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APÊNDICE C N CIÊNCIAS DA NATUREZA C CIÊNCIAS HUMANAS HL LINGUAGENS E CÓDIGOS C M MATEMÁTICA T APÊNDICE - 1ª SEMANA SUMÁRIO LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS ENTRE LETRAS GRAMÁTICA 5 INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS 17 LITERATURA 27 REDAÇÃO 37 INGLÊS 43 ESPANHOL 53 CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS HISTÓRIA HISTÓRIA GERAL 63 HISTÓRIA DO BRASIL 71 GEOGRAFIA GEOGRAFIA 1 79 GEOGRAFIA 2 89 FILOSOFIA 101 SOCIOLOGIA 109 CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS BIOLOGIA BIOLOGIA 1 115 BIOLOGIA 2 127 BIOLOGIA 3 139 FÍSICA FÍSICA 1 149 FÍSICA 2 159 FÍSICA 3 169 QUÍMICA QUÍMICA 1 179 QUÍMICA 2 189 QUÍMICA 3 201 MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS MATEMÁTICA MATEMÁTICA 1 215 MATEMÁTICA 2 225 MATEMÁTICA 3 233 GRAMÁTICA L C LINGUAGENS E CÓDIGOS 6 Sala TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO A CONDIÇÃO HUMANA Leia o trecho do livro Bem-vindo ao deserto do real!, de Slavoj Žižek, para responder à(s) questão(ões) a seguir. Numa antiga anedota que circulava na hoje falecida República Democrática Alemã, um operário alemão consegue um emprego na Sibéria; sabendo que toda correspondência será lida pelos cen- sores, ele combina com os amigos: “Vamos combinar um código: se uma carta estiver escrita em tinta azul, o que ela diz é verdade; se estiver escrita em tinta vermelha, tudo é mentira.” Um mês depois, os amigos recebem uma carta escrita em tinta azul: “Tudo aqui é maravilhoso: as lojas vivem cheias, a comida é abundante, os apartamentos são grandes e bem aquecidos, os cinemas exibem filmes do Ocidente, há muitas garotas, sempre prontas para um programa – o único senão é que não se consegue encontrar tinta vermelha.” Neste caso, a estrutura é mais refinada do que indicam as aparências: apesar de não ter como usar o código combinado para indicar que tudo o que está dito é mentira, mesmo assim ele consegue passar a mensagem. Como? Pela introdução da referência ao código, como um de seus elementos, na própria mensagem codificada. (Bem-vindo ao deserto do real!, 2003.) 1. (Unesp 2018) “Um mês depois, os amigos recebem uma carta escrita em tinta azul [...].” Assinale a alternativa que expressa, na voz passiva, o conteúdo dessa oração. a) Um mês depois, uma carta escrita em tinta azul seria recebida pelos amigos. b) Os amigos deveriam ter recebido, um mês depois, uma carta escrita em tinta azul. c) Um mês depois, uma carta escrita em tinta azul foi recebida pelos amigos. d) Um mês depois, uma carta escrita em tinta azul é recebida pelos amigos. e) Os amigos receberiam, um mês depois, uma carta escrita em tinta azul. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: Para responder à(s) questão(ões), leia o trecho da obra Os sertões, de Euclides da Cunha (1866 – 1909), em que se narram eventos referentes a uma das expedições militares enviadas pelo governo federal para combater Antônio Conselheiro e seus seguidores sediados em Canudos. Oitocentos homens desapareciam em fuga, abandonando as espingardas; arriando as padiolas, em que se estorciam feridos; jogando fora as peças de equipamento; desarmando-se; desapertando os cinturões, para a carreira desafogada; e correndo, correndo ao acaso, correndo em grupos, em bandos erradios, correndo pelas estradas e pelas trilhas que as recortam, correndo para o recesso das caatingas, tontos, apavorados, sem chefes... Entre os fardos atirados à beira do caminho ficara, logo ao desencadear-se o pânico – tristíssimo pormenor! – o cadáver do comandante. Não o defenderam. Não houve um breve simulacro de re- pulsa contra o inimigo, que não viam e adivinhavam no estrídulo dos gritos desafiadores e nos estampidos de um tiroteio irregular e escasso, como o de uma caçada. Aos primeiros tiros os ba- talhões diluíram-se. Apenas a artilharia, na extrema retaguarda, seguia vagarosa e unida, solene quase, na marcha GRAMÁTICA VERBOS: NOÇÕES PRELIMINARES, MODOS INDICATIVO, SUBJUNTIVO E IMPERATIVO E VOZES VERBAIS LINGUAGENS, CÓDIGOS e suas tecnologias 7 habitual de uma revista, em que parava de quando em quando para varrer a disparos as macegas traiçoeiras; e prosseguindo depois, lentamente, rodando, inabordável, terrível... [...] Um a um tombavam os soldados da guarnição estoica. Feridos ou espantados os muares da tração empacavam; torciam de rumo; impossibilitavam a marcha. A bateria afinal parou. Os canhões, emperrados, imobilizaram-se numa volta do caminho... O coronel Tamarindo, que volvera à retaguarda, agitando-se destemeroso e infatigável entre os fugitivos, penitenciando-se heroicamente, na hora da catástrofe, da tibieza anterior, ao deparar com aquele quadro estupendo, procurou debalde socorrer os únicos soldados que tinham ido a Ca- nudos. Neste pressuposto ordenou toques repetidos de “meia-volta, alto!”. As notas das cornetas, convulsivas, emitidas pelos corneteiros sem fôlego, vibraram inutilmente. Ou melhor – aceleraram a fuga. Naquela desordem só havia uma determinação possível: “debandar!”. Debalde alguns oficiais, indignados, engatilhavam revólveres ao peito dos foragidos. Não havia contê-los. Passavam; corriam; corriam doudamente; corriam dos oficiais; corriam dos jagunços; e ao verem aqueles, que eram de preferência alvejados pelos últimos, caírem malferidos, não se comoviam. O capitão Vilarim batera-se valentemente quase só e ao baquear, morto, não encontrou entre os que comandava um braço que o sustivesse. Os próprios feridos e enfermos estropiados lá se iam, cambeteando, arrastando-se penosamente, imprecando os companheiros mais ágeis... As notas das cornetas vibravam em cima desse tumulto, imperceptíveis, inúteis... Por fim cessaram. Não tinham a quem chamar. A infantaria desaparecera... (Os sertões, 2016.) 2. (Unifesp 2018) Em “Um a um tombavam os soldados da guarnição estoica.” (4º parágrafo), o termo destacado é um a) verbo transitivo direto e indireto. b) verbo intransitivo. c) verbo transitivo indireto. d) verbo de ligação. e) verbo transitivo direto. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO Leia o trecho inicial do conto “A doida”, de Carlos Drummond de Andrade, para responder à(s) questão(ões) a seguir. A doida habitava um chalé no centro do jardim maltratado. E a rua descia para o córrego, onde os meninos costumavam banhar-se. Era só aquele chalezinho, à esquerda, entre o barranco e um chão abandonado; à direita, o muro de um grande quintal. E na rua, tornada maior pelo silêncio, o burro que pastava. Rua cheia de capim, pedras soltas, num declive áspero. Onde estava o fiscal, que não mandava capiná-la? Os três garotos desceram manhã cedo, para o banho e a pega de passarinho. Só com essa intenção. Mas era bom passar pela casa da doida e provocá-la. As mães diziam o contrário: que era horro- roso, poucos pecados seriam maiores. Dos doidos devemos ter piedade, porque eles não gozam dos benefícios com que nós, os sãos, fomos aquinhoados. Não explicavam bem quais fossem esses benefícios, ou explicavam demais, e restava a impressão de que eram todos privilégios de gente adulta, como fazer visitas, receber cartas, entrar para irmandades. E isso não comovia ninguém. A loucura parecia antes erro do que miséria. E os três sentiam-se inclinados a 1lapidar a doida, isolada e agreste no seu jardim. Como era mesmo a cara da doida, poucos poderiam dizê-lo. Não aparecia de frente e de corpo intei- ro, como as outras pessoas, conversando na calma. Só o busto, recortado numa das janelas da fren- te, as mãos magras, ameaçando. Os cabelos, brancos e desgrenhados. E a boca inflamada, soltando xingamentos, pragas, numa voz rouca. Eram palavras da Bíblia misturadas a termos populares, dos quais alguns pareciam escabrosos, e todos fortíssimos na sua cólera. Sabia-se confusamente que a doida tinha sido moça igual às outras no seu tempo remoto (contava mais de sessenta anos, e loucura e idade, juntas, lhe lavraram o corpo). Corria, com variantes, a história de que fora noiva de um fazendeiro, e o casamento uma festa estrondosa; mas na própria noite de núpcias o homem a repudiara, Deus sabepor que razão. O marido ergueu-se terrível e em- purrou-a, no calor do bate-boca; ela rolou escada abaixo, foi quebrando ossos, arrebentando-se. Os dois nunca mais se veriam. Já outros contavam que o pai, não o marido, a expulsara, e esclareciam 8 que certa manhã o velho sentira um amargo diferente no café, ele que tinha dinheiro grosso e estava custando a morrer – mas nos 2racontos antigos abusava-se de veneno. De qualquer modo, as pessoas grandes não contavam a história direito, e os meninos deformavam o conto. Repudiada por todos, ela se fechou naquele chalé do caminho do córrego, e acabou perdendo o juízo. Perdera antes todas as relações. Ninguém tinha ânimo de visitá-la. O padeiro mal jogava o pão na caixa de madeira, à entrada, e eclipsava-se. Diziam que nessa caixa uns primos generosos mandavam pôr, à noite, provisões e roupas, embora oficialmente a ruptura com a família se mantivesse inalterável. Às vezes uma preta velha arriscava-se a entrar, com seu cachimbo e sua paciência educada no cati- veiro, e lá ficava dois ou três meses, cozinhando. Por fim a doida enxotava-a. E, afinal, empregada nenhuma queria servi-la. Ir viver com a doida, pedir a bênção à doida, jantar em casa da doida, passaram a ser, na cidade, expressões de castigo e símbolos de 3irrisão. Vinte anos de uma tal existência, e a legenda está feita. Quarenta, e não há mudá-la. O sentimen- to de que a doida carregava uma culpa, que sua própria doidice era uma falta grave, uma coisa aberrante, instalou-se no espírito das crianças. E assim, gerações sucessivas de moleques passa- vam pela porta, fixavam cuidadosamente a vidraça e lascavam uma pedra. A princípio, como justa penalidade. Depois, por prazer. Finalmente, e já havia muito tempo, por hábito. Como a doida res- pondesse sempre furiosa, criara-se na mente infantil a ideia de um equilíbrio por compensação, que afogava o remorso. Em vão os pais censuravam tal procedimento. Quando meninos, os pais daqueles três tinham feito o mesmo, com relação à mesma doida, ou a outras. Pessoas sensíveis lamentavam o fato, sugeriam que se desse um jeito para internar a doida. Mas como? O hospício era longe, os parentes não se interessavam. E daí – explicava-se ao forasteiro que porventura estranhasse a situação – toda ci- dade tem seus doidos; quase que toda família os tem. Quando se tornam ferozes, são trancados no sótão; fora disto, circulam pacificamente pelas ruas, se querem fazê-lo, ou não, se preferem ficar em casa. E doido é quem Deus quis que ficasse doido... Respeitemos sua vontade. Não há remédio para loucura; nunca nenhum doido se curou, que a cidade soubesse; e a cidade sabe bastante, ao passo que livros mentem. (Contos de aprendiz, 2012.) § 1lapidar: apedrejar. § 2raconto: relato, narrativa. § 3irrisão: zombaria. 3 (Unifesp 2019) “Como a doida respondesse sempre furiosa, criara-se na mente infantil a ideia de um equilíbrio por compensação, que afogava o remorso.” (5º parágrafo) Em relação ao trecho que o sucede, o trecho sublinhado expressa ideia de a) finalidade. b) causa. c) proporção. d) comparação. e) consequência. 4. (Unicamp 2018) O brasileiro João Guimarães Rosa e o irlandês James Joyce são autores reveren- ciados pela inventividade de sua linguagem literária, em que abundam neologismos. Muitas vezes, por essa razão, Guimarães Rosa e Joyce são citados como exemplos de autores "praticamente intra- duzíveis". Mesmo sem ter lido os autores, é possível identificar alguns dos seus neologismos, pois são baseados em processos de formação de palavras comuns ao português e ao inglês. Entre os recursos comuns aos neologismos de Guimarães Rosa e de James Joyce, estão: i. Onomatopeia (formação de uma palavra a partir de uma reprodução aproximada de um som natural, utilizando-se os recursos da língua); e ii. Derivação (formação de novas palavras pelo acréscimo de prefixos ou sufixos a palavras já exis- tentes na língua). Os neologismos que aparecem nas opções abaixo foram extraídos de obras de Guimarães Rosa (GR) e James Joyce (JJ). Assinale a opção em que os processos (i) e (ii) estão presentes: 9 a) Quinculinculim (GR, No Urubuquaquá, no Pinhém) e tattarrattat (JJ, Ulisses). b) Transtrazer (GR, Grande sertão: veredas) e monoideal (JJ, Ulisses). c) Rtststr (JJ, Ulisses) e quinculinculim (GR, No Urubuquaquá, no Pinhém). d) Tattarrattat (JJ, Ulisses) e inesquecer-se (GR, Ave, Palavra). 5. (Unicamp 2017) Do ponto de vista da norma culta, é correto afirmar que “coisar” é a) uma palavra resultante da atribuição do sentido conotativo de um verbo qualquer ao substan- tivo “coisa”. b) uma palavra resultante do processo de sufixação que transforma o substantivo “coisa” no verbo “coisar”. c) uma palavra que, graças a seu sentido universal, pode ser usada em substituição a todo e qual- quer verbo não lembrado. d) uma palavra que resulta da transformação do substantivo “coisa” em verbo “coisar”, reiterando um esquecimento. 10 E.O. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: Leia o trecho do conto “Pai contra mãe”, de Machado de Assis (1839-1908), para responder à(s) questão(ões). A escravidão levou consigo ofícios e aparelhos, como terá sucedido a outras instituições sociais. Não cito alguns aparelhos senão por se ligarem a certo ofício. Um deles era o ferro ao pescoço, outro o ferro ao pé; havia também a máscara de folha de flandres. A máscara fazia perder o vício da embriaguez aos escravos, por lhes tapar a boca. Tinha só três buracos, dois para ver, um para respirar, e era fechada atrás da cabeça por um cadeado. Com o vício de beber, perdiam a tentação de furtar, porque geralmente era dos vinténs do senhor que eles tiravam com que matar a sede, e aí ficavam dois pecados extintos, e a sobriedade e a honestidade certas. Era grotesca tal máscara, mas a ordem social e humana nem sempre se alcança sem o grotesco, e alguma vez o cruel. Os funileiros as tinham penduradas, à venda, na porta das lojas. Mas não cuidemos de máscaras. O ferro ao pescoço era aplicado aos escravos fujões. Imaginai uma coleira grossa, com a haste grossa também, à direita ou à esquerda, até ao alto da cabeça e fechada atrás com chave. Pesava, naturalmente, mas era menos castigo que sinal. Escravo que fugia assim, onde quer que andasse, mostrava um reincidente, e com pouco era pegado. Há meio século, os escravos fugiam com frequência. Eram muitos, e nem todos gostavam da escra- vidão. Sucedia ocasionalmente apanharem pancada, e nem todos gostavam de apanhar pancada. Grande parte era apenas repreendida; havia alguém de casa que servia de padrinho, e o mesmo dono não era mau; além disso, o sentimento da propriedade moderava a ação, porque dinheiro também dói. A fuga repetia-se, entretanto. Casos houve, ainda que raros, em que o escravo de contrabando, apenas comprado no Valongo, deitava a correr, sem conhecer as ruas da cidade. Dos que seguiam para casa, não raro, apenas ladinos, pediam ao senhor que lhes marcasse aluguel, e iam ganhá-lo fora, quitandando. Quem perdia um escravo por fuga dava algum dinheiro a quem lho levasse. Punha anúncios nas folhas públicas, com os sinais do fugido, o nome, a roupa, o defeito físico, se o tinha, o bairro por onde andava e a quantia de gratificação. Quando não vinha a quantia, vinha promessa: “gratificar- -se-á generosamente” – ou “receberá uma boa gratificação”. Muita vez o anúncio trazia em cima ou ao lado uma vinheta, figura de preto, descalço, correndo, vara ao ombro, e na ponta uma trouxa. Protestava-se com todo o rigor da lei contra quem o acoitasse. Ora, pegar escravos fugidios era um ofício do tempo. Não seria nobre, mas por ser instrumento da força com que se mantêm a lei e a propriedade, trazia esta outra nobreza implícita das ações reivindicadoras. Ninguém se metia em tal ofício por desfastio ou estudo; a pobreza, a necessidade de uma achega, a inaptidão para outros trabalhos, o acaso, e alguma vez o gosto de servir também, aindaque por outra via, davam o impulso ao homem que se sentia bastante rijo para pôr ordem à desordem. (Contos: uma antologia, 1998.) 