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Sistema Reprodutor Masculino
Anatomia
Dividida em órgãos genitais interno e região urogenital (órgãos genitais externos e músculos do períneo).
1. Órgãos genitais internos
Os órgãos genitais masculinos incluem testículos, epidídimos, ductos deferentes, glândulas seminais, ducto ejaculatórios, próstata e glândulas bulbouretrais.
· Ducto deferente: 
É a continuação do ducto do epidídimo. Posteriormente á bexiga urinária, o ducto situa-se acima da glândula seminal, depois desce medialmente ao ureter e á glândula. O ducto deferente aumenta para formar a ampola do ducto deferente antes de seu término. 
IRRIGAÇÃO: A pequena artéria do ducto deferente geralmente origina-se de uma artéria vesical superior (às vezes inferior) e termina anastomosando-se com a artéria testicular, posteriormente ao testículo. As veias da maior parte do ducto drenam para a veia testicular, incluindo o plexo pampiniforme distal. Sua parte terminal drena para o plexo venoso vesical/prostático.
· Glândulas seminais.
Cada glândula seminal é uma estrutura alongada situada entre o fundo da bexiga e o reto. As glândulas seminais encontram-se em posição oblíqua superiormente à próstata e não armazenam espermatozoides. Secretam um líquido alcalino espesso com frutose (fonte de energia para os espermatozoides) e um agente coagulante que se mistura aos espermatozoides no seu trajeto para os ductos ejaculatórios e a uretra. O ducto da glândula seminal une-se ao ducto deferente para formar o ducto ejaculatório.
IRRIGAÇÃO: As artérias para as glândulas seminais originam-se nas artérias vesical inferior e retal médias. As veias acompanham as artérias e têm nomes semelhantes.
· Ductos ejaculatórios
São tubos delgados que se originam pela união dos ductos das glândulas seminais com os ductos deferentes. Embora os ductos ejaculatórios atravessem a parte glandular da próstata, as secreções prostáticas só se juntam ao líquido seminal quando os ductos ejaculatórios terminam na parte prostática da uretra.
IRRIGAÇÃO: As artérias do ducto deferente, em geral ramos das artérias vesicais superiores (mas muitas vezes das artérias vesicais inferiores), suprem os ductos ejaculatórios (Figura 3.37). As veias unem os plexos venosos prostático e vesical.
· Próstata
É a maior glândula acessória do sistema genital masculino. A próstata de consistência firme, do tamanho de uma noz, circunda a parte prostática da uretra. A parte glandular representa cerca de dois terços da próstata; o outro terço é fibromuscular.
Dividido em istmo da próstata, lobos direito e esquerdo da próstata separados anteriormente pelo istmo (se dividem em lóbulo ínferoposterior , ínferolateral , superomedial , anteromedial).
Os ductos prostáticos (20 a 30) se abrem principalmente nos seios prostáticos, situados de cada lado do colículo seminal na parede posterior da parte prostática da uretra. 
O líquido prostático, fino e leitoso, representa aproximadamente 20% do volume do sêmen (uma mistura de secreções produzidas pelos testículos, glândulas seminais, próstata e glândulas bulbouretrais que constitui o veículo no qual os espermatozoides são transportados) e participa da ativação dos espermatozoides. 
IRRIGAÇÃO: As artérias prostáticas são principalmente ramos da artéria ilíaca interna, sobretudo as artérias vesicais inferiores, mas também as artérias pudenda interna e retal média. As veias se unem para formar um plexo ao redor das laterais e da base da próstata. Esse plexo venoso prostático, situado entre a cápsula fibrosa da próstata e a bainha prostática, drena para as veias ilíacas internas. O plexo venoso prostático é contínuo superiormente com o plexo venoso vesical e comunica-se posteriormente com o plexo venoso vertebral interno.
· Glândulas bulboureterais
As duas glândulas bulbouretrais (glândulas de Cowper), do tamanho de uma ervilha cada, situam-se posterolateralmente à parte membranácea da uretra, inseridas no músculo esfíncter externo da uretra. Os ductos das glândulas bulbouretrais atravessam a membrana do períneo com a parte membranácea da uretra e se abrem através de pequenas aberturas na região proximal da parte esponjosa da uretra no bulbo do pênis. Sua secreção mucosa entra na uretra durante a excitação sexual.
INERVAÇÃO DOS ÓRGÃOS GENITAIS INTERNOS: O ducto deferente, as glândulas seminais, os ductos ejaculatórios e a próstata são ricamente inervadas por fibras nervosas simpáticas.
2. Região urogenital: Órgãos genitais externos e os músculos do períneo.
· Uretra masculina
A uretra masculina é subdividida em quatro partes: intramural (pré-prostática), prostática, membranácea e esponjosa).
A parte membranácea (intermédia) da uretra começa no ápice da próstata e atravessa o espaço profundo do períneo, circundada pelo músculo esfíncter externo da uretra. Em seguida, penetra a membrana do períneo, terminando quando entra no bulbo do pênis.
A parte esponjosa da uretra começa na extremidade distal da parte membranácea e termina no óstio externo da uretra masculina, que é ligeiramente mais estreito do que as outras partes da uretra.
IRRIGAÇÃO: A irrigação arterial das partes membranácea e esponjosa da uretra provém de ramos da artéria dorsal do pênis Drenagem: As veias acompanham as artérias e têm nomes semelhantes. Os vasos linfáticos da parte membranácea da uretra drenam principalmente para os linfonodos ilíacos internos, enquanto a maioria dos vasos da parte esponjosa da uretra segue até os linfonodos inguinais profundos, mas parte da linfa segue para os linfonodos ilíacos externos. A inervação da parte membranácea da uretra é igual à da parte prostática: inervação autônoma (eferente) através do plexo nervoso prostático, originado no plexo hipogástrico inferior.
· Funículo espermático
Contém estruturas que entram e saem do testículo e suspende o testículo no escroto. O funículo espermático começa no anel inguinal profundo, lateralmente aos vasos epigástricos inferiores, atravessa o canal inguinal, sai no anel inguinal superficial e termina no escroto na margem posterior do testículo.
· Escroto
É um saco fibromuscular cutâneo para os testículos e estruturas associadas. Situa-se póstero inferiormente ao pênis e abaixo da sínfise púbica.
IRRIGAÇÃO: As artérias escrotais anteriores, ramos terminais das artérias pudendas externas (da artéria femoral), irrigam a face anterior do escroto. As artérias escrotais posteriores, ramos terminais dos ramos perineais superficiais das artérias pudendas internas, irrigam a face posterior. O escroto também recebe ramos das artérias cremastéricas (ramos das artérias epigástricas inferiores). Drenagem venosa: As veias escrotais acompanham as artérias, compartilhando os mesmos nomes, mas drenam principalmente para as veias pudendas externas. Os vasos linfáticos do escroto conduzem linfa para os linfonodos inguinais superficiais.
Inervação :A face anterior do escroto é inervada por derivados do plexo lombar: nervos escrotais anteriores, derivados do nervo ilioinguinal, e o ramo genital do nervo genitofemoral .A face posterior do escroto é inervada por derivados do plexo sacral: nervos escrotais posteriores, ramos dos ramos perineais superficiais do nervo pudendo, e o ramo perineal do nervo cutâneo femoral posterior.
· Testículo
Os testículos são as gônadas masculinas — pares de glândulas reprodutivas masculinas, ovais, que produzem espermatozoides e hormônios masculinos, principalmente testosterona.
Os testículos estão suspensos no escroto pelos funículos espermáticos, e o testículo esquerdo geralmente localiza-se em posição mais baixa do que o direito. 
A superfície de cada testículo é coberta pela lâmina visceral da túnica vaginal, exceto no local onde o testículo se fixa ao epidídimo e ao funículo espermático. A túnica vaginal é um saco peritoneal fechado que circunda parcialmente o testículo, que representa a parte distal cega do processo vaginal embrionário. 
A lâmina visceral da túnica vaginal encontra-se intimamente aplicada ao testículo, epidídimo e parte inferior do ducto deferente. O recesso da túnica vaginal, semelhante a umafenda, o seio do epidídimo, situa-se entre o corpo do epidídimo e a face posterolateral do testículo. 
A lâmina parietal da túnica vaginal, adjacente à fáscia espermática interna, é mais extensa do que a lâmina visceral e estende-se superiormente por uma curta distância até a parte distal do funículo espermático. O pequeno volume de líquido na cavidade da túnica vaginal separa as lâminas visceral e parietal, permitindo o livre movimento do testículo no escroto. 
