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SEMIOLOGIA DO SISTEMA CARDIOVASCULAR

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SEMIOLOGIA DO SISTEMA CARDIOVASCULAR-PORTO
PM II - LUCAS GÓIS- 2º SEMESTRE
Noções de anatomia e fisiologia
· O lado direito do coração recebe o sangue venoso sistêmico por intermédio das veias cavas. (Veias cavas > átrio direito > ventrículo direito > valva pulmonar > artéria pulmonar > pulmões)
· O sangue retorna ao lado esquerdo pelas veias pulmonares que deságuam no átrio esquerdo. (Veias pulmonares > átrio esquerdo > ventrículo esquerdo > valva aórtica > aorta)
CAMADAS 
· Epicárdio, miocárdio e endocárdio. 
· A espessura da parede do miocárdio é proporcional ao trabalho executado pela câmara. 
· A parede do ventrículo esquerdo é o dobro da do ventrículo direito, isso porque a pressão da aorta é maior que a pressão da artéria pulmonar.
ANATOMIA EXTERNA
· A base do coração é formada pelos átrios.
· O átrio direito frequentemente esconde o ramo da aorta.
· Os átrios e os ventrículos são separados pelo sulco atrioventricular.
· O ápice é a ponta do coração que mantém contato direto com o gradil costal do 5º espaço intercostal esquerdo (na maioria das pessoas). Isso tem grande importância no exame físico na parte da inspeção, onde se pode tirar conclusões clínicas no que se refere a dilatação e/ou hipertrofia desta cavidade).
· A face diafragmática é formada por ambos os ventrículos. 
VARIAÇÕES
· Idade: Nas crianças, a ponta situa-se pelo menos um espaço intercostal acima.
· Respiração: Em inspiração profunda, o coração desce e gira para a direita, ficando mais vertical e mais estreito. Logo, o batimento da ponta desloca-se para baixo e para dentro. Na expiração profunda o batimento do ápice pode se situar no 3º ou no 4º espaço intercostal. 
· Biotipo: Diferenças em pacientes longilíneos, brevelíneos e mediolíneos. 
· Posição do paciente: No paciente deitado, o coração irá se deslocar para cima e para trás. No paciente em decúbito lateral direito, o choque de ponta desloca-se. 
ANATOMIA
MUSCULATURA CARDÍACA 
· O sistema de condução é responsável pela conexão entre a musculatura dos átrios e dos ventrículos.
· Em relação a musculatura ventricular, há dois grupos principais de lâminas miocárdicas: uma superficial, espiral; outra profunda, constritora. 
APARELHOS VALVARES
· O coração dispõe de quatro aparelhos valvares. Do lado esquerdo um atrioventricular (mitral) e um ventriculoaórtico (aórtico) e no lado direito, um atrioventricular (tricúspide) e um ventriculopulmonar (pulmonar).
· As cordas tendíneas, inseridas nas margens livres das cúspides, evitam sua eversão. 
· As artérias coronárias nascem nos seios aórticos direito e esquerdo.
IRRIGAÇÃO DO CORAÇÃO
· O coração é irrigado pelas artérias coronárias direitas e esquerdas.
· Já a drenagem do sangue venoso é feita por numerosas veias, as quais desembocam diretamente nas câmaras cardíacas para formarem o seio coronário, tributário do lado direito, ou seja, leva sangue para o lado direito.
· A artéria coronária direita nasce no seio aórtico direito e dirige-se neste mesmo sentindo, ramificando-se, no primeiro segmento, para o ventrículo direito. 
· Em seu trajeto, a artéria coronária direita fornece ramos para o átrio e para o ventrículo, ambos direitos, e quando ela alcança o sulco interventricular posterior, dá origem ao ramo que recebe o nome do sulco, percorrendo até o ápice. 
· A artéria coronária esquerda nasce no seio aórtico esquerdo e após isso se divide em ramo circunflexo e no ramo interventricular anterior ou descendente anterior.
· A artéria coronária direita nutre o ventrículo direito (exceto a porção esquerda), a porção direita da parede posterior do ventrículo esquerdo e parte do septo interventricular. 
· A artéria coronária esquerda irriga a maior parte do ventrículo esquerdo, parte do ventrículo direito e maior parte do septo interventricular. Ela é preponderante, ou seja, destina-se à áreas maiores. 
