Prévia do material em texto
Questão 1/10 - Análise de Textos Literários: Prosa e Poesia Leia o fragmento de texto a seguir: “Não têm sido poucas as tentativas de definir o que é poesia. Desde Platão e Aristóteles até os semânticos e concretistas modernos, insistem filósofos, críticos e mesmo os próprios poetas em dar uma definição da arte de se exprimir em versos, velha como a humanidade”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: MORAES, V. de. Sobre poesia. In: MORAES, V. de. Poesia completa e prosa. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1986, p. 96. Considerando essas informações e os conteúdos do livro-base Análise de textos literários: poesia sobre as diferenças entre “poesia” e “poema”, assinale a alternativa correta: Nota: 10.0 A “Poesia” é a expressão em verso dos sentidos percebidos pelo poeta no mundo, nas coisas e nos seres. B “Poesia” e “poema” são conceitos similares, portanto, podem ser usados como sinônimos. C “Poesia” é um conceito abstrato e “poema” também, por configurar-se como expressão. D “Poesia” é a materialização do “poema”, pois se realiza enquanto texto formalizado por meio da linguagem. E “Poesia” é o elemento abstrato que pode ser indicado como percepção e como experiência no mundo, nas coisas e nos seres Você acertou! Comentário: “A poesia como elemento abstrato faz parte da percepção que podemos ter do mundo ao nosso redor” (livro-base, p. 45). Questão 2/10 - Análise de Textos Literários: Prosa e Poesia Atente para a afirmação: “[...] o que chamamos romance histórico é um gênero narrativo híbrido, surgido de um processo de combinação entre história e ficção. [...]. E embora desperte mais interesse ao homem contemporâneo que quaisquer outras formas mais objetivas de linguagem, não se deve esquecer de que o substantivo nessa expressão é o romance. Assim, por mais que ele se sustente em fatos ou personagens históricos, trata-se de romance, ou seja, de ficção”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ESTEVES, Antônio R. O romance histórico brasileiro contemporâneo (1975-2000). São Paulo: Ed. UNESP, 2010. p. 30,31. Considerando a afirmação e os conteúdos tratados no livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre a constituição da personagem no romance histórico, assinale a alternativa correta: Nota: 10.0 A O discurso romanesco, que se apresenta como biografia, autobiografia ou memórias está se tornando cada vez menos frequente nas obras atuais. B No romance histórico tradicional, as personagens históricas ocupam posições de centralidade na narrativa: elas são tratadas como protagonistas das ações. C Ao produzir um romance histórico, o ficcionista não tem qualquer compromisso com a “verdade histórica”, podendo, ou não, subverter os discursos históricos oficiais. Você acertou! Comentário: A alternativa é verdadeira, pois: “[...] o ficcionista não tem nenhum compromisso com a chamada verdade histórica; ele pode subverter, ou não, os discursos biográficos e históricos correntes” (p. 87). Apropriada pela ficção, deverá guardar coerência em relação ao cenário narrativo para o qual foi transposta, independentemente de correspondência com a imagem construída pela História ou que a sociedade tem dela, o que não quer dizer que o espelhamento sem distorção também não possa ocorrer” (p. 88). D No romance histórico, a personagem que é apropriada pela ficção é a mesma personagem referencial da História, mas o conflito relacionado a ela pode mudar. E O espelhamento sem distorção da personagem histórica não tem lugar no romance histórico. Questão 3/10 - Análise de Textos Literários: Prosa e Poesia Observe o extrato de texto: “[...] quer a narrativa sentimental, quer a narrativa realista, embora sem o nome de romance, tem origens muito remotas. Ocorre que esse tipo de ficção em prosa viveu por longo tempo ofuscado pelos gêneros literários clássicos e não recebeu a devida apreciação crítica: todas as teorias poéticas da época do classicismo se preocupavam apenas com os textos versificados”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: D’ONÓFRIO, Salvatore. Teoria do texto: prolegômenos e teoria da narrativa. São Paulo: Ática, 1995. p. 116,117. Levando em conta o extrato textual e os conteúdos do livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre a narrativa de ficção, analise as assertivas, assinalando a alternativa correta: Nota: 10.0 A No que se refere à estrutura, o romance helenístico difere do romance moderno, este último que foi largamente propagado a partir do século XVIII. Você acertou! Comentário: A alternativa está correta, pois “Existe uma modalidade de romance