Os testículos têm uma face externa fibrosa e resistente, a túnica albugínea, que se espessa em uma crista sobre sua face interna posterior como o mediastino do testículo .A partir dessa estria interna, septos fibrosos estendem-se internamente entre lóbulos de túbulos seminíferos contorcidos pequenos, mas longos e muito espiralados, nos quais são produzidos os espermatozoides. Os túbulos seminíferos contorcidos são unidos por túbulos seminíferos retos à rede do testículo, uma rede de canais no mediastino do testículo.
VASCULARIZAÇÃO: As longas artérias testiculares originam-se da face anterolateral da parte abdominal da aorta, imediatamente abaixo das artérias renais. Elas seguem no retroperitônio (posterior ao peritônio) em direção oblíqua, cruzando sobre os ureteres e as partes inferiores das artérias ilíacas externas para chegar aos anéis inguinais profundos. Entram nos canais inguinais através dos anéis profundos, atravessam os canais, saem deles através dos anéis inguinais superficiais e entram nos funículos espermáticos para irrigar os testículos. A artéria testicular ou um de seus ramos anastomosa-se com a artéria do ducto deferente. 
Drenagem venosa: As veias que emergem do testículo e do epidídimo formam o plexo venoso pampiniforme, uma rede de 8 a 12 veias situadas anteriormente ao ducto deferente e que circundam a artéria testicular no funículo espermático. O plexo pampiniforme faz parte do sistema termorregulador do testículo (juntamente com os músculos cremaster e dartos), ajudando a manter essa glândula em temperatura constante. As veias de cada plexo pampiniforme convergem superiormente, formando uma veia testicular direita, que entra na veia cava inferior (VCI), e uma veia testicular esquerda, que entra na veia renal esquerda.
 A drenagem linfática do testículo segue a artéria e a veia testiculares até os linfonodos lombares direito e esquerdo (caval/aórtico) e pré-aórticos (ver Figura 2.19). Os nervos autônomos do testículo originam-se como o plexo nervoso testicular sobre a artéria testicular, que contém fibras parassimpáticas vagais e aferentes viscerais e fibras simpáticas do segmento T10 (–T11) da medula espinal.
· Epidídimo 
O epidídimo é uma estrutura alongada na face posterior do testículo. Os dúctulos eferentes do testículo transportam espermatozoides recém-desenvolvidos da rede do testículo para o epidídimo. O epidídimo é formado por minúsculas alças do ducto do epidídimo, tão compactadas que parecem sólidas. O ducto diminui progressivamente enquanto segue da cabeça do epidídimo na parte superior do testículo até sua cauda. Na cauda do epidídimo, o ducto deferente começa como a continuação do ducto do epidídimo. No longo trajeto desse tubo, os espermatozoides são armazenados e continuam a amadurecer. O epidídimo é formado por:
Cabeça do epidídimo: A parte expandida superior que é composta de lóbulos formados pelas extremidades espiraladas de 12 a 14 dúctulos eferentes.
Corpo do epidídimo: a maior parte é formada pelo ducto contorcido do epidídimo.
Cauda do epidídimo: Contínua com o ducto deferente, o ducto que transporta os espermatozoides do epidídimo para o ducto ejaculatório, de onde são expulsos pela uretra durante a ejaculação.
· Pênis
O pênis é o órgão masculino da cópula e, conduzindo a uretra, oferece a saída comum para a urina e o sêmen .O pênis consiste em raiz, corpo e glande. É formado por três corpos cilíndricos de tecido cavernoso erétil: dois corpos cavernosos dorsalmente e um corpo esponjoso ventralmente.
Cada corpo cavernoso tem um revestimento fibroso externo ou cápsula, a túnica albugínea. Superficialmente ao revestimento externo está a fáscia do pênis (fáscia de Buck), a continuação da fáscia profunda do períneo que forma um revestimento membranáceo forte dos corpos cavernosos e do corpo esponjoso, unindo-os.
O corpo esponjoso contém a parte esponjosa da uretra. Os corpos cavernosos estão fundidos um ao outro no plano mediano, exceto posteriormente, onde se separam para formar os ramos do pênis. Internamente, o tecido cavernoso dos corpos é separado (em geral incompletamente) pelo septo do pênis.
A raiz do pênis, a parte fixa, é formada pelos ramos, bulbo e músculos isquiocavernoso e bulboesponjoso.
O corpo do pênis é a parte pendular livre suspensa da sínfise púbica. Exceto por algumas fibras do músculo bulboesponjoso perto da raiz do pênis e do músculo isquiocavernoso que circundam os ramos, o corpo do pênis não tem músculos.
O pênis é formado por pele fina, tecido conjuntivo, vasos sanguíneos e linfáticos, fáscia, corpos cavernosos e corpo esponjoso contendo a parte esponjosa da uretra. 
Na parte distal, o corpo esponjoso se expande para formar a glande do pênis cônica, ou cabeça do pênis. A margem da glande projeta-se além das extremidades dos corpos cavernosos para formar a coroa da glande. 
A pele do pênis é fina, com pigmentação escura em relação à pele adjacente, e unida à túnica albugínea por tecido conjuntivo frouxo. No colo da glande, a pele e a fáscia do pênis são prolongados como uma dupla camada de pele, o prepúcio do pênis, que em homens não circuncidados cobre a glande em extensão variável.
O ligamento suspensor do pênis é uma condensação de fáscia profunda que se origina na face anterior da sínfise púbica.
O ligamento fundiforme do pênis é uma massa ou condensação irregular de colágeno e fibras elásticas do tecido subcutâneo que desce na linha mediana a partir da linha alba superior à sínfise púbica.
IRRIGAÇÃO: O pênis é irrigado principalmente por ramos das artérias pudendas internas.
Artérias dorsais do pênis: Seguem de cada lado da veia dorsal profunda no sulco dorsal entre os corpos cavernosos, irrigando o tecido fibroso ao redor dos corpos cavernosos, corpo esponjoso, parte esponjosa da uretra e pele do pênis.
Artérias profundas do pênis: Perfuram os ramos na parte proximal e seguem distalmente perto do centro dos corpos cavernosos, irrigando o tecido erétil nessas estruturas.
Artérias do bulbo do pênis: Irrigam a parte posterior (bulbar) do corpo esponjoso e a uretra em seu interior, além da glândula bulbouretral. Além disso, os ramos superficiais e profundos das artérias pudendas externas irrigam a pele do pênis, anastomosando-se com ramos das artérias pudendas internas. 
Artérias profundas do pênis: São os principais vasos que irrigam os espaços cavernosos no tecido erétil dos corpos cavernosos e, portanto, participam da ereção do pênis. Elas emitem vários ramos que se abrem diretamente para os espaços cavernosos. Quando o pênis está flácido, essas artérias encontram-se espiraladas, restringindo o fluxo sanguíneo; são denominadas artérias helicinas do pênis.
Drenagem venosa: O sangue dos espaços cavernosos é drenado por um plexo venoso que se une à veia dorsal profunda do pênis na fáscia profunda. Essa veia passa entre as lâminas do ligamento suspensor do pênis, inferiormente ao ligamento púbico inferior e anteriormente à membrana do períneo, para entrar na pelve, onde drena para o plexo venoso prostático. O sangue da pele e da tela subcutânea do pênis drena para a(s) veia(s) dorsal(is) superficial(is), que drena(m) para a veia pudenda externa superficial. Parte do sangue também segue para a veia pudenda interna. 
INERVAÇÃO: Os nervos derivam dos segmentos S2–S4 da medula espinal e dos gânglios sensitivos de nervos espinais, atravessando os nervos esplâncnicos pélvicos e pudendos, respectivamente. A inervação sensitiva e simpática é garantida principalmente pelo nervo dorsal do pênis, um ramo terminal do nervo pudendo, que tem origem no canal do pudendo e segue anteriormenteaté o espaço profundo do períneo. Depois, segue para o dorso do pênis, onde passa lateralmente à artéria dorsal. Inerva a pele e a glande do pênis. O pênis é ricamente suprido por diversas terminações nervosas sensitivas, sobretudo a glande do pênis. Os ramos do nervo ilioinguinal suprem a pele na raiz do pênis. Os nervos cavernosos, que conduzem fibras parassimpáticas em separado do plexo nervoso prostático, inervam as artérias helicinas do tecido erétil.Histologia
O sistema genital masculino é composto por testículos, ductos genitais, glândulas acessórias e pênis. 
