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SEGURANÇA 
FÍSICA 
DE 
INSTALAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
Abelardo Borges Rodrigues Neto 
Objetivo: 
Capacitar os alunos a desempenhar a função de vigilante, atendendo as exigências 
da lei e do mercado de segurança privada, deixando-os aptos a protegerem o patrimônio de 
terceiros, bem como melhor entenderem atual situação social vivida pela nossa sociedade, como 
também a violência por ela enfrentada. 
Assimilar as novas técnicas, em conjuntos com os métodos já utilizados dentro da 
segurança patrimonial, oferecendo ao aluno condições de aprendizado e entendimento desses 
recursos. 
Conhecer a lei 7.102 de 20 de junho de 1983, do DPF/JM, que dispõe sobre a 
segurança para estabelecimentos financeiros, estabelece normas para constituição e 
funcionamento das empresas particulares que exploram serviço de vigilância e transporte de 
valores, e dá outra providencia. 
Justificativa: 
O mercado de trabalho tem exigido de seus profissionais uma melhor capacitação, 
para que possam atender as suas expectavas, cobrando de seus integrantes, dentre outras, 
dedicação e conhecimento, para que possam vencer os obstáculos a serem vividos no seu dia a 
dia no trabalho. 
Introdução: 
Estamos vivendo um momento de decisão. O processo de universalização implica na 
adoção de medidas atuais e eficientes de globalização socioeconômicas que afloram está 
década. A competitividade no mercado, principalmente de segurança patrimonial, passa a não ter 
fronteiras. 
O crescente desenvolvimento socioeconômico, cultural e tecnológico, ocorrido em 
todos os segmentos da sociedade, exige que cada vez mais haja uma otimização dos sistemas de 
segurança, visando proteger o pessoal, patrimônio, a produção e os segredos das empresas. 
Um outro fato a ser levado em conta, são os recentes acontecimento, tanto em nível nacional 
(Assassinato do Jornalista Tim Lopes, rede Globo, sequestro do empresário Silvio Santos, entre 
outros) e internacionais (atentado ao World Trade Center, guerra entre Israel e palestina, crise 
econômica da Europa e etc....), entre os inúmeros casos de furtos, roubos, sequestro, sequestro 
relâmpagos, homicídios e outros casos de violência, tanto contra os bens materiais como, e 
principalmente, contra a vida das pessoas, implicam em mudanças comportamentais e estruturais 
nas áreas de segurança, tanto na publica como na privada. 
Tendo Em vista tais fatos, a capacidade do profissional de segurança é a principal 
saída, a velha regra “quem não Tem competência não se estabelece” continua mais forte do que 
nunca. Vencerão as empresas e os profissionais que demostrarem talento, ousadia, criatividade e 
competência. 
História: 
Ao surgir no mundo o homem acompanhado de uma mulher, procriaram, gerando 
família e da procriação dessa família, surgiram várias outras que também evoluirão tornando-se 
tribos, que, por conseguinte também evoluíram criando povos e desse processo de evolução 
surgiram às nações. 
O processo de evolução do homem no grupo social, trouxe também, uma série de 
conflitos, gerados, segundo Thomas Hobbes, pela condição da natureza de tê-los feitos tão 
iguais, quanto às faculdades do corpo e do espírito. Por outro lado da igualdade quanto à 
capacidade deriva a igualdade quanto à esperança de atingirmos nosso fins. Portanto se dois 
homens desejam a mesma coisa, ao mesmo tempo em que é impossível ela ser desfrutada por 
ambos, eles torna-se inimigos, gerando a guerra. 
Um outro ponto a observado pelo filósofo, é que “em todos os lugares onde os 
homens viviam em pequenas famílias, roubar-se e espoliarem-se uns aos outros sempre foi uma 
ocupa legitima, e tão longe de ser considerada contraria à lei da natureza que quando maior era a 
espoliação conseguida, maior era a honra adquirida”. 
Diante de tais conflito o homem sentiu a necessidade de instituir um tal poder outros, 
garantindo-lhes uma segurança suficiente para que, mediante seu próprio labor e graças aos 
frutos da terra, possam alimentar-se e viver satisfeito. Surgiu então o Estado com o seu poder de 
coerção, através de um aparato policial, oriunda da primeira modalidade de segurança, criada 
pelo homem, que foi a segurança publica. 
A união do homem com a mulher, independente do processo religioso ou histórico-
cientifico, provocou uma de pensamento no homem, devido a sua evolução de indivíduo para 
grupo, ou seja, de homem para família, de família para tribo de tribo para povo e de povo para 
nação. Junto a este processo de evolução e de mudanças, veio o interesse na acumulação de 
bens (riquezas) para melhor viver sob o ponto de vista material subjugando aqueles que 
possuíssem acumulação menor de bens, despertando a cobiça de outro. Um outro fato a ser 
observado, está na estrutura de segurança criada para proteger o povo diante das situações de 
conflito, contudo está estrutura não oferecia ao povo a proteção que necessitava, em especial a 
classe que possuía uma acumulação maior de bens, os considerados nobres (risco). 
Diante de fatos, esse grupo resolveu suprir as suas necessidades criando a sua 
própria estrutura de proteção, surgir então a segunda modalidade de segurança, chamada de 
segurança patrimonial, também conhecida como segurança privada, que cuidaria da guarda do 
patrimônio desse nobres. 
Conceitos de segurança: 
Para Aurélio Buarque de Holanda, em seu dicionário, a palavra segurança traz o 
sentido de ato ou efeito de amparar, assegurar, Estado ou qualidade ou ainda condição de 
seguro, livre de risco, protegido. Já o dicionário da Enciclopédia Barsa, nos afirma que a palavra 
segurança, dentre outras, é a pessoa ou coisa que serve de esteio ou de apoio a outrem ou outro, 
confiança em si, firmeza de ânimo, resolução. 
Segundo Plácido e Silva, a palavra segurança exprime a ação e efeito de tornar 
seguro ou de assegurar algumas coisas. Assim, tem o sentido de tornar a coisa livre de perigo, de 
incertezas, assegurada de danos ou prejuízos, afastada de todo mal. Neste particular, portanto, 
traduz a mesma ideia de seguridade, que é o estado a qualidade, ou a condição de esta seguro, 
livre de riscos e perigos, de prejuízos eventuais. 
Diante de tais afirmações podemos entender que a palavra segurança tem uma 
identificação direta com a atividade de segurança, que seja pública ou privada, pois ambas 
oferecem a proteção que a pessoa e os bens necessitam, realizada por pessoas qualificadas e 
que servem de apoio para desenvolvimento da empresa e servem de esteio para as pessoas que 
nela trabalham. 
Modalidade de segurança: 
Como já vimos anteriormente, duas são as modalidades de segurança: 
 
Segurança Pública: 
Atividade estatal que tem em mira o afastamento do perigo ou de qualquer outra força 
que se contraponha à normalidade de vida social, vulnerando a integridade física, moral, a 
liberdade e o patrimônio das pessoas. Cretella Junior acentua que “a segurança das pessoas e 
dos bens são elementos básicos das condições universais, fator absolutamente indispensável 
para o público é o Estado anti-delitual, que resulta na observância dos preceitos tutelados pelos 
códigos penais comuns e pela leis das contravenções”. 
 