1. (Unesp 2018) “Quem perdia um escravo por fuga dava algum dinheiro a quem lho levasse.” (4º parágrafo) Na oração em que está inserido, o termo destacado é um verbo que pede a) apenas objeto direto, representado pelo vocábulo “lho”. b) objeto direto e objeto indireto, ambos representados pelo vocábulo “lho”. c) objeto direto, representado pelo vocábulo “dinheiro”, e objeto indireto, representado pelo vo- cábulo “lho”. d) apenas objeto indireto, representado pelo vocábulo “quem”. e) objeto direto, representado pelo vocábulo “dinheiro”, e objeto indireto, representado pelo vo- cábulo “quem”. 2. (Fuvest 2019) I. Diante da dificuldade, municípios de diferentes regiões do país realizaram um segundo “dia D” neste sábado. O primeiro ocorreu em 18 de agosto. A adesão, no entanto, ainda ficou abaixo do esperado. Agora, a recomendação é que estados e municípios façam busca ativa para garantir que todo o público-alvo da campanha seja vacinado. (Folha de S. Paulo. São Paulo. 03/09/2018.) 11 II. Pensar sobre a vaga, buscar conhecer a empresa e o que ela busca já faz de você al- guém especial. Muitos que procuram o bal- cão de emprego não compreendem que os detalhes são fundamentais para conseguir a recolocação. Agora, não pense que você vai conseguir na primeira investida, a busca por um novo emprego requer paciência e persis- tência, tenha você 20 anos ou 50. (Balcão de Emprego. Disponível em: <https://emprega- brasil.com.br/>) O termo “Agora” pode ser substituído, res- pectivamente, em I e II e sem prejuízo de sentidos nos dois textos, por a) Neste momento; Por conseguinte. b) Neste ínterim; De fato. c) Portanto; Ademais. d) Todavia; Então. e) Doravante; Mas. TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES: Leia o trecho do romance S. Bernardo, de Graciliano Ramos, para responder à(s) questão(ões) a seguir. O caboclo mal-encarado que encontrei um dia em casa do Mendonça também se acabou em desgraça. Uma limpeza. Essa gente quase nunca morre direito. Uns são levados pela cobra, outros pela cachaça, outros matam-se. Na pedreira perdi um. A alavanca soltou-se da pedra, bateu-lhe no peito, e foi a conta. Deixou viúva e órfãos miúdos. Sumiram-se: um dos meninos caiu no fogo, as lombrigas comeram o segundo, o último teve angina e a mulher enforcou-se. Para diminuir a mortalidade e aumentar a produção, proibi a aguardente. Concluiu-se a construção da casa nova. Julgo que não preciso descrevê-la. As partes prin- cipais apareceram ou aparecerão; o resto é dispensável e apenas pode interessar aos arquitetos, homens que provavelmente não lerão isto. Ficou tudo confortável e bonito. Naturalmente deixei de dormir em rede. Comprei móveis e diversos objetos que entrei a utilizar com receio, outros que ainda hoje não utilizo, porque não sei para que servem. Aqui existe um salto de cinco anos, e em cin- co anos o mundo dá um bando de voltas. Ninguém imaginará que, topando os obstá- culos mencionados, eu haja procedido in- variavelmente com segurança e percorrido, sem me deter, caminhos certos. Não senhor, não procedi nem percorri. Tive abatimentos, desejo de recuar; contornei dificuldades: muitas curvas. Acham que andei mal? A ver- dade é que nunca soube quais foram os meus atos bons e quais foram os maus. Fiz coisas boas que me trouxeram prejuízo; fiz coisas ruins que deram lucro. E como sempre tive a intenção de possuir as terras de S. Bernardo, considerei legítimas as ações que me leva- ram a obtê-las. Alcancei mais do que esperava, mercê de Deus. Vieram-me as rugas, já se vê, mas o crédito, que a princípio se esquivava, agar- rou-se comigo, as taxas desceram. E os ne- gócios desdobraram-se automaticamente. Automaticamente. Difícil? Nada! Se eles en- tram nos trilhos, rodam que é uma beleza. Se não entram, cruzem os braços. Mas se virem que estão de sorte, metam o pau: as tolices que praticarem viram sabedoria. Tenho visto criaturas que trabalham demais e não pro- gridem. Conheço indivíduos preguiçosos que têm faro: quando a ocasião chega, desenros- cam-se, abrem a boca – e engolem tudo. Eu não sou preguiçoso. Fui feliz nas primei- ras tentativas e obriguei a fortuna a ser-me favorável nas seguintes. Depois da morte do Mendonça, derrubei a cerca, naturalmente, e levei-a para além do ponto em que estava no tempo de Salustiano Padilha. Houve re- clamações. – Minhas senhoras, seu Mendonça pintou o diabo enquanto viveu. Mas agora é isto. E quem não gostar, paciência, vá à justiça. Como a justiça era cara, não foram à justi- ça. E eu, o caminho aplainado, invadi a terra do Fidélis, paralítico de um braço, e a dos Gama, que pandegavam no Recife, estudan- do Direito. Respeitei o engenho do Dr. Maga- lhães, juiz. Violências miúdas passaram despercebidas. As questões mais sérias foram ganhas no foro, graças às chicanas de João Nogueira. Efetuei transações arriscadas, endividei-me, importei maquinismos e não prestei atenção aos que me censuravam por querer abarcar o mundo com as pernas. Iniciei a pomicul- tura e a avicultura. Para levar os meus pro- dutos ao mercado, comecei uma estrada de rodagem. Azevedo Gondim compôs sobre ela dois artigos, chamou-me patriota, citou Ford e Delmiro Gouveia. Costa Brito também pu- blicou uma nota na Gazeta, elogiando-me e elogiando o chefe político local. Em consequ- ência mordeu-me cem mil-réis. (S. Bernardo, 1996.) 3. (Unesp 2019) “Na pedreira perdi um. A ala- vanca soltou-se da pedra, bateu-lhe no peito, e foi a conta. Deixou viúva e órfãos miúdos. Sumiram-se: um dos meninos caiu no fogo, as lombrigas comeram o segundo, o último teve angina e a mulher enforcou-se.” (2º pa- rágrafo) Os pronomes sublinhados referem-se, res- pectivamente, a 12 a) “alavanca”, “um”, “viúva e órfãos”. b) “pedra”, “um”, “meninos”. c) “pedra”, “alavanca”, “viúva e órfãos”. d) “alavanca”, “pedra”, “viúva e órfãos”. e) “alavanca”, “pedra”, “meninos”. 4. (Unesp 2019) Verifica-se o emprego de ver- bo no modo imperativo no seguinte trecho: a) “Se eles entram nos trilhos, rodam que é uma beleza. Se não entram, cruzem os braços.” (7º parágrafo) b) “Minhas senhoras, seu Mendonça pin- tou o diabo enquanto viveu. Mas agora é isto.” (10º parágrafo) c) “Para diminuir a mortalidade e aumentar a produção, proibi a aguardente.” (3º pa- rágrafo) d) “Aqui existe um salto de cinco anos, e em cinco anos o mundo dá um bando de voltas.” (5º parágrafo) e) “Não senhor, não procedi nem percorri. Tive abatimentos, desejo de recuar; con- tornei dificuldades: muitas curvas.” (6º parágrafo) TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES: Leia o trecho do livro A dança do universo, do físico brasileiro Marcelo Gleiser, para res- ponder à(s) questão(ões) a seguir. Algumas pessoas tornam-se heróis contra sua própria vontade. Mesmo que elas tenham ideias realmente (ou potencialmente) revo- lucionárias, muitas vezes não as reconhecem como tais, ou não acreditam no seu próprio potencial. Divididas entre enfrentar sua in- segurança expondo suas ideias à opinião dos outros, ou manter-se na defensiva, elas pre- ferem a segunda opção. O mundo está cheio de poemas e teorias escondidos no porão. Copérnico é, talvez, o mais famoso desses re- lutantes heróis da história da ciência. Ele foi o homem que colocou o Sol de volta no cen- tro do Universo, ao mesmo tempo fazendo de tudo para que suas ideias não fossem difun- didas, possivelmente com medo de críticas ou perseguição religiosa. Foi quem colocou o Sol de volta no centro do Universo, mo- tivado por razões erradas. Insatisfeito com a falha do modelo de Ptolomeu, que aplica- va o dogma platônico do movimento circu- lar uniforme aos corpos celestes, Copérnico propôs que o equante fosse abandonado e que o Sol passasse a ocupar o centro do cos- mo. Ao tentar fazer com que o Universose adaptasse às ideias platônicas, ele retornou aos pitagóricos, ressuscitando a doutrina do fogo central, que levou ao modelo heliocên- trico de Aristarco dezoito séculos antes. Seu pensamento reflete o desejo de reformular as ideias cosmológicas de seu tempo apenas para voltar ainda mais no passado; Copérnico era, sem dúvida, um revolucionário conser- vador. Ele jamais poderia ter imaginado que, ao olhar para o passado, estaria criando uma nova visão cósmica, que abriria novas por- tas para o futuro. Tivesse vivido o suficiente para ver os frutos de suas ideias, Copérnico decerto teria odiado a revolução que invo- luntariamente causou. Entre 1510 e 1514, compôs um pequeno trabalho resumindo suas ideias, intitulado Commentariolus (Pe- queno comentário). Embora na época fosse relativamente fácil publicar um manuscrito, Copérnico decidiu não publicar seu texto, enviando apenas algumas cópias para uma audiência seleta. Ele acreditava piamente no ideal pitagórico de discrição; apenas aque- les que eram iniciados nas complicações da matemática aplicada à astronomia tinham permissão para compartilhar sua sabedoria. Certamente essa posição elitista era muito peculiar, vinda de alguém que fora educado durante anos dentro da tradição humanista italiana. Será que Copérnico estava tentan- do sentir o clima intelectual da época, para ter uma ideia do quão “perigosas” eram suas ideias? Será que ele não acreditava muito nas suas próprias ideias e, portanto, queria evitar qualquer tipo de crítica? Ou será que ele estava tão imerso nos ideais pitagóricos que realmente não tinha o menor interesse em tornar populares suas ideias? As razões que possam justificar a atitude de Copérnico são, até hoje, um ponto de discussão entre os especialistas. (A dança do universo, 2006. Adaptado.) 5. (Unesp 2019) Expressam ideia de repetição e ideia de negação, respectivamente, os pre- fixos das palavras a) “relativamente” (4º parágrafo) e “inse- gurança” (1º parágrafo). b) “insatisfeito” (2º parágrafo) e “reconhe- cem” (1º parágrafo). c) “retornou” (2º parágrafo) e “difundidas” (2º parágrafo). d) “reformular” (3º parágrafo) e “involun- tariamente” (3º parágrafo). e) “compartilhar” (4º parágrafo) e “intitu- lado” (4º parágrafo). 6. (Unesp 2019) “Tivesse vivido o suficiente para ver os frutos de suas ideias, Copérnico decerto teria odiado a revolução que invo- luntariamente causou.” (3º parágrafo) Em relação ao trecho que o sucede, o trecho sublinhado tem sentido de 13 a) consequência. b) condição. c) conclusão. d) concessão. e) causa. TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES: Leia o trecho inicial do conto “A doida”, de Carlos Drummond de Andrade, para respon- der à(s) questão(ões) a seguir. A doida habitava um chalé no centro do jar- dim maltratado. E a rua descia para o cór- rego, onde os meninos costumavam banhar- -se. Era só aquele chalezinho, à esquerda, entre o barranco e um chão abandonado; à direita, o muro de um grande quintal. E na rua, tornada maior pelo silêncio, o bur- ro que pastava. Rua cheia de capim, pedras soltas, num declive áspero. Onde estava o fiscal, que não mandava capiná-la? Os três garotos desceram manhã cedo, para o banho e a pega de passarinho. Só com essa inten- ção. Mas era bom passar pela casa da doida e provocá-la. As mães diziam o contrário: que era horroroso, poucos pecados seriam maio- res. Dos doidos devemos ter piedade, porque eles não gozam dos benefícios com que nós, os sãos, fomos aquinhoados. Não explicavam bem quais fossem esses benefícios, ou expli- cavam demais, e restava a impressão de que eram todos privilégios de gente adulta, como fazer visitas, receber cartas, entrar para ir- mandades. E isso não comovia ninguém. A loucura parecia antes erro do que miséria. E os três sentiam-se inclinados a 1lapidar a doida, isolada e agreste no seu jardim. Como era mesmo a cara da doida, poucos poderiam dizê-lo. Não aparecia de frente e de corpo inteiro, como as outras pessoas, conversan- do na calma. Só o busto, recortado numa das janelas da frente, as mãos magras, amea- çando. Os cabelos, brancos e desgrenhados. E a boca inflamada, soltando xingamentos, pragas, numa voz rouca. Eram palavras da Bíblia misturadas a termos populares, dos quais alguns pareciam escabrosos, e todos fortíssimos na sua cólera. Sabia-se confusa- mente que a doida tinha sido moça igual às outras no seu tempo remoto (contava mais de sessenta anos, e loucura e idade, juntas, lhe lavraram o corpo). Corria, com variantes, a história de que fora noiva de um fazendei- ro, e o casamento uma festa estrondosa; mas na própria noite de núpcias o homem a re- pudiara, Deus sabe por que razão. O marido ergueu-se terrível e empurrou-a, no calor do bate-boca; ela rolou escada abaixo, foi que- brando ossos, arrebentando-se. Os dois nun- ca mais se veriam. Já outros contavam que o pai, não o marido, a expulsara, e esclareciam que certa manhã o velho sentira um amargo diferente no café, ele que tinha dinheiro grosso e estava custando a morrer – mas nos 2racontos antigos abusava-se de veneno. De qualquer modo, as pessoas grandes não contavam a história direito, e os meninos deformavam o conto. Repudiada por todos, ela se fechou naquele chalé do caminho do córrego, e acabou perdendo o juízo. Perdera antes todas as relações. Ninguém tinha âni- mo de visitá-la. O padeiro mal jogava o pão na caixa de madeira, à entrada, e eclipsava- -se. Diziam que nessa caixa uns primos ge- nerosos mandavam pôr, à noite, provisões e roupas, embora oficialmente a ruptura com a família se mantivesse inalterável. Às ve- zes uma preta velha arriscava-se a entrar, com seu cachimbo e sua paciência educada no cativeiro, e lá ficava dois ou três meses, cozinhando. Por fim a doida enxotava-a. E, afinal, empregada nenhuma queria servi-la. Ir viver com a doida, pedir a bênção à doida, jantar em casa da doida, passaram a ser, na cidade, expressões de castigo e símbolos de 3irrisão.Vinte anos de uma tal existência, e a legenda está feita. Quarenta, e não há mudá- -la. O sentimento de que a doida carregava uma culpa, que sua própria doidice era uma falta grave, uma coisa aberrante, instalou- -se no espírito das crianças. E assim, gera- ções sucessivas de moleques passavam pela porta, fixavam cuidadosamente a vidraça e lascavam uma pedra. A princípio, como justa penalidade. Depois, por prazer. Finalmente, e já havia muito tempo, por hábito. Como a doida respondesse sempre furiosa, criara-se na mente infantil a ideia de um equilíbrio por compensação, que afogava o remorso. Em vão os pais censuravam tal procedimen- to. Quando meninos, os pais daqueles três tinham feito o mesmo, com relação à mesma doida, ou a outras. Pessoas sensíveis lamen- tavam o fato, sugeriam que se desse um jeito para internar a doida. Mas como? O hospício era longe, os parentes não se interessavam. E daí – explicava-se ao forasteiro que por- ventura estranhasse a situação – toda cidade tem seus doidos; quase que toda família os tem. Quando se tornam ferozes, são tranca- dos no sótão; fora disto, circulam pacifica- mente pelas ruas, se querem fazê-lo, ou não, se preferem ficar em casa. E doido é quem Deus quis que ficasse doido... Respeitemos sua vontade. Não há remédio para loucura; nunca nenhum doido se curou, que a cidade soubesse; e a cidade sabe bastante, ao passo que livros mentem. (Contos de aprendiz, 2012.) § 1lapidar: apedrejar. § 2raconto: relato, narrativa. § 3irrisão: zombaria. 