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Revisão Anatomia e 
Fisiologia Aparelho 
Reprodutor Feminino e 
Masculino
Prof: Leilane Lessa
 Para acomodar o feto durante toda gestação, a pelve 
feminina é mais larga do que nos homens; a pelve 
tem fundamental importância na proteção dos órgãos 
localizados na cavidade pélvica, também atua como 
ponto de fixação para os músculos do períneo e dos 
membros inferiores.
 Servindo para sustentar o tronco e promover uma 
área para inserção das extremidades inferiores, 
atuando na transferência de peso para os membros 
inferiores; a diferença de tamanho entre pelve 
masculina e feminina, também é uma característica 
útil na determinação do sexo em ossadas e fósseis 
humanos.
Tipos de Pelve
 Ginecóide: 
Arredondada, mais 
favorável ao parto. É a 
mais comum entre as 
mulheres.
 Andróide: Forma de 
coração. É a mais 
comum entre os 
homens.
 Antropóide: Alongada.
 Platipelóide: Achatada
Camada Muscular Superior
 Constituída pelos músculos levantadores do ânus e músculo coccígeo. Os
músculos levantadores do ânus são divididos em: músculo pubovisceral,
músculo pubococcígeo e músculo ileococcígeo.
 Eles se estendem do púbis ao cóccix e de uma parede lateral da pelve até
a outra. Esse é o principal grupo muscular do assoalho pélvico e apresenta
dupla função, sustentação dos órgãos pélvicos e deslocamento anterior ou
posterior dos órgãos pélvicos, permitindo a abertura ou fechamento da
uretra, vagina e ânus.
 O músculo pubococcígeo é o principal vetor de força anterior do assoalho
pélvico, responsável pelo fechamento da uretra, vagina e ânus e,
portanto, parte essencial do mecanismo de continência urinária e fecal. A
extensão posterior dos levantadores do ânus é denominada platô dos
levantadores, fixa-se na parede posterior do reto, estendendo-se até o
cóccix.
Camada muscular média 
 Composta pelo músculo longitudinal do
ânus. Tem orientação vertical e sua
contração origina o vetor de força inferior
que contribui tanto para os mecanismos
de continência (ao angular a uretra e o
ânus quando contraído simultaneamente
ao músculo pubococcígeo), quanto de
micção/evacuação (contribui para a
abertura do colo vesical quando do
relaxamento do músculo pubococcígeo).
Camada muscular inferior
 Composta pelos músculos isquiocavernosos,
bulbocavernosos, transverso superficial e profundo do
períneo e esfíncter anal externo, cuja função junto com a
membrana perineal é ancorar lateralmente a uretra, a
vagina e ânus em sua porção mais baixa, promovendo
estabilidades a essas estruturas.
 A episiotomia, incisão realizada no períneo para facilitar o
parto vaginal quando necessário e atualmente pouco
utilizada, inclui os músculos bulbocavernosos e transverso
superficial do períneo, podendo estender-se até os
levantadores do ânus. As cirurgias denominadas
perineoplastias envolvem a reaproximação dos músculos
bulbocavernosos, transverso superficial do períneo e
algumas fibras do esfíncter anal externo.
Transverso superficial do 
períneo
 Origem: Face interna do ramo
isquiopúbico e tuberosidade
isquiática.
 Trajeto e distribuição: Segue ao
longo da face inferior da margem
posterior da membrana do
períneo até o corpo do períneo.
 Inervação: Ramo muscular
(profundo) do N. perineal, um
ramo do N.pudendo (S2–S4).
 Ação: Sustenta e fixa o corpo do
períneo/assoalho pélvico para
sustentar as vísceras
abdominopélvicas e resistir ao
aumento da pressão intra-
abdominal.
Isquiocavernoso
 Origem: Face interna do ramo 
isquiopúbico e tuberosidade 
isquiática.
 Trajeto e distribuição: Circunda o 
ramo do pênis ou clitóris, inserindo-se 
nas faces inferior e medial do ramo e 
na membrana do períneo.
