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Tayná Magalhães 
ESTOMATOLOGIA I 
 
Terminologia e posicionamento em radiologia 
 
 
Posição anatômica: 
 Braços aduzidos para frente 
 Palmas da mão para frente 
 Cabeça e pés retos para frente 
 
Olhando na radiografia, o lado direito do profissional é o esquerdo da imagem 
 
Planos, cortes e linhas do corpo: são situações geométricas imaginarias que atravessam 
o corpo na posição anatômica 
 Plano = uma superfície gerada por um deslocamento de uma reta 
 Linha = traço imaginário que conecta dois pontos 
 Corte = ato de cortar ou fatiar uma estrutura em várias posições 
 
1. PLANOS: 
 
 Basal do crânio: é transversal, formado por conecxão das linhas 
basais de cada lado do crânio. Este, algumas vezes é denominado 
de plano antropológico ou plano horizontal de Frankforte 
 Plano de Camper: plano de conexão das linhas que passaram 
pelo tragus a asa do nariz 
 Oclusal: plano de conexão das linhas que passam pela 
superfície oclusal dos dentes em ambos os lados 
 Sargital/vertical: plano que divide o corpo em duas metades 
direto e esquerdo 
 Sargital mediano/médio sargital: plano sargital que divide o 
corpo em partes direita e esquerda iguais. Passa pela sutura 
sargital do crânio – qualquer plano paralelo ao plano sargital 
mediano é denominado plano sargital 
 Coronal ou frontal: plano que atinge e divide o corpo em 
partes anterior e posterior 
 Médio – coronal: plano que divide o corpo 
em partes iguais anterior e posterior, passa 
através da sutura coronal. Qualquer plano 
paralelo ao plano frontal ou médio – coronal é um plano 
coronal 
 Horizontal (transversal ou axial): qualquer plano que passa através do corpo 
formando ângulo reto com plano sargital ou coronal dividindo o corpo em 
superior e inferior 
Tayná Magalhães 
ESTOMATOLOGIA I 
 
2. LINHAS: 
 
 Basal de Reid (Liom): linha infra orbitameatal, linha 
que segue da margem infra-orbitária (borda inferior 
do olho) passa pela borda superior do meato auditivo 
externo, até o meio do osso occipital 
 Inter ou bipupilar: linha que passa entre as pupilas 
 
 
 
 
 
3. CORTE OU FATIA: 
 
 Longitudinais: sargital – cortes no comprimento da direção do eixo 
longitudinal do corpo ou qualquer de suas partes independentes da 
posição do corpo ereto ou em decúbito 
 Transversal ou horizontal: axiais são cortes feitos fazendo ângulo reto ao 
longo de qualquer eixo longitudinal do corpo ou partes 
 Cortes ou planos oblíquos: são os que se inclinam ou desviam de qualquer 
dos três planos do corpo. Imagem sargital, coronal, axial 
 
Superfícies e partes do corpo: 
 
Posterior ou dorsal: parte posterior do corpo, planta dos pés e o doso das mãos 
Anterior ou ventral: parte anterior do corpo, inclui o dorso dos pés e as palmas das 
mãos 
 
Posicionar: arte de colocar um paciente em determinadas posições para demonstrar 
ou visualizar, radiograficamente, partes especificas do corpo na radiografia ou em 
outros receptores 
Posição em duas formas = geral e especifica: 
 
 Posição geral: 
 Decúbito dorsal: deitado de barriga para cima 
 Decúbito ventral: deitado de barriga para baixo 
 Ereta 
 
 
Tayná Magalhães 
ESTOMATOLOGIA I 
 Posição especifica: posição descrita a uma parte do corpo mais próxima ao 
filme ou receptor de imagem ou por aquela parte do corpo pela qual esta 
entrando e saindo o feixe de Raios – X 
Ex: lateral, obliqua, frente (ventral) e costas (dorsal) 
 
 
Incidência e área de incidência: 
 Termo de posicionamento usado para descrever o trajeto do feixe de Raios – X, 
quando este atravessa o paciente, é o ponto ou área de entrada dos Raios–X 
 Incidência em PA: o trajeto é posterior -> anterior 
 Incidência em AP: o feixe entra pela anterior e sai posterior 
 Axial: em relação ao eixo longitudinal 
 Tangencial: tocar em uma curva ou superfície apenas em um ponto 
 