na produção clássica, o chamado romance helenístico, cuja estrutura é diferente da do romance moderno, este último considerado como a forma ficcional intensamente praticada a partir do fim do século XVIII. Constatarmos que não há continuidade não significa negarmos qualquer efeito de eco. Certamente há alguns traços de identificação entre o romance grego e o contemporâneo” (livro-base, p. 43). B Não existem traços de identificação entre o romance helenístico e o romance contemporâneo, devido à distância e a lacuna temporal entre eles. C A obra A Divina Comédia, de Dante Alighieri, provavelmente escrita no início do século XIV, é considerada o ponto de partida para o romance moderno. D Na Idade Média, a produção narrativa ficou circunscrita aos relatos históricos e bíblicos, por isso não há registros de narrativas ficcionais. E O romance moderno é a forma ficcional que intensamente praticada durante a Baixa Idade Média. Questão 4/10 - Análise de Textos Literários: Prosa e Poesia Leia o fragmento de texto: “Rejeitando qualquer dogmatismo reducionista que originaria uma classificação rígida e estática, os formalistas russos conceberam o gênero literário como uma entidade evolutiva, cujas transformações adquirem sentido no quadro geral do sistema literário e na correlação deste sistema com as mudanças operadas no sistema social, e por isso advogaram uma classificação historicamente descritiva dos gêneros”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: SILVA, Vitor Manuel de Aguiar e. Teoria da Literatura. Coimbra: Livraria Almedina, 1999. p. 371. Partindo do fragmento de texto e dos conteúdos abordados no livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre a teoria dos gêneros e o fato de René Wellek e Austin Warren estabelecerem distinções entre a “teoria clássica” e a “teoria moderna”, assinale a alternativa correta. Nota: 10.0 A A descrição é uma característica atribuída à teoria clássica dos gêneros. B As regras prescritas pela teoria clássica dos gêneros apresentam um acentuado autoritarismo. C A moderna teoria dos gêneros, contrariamente à teoria clássica, possui um caráter evidentemente descritivo. Você acertou! Comentário: “Uma das obras do século XX fundamentais para o estudo do campo que estamos examinando, Teoria da literatura [...], de René Wellek e Austin Warren, faz uma advertência que merece atenção: ‘Qualquer pessoa interessada pela teoria dos gêneros deve ter cuidado em não confundir as diferenças entre a teoria ‘clássica’ e a moderna. A teoria clássica é normativa e prescritiva, embora as suas ‘regras’ não contenham o ridículo autoritarismo que tantas vezes lhe é atribuído. [...]. A moderna teoria dos gêneros é claramente descritiva. Não limita o número das espécies possíveis e não prescreve regras aos autores. Admite que as espécies tradicionais possam ‘misturar-se’ e produzir uma espécie nova [...]. Reconhece que os gêneros podem ser construídos tanto numa base de englobamento ou ‘enriquecimento’ como de ‘pureza’. Em lugar de sublinhar a distinção entre as várias espécies interessa- se [...] em descobrir o denominador comum de uma espécie, osseus processos e objetivos literários’ [...]” (livro-base, p. 34). D A moderna teoria dos gêneros não admite a mistura entre os gêneros tradicionais, mas reconhece a existência de novas espécies de textos literários. E Para René Wellek e Austin Warren a teoria clássica evoluiu ao longo dos anos até se tornar equivalente à teoria moderna. Questão 5/10 - Análise de Textos Literários: Prosa e Poesia Considere o extrato de texto: “[...] Doctor Faustus está ligado à ascensão do nazismo na Alemanha e à última guerra mundial. [...] o narrador do Doctor Faustus escreve: ‘Em certas passagens, o leitor talvez tenha subestimado o número de dias e de semanas que já tive de consagrar à biografia do meu amigo; de igual modo, talvez me creia aquém da época em que traço as presentes linhas. Com risco de vê-lo sorrir da minha pedanteria, julgo oportuno indicar que, desde o dia em que comecei estas notas, quase um ano se passou e que, enquanto escrevia os últimos capítulos, entrávamos em Abril de 1944. Naturalmente, entendo por esta data aquela em que a minha atividade se exerce, não aquela em que deixei a minha narrativa e que se situa no Outono de 1912, vinte meses antes do detonar outra guerra [...]”