 Inervação: Ramo muscular (profundo) 
do N. perineal, um ramo do 
N.pudendo (S2–S4).
 Ação: Mantém a ereção do pênis ou 
clitóris mediante compressão das 
veias e impulsão do sangue da raiz do 
pênis ou do clitóris para o corpo do 
pênis ou clitóris.
Bulboesponjoso
 Origem:
 No homem: Rafe mediana na face ventral do bulbo do
pênis; corpo do períneo.
Na mulher: Corpo do períneo.
 Trajeto e distribuição:
 No homem: Circunda as faces laterais do bulbo do pênis e
a parte mais proximal do corpo do pênis, inserindo-se na
membrana do períneo, face dorsal dos corpos esponjoso e
cavernosos, e fáscia do bulbo do pênis.
Na mulher: passa de cada lado da parte inferior da vagina,
circundando o bulbo do vestíbulo e a glândula vestibular
maior; insere-se no arco púbico e na fáscia dos corpos
cavernosos do clitóris.
 Ação:
No homem: Sustenta e fixa o corpo do períneo/assoalho
pélvico; comprime o bulbo do pênis para expelir as últimas
gotas de urina/sêmen; auxilia a ereção comprimindo a saída
pela V. perineal profunda e impelindo o sangue do bulbo para
o corpo do pênis.
Na mulher: Sustenta e fixa o corpo do períneo/assoalho
pélvico; “esfíncter” da vagina; ajuda na ereção do clitóris (e
talvez do bulbo do vestíbulo); comprime a glândula vestibular
maior.
Inervação:Ramo muscular
(profundo) do N. perineal,
um ramo do N.pudendo
(S2–S4).
Esfíncter externo do ânus
 Origem: Pele e fáscia que
circundam o ânus; cóccix
através do corpo anococcígeo.
 Trajeto e distribuição: Passa ao
redor das faces laterais do canal
anal, inserção no corpo do
períneo.
 Inervação: N. anal inferior, um
ramo do N. pudendo (S2–
 S4).
 Ação: Constringe o canal anal
durante a peristalse, resistindo à
defecação; sustenta e fixa o
corpo do períneo e o assoalho
pélvico
Transverso profundo do 
períneo
 Origem: Face interna do ramo
isquiopúbico e tuberosidade
isquiática.
 Trajeto e distribuição: Segue ao
longo da face superior da margem
posterior da membrana do períneo
até o corpo do períneo e músculo
esfíncter externo do ânus.
 Inervação: Ramo muscular
(profundo) do N. perineal, um
ramo do N.pudendo (S2–S4).
 Ação: Sustenta e fixa o corpo do
períneo/assoalho pélvico para
sustentar as vísceras
abdominopélvicas e resistir ao
aumento da pressão intra-
abdominal.
Esfíncter externo da 
uretra
 Origem: (Apenas a porção do M.
compressor da uretra).
 Trajeto e distribuição: Circunda a
uretra superiormente à membrana
do períneo; em homens, também
ascende na face anterior da
próstata; em mulheres, algumas
fibras também circundam a vagina
(M. esfíncter uretrovaginal).
 Inervação: N. dorsal do pênis ou
clitóris, o ramo terminal do N.
pudendo (S2–S4).
 Ação: Comprime a uretra para
manter a continência urinária; em
mulheres, a parte uretrovaginal do
músculo esfíncter também
comprime a vagina.
 Portanto, os músculos do assoalho pélvico têm
importantes funções, contraem-se para manter a
continência urinária e fecal e relaxam permitindo o
esvaziamento intestinal e vesical. Contribuem para a
sustentação dos órgãos pélvicos e tem uma grande
capacidade de distensão para permitir o parto.
 Estima-se que 10% das mulheres tem lesão (avulsão)
desta musculatura durante o parto, o que
compromete a sua função, e as predispõe aos
prolapsos de órgãos pélvicos e incontinência
urinária/fecal.
