundidade. 
Definindo um desafio de projeto, mapeando oportunidades, gerando ideias, testando 
e lançando iniciativas que estão mudando muito a forma como as pessoas se 
relacionam com empresas. 
Isso está deixando empresas enormes e com uma história de muitos e muitos anos 
bastante inseguras e ameaçadas por estarem entregando mais valor e mais 
relevância aos clientes. 
 
QUALQUER UM PODE ATUAR COMO DESIGN THINKER 
Sim, se você mergulha profundamente no entendimento das pessoas e dos 
contextos dos seus desafios e projetos, envolvendo diferentes perfis na hora de 
fazer pesquisas. 
Mapear caminhos, gerar ideias e realizar testes para melhorar entregas e validar 
pontos de vista. 
Estudar Design Thinking é sim muito importante para compreender de onde a 
abordagem veio, por que foi resgatada e por que é tão valorizada nos dias de hoje. 
 
DESIGN THINKING PARA CRIANÇAS 
Uma coisa é certa, a cada dia que passa e nos próximos anos irão surgir novos 
modelos de negócios e consequentemente a necessidade de novas profissões 
que irão demandar novas habilidades para as pessoas. 
E foi pensando nesse cenário que estamos vivendo, que o Museu de Design de 
Atlanta acaba de criar um novo curso para crianças da pré-escola ao ensino 
médio – um curso de Design Thinking. 
Apesar de já existirem diversos cursos voltados para crianças nas áreas de 
ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática, este será o primeiro que 
enfatiza a abordagem do Design Thinking, que foi desenvolvida para que se 
alcance a busca de soluções de problemas de forma coletiva e colaborativa. 
Segundo a diretora executiva do Museu de Design de Atlanta, Laura Fischer, a 
ideia do Museu é dar oportunidade às crianças de aprimorar suas habilidades 
em design enquanto elas aprendem outras tecnologias. Para o Museu, o Design 
é uma das ferramentas mais poderosas para enfrentarmos os grandes desafios 
que o século 21 está apresentando e que se as crianças começarem a pensar 
como designers, e com certeza elas poderão tornar o mundo um lugar melhor. 
Através deste curso a direção do Museu acredita que as crianças poderão 
também adquirir outras habilidades como aprender a desenvolver a empatia, 
trabalhar em colaboração, desenvolver o pensamento crítico, assumir riscos e 
tentar novamente quando as coisas não acontecem como elas esperam. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONCLUSÃO 
Design thinking é um processo aplicável a todas as esferas da vida. Para expandir 
isso, ele pode ser usado por todas as equipes de uma organização para resolver 
problemas complexos e encontrar soluções desejáveis. Resolver problemas, 
alcançar maior eficiência, atender melhor as necessidades das pessoas, focar no 
resultado final. A missão do Design Thinking é traduzir a observação em insights 
sobre produtos e serviços que melhorarão a vida e o dia a dia das pessoas. E o 
objetivo de melhorar vidas é um ponto importante para o processo de Design 
Thinking, já que encontrar soluções novas e criativas para os problemas de uma 
maneira que coloque as pessoas e suas necessidades em primeiro lugar, é sua 
principal característica. 
Com isto, conclui-se que o Design Thinking é uma maneira de pensar, que vem 
crescendo cada vez mais. Tanto como conceito profissional e coorporativo, quanto 
como maneira de pensar e agir no dia a dia das pessoas. 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
1 – Interaction Design Foundation www.interaction-design.org 
2 – E-Book – Design Thinking – Como Resolver Problemas www.aprendeai.com 
3 – Design Thinking – Ação ou Prática de pensar o design. Gavin Amborse e Paul 
Harris 
4 – pt.wikipedia.org/wiki/Design_thinking 
5 – www.udemy.com Design Thinking para crianças e jovens 
6 – www.udemy.com Principles of Design Thinking.

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