A função dupla do testículo é produzir hormônios sexuais masculinos e espermatozoides. A testosterona – o principal hormônio produzido nos testículos – e seu metabólito, a di-hidrotestosterona, são muito importantes para a fisiologia do homem. A testosterona tem um papel essencial para a espermatogênese, para a diferenciação sexual durante o desenvolvimento embrionário e fetal e para o controle da secreção de gonadotropinas. A di-hidrotestosterona age em muitos órgãos e tecidos do corpo (p. ex., músculos, padrão da distribuição dos pelos e crescimento de cabelo) durante a puberdade e a vida adulta.
Os ductos genitais e as glândulas acessórias produzem secreções que, impulsionadas por contração de músculo liso, transportam os espermatozoides para o exterior. Essas secreções também fornecem nutrientes para os espermatozoides enquanto eles permanecem no sistema genital masculino. Os espermatozoides e as secreções dos ductos genitais e glândulas acessórias compõem o sêmen, que é introduzido no sistema genital feminino pelo pênis
TESTÍCULO
Cada testículo é envolvido por uma grossa cápsula de tecido conjuntivo denso, a túnica albugínea. Ela é espessada na superfície dorsal dos testículos para formar o mediastino do testículo, do qual partem septos fibrosos. Esses septos penetram o testículo, dividindo-o em aproximadamente 250 compartimentos piramidais chamados lóbulos testiculares. Esses septos são incompletos, e frequentemente há intercomunicação entre os lóbulos. Cada lóbulo é ocupado por um a quatro túbulos seminíferos, que se alojam como novelos envolvidos por um tecido conjuntivo frouxo rico em vasos sanguíneos e linfáticos, nervos e células intersticiais (células de Leydig). 
Os túbulos seminíferos produzem as células reprodutoras masculinas, os espermatozoides, enquanto as células intersticiais secretam andrógeno testicular. Os testículos se desenvolvem em posição retroperitoneal, na parede dorsal da cavidade abdominal. Durante o desenvolvimento fetal, eles migram e se alojam na bolsa escrotal e ficam suspensos na extremidade do cordão espermático. Por causa da migração, cada testículo arrasta consigo um folheto do peritônio, a túnica vaginal.
Esta túnica consiste em uma camada parietal exterior e uma camada visceral interna, que recobrem a túnica albugínea nas porções laterais e anterior do testículo. A bolsa escrotal tem um papel importante na manutenção dos testículos a uma temperatura abaixo da intra-abdominal.
TÚBULOS SEMINÍFEROS: Os espermatozoides são produzidos nos túbulos seminíferos, que são túbulos enovelados. 
Cada testículo tem 250 a 1.000 túbulos seminíferos que medem 150 a 250 mm de diâmetro e 30 a 70 cm de comprimento cada um, sendo o comprimento combinado dos túbulos de um testículo de aproximadamente 250 m.
 Os túbulos estão dispostos em alças, e suas extremidades se continuam com curtos tubos conhecidos por túbulos retos. 
Os túbulos retos conectam os túbulos seminíferos a um labirinto de canais anastomosados em forma de rede, revestidos por um epitélio simples pavimentoso ou cúbico, constituindo a rede testicular no mediastino do testículo. 
Em continuação, aproximadamente 10 a 20 ductos eferentes conectam à rede testicular ao início da porção seguinte do sistema de ductos – o ducto epididimário ou ducto do epidídimo
A parede dos túbulos seminíferos é formada por várias camadas de células denominadas epitélio germinativo ou epitélio seminífero, o qual é envolvido por uma lâmina basal e por uma bainha de tecido conjuntivo.
O tecido conjuntivo, por sua vez, é formado por fibroblastos, e sua camada mais interna, aderida à lâmina basal, é formada por células mioides achatadas e contráteis e que têm características de células musculares lisas.As células intersticiais ou de Leydig se situam nesse tecido conjuntivo e ocupam a maior parte do espaço entre os túbulos seminíferos.
O epitélio seminífero é formado por duas populações distintas de células: as células de Sertoli e as células que constituem a linhagem espermatogênica. Essas duas populações têm morfologia, origem embriológica e funções bastante distintas.
 As células da linhagem espermatogênica se dispõem em 4 a 8 camadas, e sua função é produzir espermatozoides. As células da linhagem espermatogênica se originaram do saco vitelino do embrião. Por volta do 5 o mês de vida fetal, um pequeno grupo de células, denominadas células germinativas primordiais, migra do saco vitelino para a gônada que está em desenvolvimento. Neste local as células proliferam e colonizam a gônada, originando células denominadas espermatogônias. 
A produção de espermatozoides é chamada espermatogênese, um processo que inclui divisão celular por mitose e meiose e é seguida pela diferenciação final das células em espermatozoides, chamada espermiogênese.
PROCESSO DE ESPERMATOGÊNESE:
As espermatogônias de tipo A se dividem, produzindo células-filhas que continuam a se dividir. Algumas das células-filhas tornam-se comprometidas com a diferenciação em espermatogônias de tipo B e não se separam nas divisões sucessivas, permanecendo presas por pontes citoplasmáticas. Essas células, depois, entram em meiose e resultam finalmente em espermatozoides maduros. Grupos de espermatozoides são, portanto, derivados de uma única- espermatogônia de tipo B, constituindo pequenos clones de células unidas por pontes citoplasmáticas e que voltam a ser individualizadas após a perda dos corpos residuais e a maturação completa dos espermatozoides.
· CÉLULAS DE SERTOLI:
São elementos essenciais para a produção de espermatozoides. Elas são piramidais, sendo que a sua superfície basal adere à lâmina basal dos túbulos, e suas extremidades apicais estão no lúmen dos túbulos.
As células de Sertoli são reconhecidas principalmente pelos seus núcleos, que se situam na base dos túbulos seminíferos. Esses núcleos são vesiculares, claros, frequentemente angulosos ou triangulares e comumente contêm um nucléolo evidente. O citoplasma das células de Sertoli não é visto com facilidade, e, por isso, os limites dessas células são mal definidos. Uma das causas dessa dificuldade são os numerosos recessos formados na superfície das células. Esses recessos têm grande importância, pois as células da linhagem espermatogênica se alojam neles e passam pelo processo de meiose e pela maturação final que termina com a formação dos espermatozoides.
As células adjacentes são unidas por junções ocludentes encontradas nas suas paredes basolaterais, formando uma barreira chamada barreira hematotesticular. As espermatogônias permanecem no compartimento basal situado abaixo da barreira. Esse compartimento é contínuo com o tecido conjuntivo e, portanto, comunica-se com o resto do organismo. 
Algumas das células que resultam da divisão de espermatogônias atravessam essas junções e ocupam o compartimento adluminal, situado sobre a barreira, e iniciam a espermatogênese. Espermatócitos e espermátides, portanto, ocupam o compartimento adluminal. Essas células se localizam em recessos das paredes laterais e do ápice das células de Sertoli, enquanto os flagelos das espermátides formam tufos que se estendem para o lúmen dos túbulos.
Os espermatozoides são provavelmente libertados dos recessos por movimentos do ápice das células de Sertoli, com a participação de microtúbulos e microfilamentos.
Funções das células: Suporte, proteção e suprimento nutricional dos espermatozoides em desenvolvimento. As células da série espermatogênica são interconectadas porpontes citoplasmáticas. Essa rede de células é apoiada fisicamente por reentrâncias do citoplasma das células de Sertoli. Como os espermatócitos, as espermátides e os espermatozoides são isolados do contato direto do plasma pela barreira hematotesticular, essas células dependem das células de Sertoli para a troca de nutrientes e metabólitos. A barreira formada pelas células de Sertoli também protege os espermatozoides de ataque imunológico.
· TECIDO INSTERSTICIAL
O tecido intersticial do testículo é importante para a nutrição das células dos túbulos seminíferos, transporte de hormônios e produção de andrógenos. 
Os espaços entre os túbulos seminíferos do testículo são preenchidos com tecido conjuntivo, nervos, vasos sanguíneos e linfáticos. Os capilares sanguíneos do testículo são fenestrados e possibilitam a passagem livre de macromoléculas, como as proteínas do sangue. O tecido conjuntivo tem vários tipos de células, que incluem fibroblastos, células conjuntivas indiferenciadas, mastócitos e macrófagos. 
Durante a puberdade, torna-se mais evidente um tipo adicional de célula, arredondada ou poligonal, e que tem um núcleo central e um citoplasma eosinófilo rico em pequenas gotículas de lipídios :são as células intersticiais do testículo ou células de Leydig, que têm características de células produtoras de esteroides. Essas células produzem a testosterona, hormônio masculino responsável pelo desenvolvimento das características sexuais masculinas secundárias. A testosterona é sintetizada por enzimas encontradas em mitocôndrias e no retículo endoplasmático liso, um exemplo de cooperação entre organelas. 
