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Práticas educativas em saúde

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nós como profissionais da saúde devemos passar ensinar de forma clara, e os usuários que serão as pessoas que irão decidir pelos atos que irão praticar.
Processo ensino-aprendizagem
· Ele vem de uma díade de educação e saúde. 
· A atuação na promoção da saúde envolve a compreensão de educação em saúde e a realização das práticas educativas em saúde. Voltando no conceito em praticas educativas em saúde, é quando o profissional vai ensinar a população sobre aspectos relacionados a saúde.
· Os profissionais envolvidos podem concretizar as ações de fortalecimento por meio da educação da população, frente aos riscos de agravos à saúde. Conforme a necessidade os profissionais irão informar a existência ou o agravo em situações já existentes.
· A educação é compreendida como mediação básica da vida social de todas as comunidades humanas. 
· O processo ensino-aprendizagem ele vem se modificando, antigamente tínhamos o modelo hegemônico(soberania), onde um professor ou um profissional ele era soberano e este tipo de aprendizado ele não é o adequado, e atualmente nós utilizamos o modelo dialógico, um modelo de dialogar, de conversar, de conhecer o outro e as perspectivas e assim educar.
· Considera o sujeito no processo de aprendizagem, partindo do pressuposto de que os usuários dos serviços de saúde são portadores de saberes acerca do processo saúde-doença-cuidado e de condições concretas do cotidiano. Então eu não venho falar de um determinado assunto pensando que essa pessoa nunca ouviu falar, ainda mais hoje com essas tecnologias, as pessoas tem muito contato com os conteúdos relacionados a saúde, então nós precisamos saber como abordar isso já considerando que essa pessoa já conhece.
Difere de muitas situações reais atuais de atenção à saúde, uma vez que os profissionais de saúde não têm praticado ações de fortalecimento, mas sim a ministração de prescrições comportamentais utilizadas no verbo imperativo: 
“Não fume!”
 “Use o cinto de segurança!”
Dentre outros.
· Em uma reflexão sobre a assistência de enfermagem, temos que o processo de formação acadêmica, tem se baseado, predominantemente, nos conhecimentos de ciências biológicas de forma fragmentada.
· E com isto existiu uma limitação teórica, sugere-se a busca de subsídios que fundamentem um ensino que não apenas reitere as nossas vivências, mas que favoreça a formação profissional de enfermeiros capazes de apreender e praticar um cuidado pautado no pensamento complexo. 
**Ou seja temos que manter a mente aberta para que não seja apenas um processo cientifico e biológico, mas que também englobe o paciente em um todo.
Discussão sobre a educação como uma práxis (processo, ação e reflexão, construção e reconstrução): 
· Técnica (laboral): refere-se ao fato de que a preparação para o mundo do trabalho, se realizada a partir de práticas laborais, torna a aprendizagem mais significativa. É, portanto, por meio da prática que se educa e se aprende.
· Política (sociabilidade): compreende o compromisso em preparar os educandos para o trabalho e, mais do que isso, aprender a viver e sobreviver.
· A evolução das abordagens pedagógicas, acompanhando os diferentes momentos políticos e econômicos, apresentou modelos compreendidos como tradicionais, renovados, por condicionamento e libertadores, sendo estes últimos mais eficazes em seus resultados que os demais. 
· Acrescentamos ainda que, ao dizer anteriormente, de uma prática educativa dialógica e emancipatória, tais características estão inseridas no conceito de educação libertadora.
Educação: uma prática de liberdade e emancipação
· Liberdade = fundamental no processo ensino-aprendizagem.
· Destacamos a importância do diálogo como meio dessa relação entre o educador e o educando em um processo ensino-aprendizagem libertador. 
· A proposta pedagógica de Paulo Freire remete à crítica e à superação dos modelos educacionais hegemônicos. 
· A educação é um caminho para a mudança social, para a formação de sujeitos históricos, atores e autores de seus processos cotidianos de emancipação coletiva e individual. 
Paulo Freire (2005) nos traz elementos importantes para pense ao respeito do diálogo; ele afirma que: 
· Se não há um profundo amor ao mundo e aos homens, não há diálogo.
· Sem humildade também não há diálogo, pois a auto-suficiência impede a aproximação necessária ao diálogo.
· Não há ignorantes totais, nem sábios absolutos, mas sim homens em comunhão que almejam saber mais. 
· É um ato de troca.
· O educador é aquele “que enquanto educa, é educado, em diálogo com o educando que, ao ser educado, também educa”. (FREIRE, 2005)
A proposta pedagógica de Paulo Freire considera a liberdade, o respeito, a humildade e o carinho pelos educandos como premissas básicas para a educação. Essa concepção foi inovadora na época, visto que, antes, a repressão e o autoritarismo faziam parte da aprendizagem, sendo, hoje, estas concepções equivocadas e que não garantem o aprendizado dos educandos, muito menos a troca de conhecimentos. 
Educação
· Educar vem do latim educere, que significa conduzir. É preciso então, entender que a proposta educativa do tipo condutivista, na promoção da saúde, deve ser abandonada em favor da proposta informativa, porque as pessoas não devem ser “educadas”, mas, ao contrário, com a ajuda da informação e dialogando com a informação técnica, devidamente decodificada, conduzir a sua vida. “Em vez de educar conduzindo, é preciso informar o cidadão de modo claro, transparente...”. (LEFÈVRE; LEFÈVRE, 2007)
Este conceito é muito importante, pois nos mostra claramente como nós devemos agir diante uma conversa com o paciente, e ele conduzir.
A organização política dos serviços de saúde no Brasil
· 1970: cenário – curativo, individual, restrito aos contribuintes previdenciários, não democrático, reducionista (centrado na patologia), não universal e fragmentado.
· Intensas discussões que tiveram como marco o Movimento da Reforma Sanitária: a sociedade criticava e lutava pelas mudanças nas práticas e na organização dos serviços de saúde. 
· Em 1986, a VIII Conferência Nacional de Saúde foi baseada nessas discussões e a nova Constituição Brasileira, em 1988, instituiu o Sistema Único de Saúde – SUS.
· SUS = modelo de atenção à saúde que surgiu como um ideal contra-hegemônico buscando garantir a cobertura universal e igual, com a participação do setor privado.
· Princípios doutrinários de universalidade, equidade e integralidade. 
· Apesar de todos os avanços, o SUS é um sistema de saúde em desenvolvimento, que permanece na luta para garantir a cobertura universal e equitativa
· A participação do setor privado no mercado é crescente e as interações entre os setores público e privado criam as contradições e uma competição injusta, culminando em ideologias e objetivos opostos, a exemplo do acesso universal contrário à segmentação do mercado. 
· Isso gera resultados negativos na equidade, no acesso aos serviços de saúde e nas condições de saúde.
· Restrições no financiamento federal, na infraestrutura e nos recursos humanos relacionados ao setor de saúde = desafios políticos. 
Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (PNEPS)
· A PNEPS foi instituída pela Portaria GM/MS n. 198, de 13 de fevereiro de 2004 e foi alterada pela Portaria GM/MS n. 1996, de 20 de agosto de 2007, que dispõe sobre as novas diretrizes e estratégias para a implantação desta. 
· Traz a proposta de constituir o SUS em uma rede-escola, modificando o pensamento do ensino transmitido de modo unidirecional, dos detentores do conhecimento para os trabalhadores de saúde, mas considerando o espaço concreto de trabalho como um local de ensino-aprendizagem compartilhado. 
· Constitui a estratégia que viabiliza as transformações do trabalho na saúde para que este seja local de atuação crítica, reflexiva, propositiva, compromissada e, tecnicamente, competente.

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