Segurança Privada: 
Também conhecida como segurança patrimonial, tomou destaque em nosso país a 
partir dos anos 70, devido à escala de assaltos a bancos, aumento das atividades produtivas e a 
limitações dos órgãos de segurança pública, além dos interesses comerciais e uma forte pressão 
das seguradoras. Embora assumindo uma parte da responsabilidade do órgão público, 
protegendo as pessoas e os bens daqueles que constituíam, tomou um rumo (especialização) 
diferente da segurança pública. 
O conceito mais encontrado nos manuais de segurança privada ou patrimonial é que a segurança 
patrimonial é um conjunto de medidas ostensivas ou discretas, aplicadas preventivamente ou 
repressivamente, para proteger, contra riscos ocasionais ou provocados, que possam atingir: as 
pessoas, osbens materiais, as instalações, a matéria prima, a produção, etc... Ou seja, todo o 
patrimônio da empresa, contudo vale salientar que, nos dias de hoje a segurança privada 
alastrou-se não só para a proteção de atividades produtivas, tais como as empresas, bancos, 
estabelecimentos comerciais, como também, aqueles que detêm valor cultural (museus, 
bibliotecas, teatros e etc...), público (hospitais, escolas, creches, universidades e etc...), e também 
os bens individuais (casas, apartamentos e etc...). 
 
Classificação das Atividades de Segurança: 
a) Quanto ao tipo: 
 
Segurança Pública. 
Segurança Privada. 
 
 
b) Quanto à forma: 
 
Segurança Orgânica: É aquela que pertence a empresa comum, que faz 
pare da estrutura da empresa, está integrada ao organograma da empresa. 
Exemplo: A empesa cria e registra um departamento de segurança. 
Segurança Inorgânica: É aquela que o quatro de segurança é composto por 
funcionário de uma empresa especializada na prestação de serviço de 
segurança privada, a prestação de serviço se dá através de contrato de 
terceirização de segurança celebrado com uma empresa especializada em 
segurança privada. 
 
Segurança Mista: É aquela que combina o uso das formas: Orgânicas e 
Inorgânicas, de acordo com a necessidade da empresa. 
 
c) Quanto aos meios: 
 
Meios Modal: É aquela que é realizada ou executada de uma única forma e 
meios. 
Exemplo: A segurança é realizada somente por postos fixos 24hs de 
vigilância. 
 
Meios Intermodal: É aquela que é realizada ou executada combinando 
formas e meios. 
Exemplo: A segurança é realizada combinando: postos fixos 24hs de 
vigilância, postos 24hs de vigilância moveis a pé e motorizados, emprego de 
animais, Monitoramento de CFTV e Sistemas de controles eletrônicos. 
 
A legalidade do serviço de segurança: 
Todo atividade de segurança tem o seu respaldo baseado em leis e não seria 
diferente na atividade de segurança patrimonial, que tem funcionamento de suas atividades nas 
seguintes leis: 
 
Constituição Federal: - No seu artigo 5° que assegura aos brasileiros e estrangeiros 
residentes no país, a “inviolabilidade do direito a vida e a segurança”, dentre outros valores. No 
inciso XI, do mesmo artigo, consagra a inviolabilidade do domicilio, direito fundamental enraizado 
mundialmente, ao afirmar que “a casa é o asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo 
penetrar sem o consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para 
prestar socorro, ou ainda durante o dia, por determinação judicial”. 
O § 4° do Artigo 150 do Código Penal Brasileiro: Define a expressão “CASA” da seguinte 
forma: I qualquer compartimento habitado, II aposento ocupado de habitação coletiva, III 
compartimento não aberto ao público, onde alguém exerce profissão ou atividade (grifo nosso). 
 
A Declaração Universal dos Direitos Humanos: - No seu artigo III assinala que todo 
homem tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal. 
 
O artigo 150 do CPB: que afirma ser crime de violação de domicílio “a entrada ou 
permanência, clandestina ou astuciosa, ou contra a vontade expressa ou tácita de quem de 
direito, em casa alheia ou em suas dependências. Afirma o jurista Alexandre Morais, em sua obra: 
Direito Constitucional, o termo domicilio é: “todo local, delimitado e separado, que alguém ocupa 
com exclusividade, a qualquer título, inclusive o profissional.... 
Vale lembra que o Código de Penal Brasileiro: é um dos manuais e orientador de todo 
profissional do ramos de segurança Pública e privada; pois é nele que estão inseridos os 
capítulos que tratam dos crimes contra a pessoa e contra o patrimônio, entra outros, onde a 
sociedade é a maior vítima da atual violência. 
Na Segurança Privada: 
 
