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18
	
CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DA BAHIA
CURSO DE ENFERMAGEM
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
Elaine Santos Guabiraba
Sandra Gonçalves dos Reis
Cuidados de enfermagem a mulheres com diabetes gestacional
Salvador
2017
Elaine Santos Guabiraba
Sandra Gonçalves dos Reis
 Cuidados de enfermagem a mulheres com diabetes gestacional
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Enfermagem, Centro Universitário Estácio da Bahia, como requisito parcial para aprovação na disciplina Projeto de Trabalho de Conclusão de Curso.
Orientadora: Prof.ª Jukeline Cristal
Salvador
2017
CUIDADOS DE ENFERMAGEM A MULHERES COM DIABETES GESTACIONAL
Elaine Santos Guabiraba*
Sandra Gonçalves dos Reis*
Jukeline Cristal**
RESUMO
Diabetes Mellitus é uma patologia crônica caracterizada por um grupo de distúrbios metabólicos dos carboidratos, proteínas e lipídios causada por defeitos na ação e secreção da insulina para metabolização da glicose aumentando-a na corrente sanguínea, suas complicações podem levar o indivíduo à invalidez precoce e diminuir a qualidade de vida e ainda não tem cura. A Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é definida como uma alteração no metabolismo dos carboidratos, resultando em hiperglicemia diagnosticada na gestação, podendo ou não persistir após o parto. O objetivo deste estudo é descrever os cuidados de enfermagem a mulheres com Diabetes Mellitus Gestacional (DMG). Para realização desta pesquisa exploratória, qualitativa foi utilizado artigos indexados nas bases de dados da Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências de Saúde, Scientific Eletronic Library Online e Biblioteca Regional de Medicina. O diagnóstico precoce e o tratamento do DMG visam reduzir a morbimortalidade materna e fetal, a enfermagem deve ter em mente que a prevenção, começa no início do pré-natal buscando ajuda para melhorar a saúde da gestante e do RN, estimulando o autocuidado, objetivando a conscientização, prevenção e preparação para esse período, diminuindo as complicações provenientes da patologia, realizando um trabalho ético e holístico nas orientações e recomendações, atentando as necessidades destas mulheres em ter uma gestação saudável, controlando os metabólicos da diabetes, no apoio, nas informações, orientando sobre os fatores de risco do diabetes gestacional e ajudando a detectar a patologia precocemente diminuindo os riscos durante toda a gravidez e nos demais cuidados a grávida.
Palavras-chave: Diabetes mellitus; Gestação; Enfermagem na diabetes; Diabetes gestacional.
______________________________________________
*Alunas de graduação do curso de Enfermagem pelo Centro Universitário Estácio da Bahia, Salvador – BA. e-mails: .................
**Professora do Centro Universitário Estácio da Bahia Salvador – BA; Graduada em .....................e-mai
2.
1
Subtítulo 1............................................................................................................................
2.
2
Subtítulo 2............................................................................................................................
1. INTRODUÇÃO
O Diabetes Mellitus (DM) configura-se hoje uma epidemia mundial, segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), o número de portadores da doença em todo o mundo era de 177 milhões em 2000, com expectativa de alcançar 350 milhões de pessoas em 2025. É uma patologia crônica de grande escala em todo mundo, ela se caracteriza por um grupo de distúrbios metabólicos dos carboidratos, proteínas e lipídios, apresentando uma hiperglicemia no organismo, especificamente na corrente sanguínea, a qual é causada por defeitos na ação e secreção da insulina, impedindo a entrada da glicose nas células para sua metabolização, esse hormônio é produzido pelas ilhotas de Langerhans no pâncreas¹.
A DM é classificada como Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1), Diabetes Mellitus tipo2 (DM2) e Diabetes Mellitus Gestacional (DMG). O DM1 caracteriza-se pela deficiência na produção e na secreção de insulina, o pâncreas deixa subitamente de produzir insulina, isso faz com que o açúcar no sangue fique elevado subitamente e exageradamente. DM2 afeta a capacidade do organismo de converter a glicose presente no sangue em energia, o organismo não responde à insulina como devia e também não produz insulina, como resultado a subida progressiva dos níveis de glicose no sangue, o tipo 2 é o de maior prevalência na população2. 
