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Questões Objetiva 2 - ANÁLISE DE TEXTOS LITERÁRIOS: PROSA E POESIA

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Questões resolvidas

Leia o fragmento de texto a seguir: “Não têm sido poucas as tentativas de definir o que é poesia. Desde Platão e Aristóteles até os semânticos e concretistas modernos, insistem filósofos, críticos e mesmo os próprios poetas em dar uma definição da arte de se exprimir em versos, velha como a humanidade”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: MORAES, V. de. Sobre poesia. In: MORAES, V. de. Poesia completa e prosa. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1986, p. 96.
Considerando essas informações e os conteúdos do livro-base Análise de textos literários: poesia sobre as diferenças entre “poesia” e “poema”, assinale a alternativa correta:
A “Poesia” é a expressão em verso dos sentidos percebidos pelo poeta no mundo, nas coisas e nos seres.
B “Poesia” e “poema” são conceitos similares, portanto, podem ser usados como sinônimos.
C “Poesia” é um conceito abstrato e “poema” também, por configurar-se como expressão.
D “Poesia” é a materialização do “poema”, pois se realiza enquanto texto formalizado por meio da linguagem.
E “Poesia” é o elemento abstrato que pode ser indicado como percepção e como experiência no mundo, nas coisas e nos seres.

Atente para a afirmação: “[...] o que chamamos romance histórico é um gênero narrativo híbrido, surgido de um processo de combinação entre história e ficção. [...]. E embora desperte mais interesse ao homem contemporâneo que quaisquer outras formas mais objetivas de linguagem, não se deve esquecer de que o substantivo nessa expressão é o romance. Assim, por mais que ele se sustente em fatos ou personagens históricos, trata-se de romance, ou seja, de ficção”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ESTEVES, Antônio R. O romance histórico brasileiro contemporâneo (1975-2000). São Paulo: Ed. UNESP, 2010. p. 30,31.
Considerando a afirmação e os conteúdos tratados no livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre a constituição da personagem no romance histórico, assinale a alternativa correta:
A O discurso romanesco, que se apresenta como biografia, autobiografia ou memórias está se tornando cada vez menos frequente nas obras atuais.
B No romance histórico tradicional, as personagens históricas ocupam posições de centralidade na narrativa: elas são tratadas como protagonistas das ações.
C Ao produzir um romance histórico, o ficcionista não tem qualquer compromisso com a “verdade histórica”, podendo, ou não, subverter os discursos históricos oficiais.
D No romance histórico, a personagem que é apropriada pela ficção é a mesma personagem referencial da História, mas o conflito relacionado a ela pode mudar.
E O espelhamento sem distorção da personagem histórica não tem lugar no romance histórico.

Observe o extrato de texto: “[...] quer a narrativa sentimental, quer a narrativa realista, embora sem o nome de romance, tem origens muito remotas. Ocorre que esse tipo de ficção em prosa viveu por longo tempo ofuscado pelos gêneros literários clássicos e não recebeu a devida apreciação crítica: todas as teorias poéticas da época do classicismo se preocupavam apenas com os textos versificados”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: D’ONÓFRIO, Salvatore. Teoria do texto: prolegômenos e teoria da narrativa. São Paulo: Ática, 1995. p. 116,117.
Levando em conta o extrato textual e os conteúdos do livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre a narrativa de ficção, analise as assertivas, assinalando a alternativa correta:
A No que se refere à estrutura, o romance helenístico difere do romance moderno, este último que foi largamente propagado a partir do século XVIII.
B Não existem traços de identificação entre o romance helenístico e o romance contemporâneo, devido à distância e a lacuna temporal entre eles.
C A obra A Divina Comédia, de Dante Alighieri, provavelmente escrita no início do século XIV, é considerada o ponto de partida para o romance moderno.
D Na Idade Média, a produção narrativa ficou circunscrita aos relatos históricos e bíblicos, por isso não há registros de narrativas ficcionais.
E O romance moderno é a forma ficcional que intensamente praticada durante a Baixa Idade Média.

Leia o fragmento de texto: “Rejeitando qualquer dogmatismo reducionista que originaria uma classificação rígida e estática, os formalistas russos conceberam o gênero literário como uma entidade evolutiva, cujas transformações adquirem sentido no quadro geral do sistema literário e na correlação deste sistema com as mudanças operadas no sistema social, e por isso advogaram uma classificação historicamente descritiva dos gêneros”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: SILVA, Vitor Manuel de Aguiar e. Teoria da Literatura. Coimbra: Livraria Almedina, 1999. p. 371.
Partindo do fragmento de texto e dos conteúdos abordados no livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre a teoria dos gêneros e o fato de René Wellek e Austin Warren estabelecerem distinções entre a “teoria clássica” e a “teoria moderna”, assinale a alternativa correta.
A A moderna teoria dos gêneros não admite a mistura entre os gêneros tradicionais, mas reconhece a existência de novas espécies de textos literários.
B A teoria clássica é a única que se preocupa em descobrir o denominador comum de uma espécie, os seus processos e objetivos literários.
C Para René Wellek e Austin Warren, a teoria clássica evoluiu ao longo dos anos até se tornar equivalente à teoria moderna.
D A moderna teoria dos gêneros não admite a mistura entre os gêneros tradicionais, mas reconhece a existência de novas espécies de textos literários.
E Para René Wellek e Austin Warren a teoria clássica evoluiu ao longo dos anos até se tornar equivalente à teoria moderna.