Além das leis que respaldam as ações da segurança pública e privada, em especial os Artigos: 
23, 25, 121,129,155,157 do Código Penal Brasileiro, Destacamos as seguintes leis, especificas 
da atividade de Segurança Privada: 
Decreto Lei N° 1.034 de 21 de outubro de 1969: Dispõe sobre medidas de segurança para 
instituições bancárias, Caixa Econômica e Cooperativas de Créditos e dá outras providências. 
 Decreto Lei N° 1.103 de 06 de abril de 1970: Altera dispositivos do Decreto Lei N° 1034/69, 
que dispõe sobre a segurança das instituições Bancárias, Caixas Econômicas e Cooperativas de 
Créditos. 
A Lei N° 7.102 de 20 de junho de 1983: - E suas atualizações, que regulam e tratam 
única e exclusivamente da atividade de segurança privada, tratando dos deveres, direitos e 
responsabilidade dos profissionais e das empresas que dispõe ou realizam comercialmente esta 
atividade. 
A Lei N° 7.102 de 20 de junho de 1983: Dispõe sobre segurança para 
estabelecimentos financeiros, estabelece normas para constituição e funcionamento 
das empresas particulares que exploram o Serviço de Vigilância e de Transporte de 
Valores, e dá outras providencias. 
Portaria N° 79 de 11 de fevereiro de 1994: Determina ao Secretário de Polícia Federal que 
providencie a instauração imediata de inquérito polícia para apuração dos fatos caracterizados da 
existência do chamado crime organizado. 
Portaria N° 80 de 11 de fevereiro de 1994: Fixa as normas de veículos especiais de Transporte 
de Valores, para o exercício das suas atividades nas regiões metropolitanas, cidades de maior 
porte e maior porte e nas rodovias que as ligam. 
Lei N° 9.07 de 30 de março de 1995: Estabelece normas de controles e fiscalização sobre 
produtos e insumos químico que possam ser destinados à elaboração da cocaína em suas 
diversas formas e de outras substâncias entorpecentes ou que determinem dependências física 
ou psíquica e altera dispositivos da Lei N° 7.102/83, que dispõe sobre segurança para 
estabelecimentos financeiros, estabelece normas para a constituição e funcionamento de 
empresas particulares que explorem serviço de Vigilância e Transporte de Valores, e dá outras 
providência. 
Portaria N° 1.264 de 29 de setembro de 1995: Estabelece requisitos básicos para os veículos 
especiais de que trata o inciso I, do Artigo 10, da Portaria N° 91 de 21 de fevereiro de 1992, e 
revoga a Portaria N° 543 de 03 de agosto de 1994. 
 
Portaria N° 992 de 25 de outubro de 1995: Dispõe sobre a normatização e 
uniformização dos procedimentos relacionados às empresas prestadoras de serviço 
de segurança privada, às empresas que executam serviço de segurança orgânico 
e, ainda, aos planos de segurança dos estabelecimentos financeiros. 
Portaria N° 1.129 de 15 de dezembro de 1995: Aprova o Certificado de Segurança 
e o Certificado de Vistoria, conforme modelos constates nos anexos I e II desta 
Portaria. 
Portaria N° 387 de 01 de novembro de 2006: Altera e consolida as normas 
aplicadas sobre uniformização dos procedimentos relacionados às empresas 
prestadoras de serviço de segurança privada, Transporte de Valores e Escolta 
Armada, às empresas que executam serviço de segurança orgânico, e das 
empresas de curso formação e ainda, aos planos de segurança dos 
estabelecimentos financeiros. 
Portaria N° 3.233 de 10 de dezembro de 2012: Normatiza a atividade de 
Segurança Privada no âmbito da Polícia Federal, revoga a Portaria N° 387/06 
 
Missões de Segurança Patrimonial: 
 São as atividades que poderão ser desempenhadas pelo profissional de segurança 
privada, conforme a legislação, com atribuições específicas, a saber: 
 
Vigilância Patrimonial Privada : Tem como objetivo dar proteção às instalações ou 
estabelecimentos, bens e pessoas, oferecendo condições de tranquilidade, necessárias ao bom 
desempenho das funções a que estão destinadas. 
 
Segurança Física em Transportes de Valores: Objetiva oferecer garantias (proteção) 
contra quaisquer riscos (roubos, frutos, danos, etc...) aos bens que estão se sendo deslocados 
em veiculo especial. 
 
Segurança Pessoal e Privada: Visa à proteção da integridade física do segurado requer 
um planejamentoincluído às características pessoais do protegido, horário, rotinas, analise de 
rota a serem percorridos, além do uso eficiente de armas e defesa pessoal. 
 
Escolta Armada: Executado por profissional que tem a responsabilidade de proteger o 
transporte de cargas de alto valor, reforçar a guarda dos transportes de valores e se necessário 
da segurança pessoal e privada. 
 
Vigilância Eletrônica: Uso combinado do profissional de segurança privada com a tecnologia 
(sensores, detectores, C.F.TV circuitos fechados de tv, etc...) para que melhor possa cumprir a 
sua missão ou seja proteger o patrimônio sob a sua responsabilidade. 
 