De acordo com o Sistema de Monitoramento de Fatores de Risco e Proteção para Doenças não Transmissíveis à ocorrência de diabetes mellitus na população é de 5,2%, porem com idade superior a 65 anos varia de 18,6%, ou seja, o risco aumenta com o passar da idade, essa patologia vem crescendo rapidamente em países pobres e em desenvolvimento e isso impacta de forma muito negativa devido à morbimortalidade que atinge as pessoas e contribui para a continuidade do ciclo vicioso da pobreza e da exclusão social3.
A diabetes mellitus gestacional (DMG) é definida como uma alteração no metabolismo dos carboidratos, resultando em hiperglicemia diagnosticada na gestação, podendo ou não persistir após o parto, está associado à resistência insulínica e/ou à insuficiência das células beta pancreáticas em suprir a demanda de insulina do organismo, sua incidência é variável, no Brasil estima-se uma prevalência entre 2,4% e 7,2%. O diagnóstico do diabetes gestacional é feito através de testes que empregam sobrecarga de glicose, a partir do segundo trimestre da gestação e na triagem precoce de gestantes de alto risco na primeira consulta do pré-natal englobando o rastreamento e a confirmação do diagnóstico4
As complicações associadas ao DMG são a macrossomia fetal, pré-eclampsia, aumento do número de cesáreas, hipoglicemia neonatal, hiperbilirrubinemia neonatal, síndrome do desconforto respiratório do recém-nascido, hipocalcemia, prematuridade e óbito fetal. Os principais fatores de risco é a idade superior a 25 anos, história pessoal, antecedente familiar de diabetes, antecedente obstétrico, ganho de peso excessivo, altura uterina maior do que a esperada para idade gestacional, crescimento fetal excessivo e polidrâmnio, baixa estatura (<1,50m), disposição central excessiva de gordura corporal e doença hipertensiva5.
O rastreamento inicial é na assistência pré-natal com a solicitação da glicemia de jejum, os valores superiores a 85mg/dL é considerado preocupante. Baseado na Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986 Resoluções CFM 1627°/2001, que dispõe sobre a regulamentação do exercício da Enfermagem, 12 do Decreto nº 94.406, de 08 de junho de 1987, que regulamenta a Lei nº 7.498, e da resolução COFEN nº 271/2002 que a reafirma, diz que o pré-natal de baixo risco pode ser inteiramente acompanhado pela enfermeira assegurando a solicitação, realização e avaliação dos exames, promover a escuta ativa da gestante e de seus acompanhantes, considerando aspectos intelectuais, emocionais, sociais e culturais e biológicos6.
Durante a gravidez muitas mudanças acontecem no corpo da mulher fazendo com que esse período exija cuidados especiais. Para iniciar a nossa pesquisa, colocamos a seguinte pergunta de partida: Quais são os cuidados de enfermagem a mulher com diabetes gestacional?
Considerando-se que o Diabetes Mellitus Gestacional representa uma das situações de alto risco em uma gravidez, com importante interface ao cuidado, a justificativa para desenvolver esse trabalho fundamenta-se no sentido da necessidade de implantação de mudanças de atitudes em relação ao cuidar no sistema de saúde para assistir a grávida diabética, garantindo uma qualidade e eficiência no atendimento, tendo por finalidade contribuir para os profissionais do corpo de saúde e equipes multidisciplinares como método de estudo atentando as necessidades destas mulheres em ter uma gestação saudável, não limitando o atendimento apenas no controle metabólico da diabetes, mas também na prevenção, no apoio, nas informações e nos demais cuidados, tanto à grávida como à família.A enfermagem deve ter em mente que a prevenção, começa no início do pré-natal buscando ajuda para melhorar a saúde da gestante e do RN, orientando sobre os fatores de risco do diabetes gestacional e ajudando a detectar a patologia precocemente diminuindo os riscos durante toda a gravidez, diante disto este trabalho tem como objetivo descrever os cuidados de enfermagem a mulheres com Diabetes Mellitus Gestacional (DMG).