A atividade e o número das células intersticiais dependem de estímulo hormonal. No adulto, essas células são estimuladas pelo hormônio luteinizante da hipófise. Durante a gravidez humana, o hormônio gonadotrópico da placenta passa do sangue materno para o fetal, estimulando as abundantes células intersticiais dos testículos fetais a produzir andrógenos. A existência desses hormônios na gestação é necessária para a diferenciação embrionária da genitália masculina.
 As células intersticiais embrionárias permanecem diferenciadas por até 4 meses de gestação e então regridem, havendo diminuição das taxas de testosterona circulante no feto. As células permanecem inativas ao longo do restante da gravidez e até o período pré-púbere, quando retomam a síntese de testosterona, estimuladas pelo hormônio luteinizante da hipófise. Tumores de células intersticiais, produtores de andrógeno, podem provocar puberdade precoce quando ocorrem em crianças.
· DUCTOS INTRATESTICULARES
Os ductos genitais intratesticulares se seguem aos túbulos seminíferos e conduzem espermatozoides e fluidos. Eles são os seguintes: túbulos retos, rede testicular e ductos eferentes. 
A maioria dos túbulos seminíferos tem forma de alça, cujas extremidades continuam nos túbulos retos. Nesses túbulos, faltam as células da linhagem espermatogênica e há um segmento inicial formado somente por células de Sertoli seguido por um segmento principal revestido por um epitélio de células cuboides apoiados em uma envoltura de tecido conjuntivo denso. Os túbulos retos se continuam na rede testicular, situada no mediastino do testículo e composta por uma rede altamente anastomosada de canais revestidos por um epitélio de células cuboides. Da rede testicular saem 10 a 20 ductos eferentes, formados por grupos de células epiteliais cuboides não ciliados que se alternam com grupos de células cujos cílios batem em direção do epidídimo, conferindo a esse epitélio um característico aspecto com saliências e reentrâncias. 
As células não ciliadas absorvem fluido secretado pelos túbulos seminíferos, o que, juntamente com a atividade de células ciliadas, cria um fluxo que conduz os espermatozoides para o epidídimo. Uma delgada camada de células musculares lisas orientadas circularmente existe em volta da lâmina basal do epitélio. Os ductos eferentes gradualmente se fundem para formar o ducto do epidídimo.
· DUCTOS GENITAIS EXTRATESTICULARES
Transportam os espermatozoides do testículo para o meato do pênis, são o ducto epididimário, o ducto deferente e a uretra. O ducto do epidídimo ou ducto epididimário é um tubo único altamente enrolado, que mede de 4 a 6 m de comprimento.
Juntamente com o tecido conjuntivo circunvizinho e os vasos sanguíneos, esse ducto forma o corpo e a cauda do epidídimo, uma estrutura anatômica com cápsula própria. Por ser muito enovelado, um corte do ducto do epidídimo mostra grande número de secções do tubo, dando a falsa impressão de que são muitos ductos.
O ducto é formado por um epitélio colunar pseudoestratificado, composto de células basais arredondadas e de células colunares.
A superfície das células colunares é coberta por longos e ramificados microvilos de formas irregulares, chamados estereocílios. O epitélio do ducto epididimário participa da absorção e digestão dos corpos residuais das espermátides, que são eliminados durante a espermatogênese. As células epiteliais se apoiam sobre uma lâmina basal que é envolvida por células musculares lisas e por tecido conjuntivo frouxo. As contrações peristálticas do músculo liso ajudam a mover o fluido ao longo do tubo. A extremidade do ducto do epidídimo origina o ducto deferente, que termina na uretra prostática, onde esvazia seu conteúdo. 
O ducto deferente é caracterizado por um lúmen estreito e uma espessa camada de músculo liso. Sua mucosa forma dobras longitudinais e, ao longo da maior parte de seu trajeto, é coberta de um epitélio colunar pseudoestratificado com estereocílios. A lâmina própria da mucosa é uma camada de tecido conjuntivo rico em fibras elásticas, e a camada muscular consiste em camadas internas e externas longitudinais separadas por uma camada circular. O músculo liso sofre fortes contrações peristálticas que participam da expulsão do sêmen durante a ejaculação.
O ducto deferente faz parte do cordão espermático, um conjunto de estruturas que inclui ainda a artéria testicular, o plexo pampiniforme (formado por inúmeras pequenas veias) e nervos. Antes de entrar na próstata, o ducto deferente se dilata, formando uma região chamada ampola, na qual o epitélio é mais espesso e muito pregueado. Na porção final da ampola, desembocam as vesículas seminais. Em seguida, o ducto deferente penetra a próstata e se abre na uretra prostática. O segmento que entra na próstata é chamado ducto ejaculatório, cuja mucosa é semelhante à do deferente, porém não é envolvida por músculo liso.
· GLÂNDULAS ACESSÓRIAS
As glândulas genitais acessórias são as vesículas seminais, a próstata e as glândulas bulbouretrais, produtoras de secreções essenciais para a função reprodutiva do homem. 
As vesículas seminais consistem em dois tubos muito tortuosos que, quando estendidos, medem aproximadamente 5 a 10 cm. Quando o órgão é seccionado, o mesmo tubo é observado em diversas orientações. A sua mucosa é pregueada e forrada com epitélio cuboide ou pseudoestratificado colunar. As células epiteliais são ricas em grânulos de secreção, semelhantes aos encontrados em células que sintetizam proteínas A lâmina própria é rica em fibras elásticas e é envolvida por uma espessa camada de músculo liso. As vesículas seminais não são reservatórios para espermatozoides. Elas são glândulas que produzem uma secreção amarelada que contém substâncias importantes para os espermatozoides, como frutose, citrato, inositol, prostaglandinas e várias proteínas. Carboidratos produzidos pelas glândulas acessórias do sistema genital masculino e secretados no líquido seminal constituem fonte energética para a motilidade dos espermatozoides. O monossacarídio frutose é o mais abundante desses carboidratos. Setenta por cento do volume de ejaculado humano se origina nas vesículas seminais. A altura das células epiteliais das vesículas seminais e o grau da atividade secretora da glândula dependem dos níveis circulantes de testosterona.
A próstata é um conjunto de 30 a 50 glândulas tubuloalveolares ramificadas que envolvem uma porção dauretra chamada uretra prostática .A próstata tem três zonas distintas: a zona central (cerca de 25% do volume da glândula), a zona de transição e a zona periférica (cerca de 70% da glândula); seus ductos desembocam na uretra prostática .
As glândulas tubuloalveolares da próstata são formadas por um epitélio cuboide alto ou pseudoestratificado colunar. Um estroma fibromuscular cerca as glândulas. A próstata é envolvida por uma cápsula fibroelástica rica em músculo liso. Septos dessa cápsula penetram a glândula e a dividem em lóbulos, que não são facilmente percebidos em um adulto.
As glândulas produzem secreção e a armazenam para expulsá-la durante a ejaculação. Da mesma maneira como a vesícula seminal, a estrutura e a função da próstata são reguladas por testosterona. Pequenos corpos esféricos formados por glicoproteínas, medindo 0,2 a 2 mm de diâmetro e frequentemente calcificados, são frequentemente observados no lúmen de glândulas da próstata de adultos. Eles são chamados concreções prostáticas ou corpora amylacea. Sua quantidade aumenta com a idade, porém seu significado não é conhecido. 
As glândulas bulbouretrais (as glândulas de Cowper), que medem de 3 a 5 mm de diâmetro, situam-se na porção membranosa da uretra, na qual lançam sua secreção (ver Figura 21.1). Elas são glândulas tubuloalveolares, revestidas por um epitélio cúbico simples secretor de muco. Células musculares esqueléticas e lisas são encontradas nos septos que dividem a glândula em lóbulos. O muco secretado é claro e age como lubrificante.
· PÊNIS
Os componentes principais do pênis são a uretra e três corpos cilíndricos de tecido erétil, sendo este conjunto envolvido por pele. 
Dois desses cilindros – os corpos cavernosos do pênis – estão localizados na parte dorsal do pênis. O terceiro, localizado ventralmente, é chamado corpo cavernoso da uretra ou corpo esponjoso e envolve a uretra. Na sua extremidade distal ele se dilata, formando a glande do pênis.
A maior parte da uretra peniana é revestida por epitélio pseudoestratificado colunar, que na glande se transforma em estratificado pavimentoso. Glândulas secretoras de muco (glândulas de Littré) são encontradas ao longo da uretra peniana. O prepúcio é uma dobra retrátil de pele que contém tecido conjuntivo com músculo liso em seu interior. Glândulas sebáceas são encontradas na dobra interna e na pele que cobre a glande. Os corpos cavernosos são envolvidos por uma camada resistente de tecido conjuntivo denso, a túnica albugínea.