Conceito Legal de Vigilante: 
Como bem vimos anteriormente, a atividade de segurança patrimonial ou privada tem 
um funcionamento legal, ou seja, está estruturada de acordo com o que determina a lei e não 
seria diferente, para o profissional que executa este tipo de atividade o vigilante. 
A lei 7.102/83, no seu artigo 15 tinha a seguinte definição “vigilante, para os efeitos 
desta lei, é o empregado contratado por estabelecimentos financeiros ou por empresas 
especializadas em prestação de serviço de vigilância ou transporte de valores, para impedir ou 
inibir ação criminosa.” Contudo a lei n° 8.863/94 deu novas redação ao conceito de “vigilante, 
para os efeito desta lei, é o empregado contratado para a execução das atividades definidas nos 
incisos I e II do ‘caput’ e §§ 2°, 3° e 4° do artigo10.” Para melhor entendermos, transcreveremos 
abaixo o artigo 10 com os incisos e parágrafos citados. 
“Art. 10 São considerados como segurança privada as atividades desenvolvidas em 
prestação de serviço com a finalidade de: 
I – proceder à vigilância patrimonial das financeiras e de outros estabelecimentos, 
público ou privados, bem como a segurança de pessoas físicas. 
II – Realizar o transporte de valores ou garantir o transporte de qualquer outro tipo de 
carga. 
§1° .................. ( Decreto Lei 7.102 de 20 de junho de1983) 
§2° As empresas especializadas de segurança vigilância e transporte de valores, 
constituídas sob a forma de empresas privadas além das hipóteses prevista nos 
incisos do caput deste artigo, poderão se prestar ao exercício das atividades de 
segurança privada a pessoas, a estabelecimentos comerciais, industriais, de 
prestação de serviço e residenciais, a entidades sem fins lucrativos e a órgãos de 
empresas públicas. 
§3°Serão regidas por esta lei, pelos regulamentos dela decorrentes e pelas 
disposições da legislação civil, comercial, trabalhista, previdenciária e penal, as 
empresas definidas no parágrafo anterior. 
§4°As empresas que tenham objeto econômico diverso da vigilância ostensiva e do 
transporte de valores, que utilizam pessoal de quadro funcional próprio, para a 
execução dessa atividade, ficam obrigadas ao cumprimento de disposto nesta lei 
e demais legislação pertinentes. 
Critérios Legais para da Função: 
O artigo da lei 77102/83, com redação atualizada pela lei 8863/94*, trata das 
exigências estabelecidas por, para o exercício da profissão de vejamos. 
“Artigo 16. Para o exercício da profissão, o vigilante preencherá os seguintes 
requisitos: 
I – Ser Brasileiro. 
II – Ter idade mínima de 21 (vinte e um) anos. 
III – Ter instrução correspondente à quarta série do primeiro grau. 
IV – Ter sido aprovado, em curso de formação de vigilante, realizado em 
estabelecimento com o funcionamento autorizado pela nos termos da lei. 
V – Ter sido aprovado em exame de saúde física, mental e psicológico. 
VI – Não ter antecedentes criminais registrados. 
VII – Está quite com as obrigações eleitorais e militares.” 
Critérios Especiais Para o Exercício da Função: 
Embora a lei tenha estabelecido os parâmetros para o exercício da profissão de 
vigilante, percebeu-se a necessidade de que o candidato possuísse qualidades especiais, que 
complementariam os critérios legais e o auxiliaram no desempenho da missão. São eles: 
A) Boa apresentação: Conjunto de atitudes (higiene pessoal, postura, disciplina e 
discrição) do vigilante patrimonial que conquistam o respeito e o confiança do 
público em geral. 
B) Autodomínio: é a capacidade que deve possuir o vigilante de dominar-se, não 
agindo de acordo com os seus impulsos. Deve escolher o melhor caminho (pensar 
os prós e contras de sua decisão) antes de tomar qualquer atitude. 
C) Bom senso: é o julgamento acertado e prudente nas situações de emergência. 
D) Coragem: é a força ou energia moral diante de perigo. A atividade do homem de 
segurança poderá trazer-lhe surpresas de todo tipo, por isso, o profissional de 
segurança privada deve estar preparado (tecnicamente e psicologicamente) para 
as dificuldades que possa encontrar, vencendo os obstáculos sem algum tipo de 
receio, a despeito de medo provocado pela situação enfrentada. 
E) Cortesia: qualidade humana de trata as pessoas com urbanidade, educação, 
dedicação, de maneira polida. 
F) Disciplina: é a observância estrita das normas e regulamentos estabelecidos pela 
empresa, relação de submissão, às ordens legais, para com os superiores 
hierárquicos. 
G) Energia: Consiste na firmeza e determinação na solução de situações 
embaraçosas. Não deve ser confundido com violência. O vigilante enérgico é 
firme, decidido também é ponderado e cauteloso. Sua força reside na força reside 
na forma de espirito e não na massa muscular. 
H) Iniciativa: consiste na ação pronta e adequada, para a solução de situações 
imprevistas, no âmbito profissional e também na sua vida particular. Significa ser 
dinâmico. 
I) Integridade: qualidade de quem é íntegro, honesto, de conduta moral idônea. É a 
ausência de defeitos ou vícios na pessoa do vigilante. 
J) Lealdade: o vigilante deverá cultivar a franqueza, honestidade e sinceridade, a fim 
de conquistar a confiança de todos (chefe, companheiros e familiares). 
K) Vocação: disposição natural do espirito, queda natural, inclinação, para a função 
de vigilante. Sendo uma qualidade que vem do nascimento, restando cultivá-la. 
 
Sistemas de Vigilância: 
Conjunto de técnicas e recursos que visam facilitar a produção dos bens dos clientes 
atividade. 
Diversos meios, métodos e processos de vigilância são adotados por empresas, 
variando conforme o grau de segurança que deseja, a atividade da empresa e a responsabilidade 
pela guarda desse patrimônio. Dentre os vários sistemas de vigilância existente, destacamos: 
1) Posto fixo – Instalados em áreas consideradas criticas, ou seja, que necessitam 
da presença constante do vigilante devido ao grau de fragilidade e, 
consequentemente, o risco naquela área da empresa, com o intuito de fortalecer a 
preservação dos bens nela existentes. Temos como exemplo: as portarias, os 
depósitos em geral, portões de acesso de veículos, etc... A presença ostensiva do 
homem de segurança, além de reduzir os riscos, facilitará a fiscalização das 
normas de segurança da empresa como um todo e em especial as direcionadas 
aquela áreas. 
 
2) Rondas ou Patrulhas – Sistema de vigilância em que o vigilante estará em 
constante deslocamento, suprimindo a carência da segurança em determinadas 
áreas da empresa, quer por necessidade de redução de custo, extensão 
geográfica, grande movimento de pessoas e de materiais, etc... Podem ser 
realizados a pé, veículo, animal, bicicleta, etc... Conforme a extensão e o relevo da 
área a ser percorrida. A sua realização deve obedecer dois princípios básicos de 
segurança, ou seja, devem ter seus horário e roteiros de realização incertos. 
 
3) Controle de Pessoal ou de Entrada e Permitida – Tem como finalidade permitir 
uma rápida e fácil identificação das pessoas (funcionários, prestadores de 
serviços, clientes, visitantes, estagiários, etc...) além dos veículos autorizados a 
entrarem na empresa, permitindo assim um maior controle do movimento de 
pessoas, veículos e materiais, dentro e fora da mesma. 
O recurso mais utilizado para serealizar este tipo de controle é o uso do crachá, 
expedido pela empresa, contendo informações que a segurança considerar 
essencial, tais como nome completo e nome de guerra, função que exerce e 
departamento a que pertence, matrícula ou número de identificação, número da 
identificação oficial, fotografia atual, colorido e fundo de contrastes neutro, além da 
identificação e marca da empresa e o uso de cor discriminante, entre outros dados 
que a segurança considerar imprescindível para a identificação imediata do 
funcionário. Deve ser usado em local visível (parte superior do tórax) e de uso 
obrigatório, estabelecido por norma de segurança, durante toda a permanência na 
empresa. 
Para os prestadores de serviços, serviços, clientes, visitantes, etc... O crachá 
deverá ter uma tarja identificando o tipo do usuário, e, as informação sobre o 
mesmo (nome completo, N° da identificação apresentada, órgão expedidor, data, 
destino, hora de entrada/saída, placa do veiculo, assunto a ser tratado, etc...) 
deverá constar em formulário criado pela segurança patrimonial. Vale salientar que 
a lei N° 5.553/68, acrescentada pela lei n°9.453/97 (em anexo), proíbem a 
retenção de documento oficial de identificação. 
4) Áreas Restritas – São locais de grande importância para a empresa, em que lá 
estão pessoas de grande importância (Presidente, diretor, Superintendente, 
Gerente, etc...) ou por oferecerem riscos as pessoas que por lá transitam 
(subestações, depósitos de combustível ou produtos químicos, fornos, caldeira, 
etc...), desenvolvem pesquisa sobre produtos a serem lançados (laboratórios, 
centros tecnológicos, etc...) ou ainda possuem informações de grande importância 
para a empresa (folha de pagamento, cadastros de funcionário, movimentação 
financeira, etc...) que em mãos inábeis poderão gerar grande prejuízo para a 
empresa, e, que a paralisação do seu funcionamento e o conhecimento de sua 
atividade, comprometem a segurança das instalações e o funcionamento da 
empresa. O acesso a essas áreas deverá ser controlado ostensivamente pela 
segurança patrimonial e o seu isolamento normalmente acompanhado de proteção 
física e avisos indicativos de proibição de entrada ou permanência de pessoas não 
autorizadas. 
 