Cabe ao enfermeiro trabalhar as questões de educação em saúde das gestantes, para o desenvolvimento de uma gestação saudável, é o profissional que determinar o grau de risco da gravidez, estimula o autocuidado tendo como objetivo a conscientização, prevenção e preparação para esse período de mudanças físicas e biológicas possibilitando a diminuição das complicações provenientes da patologia, esse profissional toma condutas preventivas, educativas perante a equipe multiprofissional promovendo também um tratamento, faz um trabalho ético e holístico nas orientações e recomendações a essa cliente7.
2. METODOLOGIA
O presente estudo caracteriza-se de uma pesquisa exploratória do tipo qualitativa, onde está relacionado às decisões que se tomam para se realizar ou modelo da pesquisa, é o caminho ou a estratégia geral de investigação que se leva adiante para resolver o problema e implica uma série de decisões tomadas por parte do investigador, a metodologia explica como, quando, por quanto tempo, em que condições e com que implicações se vão instrumentalizar as técnicas e desenvolvimento do trabalho, devendo ser clara e específica, elaborando com detalhes como se espera produzir os dados requeridos para responder a pergunta da investigação9.
Foram desenvolvidos através de coleta de dados de conhecimentos e informações científicas sobre os cuidados de enfermagem a mulheres com diabetes gestacional onde utilizou os seguintes critérios: artigos científicos, teses e dissertações, a fim de completar o embasamento científico.
Para busca dos artigos foi utilizadas palavras-chave no idioma português, selecionadas mediante consulta aos descritores: diabetes mellitus, gestação, enfermagem na diabetes, diabetes gestacional. Os estudos escolhidos tiveram relação direta ou indireta com o tema da pesquisa em questão e seus resultados apresentam delineamento da pesquisa desenvolvida em consonância ao objeto de estudo.
Para consolidação do trabalho foram efetuado o levantamento bibliográfico por meio de algumas bases online de produções cientificas, disponível em bibliotecas eletrônicas, e indexados nas bases de dados da Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências de Saúde (LILACS), Scientific Eletronic Library Online (SciELO) e Biblioteca Regional de Medicina (BIREME), com base nos principais estudos e consensos mais recentes com o intuito de descrever os cuidados de enfermagem a mulheres com Diabetes Mellitus Gestacional (DMG).
A trajetória metodológica percorrida neste estudo fundamenta-se nos princípios da técnica de três etapas: pré-analise, análise e interpretação do referencial que facilite a compreensão do texto proporcionando uma visão geral acerca de determinados fatos.
Foram excluídos todos os resumos de artigos, monografias, teses e dissertações, que não tiveram disponível o texto original e na íntegra para a leitura e análises, material que não estivessem relacionados ao tema do estudo ou que não acessível em fonte de dados fidedigna ou em programas duvidosa, a fim de se evitar problemas na avaliação e discussão dos dados, por informações não verídicas ou errôneas.
Foram elaborados instrumentos metodológicos baseados em evidências, sendo coletados dados referentes ao título, ano de publicação, objetivo, tipo, aspectos metodológicos, resultados, conclusões, conceitos evidentes, apresentando-se com a descrição desses componentes que foram essenciais à discussão e análise dos dados do trabalho em estudo.
A cada leitura realizada pela equipe dos materiais encontrados e relacionadas às publicações, foram definidas as diretrizes a ser seguida, a leitura exploratória do material captado elaborando um resumo com interpretação do entendimento sobre o estudo, ou a cada informação considerada relevante, e sendo utilizadas como base de dados para elaboração do trabalho.
3. REVISÃO DE LITERATURA
A Diabetes Mellitus é uma doença sistémica, crónica, caracterizada por desordens no metabolismo da insulina, carbohidratos, gorduras e proteínas e na estruturação e função dos vasos sanguíneos, é uma condição na qual o organismo perde, parcialmente, o poder da metabolização dos açúcares fornecidos pelos alimentos ingeridos e produzido, resultando no acumulo no sangue de glicogénio, consequentemente a falta de produção de energia7.