Considere o extrato de texto: “[...] Doctor Faustus está ligado à ascensão do nazismo na Alemanha e à última guerra mundial. [...] o narrador do Doctor Faustus escreve: ‘Em certas passagens, o leitor talvez tenha subestimado o número de dias e de semanas que já tive de consagrar à biografia do meu amigo; de igual modo, talvez me creia aquém da época em que traço as presentes linhas. Com risco de vê-lo sorrir da minha pedanteria, julgo oportuno indicar que, desde o dia em que comecei estas notas, quase um ano se passou e que, enquanto escrevia os últimos capítulos, entrávamos em Abril de 1944. Naturalmente, entendo por esta data aquela em que a minha atividade se exerce, não aquela em que deixei a minha narrativa e que se situa no Outono de 1912, vinte meses antes do detonar outra guerra [...]”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: BOURNEUF, Roland; OUELLET, Réal. O universo do romance. Trad. de José Carlos Seabra Pereira. Coimbra: Almedina, 1976. p. 188,189.
Levando em conta o extrato textual e os conteúdos do livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre o “tempo do assunto do romance” e o “tempo do autor”, segundo Mendilow, analise as assertivas, assinale a alternativa correta:
A Na narrativa moderna há um compromisso com a continuidade, uma convenção derivada da épica.
B Para Mendilow, existe apenas uma única modalidade de romance praticada atualmente.
C Para o crítico, a distância entre o tempo da narração e o tempo narrado é sempre o mesmo nos romances modernos.
D Para Mendilow, a narração pode focalizar o passado, como ocorre no romance histórico.
E A narração não pode focalizar o futuro, uma vez que é intangível para o autor.

Considere a citação: “O anti-herói não se define como a personagem que carrega defeitos ou taras, ou comete delitos e crimes, mas a que possui debilidade ou indiferenciação de caráter, a ponto de assemelhar-se a toda a gente. [...] Na verdade, o herói identifica-se por atos de grandeza no bem ou no mal, enquanto o anti-herói não alcança emprestar altitude ao seu comportamento, seja positivo, seja negativo”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: MOISÉS, Massaud. Dicionário de termos literários. São Paulo: Cultrix, 1974. p. 29.
Tendo em conta a citação e os conteúdos abordados no livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre a personagem caracterizada como “anti-herói”, analise as assertivas e assinale a correta.
A O uso do termo herói indica que essa personagem será heroica no sentido épico.
B O aparecimento do anti-herói resultou da progressiva desmitificação do herói romântico, ou seja, de sua crescente humanização.
C Na estrutura narrativa, a posição do anti-herói é, do ponto de vista funcional, totalmente diferente da posição do herói, pois o anti-herói atua como antagonista.
D A personagem caracterizada como anti-herói foi marcante e frequente na produção anterior ao Renascimento; a partir daí, a figura do herói prevaleceu.
E O herói romântico é marcado pela desqualificação, banalização, defeitos e limitações.

Leia o fragmento do romance Lucíola, de José de Alencar: “Fora no dia da minha chegada. Jantara com um companheiro de viagem, e ávidos ambos de conhecer a corte, saímos de braço dado a percorrer a cidade. Íamos, se não me engano, pela Rua das Mangueiras, quando, voltando-nos, vimos um carro elegante que levavam a trote largo dois fogosos cavalos. Uma encantadora menina, sentada ao lado de uma senhora idosa, se recostava preguiçosamente sobre o macio estofo, e deixava pender pela cobertura derreada do carro a mão que brincava com um leque de penas escarlates.” Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ALENCAR, José. Lucíola. 12 ed. São Paulo: Ática, 1988. Disponível em: . Acesso em 06 set. 2019.
Considerando o fragmento e os conteúdos da Rota de Aprendizagem, Aula 5 – José de Alencar e o projeto literário brasileiro, é correto afirmar sobre o romance Lucíola:
A é lido por parte da crítica literária como um representante da fase histórica.
B é aludido como uma quebra no projeto alencariano, já que se afasta da estética romântica a partir da estratégia de fluxo de consciência.
C apresenta uma crítica direta ao comportamento libertário de algumas mulheres no século XIX.
D usa um narrador em terceira pessoa, escolhendo a cidade de São Paulo como o espaço no qual as personagens transitam.
E juntamente com Senhora e Diva, é categorizado como um dos romances de “perfis de mulheres.

Examine o trecho de texto: “[...] a grande obra de arte literária (ficcional) é o lugar em que nos defrontamos com seres humanos de contornos definidos e definitivos, em ampla medida transparentes, vivendo situações exemplares de um modo exemplar (exemplar também no sentido negativo). Como seres humanos, encontram-se integrados num denso tecido de valores de ordem cognoscitiva, religiosa, moral, político-social e tomam determinadas atitudes em face desses valores”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ROSENFELD, Anatol. Literatura e personagem. In: CANDIDO, Antonio et al. A personagem de ficção. 9. ed. São Paulo: Perspectiva, 1995. p. 45.
Tendo por referência o trecho de texto e de acordo com os conteúdos do livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre “a personagem”, sabe-se que é um dos principais elementos constitutivos da narrativa. Analise a única alternativa correta:
A A difusão do estudo da personagem, no Brasil, contou com a iniciativa pioneira dos integrantes da Semana de Arte Moderna de 1922.
B A crítica marxista buscou explicar o modo de ser das personagens pelo modo de ser do autor.
C O caráter modelar do herói, com efeitos moralizantes, é desprezado nas narrativas de ficção medievais.
D A crítica biográfica surge no século XXI, buscando explicar o comportamento das personagens em razão de seus aspectos biográficos e do meio em que vivem.
E Em qualquer tipo de narrativa de ficção, a personagem é quem promove ou sofre as ações relatadas.