14 7 (Unifesp 2019) Em “Não aparecia de frente e de corpo inteiro, como as outras pessoas, conversando na calma” (3º parágrafo), o ter- mo sublinhado é um verbo a) de ligação. b) transitivo direto e indireto. c) transitivo direto. d) intransitivo. e) transitivo indireto. 8. (Unifesp 2019) Derivação regressiva: for- mação de palavras novas pela redução de uma palavra já existente. A redução se faz mediantesupressão de elementos terminais (sufixos, desinências). (Celso Pedro Luft. Gramática resumida, 2004.) Constitui exemplo de palavra formada pelo processo de derivação regressiva o termo su- blinhado em: a) “Sabia-se confusamente que a doida ti- nha sido moça igual às outras no seu tempo remoto” (4º parágrafo) b) “E a boca inflamada, soltando xingamen- tos, pragas, numa voz rouca.” (3o pará- grafo)º c) “Os três garotos desceram manhã cedo, para o banho e a pega de passarinho.” (2º parágrafo) d) “A doida habitava um chalé no centro do jardim maltratado.” (1º parágrafo) e) “O sentimento de que a doida carregava uma culpa, que sua própria doidice era uma falta grave” (5º parágrafo) TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: Para responder à(s) questão(ões) a seguir, leia o trecho do livro Casa-grande e senzala, de Gilberto Freyre. Mas a casa-grande patriarcal não foi apenas fortaleza, capela, escola, oficina, santa casa, harém, convento de moças, hospedaria. De- sempenhou outra função importante na eco- nomia brasileira: foi também banco. Dentro das suas grossas paredes, debaixo dos tijolos ou mosaicos, no chão, enterrava-se dinheiro, guardavam-se joias, ouro, valores. Às vezes guardavam-se joias nas capelas, enfeitando os santos. Daí Nossas Senhoras sobrecarre- gadas à baiana de teteias, balangandãs, co- rações, cavalinhos, cachorrinhos e correntes de ouro. Os ladrões, naqueles tempos piedo- sos, raramente ousavam entrar nas capelas e roubar os santos. É verdade que um roubou o esplendor e outras joias de São Benedito; mas sob o pretexto, ponderável para a épo- ca, de que “negro não devia ter luxo”. Com efeito, chegou a proibir-se, nos tempos co- loniais, o uso de “ornatos de algum luxo” pelos negros. Por segurança e precaução contra os corsá- rios, contra os excessos demagógicos, con- tra as tendências comunistas dos indígenas e dos africanos, os grandes proprietários, nos seus zelos exagerados de privativismo, enterraram dentro de casa as joias e o ouro do mesmo modo que os mortos queridos. Os dois fortes motivos das casas-grandes acaba- rem sempre mal-assombradas com cadeiras de balanço se balançando sozinhas sobre ti- jolos soltos que de manhã ninguém encon- tra; com barulho de pratos e copos batendo de noite nos aparadores; com almas de se- nhores de engenho aparecendo aos parentes ou mesmo estranhos pedindo padres-nossos, ave-marias, gemendo lamentações, indican- do lugares com botijas de dinheiro. Às ve- zes dinheiro dos outros, de que os senhores ilicitamente se haviam apoderado. Dinheiro que compadres, viúvas e até escravos lhes ti- nham entregue para guardar. Sucedeu mui- ta dessa gente ficar sem os seus valores e acabar na miséria devido à esperteza ou à morte súbita do depositário. Houve senhores sem escrúpulos que, aceitando valores para guardar, fingiram-se depois de estranhos e desentendidos: “Você está maluco? Deu-me lá alguma cousa para guardar?” Muito dinheiro enterrado sumiu-se miste- riosamente. Joaquim Nabuco, criado por sua madrinha na casa-grande de Maçangana, morreu sem saber que destino tomara a ou- rama para ele reunida pela boa senhora; e provavelmente enterrada em algum desvão de parede. […] Em várias casas-grandes da Bahia, de Olinda, de Pernambuco se têm en- contrado, em demolições ou escavações, bo- tijas de dinheiro. Na que foi dos Pires d’Ávila ou Pires de Carvalho, na Bahia, achou-se, num recanto de parede, “verdadeira fortuna em moedas de ouro”. Noutras casas-grandes só se têm desencavado do chão ossos de es- cravos, justiçados pelos senhores e manda- dos enterrar no quintal, ou dentro de casa, à revelia das autoridades. Conta-se que o visconde de Suaçuna, na sua casa-grande de Pombal, mandou enterrar no jardim mais de um negro supliciado por ordem de sua justi- ça patriarcal. Não é de admirar. Eram senho- res, os das casas-grandes, que mandavam matar os próprios filhos. Um desses patriar- cas, Pedro Vieira, já avô, por descobrir que o filho mantinha relações com a mucama de sua predileção, mandou matá-lo pelo irmão mais velho. (In: Silviano Santiago (coord.). Intérpretes do Brasil, 2000.) 15 9 (Unifesp 2019) Ao se transpor a frase “Às vezes guardavam-se joias nas capelas, enfei- tando os santos.” (1º parágrafo) para a voz passiva analítica, o termo sublinhado assu- me a seguinte forma: a) seriam guardadas. b) fossem guardadas. c) foram guardadas. d) eram guardadas. e) são guardadas. 10. (Fuvest 2018) Examine esta propaganda. Por ser empregado tanto na linguagem for- mal quanto na linguagem informal, o termo “legal” pode ser lido, no contexto da propa- ganda, respectivamente, nos seguintes sen- tidos: a) lícito e bom. b) aceito e regulado. c) requintado e excepcional. d) viável e interessante. e) jurídico e autorizado. Gabarito E.O. 1. B 2. E 3. A 4. A 5. D 6. B 7. D 8. C 9. D 10. A INTERPRETAÇÃO DE TEXTOSL C LINGUAGENS E CÓDIGOS 19 Sala TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO Sou um Evadido Fernando Pessoa Sou um evadido. Logo que nasci Fecharam-me em mim, Ah, mas eu fugi. Se a gente se cansa Do mesmo lugar, Do mesmo ser Por que não se cansar? Minha alma procura-me Mas eu 1ando a monte, Oxalá que ela Nunca me encontre. Ser um é cadeia, Ser eu é não ser. Viverei fugindo Mas vivo a valer. Obra poética, 1997 1"andar a monte": andar fugindo das autoridades 1. (Unifesp 2019) “Rima rica” é aquela que ocorre entre palavras de classes gramaticais diferentes, a exemplo do que se verifica a) na primeira estrofe (“nasci”/“fugi”) e na segunda estrofe (“lugar”/“cansar”). b) na terceira estrofe (“monte”/“encontre”), apenas c) na segunda estrofe (“lugar”/“cansar”), apenas d) na primeira estrofe (“nasci”/“fugi”) e na terceira estrofe (“monte”/“encontre”). e) na segunda estrofe (“lugar”/“cansar”) e na terceira estrofe (“monte”/“encontre”). TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO Nasceu o dia e expirou. Já brilha na cabana de Araquém o fogo, companheiro da noite. Correm lentas e silenciosas no azul do céu, as estrelas, filhas da lua, que esperam a volta da mãe ausente. Martim se embala docemente; e como a alva rede que vai e vem, sua vontade oscila de um a outro pensamento. Lá o espera a virgem loura dos castos afetos; aqui lhe sorri a virgem morena dos ardentes amores. Iracema recosta-se langue ao punho da rede; seus olhos negros e fúlgidos, ternos olhos de sabiá, buscam o estrangeiro, e lhe entram n’alma. O cristão sorri; a virgem palpita; como o saí, fascinado pela serpente, vai declinando o lascivo talhe, que se debruça enfim sobre o peito do guerreiro. José de Alencar, Iracema INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS LINGUAGENS, CÓDIGOS e suas tecnologias 20 2. (Fuvest 2017) É correto afirmar que, no texto, o narrador a) prioriza a ordem direta da frase, como se pode verificar nos dois primeiros parágrafos do texto. b) usa o verbo “correr” (2º parágrafo) com a mesma acepção que se verifica na frase “Travam das armas os rápidos guerreiros, e correm ao campo” (também extraída do romance Iracema). c) recorre à adjetivação de caráter objetivo para tornar a cena mais real. d) emprega, a partir do segundo parágrafo, o presente do indicativo, visando dar maior vivacidade aos fatos narrados, aproximando-os do leitor. e) atribui, nos trechos “aqui lhe sorri” e “lhe entram n’alma”, valor possessivo ao pronome “lhe”. 3. (Enem 2016) Entrevista com Terezinha Guilhermina Terezinha Guilhermina é uma das atletas mais premiadas da história paraolímpica do Brasil e um dos principais nomes do atletismo mundial. Está no Guinness Book de 2013/2014 como a “cega” mais rápida do mundo. Observatório: Quais os desafios você teve que superar para se consagrar como atleta profissional? Terezinha Guilhermina: Considero a ausência de recursos financeiros, nos três primeiros anos da minha carreira, como meu principal desafio. A falta de um atleta-guia, para me auxiliar nos treinamentos, me obrigava a treinarsozinha e, por não enxergar bem, acabava sofrendo alguns acidentes como trombadas e quedas. Observatório: Como está a preparação para os Jogos Paraolímpicos de 2016? Terezinha Guilhermina: Estou trabalhando intensamente, com vistas a chegar lá bem melhor do que estive em Londres. E, por isso, posso me dedicar a treinos diários, trabalhos preventivos de lesões e acompanhamento psicológico e nutricional da melhor qualidade. Revista do Observatório Brasil de igualdade de Gênero, n. 6, dez. 2014 (adaptado). O texto permite relacionar uma prática corporal com uma visão ampliada de saúde. O fator que possibilita identificar essa perspectiva é o(a) a) aspecto nutricional. b) condição financeira. c) Sprevenção de lesões. d) treinamento esportivo. e) acompanhamento psicológico. 4. (Enem 2015) Aquarela O corpo no cavalete é um pássaro que agoniza exausto do próprio grito. As vísceras vasculhadas principiam a contagem regressiva. No assoalho o sangue se decompõe em matizes que a brisa beija e balança: o verde - de nossas matas o amarelo - de nosso ouro o azul - de nosso céu o branco o negro o negro CACASO. In: HOLLANDA, H. B (Org.). 26 poetas hoje. Rio do Janeiro: Aeroplano, 2007. Situado na vigência do Regime Militar que governou o Brasil, na década de 1970, o poema de Ca- caso edifica uma forma de resistência e protesto a esse período, metaforizando a) as artes plásticas, deturpadas pela repressão e censura. b) a natureza brasileira, agonizante como um pássaro enjaulado. c) o nacionalismo romântico, silenciado pela perplexidade com a Ditadura. d) o emblema nacional, transfigurado pelas marcas do medo e da violência. e) as riquezas da terra, espoliadas durante o aparelhamento do poder armado. 21 TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO E Jerônimo via e escutava, sentindo ir-se-lhe toda a alma pelos olhos enamorados. Naquela mulata estava o grande mistério, a síntese das impressões que ele recebeu chegando aqui: ela era a luz ardente do meio-dia; ela era o calor vermelho das sestas da fazenda; era o aroma quente dos trevos e das baunilhas, que o atordoara nas matas brasileiras; era a palmeira virginal e esquiva que se não torce a nenhuma outra planta; era o veneno e era o açúcar gostoso; era o sapoti mais doce que o mel e era a castanha do caju, que abre feridas com o seu azeite de fogo; ela era a cobra verde e traiçoeira, a lagarta viscosa, a muriçoca doida, que esvoaçava havia muito tempo em torno do corpo dele, assanhando-lhe os desejos, acordando-lhe as fibras embambecidas pela saudade da terra, picando-lhe as artérias, para lhe cuspir dentro do sangue uma centelha daquele amor setentrional, uma nota daquela música feita de gemidos de prazer, uma larva daquela nuvem de cantáridas que zumbiam em torno da Rita Baiana e espalhavam-se pelo ar numa fosforescência afrodisíaca. Aluísio Azevedo, O Cortiço 5. (Fuvest 2015) O conceito de hiperônimo (vocábulo de sentido mais genérico em relação a outro) aplica-se à palavra “planta” em relação a “palmeira”, “trevos”, “baunilha” etc., todas presentes no texto. Tendo em vista a relação que estabelece com outras palavras do texto, constitui também um hiperônimo a palavra a) “alma”. b) “impressões”. c) “fazenda”. d) “cobra”. e) “saudade”. 22 E.O. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO Daí à pedreira restavam apenas uns cinquen- ta passos e o chão era já todo coberto por uma farinha de pedra moída que sujava como a cal. Aqui, ali, por toda a parte, encontravam- -se trabalhadores, uns ao sol, outros debai- xo de pequenas barracas feitas de lona ou de folhas de palmeira. De um lado cunhavam pedra cantando; de outro a quebravam a pica- reta; de outro afeiçoavam lajedos1 a ponta de picão2; mais adiante faziam paralelepípedos a escopro2 e macete2. E todo aquele retintim de ferramentas, e o martelar da forja, e o coro dos que lá em cima brocavam a rocha para lançar-lhe fogo, e a surda zoada ao longe, que vinha do cortiço, como de uma aldeia alarma- da; tudo dava a ideia de uma atividade feroz, de uma luta de vingança e de ódio. Aqueles homens gotejantes de suor, bêbedos de ca- lor, desvairados de insolação, a quebrarem, a espicaçarem, a torturarem a pedra, pareciam um punhado de demônios revoltados na sua impotência contra o impassível gigante que os contemplava com desprezo, imperturbável a todos os golpes e a todos os tiros que lhe desfechavam no dorso, deixando sem um ge- mido que lhe abrissem as entranhas de gra- nito. O membrudo cavouqueiro3 havia chega- do à fralda4 do orgulhoso monstro de pedra; tinha-o cara a cara, mediu-o de alto a baixo, arrogante, num desafio surdo. A pedreira mostrava nesse ponto de vista o seu lado mais imponente. Descomposta, com o escalavrado5 flanco exposto ao sol, erguia- -se altaneira e desassombrada, afrontando o céu, muito íngreme, lisa, escaldante e cheia de cordas que mesquinhamente lhe escorriam pela ciclópica6 nudez com um efeito de teias de aranha. Em certos lugares, muito alto do chão, lhe haviam espetado alfinetes de ferro, amparando, sobre um precipício, miseráveis tábuas que, vistas cá de baixo, pareciam pa- litos, mas em cima das quais uns atrevidos pigmeus de forma humana equilibravam-se, desfechando golpes de picareta contra o gi- gante. O cavouqueiro meneou a cabeça com ar de lástima. O seu gesto desaprovava todo aquele serviço. – Veja lá! disse ele, apontando para certo ponto da rocha. Olhe para aquilo! Sua gente tem ido às cegas no trabalho desta pedreira. Deviam atacá-la justamente por aquele outro lado, para não contrariar os veios da pedra. Esta parte aqui é toda granito, é a melhor! Pois olhe só o que eles têm tirado de lá – umas lascas, uns calhaus7 que não servem para nada! É uma dor de coração ver estra- gar assim uma peça tão boa! Agora o que hão de fazer dessa cascalhada que aí está senão macacos8? E brada aos céus, creia! ter pedra desta ordem para empregá-la em macacos! O vendeiro escutava-o em silêncio, aper- tando os beiços, aborrecido com a ideia da- quele prejuízo. Aluísio Azevedo, O cortiço. São Paulo: Ática, 2009. § Vocabulário: § 1 lajedos - pedras § 2 picão, escopro, macete - instrumentos de trabalho § 3 cavouqueiro - aquele que trabalha em minas e pedreiras § 4 fralda - parte inferior § 5 escalavrado - golpeado, esfolado § 6 ciclópica - colossal, gigantesca § 7 calhaus - pedras soltas § 8 macacos - paralelepípedos 1. (Uerj 2011) O texto de Aluísio Azevedo, que faz parte da estética naturalista, utili- za recursos expressivos de sonoridade, como a onomatopeia. Considere o seguinte frag- mento: E todo aquele retintim de ferramentas, e o martelar da forja, e o coro dos que lá em cima brocavam a rocha para lançar-lhe fogo, e a surda zoada ao longe, que vinha do corti- ço, (2º parágrafo) Indique dois exemplos do emprego da ono- matopeia e justifique a sua presença no tex- to naturalista. 