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ESTÁGIO: Psicologia Escolar
	ANO: 2019
	SEMESTRE: 7°
	TURMA: B
	PERÍODO: Noite
	PROFESSORA: 
	Data: 04/12/2019
	ESTAGIÁRIAS: 
	
	
	CLIENTE: 
	RESPONSÁVEL: 
RELATÓRIO FINAL
Demanda: Mau comportamento no ambiente escolar, notas baixas e tendência à agressividade.
Procedimento: No decorrer do semestre, houve um total de sete encontros com o______. A princípio, foi realizado o Rapport com o intuito de criar um vínculo com o paciente, além disso, o Rapport foi importante para conhecer um pouco mais sobre as preferências da criança, sua rotina, estrutura familiar e percepção sobre o ambiente escolar.
Nos encontros seguintes, as sessões foram estruturadas e modo onde o paciente pudesse mostrar o seu desenvolvimento na leitura, escrita e interpretação de texto. Para isso, as estagiárias escolheram jogos onde ele pudesse ler as regras e explica-las conforme o seu compreendimento.
Também foi aplicado o Teste de Desenvolvimento Escolar (TDE), [footnoteRef:1]que avalia leitura, escrita e aritmética. O desenvolvimento de ___ parece evidenciar que seu desempenho escolar na área de linguagem e seu conhecimento da escrita das palavras está superior ao seu nível de aprendizagem escolar. Também apresenta um nível de conhecimento de cálculos aritméticos acima do esperado para a quinta serie do primeiro grau. Em leitura ele encontrou dificuldades com algumas palavras mais complexas, mas isso não prejudicou o resultado do teste, que apresentou resultados que condizem com a sua faixa etária em nível de aprendizagem. [1: Stein, L. M. (1994). TDE - Teste de Desempenho Escolar: manual para aplicação e interpretação. São Paulo, SP: Casa do Psicólogo.] 
Nas sessões seguintes, foras utilizadas técnicas da abordagem Gestáltica como base para as atividades, para isso, o livro “Descobrindo Crianças”[footnoteRef:2] foi utilizado como referencial teórico. A primeira atividade foi a Fantasia, que tinha como intuito fazer o paciente acessar um espaço imaginário somente dele, Paciente desenhou um campo de futebol. Foram aplicadas também, a atividade da Roseira e do Rabisco. O Paciente demonstrou dificuldades com atividades que exploram o lado mais lúdico dele. [2: OAKLANDER, Violet. Descobrindo Crianças. Abordagem Gestáltica para crianças e adolescentes. Tradição de George Schlesinger: revisão cientifica da ed. E direção da coleção de Paulo Eliezer Barros- São Paulo: Summus, 1980.
] 
A última atividade realizada foi a aplicação do teste C.A.T. - A[footnoteRef:3] (teste de apercepção infantil com figuras de animais), onde foram escolhidas cinco pranchas (1, 3, 4, 8 e 9 respectivamente) que Paciente teria que analisar e contar uma história sobre cada uma das imagens. A criança demonstrou grandes dificuldades em criar histórias a partir das figuras apresentadas, quando questionado, ele apenas descrevia a imagem que estava vendo. [3: Bellack, L. & Bellack, S.S. (1991). Manual do Teste de Apercepção Infantil com Figuras de Animais. Campinas: Editora de Livro Pleno. (Original publicado em 1949).] 
Além disso, foram utilizados alguns jogos para encerrar as sessões. Nos jogos que necessitavam de estratégias, Paciente teve um excelente desempenho demonstrando ter raciocínio rápido. Em jogos de cartas, a criança demonstrou grande frustração quando perdia o jogo.
Análise:
Paciente chegou à clínica escola da universidade com queixa de baixo rendimento escolar e mau comportamento. Nos testes aplicados, os resultados se opuseram a queixa inicial, Paciente se saiu muito bem em todos que envolviam habilidades relacionadas à aprendizagem, apresentando resultados muito acima da média para a sua idade. Suas notas na escola estavam excelentes e segundo a professora dele, ele é o melhor aluno da sala, e talvez da escola.