Considere o excerto do poema abaixo, escrito pelo poeta simbolista Cruz e Souza: “Braços nervosos, brancas opulências brumais brancuras, fúlgidas brancuras, alvuras castas, virginais alvuras, latescências das raras latescências. [...]”
Considerando o fragmento e os conteúdos da Videoaula 4 – Figuras de Linguagem, é possível afirmar que a aliteração é uma figura de linguagem que se caracteriza:
A pela repetição do som consonantal.
B pela repetição de palavras ao longo do poema.
C pelo uso de ideias controversas ou contrárias.
D pela criação de ritmo a partir de sons vocálicos.
E pela inversão e contorção sintática.

Conforme os conteúdos do livro-base Análise de textos literários: poesia sobre as diferenças entre a linguagem jornalística e a linguagem poética, assinale a alternativa correta:
Leia o poema a seguir: “Poema tirado de uma notícia de jornal João Gostoso era carregador de feira-livre e morava no morro Babilônia num barracão sem número Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro Bebeu Cantou Dançou Depois se atirou na Lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado”.
A O nome da personagem ganha relevância por seu sentido denotativo e por reforçar o registro jornalístico.
B A origem do registro é própria da linguagem poética que se utiliza das falas regionais.
C A linguagem romântica e a linguagem difusa são equivalentes nesse caso.
D O registro poético se baseia em uma notícia de jornal e a reestrutura em outra linguagem.
E A linguagem poética é estruturada a partir de características canônicas do gênero lírico, como o uso de versos brancos.

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Questões resolvidas

Leia o fragmento de texto a seguir: “Não têm sido poucas as tentativas de definir o que é poesia. Desde Platão e Aristóteles até os semânticos e concretistas modernos, insistem filósofos, críticos e mesmo os próprios poetas em dar uma definição da arte de se exprimir em versos, velha como a humanidade”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: MORAES, V. de. Sobre poesia. In: MORAES, V. de. Poesia completa e prosa. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1986, p. 96.
Considerando essas informações e os conteúdos do livro-base Análise de textos literários: poesia sobre as diferenças entre “poesia” e “poema”, assinale a alternativa correta:
A “Poesia” é a expressão em verso dos sentidos percebidos pelo poeta no mundo, nas coisas e nos seres.
B “Poesia” e “poema” são conceitos similares, portanto, podem ser usados como sinônimos.
C “Poesia” é um conceito abstrato e “poema” também, por configurar-se como expressão.
D “Poesia” é a materialização do “poema”, pois se realiza enquanto texto formalizado por meio da linguagem.
E “Poesia” é o elemento abstrato que pode ser indicado como percepção e como experiência no mundo, nas coisas e nos seres.

Atente para a afirmação: “[...] o que chamamos romance histórico é um gênero narrativo híbrido, surgido de um processo de combinação entre história e ficção. [...]. E embora desperte mais interesse ao homem contemporâneo que quaisquer outras formas mais objetivas de linguagem, não se deve esquecer de que o substantivo nessa expressão é o romance. Assim, por mais que ele se sustente em fatos ou personagens históricos, trata-se de romance, ou seja, de ficção”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ESTEVES, Antônio R. O romance histórico brasileiro contemporâneo (1975-2000). São Paulo: Ed. UNESP, 2010. p. 30,31.
Considerando a afirmação e os conteúdos tratados no livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre a constituição da personagem no romance histórico, assinale a alternativa correta:
A O discurso romanesco, que se apresenta como biografia, autobiografia ou memórias está se tornando cada vez menos frequente nas obras atuais.
B No romance histórico tradicional, as personagens históricas ocupam posições de centralidade na narrativa: elas são tratadas como protagonistas das ações.
C Ao produzir um romance histórico, o ficcionista não tem qualquer compromisso com a “verdade histórica”, podendo, ou não, subverter os discursos históricos oficiais.
D No romance histórico, a personagem que é apropriada pela ficção é a mesma personagem referencial da História, mas o conflito relacionado a ela pode mudar.
E O espelhamento sem distorção da personagem histórica não tem lugar no romance histórico.

Observe o extrato de texto: “[...] quer a narrativa sentimental, quer a narrativa realista, embora sem o nome de romance, tem origens muito remotas. Ocorre que esse tipo de ficção em prosa viveu por longo tempo ofuscado pelos gêneros literários clássicos e não recebeu a devida apreciação crítica: todas as teorias poéticas da época do classicismo se preocupavam apenas com os textos versificados”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: D’ONÓFRIO, Salvatore. Teoria do texto: prolegômenos e teoria da narrativa. São Paulo: Ática, 1995. p. 116,117.
Levando em conta o extrato textual e os conteúdos do livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre a narrativa de ficção, analise as assertivas, assinalando a alternativa correta:
A No que se refere à estrutura, o romance helenístico difere do romance moderno, este último que foi largamente propagado a partir do século XVIII.
B Não existem traços de identificação entre o romance helenístico e o romance contemporâneo, devido à distância e a lacuna temporal entre eles.
C A obra A Divina Comédia, de Dante Alighieri, provavelmente escrita no início do século XIV, é considerada o ponto de partida para o romance moderno.
D Na Idade Média, a produção narrativa ficou circunscrita aos relatos históricos e bíblicos, por isso não há registros de narrativas ficcionais.
E O romance moderno é a forma ficcional que intensamente praticada durante a Baixa Idade Média.