O tecido erétil que compõe os corpos cavernosos do pênis e da uretra tem uma grande quantidade de espaços venosos separados por trabéculas de fibras de tecido conjuntivo e células musculares lisas. A ereção do pênis é um processo hemodinâmico controlado por impulsos nervosos sobre o músculo liso das artérias do pênis e sobre o músculo liso das trabéculas que cercam os espaços vasculares dos corpos cavernosos. No estado flácido, o fluxo de sangue no pênis é pequeno, mantido pelo tônus intrínseco da musculatura lisa e por impulsos contínuos de inervação simpática. A ereção ocorre quando impulsos vasodilatadores do parassimpático causam o relaxamento da musculatura dos vasos penianos e do músculo liso dos corpos cavernosos. 
A vasodilatação também se associa à concomitante inibição de impulsos vasoconstritores do simpático. A abertura das artérias penianas e dos espaços cavernosos aumenta o fluxo de sangue, que preenche os espaços cavernosos, produzindo a rigidez do pênis. A contração e o relaxamento dos corpos cavernosos dependem da taxa de cálcio intracelular, que, por sua vez, é modulada por monofosfato de guanosina (GMP). Após a ejaculação e o orgasmo, a atividade parassimpática é reduzida, e o pênis volta a seu estado flácido.
Gonadotrofinas
· Regulação pelas gonadotrofinas
As principais funções dos testículos consistem em produzir espermatozoides e os hormônios envolvidos na regulação da função reprodutora e virilização. Essas funções são reguladas pelas gonadotrofinas hipofisárias, FSH e LH. 
Esses hormônios circulam na forma não ligada no plasma e possuem meia-vida de 30 minutos (LH) e de 1 a 3 horas (FSH). O LH exibe flutuações no plasma de maior amplitude do que o FSH. Os níveis de FSH são mais estáveis e apresentam menos variabilidade.
 As gonadotrofinas produzem suas respostas fisiológicas por sua ligação a receptores acoplados à proteína Gas da membrana celular, localizados nas células de Leydig e nas células de Sertoli, levando à ativação da adenilato-ciclase e a um aumento na formação do monofosfato de 3´,5´-adenosina cíclico (AMPc). A elevação do AMPc intracelular resulta na ativação da proteína-quinase A e na subsequente fosforilação da proteína mediada pela quinase, que medeia os efeitos celulares das gonadotrofinas. Esse processo assemelha-se àquele usado para a estimulação da produção dos hormônios esteroides da suprarrenal mediada pelo hormônio adrenocorticotrófico.
O LH é o principal regulador da síntese de testosterona pelas células de Leydig. 
O FSH desempenha um importante papel no desenvolvimento do testículo imaturo, em particular pelo controle da proliferação das células de Sertoli e do crescimento dos túbulos seminíferos. Como os túbulos são responsáveis por cerca de 80% do volume do testículo, o FSH é de grande importância na determinação do tamanho dos testículos, que normalmente medem 4,1 a 5,2 cm de comprimento por 2,5 a 3,3 cm de largura no homem adulto. O FSH é importante no processo de iniciação da espermatogênese durante a puberdade, sendo necessário para a síntese da proteína de ligação dos androgênios pelas células de Sertoli e para o desenvolvimento da barreira hematotesticular.
· Controle da síntese e liberação das gonadotrofinas
A síntese e a liberação das gonadotrofinas são reguladas por sinais neuroendócrinos do sistema nervoso central, em particular no hipotálamo, pela liberação pulsátil de GnRH, bem como por hormônios circulantes ou seus metabólitos.
REGULADORES DE GNRH: Diversos sinais centrais e periféricos modulam a atividade dos neurônios que liberam o GnRH. Alguns desses sinais são estimuladores para a liberação do GnRH, como a noradrenalina e o neuropeptídeo Y; outros são inibitórios, como a b-endorfina e a interleucina 1; outros, ainda, são tanto estimuladores quanto inibitórios, como o estrogênio 17b-estradiol.
GNRH ATUANDO NA ADENO-HIPÓFISE: O GnRH liga-se a um receptor acoplado à proteína G (Gq e G11) nos gonadotropos da adeno-hipófise, ativando a fosfolipase C e levando à estimulação do trifosfato de inositol, do diacilglicerol e da proteína-quinase C. A ativação do trifosfato de inositol leva a um aumento nas concentrações intracelulares de Ca2+. O GnRH também estimula indiretamente o AMPc, contribuindo para o controle da liberação de LH e FSH. A razão entre a produção de LH e a de FSH é determinada pela frequência dos pulsos de GnRH. A síntese da subunidade b do FSH é maior em resposta a pulsos de baixa frequência do GnRH e é suprimida por pulsos de maior frequência. A frequência e a amplitude maiores da estimulação do GnRH aumentam a síntese da subunidade b do LH.
O LH estimula a produção de testosterona pelas células de Leydig. A testosterona liberada na circulação inibe a liberação de LH em uma alça de retroalimentação negativa. No hipotálamo, ela inibe a liberação de GnRH e, na adeno-hipófise, diminui a síntese da subunidade b específica da gonadotrofina. A testosterona diminui os níveis de LH e a amplitude de seus pulsos. É importante assinalar que a maior parte do efeito inibitório da testosterona sobre a liberação de LH é mediada pelo 17b-estradiol, um metabólito da aromatização da testosterona produzido localmente.
A inibição da liberação de FSH por retroalimentação negativa ocorre em nível da hipófise e é principalmente regulada pela inibina B, um peptídeo derivado das células de Sertoli.
INIBINA-ATIVINA:Além da inibição tradicional da liberação das gonadotrofinas por retroalimentação descrita anteriormente, existem fatores localmente produzidos (inibina e ativina) que também estão envolvidosem sua regulação.
As inibinas são hormônios peptídicos que pertencem à superfamília dos fatores de crescimento que inclui o fator transformador de crescimento beta (TGF-b). A inibina B é sintetizada pelas células de Sertoli em resposta à estimulação do FSH e produz inibição pela retroalimentação da síntese da subunidade b do FSH (e, portanto, da liberação de FSH).
A ativina é outro fator envolvido na regulação da liberação do FSH. Ela é expressa em vários tecidos, incluindo a hipófise. Seu papel consiste em antagonizar a ação da inibina B, resultando no estímulo da liberação de FSH. Por conseguinte, além da inibição por retroalimentação negativa exercida pelos androgênios gonadais, a interação entre a inibina e a ativina contribui para a regulação da liberação das gonadotrofinas.
· Função gonadal
As duas principais funções fisiológicas dos testículos – a produção dos hormônios envolvidos na diferenciação sexual, na maturação e na virilização e a espermatogênese – estão estreitamente inter-relacionadas.
Os três principais hormônios produzidos pelo testículo são a testosterona, o estradiol e a inibina. 
1. TESTOSTERONA:
A testosterona, sintetizada pelas células de Leydig, é o principal e mais importante androgênio testicular e circulante. O LH estimula a biossíntese da testosterona por aumento da mobilização e transporte do colesterol na via esteroidogênica – ação que ocorre em poucos minutos –, bem como mediante a estimulação da expressão gênica e atividade das enzimas esteroidogênicas (proteína reguladora aguda da esteroidogênese e P450scc), um processo mais lento que necessita de várias horas. 
A proteína reguladora aguda da esteroidogênese (também encontrada nas células do córtex suprarrenal) desempenha um papel-chave na transferência do colesterol da membrana mitocondrial externa para a interna – a primeira etapa na biossíntese dos hormônios esteroides –, visando à conversão do colesterol em pregnenolona. A pregnenolona nas mitocôndrias difunde-se para o retículo endoplasmático liso, onde é ainda metabolizada em progesterona pela ação da 3b-hidroxiesteroide-desidrogenase. Por sua vez, a progesterona é convertida, por um processo em duas etapas, em androstenediona por meio da ação da 17a-hidroxilase. A conversão da androstenediona em testosterona é catalisada pela 17β-hidroxiesteroide-desidrogenase. Convém observar que, até esta última reação enzimática, as etapas enzimáticas envolvidas na síntese da testosterona assemelham-se às envolvidas na síntese da androstenediona pelas glândulas suprarrenais. É a atividade da 17b-hidroxiesteroide-desidrogenase e a conversão enzimática da androstenediona em testosterona que são específicas das gônadas.