2 (Unicamp 2019) Leia o texto a seguir, pu- blicado no Instagram e em um livro do @ akapoeta João Doederlein. Estrela é quem, feito capora, se multiplicou no céu, diria Carpinejar. são as manchas que o uni- verso não tem vergonha de mostrar. são as pintas nas suas costas e as sardas no seu rosto, são as memórias de quem já partiu, é onde escreve o destino. é o brilho particular que algumas pessoas carregam no olhar. João Doederlein, O Livro dos Ressignificados. São Paulo: Paralela, 2017, p 17 A ressignificação de estrela ocorre porque o verbete apresenta 23 a) diversas acepções dessa palavra de modo amplo, literal e descritivo. b) cinco definições da palavra relativas à reali- dade e uma definição figurada. c) vários contextos de uso que evidenciam o caráter expositivo do gênero verbete. d) uma entrada formal de dicionário e acepções que expressam visões particulares. 3 (Unicamp 2019) Há dois tipos de palavras: as proparoxítonas e o resto. As proparoxíto- nas são o ápice da cadeia alimentar do léxi- co. As palavras mais pernósticas são sempreproparoxítonas. Para pronunciá-las, há que ter ânimo, falar com ímpeto - e, despóticas, ainda exigem acento na sílaba tônica! Sob qualquer ângulo, a proparoxítona tem mais crédito. É inequívoca a diferença entre o ar- ruaceiro e o vândalo. Uma coisa é estar na ponta – outra, no vértice. Ser artesão não é nada, perto de ser artífice. Legal ser eleito Papa, mas bom mesmo é ser Pontífice. Adaptado de Eduardo Affonso, “Há dois tipos de palavras: as proparoxítonas e o resto”. Disponível em www.facebook.com/eduardo22affonso/. Segundo o texto, as proparoxítonas são pa- lavras que a) garantem sua pronúncia graças à exigência de uma sílaba tônica. b) conferem nobreza ao léxico da língua graças à facilidade de sua pronúncia. c) revelam mais prestígio em função de seu pouco uso e de sua dupla acentuação. d) exibem sempre sua prepotência, além de im- porem a obrigatoriedade da acentuação. 4 (Unicamp 2019) Uma página do Facebook faz humor com montagens que combinam capas de livros já publicados e memes que circulam nas redes sociais. Uma dessas pos- tagens envolve a obra de Henry Thoreau, para quem a desobediência civil é uma for- ma de protesto legítima contra leis ou atos governamentais considerados injustos pelo cidadão e que ponham em risco a democra- cia”. O efeito de humor aqui se deve ao fato de que a montagem a) refuta as razões para a desobediência ci- vil com base na desculpa apresentada pela criança. b) antecipa uma possível avaliação negativa da desobediência sustentada pelo livro. c) equipara as razões da desobediência civil à justificativa apresentada pela criança. d) contesta a legitimidade da desobediência ci- vil defendida por Thoreau 5 (Enem 2018) – Famigerado? [...] – Famigerado é “inóxio”, é “célebre”, “notó- rio”, “notável” ... – Vosmecê mal não veja em minha grossaria no não entender. Mais me diga: é desafora- do? É caçoável? É de arrenegar? Farsância? Nome de ofensa? – Vilta nenhuma, nenhum doesto. São ex- pressões neutras, de outros usos ... – Pois ... e o que é que é, em fala de pobre, linguagem de em dia de semana? – Famigerado? Bem. É: “importante”, que merece louvor, respeito .. ROSA, G. Famigerado. In: Primeiras estórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. Nesse texto, a associação de vocábulos da língua portuguesa a determinados dias da semana remete ao a) local de origem dos interlocutores. b) estado emocional dos interlocutores. c) grau de coloquialidade da comunicação. d) nível de intimidade entre os interlocutores. e) conhecimento compartilhado na comunica- ção. 24 6 (Enem 2018) Certa vez minha mãe surrou-me com uma corda nodosa que me pintou as costas de manchas sangrentas. Moído, virando a cabeça com dificuldade, eu distinguia nas costelas grandes lanhos vermelhos. Deitaram-me, enrolaram-me em panos molhados com água de sal – e houve uma discussão na família. Minha avó, que nos visitava, condenou o procedimento da filha e esta afligiu- -se. Irritada, ferira-me à toa, sem querer. Não guardei ódio a minha mãe: o culpado era o nó. RAMOS, G. Infância. Rio de Janeiro: Record, 1998. Num texto narrativo, a sequência dos fatos contribui para a progressão temática. No fragmento, esse processo é indicado a) pela a alternância das pessoas do discurso que determinam o foco narrativo. b) utilização de formas verbais que marcam tempos narrativos variados. c) indeterminação dos sujeitos de ações que caracterizam os eventos narrados. d) justaposição de frases que relacionam semanticamente os acontecimentos narrados. e) recorrência de expressões adverbiais que organizam temporalmente a narrativa. 7. (Enem 2018) A história do futebol é uma triste viagem do prazer ao dever. [...] O jogo se trans- formou em espetáculo, com poucos protagonistas e muitos espectadores, futebol para olhar, e o espetáculo se transformou num dos negócios mais lucrativos do mundo, que não é organizado para ser jogado, mas para impedir que se jogue. A tecnocracia do esporte profissional foi impondo um futebol de pura velocidade e muita força, que renuncia à alegria, atrofia a fantasia e proíbe a ousadia. Por sorte ainda aparece nos campos, [...] algum atrevido que sai do roteiro e comete o disparate de driblar o time adversário inteirinho, além do juiz e do público das arquibancadas, pelo puro prazer do corpo que se lança na proibida aventura da liberdade. GALEANO, E. Futebol ao sol e à sombra. Porto Alegre: L&PM Pockets, 1995 (adaptado). O texto indica que as mudanças nas práticas corporais, especificamente no futebol, a) fomentaram uma tecnocracia, promovendo uma vivência mais lúdica e irreverente. b) promoveram o surgimento de atletas mais habilidosos, para que fossem inovadores. c) incentivaram a associação dessa manifestação à fruição, favorecendo o improviso. d) tornaram a modalidade em um produto a ser consumido, negando sua dimensão criativa. e) contribuíram para esse esporte ter mais jogadores, bem como acompanhado de torcedores. 8. (Enem 2018) É preciso não beber mais. Não é preciso sentir vontade de beber e não beber: é pre- ciso não sentir vontade de beber. É preciso não dar de comer aos urubus. É preciso fechar para balanço e reabrir. É preciso não dar de comer aos urubus. Nem esperanças aos urubus. É preciso sacudir a poeira. É preciso poder beber sem se oferecer em holocausto. É preciso. É preciso não morrer por enquanto. É preciso sobreviver para verificar. Não pensar mais na solidão de Rogério, e deixá-lo. É preciso não dar de comer aos urubus. É preciso enquanto é tempo não morrer na via pública. TORQUATO NETO. In: MENDONÇA, J. (Org.) Poesia (im)popular brasileira. São Bernardo do Campo: Lamparina Luminosa, 2012. O processo de construção do texto formata uma mensagem por ele dimensionada, uma vez que a) configura o estreitamento da linguagem poética. b) reflete as lacunas da lucidez em desconstrução. c) projeta a persistência das emoções reprimidas. d) repercute a consciência da agonia antecipada. e) revela a fragmentação das relações humanas. 9. (Enem 2018) Eu sobrevivi do nada, do nada Eu não existia Não tinha uma existência Não tinha uma matéria Comecei existir com quinhentos milhões e quinhentos mil anos Logo de uma vez, já velha Eu não nasci criança, nasci já velha Depois é que eu virei criança E agora continuei velha Me transformei novamente numa velha Voltei ao que eu era, uma velha PATROCÍNIO, S. In: MOSÉ, V. (Org.). Reino dos bichos e dos animais é meu nome. Rio de Janeiro: Azougue, 2009. 25 Nesse poema de Stela do Patrocínio, a singularidade da expressão lírica manifesta-se na a) representação da infância, redimensionada no resgate da memória. b) associação de imagens desconexas, articuladas por uma fala delirante. c) expressão autobiográfica, fundada no relato de experiências de alteridade. d) incorporação de elementos fantásticos, explicitada por versos incoerentes. e) transgressão à razão, ecoada na desconstrução de referências temporais. 10. (Enem 2018) Ó Pátria amada. Idolatrada, Salve! Salve! Brasil, de amor eterno seja símbolo O lábaro que ostentas estrelado, E diga o verde-louro dessa flâmula — “Paz no futuro e glória no passado.” Mas, se ergues da justiça a clava forte, Verás que um filho teu não foge à luta, Nem teme, quem te adora, a própria morte. Terra adorada, Entre outras mil, És tu, Brasil, Ó Pátria amada! Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil! Hino Nacional do Brasil. Letra: Joaquim Osório Duque Estrada.Música: Francisco Manuel da Silva (fragmento). O uso da norma-padrão na letra do Hino Nacional do Brasil é justificado por tratar-se de um(a) a) reverência de um povo a seu país. b) gênero solene de característica protocolar. c) canção concebida sem interferência da oralidade. d) escrita de uma fase mais antiga da língua portuguesa. e) artefato cultural respeitado por todo o povo brasileiro. 11.(Enem 2018) o que será que ela quer essa mulher de vermelho alguma coisa ela quer pra ter posto esse vestido não pode ser apenas uma escolha casual podia ser um amarelo verde ou talvez azul mas ela escolheu vermelho ela sabe o que ela quer e ela escolheu vestido e ela é uma mulher então com base nesses fatos eu já posso afirmar que conheço o seu desejo caro watson, elementar: o que ela quer sou euzinho sou euzinho o que ela quer só pode ser euzinho o que mais podia ser FREITAS, A. Um útero é do tamanho de um punho. São Paulo: Cosac Naify, 2013. No processo de elaboração do poema, a autora confere ao eu lírico uma identidade que aqui repre- senta a a) hipocrisia do discurso alicerçado sobre o senso comum. b) mudança de paradigmas de imagem atribuídos à mulher. c) tentativa de estabelecer preceitos da psicologia feminina. d) importância da correlação entre ações e efeitos causados. e) valorização da sensibilidade como característica de gênero. 26 Gabarito E.O. 1. A onomatopeia é uma figura da retórica que, através de imitação ou reprodução, aproxima por semelhança o som de uma palavra à realidade que representa, seja o canto dos animais, o som dos instrumentos musicais ou o barulho que acompanha os fenômenos da natureza. “Retintim” ex- pressa o ruído de objetos metálicos que se chocam entre si e contra a pedra, e “zoada”, o zumbido provocado pelas vozes e ruídos que vinham do cortiço. 2. D 3. D 4. C 5. C 6. B 7. D 8. D 9. E 10. B 11. A LITERATURAL C LINGUAGENS E CÓDIGOS 29 Sala 1. (G1 - cftmg 2018) Já desprezei, sou hoje desprezado, Despojo sou, de quem triunfo hei sido, E agora nos desdéns de aborrecido, Desconto as ufanias de adorado. O amor me incita a um perpétuo agrado, O decoro me obriga a um justo olvido: E não sei, no que emprendo, e no que lido, Se triunfe o respeito, se o cuidado. Porém vença o mais forte sentimento, Perca o brio maior autoridade, Que é menos o ludíbrio, que o tormento. Quem quer, só do querer faça vaidade, Que quem logra em amor entendimento, Não tem outro capricho, que a vontade. MATOS, Gregório de. Poemas escolhidos de Gregório de Matos. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. Em termos formais e temáticos, as principais características barrocas do soneto são, res- pectivamente, a) a sintaxe rebuscada e o culto aos contrastes. b) o rigor métrico e a crítica ao sentimentalis- mo. c) o vocabulário erudito e a reflexão sobre o amor. d) as rimas alternadas e o embate entre emoção e razão. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO À cidade da Bahia Triste Bahia! Ó quão dessemelhante Estás e estou do nosso antigo estado! Pobre te vejo a ti, tu a mi empenhado, Rica te vi eu já, tu a mi abundante. A ti trocou-te a máquina mercante, Que em tua larga barra tem entrado, A mim foi-me trocando e tem trocado Tanto negócio e tanto negociante. LITERATURA GREGÓRIO DE MATOS GUERRA, O BOCA DO INFERNO, E PADRE ANTÔNIO VIEIRA LINGUAGENS, CÓDIGOS e suas tecnologias Deste em dar tanto açúcar excelente Pelas drogas inúteis, que abelhuda Simples aceitas do sagaz Brichote. Oh quisera Deus que de repente Um dia amanheceras tão sisuda Que fora de algodão o teu capote! Matos, Gregório de. Poemas escolhidos. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. 2. (Ufjf-pism 3 2017) O poema de Gregório de Matos é uma crítica ao: a) renascimento cultural. b) mercantilismo. c) medievalismo. d) preconceito racial. e) aumento dos preços. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO A Christo S. N. Crucifica- do estando o poeta na última hora de sua vida. Meu Deus que estais pendente em um ma- deiro, Em cuja lei protesto de viver Em cuja santa lei hei de morrer Animoso, constante, firme e inteiro. Neste lance, por ser o derradeiro, Pois vejo a minha vida anoitecer, É, meu Jesus, a hora de se ver A brandura de um Pai, manso Cordeiro. Mui grande é vosso amor e meu delito, Porém pode ter fim todo pecar, E não o vosso amor, que é infinito. Esta razão me obriga a confiar, Que por mais que pequei, neste conflito Espero em vosso amor de me salvar. MATOS, Gregório. In: AMADO, James (Org.) Obras Completas de Gregório de Matos. Salvador: Ed. Janaína, 1968. V. I, p. 47. 30 3. (Uefs 2017) Sobre as características do autor e do momento literário que ele representa encontra- das no soneto, é correto afirmar: I. O poema ilustra uma das razões de Gregório de Matos ter sido chamado de “Boca do Inferno”: a ousadia de criticar a igreja católica e o constante desafio dirigido a Deus, que, para provar a infinitude de seu amor, seria obrigado a perdoá-lo. II. No poema, por força da iminência da morte, o poeta se expressa numa contrição de fé religiosa, com a admissão humilde da condição de pecador e a confiança de merecer a misericórdia de Deus, com o perdão de seus pecados. III. Há, no poema, um jogo de ideias característico desse momento literário, que se expressa numa retórica de campos opostos: condição humana, pecado e punição, de um lado e, de outro, con- dição divina, misericórdia e perdão. IV. As expressões “vejo a minha vida anoitecer” (v. 6) e “manso Cordeiro.” (v. 8), além das contra- dições entre “viver” (v. 2) e “morrer” (v. 3) bem como entre “ter fim” (v. 10) e “infinito” (v. 11) revelam o uso de figuras de linguagem e de pensamento que caracterizam o Barroco. V. Dentre as categorias que caracterizam o conjunto da obra de Gregório de Matos publicada pela Academia de Letras – Sacra, Lírica, Graciosa, Satírica e Ultima – este poema se insere na segun- da categoria. A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a a) I e II. b) II e IV. c) IV e V. d) II, III e IV. e) I, III e IV. 4. (Ufpr) O soneto “No fluxo e refluxo da maré encontra o poeta incentivo pra recordar seus males”, de Gregório de Matos, apresenta características marcantes do poeta e do período em que ele o es- creveu: Seis horas enche e outras tantas vaza A maré pelas margens do Oceano, E não larga a tarefa um ponto no ano, Depois que o mar rodeia, o sol abrasa. Desde a esfera primeira opaca, ou rasa A Lua com impulso soberano Engole o mar por um secreto cano, E quando o mar vomita, o mundo arrasa. Muda-se o tempo, e suas temperanças. Até o céu se muda, a terra, os mares, E tudo está sujeito a mil mudanças. Só eu, que todo o fim de meus pesares Eram de algum minguante as esperanças, Nunca o minguante vi de meus azares. De acordo com o poema, é correto afirmar: a) A temática barroca do desconcerto do mundo está representada no poema, uma vez que as coisas do mundo estão em desarmonia entre si. b) A transitoriedade das coisas terrenas está em oposição ao caráter imutável do sujeito, submetido a uma concepção fatalista do destino humano. c) A concepção de um mundo às avessas está figurada no soneto através da clara oposição entre o mar que tudo move e a lua imutável. d) A clareza empregada para exposição do tema reforça o ideal de simplicidade e bucolismo da poesia barroca, cujo lema fundamental era a aurea mediocritas. e) A sintonia entre a natureza e o eu poético embasa as personificações de objetos inanimados aliadas às hipérboles que descrevem o sujeito. 