Leia o fragmento de texto: “Rejeitando qualquer dogmatismo reducionista que originaria uma classificação rígida e estática, os formalistas russos conceberam o gênero literário como uma entidade evolutiva, cujas transformações adquirem sentido no quadro geral do sistema literário e na correlação deste sistema com as mudanças operadas no sistema social, e por isso advogaram uma classificação historicamente descritiva dos gêneros”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: SILVA, Vitor Manuel de Aguiar e. Teoria da Literatura. Coimbra: Livraria Almedina, 1999. p. 371.
Partindo do fragmento de texto e dos conteúdos abordados no livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre a teoria dos gêneros e o fato de René Wellek e Austin Warren estabelecerem distinções entre a “teoria clássica” e a “teoria moderna”, assinale a alternativa correta.
A A moderna teoria dos gêneros não admite a mistura entre os gêneros tradicionais, mas reconhece a existência de novas espécies de textos literários.
B A teoria clássica é a única que se preocupa em descobrir o denominador comum de uma espécie, os seus processos e objetivos literários.
C Para René Wellek e Austin Warren, a teoria clássica evoluiu ao longo dos anos até se tornar equivalente à teoria moderna.
D A moderna teoria dos gêneros não admite a mistura entre os gêneros tradicionais, mas reconhece a existência de novas espécies de textos literários.
E Para René Wellek e Austin Warren a teoria clássica evoluiu ao longo dos anos até se tornar equivalente à teoria moderna.

Considere o extrato de texto: “[...] Doctor Faustus está ligado à ascensão do nazismo na Alemanha e à última guerra mundial. [...] o narrador do Doctor Faustus escreve: ‘Em certas passagens, o leitor talvez tenha subestimado o número de dias e de semanas que já tive de consagrar à biografia do meu amigo; de igual modo, talvez me creia aquém da época em que traço as presentes linhas. Com risco de vê-lo sorrir da minha pedanteria, julgo oportuno indicar que, desde o dia em que comecei estas notas, quase um ano se passou e que, enquanto escrevia os últimos capítulos, entrávamos em Abril de 1944. Naturalmente, entendo por esta data aquela em que a minha atividade se exerce, não aquela em que deixei a minha narrativa e que se situa no Outono de 1912, vinte meses antes do detonar outra guerra [...]”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: BOURNEUF, Roland; OUELLET, Réal. O universo do romance. Trad. de José Carlos Seabra Pereira. Coimbra: Almedina, 1976. p. 188,189.
Levando em conta o extrato textual e os conteúdos do livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre o “tempo do assunto do romance” e o “tempo do autor”, segundo Mendilow, analise as assertivas, assinale a alternativa correta:
A Na narrativa moderna há um compromisso com a continuidade, uma convenção derivada da épica.
B Para Mendilow, existe apenas uma única modalidade de romance praticada atualmente.
C Para o crítico, a distância entre o tempo da narração e o tempo narrado é sempre o mesmo nos romances modernos.
D Para Mendilow, a narração pode focalizar o passado, como ocorre no romance histórico.
E A narração não pode focalizar o futuro, uma vez que é intangível para o autor.

Considere a citação: “O anti-herói não se define como a personagem que carrega defeitos ou taras, ou comete delitos e crimes, mas a que possui debilidade ou indiferenciação de caráter, a ponto de assemelhar-se a toda a gente. [...] Na verdade, o herói identifica-se por atos de grandeza no bem ou no mal, enquanto o anti-herói não alcança emprestar altitude ao seu comportamento, seja positivo, seja negativo”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: MOISÉS, Massaud. Dicionário de termos literários. São Paulo: Cultrix, 1974. p. 29.
Tendo em conta a citação e os conteúdos abordados no livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre a personagem caracterizada como “anti-herói”, analise as assertivas e assinale a correta.
A O uso do termo herói indica que essa personagem será heroica no sentido épico.
B O aparecimento do anti-herói resultou da progressiva desmitificação do herói romântico, ou seja, de sua crescente humanização.
C Na estrutura narrativa, a posição do anti-herói é, do ponto de vista funcional, totalmente diferente da posição do herói, pois o anti-herói atua como antagonista.
D A personagem caracterizada como anti-herói foi marcante e frequente na produção anterior ao Renascimento; a partir daí, a figura do herói prevaleceu.
E O herói romântico é marcado pela desqualificação, banalização, defeitos e limitações.

Leia o fragmento do romance Lucíola, de José de Alencar: “Fora no dia da minha chegada. Jantara com um companheiro de viagem, e ávidos ambos de conhecer a corte, saímos de braço dado a percorrer a cidade. Íamos, se não me engano, pela Rua das Mangueiras, quando, voltando-nos, vimos um carro elegante que levavam a trote largo dois fogosos cavalos. Uma encantadora menina, sentada ao lado de uma senhora idosa, se recostava preguiçosamente sobre o macio estofo, e deixava pender pela cobertura derreada do carro a mão que brincava com um leque de penas escarlates.” Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ALENCAR, José. Lucíola. 12 ed. São Paulo: Ática, 1988. Disponível em: . Acesso em 06 set. 2019.
Considerando o fragmento e os conteúdos da Rota de Aprendizagem, Aula 5 – José de Alencar e o projeto literário brasileiro, é correto afirmar sobre o romance Lucíola:
A é lido por parte da crítica literária como um representante da fase histórica.
B é aludido como uma quebra no projeto alencariano, já que se afasta da estética romântica a partir da estratégia de fluxo de consciência.
C apresenta uma crítica direta ao comportamento libertário de algumas mulheres no século XIX.
D usa um narrador em terceira pessoa, escolhendo a cidade de São Paulo como o espaço no qual as personagens transitam.
E juntamente com Senhora e Diva, é categorizado como um dos romances de “perfis de mulheres.