5) Barreiras Perimetrais – São obstáculos naturais ou artificiais (estruturais) que 
são aplicadas como de medidas de segurança destinadas a evitar ou minimizar a 
ocorrência de tipos diversos de risco ao patrimônio de uma empresa, tais como: 
invasão, roubo, furto, etc... Visam impedir o acesso a determinados locais, ou 
manter o controle das entradas permitidas. Devem possuir uma área interna livre 
que facilite o deslocamento das pessoas e proporcione uma maior visibilidade ao 
homem da segurança. 
 
a) Barreiras Naturais: Características que um terreno tenha que seja difícil de 
transpor. Exemplos: Relevo (montanhas, morros, encostas), vegetação, rios 
e mar. 
b) Barreiras Artificias (Estruturais): Toda Construção Permanente ou 
temporária, empregada pelo homem com os fins de isolar e proteger uma 
área. 
Exemplos: Muros, cercas, grades, portões, portas, janela e sistemas 
eletrônicos. 
c) Barreiras Tecnológica: O emprego dos diversos equipamentos 
Elétrico, eletrônico e mecânico, disponíveis na atualidade para detectar, 
controlar e monitor os acessos em uma área. Exemplo: Cancelas, Catracas, 
CFTV, sistema de alarme, acesso por senha, acessos biométricos. 
 
6) Iluminação Preventiva – A ausência de iluminação natural dificulta o trabalho de 
segurança patrimonial, visando suprimir essa carência utilizamos o recurso 
artificial para auxiliar na proteção dos bens. A iluminação preventiva subdivide-se 
em: 
a) Iluminação contínua ou permanente – é aquela de natureza permanente, 
utilizada nos locais em que se quer proteção constante. 
b) Iluminação móvel – é aquela que o seu facho luminoso deve ser projetado 
diretamente sobre o local que se quer proteger. 
c) Iluminação reserva – é aquela que só é acionada quando o vigilante observa 
movimento suspeito em determinado local. 
d) Iluminação de emergência – utilizada em situações de falta ou de que da de 
energia e em locais estratégicos. 
 
7) Proteção de entradas não permitidas – o acesso a um estabelecimento deve ser 
por portões que permitam a entrada de pessoas, veículos, e materiais. Estes 
portões devem ser próximo ás portarias dos estabelecimentos, facilitando o 
controle que deve ser executado pelo vigilante, racionalizando o trabalho. As 
barreiras perimetrais devem ser construídas de acordo com as normas técnicas, 
oferecendo proteção física para as entradas ou saídas não permitidas que, 
somadas a ação do vigilante se constitui na primeira linha de defesa do 
estabelecimento. A barreira perimetral para ser eficiente, deve ser completa por 
um sistema de iluminação de proteção que permita ao vigilante a observação total 
da área sob sua responsabilidade, complementadas ainda, pelos alarmes 
interligados os postos de vigilância á portaria. Devem ainda contar com um 
sistema de comunicação que permita interligar toda a rede de segurança por 
rádios e telefones, principalmente os posto mais afastados ou isolados. Todos 
estes elementos, somados ação do profissional de segurança, objetiva impedir o 
acesso de qualquer pessoa ou veiculo por outro locais que não os estabelecidos 
pela segurança patrimonial. 
 
Sabotagem: 
Identificada como sendo o ato de destruir ou danificar propositalmente instalações 
industriais, instrumentos de trabalhos, meios de transportes, materiais etc... Ou em geral, 
dificultar, prejudicar de outros modos um serviço ou atividade, especialmente por parte de 
empregados em disputa com os empregadores, como forma de protesto ou desistência civil. 
Criada em 1910, na França, durante uma greve nas ferrovias, quando foram 
arrancadas as sapatas (sabots) que mantinha os trilhos presos aos dormentes. 
Denominação legal do crime que consiste em “invadir ou ocupar estabelecimento 
industrial, comercial ou com o mesmo fim, danificar o estabelecimento ou as coisas nele 
existentes ou delas dispor”, conforme estabelece o artigo 202 do nosso código penal atribuído 
ao infrator a pena de reclusão de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa. 
A sabotagem divide em dois grupos. 
 
1) Ativa ou física: Quando originada de uma ação direta contra o patrimônio físico 
da empresa. 
 
2) Passiva ou psicológica: Ação indireta, utilizando-se em sua maioria dos boatos, 
objetivando desestimular os funcionários de uma empresa, baixando “o moral do 
grupo”, provocando uma instabilidade emocional nas pessoas, reduzindo, deste 
modo a produção da empresa. 
 
A. Profissionais: Elementos treinados que possuem técnicas e equipamentos 
especiais, para realizarem a sabotagem e pelo qual são remunerados. 
 
B. Eventuais ou dissidentes: Indivíduos, em sua maioria, não qualificados para 
realizarem este tipo de crime, contudo, o fazem por motivos fúteis, grande parte 
deles por vingança, utilizando-se de materiais improvisados, facilmente 
encontrados no local da sabotagem. 
Os sabotadores diferentes dos terroristas, quando o primeiro atenta contra o 
patrimônio, a produção, o segundo, contra a vida das pessoas. 
Os meios mais comuns de sabotagem são: incendiários, explosivos, mecânicos, 
químicos, biológicos e psicológicos. 
 
RADIOCOMUNICAÇÃO 
 
 
Objetivo: Desenvolver conhecimento teórico e prático sobre os sistemas de comunicações 
utilizados pelas empresas de segurança. 
 