31 5. (Unisc) Assinale a alternativa incorreta. a) Haroldo de Campos, Augusto de Campos e Décio Pignatari são importantes poetas do Concretismo brasileiro. b) Tomás Antônio Gonzaga, autor de Cartas chilenas, é um dos mais importantes autores do Arcadismo brasileiro. c) Gonçalves Dias, Casimiro de Abreu e Castro Alves são, respectivamente, poetas da pri- meira, da segunda e da terceira geração do Romantismo brasileiro. d) A poesia barroca de Gregório de Matos Guer- ra é composta exclusivamente de versos sa- tíricos. e) A publicação de O mulato, de Aluísio Azeve- do, em 1881, marca o início do Naturalismo no Brasil. 32 E.O. 1. (G1 - ifsp) Leia o soneto abaixo, de Gregório de Matos Guerra, para responder à questão. Fábio: que pouco entendes de finezas: Quem faz só o que pode, a poucose obriga Quem contra os impossíveis se fatiga, a esse cede o Amor em mil 1ternezas. Amor comete sempre altas empresas: Pouco amor, muita sede não mitiga: Quem impossíveis vence, esse é que instiga vencer por ele muitas estranhezas. As durezas da cera, o Sol abranda, a da terra as branduras endurece: Atrás do que resiste, o raio é que anda. Quem vence a resistência, se enobrece: Quem faz o que não pode, impera e manda: Quem faz mais do que pode, esse merece. 1ternezas: ternuras GUERRA, Gregório de Matos. A um namorado, que se presumia de obrar finezas. In: HOLANDA, Sérgio Buarque de. Antologia dos Poetas Brasileiros da Fase Colonial. São Paulo: Perspectiva, 1979. p.65-66. A leitura atenta do texto permite afirmar que a) se trata de soneto em versos decassílabos e que, portanto, escapa, em alguma medida, à forma e à temática do Barroco. b) a temática da mitologia clássica – Amor, ou Eros, presente nos dois primeiros quartetos – é o que caracteriza o soneto acima como Barroco. c) a recorrência do pronome “quem”, ao longo dos dois primeiros quartetos, que culmina na última estrofe, revela as contradições tí- picas do Barroco. d) o fato de o eu lírico dirigir-se a “Fábio” e de fazer-lhe recomendações, na forma de soneto, assevera sua matriz contraditória e, portanto, barroca. e) a oposição entre fazer apenas o possível, de um lado, e fazer o impossível, de outro, con- fere feição barroca ao poema, pontilhando-o de antíteses. 2. (Upe-ssa) Gregório de Matos, poeta baiano, que viveu no século XVI, produziu uma poe- sia em que satiriza a sociedade de seu tem- po. Execrado no passado por seus conterrâ- neos, hoje é reconhecido como grande poeta, sendo, inclusive, sua poesia satírica fonte de pesquisa histórica. Leia os poemas e analise as proposições a seguir: Poema I Triste Bahia! Oh quão dessemelhante Estás, e estou do nosso antigo estado! Pobre te vejo a ti, tu a mi empenhado, Rica te vejo eu já, tu a mi abundante. A ti tocou-te a máquina mercante, Que em tua larga barra tem entrado, A mim foi-me trocando, e tem trocado Tanto negócio, e tanto negociante. Deste em dar tanto açúcar excelente Pelas drogas inúteis, que abelhuda Simples aceitas do sagaz Brichote. Oh se quisera Deus, que de repente Um dia amanheceras tão sisuda Que fora de algodão o teu capote (Gregório de Matos) Poema II Horas contando, numerando instantes, Os sentidos à dor, e à glória atentos, Cuidados cobro, acuso pensamentos, Ligeiros à esperança, ao mal constantes. Quem partes concordou tão dissonantes? Quem sustentou tão vários sentimentos? Pois para a glória excedem de tormentos, Para martírio ao bem são semelhantes. O prazer com a pena se embaraça; Porém quando um com outro mais porfia, O gosto corre, a dor apenas passa. Vai ao tempo alterando a fantesia, Mas sempre com vantagem na desgraça, Horas de inferno, instantes de alegria. (Gregório de Matos) I. Além de poeta satírico, o Boca do Inferno também cultivou a poesia lírica, compos- ta por temas diversificados, pois nos le- gou uma lírica amorosa, erótica e religio- sa e até de reflexão sobre o sofrimento, a exemplo do poema II. II. Considerado tanto poeta cultista quanto conceptista, o autor baiano revela cria- tividade e capacidade de improvisar, se- gundo comprovam os versos do poema I, em que realiza a crítica à situação eco- nômica da Bahia, dirigida, na época, por Antônio Luís da Câmara Coutinho. 33 III. Em Triste Bahia, poema I, musicado por Caetano Veloso, Gregório de Matos identi- fica-se com a cidade, ao relacionar a situ- ação de decadência em que se encontram tanto ele quanto a cidade onde vive. O po- ema abandona o tom de zombaria, atenu- ando a sátira contundente para tornar-se um quase lamento. IV. Os dois poemas são sonetos, forma fixa herdada do Classicismo, muito pouco uti- lizada pelo poeta baiano, que desprezou a métrica rígida e criou poesia em versos brancos e livres. V. Como poeta barroco, fez uso conscien- te dos recursos estéticos reveladores do conflito do homem da época, como se faz presente na antítese que encerra o II po- ema: “Horas de inferno, instantes de ale- gria”. Estão CORRETAS apenas a) I, II, III e V. b) I, II e IV. c) IV e V. d) I, III e IV. e) I, IV e V. 3. (Unicamp 2018) O trecho abaixo corres- ponde à parte final do primeiro Sermão de Quarta-Feira de Cinza, pregado em 1672 pelo Padre Antonio Vieira. “Em que cuidamos, e em que não cuidamos? Homens mortais, homens imortais, se to- dos os dias podemos morrer, se cada dia nos imos chegando mais à morte, e ela a nós; não se acabe com este dia a memória da morte. Resolução, resolução uma vez, que sem reso- lução nada se faz. E para que esta resolução dure, e não seja como outras, tomemos cada dia uma hora em que cuidemos bem naquela hora. De vinte e quatro horas que tem o dia, por que se não dará uma hora à triste alma? Esta é a melhor devoção e mais útil penitên- cia, e mais agradável a Deus, que podeis fa- zer nesta Quaresma. (...) Torno a dizer para que vos fique na memória: Quanto tenho vi- vido? Como vivi? Quanto posso viver? Como é bem que viva? Memento homo.” (Antonio Vieira, Sermões de Quarta-Feira de Cinza. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2016, p.102.) a) Levando em conta o trecho acima e o pro- pósito argumentativo do Sermão, explique por que, segundo Vieira, se deve preservar “a memória da morte”. b) Considere as perguntas presentes no trecho acima e explique sua função para a mensa- gem final do Sermão. 4. (Espcex (Aman) 2018) “Se gostas de afeta- ção e pompa de palavras e do estilo que cha- mam culto, não me leias. Quando esse estilo florescia, nasceram as primeiras verduras do meu; mas valeu-me tanto sempre a clareza, que só porque me entendiam comecei a ser ouvido. (...) Esse desventurado estilo que hoje se usa, os que querem honrar chamam- -lhe culto, os que o condenam chamam-lhe escuro, mas ainda lhe fazem muita honra. O estilo culto não é escuro, é negro (...) e muito cerrado. É possível que somos portu- gueses e havemos de ouvir um pregador em português e não havemos de entender o que diz?!” Padre Antônio Vieira, nesse trecho, faz uma crítica ao estilo barroco conhecido como a) conceptismo, por ser marcado pelo jogo de ideias, de conceitos, seguindo um raciocínio lógico. b) quevedismo, por utilizar-se de uma retórica aprimorada, a exemplo de seu principal cul- tor: Quevedo. c) antropocentrismo, caracterizado por mostrar o homem, culto e inteligente, como centro do universo. d) gongorismo, ao caracterizar-se por uma lin- guagem rebuscada, culta e extravagante. e) teocentrismo, caracterizado por padres es- critores que dominaram a literatura seiscen- tista. 5. (Ufrgs 2018) Leia o segmento abaixo, re- tirado do Sermão da Sexagésima, de Padre Antônio Vieira, e assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna. Supostas estas duas demonstrações; suposto que o fruto e efeitos da palavra de Deus, não fica, nem por parte de Deus, nem por par- te dos ouvintes, segue-se por consequência clara que fica por parte do pregador. E assim é. Sabeis, cristãos, por que não faz fruto a palavra de Deus? Por culpa dos pregadores. Sabeis, pregadores, por que não faz fruto a palavra de Deus? Por culpa nossa. [...] Mas como em um pregador há tantas qualidades, e em uma pregação tantas leis, e os prega- dores podem ser culpados em todas, em qual consistirá esta culpa? No pregador podem-se considerar cinco circunstâncias: __________. a) a pessoa, a ciência, o Evangelho, a oratória, os cânticos b) Deus, a fé, a matéria, o estilo, a voz c) Deus, a fé, o Evangelho, a oratória, os cânti- cos d) a pessoa, a fé, o Evangelho, o estilo, os cân- ticos e) a pessoa, a ciência, a matéria, o estilo, a voz 34 6. (Ufrgs 2017) Assinale a alternativa correta sobre o Sermão do bom sucesso das armas e o Sermão de Santo Antônio, do padre Antô- nio Vieira. a) No Sermão do bom sucesso das armas, o ora-dor constrói argumentos para desqualificar o interlocutor e, então, provar seu erro em proteger os holandeses. b) No Sermão de Santo Antônio, o orador diri- ge-se aos peixes, a fim de destacar suas vir- tudes, inexistentes nos homens. c) No Sermão do bom sucesso das armas, o orador simula uma interpelação a Deus para conclamar os maranhenses a lutarem contra os holandeses. d) No Sermão de Santo Antônio, o orador, si- mulando dirigir-se aos peixes, repreende, entre outras coisas, a tendência dos homens a se entredevorarem. e) No Sermão do bom sucesso das armas, o ora- dor simula a vitória dos holandeses, a fim de destacar a necessidade de os brasileiros abandonarem seus pecados. 7. (Ufrgs) Leia as seguintes afirmações sobre o Sermão de Santo Antônio aos peixes, de Padre Antônio Vieira. I. O Sermão apresenta a estratégia de se dirigir aos peixes, e não aos homens, es- tendendo o alcance crítico à conduta dos colonos maranhenses. II. O Sermão apresenta elogios aos grandes pregadores, através de passagens do Novo Testamento. III. A sardinha é eleita o símbolo do verda- deiro cristão, por ter sido o peixe multi- plicado por Jesus. Quais estão corretas? a) Apenas I. b) Apenas II. c) Apenas I e III. d) Apenas II e III. e) I, II e III. 8. (Enem PPL) Sermão da Sexagésima Nunca na Igreja de Deus houve tantas prega- ções, nem tantos pregadores como hoje. Pois se tanto se semeia a palavra de Deus, como é tão pouco o fruto? Não há um homem que em um sermão entre em si e se resolva, não há um moço que se arrependa, não há um velho que se desengane. Que é isto? Assim como Deus não é hoje menos onipotente, as- sim a sua palavra não é hoje menos poderosa do que dantes era. Pois se a palavra de Deus é tão poderosa; se a palavra de Deus tem hoje tantos pregadores, por que não vemos hoje nenhum fruto da palavra de Deus? Esta, tão grande e tão importante dúvida, será a matéria do sermão. Quero começar pregan- do-me a mim. A mim será, e também a vós; a mim, para aprender a pregar; a vós, que aprendais a ouvir. VIEIRA, A. Sermões Escolhidos, v. 2. São Paulo: Edameris, 1965. No Sermão da sexagésima, padre Antônio Vieira questiona a eficácia das pregações. Para tanto, apresenta como estratégia dis- cursiva sucessivas interrogações, as quais têm por objetivo principal a) provocar a necessidade e o interesse dos fi- éis sobre o conteúdo que será abordado no sermão. b) conduzir o interlocutor à sua própria refle- xão sobre os temas abordados nas pregações. c) apresentar questionamentos para os quais a Igreja não possui respostas. d) inserir argumentos à tese defendida pelo pregador sobre a eficácia das pregações. e) questionar a importância das pregações fei- tas pela Igreja durante os sermões. 9. (Ufpe) Os movimentos ou tendências literá- rias que surgiam na Europa letrada alcança- ram o Brasil através dos colonizadores por- tugueses e tiveram nomes que se destacaram no continente americano. A esse propósito, analise as afirmações a seguir. ( ) No século XVII, o Barroco procurava, atra- vés da ênfase na religiosidade, solucionar os dilemas humanos. Esse movimento foi introduzido no Brasil pelos jesuítas, sen- do seu representante capital Padre Antô- nio Vieira, cuja obra – Sermões – consti- tui um mundo rico e contraditório. ( ) No século XVIII, floresceu o Arcadismo em Minas Gerais, Vila Rica. Com o esta- belecimento de relações sociais mais con- centradas, formou-se um público leitor, elemento importante para o desenvolvi- mento de uma literatura nacional. Entre o grupo de literatos, destaca-se Tomás Antônio Gonzaga, autor da obra lírica Marília de Dirceu. ( ) O Naturalismo surgiu no século XIX, ten- do sido, no Brasil, contemporâneo da Abolição e da República. O Mulato, de Aluísio de Azevedo, foi o primeiro ro- mance naturalista brasileiro e o primeiro a abordar, de forma crítica, o racismo, o reacionarismo clerical e a estreiteza do universo provinciano no país. 35 ( ) A oscilação entre imobilismo econômico e modernização, na sociedade brasileira, foi absorvida pela produção literária, o que marcou os vinte primeiros anos do século XX. Tendo em Olavo Bilac seu prin- cipal autor, o Parnasianismo procurou corresponder ao Realismo/Naturalismo na prosa e adotou, como lema, a objetivi- dade e impessoalidade no tratamento dos temas sociais. ( ) O chamado Romance de 30 aprofundou- -se de forma pessimista nas contradições da sociedade brasileira; no entanto, al- guns de seus autores foram politicamen- te contraditórios. Graciliano Ramos, por exemplo, tenta descrever a realidade a partir da visão dos camponeses, como em Vidas Secas, mas justifica e aceita o sis- tema da propriedade rural, como em São Bernardo. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO JUÍZO ANATÔMICO DOS ACHAQUES QUE PA- DECIA O CORPO DA REPÚBLICA EM TODOS OS MEMBROS, E INTEIRA DEFINIÇÃO DO QUE EM TODOS OS TEMPOS É A BAHIA Que falta nesta cidade?... Verdade Que mais por sua desonra?... Honra. Falta mais que se lhe ponha?... Vergonha. O demo a viver se exponha, por mais que fama a exalta, numa cidade onde falta Verdade, Honra, Vergonha. [...] Quais são seus doces objetos?... Pretos. Tem outros bens mais maciços?... Mestiços. Quais destes lhes são mais gratos?... Mula- tos. Dou ao Demo os insensatos, Dou ao Demo o povo asnal, Que estima por cabedal, Pretos, Mestiços, Mulatos. [...] E que justiça a resguarda?... Bastarda. É grátis distribuída?... Vendida. Que tem, que a todos assusta?... Injusta. Valha-nos Deus, o que custa O que El-Rei nos dá de graça, Que anda a Justiça na praça Bastarda, Vendida, Injusta. Que vai pela clerezia?... Simonia. E pelos membros da Igreja?... Inveja. Cuidei que mais se lhe punha?... Unha. Sazonada caramunha, Enfim, que na Santa Sé O que mais se pratica é Simonia, Inveja e Unha. E nos frades há manqueiras?... Freiras. Em que ocupam os serões?... Sermões. Não se ocupam em disputas?... Putas. Com palavras dissolutas Me concluo na verdade, Que as lidas todas de um frade São Freiras, Sermões e Putas. O açúcar já se acabou?... Baixou. E o dinheiro se extinguiu?... Subiu. Logo já convalesceu?... Morreu. À Bahia aconteceu O que a um doente acontece: Cai na cama, e o mal lhe cresce, Baixou, Subiu e Morreu. [...] In: SPINA, Segismundo. A poesia de Gregório de Matos. São Paulo: Edusp, 1995, p. 231-4. 10. (G1 - cftmg) Em sua constituição, o poema marca-se pela(o): a) regularidade formal. b) jogo conceptista de ideias. c) uso de linguagem culta e elevada. d) argumentação antitética e paradoxal. 