Examine o trecho de texto: “[...] a grande obra de arte literária (ficcional) é o lugar em que nos defrontamos com seres humanos de contornos definidos e definitivos, em ampla medida transparentes, vivendo situações exemplares de um modo exemplar (exemplar também no sentido negativo). Como seres humanos, encontram-se integrados num denso tecido de valores de ordem cognoscitiva, religiosa, moral, político-social e tomam determinadas atitudes em face desses valores”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ROSENFELD, Anatol. Literatura e personagem. In: CANDIDO, Antonio et al. A personagem de ficção. 9. ed. São Paulo: Perspectiva, 1995. p. 45.
Tendo por referência o trecho de texto e de acordo com os conteúdos do livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre “a personagem”, sabe-se que é um dos principais elementos constitutivos da narrativa. Analise a única alternativa correta:
A A difusão do estudo da personagem, no Brasil, contou com a iniciativa pioneira dos integrantes da Semana de Arte Moderna de 1922.
B A crítica marxista buscou explicar o modo de ser das personagens pelo modo de ser do autor.
C O caráter modelar do herói, com efeitos moralizantes, é desprezado nas narrativas de ficção medievais.
D A crítica biográfica surge no século XXI, buscando explicar o comportamento das personagens em razão de seus aspectos biográficos e do meio em que vivem.
E Em qualquer tipo de narrativa de ficção, a personagem é quem promove ou sofre as ações relatadas.

Considere o excerto do poema abaixo, escrito pelo poeta simbolista Cruz e Souza: “Braços nervosos, brancas opulências brumais brancuras, fúlgidas brancuras, alvuras castas, virginais alvuras, latescências das raras latescências. [...]”
Considerando o fragmento e os conteúdos da Videoaula 4 – Figuras de Linguagem, é possível afirmar que a aliteração é uma figura de linguagem que se caracteriza:
A pela repetição do som consonantal.
B pela repetição de palavras ao longo do poema.
C pelo uso de ideias controversas ou contrárias.
D pela criação de ritmo a partir de sons vocálicos.
E pela inversão e contorção sintática.

Conforme os conteúdos do livro-base Análise de textos literários: poesia sobre as diferenças entre a linguagem jornalística e a linguagem poética, assinale a alternativa correta:
Leia o poema a seguir: “Poema tirado de uma notícia de jornal João Gostoso era carregador de feira-livre e morava no morro Babilônia num barracão sem número Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro Bebeu Cantou Dançou Depois se atirou na Lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado”.
A O nome da personagem ganha relevância por seu sentido denotativo e por reforçar o registro jornalístico.
B A origem do registro é própria da linguagem poética que se utiliza das falas regionais.
C A linguagem romântica e a linguagem difusa são equivalentes nesse caso.
D O registro poético se baseia em uma notícia de jornal e a reestrutura em outra linguagem.
E A linguagem poética é estruturada a partir de características canônicas do gênero lírico, como o uso de versos brancos.

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Questão 1/10 - Análise de Textos Literários: Prosa e Poesia 
Leia o fragmento de texto a seguir: 
“Não têm sido poucas as tentativas de definir o que é poesia. Desde Platão e Aristóteles até os semânticos e concretistas modernos, insistem filósofos, 
críticos e mesmo os próprios poetas em dar uma definição da arte de se exprimir em versos, velha como a humanidade”. 
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: MORAES, V. de. Sobre poesia. In: MORAES, V. de. Poesia completa e prosa. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1986, p. 96. 
Considerando essas informações e os conteúdos do livro-base Análise de textos literários: poesia sobre as diferenças entre “poesia” e “poema”, 
assinale a alternativa correta: 
Nota: 10.0 
 
A “Poesia” é a expressão em verso dos sentidos percebidos pelo poeta no mundo, nas coisas e nos seres. 
 
B “Poesia” e “poema” são conceitos similares, portanto, podem ser usados como sinônimos. 
 
C “Poesia” é um conceito abstrato e “poema” também, por configurar-se como expressão. 
 
D “Poesia” é a materialização do “poema”, pois se realiza enquanto texto formalizado por meio da linguagem. 
 
E “Poesia” é o elemento abstrato que pode ser indicado como percepção e como experiência no mundo, nas coisas e nos seres 
Você acertou! 
Comentário: “A poesia como elemento abstrato faz parte da percepção que podemos ter do mundo ao nosso redor” (livro-base, p. 45). 
 
Questão 2/10 - Análise de Textos Literários: Prosa e Poesia 
Atente para a afirmação: 
“[...] o que chamamos romance histórico é um gênero narrativo híbrido, surgido de um processo de combinação entre história e ficção. [...]. E embora 
desperte mais interesse ao homem contemporâneo que quaisquer outras formas mais objetivas de linguagem, não se deve esquecer de que o 
substantivo nessa expressão é o romance. Assim, por mais que ele se sustente em fatos ou personagens históricos, trata-se de romance, ou seja, de 
ficção”. 
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ESTEVES, Antônio R. O romance histórico brasileiro contemporâneo (1975-2000). São Paulo: Ed. UNESP, 2010. p. 30,31. 
Considerando a afirmação e os conteúdos tratados no livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre a constituição da personagem 
no romance histórico, assinale a alternativa correta: 
Nota: 10.0 
 
A O discurso romanesco, que se apresenta como biografia, autobiografia ou memórias está se tornando cada vez menos frequente nas obras 
atuais. 
 