A diabetes mellitus é uma patologia crônica devido aos distúrbios causados no metabolismo de lipídeos, onde compromete o metabolismo dos carboidratos, é caracterizada pela resposta secretora defeituosa ou deficiente de insulina manifestando-se na utilização inadequada dos carboidratos gerando a hiperglicemia, a glicose é o principal sinalizador para o pâncreas liberar a insulina pelas células β das ilhotas de Langerhans.
Os valores normais de glicose com ingestão de alimentos em jejum é entre 70 e 99 mg/dL, o de duas horas após a ingestão é inferior a 140 mg/dL. O Ministério da Saúde6, descreve diabetes como “uma síndrome clínica heterogénea que se caracteriza por anormalidades endócrino/metabólicas que alteram a homeostase. Essas anormalidades têm como elemento fundamental uma deficiência insulínica absoluta ou relativa, que se manifesta por uma deficiente função secretora de insulina pelo pâncreas e/ou por ação deficiente da insulina nos tecidos-alvos. ”
No geral o diabetes está associado ao aumento da mortalidade e ao risco de desenvolvimento de complicações micro e macro-vasculares, neuropatias, cegueiras, insuficiência renal, amputações de membros, redução da capacidade de trabalho e da expectativa de vida, cetoacidose, sede e micção excessivas, perda de peso, náusea, vômito, fadiga e nas crianças pode provocar dores abdominais, a respiração tornar-se profunda e rápida à medida que o organismo tenta corrigir a acidez do sangue1.
O mau suprimento sanguíneo para a pele pode acarretar a formação de úlceras que cicatrizam lentamente podendo tornar-se profundas e infectadas que pode ser necessária a amputação do membro, as complicações agudas decorrem geralmente de eventos esporádicos e as crônicas são provocadas pelo mau controle glicêmico no decorrer dos anos, as complicações diabéticas têm tomado o cenário das morbidades e das mortalidades e internações hospitalares, retinopatia que leva a cegueira, nefropatia, que leva insuficiência renal terminal, neuropatia e problemas cardiocirculatórios11.
O diagnóstico precoce do DM é fundamental para iniciação do tratamento, viabilizando a redução de complicações sendo importante seguir critérios um bom diagnóstico precisa e eficiente como12:
· Indivíduos com sobrepeso, e índice de massa corporal (IMC) igual ou acima 25 kg/m²;
· Sedentarismo;
· Hereditariedade;
· Grupos étnicos de risco como afro-americanos, latinos, índios, asiáticos, moradores das ilhas do Pacifico;
· Mulheres com gestação previa com feto de 4 kg ou com diagnostico de DM gestacional;
· Hipertensão arterial sistêmica;
· Colesterol HDL de 35 mg/ dL e/ou triglicerídeos de250 mg/dL;
· Mulheres com síndrome dos ovários policísticos;
· História de doença cardiovascular;
· Rastreamento iniciar a partir dos 45 anos.
Existem vários critérios de diagnóstico para o diabetes mellitus possibilitando a essa população melhores cuidados, contribuindo a prevenção e promoção de saúde, e não apenas finalidade diagnóstica e/ou de tratamento medicamentoso, mas principalmente mudança do estilo de vida, alimentação saudável, prática de exercícios e outras estratégias que possam trazer melhores condições de vida para os portadores.
3.1 Tipos de diabetes 
 Os tipos de diabetes mais frequentes são o diabetes tipo 1 que compreende cerca de 10% do totalde casos, e o diabetes tipo 2 que compreende cerca de 90% do total de casos e a diabetes gestacional, que é um estágio pré-clínico de diabetes, detectado no rastreamento pré-natal, outros tipos específicos de diabetes podem resultar de defeitos genéticos da função das células beta, da ação da insulina, doenças do pâncreas exócrino, endocrinopatias, efeito colateral de medicamentos, infecções e outras síndromes genéticas associadas ao diabetes2.
A gravidez é um período onde o organismo da mulher sofre várias alterações emocionais e físicas e nesse período o corpo é preparados para sustentar o feto até ao seu nascimento O metabolismo materno se adapta para suprir as necessidades de nutrientes feto-placentária, no primeiro trimestre, a glicose passa para o feto por difusão facilitada e os aminoácidos são transportados para a placentária em meio da 18a semana, tem início a resistência à ação da insulina que progride a diabetes mellitus gestacional resultado da combinação entre o aumento da adiposidade materna e da produção placentária de hormônios diabetogênicos, incluindo hormônio do crescimento, cortisol, hormônio lactogênico e progesterona1.