Termos de relação: 
 Termos de posicionamento e/ou anatômicos que descrevem as relações com as 
partes do corpo 
 Medial/mesial: em direção ao centro ou ao plano mediano ou linha media 
 Lateral: fica oposto do medial ou fora do centro ou mais longe da linha media do 
corpo 
 Proximal: próximo a origem ou inicio mais próximo a linha media 
 Distal: distante da origem ou da linha media 
 Cefálice ou superior: em direção a cabeça 
 Caudas ou inferior: em direção aos pes 
 Ipsilateral: do mesmo lado do corpo 
 Contralateral: do lado oposto do corpo ou da parte do corpo 
 Interior: próximo ao centro 
 Exterior 
 Superficial 
 Profundo 
 
Termo em relação de movimento: 
 Flexão: o ângulo entre as partes é diminuído 
 Extensão: o ângulo entre as partes aumenta 
 Hiperextensão: é a extensão de uma articulação além da posição reta ou neutra 
 Protrusão: movimento para frente 
 Retração: movimento para trás 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tayná Magalhães 
ESTOMATOLOGIA I 
 
 
Técnicas intrabucais: 
 
 
 P1 – posição 1 (arcada superior): 
 Cabeça ereta; 
 Plano sagital perpendicular ao plano horizontal; 
 Plano de Camper (trágus – asa do nariz) e plano oclusal; 
 Plano de Camper, plano oclusal superior e linha bipupilar paralelos ao 
plano horizontal 
 
 P2 – posição 2 (arcada inferior): 
 Cabeça em hiperextensão; 
 Plano de Camper MODIFICADO (trágus – comissura labial) paralelo ao 
plano horizontal; 
 Plano oclusal inferior paralelo ao plano horizontal 
 
PERIAPICAL: 
 Bissetriz 
 Paralelismo 
 
Indicações: 
 Extensão dos processos de carie (incipiente, recidivante, comunicação 
com a câmara pulpar) 
 Mineralização, módulos pulpares e reabsorção; 
 Forma da câmara pulpar e condutos radiculares 
 Manipulação dos condutos radiculares (forma, tamanho e número de 
raízes) 
 Cronologia de erupção, relação dentição decídua/permanente 
 Existência de anomalias dentarias 
 Lesões patológicas periapicais e patologia ósseas 
 
Técnica da Bissetriz: 
Feixe de raios – X deve incidir perpendicularmente ao plano bissetor, formado pelo 
plano do dente e do filme 
 Angulação: termo utilizado para descrever o alinhamento do feixe central de 
raios – X nos planos horizontal e vertical 
 
Ângulo de incidência do feixe de raios – X = são usados para a obtenção de 
radiografias do órgão dental, com menor grau de alongamento ou 
encurtamento. 
Tayná Magalhães 
ESTOMATOLOGIA I 
 
 
Verticais: Movimentação do cilindro em relação a linha de oclusão 
 ARCADA SUPERIOR = ÂNGULOS POSITIVOS 
 ARCADA INFERIOR = ÂNGULOS NEGATIVOS 
 
Horizontais: estão relacionados com o plano sagital mediano e são determinados pelo 
movimento horizontal do cabeçote do aparelho (varia de 0° a 90°) 
OBS: SE NÃO FICAR NA HORIZONTAL, OCORRE UMA SOBREPOSIÇÃO DA IMAGEM 
 
Posicionamento dos filmes: 
 Lado de exposição: aquele sem cor, sem inscrições nem nomenclaturas fica 
voltado para o feixe de raio 
 Longo eixo do filme: dentes anteriores é vertical e posteriores é horizontal 
 Picote: bolinha que orienta o lado que deve ser lido e deve ser sempre voltada 
para a porção oclusal ou mesial dos dentes 
 Dedo indicador/polegar (mão oposta): arcada superior é o indicador, arcada 
inferior é o polegar, se for nos incisivos não precisa ser a mão oposta 
 
Colocação do filme de acordo com a sua região: 
1) Região dos dentes molares (superiores e inferiores) 
2) Região dos dentes pré-molares (superiores e inferiores) 
3) Região dos dentes caninos e incisivo lateral (superiores) 
4) Região dos dentes caninos (inferiores) 
5) Região dos dentes incisivos centrais (superiores) 
6) Região dos dentes incisivos laterais e centrais (inferiores) 
 
O filme deve abranger os dentes de cada região a ser examinada, ultrapassando a face 
oclusal ou incisal de 4 a 5 mm 
 MAXILA MANDÍBULA 
MOLARES +20° A + 30° - 0° A -5° 
PRÉ-MOLARES +30° A + 40°-5° A -10° 
CANINOS +40° A + 45° -10° A -15° 
INCISIVOS + 45° A +50° -15 A -20° 
 MAXILA MANDÍBULA 
MOLARES 80° A 90° 80° A 90° 
PRÉ-MOLARES 70° A 80° 70° A 80° 
CANINOS 60° A 75° 45° A 50° 
INCISIVOS 0° 0° 
Tayná Magalhães 
ESTOMATOLOGIA I 
 