B No romance histórico tradicional, as personagens históricas ocupam posições de centralidade na narrativa: elas são tratadas como 
protagonistas das ações. 
 
C Ao produzir um romance histórico, o ficcionista não tem qualquer compromisso com a “verdade histórica”, podendo, ou não, subverter os 
discursos históricos oficiais. 
Você acertou! 
Comentário: A alternativa é verdadeira, pois: “[...] o ficcionista não tem nenhum compromisso com a chamada verdade histórica; ele pode subverter, ou 
não, os discursos biográficos e históricos correntes” (p. 87). Apropriada pela ficção, deverá guardar coerência em relação ao cenário narrativo para o 
qual foi transposta, independentemente de correspondência com a imagem construída pela História ou que a sociedade tem dela, o que não quer dizer 
que o espelhamento sem distorção também não possa ocorrer” (p. 88). 
 
D No romance histórico, a personagem que é apropriada pela ficção é a mesma personagem referencial da História, mas o conflito relacionado 
a ela pode mudar. 
 
E O espelhamento sem distorção da personagem histórica não tem lugar no romance histórico. 
 
Questão 3/10 - Análise de Textos Literários: Prosa e Poesia 
Observe o extrato de texto: 
“[...] quer a narrativa sentimental, quer a narrativa realista, embora sem o nome de romance, tem origens muito remotas. Ocorre que esse tipo de 
ficção em prosa viveu por longo tempo ofuscado pelos gêneros literários clássicos e não recebeu a devida apreciação crítica: todas as teorias poéticas 
da época do classicismo se preocupavam apenas com os textos versificados”. 
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: D’ONÓFRIO, Salvatore. Teoria do texto: prolegômenos e teoria da narrativa. São Paulo: Ática, 1995. p. 116,117. 
Levando em conta o extrato textual e os conteúdos do livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre a narrativa de ficção, analise 
as assertivas, assinalando a alternativa correta: 
Nota: 10.0 
 
A No que se refere à estrutura, o romance helenístico difere do romance moderno, este último que foi largamente propagado a partir do século 
XVIII. 
Você acertou! 
Comentário: A alternativa está correta, pois “Existe uma modalidade de romance na produção clássica, o chamado romance helenístico, cuja estrutura é 
diferente da do romance moderno, este último considerado como a forma ficcional intensamente praticada a partir do fim do século XVIII. Constatarmos 
que não há continuidade não significa negarmos qualquer efeito de eco. Certamente há alguns traços de identificação entre o romance grego e o 
contemporâneo” (livro-base, p. 43). 
 
B Não existem traços de identificação entre o romance helenístico e o romance contemporâneo, devido à distância e a lacuna temporal entre 
eles. 
 
C A obra A Divina Comédia, de Dante Alighieri, provavelmente escrita no início do século XIV, é considerada o ponto de partida para o 
romance moderno. 
 
D Na Idade Média, a produção narrativa ficou circunscrita aos relatos históricos e bíblicos, por isso não há registros de narrativas ficcionais. 
 
E O romance moderno é a forma ficcional que intensamente praticada durante a Baixa Idade Média. 
 
 
Questão 4/10 - Análise de Textos Literários: Prosa e Poesia 
Leia o fragmento de texto: 
“Rejeitando qualquer dogmatismo reducionista que originaria uma classificação rígida e estática, os formalistas russos conceberam o gênero literário 
como uma entidade evolutiva, cujas transformações adquirem sentido no quadro geral do sistema literário e na correlação deste sistema com as 
mudanças operadas no sistema social, e por isso advogaram uma classificação historicamente descritiva dos gêneros”. 
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: SILVA, Vitor Manuel de Aguiar e. Teoria da Literatura. Coimbra: Livraria Almedina, 1999. p. 371. 
Partindo do fragmento de texto e dos conteúdos abordados no livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre a teoria dos gêneros e 
o fato de René Wellek e Austin Warren estabelecerem distinções entre a “teoria clássica” e a “teoria moderna”, assinale a alternativa correta. 
Nota: 10.0 
 
A A descrição é uma característica atribuída à teoria clássica dos gêneros. 
 
B As regras prescritas pela teoria clássica dos gêneros apresentam um acentuado autoritarismo. 
 
C A moderna teoria dos gêneros, contrariamente à teoria clássica, possui um caráter evidentemente descritivo. 
Você acertou! 
Comentário: “Uma das obras do século XX fundamentais para o estudo do campo que estamos examinando, Teoria da literatura [...], de René Wellek 
e Austin Warren, faz uma advertência que merece atenção: ‘Qualquer pessoa interessada pela teoria dos gêneros deve ter cuidado em não confundir as 
diferenças entre a teoria ‘clássica’ e a moderna. A teoria clássica é normativa e prescritiva, embora as suas ‘regras’ não contenham o ridículo autoritarismo 
que tantas vezes lhe é atribuído. [...]. A moderna teoria dos gêneros é claramente descritiva. Não limita o número das espécies possíveis e não prescreve 
regras aos autores. Admite que as espécies tradicionais possam ‘misturar-se’ e produzir uma espécie nova [...]. Reconhece que os gêneros podem ser 
construídos tanto numa base de englobamento ou ‘enriquecimento’ como de ‘pureza’. Em lugar de sublinhar a distinção entre as várias espécies interessa-
se [...] em descobrir o denominador comum de uma espécie, osseus processos e objetivos literários’ [...]” (livro-base, p. 34). 
 
D A moderna teoria dos gêneros não admite a mistura entre os gêneros tradicionais, mas reconhece a existência de novas espécies de textos 
literários. 
 