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: BOURNEUF, Roland; OUELLET, Réal. O universo do romance. Trad. de José Carlos Seabra Pereira. Coimbra: Almedina, 1976. p. 188,189. Levando em conta o extrato textual e os conteúdos do livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre o “tempo do assunto do romance” e o “tempo do autor”, segundo Mendilow, analise as assertivas, assinale a alternativa correta: Nota: 10.0 A Na narrativa moderna há um compromisso com a continuidade, uma convenção derivada da épica. B Para Mendilow, existe apenas uma única modalidade de romance praticada atualmente. C Para o crítico, a distância entre o tempo da narração e o tempo narrado é sempre o mesmo nos romances modernos. D Para Mendilow, a narração pode focalizar o passado, como ocorre no romance histórico. Você acertou! Comentário: A alternativa está correta, pois “há a possibilidade de a narração focalizar o passado, caso do romance histórico, ou o futuro, que o autor qualifica como romance utópico, mas podemos pensar na ficção científica” (livro-base, p. 180). E A narração não pode focalizar o futuro, uma vez que é intangível para o autor. Questão 6/10 - Análise de Textos Literários: Prosa e Poesia Considere a citação: “O anti-herói não se define como a personagem que carrega defeitos ou taras, ou comete delitos e crimes, mas a que possui debilidade ou indiferenciação de caráter, a ponto de assemelhar-se a toda a gente. [...] Na verdade, o herói identifica-se por atos de grandeza no bem ou no mal, enquanto o anti-herói não alcança emprestar altitude ao seu comportamento, seja positivo, seja negativo”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: MOISÉS, Massaud. Dicionário de termos literários. São Paulo: Cultrix, 1974. p. 29. Tendo em conta a citação e os conteúdos abordados no livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre a personagem caracterizada como “anti-herói”, analise as assertivas e assinale a correta. Nota: 10.0 A O uso do termo herói indica que essa personagem será heroica no sentido épico. B O aparecimento do anti-herói resultou da progressiva desmitificação do herói romântico, ou seja, de sua crescente humanização. Você acertou! Comentário: A alternativa está correta, pois “a expressão anti-herói é usada para acentuar a condição do indivíduo oprimido pelas forças sociais ou ambientais, cujas reações são anuladas por outros poderes. Seu estatuto decorre da desmistificação do herói romântico” (livro-base, p. 83). C Na estrutura narrativa, a posição do anti-herói é, do ponto de vista funcional, totalmente diferente da posição do herói, pois o anti-herói atua como antagonista. D A personagem caracterizada como anti-herói foi marcante e frequente na produção anterior ao Renascimento; a partir daí, a figura do herói prevaleceu. E O herói romântico é marcado pela desqualificação, banalização, defeitos e limitações. Questão 7/10 - Análise de Textos Literários: Prosa e Poesia Leia o fragmento do romance Lucíola, de José de Alencar: “Fora no dia da minha chegada. Jantara com um companheiro de viagem, e ávidos ambos de conhecer a corte, saímos de braço dado a percorrer a cidade. Íamos, se não me engano, pela Rua das Mangueiras, quando, voltando-nos, vimos um carro elegante que levavam a trote largo dois fogosos cavalos. Uma encantadora menina, sentada ao lado de uma senhora idosa, se recostava preguiçosamente sobre o macio estofo, e deixava pender pela cobertura derreada do carro a mão que brincava com um leque de penas escarlates.” Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ALENCAR, José. Lucíola. 12 ed. São Paulo: Ática, 1988. Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000137.pdf>. Acesso em 06 set. 2019. Considerando o fragmento e os conteúdos da Rota de Aprendizagem, Aula 5 – José de Alencar e o projeto literário brasileiro, é correto afirmar sobre o romance Lucíola: Nota: 10.0 A é lido por parte da crítica literária como um representante da fase histórica. B é aludido como uma quebra no projeto alencariano, já que se afasta da estética romântica a partir da estratégia de fluxo de consciência. C apresenta uma crítica direta ao comportamento libertário de algumas mulheres no século XIX. D usa um narrador em terceira pessoa, escolhendo a cidade de São Paulo como o espaço no qual as personagens transitam. E juntamente com Senhora e Diva, é categorizado como um dos romances de “perfis de mulheres”. Você acertou! Comentário: De acordo com a Rota de Aprendizagem, Aula 5, Tema 2 (Lucíola - 1’ a 2’), o romance Lucíola é uma obra de característica urbana, publicada em 1862, e foi caracterizado pelo próprio Alencar com um dos romances de “perfis de mulheres”. Questão 8/10 - Análise de Textos Literários: Prosa e Poesia Examine o trecho de texto: “[...] a grande obra de arte literária (ficcional) é o lugar em que nos defrontamos com seres humanos de contornos definidos e definitivos, em ampla medida transparentes, vivendo situações exemplares de um modo exemplar (exemplar também no sentido negativo). Como seres humanos, encontram-se integrados num denso tecido de valores de ordem cognoscitiva, religiosa, moral, político-social e tomam determinadas atitudes em face desses valores”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ROSENFELD, Anatol. Literatura e personagem. In: CANDIDO, Antonio et al. A personagem de ficção. 