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Anatomia do Assoalho Pélvico

Resumo sobre Fisioterapia Pélvica: definição e objetivos (continência, função urinária/fecal/sexual, autoestima e independência), anatomia e biomecânica do assoalho e da pelve (ossos, articulações, ligamentos), pelve maior/menor, diferenças entre sexos, tipos de pelve e nutação/contranutação.

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Stephane Bispo @vidadefisio_study 
 
• A fisioterapia vem oferecer um leque de opção para o tratamento do MAP; 
• Contribuindo para um bom prognóstico na evolução da doença durante o tratamento; 
• A fisioterapia visa melhorar auto-estima, a própria imagem, a percepção do próprio corpo, bem-estar, qualidade 
de vida e principalmente a independência para realizar suas as AVDs e AVPs. 
• A Fisioterapia Pélvica – especialidade da Fisioterapia que tem como objetivo estudar, avaliar, prevenir e tratar os 
distúrbios cinético – funcionais da pelve humana, incluindo os ossos, articulações, órgãos pélvicos, juntamente 
com o assoalho muscular e fáscias; 
• O conjunto destas estruturas é responsável pelas funções urinárias, fecal e sexual humana, além e parte da função 
obstétrica. 
• A manutenção da continência e prevenção de prolapsos de órgãos depende dos mecanismos de suporte do 
assoalho pélvico; 
 
Pelve 
Região que confluem o tronco e o MMII; 
 
Anatomia do Assoalho Pélvico 
 
Stephane Bispo @vidadefisio_study 
• Sua biomecânica pode ficar comprometida devido às alterações posturais e não apenas devido a fraqueza 
muscular; 
• A estabilidade lombopélvica depende da integridade do sistema osteoligamentar, do sistema muscular e do 
sistema nervoso; 
• Em posição ortostática, os órgãos pélvicos devem estar sustentados pela musculatura do períneo; 
• A pelve óssea é o esqueleto da pelve; 
• Formada lateralmente pelos ilíacos, posteriormente pelo sacro e cóccix e anteriormente pela sínfise púbica 
 
 
A pelve tem como principal função receber o peso corporal transmitido pela coluna vertebral e transferi-lo aos 
membros inferiores, e é por isso que ela é estruturada para ser forte e resistente. Suas articulações são as sacroilíacas, 
posteriormente, e a sínfise púbica, anteriormente. 
A anteriorização da pelve aumenta a circunferência pélvica, sobrecarregando o sistema de sustentação, mas é uma 
excelente postura para o parto normal; 
 
A hiperlordose aumenta a pressão sobre a parede posterior da vagina e sobre o ligamento útero-sacro, predispondo 
aos prolapsos da parede posterior; 
 
Stephane Bispo @vidadefisio_study 
• As 4 partes da pelve óssea são unidos por ligamentos densos, e em 4 articulações; 
• 2 articulações sinoviais: articulações sacroilíacas; 
• 2 articulações cartilaginosas secundárias: sínfise púbica e a articulação sacrococcígea; 
 
Ligamentos da Pelve 
• Ligamento sacroilíaco interósseo; 
• Ligamento sacroilíaco anterior; 
• Ligamento iliolombar: estende-se do processo transverso da 5ª vértebra lombar à crista ilíaca; 
 
• Ligamento sacrotuberal: espesso e resistente, ele se fixa na face dorsal do sacro e na margem posterior do ílio, 
logo acima da incisura isquiática maior, direcionando-se para a borda medial do túber isquiático; 
• Ligamento sacroespinal: localizado anteriormente ao ligamento sacrotuberal, tem fixação na margem lateral da 
porção inferior do osso sacro e na porção superior do cóccix, e seu ápices e fixa na espinha isquiática. 
• 
Stephane Bispo @vidadefisio_study 
Pode ser dividida em pelve maior e pelve menor: 
 
Pelve maior: 
• Também conhecida como pelve falsa; 
• Parte da cavidade abdominal propriamente dita; 
• Situada entre as fossas ilíacas, acima da borda da pelve; 
• Nessa região encontramos as vísceras abdominais; 
• Limitada anteriormente pelas paredes abdominais, lateralmente pelas fossas ilíacas e posteriormente L5/S1; 
Pelve menor: 
• Também conhecida como pelve verdadeira; 
• Pelve obstétrica 
• Seu limite inferior corresponde aproximadamente a uma linha que une a extremidade do cóccix a borda 
inferior da sínfise púbica; 
• Situada abaixo do plano oblíquo da borda da pelve; 
• É a cavidade pélvica; 
• Contém as vísceras pélvicas; 
• Fechada pelo assoalho pélvico 
 
❖ A abertura superior da pelve das mulheres é maior do que nos homens; 
❖ Possui contorno redondo e oval; 
❖ O diâmetro antero-posterior (AP) é a medida do ponto médio da borda superior da sínfise púbica até o ponto 
médio do promontório sacral; 
❖ O diâmetro transverso é sua maior largura; 
❖ Pelve masculina X Pelve feminina: As diferenças estão relacionadas principalmente á constituição mais compacta 
e músculos mais fortes dos homens e as adaptações da pelve feminina para procriar; 
 
Stephane Bispo @vidadefisio_study 
Existem 4 tipos básicos de pelve, são baseados na forma da abertura cranial; 
• Ginecóide: comum no sexo feminino, 43% das mulheres. Tipo mais espaçoso em termos obstétricos; 
• Andróide: comum no sexo feminino, amplo diâmetro transverso; 
• Antropóide: comum no sexo masculino, 23% - sexo feminino, diâmetro AP maior que o transverso; 
• Platipelóide: Raro em ambos sexos. 
 
