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Clínica Cirúrgica - Trauma - Gabriel Guilherme - T4 SBC  
Trauma Torácico  
12/08  
  
→ A lesão do tórax é comum no doente com trauma  
multissistêmico e pode apresentar problemas com risco de vida,  
se não forem prontamente identi�cados durante a avaliação  
primária  
  
● Principais Locais de Trauma Torácico  
→ Gradil costal 63%  
→ Hemo/Pneumotórax 42%  
→ Contusão pulmonar 38%  
→ Lesão Cardíaca 4%  
→ Lesão Diafragmática 4%  
→ Entre crianças com menos de 12 meses de vida que apresentam  
fratura de costela, 82% foram por causas não acidentais ( ou seja,  
abuso físico)  
  
● Mecanismo de Lesão  
→ Trauma aberto ou penetrante  
- Projétil de arma de fogo  
- Arma branca  
- Encravamento  
→ Trauma fechado  
  
● Área Perigosa de Ziedler  
→ Limites:  
- Clavícula (superiormente)  
- Margens costais (inferiormente)  
- Linhas hemiclaviculares (lateralmente)  
→ Possibilidade de haver lesão cardíaca  
  
● Trauma Torácico  
→ Causa signi�cativa de mortalidade  
→ Trauma fechado: < 10% precisam de cirurgia  
→ Trauma penetrante: 15 - 30% precisam de cirurgia  
→ Maioria: procedimento simples  
→ A maioria das lesões com risco de vida é identi�cada na  
avaliação primária  
  
● Lesões de Tórax com Risco de Vida Imediato  
→ Lesão laringotraqueal/ Obstrução de via aérea  
→ Pneumotórax hipertensivo   
→ Pneumotórax aberto   
→ Hemotórax volumoso   
→ Tamponamento cardíaco  
   
● Fisiopatologia da Lesão Traumática  
→ Hipóxia  
→ Hipoventilação  
→ Acidose  
- Respiratória  
- Metabólica  
→ Perfusão tecidual inadequada  
→ Todas essas alterações devem ser tratadas durante a avaliação  
primária, logo que identi�cadas  
  
● Identi�cação de Lesão Torácica  
→ Taquipneia  
→ Desconforto respiratório  
→ Hipóxia  
→ Desvio de traqueal  
→ Alteração da ausculta  
→ Alteração da percussão  
→ Deformidade da parede torácica  
  
● Lesão Laringotraqueal  
→ Obstrução de via aérea  
→ Potencialmente fatal  
→ Rara  
→ Suspeitar quando a marca de  
laceração na região cervical  
→ Rouquidão  
→ En�sema subcutâneo  
→ Tratar na avaliação primária,  
logo que possível  
- Intubação cuidadosa  
- Via aérea cirúrgica (traqueo)  
  
● Pneumotórax Hipertensivo  
→ Ar entre as pleuras, causando colabamento do pulmão, com  
desvio de mediastino, causando uma compressão venosa,  
diminuindo o retorno venoso, débito cardíaco, levando a hipotensão  
e choque  
→ Estase jugular  
→ Diagnóstico clínico,  
NÃO fazer radiogra�a  
→ Desconforto  
respiratório  
→ Murmúrio vesicular  
ausente  
→ Timpanismo  
→ Elevação do  
hemitórax  
→ Taquipneia  
→ Cianose (sinal tardio)  
→ Descompressão imediata  
- Punção por agulha no 5º EIC ligeiramente anterior à linha  
axilar mediana  
- Drenagem de tórax  
  
  
  
Clínica Cirúrgica - Trauma - Gabriel Guilherme - T4 SBC  
● Pneumotórax Aberto  
→ Lesão na parede do tórax   
→ Ventilação ine�caz  
→ Curativo sobre o defeito, �xado em 3 lados  
→ Drenagem de tórax  
→ Operação de�nitiva  
  
● Hemotórax Volumoso (maciço)  
→ Murmúrio vesicular ausente e macicez à percussão  
→ Descompressão torácica  
→ Veias cervicais murchas  
→ Choque  
→ Perda de sangue > 1500 ml  
→ Restauração da volemia  
→ Autotransfusão  
→ Intervenção cirúrgica  
  
● Tamponamento Cardíaco  
→ Choque  
→ Tríade de Beck (presente em apenas 15% do TC)  
- DIstensão das veias do pescoço  
- Abafamento das bulhas   
- Hipotensão  
→ FAST ajuda muito no diagnóstico  
→ Atividade elétrica sem pulso  
→ Pericardiocentese  
  
● Lesão da Árvore Traqueobrônquica  
→ Frequentemente não diagnosticada  
→ Ferimento penetrante ou trauma fechado  
→ Pneumotórax ou borbulhamento persistente  
- Após drenado o pneumotórax não há resolução  
→ Broncoscopia  
→ Tratamento  
- Via aérea e ventilação  
- Drenagem de tórax  
- Operação  
  