INERVAÇÃO 
· O coração é inervado por fibras nervosas autônomas que incluem fibras sensoriais oriundas dos nervos vagos e dos troncos simpáticos.
· O sistema simpático constitui o componente ativador do sistema de comando, provocando aumento da frequência cardíaca e da contratilidade miocárdica, enquanto o sistema parassimpático, por inibir o sistema de comando, diminui a frequência cardíaca.
SISTEMA DE FORMAÇÃO E CONDUÇÃO DO ESTÍMULO
· Nó sinoatrial (origem) > Nó atrioventricular (sofre atraso na sua transmissão, necessário para que a contração atrial se complete antes da ventricular) > Feixe de Hiss > Rede de purkinje.
· Nesse sistema há a presença das células P, encontradas nos nós sinusal e atrioventricular, nos feixes internodais e no tronco do feixe de Hiss, a elas atribuindo-se a função de marca-passo. Há também as células de transição que são células condutoras observadas nos nós sinusal e atrioventricular e as células de purkinje,presentes nos nós sinusal e atrioventricular, nos feixes internodais e no feixe de hiss, proporcionando rápida condução do estímulo. 
FISIOLOGIA
BIOQUÍMICA DA CONTRAÇÃO CARDÍACA
· Presença de proteínas moduladoras – a troponina e a tropomiosina – que participam dos fenômenos que envolvem a actina. A troponina age como receptora de cálcio em nível molecular, enquanto a tropomiosina recobre os pontos de acoplamento do sistema miosínico. 
· O elemento iônico fundamental na contração cardíaca é o cálcio, pois a elevação do teor de cálcio livre no interior do sarcomero resulta em sua interação com a troponina.
PROPRIEDADES FUNDAMENTAIS DO CORAÇÃO 
· As propriedades fundamentais são: 
· Cronotropismo ou automaticidade: Propriedade que as fibras tem de provocar estímulos espontaneamente sem necessidade de inervação extrínseca, sendo tal propriedade dada pelas células P.
· Batmotropismo ou excitabilidade: Propriedade em que as fibras iniciam um potencial de ação em resposta a um estímulo.
· Dromotropismo ou condutibilidade: Propriedade das fibras de conduzir e transmitir às células vizinhas um estímulo recebido.
· Inotropismo ou contratilidade: Capacidade de responder a um estímulo elétrico com uma atividade mecânica. 
CICLO CARDÍACO 
Fase sistólica do ciclo cardíaco 
1. Enchimento ventricular lento, ou seja, o nó sinusal emite um sinal que vai excitar os átrios, cuja musculatura se contrairá. Como consequência disso, haverá redução do volume interno do átrio esquerdo e elevação do nível pressórico que resultará na impulsão do sangue para o ventrículo esquerdo.
2. O estímulo elétrico passa pela junção atrioventricular, distribui-se pelo feixe de His e pela rede de Purkinje, passando a excitar a musculatura ventricular. Devidamente despolarizada, esta se contrai e eleva a pressão ventricular até alcançar e ultrapassar o nível pressórico intra-atrial. Neste momento, ocorre o fechamento dos folhetos da válvula mitral, constituindo o componente da primeira bulha. 
3. A pressão ventricular elevada impulsiona para cima a face ventricular da valva mitral, provocando um transitório aumento da pressão dentro do átrio esquerdo e em seguida se observa o relaxamento e a diminuição da pressão atrial. 
4. A crescente tensão da parede ventricular produz elevação da pressão intraventricular. Tal fase é chamada de contração isovolumétrica. 
5. Quando a pressão intraventricular supera a pressão intra-aórtica, abrem-se as valvas sigmoides aórticas, iniciando-se a fase da ejeção ventricular. A ejeção se divide em três fases: Rápida, lenta e protodiástole de Wiggers. 
6. A queda da pressão intraventricular para o nível inferior ao da aorta,propicia o fechamento das sigmoides aórticas, que vai se constituir no primeiro momento da segunda bulha cardíaca. 
Fase diastólica do ciclo cardíaco 
1. O período do relaxamento isovolumétrico tem início com a segunda bulha e se acompanha de decréscimo da pressão intraventricular. 
2. A ocorrência de queda da pressão intraventricular ao mesmo tempo em que ocorre elevação da pressão atrial favorece a abertura da valva mitral, iniciando o esvaziamento do átrio esquerdo. É a fase do enchimento ventricular rápido.
3. A fase diastólica termina com o período de contração atrial.
Importante

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