Movimentos da Pelve 
A amplitude de movimento da pelve é limitada, sendo considerada entre 1 e 3 graus. Entre esses movimentos pélvicos, 
dois são conhecidos como NUTAÇÃO E CONTRANUTAÇÃO; 
Durante o período expulsivo no parto vaginal, acontece o movimento de nutação da pelve. 
Períneo 
• O termo períneo refere-se tanto a uma área de superfície externa quanto um compartimento raso do corpo; 
• Situa-se abaixo da cavidade pélvica, separado pelo diafragma da pelve; 
• Região onde está situado os órgãos genitais e o ânus; 
• O termo períneo é derivado da palavra grega perineos, que significa espaço entre o ânus e o escroto; 
• É dividido em dois triângulos desiguais, por uma linha imaginária transversal que une as extremidades anteriores 
das tuberosidades isquiáticas; 
 
• A contração do períneo resulta em um movimento crânio-frontal, elevando os órgãos pélvicos e fechando o hiato 
urogenital; 
• Responsável pelo fechamento da uretra, vagina e ânus, promovendo a CU e CF; 
• Faz parte do sistema de sustentação da bexiga, do útero e do reto, e participa da função reprodutiva e sexual; 
• Esses músculos também são responsáveis pela estabilidade da articulação sacro-ilíaca e do tronco. 
• O ponto médio da linha transversal é o ponto central do períneo: centro tendíneo do períneo; 
• Os músculos de sustentação, deve sempre ter uma atividade muscular para manter a correta posição dos órgãos 
pélvicos sem sobrecarregar os ligamentos, e manter a CU e CF ao repouso; 
Stephane Bispo @vidadefisio_study 
• Esses músculos estejam em sua posição anatômica correta e que tenham sua estrutura neuromuscular intacta 
para que exerçam a sua função. 
Assoalho Pélvico 
• O assoalho pélvico é a única musculatura transversal do corpo humano que suporta carga; 
• Diversas funções: suporte dos órgãos abd. E pélvicos, manutenção da continência urinária e fecal, auxílio no 
aumento da pressão intra-abdominal, na respiração e na estabilização do tronco; 
• Consiste nos tecidos que atravessam a abertura da pelve óssea e proporcionam sustentação ás vísceras pélvicas e 
abdominais; 
• O assoalho é composto por 3 camadas: 
1ª Camada: é a fáscia endopélvica: 
• Tecido conectivo fibromuscular que consiste de colágeno, elastina, músculo liso e ligamentos e fáscias viscerais; 
• Sustenta o colo da bexiga e a uretra, e a sua inserção posterior da vagina impede que o reto faça o prolapso para 
a frente; 
• Contém os nervos autonômicos para o útero e a bexiga; 
• Os ligamentos endopélvicos estão orientados no sentido vertical e suspensos pelos órgãos pélvicos que são 
sustentados pela 2ªcamada,o diafragma pélvico; 
• Lesões na primeira camada podem causar falha na sustentação dos órgãos pélvicos; 
Aparelho de sustentação da primeira camada 
Os músculos do espaço superficial do períneo são: 
• Isquiocavernoso: envolve o clitóris e está associado a compressão e manutenção da ereção do mesmo; 
• Bulbo esponjoso: tem sua fixação no corpo do períneo e circunda a parte mais inferior da vagina. Agindo em 
conjunto com o bulbo do vestíbulo, constrita a vagina durante a coaptação; 
• Tranverso superficial do períneo: origina-se na face interna do ramo do ísquio e se insere no corpo do períneo. 
Essemúsculo funciona como auxiliar do transverso profundo; 
• Esfíncter externo do anus. 
 
Aparelho de Sustentação: Segunda camada 
 
Stephane Bispo @vidadefisio_study 
Aparelho de sustentação: Terceira camada – Diafragma Pélvico 
 
Músculos Assoalho Pélvico 
 
Inervação do MAP: 
• A estimulação neural dos 2 diafragmas e dos mm. Esfíncteres externos é suprida somaticamente pelo 
N.pudendo, origem–medula espinhal, nível S2-S4; 
• Os músculos esfíncteres internos ficam sob controle autonômico; 
• O N.simpático – origem na medula T11-T12, é responsável pelas fases de armazenamento e fechamento da 
bexiga; 
• O N.parassimpático é responsável pelo esvaziamento e abertura da bexiga; 
• Segundo Tanzberger: “é simpático ser continente, é parassimpático ser mijão”; 
• A continência requer que o músculo detrusor fique relaxado – enquanto o esfíncter se contrai; 
• Durante a micção, o esfíncter precisa relaxar e o músculo detrusor se contrair; 
• Existe também um controle da bexiga pela ponte; 
• A continência e a micção também são reguladas pelo tronco cerebral, hipotálamo e córtex; 
• A defecação e a manutenção da continência de fezes são regulados por mecanismos parassimpáticos sacrais, 
simpáticos toracolombares e somatomotores; 
• A defecação é sustentada por controle voluntário e pressão intra-abdominal, tensionamento dos mm. 
Abdominais e atividade do diafragma pulmonar; 
Stephane Bispo @vidadefisio_study 
 
Vulva 
Os órgãos genitais externos (monte púbico, lábios maiores e menores, clitóris, vestíbulo vaginal, bulbos do vestíbulo 
e glândulas vestibulares maiores e menores) no conjunto são chamados de pudendo feminino ou vulva. O pudendo 
feminino serve como tecido sensitivo e erétil durante a excitação sexual, apresenta a função de orientar o fluxo 
urinário e serve de barreira para evitar a entrada de corpo/material estranho nos órgãos genitais internos e nos órgãos 
do sistema urinário.

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