36 Gabarito E.O. 1. E 2. A 3. a) No “Sermão da Quarta-feira de Cinzas”, Padre Antonio Vieira propõe que os seres humanos devem recordar da morte, por- que a cada dia se aproximam mais dela e, consequentemente, do julgamento divi- no, como afirma no início deste sermão: “Memento homo, quia pulvis es, et in pulverem reverentis”, ou seja, “Lembra- -te homem, és pó e ao pó retornarás”. Dessa forma, argumenta, por meio do conceptismo, a respeito da consciência da morte para gerar a reflexão sobre as ações realizadas durante a vida terrena em prol de se alcançar a vida eterna. No excerto extraído do sermão, Vieira propõe neste sermão de Quaresma, portanto, o cuidado e atenção do cristão com o estado de sua alma e com sua preparação para alcançar o Paraíso, como pode-se evidenciar, por meio dos versos: “De vinte e quatro ho- ras que tem o dia, / por que se não dará uma hora à triste alma? / Esta é a melhor devoção e mais útil penitência, / e mais agradável a Deus, que podeis fazer nesta Quaresma.”. b) As perguntas presentes no final do tre- cho extraído do Sermão da Quarta-feira de Cinzas, de Padre Antônio Vieira, são retóricas, já que têm como objetivo ge- rar a reflexão sobre a hora da morte e, consequentemente, o momento em que as ações realizadas na vida terrena serão cobradas. Dessa forma, as perguntas di- recionam o devoto cristão a seguiros de- sígnios de Deus para alcançar a salvação divina. 4. D 5. E 6. D 7. A 8. A 9. V, V, V, F e F 10. D L ENTRE FRASES C REDAÇÃO 39 REDAÇÃO TEXTO 1 Avançou a tramitação do projeto que retira dos rótulos de alimentos o símbolo indicativo da presença de componentes transgênicos. A proposição originada na Câmara dos Deputados (PLC 34/2015) foi rejeitada em duas comissões do Senado e aprovada em duas, sob críticas do primeiro vice-presidente do Senado, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), e de várias entidades. Hoje está em exame na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC). O texto, de autoria do deputado Luiz Carlos Heinze (PP-RS), determina a retirada do triângulo amarelo com a letra "T", que hoje é colocado obrigatoriamente nas embalagens de alimentos que contenham qualquer percen- tual de organismos geneticamente modificados (OGMs). O projeto restringe a necessidade de alerta para produtos em que a substância transgênica supere 1% da composição. Nesse caso, o símbolo atual deve ser substituído apenas pelos dizeres: “contém transgênico”. Da mesma forma, não serão rotulados alimentos de origem animal derivados de criações alimentadas com ração transgênica, com exclusão do símbolo que hoje facilita a identificação desses produtos, e não será obrigatória a informação quanto à espécie doadora do gene. A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) aprovou relatório favorável do senador Cidinho Santos (PR-MT), sob o argumento de que os OGMs são realidade em todo o mundo há mais de uma década e não há evidências de que causem danos à saúde. Já Cássio Cunha Lima, primeiro vice-presidente do Senado, reuniu-se com representantes de entidades contrárias à aprovação do projeto e definiu a alteração da lei de rotulagem como um retrocesso. Para ele, o consumidor tem direito de saber o que consome. — Não creio que o Senado possa aprovar esse retrocesso. Seria um acinte ao consumidor brasileiro, que tem todo o direito de ser bem informado com clareza para que possa fazer suas escolhas pessoais e ter o direito de seleção daquilo que come — argumentou. https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2019/01/11/sob-polemica-avanca- -projeto-que-flexibiliza-rotulagem-de-transgenicos (11.09.2019) REDAÇÃO ESTUDO DA ESCRITA LINGUAGENS, CÓDIGOS e suas tecnologias 40 TEXTO 2 O deputado Luiz Carlos Heinze explica que a rotulagem vai permanecer, apenas o símbolo será retirado. Segundo o deputado, a letra T dentro de um triângulo amarelo não informa e sim amedronta o consumidor, já que se assemelha a símbolos de produtos venenosos e inflamáveis, por exemplo. Para o deputado, os transgênicos são produtos seguros para consumo. “Os alimentos liberados para con- sumo humano passam por análise da CTNBio [Comissão Técnica Nacional de Biossegurança], composta por repre- sentantes de nove ministérios – como da Saúde, do Meio Ambiente e da Agricultura -, tem seis especialistas e 12 doutores nas áreas de saúde animal e humana, vegetal e ambiental. Portanto, se é liberado por esse colegiado de 27 membros, acredito que são seguros”, disse. Porém, segundo a pesquisadora do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) Ana Paula Borto- letto, doutora em nutrição e saúde pública, estudos internacionais dizem que o uso de transgênicos traz impactos negativos ao meio ambiente e à saúde humana, como o desenvolvimento de tumores e de alergias alimentares. “No Brasil, quem apresenta os estudos para comprovar se é seguro ou não para consumo humano são as próprias empresas que têm interesse comercial. Então, há um conflito de interesses econômicos e o poder do agronegócio são tão grandes que a liberação de transgênicos acontece, inclusive, com respaldo de muitos pesquisadores”, ar- gumentou Ana Paula. Segundo a pesquisadora, na prática, o projeto acaba com a rotulagem. “O argumento é que vão ser obrigados a informar no rótulo os produtos que tiverem a identificação de transgenia em laboratório. No entanto, quase nenhum alimento processado, industrializado, vai ter o DNA inteiro para fazer essa análise. Então, no produto final, não necessariamente vamos encontrar a prova laboratorial de que ele é transgênico. E o que im- porta para o consumidor é saber se a matéria-prima usada no produto é ou não transgênica”, explicou Ana Paula. Para ela, a retirada do símbolo de transgênicos fere totalmente o direito do consumidor à informação clara, correta e precisa em relação aos produtos que estão no mercado. (Andreia Verdélio. “Órgãos da sociedade civil alertam sobre o fim da rotulagem de trans- gênicos”. http://agenciabrasil.ebc.com.br, 07.06.2015. Adaptado. TEXTO 3 Mais de 100 organizações da sociedade civil, como Greenpeace, Instituto Brasileiro de Defesa do Consu- midor (Idec) e ACT Promoção da Saúde, enviaram esta semana uma carta a todos os parlamentares do Senado Federal manifestando sua rejeição e preocupação em relação ao processo de votação do PLC 34/2015, que deter- mina a retirada do triângulo amarelo com a letra "T", que hoje deve ser colocado nas embalagens dos alimentos transgênicos. O fim da obrigatoriedade do rótulo com a informação sobre a presença de transgênicos em produtos alimentícios foi aprovado esta semana na Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado. "Denunciamos esse tipo de ação antidemocrática que fere a tramitação processual e viola a participação social, pois impede o efetivo processo de debate e incidência de movimentos e organizações, que se mobilizam historicamente pelo direito ao acesso à informação", diz um trecho da carta. https://oglobo.globo.com/economia/defesa-do-consumidor/organizacoes-da-sociedade-civil-repudiam- -projeto-que-exclui-selo-de-transgenico-das-embalagens-22630501 (26.04.2018) 41 TEXTO 4 Em 1999, algumas ONGs lançaram a “Campanha por um Brasil livre de transgênicos”, a qual ainda persiste, com um site ativo na Internet. Desde a sua criação, essa Campanha divulga uma narrativa fortemente contrária aos OGMs. Os principais argumentos são repetidos exaustivamente e relacionam-se a supostos problemas ambientais, sociais, culturais e econômicos. Agora saia desse site por um instante e procure na literatura científica especializada uma única (repito: uma única!) referência de problema de saúde devido ao consumo exclusivo de um alimento com origem em OGMs. Pode ser uma simples alergia. Não será possível encontrar, porque nunca ocorreu. E já foram produzidas dezenas de bilhões de toneladas de soja, milho, canola e outros cultivos transgênicos, cultivados em larga escala, para con- sumo humano direto ou indireto. Não basta afirmar, é obrigação de quem denuncia apresentar as provas, in casu, os estudos científicos devidamente publicados, que comprovem as afirmativas. Decio Luiz Gazzoni, Engenheiro Agrônomo da Embrapa. https://www.portaldbo.com.br/transgenicos-a-luta-contra-continuara/ TEMA: "SÍMBOLO DA TRANSGENIA NOS RÓTULOS DE PRODUTOS QUE CONTÊM MATÉRIA-PRIMA GENETICAMENTE MODIFICADA: INFORMAÇÃO DESNECESSÁRIA OU DIREITO DO CONSUMIDOR?" INGLÊSL C LINGUAGENS E CÓDIGOS 45 Sala INGLÊS LINGUAGENS, CÓDIGOS e suas tecnologias TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES Mobile milestones: how your phone be- came an essential part of your life Has any device changed our lives as much, and as quickly, as the mobile phone? The- re are people today for whom the world of address books, street atlases and phone bo- xes seems very far away, lost in the mists of time. Following, there are just some of the big milestones from the past 30 years that have made almost everything we do easier, more public and very, very fast. - The first phones arrive – and become sta- tus symbols Few people got the chance to use the very early mobile phones. The first call was made in New York in 1973, but handsets with a network to use were not available until 1983 in the US, and 1985 in the UK. That first Bri- tish mobile phone was essentiallya heavy briefcase with a receiver attached by a wire. It cost £ 2,000 (£ 5,000 in today’s prices), and gave you half an hour’s chat on an over- night charge. Making a call was not some- thing you could do subtly, but that wasn’t the point; the first handsets were there to be seen. They sent a message that you were bold and confident with new technology, that you were busy and important enough to need a mobile phone, and were rich enough to buy one. - Text messages spawn a whole new language The first mobiles worked with analogue sig- nals and could only make phone calls, but the digital ones that followed in the ear- ly 1990s could send SMS messages as well. After the first message was sent on 3 De- cember 1992, texting took off like a rocket, even though it was still a pretty cumberso- me procedure. Handsets with predictive text would make things easier, but in the 1990s you could save a lot of time by removing all excess letters from a message, often the vo- wels, and so txtspk ws brn. Today the avera- ge mobile phone sends more than 100 texts per month. - Phones turn us all into photographers... There seemed to be no good reason for the first camera phones, which began to appear in 2002, with resolutions of about 0.3 mega- pixels. They took grainy, blurry pictures on postage stamp-sized screens, and even these filled the phone’s memory in no time. Gra- dually, though, as the quality improved, the uses followed. As well as the usual photos of friends and family, they were handy for “saving” pieces of paper, and in pubs you could take a picture of the specials board and take it back to your table. Modern came- ra phones have changed beyond recognition in the past 20 years. The new mobile phones boast the highest resolution dual camera on a smartphone: a 16-megapixel camera and a 20-megapixel camera side-by-side. The dual camera allows users to focus on their subjects, while blurring out the background, producing professional-looking portraits. - …and we turn ourselves into celebrities Twenty years ago people would have thou- ght you a little strange if you took flatte- ring photos of yourself and your lifestyle and then distributed them to your frien- ds – let alone to members of the public. If you used printed photographs rather than a 46 smartphone app, they would still think so today. Yet sharing our lives on social media is now the norm, not the exception – and it was the camera phone that made it all pos- sible. Now, some phones come with an enor- mous 64GB of memory, so you can capture, share and store an almost countless num- ber of videos and pictures – well, certainly enough to keep up with the Kardashians. (www.theguardian.com, 07.07.2017. Adaptado.) 1. (Unifesp 2018) No trecho do terceiro pará- grafo “by removing all excess letters from a message, often the vowels, and so txtspk ws brn”, o termo em destaque indica ideia de a) concordância. b) exemplificação. c) condição. d) decorrência. e) resumo. 2. (Unifesp 2018) No trecho do quarto pará- grafo “The dual camera allows users to fo- cus on their subjects, while blurring out the background”, o termo em destaque indica ideia de a) alternância. b) semelhança. c) comparação. d) previsão. e) simultaneidade. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO Nobel winner Malala opens scho- ol for Syrian refugees Sylvia Westall July 13, 2015 Bekaa Valley, Lebanon Malala Yousafzai, the youngest winner of the Nobel Peace Prize, celebrated her 18th birthday in Lebanon on Sunday by opening a school for Syrian refugee girls and called on world leaders to invest in “books not bullets”. Malala became a symbol of defiance after she was shot on a school bus in Pakis- tan in 2012 by the Taliban for advocating girls’ rights to education. She continued campaigning and won the Nobel in 2014. “I decided to be in Lebanon because I be- lieve that the voices of the Syrian refugees need to be heard and they have been ignored for so long,” Malala told Reuters in a school- room decorated with drawings of butterflies. The Malala Fund, a non-profit organization that supports local education projects, pro- vided most of the funding for the school, set up by Lebanon’s Kayany Foundation in the Bekaa Valley, close to the Syrian border. The Kayany Foundation, established by Syrian Nora Joumblatt in response to Syria’s refu- gee crisis, has already completed three other new schools to give free education to Syrian children in Lebanon. The Malala school can welcome up to 200 girls aged 14 to 18. “Today on my first day as an adult, on behalf of the world’s children, I demand of leaders we 1must invest in books 2instead of bul- lets,” Malala said in a speech. Lebanon is home to at least 1.2 million of the 4 million refugees that have fled Syria’s war to neigh- boring countries. There are about 500,000 Syrian school-age children in Lebanon, but only a fifth are in formal education. “We are in danger of losing generations of young Syrian girls due to the lack of education,” Joumblatt said in a speech at the opening of the school. “Desperate and displaced Syrians are increasingly seeing early marriage as a way to secure the social and financial future of their daughters. We need to provide an al- ternative: Keep young girls in school instead of being pressured into wedlock.” Lebanon, which allows informal settlements on land rented by refugees, says it can no longer cope with the influx from Syria’s four- -year conflict. More than one in four people living in Lebanon is a refugee. The United Nations says the number of Syrian refugees in neighboring countries is expected to rea- ch 4.27 million by the end of the year. “In Lebanon as well as in Jordan, an increasing number of refugees are being turned back at the border,” Malala said. “This is inhuman and this is shameful.” Her father Ziauddin said he was proud she was carrying on her activism into adulthood. “This is the mission we have taken for the last 8-9 years. A small moment for the edu- cation of girls in Swat Valley: it is spreading now all over the world,” he said. (www.reuters.com. Adaptado.) 47 3. (Unifesp) A expressão “instead of” (ref. 2) indica uma ideia de a) simultaneidade. b) paralelismo. c) comparação. d) substituição. e) ênfase. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: Leia o texto para responder à(s) questão(ões). Poverty may hinder kids’ brain de- velopment, study says Reduced gray matter, lower test sco- res reported for poor children July 20, 2015 Poverty appears to affect the brain develop- ment of children, hampering the growth of gray matter and impairing their academic performance, researchers report. Poor chil- dren tend to have as much as 10 percent less gray matter in several areas of the brain as- sociated with academic skills, according to a study published July 20 in JAMA Pedia- trics. “We used to think of poverty as a ‘so- cial’ issue, but what we are learning now is that it is a biomedical issue that is affecting brain growth,” said senior study author Seth Pollak, a professor of psychology, pediatrics, anthropology and neuroscience at the Uni- versity of Wisconsin-Madison. The results could have profound implica- tions for the United States, where low-in- come students now represent the majority of kids in public schools, the study authors said in background information. Fifty-one percent of public school students came from low-income families in 2013. Previous studies have shown that children living in poverty tend to perform poorly in school, the authors say. They have marke- dly lower test scores, and do not go as far in school as their well-off peers. To see whe- ther this is due to some physical effect that poverty might have on a child’s brain, Pollak and his colleagues analyzed MRI scans of 389 typically developing kids aged 4 to 22, assessing the amount of gray matter in the whole brain as well as the frontal lobe, tem-poral lobe and hippocampus. “Gray matter contains most of the brain’s neuronal cells,” Pollak said. “In other words, other parts of the brain – like white matter – carry in- formation from one section of the brain to another. But the gray matter is where seeing and hearing, memory, emotions, speech, de- cision making and self-control occur.” Children living below 150 percent of the fe- deral poverty level – US$ 36,375 for a family of four – had 3 percent to 4 percent less gray matter in important regions of their brain, compared to the norm, the authors found. Those in families living below the federal poverty level fared even worse, with 8 per- cent to 10 percent less gray matter in those same brain regions. The federal poverty level in 2015 is US$ 24,250 for a family of four. These same kids scored an average of four to seven points lower on standardized tests, the researchers said. The team estimated that as much as 20 percent of the gap in test scores could be explained by reduced brain development. A host of poverty-related is- sues likely contribute to developmental lags in children’s brains, Pollak said. Low-income kids are less likely to get the type of stimu- lation from their parents and environment that helps the brain grow, he said. For exam- ple, they hear fewer new words, and have fewer opportunities to read or play games. Their brain development also can be affec- ted by factors related to impoverishment, such as high stress levels, poor sleep, cro- wding and poor nutrition, Pollak said. This study serves as a call to action, given what’s already known about the effects of poverty on child development, said Dr. Joan Luby, a professor of child psychiatry at Wa- shington University School of Medicine in St. Louis. “The thing that’s really important about this study in the context of the broa- der literature is that there really is enough scientific evidence to take public health ac- tion at this point,” said Luby, who wrote an editorial accompanying the study. “Poverty negatively affects brain development, and we also know that early interventions are powerfully effective,” Luby said. “They are more effective than interventions later in life, and they also are cost-effective.” (www.nlm.nih.gov. Adaptado.) 4. (Unifesp) No trecho do quarto parágrafo “To see whether this is due to some physical effect that poverty might have on a child’s brain”, a expressão em destaque introduz uma a) finalidade. b) causa. c) condição. d) reiteração. e) estimativa. 48 TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES Will we ever… understand why music makes us feel good? 19 April 2013 Philip Ball No one knows why music has such a potent effect on our emotions. But thanks to some recent studies we have a few intriguing clues. Why do we like music? Like most good questions, this one works on many levels. We have answers on some levels, but not all. We like music because it makes us feel good. Why does it make us feel good? In 2001, neuroscientists Anne Blood and Robert Za- torre at McGill University in Montreal pro- vided an answer. Using magnetic resonance imaging they showed that people listening to pleasurable music had activated brain re- gions called the limbic and paralimbic areas, which are connected to euphoric reward res- ponses, like those we experience from sex, good food and addictive drugs. Those rewar- ds come from a gush of a neurotransmitter called dopamine. As DJ Lee Haslam told us, music is the drug. But why? It’s easy enough to understand why sex and food are rewarded with a dopa- mine rush: this makes us want more, and so contributes to our survival and propagation. (Some drugs subvert that survival instinct by stimulating dopamine release on false pretences.) But why would a sequence of sounds with no obvious survival value do the same thing? The truth is no one knows. However, we now have many clues to why music provokes in- tense emotions. The current favourite the- ory among scientists who study the cogni- tion of music – how we process it mentally – dates back to 1956, when the philosopher and composer Leonard Meyer suggested that emotion in music is all about what we ex- pect, and whether or not we get it. Meyer drew on earlier psychological theories of emotion, which proposed that it arises when we’re unable to satisfy some desire. That, as you might imagine, creates frustration or anger – but if we then find what we’re looking for, be it love or a cigarette, the payoff is all the sweeter. This, Meyer argued, is what music does too. It sets up sonic patterns and regularities that tempt us to make unconscious predic- tions about what’s coming next. If we’re ri- ght, the brain gives itself a little reward – as we’d now see it, a surge of dopamine. The constant dance between expectation and ou- tcome thus enlivens the brain with a pleasu- rable play of emotions. (www.bbc.com. Adaptado.) 5. (Unifesp) No trecho final do segundo pará- grafo – As DJ Lee Haslam told us, music is the drug. –, é possível substituir a palavra as, sem alteração de sentido, por a) like. b) then. c) since. d) so. e) for. 49 E.O. 1. (Unifesp) No trecho do último parágrafo – The constant dance between expectation and outcome thus enlivens the brain with a ple- asurable play of emotions. –, a palavra thus pode ser corretamente substituída, manten- do-se o sentido, por a) thereby. b) moreover. c) whereas. d) although. e) notwithstanding. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO Longevity: Habits May Ex- tend Life Only So Much By Nicholas Bakalar August 8, 2011 The eating, drinking and exercise habits of extremely old but healthy people differ little from those of the rest of us, a new study has found. Gerontologists at the Albert Einstein College of Medicine recruited 477 Ashkenazi Jews ages 95 to 112 who were living inde- pendently. The researchers took blood sam- ples, did physical examinations and obtai- ned detailed personal and medical histories from each participant. Then they compared them with 1,374 non-Hispanic white adults, ages 65 to 74, from the general population. For both men and women, consumption of alcohol, amount of physical activity and the percentage of people on low-calorie or low- -salt diets were almost identical in the two groups. Long-lived men were less likely to be obese than their younger counterparts, although no less likely to be overweight. The oldest women were more likely to be overweight and less likely to be obese. More men among the oldest were nonsmokers, but smoking habits were not significantly different among the women. ____1_____ that it all depends on genes, and we might as well eat, drink and be merry? No, according to the senior author, Dr. Nir Barzilai, director of the Institute for Aging Research at Albert Einstein College of Me- dicine. “For most of us who ___2____ genes for longevity,” he said, “if you follow the healthy lifestyle the medical community has put forth, you are ____3_____ to live past 80.” The study was published online last week in The Journal of the American Geriatrics So- ciety. (www.nytimes.com. Adaptado.) 2. (Unifesp) No trecho do segundo parágrafo – Long-lived men were less likely to be obese than their younger counterparts, although no less likely to be overweight. – a palavra although pode ser substituída, sem alteração de sentido, por a) but. b) so. c) or. d) since. e) thus. TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 3 QUESTÕES: Plants not only remember when you touch them, but they can also make risky decisions that are as sophisticated as those made by humans, all without brains or complex ner- vous systems. Researchers showed that when faced with the choice between a pot containing cons- tant levels of nutrients or one with unpre- dictable levels, a plant will pick the mystery pot when conditions are sufficiently poor. In a set of experiments, Dr. Shemesh, fromTel-Hai College in Israel, and Alex Kacelnik, from Oxford University, grew pea plants and split their roots between two pots. Both pots had the same amount of nutrients on avera- ge, but in one, the levels were constant; in the other, they varied over time. Then the researchers switched the conditions so that the average nutrients in both pots would be equally high or low, and asked: Which pot would a plant prefer? When nutrient levels were low, the plants laid more roots in the unpredictable pot. But when nutrients were abundant, they chose the one that always had the same amount. The New York Times, June 30, 2016. Adaptado. 50 3. (Fuvest 2017) Segundo uma das conclusões dos experimentos relatados no texto, as plantas de ervilha demonstraram a) sensibilidade aos gestos humanos agressivos. b) ter sistemas nervosos complexos. c) graus distintos de tolerância à umidade do solo. d) capacidade de escolhas adaptativas conforme o meio. e) comportamento previsível no processo de florescimento. 4. (Fuvest 2017) De acordo com os experimentos relatados no texto, em condições adversas, as plan- tas de ervilha priorizaram o crescimento de raízes nos vasos que apresentaram níveis de nutrien- tes a) abundantes. b) estáveis. c) básicos. d) ideais. e) variáveis. 5. (Fuvest 2017) Conforme o texto, um dos elementos da metodologia empregada nos experimentos foi a) o número de mudas plantadas. b) a técnica de divisão de raízes. c) a localização dos vasos na estufa. d) a escolha da variedade de ervilha. e) o espaçamento das sementes nos vasos. 6. (Ita) “I was dragged”, no início do quinto quadrinho, significa a) Fui surpreendido. b) Fui arrastado. c) Fui capturado. d) Fui exposto. e) Fui atirado. 7. (Unicamp 2018) 51 Entre as inadequações no uso do inglês observadas nas figuras 1 e 2, podemos citar: a) erros no emprego dos tempos verbais em inglês. b) equívoco quanto à classe gramatical de certas palavras. c) desconhecimento das diferenças entre inglês oral e escrito d) erros de tradução causados por falsos cognatos. 8. (Unicamp) Na tirinha, Calvin dá dicas sobre como a) derrotar o adversário em um jogo de futebol. b) vencer o interlocutor em uma discussão. c) derrotar o adversário na olimpíada de inglês. d) ser um bom comunicador. Responda a todas as perguntas EM PORTUGUÊS. 9. (Unicamp) O site do Museu Britânico incluiu o evento descrito a seguir em sua programação para outubro de 2002. Considere-o e responda ao que se pede: The Big Draw is a national day devoted to encouraging everybody to draw. If you are 4 to 104, come and join in the fun with celebrity artists, amateur and professional, from east and west. The day includes numerous talks, tours, special lectures, behind-the-scenes visits, sessions in the 52 galleries and workshops in the Clore Edu- cation Centre. Materials supplied. Help us break a world record at 12 noon for people across the UK drawing at the same time. Great Court, Galleries and Clore Education Centre Saturday 19 October 10.30-17.00 Admission free The Campaign for Drawing http://www.thebritishmuseum.ac.uk a) Quais os objetivos do evento? b) Quem está sendo convidado a participar? c) Qual a taxa cobrada? TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO The surprising truth about women’s hearts WHILE women are less likely to suffer heart attacks than men, once a woman suffers her first attack she is 70 per cent more likely to die from it than a man. These surprising new findings highlight the need for medical staff to be more vigilant against heart dise- ase in women. Researchers at the Municipal Institute of Me- dical Research in Barcelona studied 331 wo- men and 1129 men who had suffered their first heart attack. The researchers report in “The Journal of the American Medical Asso- ciation” (vol. 280. p 1405) that women were 72 per cent more likely to die within the first 28 days, and 73 per cent more likely to die within the first six months. “We were surprised that women were so much more at risk,” says Jaume Marrugat, who led the Spanish team. Marrugat notes that women were less likely to get clot-busting treatment than men, and that they generally took more time getting to hospital - problems that may reflect the low priority doctors put on heart disease in women. Heart specialist Graham McGregor of St. George’s Hospital Medical School in Lon- don also notes that women tend to be older than men at their first heart attack because they have some hormonal protection against heart disease until menopause. On average, women in the Spanish study were five years older than the men. “These are important factors to consider but they can’t account for the whole difference,” says Marrugat. “Women have more complica- tions in the first six months and their ini- tial heart attacks may be more severe.” He speculates that narrower coronary vessels in women may be a factor. Nonetheless, heart disease remains a bigger killer of men than women. Michael Day New Scientist Gabarito 1. A 2. A 3. D 4. E 5. B 6. B 7. B 8. B 9. a) Encorajar as pessoas a desenhar. b) Todas as pessoas que tiverem de 4 a 104 anos. c) O evento é gratuito. 10. Porque elas têm alguma proteção hormonal contra a doença cardíaca até a menopausa. 