O Diabetes Tipo 1 indica destruição da célula beta as ilhotas de Langherans pancreáticas, que leva ao estágio de deficiência da insulina, quando a necessidade de administração de insulina, inúmeros fatores genéticos e ambientais contribuem para a ativação imunológica que desencadeia esse processo destrutivo é geralmente causada por processo autoimune, algumas vezes associado também a outras doenças autoimunes, pode ocorrer de forma progressiva8.
O Diabetes Mellitus tipo 1 é o mais agressivo podendo causar emagrecimento rápido, pode ocorrer na infância e na adolescência, esse tipo causa destruição autoimune das células o indivíduo não produção insulina dificultando a entrada da glicose nas células aumentando consequentemente os níveis de glicose no sangue, reduzindo a eficiência das células para absorver aminoácidos e outros nutrientes necessários, podendo ocorrer quadros de cetoacidose diabética que é o resultado de deficiência de insulina associada a aumento do glucagon causando degradação das reservas adiposas, resultando em aumento dos níveis de ácidos graxos livres, os pacientes dependem de insulina para sobreviver12.
O Diabetes Tipo 2 aparece quando o organismo não consegue usar adequadamente a insulina que produz; ou não produz insulina suficiente para controlar a taxa de glicemia, pode ser controlado com atividade física e planejamento alimentar, em alguns casos exige o uso de insulina e/ou outros medicamentos para controlar a glicose, ou seja, o pâncreas produz insulina em níveis mais elevados do que o normal o organismo desenvolve uma resistência aos seus efeitos levando as células β a se deteriorarem, assim não têm o indivíduo passa a ter a necessidade de tomar insulina e medicamentos para aumentar a sensibilidade à insulina1.
O fator hereditário da DM 2 é muito importância, pode ocorrer em crianças e adolescentes, mas, normalmente se inicia após os 30 anos progredindo com o avançar da idade, cerca de 15% dos indivíduos com mais de 70 anos apresentam o diabetes tipo 2, e também existe uma conexão entre a obesidade, um fator de risco presentes nessa síndrome metabólica é a obesidade central, hipertriglicerideos e baixo HDL e o risco de doença cardiovascular13.
O DM 2 é uma doença metabólica complicada devido sua complexidade, multifatorial contrasta na qualidade e o estilo como vive os portadores, a falta de atividade física, fatores que podem ser mudados por informações que permitiria um auto avaliação ou prevenção ou até mesmo retardar o desenvolvimento da patologia em uma população de alto risco.
A saúde pública atual voltada para a atenção primária com o propósito de promover a saúde e prevenir o aparecimento de doenças desenvolvendo ações de educação em saúde, oferecendo subsídios aos profissionais de saúde, dentre eles o enfermeiro que pode orientar sobre o estilo de vida que tragam vulnerabilidade aos jovens para que não venha a se tornar um idoso com doenças crônicas que podem ser evitadas evitáveis5.
3.2 Diabetes gestacional
A diabetes gestacional é explicado porque durante a gravidez, para permitir o desenvolvimento do bebê, a mulher passa por mudanças em seu equilíbrio hormonal, sendo a placenta uma fonte importante de hormônios que reduzem a ação da insulina, responsável pela captação e utilização da glicose pelo corpo, assim o pâncreas aumenta a produção de insulina para compensar este quadro, quando este processo não ocorre as gestantes desenvolvem um quadro de diabetes gestacional, caracterizado pelo aumento do nível de glicose no sangue7
O diabetes gestacional pode ocorrer em qualquer mulher e nem sempre os sintomas são identificáveis, os fatores de risco são4:
· Idade materna mais avançada;
· Ganho de peso excessivo durante a gestação;
· Sobrepeso ou obesidade;
· Síndrome dos ovários policísticos;
· História prévia de bebês grandes, acima de 4 kg, ou de diabetes gestacional;
· Histórico familiar de diabetes;
· História de diabetes gestacional em outras gestações;
· Hipertensão arterial na gestação;
· Gestação múltipla, gravidez de gêmeos.