9. ed. São Paulo: Perspectiva, 1995. p. 45. Tendo por referência o trecho de texto e de acordo com os conteúdos do livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre “a personagem”, sabe-se que é um dos principais elementos constitutivos da narrativa. Analise a única alternativa correta: Nota: 10.0 A A difusão do estudo da personagem, no Brasil, contou com a iniciativa pioneira dos integrantes da Semana de Arte Moderna de 1922. B A crítica marxista buscou explicar o modo de ser das personagens pelo modo de ser do autor. C O caráter modelar do herói, com efeitos moralizantes, é desprezado nas narrativas de ficção medievais. D A crítica biográfica surge no século XXI, buscando explicar o comportamento das personagens em razão de seus aspectos biográficos e do meio em que vivem. E Em qualquer tipo de narrativa de ficção, a personagem é quem promove ou sofre as ações relatadas. Você acertou! Comentário: A alternativa está correta, pois “Quem promove ou sofre as ações relatadas na prosa ficcional é a personagem. Esse componente da narrativa desde cedo mereceu a atenção dos teóricos,condicionados à importância do herói. A lição da Antiguidade grega, calcada no princípio da imitação, a mimesis aristotélica, herdada pelo poeta latino Horácio, que associou ao entretenimento a função pedagógica da arte poética, teve longo curso. Nas narrativas medievais, entrando na Idade Moderna, acentuam-se o caráter modelar do herói, com efeitos moralizantes” (livro-base, p. 70). Questão 9/10 - Análise de Textos Literários: Prosa e Poesia Considere o excerto do poema abaixo, escrito pelo poeta simbolista Cruz e Souza: “Braços nervosos, brancas opulências brumais brancuras, fúlgidas brancuras, alvuras castas, virginais alvuras, latescências das raras latescências. [...]” Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: OLIVEIRA, Silvana. Análise do texto literário: poesia. Curitiba: Editora InterSaberes, 2017. p. 117. Considerando o fragmento e os conteúdos da Videoaula 4 – Figuras de Linguagem, é possível afirmar que a aliteração é uma figura de linguagem que se caracteriza: Nota: 10.0 A pela repetição do som consonantal. Você acertou! Comentário: De acordo com a Rota de Aprendizagem, Aula 4, Tema 1 (Figura de sonoridade: aliteração – 1’25” a 10’), a aliteração é uma figura de sonoridade caracterizada pela repetição de sons consonantais, buscando a criação de um ritmo para todo o poema. B pela repetição de palavras ao longo do poema. C pelo uso de ideias controversas ou contrárias. D pela criação de ritmo a partir de sons vocálicos. E pela inversão e contorção sintática. Questão 10/10 - Análise de Textos Literários: Prosa e Poesia Leia o poema a seguir: “Poema tirado de uma notícia de jornal João Gostoso era carregador de feira-livre e morava no morro Babilônia num barracão sem número Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro Bebeu Cantou Dançou Depois se atirou na Lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado”. Após esta avaliação, caso queira ler o livro de poemas integralmente, ele está disponível em: BANDEIRA, Manuel. Libertinagem & Estrela da Manhã. Rio de Janeiro: MEDIAfashion, 2008. p. 33. Conforme os conteúdos do livro-base Análise de textos literários: poesia sobre as diferenças entre a linguagem jornalística e a linguagem poética, assinale a alternativa correta: Nota: 10.0 A O nome da personagem ganha relevância por seu sentido denotativo e por reforçar o registro jornalístico. B A origem do registro é própria da linguagem poética que se utiliza das falas regionais. C A linguagem romântica e a linguagem difusa são equivalentes nesse caso. D O registro poético se baseia em uma notícia de jornal e a reestrutura em outra linguagem. Você acertou! Comentário: “No poema em questão, a linguagem poética coloca o relato em versos e destaca as ações em versos isolados. Além disso, o nome “João Gostoso” tem uma conotação poética que foge ao registro jornalístico, assim, o registro poético se baseia em uma notícia de jornal e a reestrutura em outra linguagem.” (livro-base, p. 43). E A linguagem poética é estruturada a partir de características canônicas do gênero lírico, como o uso de versos brancos.