No entanto, Paciente se diz insatisfeito com o seu desempenho, e tal ansiedade em busca de melhores notas, podem estar ocorrendo devido a cobranças excessivas por parte da família. Ele passa o dia inteiro em ambiente escolar, e em casa, tem pouca interação com a mãe e irmãos. Sabe-se que a escola exerce função importante na vida de um sujeito em desenvolvimento, é um espaço de troca e de muito aprendizado, porém, o contexto familiar possui tanta importância quanto o ambiente escolar. Segundo Vygotsky[footnoteRef:4], o Lar é o primeiro ambiente do qual a criança participa, aprendendo regras e modos de se relacionar. [4: Vygotsky, L. (2005). Pensamento e linguagem (3ª ed.). (Tradução de J. L. Camargo). São Paulo: Martins Fontes. (Originalmente publicado em 1934).    
] 
Paciente se mostra uma criança carente de afeto, é reprimido, e apresenta dificuldades em expressar os seus pensamentos e sentimentos, diz que a mãe é muito ausente e, quando ele está em casa, não tem nenhum contato com a família, apenas assiste televisão. Mostra-se desconfortável quando é questionado sobre as suas relações familiares, mas em contrapartida, gosta de conversar sobre outros assuntos “impessoais”. Segundo Wallon, a afetividade tem papel fundamental no desenvolvimento da personalidade, pois é o primeiro domínio funcional percorrido pela criança. O recém-nascido e a criança, no seu primeiro ano de vida, utilizam gestos e expressões carregadas de significados afetivos, anteriores à inteligência (WALLON, 1993 apud MAHONEY 2005)[footnoteRef:5]. [5: MAHONEY, Abigail Alvarenga  e  ALMEIDA, Laurinda Ramalho de. Afetividade e processo ensino-aprendizagem: contribuições de Henri Wallon. Psicologia da educação [online]. 2005, n.20, pp. 11-30. ISSN 1414-6975.] 
Além disso, de acordo com o relato da professora de Paciente, a mãe do menino nunca compareceu as reuniões de pais, nunca procurou a escola para obter alguma informação sobre o desempenho escolar da criança e nem sobre o seu comportamento em sala de aula. Segundo Gomide[footnoteRef:6] (2006, 2008), a falta de atenção, carinho, afeto, monitoria, regras e limites podem prejudicar o desenvolvimento da criança e do adolescente. [6: Gomide, P. (2008). Pais presentes, pais ausentes: regras e limites. 8 ed. Petrópolis, RJ: Vozes
] 
Por outro lado, Cecconello et al. (2003) e Montandon (2005) [footnoteRef:7]sugeriram que, na maioria das vezes, as mães, pelo acúmulo de tarefas, ficam impossibilitadas de atender aos filhos; comportando-se de forma mais indulgente, elas os supervisionam e monitoram menos. Além disso, a falta de apoio emocional e instrumental geralmente dificulta o desenvolvimento de práticas educativas positivas, uma vez que o cuidador enfrenta uma sobrecarga de atividades. [7: CECCONELLO, Alessandra Marques; DE ANTONI, Clarissa; KOLLER, Sílvia Helena. Práticas educativas, estilos parentais e abuso físico no contexto familiar. Psicol. estud.,  Maringá ,  v. 8, n. spe, p. 45-54,    2003 .] 
 Analisando o caso de maneira geral, podemos concluir que o mais adequado seria que Paciente e sua mãe pudessem ter suporte de um psicólogo clínico, que os auxiliassem na identificação dos seus papéis dentro do contexto familiar e que trabalhasse questões de vínculo, afeto, respeito e responsabilidade. 
	Estagiário (a):
	Estagiário (a):
	Orientador (a):
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