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APRESENTAÇÃO 
 
O Inglês Instrumental ou Inglês para Fins Específicos (ESP: English for Specific Purposes, 
em inglês), é uma abordagem do ramo de ensino de língua inglesa baseada em um 
tipo de treinamento, ou seja, um estudo sistemático de uma determinada habilidade 
linguística para atingir um objetivo específico. Esta abordagem visa a capacitar o aluno 
a ler e compreender aspectos principais de uma determinada atividade linguística. 
 
A abordagem ESP busca o ensino da língua inglesa para desempenho de tarefas 
comunicativas, seja ela oral ou escrita. Segundo Swales (1985), o inglês instrumental 
mostra as suas caras no mundo moderno a partir de 1962 com a publicação de um 
artigo chamado “Some measurable characteristics of modern scientific prose”. No 
entanto, há outras correntes que dizem que não foi a partir desta década que o ESP 
realmente se iniciou. De certa maneira, esta técnica de aprendizagem sempre existiu, 
desde os tempos dos impérios, que necessitavam fazer contato uns com os outros 
após conquistarem novas terras. Nesse caso, a língua era usada somente para 
comunicação oral entre dominado e dominante e, portanto, já tinha um fim específico. 
 
Bloor (1997) reforça essa hipótese, mostrando que, no século XV, já havia preocupação 
com essa comunicação entre povos. Segundo o autor, já existia um manual destinado 
a mercadores que incluía diálogos com palavras técnicas associadas à indústria. Nota-
se que havia muito comércio durante essa época, e esses manuais eram usados pelos 
negociantes que viajavam e usavam a língua alvo para esse fim. 
 
Com o advento da tecnologia da informação, essa necessidade de língua internacional 
passou a ser obrigatória. Vários cursos com esse fim começaram a surgir no mundo, 
financiados por órgãos governamentais, ligados aos países de língua inglesa. No Brasil, 
tudo começou anos 70, quando estudantes universitários passaram a beneficiar-se 
dessa abordagem devido a grande importância do conhecimento da língua inglesa em 
cursos universitários. 
 
Essa mudança de enfoque dada, principalmente, pelas universidades brasileiras foi 
devido à competitividade do mercado e a tecnologia da informação, que dificultam a 
constante tradução de artigos, livros e outras publicações em tempo suficiente para 
essas informações serem divulgadas. Portanto, o estudo da língua inglesa passa a não 
se preocupar com regras e vocabulário, mas com estratégias, principalmente de leitura, 
para ler os textos que precisavam ser compreendidos pelos alunos. Essas estratégias 
envolvem fazer previsões do texto a partir do conhecimento prévio, concentração nas 
palavras cognatas, dedução de palavras, ideia central do texto e outros. 
 
Como podemos perceber, as questões acerca do início do uso desta abordagem são 
vastas, apesar dos estudos e pesquisas feitos para avaliar a eficácia da abordagem são 
favoráveis ao uso dessa. Isso acontece devido ao fato de que grande parte dos falantes 
de língua inglesa como segunda língua utiliza o idioma em situações específicas, 
culminando no aparecimento de cursos voltados para atender tais necessidades. O que 
vale lembrar é que o domínio da língua é passaporte para um mundo cheio de 
oportunidades e, portanto, faremos o possível e o impossível para aprendê-la. 
 
 
Bons estudos! 
Prof. Bruno Pires 
 
 
 
 
 
PROGRAMA DA DISCIPLINA 
 
EMENTA: Técnicas de leitura, uso do dicionário, diferença entre tradução, versão e 
interpretação de textos em língua estrangeira, estruturas gramaticais especiais: orações 
condicionais, discurso direto e discurso indireto, voz passiva, collocations, idioms e 
phrasal verbs. Aspectos gramaticais em trabalhos práticos e textuais e reflexões sobre 
as peculiaridades do inglês técnico. 
 
OBJETIVOS: Fazer uso de estratégias de leitura que auxiliam a compreensão de textos 
e artigos; Interpretar textos na língua Inglesa; Fazer uso de dicionários assim como 
outros materiais disponíveis que auxiliam o processo de compreensão e uso da Língua 
Inglesa; Usar conhecimentos linguísticos que venham a facilitar a compreensão de 
textos. 
 