 A reabilitação da musculatura do assoalho pélvico
através de fisioterapia específica é parte essencial do
tratamento dessas disfunções de assoalho pélvico.
Fisiologia da micção
 A micção é controlada pelo sistema nervoso, que possui vários pontos
envolvidos na coordenação dos órgãos do sistema urinário. Estes diferentes
núcleos localizam-se no cérebro e medula espinhal e estão conectados entre si
e com os diferentes órgãos do sistema urinário.
 O controle da continência é realizado por músculos chamados esfíncteres,
localizados na base da bexiga (colo vesical) e na parede da uretra. Na maior
parte do tempo, estes músculos atuam fechando o colo vesical e a uretra
(como um barbante amarrado ao redor da boca de um balão) de forma a
impedir a saída de urina. Podem ser contraídos voluntariamente para impedir a
saída de urina.
 Os músculos do assoalho pélvico são importantes para o controle da micção
especialmente nas mulheres, em quem são responsáveis por sustentar os
órgãos pélvicos. Quando enfraquecidos,levam ao prolapso (descida) destes
órgãos e à condição denominada "bexiga caída". Na micção, os esfíncteres se
relaxam e a uretra abre-se para a livre passagem da urina. Ao mesmo tempo o
músculo da parede vesical contrai-se e força a urina para fora da bexiga. Ao
final da micção, quando a bexiga já se esvaziou, os esfíncteres se contraem
novamente e a bexiga interrompe sua contração e relaxa.
 O ciclo normal da micção pode ser dividido em duas fases: a primeira de
enchimento vesical onde a bexiga acomoda quantidade crescentes de urina
sem aumentar a pressão no seu interior. Isto permite a livre drenagem de
urina proveniente dos rins através dos ureteres. Durante esta fase o esfíncter
uretral se mantém contraído para evitar vazamento da urina.
 Quando a bexiga está cheia, receptores transmitem esta informação para o
cérebro e, desde que possamos ir ao banheiro, o cérebro desencadeia o
processo de micção com contração da bexiga e relaxamento do esfíncter
resultando no ato de urinar com bom jato, pequena elevação da pressão
dentro da bexiga e esvaziamento completo da mesma.
 Esta segunda fase é denominada fase miccional e ao seu final reiniciamos
todo o ciclo da micção. O esfíncter urinário além deste mecanismo automático
também possui controle voluntário. Por esta razão podemos interromper o
fluxo urinário durante a micção sempre que desejarmos. Além disto, a
contração persistente do esfíncter inibe a contração da bexiga. Como podemos
notar, todo o controle das duas fases da micção é realizado pelo sistema
nervoso a partir do cérebro através da medula espinhal e posteriormente
através dos nervos que vão para a bexiga. Por esta razão, as doenças
neurológicas geralmente afetam a micção.
 Os recém-nascidos ainda não têm o sistema nervoso completamente
desenvolvido e, por isto, não têm ainda o controle voluntário da micção. Por
esta razão urinam de forma reflexa ou seja, cada vez que a bexiga se enche
ela se contrai, o esfíncter relaxa e ela se esvazia. Este controle só é adquirido
por volta de 2 a 4 anos de idade.
	Slide 1: Revisão Anatomia e Fisiologia Aparelho Reprodutor Feminino e Masculino
	Slide 2
	Slide 3
	Slide 4: Tipos de Pelve
	Slide 5
	Slide 6: Camada Muscular Superior
	Slide 7
	Slide 8: Camada muscular média 
	Slide 9: Camada muscular inferior 
	Slide 10
	Slide 11
	Slide 12
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	Slide 14
	Slide 15
	Slide 16
	Slide 17
	Slide 18
	Slide 19
	Slide 20
	Slide 21
	Slide 22
	Slide 23
	Slide 24: Fisiologia da micção
	Slide 25
	Slide 26
	Slide 27
	Slide 28
	Slide 29
	Slide 30
	Slide 31