● Pneumotórax Simples  
→ Trauma fechado ou ferimento penetrante  
→ Alteração da ventilação/perfusão  
→ Timpanismo  
→ Diminuição do murmúrio vesicular  
→ Drenagem torácica  
  
● Tórax Instável  
→ Resulta de dupla ou tripla fratura anterior ou lateral de pelo  
menos 2 costelas adjacentes  
→ Na maioria dos casos está associado a contusão pulmonar   
→ Causa problema na ventilação por conta da dor  
→ Tratamento  
- Analgesia  
- Oxigênio  
- Expansão pulmonar  
  
● Contusão Pulmonar  
→ Frequente  
→ Oxigenar e ventilar  
→ Intubar conforme indicação  
→ Alterações radiográ�cas tardias  
→ Administração cuidadosa de volume  
  
● Hemotórax  
→ > 1500 ml (sangramento limitado)  
→ Lesão da parede torácica  
→ Laceração do parênquima pulmonar/ vaso  
→ Drenagem de tórax  
  
● Contusão Cardíaca   
→ Espectro de lesões  
→ Alterações eletrocardiográ�cas/ monitorar  
→ Ecocardiograma, se houver repercussão hemodinâmica  
→ Tratar:  
- Arritmias  
- Perfusão  
- Complicações  
  
● Ruptura Traumática de Aorta  
→ Aceleração/ desaceleração rápida  
→ Sinais radiológicos  
- Obliteração do botão aórtico  
- Traqueia deslocada para direita  
→ Alto índice de suspeita  
→ Pode haver hemotórax a esquerda  
→ Consultar o cirurgião  
  
● Lesão Diafragmática  
→ Mais frequente à esquerda  
→ Trauma fechado: lacerações extensas  
→ Ferimentos penetrantes: perfurações pequenas  
→ Radiogra�a frequentemente mal interpretada  
→ Operação  
  
● Lesão de Esôfago  
→ Rara e difícil de diagnosticar  
→ Mecanismo: pancada forte no epigástrio  
→ Dor não explicada  
→ Choque não explicado  
→ Gás no mediastino nas radiogra�as  
→ Sinais e sintomas  
- Gás no mediastino  
- Choque não explicado  
- Hemotórax/ derrame pleural esquerdo não explicado  
→ Investigação diagnóstica  
Clínica Cirúrgica - Trauma - Gabriel Guilherme - T4 SBC  
- Estudo contrastado  
- Endoscopia  
  
● As�xia Traumática  
→ Resultado de lesões por esmagamento ou de traumas contusos,  
torácicas ou abdominais, de extrema violência  
→ Caracteriza-se pela súbita obstrução das vias aéreas e pela  
elevação dramática da pressão da veia cava superior  
- Distensão vascular cervical, cianose da cabeça e do  
pescoço, hemorragia subconjuntival, equimose periorbital  
e petéquias na cabeça e no pescoço, bem como se associa  
com isquemia neurológica, perda de consciência, cegueira  
e convulsões  
→ Paralelamente, os pacientes frequentemente apresentam face  
edemaciada, semelhante à lua  
→ Epistaxe e hemotímpano  
→ Prognóstico favorável  
→ Sinais  
- Petéquias  
- Edema  
- Pletora  
- Edema Cerebral  
→ Tratamento  
- Controle da via aérea- Oxigênio  
  
● Fraturas e Lesões Associadas  
→ É fundamental controlar a dor  
→ Costela 1-3  
- Força intensa, alto risco de mortalidade, pelas lesões  
associadas  
→ Costela 4-9  
- Contusão pulmonar e pneumotórax  
→ Costelas 10-12  
- Suspeitar de lesão intra-abdominal  
  
● Toracotomia de Reanimação  
→ Quando fazer?  
- Doentes com ferimentos torácicos penetrantes que  
cheguem com atividade elétrica sem pulso (AESP)  
- Presença de cirurgião habilitado  
- A toracotomia de reanimação não está indicado no trauma  
fechado com AESP  
  
● Exames Complementares na Avaliação  
Secundária em Lesões Torácicas  
→ Radiogra�a de tórax  
→ e-FAST  
→ Gasometria arterial  
→ ECG  
→ Oximetria de pulso  
  
● En�sema Subcutâneo  
→ Lesão de via aérea  
→ Pneumotórax  
→ Lesão por explosão  
  
● ARMADILHAS  
→ Pneumotórax simples pode-se tornar hipertensivo  
→ Hemotórax retido  
→ Lesões de diafragma  
→ Controle inadequado da dor (importante para ventilação)  
→ Extremos de idade  
→ Reanimação volêmica excessiva  
→ Dreno de tórax mal posicionado

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