METODOLOGIA: Adotamos para a disciplina Inglês Instrumental uma metodologia que 
alia a teoria à prática, propiciada por meio de atividades que permitam, a partir da 
análise de estruturas contextualizadas e textos autênticos, a reflexão sobre o ensino de 
língua inglesa no âmbito educacional nacional. 
 
AVALIAÇÃO: No sistema EAD, a legislação determina que haja avaliação presencial, 
sem, entretanto, se caracterizar como a única forma possível e recomendada. Na 
avaliação presencial, todos os alunos estão na mesma condição, em horário e espaço 
pré-determinados, diferentemente, a avaliação a distância permite que o aluno realize 
as atividades avaliativas no seu tempo, respeitando-se, obviamente, a necessidade de 
estabelecimento de prazos. 
 
A avaliação terá caráter processual e, portanto, contínuo, sendo os seguintes 
instrumentos utilizados para a verificação da aprendizagem: 
1) Trabalhos individuais avaliativos realizados no AVA; 
2) Provas semestrais individuais realizadas presencialmente; 
 
As estratégias de recuperação incluirão: 
1) Retomada eventual dos conteúdos abordados nas unidades, quando não 
satisfatoriamente dominados pelo aluno. 
 
 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA 
MILTON, J. Tradução: teoria e prática. São Paulo: Martins Fontes, 2008. 
LANDO, I. M. Vocabulando: exercícios de tradução e versão. São Paulo: Disal, 2008. 
SANTOS, A. S. Guia prático de tradução inglesa. São Paulo: Campus, 2007. 
 
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR 
ALMEIDA FILHO, J. C. P. A. (Org.) O professor de língua estrangeira em formação. 
Campinas: Pontes, 1999. 
CAMPBELL, Colin; KRYSZEWSKA, Hanna. Learner-based teaching. Oxford: Oxford 
University Press, 1999 
DIXSON, Robert James. Graded exercises in English. 2. ed. São Paulo: Disal, 2007. 
HEWINGS, Martin. Advanced grammar in use. Cambridge: Cambridge University Press, 
1999. 
OLIVEIRA, N.A. Para ler em inglês: desenvolvimento da habilidade da leitura. 7. ed. Belo 
Horizonte: O Lutador, 2000. 
 
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA 
SWALES, J. (1985) Episodes in ESP. Oxford: Pergamon Press. 
BLOOR, M. (1997) The English language and ESP teaching in the 21st century. In: ESP in 
Latin America. F. MEYER, A. BOLIVAR, J. FEBRES, M. B. 
UNIT 01: TÉCNICAS DE LEITURA: SKIMMING E SCANNING 
 
CONHECENDO A PROPOSTA DA UNIDADE 
 
Objetivo: Definir as palavras skimming e scanning; desenvolver capacidades para usar 
essas duas técnicas; entender os seus propósitos e estimular o uso dessas estratégias 
de leitura que propiciam o entendimento de textos em suas diversas naturezas. 
 
A temática a ser abordada nesta unidade é um estudo breve sobre as principais 
estratégias de leitura, quando nos deparamos com um texto em língua estrangeira. 
Vamos também ressaltar o propósito e a relevância dessas estratégias a partir de 
exemplos e atividades que nos levam a entender cada estratégia, não de maneira 
isolada, repetitiva, mas sim de maneira contextualizada e significativa. 
 
ESTUDANDO E REFLETINDO 
 
Sempre lemos com um propósito: jornais para nos informar sobre acontecimentos 
diários; rótulos, para identificar componentes e validade; manuais, para operar 
máquinas; cartas e e-mails para interagir com as pessoas; romances e contos para lazer 
e etc. E você, caro aluno, lê com frequência? Como você geralmente lê artigos, 
reportagens de revistas e jornais e textos universitários? Você costuma digerir o texto 
na íntegra ou simplesmente identifica as ideias principais? Nesse caso, cabem as duas 
respostas, pois, como vimos anteriormente, há diferentes tipos de leitura para diversas 
situações. 
 
A leitura, de um modo geral, está presente de forma bem intensa em nosso cotidiano, 
pois é sempre associada a várias atividades relacionadas a trabalho, lazer ou até 
mesmo cotidiano como ler um bilhete ou as embalagens de um produto