Comunicação: É o processo pelo qual a informação é transmitida de forma confiável de um 
ponto (Emissor) para o outro (Receptor), no tempo e no espaço. Para: gerar um conhecimento, 
narra um fato ou manifestar algo. 
O processo de comunicação prevê, obrigatoriamente, a existência mínima de um emissor e de um 
receptor. 
A comunicação pode ser realizada por meio de: Código, sinais e com uso de ferramentas. 
Exemplo de códigos ou sinais:fala, escrita e gesto. 
Exemplos de ferramenta: Carta, telefone, rádio, TV, computador e etc... 
 
 
 
Comunicações: 
Através dos tempos constata-se a necessidade cada vez maior da utilização dos 
meios de comunicação, principalmente nas atividades que envolvem a segurança, motivo pelo 
qual é importante conhecer os aspectos necessários para explorar, da melhor forma possível, os 
outros meio de comunicação disponíveis. 
A comunicação acha-se estreitamente vincula ao conceito de comunidade e portanto, 
ao de civilização. Como tantas outras conquistas do homem, é causa e efeito do progresso 
social. Assim, a história da humanidade é até certo ponto, a história dos meios de comunicação. 
Entende-se por comunicação o processo de troca significados entre os indivíduos por 
meio de código comum, (signos, sinais, símbolos, linguagem falada ou escrita). 
Envolve a transmissão de uma mensagem entre uma fonte e um destinatário, implicando em dois 
polos: o transmissor (fonte) e o receptor (destinatário), em um processo que ocorre através de um 
meio denominado canal. 
 
 
 
Comunicação interpessoal: É o um método de comunicação que estimula a transmissão 
de informação entre diferentes tipos de pessoas. Cada pessoa, é considerada um interlocutor e 
troca informações com base em sua cultural, sua formação educacional, vivências, emoções. 
Cada indivíduo, com base nas suas experiências exclusivas, transmitirá a informação conforme o 
conjunto de suas particularidades e o receptor agira de igual modo, segundo seus próprios filtros. 
Para diminuir as diferença e choque culturais, criaram-se ferramentas e meios de múltiplas 
utilizações que passam a ser usados pelas pessoas na comunicação interpessoal. 
Exemplo: a fala, a mímica, os computadores, a escrita, a língua, os telefones e o rádio. 
Comunicação Organizacional: É comunicação usada no ambiente profissional, nas 
corporações, organização empresariais públicas ou privadas. Geralmente é usada a linguagem 
formal ou norma culta, ou seja, geralmente não se emprega o uso de gírias ou linguagem chula. 
 
Direcionamento da comunicação organizacional: 
 
Comunicação de cima para baixo: Conhecida como comunicação descendente; é a 
comunicação de: ordem, instrução e conselhos vinda da alta cúpula da administração para o 
operacional (operários). Obedece a hierarquia dos cargos, conhecida como uma comunicação de 
mão única, onde não existe feedback. 
 
Comunicação de baixo para cima: Conhecida como comunicação ascendente; é a 
comunicação de: recados, avisos, opiniões e conselhos vinda de níveis hierárquicos mais baixo 
para os mais altos, este tipo de comunicação independem das hierarquias dos cargos, conhecida 
como uma comunicação de dupla-mão, onde existe feedback. 
 
Comunicação horizontal: É o tipo de comunicação fundamental, onde pessoas de grupos, 
departamentos e equipes de mesmo níveis hierárquicos, compartilham: informações, opiniões e 
experiências, para o bom andamento dos projetos e operações da organização, neste caso o 
feedback é constante. 
 
Alguns termos: 
Informação: É um conjunto de dados processados e organizados, que gerar ou produzir um 
conhecimento, torna um fato conhecido, noticiar e dar ciência de algo. 
Dado: É uma a menor parte de uma informação, que sozinho e desmembrado pode não fazer 
sentido. Para que um dado faça sentido ele tem que: está junto a outros dados, processador e de 
forma organizada. 
Uma palavra só, pode não dizer nada, mas ela junto com outras gera uma frase ou uma 
informação. 
Exemplo: o nome Maria sozinho é muito vago; Mas Maria mãe de Jesus o Cristo, gera um 
conhecimento, uma informação. 
Mensagem: É a manifestação física de uma informação, por meio de uma ferramenta. 
Exemplo: Uma mensagem de texto, uma mensagem por e-mail e etc.... 
Transmissor: Sinônimo de: emissor, remetente, fonte, codificador; é aquele que envia, 
transmite ou emite a mensagem. 
Receptor: Sinônimo de ouvinte, destinatário, destino decodificador; é aquele que recebe a 
mensagem, para quem a mensagem é destinada. 
Interlocutor: É aquele que participa como transmissor e receptor em uma comunicação, realiza 
os dois papeis em uma comunicação. 
 
Feedback: É um retorno a uma comunicação, reação a um estimulo, efeito retroativo. 
 
 
 
Processo de Comunicação: 
Dentre os Vários Processo de comunicação existentes, destacamos: 
 
a) Mecânico: são cujas mensagens são transmitidas por engenhos mecânicos de 
um local, para outros, ou seja: quando a mensagem for transportada por um 
engenho mecânico, exemplo: transporte aéreo de correspondência, uma carta 
em máquina de escrever, prensa de jornal e etc... 
b) Óticos: são processo cujas mensagens são transmitidas por aparelhos 
capazes de produzir sinais perceptíveis à visão, é um dos processos mais 
antigo que se tem conhecimento, mas usado com muita frequência nos dias de 
hoje. Exemplos: os semáforos, as bandeirolas usadas em todos os aeroportos 
do mundo e etc.... 
c) Acústico: neste as mensagens são transmitidas por engenhos capazes de 
produzir Sons, perceptíveis a audição, usados principalmente no trânsito, nos 
quarteis, nas Empresas e etc. Como exemplo tem-se: os apitos, as sirenes, os 
instrumentos Musicais e etc. 
d) Elétricos: são processos de comunicação que se utilizam os princípios da 
transmissão de energia elétrica que possuem dois grandes grupos: 
1. Os que se utilizam da linha física (com fios), como: internet cabeada, telefone, telex, fax. 
2. E os que fazem uso de ondas eletromagnéticas (sem Fios), tais como: internet wireless e wi-fi, 
telefone celular, rádio. 
 