A gestante portadora de DMG tem maior risco de rotura prematura de membranas, parto pré-termo, feto com apresentação pélvica e feto macrossômico que pode levar ao desenvolvimento de síndrome de angústia respiratória e um risco elevado de pré-eclâmpsia nessas pacientes2.
O diagnóstico da diabetes gestacional envolve duas fases distintas, o rastreamento e a confirmação diagnóstica, inicialmente é recomendado para uma triagem, realizando a dosagem da glicemia plasmática 1h após teste oral com 50g de dextrose, devendo ser realizado entre a 24a e 28a semanas de gestação, como valores aceitáveis de 140 mg/dl quanto 130 mg/dl8. 
A dosagem da glicemia plasmática em jejum também pode ser utilizada como rastreamento e diagnóstico. Durante o primeiro trimestre de gestação, os níveis glicêmicos tendem a valores mais baixos. O diabetes gestacional raramente causa sintomas, alguns podem ser confundidos com o período em que se encontra essa mulher como11:
· Fome e sede excessiva;
· Vontade de urinar excessiva;
· Edema nas pernas e nos pés;
· Ganho de peso exagerado na mulher ou no bebê;
· Visão turva;
· Cansaço extremo;
· Edema nas pernas e nos pés;
· Pode haver candidíase frequente ou cistite.
É preciso fazer exames periódicos durante toda a gravidez. A diabete gestacional pode surgir em gestantes com mais de 25 anos ou que tem uma intolerância aos açúcares, pode se desenvolver também em mulheres mais novas ou com peso normal devido as alterações hormonais, essa patologia pode desencadear fetos grandes para idade gestacional chamado de macrossomia, bebê GIG; parto cesariano; traumas nos canais de parto; distúrbios respiratórios do neonato; óbito fetal; hipoglicemia, hipocalcemia e policitemia fetais, icterícia, hiperbilirrubinemia e malformações congênitas, isso decorre da hiperglicemia materna por difusão facilitada que chega até o feto13.
As gestantes com diabetes gestacional têm maiores probabilidades de no futuro desenvolverem diabetes mellitus tipo 2, principalmente as obesas, embora deixe de existir após o nascimento é conveniente o esclarecimento dos perigos que possam ocorrer futuramente, sendo necessário que essas mulheres tenham acompanhamento médico e nutricional controlando os lipídios e pressão arterial, lhes dando informações de esclarecimento sobre a importância de prevenir o diabetes gestacional13.
Em suma, a grávida com diabetes gestacional deve ser acompanhada por uma equipe multidisciplinar de uma forma holística, tratando desta paciente e do seu feto como um todo, compreendendo a sistematização da assistência de enfermagem aplicada com responsabilidade e sabedoria, promovendo a saúde, esclarecendo dúvidas relacionadas à patologia, prestando uma assistência humanizada e respeitando as necessidades biopsicossociais dessa mulher.
3.3 Tratamento e prevenção da diabetes gestacionalA mudança do estilo de vida é a principal medida de prevenção da doença e ter uma gravidez tranquila, verificar, monitorar e gerenciar o açúcar no sangue durante a gestação, manter uma dieta saudável, comer os tipos certos de alimentos em porções saudáveis, não é aconselhado perder peso durante a gravidez, mas o médico pode ajudar a definir metas de ganho de peso com base no peso antes da gravidez1.
A atividade física regular produz um bem-estar antes, durante e após a gravidez e reduz o nível de açúcar no sangue, porém, durante a gestação tem que ser liberado pelo médico, pois estimula o corpo a mover a glicose para as células, onde é utilizada para produzir energia, aumenta a sensibilidade das células à insulina, o que significa que seu corpo vai precisar para produzir menos insulina para transportar açúcar13.
Se o controle da dieta e atividade física não for suficientes, a gestante pode precisar de injeções de insulina para baixar o açúcar no sangue. O médico pode monitorar o crescimento e desenvolvimento do bebê com ultrassons e outros testes, desde que monitore e controle os níveis glicêmicos regularmente, pode evitar levar a níveis de açúcar no sangue não controlados e causar problemas para a gestante e seu bebê, incluindo um aumento da probabilidade de precisar de parto cesáreo e a óbito3.