E Para René Wellek e Austin Warren a teoria clássica evoluiu ao longo dos anos até se tornar equivalente à teoria moderna. 
 
 
 
 
Questão 5/10 - Análise de Textos Literários: Prosa e Poesia 
Considere o extrato de texto: 
“[...] Doctor Faustus está ligado à ascensão do nazismo na Alemanha e à última guerra mundial. [...] o narrador do Doctor Faustus escreve: ‘Em certas 
passagens, o leitor talvez tenha subestimado o número de dias e de semanas que já tive de consagrar à biografia do meu amigo; de igual modo, talvez 
me creia aquém da época em que traço as presentes linhas. Com risco de vê-lo sorrir da minha pedanteria, julgo oportuno indicar que, desde o dia 
em que comecei estas notas, quase um ano se passou e que, enquanto escrevia os últimos capítulos, entrávamos em Abril de 1944. Naturalmente, 
entendo por esta data aquela em que a minha atividade se exerce, não aquela em que deixei a minha narrativa e que se situa no Outono de 1912, 
vinte meses antes do detonar outra guerra [...]”. 
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: BOURNEUF, Roland; OUELLET, Réal. O universo do romance. Trad. de José Carlos Seabra Pereira. Coimbra: Almedina, 1976. p. 188,189. 
Levando em conta o extrato textual e os conteúdos do livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre o “tempo do assunto do 
romance” e o “tempo do autor”, segundo Mendilow, analise as assertivas, assinale a alternativa correta: 
Nota: 10.0 
 
A Na narrativa moderna há um compromisso com a continuidade, uma convenção derivada da épica. 
 
B Para Mendilow, existe apenas uma única modalidade de romance praticada atualmente. 
 
C Para o crítico, a distância entre o tempo da narração e o tempo narrado é sempre o mesmo nos romances modernos. 
 
D Para Mendilow, a narração pode focalizar o passado, como ocorre no romance histórico. 
Você acertou! 
Comentário: A alternativa está correta, pois “há a possibilidade de a narração focalizar o passado, caso do romance histórico, ou o futuro, que o autor 
qualifica como romance utópico, mas podemos pensar na ficção científica” (livro-base, p. 180). 
 
E A narração não pode focalizar o futuro, uma vez que é intangível para o autor. 
 
Questão 6/10 - Análise de Textos Literários: Prosa e Poesia 
Considere a citação: 
“O anti-herói não se define como a personagem que carrega defeitos ou taras, ou comete delitos e crimes, mas a que possui debilidade ou 
indiferenciação de caráter, a ponto de assemelhar-se a toda a gente. [...] Na verdade, o herói identifica-se por atos de grandeza no bem ou no mal, 
enquanto o anti-herói não alcança emprestar altitude ao seu comportamento, seja positivo, seja negativo”. 
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: MOISÉS, Massaud. Dicionário de termos literários. São Paulo: Cultrix, 1974. p. 29. 
 
 
Tendo em conta a citação e os conteúdos abordados no livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre a personagem caracterizada 
como “anti-herói”, analise as assertivas e assinale a correta. 
 
Nota: 10.0 
 
A O uso do termo herói indica que essa personagem será heroica no sentido épico. 
 
B O aparecimento do anti-herói resultou da progressiva desmitificação do herói romântico, ou seja, de sua crescente humanização. 
Você acertou! 
Comentário: A alternativa está correta, pois “a expressão anti-herói é usada para acentuar a condição do indivíduo oprimido pelas forças sociais ou 
ambientais, cujas reações são anuladas por outros poderes. Seu estatuto decorre da desmistificação do herói romântico” (livro-base, p. 83). 
 
C Na estrutura narrativa, a posição do anti-herói é, do ponto de vista funcional, totalmente diferente da posição do herói, pois o anti-herói atua 
como antagonista. 
 
D A personagem caracterizada como anti-herói foi marcante e frequente na produção anterior ao Renascimento; a partir daí, a figura do herói 
prevaleceu. 
 
E O herói romântico é marcado pela desqualificação, banalização, defeitos e limitações. 
 
Questão 7/10 - Análise de Textos Literários: Prosa e Poesia 
Leia o fragmento do romance Lucíola, de José de Alencar: 
“Fora no dia da minha chegada. Jantara com um companheiro de viagem, e ávidos ambos de conhecer a corte, saímos de braço dado a percorrer a 
cidade. Íamos, se não me engano, pela Rua das Mangueiras, quando, voltando-nos, vimos um carro elegante que levavam a trote largo dois fogosos 
cavalos. Uma encantadora menina, sentada ao lado de uma senhora idosa, se recostava preguiçosamente sobre o macio estofo, e deixava pender 
pela cobertura derreada do carro a mão que brincava com um leque de penas escarlates.” 
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ALENCAR, José. Lucíola. 12 ed. São Paulo: Ática, 1988. Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000137.pdf>. Acesso em 06 set. 2019. 
Considerando o fragmento e os conteúdos da Rota de Aprendizagem, Aula 5 – José de Alencar e o projeto literário brasileiro, é correto afirmar 
sobre o romance Lucíola: 
Nota: 10.0 
 
A é lido por parte da crítica literária como um representante da fase histórica. 
 
B é aludido como uma quebra no projeto alencariano, já que se afasta da estética romântica a partir da estratégia de fluxo de consciência. 
 
C apresenta uma crítica direta ao comportamento libertário de algumas mulheres no século XIX. 
 
D usa um narrador em terceira pessoa, escolhendo a cidade de São Paulo como o espaço no qual as personagens transitam. 
 