2. INIBINA
A inibina é produzida e liberada pelas células de Sertoli em resposta à estimulação do FSH e induz respostas tanto parácrinas quanto endócrinas. Ela pertence à família dos hormônios glicoproteicos e dos fatores de crescimento, como o TGF-b, a substância inibitória mülleriana e a ativina. 
As inibinas são glicoproteínas heterodiméricas que consistem em uma subunidade a e uma subunidade b (bA ou bB). Das duas formas de inibina (a-bA e a-bB), a inibina B é a forma fisiologicamente importante nos indivíduos do sexo masculino. Sua principal função consiste em suprimir a secreção hipofisária de FSH por um mecanismo endócrino clássico de retroalimentação negativa, por meio de sua ligação a um receptor de serina/treonina-quinase que atravessa a membrana. A secreção de inibina B parece depender da proliferação, da manutenção e da espermatogênese nas células de Sertoli, sendo todas essas funções reguladas pelo FSH. Os níveis de inibina B correlacionam-se com a contagem total dos espermatozoides e com o volume testicular, e podem ser utilizados como índice de espermatogênese.
As ativinas, membros da família de peptídeos à qual pertencem também as inibinas, são homodímeros ou heterodímeros da subunidade b das inibinas, são sintetizadas em muitos tecidos e tipos celulares no adulto, e seus receptores foram identificados nos mesmos tecidos, constituindo, portanto, um padrão mais compatível com um mecanismo autócrino ou parácrino de ação. Na hipófise, a ativina produzida localmente opõe-se às ações da inibina e favorece a síntese de b-FSH.
3. ESTRADIOL
A conversão da testosterona em 17b-estradiol é mediada pela enzima aromatase, expressa nas células de Leydig, bem como nos tecidos extragonadais, em particular o tecido adiposo e a placenta. A contribuição do 17b-estradiol produzido pelas células de Leydig para os estrogênios circulantes totais no indivíduo do sexo masculino é de cerca de 20%.
· Metabolismo dos hormônios gonadais:
1. METABOLISMO DA TESTOSTERONA
A maior parte da testosterona liberada na circulação liga-se às proteínas plasmáticas, principalmente à globulina de ligação dos hormônios sexuais (SHBG) e à albumina (44 e 54%, respectivamente); ambas as proteínas são produzidas no fígado. Nos testículos, a testosterona liga-se à proteína de ligação dos androgênios (ABP) uma proteína sintetizada pelas células de Sertoli e liberada no lúmen dos túbulos seminíferos.
A ABP exibe acentuada semelhança com a SHBG. A SHBG é expressa em vários tecidos, incluindo o cérebro, a placenta e os testículos, e parece atuar como parte de um sistema de sinalização de esteroides recentemente identificado, que não depende do receptor de androgênio no citosol. Diferentemente dos efeitos mediados pela ligação ao receptor de esteroides intracelular produzidos pela testosterona, a SHBG interage com uma forma de membrana do receptor e desencadeia as vias de sinalização do AMPc. Nas células-alvo, a testosterona pode exercer um efeito direto mediado pelo receptor de androgênio, ou pode ser metabolizada em 17b-estradiol pela ação da aromatase ou em 5α-di-hidrotestosterona (DHT) pela ação da 5α-redutase.
2. CONVERSÃO DA TESTOSTERONA EM ESTRADIOL
A maior parte do estradiol nos homens é produzida no tecido adiposo pela aromatização da testosterona e, em menor grau, da androstenediona derivada das glândulas suprarrenais.
A expressão da aromatase está diretamente relacionada com o grau de adiposidade; ela depende da estimulação das citocinas e requer a presença dos glicocorticoides. 
Embora parte do 17b-estradiol produzido nos tecidos periféricos seja liberada na circulação, nem todos os estrogênios produzidos a partir da testosterona estão envolvidos na mediação das respostas endócrinas. Alguns estão envolvidos na regulação intrácrina das respostas fisiológicas pela estimulação do receptor de estrogênio. Um exemplo é fornecido pela regulação do GnRH por retroalimentação negativa no hipotálamo e das gonadotrofinas na adeno-hipófise pela testosterona. Outro exemplo importante é o efeito da testosterona sobre o osso, em que o fechamento das epífises é mediado por meio da conversão da testosterona em estradiol pela aromatase nos osteoblastos e condroblastos. Além disso, a produção de estrogênios no cérebro desempenha um importante papel na masculinização cerebral durante o desenvolvimento e a manutenção do comportamento sexual no adulto. 
No fígado, a testosterona é convertida em androstenediona, que, em seguida, é reduzida e conjugada (glicuronidação) para formar 17-cetosteroides. Uma via de degradação semelhante é utilizada no metabolismo da DHEA e da androstenediona. 
Após ser produzido pelos testículos ou pelo metabolismo periférico da testosterona, o 17b-estradiol é inicialmente convertido em estrona, que, em seguida, é convertida em catecolestrogênios ou 16a-hidroxiestrona. Os catecolestrogênios são degradados pela catecol-O-metiltransferase (envolvida na degradação das catecolaminas, enquanto a 16a-hidroxiestrona é convertida em estriol antes de ser conjugada no fígado e excretada pelos rins. 
Assim, cerca de 50% da testosterona e seus metabólitos são excretados na urina na forma de 17-cetosteroides, e 50% são excretados na forma de metabólitos polares, como dióis, trióis e formas conjugadas.
3. CONVERSÃO DA TESTOSTERONA EM 5α-DI-HIDROTESTOSTERONA (DHT)
A conversão da testosteronaem DHT nos tecidos periféricos, em particular na pele, produz o androgênio natural mais potente. 
Duas isoenzimas (tipo 1 e tipo 2) da 5a-redutase estão envolvidas na conversão da testosterona em DHT. A isoenzima tipo 2 gera três vezes mais DHT do que a isoenzima tipo 1 e desempenha um papel fundamental durante a diferenciação sexual. No decorrer da puberdade, a contribuição da isoenzima tipo 2 diminui, e a redutase tipo 1 passa a desempenhar um papel mais importante no homem adulto.
Uma pequena quantidade de DHT pode penetrar na circulação (cerca de 10% da testosterona total no sangue) e, por isso, pode exercer efeitos nas células-alvo que não expressam atividade da 5a-redutase.
A DHT é inativada ao androgênio fraco, o 3a-androstenediol, pela ação da 3a-hidroxiesteroide-desidrogenase. A conversão enzimática da testosterona em DHT é irreversível. Como a DHT está envolvida em alguns processos patológicos, a conversão enzimática da testosterona em DHT tem sido utilizada de modo efetivo como alvo para intervenções farmacológicas. 
Os androgênios estimulam o crescimento do câncer de próstata e também estão envolvidos na hipertrofia prostática benigna. A finasterida, um inibidor da 5a-redutase, atualmente é usada para o tratamento da hiperplasia prostática benigna e do câncer de próstata.
· EFEITOS FISIOLÓGICOS MEDIADOS PELOS RECEPTORES DE ANDROGÊNIO.
Tanto a testosterona quanto a DHT se ligam a receptores de androgênios idênticos em suas células-alvo.
O receptor de androgênio é um membro da superfamília de receptores nucleares e, à semelhança de todos os outros receptores nucleares, consiste em três domínios funcionais envolvidos na regulação transcricional, na ligação do DNA e na ligação de ligantes. O receptor citosólico inativo sem ligante é um oligômero inativo complexado a proteínas do choque térmico. O complexo oligomérico dissocia-se após ligação ao hormônio, sofre uma mudança de conformação e é transferido para o núcleo. No núcleo, liga-se na forma de homodímero a elementos de resposta dos androgênios do DNA na região promotora dos genes-alvo e atua como fator de transcrição nuclear, influenciando a transcrição dos genes-alvo e mediando a ação dos androgênios.
Os efeitos fisiológicos mediados pela testosterona e pela DHT estão relacionados. A DHT é o mais potente ativador do receptor de androgênio, e o receptor de androgênio ativado pela DHT apresenta meia-vida mais longa, prolongando, assim, a ação androgênica e amplificando o sinal do androgênio. 
Entretanto, é possível atribuir respostas fisiológicas distintas a cada um dos hormônios, determinadas, em parte, pela conversão localizada da testosterona em DHT. 
A testosterona controla a diferenciação sexual (desenvolvimento dos ductos de Wolff), a libido (a necessidade biológica de atividade e função sexuais), o crescimento puberal da laringe, os efeitos anabólicos no músculo e a estimulação da espermatogênese. 