O tratamento inicial do DMG consiste em orientação alimentar que permita ganho de peso adequado e controle metabólico em torno de 300 g a 400 g por semana, a partir do segundo trimestre de gravidez, praticar de atividade física respeitando as orientações obstétricas, se a diabete gestacional for considerada grave e não responder apenas ao controle da alimentação e atividades físicas, os médicos podem prescrever injeções de insulina9.
As gestantes diagnosticadas com diabetes devem ser acompanhadas com mais frequência realizando ultrassons para verificar o crescimento do bebê e o volume de líquido amniótico. O médico deve solicitar o exame da glicose pelo menos 3 vezes durante a gestação, glicemia de jejum, que não deve ultrapassar 85 mg/dl na gestante, e exame da curva glicêmica a partir das 22 semanas de gestação, geralmente o primeiro exame é feito às 20 semanas, identificando a doença, a grávida é submetida ao controle glicêmico em intervalos curtos e regulares8.
Na terapêutica medicamentosa da DMG, sugere o uso de insulina como tratamento padrão, mas o National Institute for Health and Clinical Excellence (NICE) sugere o uso de metformina e a International Diabetes Federation (IDF), a metformina e a glibenclamida como opções caso a insulinoterapia não seja possível, porém o uso da insulina é o tratamento padrão do diabetes gestacional, pois a insulina não atravessa a barreira feto-placentário12.
 É importante ressaltar que as doses de insulina terão de ser controladas rigorosamente ao final da gestação por conta da secreção de lactogênio placentário que sofrem diminuição a partir de 36 a 37 semanas, com possível indução de hipoglicemia materna e fetal, podendo levar o feto ao óbito no final da gestação1.
O melhor cuidado tratamento e prevenção de diabetes gestacional devem ser feito durante as consultas de pré-natal com realização de exames laboratoriais que deverá ser solicitado pelo profissional de saúde responsável mesmo quando a gestante não apresenta fatores de risco e também salienta e incentivar a importância de realizar o pré-natal, a importância de uma alimentação saudável e balanceada, evitar o alcoolismo e o tabagismo, cabe ao profissional de saúde garantir um cuidado humanizado e de qualidade.
3.4 Cuidados de enfermagem a mulheres com diabetes gestacional
Baseado na Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986 Resoluções CFM 1627°/2001, que dispõe sobre a regulamentação do exercício da Enfermagem, do Decreto nº 94.406, de 08 de junho de 1987, que regulamenta a Lei nº 7.498, e da resolução COFEN nº 271/2002 que a reafirma, diz: O pré-natal de baixo risco pode ser inteiramente acompanhado pela enfermeira6.
O objetivo do acompanhamento pré-natal é assegurar o desenvolvimento da gestação permitindo o parto saudável, onde são abordados aspectos psicossociais e as atividades educativas e preventivas asseguradas à solicitação, realização e avaliação dessas mulheres preconizados a escuta ativa da gestante e de seus acompanhantes considerando aspectos intelectuais, emocionais, sociais e culturais e biológicos1.
O pré-natal contribui na redução das taxas de morbimortalidade materno promovendo, ligado ao bom desempenho por parte dos enfermeiros e sua equipa que assiste as mulheres na sua gestação, prestando assim um serviço de excelência. A assistência de enfermagem a paciente portadora de diabetes na gravidez deve estar voltada a2:
· Prevenção de complicações;
· Avaliação;
· Monitoramento dos fatores de risco;
· Orientação;
· Autocuidado
Os cuidados a uma paciente com diabetes gestacional podem ser de competência do enfermeiro que deve zelar pela saúde da gestante, estar atento aos riscos, orientando sobre a importância do pré-natal, promovendo uma maternidade segura e preventiva, prestando uma assistência humanizada, controlando. Nestas consultas podem ser promovidas atividades em grupos, agendamento das consultas de pré-natal que pode ser quinzenal, do diagnóstico de DMG até a 32ª semana e, daí em diante, semanal até o parto11.