Áreas de incidência do feixe de Raios – X 
a) Região dos dentes molares: incide na região correspondente a intersecção da 
linha imaginaria com a da comissura palpebral externa 
b) Região dos pré-molares: incide na região de intersecção da linha imaginaria com 
o centro da pupila 
c) Região dos caninos: incide na região de intersecção da linha imaginaria na asa do 
nariz 
d) Região dos incisivos: incide na região de intersecção da linha imaginaria partindo do 
ápice nasal 
 
 
 
 
 
 
 
Técnica do paralelismo: 
Exame radiográfico do dente e região periapical (técnica do cilindro longo) 
Aumenta a distância área-focal/objeto 
 Uso de suportes especiais para o filme, que facilitam a manutenção do 
mesmo 
 Melhor a relação de paralelismo entre o longo eixo do dente e do filme 
 Diminuição das possibilidades de alongar ou encurtar a imagem 
radiográfica 
 Maior simplicidade na execução do exame 
 Manutenção do filme 
 Exame radiográfico padronizado (radiografias iguais em épocas diferentes) 
 Imagens com dimensões mais próximas do real 
 Detalhe radiográfico 
 AH, AV e PI determinados pelo suporte porta-filme 
 Maior tempo de exposição (maior distância focas = 40cm) 
 Desconforto 
 Maior custo operacional 
 
1º prepara o paciente; 2º coloca o filme no suporte; 3º suporte levado a boca e 
mantido pela oclusão; 4º adaptação do localizador ao suporte; 5º tempo de exposição; 
6º tomada radiográfica 
Tayná Magalhães 
ESTOMATOLOGIA I 
 
Técnica interproximal ou bite wing 
Faces interproximais de posteriores e crista alveolar 
Não radiografa raízes 
Finalidades: 
 Carie proximal 
 Lesão periodontal 
 Adaptação marginal de restaurações 
 Avaliar crista alveolar 
Filmes radiográficos: Tamanho = 5,4 X 2,7 ; 3,1 X 4,1 (cm) 
Colocação do filme: 
1. Asa mordida/aleta previamente adaptada ao filme 
2. Lado de exposição – lado da aleta 
3. Posicionar primeiro na inferior 
4. Solicitar a oclusão do paciente (lenta) 
Área de incidência: 
 MOLAR = vestibular 2º molar 
 PRÉ-MOLAR = distal do 2º PM 
 
Ângulo de incidência: 
 AV = 0° A + 10° 
 AH = paralelo as proximais 
Protocolo: 
1. Prepara o paciente 
2. Posicionamento do mesmo 
3. Posicionamento da cabeça 
4. Colocação da asa na mordida 
5. Cabeçote 
6. Tempo de exposição 
7. Tomada radiográfica 
 
Técnica radiografia oclusal: 
 
Visualizar dentes e áreas adjacentes em uma maior amplitude que no exame periapical 
Indicações: 
 Complementar exame periapical 
 Pesquisar raízes residuais 
 Dentes inclusos e supranumerários 
 Grandes áreas patológicas 
 Fraturas maxilares 
Tayná Magalhães 
ESTOMATOLOGIA I 
 Fenda palatina 
 Sialolito nas glândulas salivares 
 
NÃO USA PARA CARIE/RESTAURAÇÃO 
 
Posição da cabeça: 
P1: plano de Camper (horizontal = maxila) 
P2: plano de Camper modificado (horizontal = mandíbula) 
 
Colocação do filme: 5,7 X 7,5 (maior área de exame) 
Fixação do filme: com dentes (desdentados colocam com o dedo) 
 
Áreas examinadas: 
 Maxila = oclusal total; de incisivos; de caninos; de pré e molares; de assoalho do 
seio maxilar; da região de tuber 
 Mandíbula = oclusal total; parcial; da região de sinfase (mento) 
 
Ângulos de incidência: 
Maxila 
Total +65° e 0° Glabela 
Incisivos +65° e 0° Ápice nasal 
Caninos +65° e 45° Forame infraorbitário 
Pré e molares +65° e 90° Forame infraorbitário 
 
Mandíbula 
Total -90° e 0° Porção mediana do assoalho 
Parcial -90° e 0° Lado de interesse 
Sínfise -55° e 0° Sínfise mandibular 
 
OBS: se o paciente tem torus e você quer confirmar o diagnóstico, usa o filme 
periapical 
 
Em odontopediatria: 4 filmes periapicais dobrados ao meio – posteriores 
 1 oclusal sobrado ao meio – anteriores

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