Por outro lado, a DHT desempenha um importante papel nas virilizações externas embrionária e puberal (p. ex., desenvolvimento da genitália externa masculina, da uretra e da próstata, bem como crescimento dos pelos faciais e corporais) e contribui para a calvície de padrão masculino em indivíduos com predisposição genética à calvície. Os efeitos da DHT são, em sua maioria, intrácrinos e são mediados nas células-alvo que expressam a 5a-redutase. Todavia, conforme já assinalado, uma pequena quantidade penetra na circulação (10% dos níveis de testosterona) e pode exercer alguns efeitos endócrinos sobre células que não expressam a 5a-redutase.
· EFEITOS FISIOLÓGICOS DOS ANDROGÊNIOS SOBRE OS ÓRGÃOS-ALVO
Além da regulação da liberação de LH pela adeno-hipófise, a testosterona afeta o desenvolvimento, a maturação e a função sexuais e contribui para a manutenção da fertilidade masculina e das características sexuais secundárias no homem adulto. Além disso, ela exerce efeitos anabólicos globais sobre o músculo e o osso.
DESENVOLVIMENTO E DIFERENCIAÇÃO SEXUAIS
Nos seres humanos, a diferenciação sexual é controlada tanto genética quanto hormonalmente. 
Os genes no cromossomo Y sinalizam a diferenciação das células primordiais na crista gonadal embrionária em células de Sertoli e estimulam a diferenciação das células germinativas recém-migradas em espermatogônias, levando ao desenvolvimento do testículo. 
As células do testículo embrionário secretam hormônios que levam ao desenvolvimento das características sexuais secundárias masculinas. 
As células de Sertoli secretam fator inibitório mülleriano (MIF) ou substância inibitória mülleriana (MIS) causando a regressão dos ductos de Müller. 
As células de Leydig secretam testosterona, induzindo a diferenciação e o crescimento das estruturas do ducto de Wolff. 
A DHT leva ao crescimento da próstata e do pênis, bem como à fusão das pregas labioescrotais.
Os processos e os fatores envolvidos no desenvolvimento fetal e na diferenciação sexual envolvem detalhes genéticos, embriológicos, histológicos e anatômicos não considerados aqui. 
1. Determinação do sexo
A determinação sexual nos mamíferos, que leva ao desenvolvimento de um fenótipo masculino ou feminino, envolve três processos sequenciais: 
-Determinação do sexo genético do embrião, quando um espermatozoide com o cromossomo X ou o Y fertiliza o óvulo.
-Determinação do destino da gônada bipotencial ou indiferenciada e, portanto, do sexo gonadal.
-Diferenciação das genitálias interna e externa masculina ou feminina, ou determinação do sexo fenotípico.
A determinação do sexo genético é mediada pela constituição cromossômica, que, no indivíduo do sexo masculino normal, é 46, XY. A diferenciação sexual subsequente é determinada por fatores genéticos. Foi constatado que vários genes sexuais específicos regulam a diferenciação gonadal e o desenvolvimento subsequente dos tratos reprodutores masculino ou feminino. Um dos primeiros genes envolvidos na diferenciação sexual é um gene situado no cromossomo Y, denominado SRY (região reguladora do sexo do Y).
O produto do gene SRY é uma proteína que estimula os tecidos gonadais neutros a sofrer diferenciação em testículos, estabelecendo, assim, o sexo gonadal. O SRY é necessário e suficiente para dar início à cascata do desenvolvimento masculino. Se houver mutação ou ausência do gene SRY no cromossomo Y, o embrião irá desenvolver-se em um indivíduo do sexo feminino.
2. Diferenciação sexual
O processo de diferenciação das gônadas masculinas no ser humano começa na sexta semana de gestação. O primeiro evento morfologicamente identificável consiste no desenvolvimento das células precursoras de Sertoli, que se agregam para formar os cordões seminíferos, os quais, a seguir, são infiltrados por células germinativas primordiais. No final da nona semana, o mesênquima que separa os cordões seminíferos dá origem às células intersticiais, que se diferenciam em células de Leydig secretoras de esteroides. Acredita-se que um hormônio derivado da placenta, a gonadotrofina coriônica humana (HCG) possa ser responsável pelo desenvolvimento inicial das células de Leydig, visto que o início da produção de testosterona precede a secreção de LH. 
Por conseguinte, o controle gonadotrófico da esteroidogênese testicular fetal é mediado, a princípio, pela HCG derivada da placenta e, posteriormente, pelo LH. O consequente aumento na produção fetal de testosterona estimula a proliferação das células de Leydig, aumenta a expressão das enzimas esteroidogênicas (em particular a 3b-hidroxiesteroide-desidrogenase e a 17a-hidroxilase) e aumenta a expressão do receptor de androgênios nos tecidos-alvo.
3. Maturação e função sexuais
PUBERDADE:A puberdade é precedida da adrenarca, um período caracterizado pelo aumento na produção de DHEA e de androstenediona pela suprarrenal em torno dos 6 a 8 anos de idade, não associado à produção aumentada de hormônio adrenocorticotrófico ou de cortisol. As concentrações máximas de DHEA e de androstenediona são alcançadas no final da puberdade e início da vida adulta. Durante esse estágio, observa-se alguma conversãodos androgênios de origem suprarrenal em testosterona, resultando em pequena elevação dos níveis circulantes de testosterona. O aumento na liberação pulsátil de GnRH é essencial para o início da puberdade. Entretanto, o mecanismo que controla o aumento puberal na liberação de GnRH ainda não foi elucidado.
O aumento na produção de esteroides gonadais durante a puberdade é acompanhado de aumento na amplitude dos surtos secretores de hormônio do crescimento. Este último hormônio e os esteroides gonadais em conjunto são responsáveis pelo crescimento normal da puberdade.
• Maturação das células de Leydig e início da espermatogênese. • Aumento dos testículos; escurecimento e enrugamento da pele do escroto • Crescimento dos pelos púbicos a partir da base do pênis • Aumento de tamanho do pênis • Crescimento da próstata, das vesículas seminais e do epidídimo • Crescimento dos pelos na face (bigode e barba) e nos membros, bem como regressão da linha de implantação do couro cabeludo • Aumento da laringe, espessamento das cordas vocais e mudança da voz • Aumento do crescimento linear • Aumento da massa muscular e do hematócrito • Aumento da libido e da potência sexual.
MATURIDADE E ENVELHECIMENTO: A maturidade sexual é alcançada com cerca de 16 a 18 anos de idade. Durante esse estágio, a produção de espermatozoides é ótima, os níveis plasmáticos de gonadotrofinas são normais, e as mudanças anatômicas sexuais estão, em sua maioria, concluídas. A partir dos 40 anos, observa-se um declínio gradual nos níveis circulantes de testosterona, seguido, aos 50 anos, de uma redução na produção do esperma e espermatozoides.
Essas alterações hormonais já se encontram estabelecidas aos 50 anos. Esse período de deficiência de androgênios é denominado andropausa e caracteriza-se por diminuição do desejo sexual e da capacidade erétil; fadiga e depressão; diminuição da atividade intelectual, da massa corporal magra, dos pelos corporais e da densidade mineral óssea, e aumento da gordura visceral e obesidade. Essas alterações fisiológicas relacionadas com a idade são causadas por uma diminuição na produção de testosterona, de DHEA, de androstenediona e de hormônio do crescimento.
4. Fertilidade e características sexuais secundárias.
ESPERMATOGÊNESE:
Refere-se ao processo de diferenciação contínua das células germinativas para a produção de espermatozoides. Ela começa por ocasião da puberdade, é compartimentalizada dentro da barreira hematotesticular e encontra-se principalmente sob a regulação do FSH. A espermatogênese envolve quatro processos básicos:
1. Proliferação das espermatogônias (células-tronco), dando origem aos espermatócitos (células diploides):
As espermatogônias revestem o túbulo seminífero próximo à membrana basal. Surgem na puberdade pela proliferação dos gonócitos e derivam das células germinativas primordiais. Uma ou duas divisões das espermatogônias ocorrem para manter sua população no reservatório de células-tronco. Das células produzidas por essas divisões mitóticas, algumas espermatogônias permanecem no reservatório “em repouso”, enquanto as outras proliferam várias vezes e sofrem 1 a 5 estágios de divisão e diferenciação. Após a última divisão, as células resultantes são denominadas espermatócitos primários. As espermatogônias “em repouso” ou primordiais permanecem em estado dormente por certo tempo e, a seguir, sofrem um novo ciclo de proliferação. Esses ciclos de divisões das espermatogônias ocorrem antes da conclusão da espermatogênese pela geração anterior de células, de modo que são observados múltiplos estágios do processo simultaneamente nos túbulos seminíferos. Tal superposição assegura uma população residual de espermatogônias que mantém a capacidade dos testículos de produzir espermatozoides de modo contínuo.