O enfermeiro pode solicitar exames e realizar transcrição de medicamentos de rotina de acordo com protocolos ou normas técnicas estabelecidas pelo gestor municipal, desenvolver estratégias de educação em saúde e fazer encaminhamentos quando necessário, orientações sobre alimentação e atividade física, pode também traçar uma classificação de risco ao confirmar a DMG, fazendo consultas intercaladas com o obstetra.
Deve abordar estratégias de retorno e acompanhamento das consultas abordando e orientando sobre as mudanças fisiológicas, evolução fetal, aspectos emocionais, atividades físicas, autocuidado, imunizações e amamentação, preencher o cartão da gestante com informações fidedignas como a monitorização da glicêmica capilar e pressão arterial. Orientar quanto ao uso de medicamentos e como usá-los7.
Orientar quanto ao uso da insulina, o mecanismo de ação, os locais de aplicação no corpo, à conservação, manipulação e armazenamento dos materiais necessários para controle e tratamento do diabetes, tirar dúvidas relacionadas a causas, diagnósticos, tratamento, prevenção ao diabetes e orientações associadas à melhoria da qualidade de vida com a patologia.
O enfermeiro deve estar sempre atualizado informando sobre o assunto através da educação continuada para a equipe multidisciplinar, promovendo uma assistência mais complexa e humanizada, atuando na prevenção e acompanhamento das gestantes, nos cuidados com a saúde e diagnóstico precoce, ao tratar essa gestante diagnosticada com diabetes gestacional devem-se estabelecer meios de sistematização para o tratamento mantendo o nível de glicose dentro dos limites permitidos4.
Deve-se monitorar o feto e a mãe, dar apoio psicológico promovendo a coragem e autoestima, enfatizando a prevenção através da consulta do pré-natal e estilo de vida saudável, é o enfermeiro que deve tomar condutas preventivas e educativas junto à equipe multidisciplinar com um trabalho ético e holístico. Há uma necessidade de intervenções da enfermagem com eficiência, qualidade e humanização para que essas mulheres possam ter uma gestação saudável sem riscos e complicações13.
Após o parto, com a retirada da placenta, devem-se ser revertidas as alterações metabólicas normatizando os níveis glicêmicos e o aleitamento materno deve ser estimulado, porém cabe ao enfermeiro informar sobre a necessidade de ter acompanhamento pós-parto, por haver a possibilidade e probabilidade de continuidade do diabetes. É recomendado que a parturiente realise um teste de tolerância à glicose após seis a oito semanas do parto se o medico achar necessário, porém manter hábitos de vida saudáveis com estímulo à boa alimentação, perda de peso e realização de atividade física regulardevem ser adotadas como medidas preventivas7.
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O diabetes mellitus é considerado um importante problema de saúde pública devido ao impacto negativo à sociedade, causado pelas suas complicações que levam o indivíduo à invalidez precoce e diminuem a qualidade de vida é uma doença crônica e ainda não tem cura, mas pode ser controlado apesar das dificuldades e complexidade que envolve a doença.
Os programas de controle de saúde para diabetes devem conter ações individuais e coletivas de assistência populacionais de abrangência direcionadas à promoção à saúde, a fim de provocar impacto educacional e de resolutividade, atentando e considerando as questões das doenças crônico-degenerativas que estão relacionadas ao estilo de vida e aos hábitos sociais e culturais que incidem sobre os indivíduos.
Na diabetes mellitus gestacional as intervenções em saúde devam ocorrer antes que os fenômenos patológicos se manifestem, seu controle necessita práticas de saúde mais abrangentes e delicados por se tratar de uma gestante, a fim de minimizar o aparecimento dos fatores de risco ou reduzir a oportunidade de exposição dessas mulheres a esses fatores.
É de suma importância o diagnóstico precoce, um rastreamento somado a observação do profissional de enfermagem dos fatores de risco contribui acompanhamento de qualidade destas gestantes dentro de uma equipe multidisciplinar e consequentemente alcançar o equilíbrio e o bem-estar tanto materno quanto fetal, nos procedimentos terapêuticos adequados.
REFERÊNCIAS
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