COMUNICAÇÃO FORMA TÉCNICA 
 
Simplex: É quando há comunicação entre um emissor e um ou mais receptor, sendo que este 
papel não se inverte no período de transmissão; a comunicação tem um sentido unilateral; em 
uma só direção. 
Exemplos: Radio difusor e televisão. 
Duplex: É quando há comunicação entre dois interlocutores se alternam entre si em ambas 
direções, onde emissor e receptor alternam de posição no processo, a comunicação tem sentido 
bilateral, comunicação nas duas direções. 
Exemplo: uma conversa. 
Half duplex: (Conhecida como semi-duplex) é quando há comunicação entre dois 
interlocutores se alternam entre si em ambas direções em tempos diferentes, onde emissor e 
receptor alternam de posição no processo de comunicação, um de cada vez, a comunicação tem 
sentido bilateral, comunicação nas duas direções. 
Exemplo: Radio HT. 
Full Duplex: É comunicação entre dois ou mais interlocutores trocam mensagens 
simultaneamente. É bidirecional, mas pode ser feita de forma multilateral. 
Exemplo: Celular e teleconferência. 
Agencia Nacional de telecomunicações (ANATEL): Foi Criada pela Lei 9.472 de 16 
de junho de 1997, mais conhecida como Lei Geral de Telecomunicações. 
A ANATEL: é uma agencia regulador e foi criada para atender a demanda gerada com a 
privatização do setor de telecomunicação. É de sua responsabilidade: Regular, normatizar, 
fiscalizar, certificar, aplicar sansões, autuar. 
Serviços regulados pela ANATEL: 
 Telefonia fixa (Serviço Telefônico Fixo Comutado - STFC) 
 Comunicação móvel (Serviço Móvel Pessoal - SMP e Serviço Móvel Especializado - SME) 
 Comunicação multimídia 
 Radiodifusão 
 TV por assinatura 
 Rádio do cidadão 
 Radioamador 
 Radiofrequência 
 Satélite 
 Serviço limitado 
 Demais serviços de telecomunicações. 
 
Dentro da atividade de segurança patrimonial, a comunicação entre os seus 
membros, também se faz primordial para o bom andamento do serviço. Não se concebe nos 
dias de hoje, com o avança da tecnologia e o desenvolvimento dos meios de comunicação, que 
os profissionais de uma equipe de segurança patrimonial, não explorem tais recursos, ou que a 
sua empresa não se utilize de tais meios tecnológicos. Acordem nós já saímos da idade da 
pedra; (mesmo neste período, os homens já se comunicavam). 
Dentreos meios de comunicação, que muito se adequam à atividade de segurança 
patrimonial, destacamos os serviços de: 
 
Telefonia Fixa Comutada: É o sistema de telecomunicações que, por meio da 
transmissão convencional de voz e de outros sinais, destina-se à comunicação entre pontos 
fixos determinados, que interliga empresas e residências em âmbito nacional e internacional. 
 
Telefonia Móvel: ou telefonia celular, é o nome dado para sistemas de 
telecomunicações móveis que têm uma arquitetura celular (arquiteturas de sistemas banda 
larga sem fios tais como: GSM, 2,3,4 e 5 G, Wimax entre outras) e interconexão com a Rede 
Telefônica fixa. 
 
Telefonia VoIP: é o nome dado para o sistema de telecomunicação por IP, VoIP 
significa (Voice over Internet Protocol), arquitetura de sistema de banda larga ou voz sobre 
banda larga é o roteamento de conversação humana usando a Internet ou qualquer outra rede 
de computadores baseada no Protocolo de Internet, tornando a transmissão de voz mais um dos 
serviços suportados pela rede de dados. 
 
 
 
 
 
a) Telefone: é o meio de comunicação mais utilizado na atualidade. Com grande 
flexibilidade de exploração, de operação simples, baixos índices de 
manutenção, permitindo a comunicação direta com privacidade. O telefone 
usado convenientemente poupa tempo, sua eficiência é medida através do seu 
uso adequado e de forma racional, pois quanto mais tempo estiver em 
condições de receber uma chamada, maior a eficiência de seu meio. Para 
evitar o seu mau uso devemos tomar as seguintes precauções: 
 
1. Manter junto ao mesmo, uma lista telefônica e uma relação dos ramais e 
telefones da empresa, evitando o uso desnecessário, para consultas. 
2. Elaborar uma relação, por ordem alfabética, dos departamentos da empresa e 
as pessoas que a segurança normalmente necessita contatar. 
3. Não confie em sua memória. Sempre tenha à mão papel e caneta para anotar 
recados, nomes e instruções. 
4. Atender ao primeiro toque. Isso mostra atenção e eficiência. 
5. Ao atender invés de dizer “alô”, identifique-se. Fale o nome da empresa, seu 
nome e um cumprimento (bom dia, boa noite). Se for ligação interna, 
identifique-se com sua área e seu nome. 
6. Seja breve na utilização, as conversas telefônicas devem ser rápidas e 
precisas, evitando que a linha ou ramal esteja ocupada desnecessariamente 
por muito tempo. 
7. Não utilize expressões indesejáveis. Tratamentos pessoais e gírias não devem 
ser usados nunca (amor, querida, etc.). Encerre a conversa cordialmente. 
Utilize palavras de cortesia: obrigado, por favor, às ordens, etc. 
Para um bom funcionamento do telefone, devemos tomar alguns cuidados, evitando possíveis 
danos aos aparelhos, pois além do custo e transtornos que os danos causam ao equipamento, 
também prejudica o desempenho operacional da segurança. Assim devemos tomar as seguintes 
precações: 
1. Disca os números ou pressionar as teclas usando sempre os dedos nunca 
outros objetos, tais como: lápis, canetas, apontadores e etc. 
2. Periodicamente, limpar os aparelhos, usando um pano ou lenço limpo e 
umedecido com álcool ou produto de limpeza para eletrônico. 
3. Evitar o transporte desnecessário do equipamento, bem com esticar 
demasiadamente os fios que ligam o fone ao aparelho, reduzir os ricos de 
quedas. 
4. Certificar-se que o fone está na posição correta sobre o gancho, ao encerrar o 
uso do equipamento. 
 