2. Meiose dos espermatócitos para a produção de espermátides (células haploides; 23 cromossomos)
Os espermatócitos primários sofrem duas divisões; a primeira divisão meiótica produz dois espermatócitos secundários. A divisão dos espermatócitos secundários completa a meiose e produz as espermátides. 
3. Espermiogênese ou maturação e desenvolvimento das espermátides em espermatozoides (esperma) 
Essa fase caracteriza-se por alterações nucleares e citoplasmáticas que produzem espermatozoides com elementos essenciais ao desempenho de sua função. Os principais eventos durante essa fase envolvem a condensação do material nuclear da espermátide, a formação do acrossoma, o reposicionamento da espermátide para possibilitar a formação e o alongamento das estruturas da cauda, a formação da espiral mitocondrial e a remoção do citoplasma estranho, resultando em espermatozoides. As características adquiridas durante essa etapa desempenham um importante papel na função dos espermatozoides.
4. Espermiação
Trata-se do processo final de liberação dos espermatozoides maduros das células de Sertoli na luz tubular. Durante a espermatogênese, as células germinativas migram da região basal do túbulo seminífero para a adluminal no compartimento protegido pela barreira hemato-testicular. A fase mitótica ocorre no compartimento basal, enquanto as fases meiótica e pós-meiótica são observadas no compartimento luminal. 
Os resultados globais da espermatogênese são os seguintes: proliferação celular e manutenção de uma população de reserva de células germinativas, redução no número de cromossomos e variação genética pela meiose, e produção de espermatozoides.
REGULAÇÃO DA ESPERMATOGÊNESE: Depende da estimulação pelas gonadotrofinas e da produção de testosterona. O FSH estimula a proliferação e a atividade secretora das células de Sertoli, enquanto o LH estimula a síntese da testosterona. Por sua vez, a testosterona estimula a espermatogênese por eventos mediados por receptores nas células de Sertoli. A elevação da testosterona intratesticular induzida pelo LH desempenha um papel essencial na indução e na manutenção da espermatogênese pelas células de Sertoli.
 A testosterona produzida pelas células de Leydig é transportada até as células germinativas em desenvolvimento ligada à ABP produzida pelas células de Sertoli em resposta à estimulação do FSH e liberada no compartimento adluminal. A síntese de ABP requer que a célula de Sertoli esteja sob influência androgênica, ressaltando a importância da testosterona na função das células de Sertoli e a dependência dos mecanismos parácrinos de ação hormonal.
5. Efeitos anabólicos e catabólicos dos androgênios:
No osso, o principal efeito fisiológico da testosterona consiste em diminuir a reabsorção óssea, aumentando o tempo de sobrevida e a proliferação dos osteoblastos. A testosterona aumenta a formação óssea, a aposição periosteal de osso e a síntese de proteína, e diminui a degradação das proteínas, exercendo um efeito anabólico geral no osso e no músculo esquelético. Grande parte da ação da testosterona sobre o osso resulta de sua aromatização a 17b-estradiol e receptor de estrogênio. 
O estrogênio derivado da testosterona é um hormônio sexual de importância crítica no estirão de crescimento puberal, na maturação do esqueleto, no aumento da massa óssea máxima e na manutenção da massa óssea no adulto. Ele estimula a condrogênese na placa de crescimento das epífises, aumentando o crescimento linear puberal. 
Na puberdade, o estrogênio promove a maturação do esqueleto, bem como o fechamento progressivo e gradual da placa de crescimento das epífises, e o término da condrogênese. 
No adulto, ele é importante para manter a constância da massa óssea por meio de seus efeitos sobre a remodelagem e a renovação ósseas.
 A testosterona inibe a captação dos lipídeos e a atividade da lipoproteína lipase nos adipócitos, estimula a lipólise, aumentando o número de receptores b-adrenérgicos lipolíticos, e inibe a diferenciação das células precursoras dos adipócitos. Os androgênios estimulam o metabolismo em repouso e a oxidação dos lipídeos e intensificam o processamento da glicose, aumentando a expressão dos transportadores de glicose na membrana plasmática dos adipócitos.
Excesso ou deficiênciade testosterona
1. Hipergonadismo: 
O excesso de atividade androgênica na infância leva à puberdade precoce, definida pelo aparecimento das características sexuais secundárias masculinas antes dos nove anos. Os tumores hipotalâmicos, as mutações de ativação do receptor de LH, a hiperplasia suprarrenal congênita e os tumores produtores de androgênios constituem causas de virilização prematura. Podem-se identificar dois tipos de puberdade precoce: dependente e independente de gonadotrofinas. 
Manifestações clínicas: O excesso de testosterona no indivíduo pré-púbere do sexo masculino está associado ao aparecimento de todas as alterações da puberdade em uma idade muito precoce. Essas alterações consistem em aumento do pênis e dos testículos; aparecimento dos pelos púbicos, axilares e faciais; ereções espontâneas; produção de espermatozoides; desenvolvimento de acne e mudança da voz.
2. Hipogonadismo:
A diminuição na produção de testosterona ou hipogonadismo pode ser causada por distúrbios em nível hipotalâmico/hipofisário (hipogonadismo hipogonadotrófico ou secundário) ou por disfunção testicular (hipogonadismo hipergonadotrófico ou primário). 
O hipogonadismo hipogonadotrófico pode ser devido a anormalidades na secreção hipotalâmica de GnRH ou em sua ação, associadas ao comprometimento na secreção de gonadotrofinas pela adeno-hipófise.
Esse distúrbio pode resultar de defeitos genéticos, incluindo a síndrome de Kallmann; de hipoplasia suprarrenal; de mutações do receptor de GnRH, das subunidades b ou LH ou do FSH; de tumores hipofisários (incluindo o prolactinoma); de traumatismo, ou de cirurgia. 
A função testicular anormal na presença de níveis elevados de gonadotrofinas (hipogonadismo hipergonadotrófico ou primário) é causada por lesão testicular ou comprometimento no desenvolvimento dos testículos, que pode ser congênito ou adquirido após quimioterapia ou irradiação. As causas incluem criptorquidia, disgenesia gonadal, varicocele, defeitos enzimáticos na biossíntese da testosterona ou defeitos dos receptores de LH. 
A síndrome de Klinefelter constitui o distúrbio mais comum dos cromossomos sexuais, em que os indivíduos do sexo masculino afetados apresentam um cromossomo X adicional. Essa anormalidade genética resulta em hipogonadismo masculino, deficiência de androgênio e comprometimento da espermatogênese. A síndrome de Klinefelter constitui a causa genética mais comum de infertilidade nos seres humanos do sexo masculino. A hiperprolactinemia de qualquer etiologia resulta em disfunção tanto reprodutora quanto sexual, devido à inibição da liberação de GnRH pela prolactina, resultando em hipogonadismo hipogonadotrófico.
· Manifestações clínicas
A deficiência de androgênios resulta em sintomas graves, que diferem de acordo com o momento de seu aparecimento. Quando ocorre no início da infância, resulta em baixa estatura, ausência de mudança da voz, distribuição feminina dos pelos secundários, anemia, músculos subdesenvolvidos e genitália com início tardio ou ausência da espermatogênese e da função sexual. 
A deficiência de androgênios no adulto, após o término do processo de virilização normal, leva a uma diminuição da densidade mineral óssea (massa óssea), redução da atividade da medula óssea com o consequente desenvolvimento de anemia, alterações da composição corporal associadas a fraqueza e atrofia musculares, alterações do humor e da função cognitiva, bem como regressão da função sexual e espermatogênese. No homem adulto, essa deficiência diminui as ereções noturnas e a libido.
· Avaliação
A apresentação clínica do paciente pré-púbere com hipogonadismo caracteriza-se por pelos faciais, axilares e púbicos escassos, assim como pênis e testículos pequenos. 
Os baixos níveis plasmáticos de testosterona devem ser interpretados com os níveis de LH para diferenciar as formas de hipogonadismo hipo e hipergonadotrófico. À semelhança dos testes funcionais descritos para outros órgãos endócrinos, utiliza-se um teste de estimulação com injeção intravenosa de GnRH para determinar a resposta das gonadotrofinas e da testosterona em 25 e 40 minutos na avaliação da capacidade de reserva de gonadotrofinas da hipófise. Na ausência de resposta, pode-se utilizar um período prolongado de GnRH (sete dias) para estimular ainda mais os gonadotropos da adeno-hipófise. Nos adultos, indica-se também a avaliação da fertilidade pelo exame do sêmen.

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