E juntamente com Senhora e Diva, é categorizado como um dos romances de “perfis de mulheres”. 
Você acertou! 
Comentário: De acordo com a Rota de Aprendizagem, Aula 5, Tema 2 (Lucíola - 1’ a 2’), o romance Lucíola é uma obra de característica urbana, 
publicada em 1862, e foi caracterizado pelo próprio Alencar com um dos romances de “perfis de mulheres”. 
 
 
Questão 8/10 - Análise de Textos Literários: Prosa e Poesia 
Examine o trecho de texto: 
“[...] a grande obra de arte literária (ficcional) é o lugar em que nos defrontamos com seres humanos de contornos definidos e definitivos, em ampla 
medida transparentes, vivendo situações exemplares de um modo exemplar (exemplar também no sentido negativo). Como seres humanos, 
encontram-se integrados num denso tecido de valores de ordem cognoscitiva, religiosa, moral, político-social e tomam determinadas atitudes em face 
desses valores”. 
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ROSENFELD, Anatol. Literatura e personagem. In: CANDIDO, Antonio et al. A personagem de ficção. 9. ed. São Paulo: Perspectiva, 1995. p. 45. 
Tendo por referência o trecho de texto e de acordo com os conteúdos do livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre “a 
personagem”, sabe-se que é um dos principais elementos constitutivos da narrativa. Analise a única alternativa correta: 
Nota: 10.0 
 
A A difusão do estudo da personagem, no Brasil, contou com a iniciativa pioneira dos integrantes da Semana de Arte Moderna de 1922. 
 
B A crítica marxista buscou explicar o modo de ser das personagens pelo modo de ser do autor. 
 
C O caráter modelar do herói, com efeitos moralizantes, é desprezado nas narrativas de ficção medievais. 
 
D A crítica biográfica surge no século XXI, buscando explicar o comportamento das personagens em razão de seus aspectos biográficos e do 
meio em que vivem. 
 
E Em qualquer tipo de narrativa de ficção, a personagem é quem promove ou sofre as ações relatadas. 
Você acertou! 
Comentário: A alternativa está correta, pois “Quem promove ou sofre as ações relatadas na prosa ficcional é a personagem. Esse componente da narrativa 
desde cedo mereceu a atenção dos teóricos,condicionados à importância do herói. A lição da Antiguidade grega, calcada no princípio da imitação, a 
mimesis aristotélica, herdada pelo poeta latino Horácio, que associou ao entretenimento a função pedagógica da arte poética, teve longo curso. Nas 
narrativas medievais, entrando na Idade Moderna, acentuam-se o caráter modelar do herói, com efeitos moralizantes” (livro-base, p. 70). 
 
 
Questão 9/10 - Análise de Textos Literários: Prosa e Poesia 
Considere o excerto do poema abaixo, escrito pelo poeta simbolista Cruz e Souza: 
“Braços nervosos, brancas opulências 
brumais brancuras, fúlgidas brancuras, 
alvuras castas, virginais alvuras, 
latescências das raras latescências. [...]” 
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: OLIVEIRA, Silvana. Análise do texto literário: poesia. 
Curitiba: Editora InterSaberes, 2017. p. 117. 
Considerando o fragmento e os conteúdos da Videoaula 4 – Figuras de Linguagem, é possível afirmar que a aliteração é uma figura de linguagem 
que se caracteriza: 
Nota: 10.0 
 
A pela repetição do som consonantal. 
Você acertou! 
Comentário: De acordo com a Rota de Aprendizagem, Aula 4, Tema 1 (Figura de sonoridade: aliteração – 1’25” a 10’), a aliteração é uma figura de 
sonoridade caracterizada pela repetição de sons consonantais, buscando a criação de um ritmo para todo o poema. 
 
B pela repetição de palavras ao longo do poema. 
 
C pelo uso de ideias controversas ou contrárias. 
 
D pela criação de ritmo a partir de sons vocálicos. 
 
E pela inversão e contorção sintática. 
 
Questão 10/10 - Análise de Textos Literários: Prosa e Poesia 
Leia o poema a seguir: 
“Poema tirado de uma notícia de jornal 
João Gostoso era carregador de feira-livre e morava no morro 
Babilônia num barracão sem número 
Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro 
Bebeu 
Cantou 
Dançou 
Depois se atirou na Lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado”. 
Após esta avaliação, caso queira ler o livro de poemas integralmente, ele está disponível em: BANDEIRA, Manuel. Libertinagem & Estrela da Manhã. Rio de Janeiro: MEDIAfashion, 2008. p. 33. 
Conforme os conteúdos do livro-base Análise de textos literários: poesia sobre as diferenças entre a linguagem jornalística e a linguagem poética, 
assinale a alternativa correta: 
Nota: 10.0 
 
A O nome da personagem ganha relevância por seu sentido denotativo e por reforçar o registro jornalístico. 
 
B A origem do registro é própria da linguagem poética que se utiliza das falas regionais. 
 
C A linguagem romântica e a linguagem difusa são equivalentes nesse caso. 
 
D O registro poético se baseia em uma notícia de jornal e a reestrutura em outra linguagem. 
Você acertou! 
Comentário: “No poema em questão, a linguagem poética coloca o relato em versos e destaca as ações em versos isolados. Além disso, 
o nome “João Gostoso” tem uma conotação poética que foge ao registro jornalístico, assim, o registro poético se baseia em uma notícia 
de jornal e a reestrutura em outra linguagem.” (livro-base, p. 43). 
 
E A linguagem poética é estruturada a partir de características canônicas do gênero lírico, como o uso de versos brancos.

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