b) Rádio: É um dos principais meios de comunicação utilizada pela segurança 
patrimonial, podendo, inclusive, ser usado em movimento, possibilitando o seu 
emprego em situações que necessitem da rapidez na comunicação. Possui, 
como todo equipamento eletrônico, limitações (interferência na distância de 
comunicações entre o emissor e o receptor), está sujeito a avarias, quando 
utilizado inadequadamente. Para o seu melhor uso, devemos conhecer as 
características do equipamento que ser usado. O Conjunto de posto de rádio 
na mesma frequência, forma uma rede, que é controlada pelo Posto Diretor de 
Rede (PDR), mais conhecido com central de rádio, que tem a responsabilidade 
de disciplinar e controlar o tráfego da rede, como também a autoridade quanto 
ao técnico. A disciplina de funcionamento da rede, consiste na observância das 
regras de exploração e preceitos estabelecidos, o que é essencial para a 
eficiência das comunicações via rádio. Os operadores de rádio, devem 
obedecer rigorosamente, os seguintes preceitos: 
 
1. Escuta antes de transmitir, para evitar interferência na transmissão do outro, 
pois além de não se fazer entender, irá causar congestionamento, confusão e 
transtornos ao funcionamento da rede 
2. Transmitir só o que for estritamente necessário, deixando o canal livre por mais 
tempo. 
3. Transmitir pausadamente, de maneira que o receptor menos apto entenda, 
evitando repetições desnecessárias. 
4. Responder prontamente as chamadas. 
5. Somente usar o rádio para comunicações necessárias (de serviço) evitando 
tratar de assuntos particulares e sigilosos. 
6. Falar em tom de voz claro, pois a transmissão da mensagem via rádio sofre 
modificações (interferências, ruídos) causando dificuldades de entendimento 
por alguns operadores. 
7. Usar o alfabeto fonético, os códigos de serviços e o código “Q”. 
O código “Q” é conhecido e usado internacionalmente, possibilitando, inclusive, 
o controle entre operadores com idiomas diferentes, pois o significado das 
expressões são os mesmos. Abaixo, algumas das expressões mais utilizadas: 
 
Código “Q” 
QAP - Na escuta 
QAR - Desligar 
QRA - Nome do operador, quem opera 
QRD - Siga em direção à... (local) 
QRE - Chegada prevista para...(tempo) 
QRF - Refeição 
QRG – Frequência exata, Canal. 
QRH - Está havendo variação de 
frequência 
QRK – Como está recebendo? 
QRL - Estou ocupado 
QRM - Interferência humana 
QRN - Interferência 
QRO - Aumentar a potência 
QRP - Diminuir a potência 
QRQ - Transmita mais depressa 
QRS - Transmita mais devagar 
QRT - Parar de transmitir, fora do ar, 
cambio final 
QRU - Tens alguma mensagem para mim, 
tens algo para mim 
QRV - Sempre pronto, preparado, ao 
dispor, as suas ordens 
QRX - Aguarde 
QRZ - Quem está me chamando, fale 
quem chamou 
QSA - Como está recebendo, Intensidade 
de sinais 
QSB - Sinal oscilando. 
QSD - motorista 
QSJ - Dinheiro, relativo a dinheiro 
QSL - Entendido 
QSM - Repita a Mensagem 
QSO - Contato Pessoal, Conversação, 
ponte 
QSP - Fazer ponte 
QSV - viatura 
QTA - Cancela a Mensagem, última forma 
QTC - Mensagem 
QTH - A localização, endereço 
QTO - Banheiro 
QTR - horário exato 
QTU - Turno de equipe de trabalho, 
horário do turno de equipe 
QTY - Em deslocamento para o local do 
incidente 
QTZ - Continuar à procura 
QUD - Urgência, urgente, emergência 
TKS - obrigado
 
Quando for necessário soletrar letras, deverá ser usada a seguinte tabela ortográfica: 
A – Alfa 
B – Bravo 
C – Charlie 
D – Delta 
E – Echo 
F – Fox / Foxtrote 
G – Golf 
H – Hotel 
I – Índia 
J – Juliet 
K – Kilo 
L – Lima 
M – Mike 
N – November 
O – Oscar 
P – Papa 
Q – Quebec 
R – Romeu 
S – Sierra 
T – Tango 
U – Uniforme 
V – Victor 
W – Whiskey 
X – Ex-Rei / Xingú 
Y – Iankee 
Z – Zulu
 
Com relação aos números, assim deve-se proceder:
0 – Negativo 
1 – Primeiro 
2 – Segundo 
3 – Terceiro 
4 – Quarto 
5 – Quinto 
6 – Sexto 
7 – Sétimo 
8 – Oitavo 
9 – Nono 
10 – Primeiro Negativo 
11 – Primeiro Dobrado 
 
 
Existem também, as expressões convencionais de serviços, oriundas da própria rede, 
usadas em substituição a sentença longas e de uso comum, que simplificam a comunicação, 
facilitando o controle da rede. 
Deve existir também, uma condição de setores, serviços e problemas que possam ser 
enfrentados pela Segurança, como incêndio, furto, roubo, acidentes com vítimas, acidentes com 
danos materiais, atitudes suspeitas, invasão de área restrita, etc. 
 
Exercício deFixação: 
 
Situação 01: Veículo de origem/propriedade duvidosa no estacionamento Norte do shopping 
Center. 
Marca: GM, Modelo: Celta, Cor: Azul Metálico, Placa: MNM 0058 PE. 
Situação 02: 
Caminhão MB 1113 da Transportadora RELAMPAGO, Placa: KJI 2145 PE, 
mercadoria: Torno mecânico modelo: WV987PP, NF 348961. 
O.B.S.: Denominar a segurança (Vigilante e Controle de transmissão), denomina o código da 
situação, identificar o posto, transmitir a mensagem. 
Situação 03: 
Veículo 01: Marca: Fiat, Modelo: Palio Weekend, Cor: Cinza Prata, Ano: 2013, Placa: 
ANS 9722 PE, pertencente ao funcionário Mário das Tripas Coração, com danos no capô e para-
lamas direito. 
Veículo 02: Marca: GM, Modelo D – 20, Cor: Vinho, Ano: 2011, Placa: KLM 8437 PE, 
de propriedade do senhor João Cana Brava, com danos no para-choque traseiro. 
O.B.S.: identificar a segurança (Vigilante e Controle de transmissão), decodificar a situação, 
identificar o posto, transmitir a mensagem. 
Situação 04: 
Cliente furtando CD’s, no setor de informática. 
Dados por parte da equipe de segurança: 
O.B.S.: Identificar, Repassar Característica do Indivíduo. 
Situação 05 
Cliente acidentado (queda) no setor de Eletro-eletrônicos. 
Dados por parte da equipe de segurança: 
 
O.B.S.: Identificar, Repassar Característica da vítima, solicitar equipe de socorristas no local.

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