10. (Unicamp) Por que, segundo Graham McGregor, as mu- lheres tendem a sofrer seus primeiros ata- ques cardíacos em idade mais avançada que os homens? L C LINGUAGENS E CÓDIGOS ESPANHOL 55 Sala ESPANHOL LINGUAGENS, CÓDIGOS e suas tecnologias TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 5 QUESTÕES: VAGO, A LETRAS; EMPOLLÓN, A CIENCIAS J. A. AUNIÓN - Madrid - 30/06/2008 El alumno de letras es sociable simpático y abierto, pero vago, incapaz, despreocupado e indeciso. El de ciencias es inteligente, serio y responsable, pero individualista, insociable, aburrido y ma- terialista. Así opinan de sí mismos y de sus compañeros 36 alumnos madrileños de entre 14 y 18 años que fueron reunidos para hablar de la elección de estudios que han hecho o la que están a punto de hacer. Se trata de parte de una investigación cualitativa dirigida entre 2003 y 2007 por la profeso- ra de Sociología de la UNED Mercedes López Sáez, en la que los chavales reproducen el estereotipo clásico: los vagos, a letras; los empollones, a ciencias. Una imagen que afecta, por supuesto, al género: el chico que elija Humanidades perderá caracte- rísticas masculinas a ojos de los demás y se le tachará de incompetente. Igualmente, la chica que elija la rama de tecnología perderá para sus compañeros características típicamente femeninas de sociabilidad, señala el estudio, titulado Diferencias en elecciones de modalidades de bachillerato entre chicas y chicos. Los estereotipos conllevan simplificación y generalización. Son injustos y muchas veces son feroces guardianes de lastres sociales, pero acaban impregnando la realidad de manera que resulta difícil diferenciar: ¿Es el estereotipo el que provoca una situación o se trata de una realidad, simplemente, generalizada? La profesora tutora de Antropología Social y Cultural de la UNED María Dolores Aguilar habla en este caso de “naturalización del estereotipo”, es decir, “convertir en realidad algo que no lo es”. Aguilar lo tiene claro: “A pesar de que la adolescencia es una etapa de rechazo al mundo adulto, los jóvenes son el producto de una educación y de una sociedad y eso es lo que reproducen”. La dicotomía letras-ciencias es un clásico. [...] ¿Son intrínsecamente más difíciles las ciencias? Se habla de la dificultad de unas materias más abstractas, que requieren “un mayor esfuerzo por par- te de los alumnos”, decía el profesor de Química Ángel Zamoro hace unos meses a este periódico. Pero, aunque puede tratarse de la profecía autocumplida (por aquello de los vagos), la estadística dice que los alumnos de Ciencias de la Naturaleza y la Salud y Tecnología repiten menos en2o de bachillerato (el 22,9% y 28,9%, respectivamente) que los de Sociales y Humanidades (29,6%), y mucho menos que los de Artes (45,5%). [...] “Letras se asocia a los estudios fáciles, cómodos, llevaderos y prácticos. Ciencias se asocia a estu- dios difíciles, arduos, áridos, trabajosos pero con prestigio”, dice el estudio sobre las opiniones de los jóvenes. “La tecnología les va a facilitar el trabajo futuro. Piensan muchísimo en su futuro”, apunta un docente en otra parte de la investigación. No es extraño, entonces, que los muchachos admitan que en la elección de ciencias, aunque sea a veces sutilmente, pesa la influencia familiar: “Yo creo que tus familiares siempre te van a ver mucho mejor si coges un bachillerato de ciencias que un bachillerato de letras”, dijo un alumno del bachillerato tecnológico. “Me di cuenta de que mis padres el periodismo lo veían como inferior a una ingeniería, que tenía como menos salidas. Entonces me metieron en la cabeza que no, que ingeniería”, señalaba otra estudiante. Las cien- cias suelen estar más vinculadas a la vocación y una cierta claridad sobre su futuro, mientras que las letras son una elección más abierta, más relacionada con la indecisión, según las perciben los 56 jóvenes. Además, defienden que esta opción es totalmente independiente y poco condicionada por la familia, aunque sí por los amigos: “Te guías un poco por tus amigos. Las primeras opciones que te planteas son las que van a elegir”, añade una alumna de Humanidades y Ciencias Sociales. EL PAÍS. 13/8/2008 www.elpais.com 1. (Pucrj 2009) Respecto a los estereotipos que menciona el texto, elige la afirmación incorrecta. a) Los alumnos de letras son perezosos y los de ciencias estudian mucho. b) La elección de carreras interfiere en las características masculinas y femeninas de los chavales. c) Para algunas familias, el bachillerato de ciencias tiene más prestigio que el de letras. d) Los chavales no reproducen el estereotipo clásico. e) La elección por las ciencias suele estar vinculada a la vocación y por las letras, más relacionada con la indecisión. 2. (Pucrj 2009) Según el estudio, los chavales opinan que, en la elección de la carrera: a) hay influencia de los amigos. b) lo más importante es la vocación. c) no hay influencia familiar. d) el prestigio social no les importa. e) no piensan en el futuro. 3. (Pucrj 2009) Señala lo que NO presenta el texto. a) La opinión del autor J.A. Aunión. b) La investigación de una profesora de la UNED. c) Parte de los estudios de Mercedes López Sáez. d) La opinión de estudiantes sobre la elección de carrera. e) Datos del estudio ‘Diferencias en elecciones de modalidades de bachillerato entre chicas y chicos’. 4. (Pucrj 2009) El estudio concluye que: a) hay un obligatorio rol de profesiones masculinas y femeninas que se debe seguir. b) los jóvenes rechazan al mundo adulto y no lo reproducen. c) la dicotomía letras-ciencias es típica de la nueva generación de estudiantes. d) las carreras tecnológicas son intrínsecamente más difíciles que Humanidades. e) los estereotipos condicionan la elección de estudios en el bachillerato. 5. (Pucrj 2009) Conllevar en “Los estereotipos conllevan simplificación y generalización.” (párrafo 3) tiene como sinónimo el verbo: a) eliminar. b) dudar. c) excluir. d) implicar. e) rechazar. 57 E.O. TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES: SEAMOS ACTORES DE UN CAMBIO CULTURAL (por Francisco Martorell, Editor General Del diario MTG - Chile) Desde chicos no aceptamos al diferente, en todos los sentidos, mucho menos a aquel que visiblemente lo es. Esa crueldad, llena de inocencia, se tranforma en el tiempo en indiferencia. Olvidamos que ellos existen, tratamos de segregarlos, no les damos opor- tunidad, construimos pensando en nosotros y nos llevamos el mundo por delante. De tanto en tanto, imágenes terriblemente explotadas por los medios, nos obligan a ser solidarios y salimos corriendo a depositar dinero en una cuenta bancaria o le damos una moneda en el semáforo a un hombre en silla de ruedas. Pareciera que la misión está cumplida y hasta nos sentimos satisfechos. ¿Eso es todo lo que podemos hacer? La respuesta es simple: no. Pero ¿qué se pue- de hacer? Salvo meter la mano al bosillo, pa- reciera que todo lo que tiene que ver con la discapacidad no nos concierne. Y no es así. Se requiere, urgente, un cambio cultural que acelere la destrucción y el aniquilamiento de todas aquellas barreras, físicas o mentales, que impiden la integración. Un periodista discapacitado, como ya ocur- rió una vez, no podría trabajar en mi oficina. Los cinco baños que existen en un hermoso piso de uno de los edificios más modernos de Santiago, no le permitirían entrar a ha- cer sus necesidades. El edificio, sin embargo, cuenta con una rampa y ascensores anchos. Pero el obstáculo es el baño. En otros lugares las barreras son las escale- ras, el medio de transporte o la mentalidad de los empleadores. Estos obstáculos existen físicamente porque mentalmente no estamos integrando a las personas discapacitadas. De lo contrario, el constructor haría las puertas más anchas o diseñaría un baño especial- mente para el ingreso en silla de ruedas. Afortunadamente, esto ya existe en muchos lugares públicos y en los últimos tiempos hemos visto la proliferación de rampas, se- máforos com sonidos y otros elementos que nos permiten visualizar com optimismo el futuro. Falta, sin embargo, apurar el proceso que corre por dentro nuestro. Éste debe em- pezar desde ninõs y los colegios deben inte- grar a ninõs con discapacidad en sus aulas para que, naturalmente y dentro del proceso de socialización, aprendan a convivir con el otro, aceptándolo con sua semejanzas y di- ferencias, viviendo las dificultades diarias y derribando conjuntamente las barreras que le impiden avanzar en la sociedad. Miremos a nuestro alrededor permanente- mente y detengámonos a pensar cómo harí- amos para ir de nuestra casa al trabajo, o al fútbol o a una obra de teatro, si no tuviéra- mos la fortuna de no usar una silla de ruedas o muletas, ver, oír u otra dificultad motora. Hagamos el ejercicio y comentémolos con otro, con aquel que no tiene tiempo para pensar en los demás, ayudemos a abrir las mentes para que esta barrera cultural, la más difícil de eliminar, se quede definitiva- mente em el pasado. http://www.pasoapaso.com.ve/sensi/sensi3.htm 1. (Unirio 2009) “DE LO CONTRARIO, el cons- tructor haría las puertas más anchas” (50. párrafo). Lo destacado tiene la siguiente función en el texto: a) Plantear una Duda. b) Reforzar un argumento. c) Justificar una situación. d) Reformular el discurso. e) Cuestionar una afirmación. 2. (Unirio 2009) “¿Eso es todo lo que podemos hacer?” (2º. párrafo) El uso del carácter interrogativo en este con- texto tiene la función de: a) Buscar a un interlocutor. b) Ironizar un razonamiento. c) Enfatizar una opinión. d) Reformular una incertidumbre. e) Sospechar de una formulación. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: “RALLYDAD” UN RALLY EN SILLA DE RUE- DAS. UNA REALIDAD SOBRE EL ACCESO FÍ- SICO. Rallydad tuvo lugar en el marco del día in- ternacional de las personas con discapaci- dad. Con esta propuesta, personas con y sin discapacidad, mediante la experiencia de circular en silla de ruedas, pudieron viven- ciar las dificultades que poseen las personas con movilidad reducida para realizar un iti- nerario urbano. El punto de partida fue la parada de la línea 55 de la estación Barrancas de Belgrano. Una vez allí, los competidores fueron invitados a tunear las sillas de ruedas con caños de escape, números, globos amarillos y carteles de Acceso Ya, para darle a esta travesía una 58 imagen de Rally. Elongamos nuestros bra- zos y, tras dividirnos en dos equipos, sonó la corneta que indicaba que el rally había comenzado. Desde allí partimos a toda ve- locidad condestino al Servicio Nacional de Rehabilitación (Ramsay). Para lograr nuestro cometido debimos atra- vesar la estación de trenes “Belgrano C” y las paradas de todas las líneas de colectivos; to- pándonos con infinidad de barreras urbanas: veredas rotas, esquinas sin rampas, rampas obstruidas con automóviles mal estaciona- dos, baches, mesas que obstruían el paso, postes de paradas de ómnibus, canaletas de mucha profundidad, etc. Una a una fuimos señalizándolas para que las personas que circularan por esos espacios tomen concien- cia de la problemática de la accesibilidad en nuestra ciudad. Una vez finalizado el rally, pudimos reunir- mos y reflexionar sobre la importancia de te- ner una ciudad accesible para todos, donde los derechos de cada persona sean respeta- dos. Para efectivizar el derecho al acceso, durante la actividad, un especialista técnico elaboró un informe detallando las barreras urbanas y arquitectónicas encontradas en el trayecto. El mismo será presentado ante la Comisión para la Plena Participación e Integración de las Personas con Necesidades Especiales (CO- PINE) y ante el CGP 13, con el objetivo de conseguir accesibilidad en el circuito Bar- rancas de Belgrano - SNR. http://www.accesoya.org.ar/camp_rallydad_c.html 3. (Unirio 2009) Un rally requiere, además de la carrera, la superación de dificuldades. El gran reto del rally fue: a) Vencer los obstáculos de la calle. b) Manejar la silla de ruedas. c) Señalar las dificuldades enfrentadas. d) Atrapar la atención de los transeuntes. e) Dar las mismas condiciones a los competi- dores. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: HÉROES ANÓNIMOS Nuevamente la naturaleza nos castiga, como en todo el mundo. Nuevamente tenemos que poner todo el esfuerzo para ir en ayuda de aquellos que son damnificados por un fenó- meno meteorológico sin muchos anteceden- tes por su magnitud. Nuevamente después del desastre, empiezan a llegar situaciones e imágenes que emocionan y que crean la necesidad de poder llegar de alguna forma a aquellos que conozco y que no conozco, y que se pusieron el 1overol para llevar alivio a los que necesitaban. Quedan en mi memoria aquellos bomberos de Quequén con el agua casi a la cintura, cargando personas y chicos en brazos aleján- dolos de sus casas anegadas, los 2maquinis- tas de Quequén y Necochea, saltando de la cama a la máquina en plena madrugada sin el cotidiano mate o desayuno. Quedan en la memoria también aquellos que llamaron o se acercaron para poner sus vehículos o su fí- sico en las tareas de socorro, dentro de ellos aquel 3chico con “capacidades diferentes” descargando y cargando camiones con mer- caderías o aquellas 4señoras seleccionando y acondicionando ropas y mercaderías en el Hogar Mateo. También están en la memoria 5camioneros y maquinistas operando en el “medio de la nada”, rodeados de agua y sin los afectos de sus seres queridos, a muchos kilómetros de su hogar y quizás solo con una radio de compañía o un mate, o bien con el saludo a bocina de los pocos que pasábamos por el lugar, quizás como una necesidad de comunicarse. Nuevamente me atrevo a calificar como lo “más destacado” de este evento a la solida- ridad de los habitantes del distrito, que de inmediato, con corazón abierto, empezaron a llenar de donaciones a los damnificados, como aquella señora de condición muy hu- milde, que con el producido del lavado de unas camisas, juntó unos pocos pesos, y sin pensar quizá en sus muchas necesidades diarias, lo invirtió en dos bidones de agua para los inundados. JUAN D. LLORENS http://ahorainfo.com.ar 1Overol - traje de faena de una sola pieza. 4. (Uerj 2009) En ese texto cargado de emoci- ón, la solidaridad se manifiesta a través de diversas acciones. De los fragmentos abajo, aquel cuyo léxico muestra una acción que indica apresura- miento es: a) “maquinistas de Quequén y Necochea, sal- tando de la cama a la máquina” (ref. 2) b) “chico con ‘capacidades diferentes’ descar- gando y cargando camiones” (ref. 3) c) “señoras seleccionando y acondicionando ro- pas y mercaderías” (ref. 4) d) “camioneros y maquinistas operando en el ‘medio de la nada’” (ref. 5) 59 TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: Ingrid Betancourt: “Estuve encadenada todo el tiempo, 24 horas al día, durante tres años” Durante seis años, Ingrid Betancourt vivió presa de la guerrilla colombiana de las FARC en la selva. Apenas dos días después de su liberación, la ex candidata presidencial ha dado nuevos detalles de su cautiverio en aquel “mundo completamente hostil, con animais peligrosos”. Los peores, los guerril- leros de “conducta diabólica”. Tras la esperada llegada de Betancourt y su familia a París, donde ha sido recibida con todos los honores por una comisión encabe- zada por el presidente galo, Nicolas Sarkozy, y su esposa, Carla Bruni, todo el séquito ha acudido directo al Eliseo, donde se ha cele- brado una recepción, con unos 300 invita- dos. Allí há dado nuevos datos sobre sus seis años de calvario. Em presencia de sus dos hijos, su madre, su primer marido y figuras como el alcalde de París, la política francocolom- biana há recordado los terribles tres prime- ros años: “Estuve encadenada todo el tiem- po, 24 horas al día”. “Intentaba llevar esas cadenas con dignidad, incluso si sentía que era insoportable”, ex- plicó a la cadena Europe 1 Radio. Las con- diciones de la selva no resultaron fáciles, incluso sin cadenas. “Todo está contra ti”, relató en el palacio presidencial. “Sin sol, sin cielo, un techo verde: era demasiado, de- masiado, una pared de árboles, muchas bes- tias, cada una más terrible que la siguiente”. La guerrilla, acostumbrada a desplazar a sus secuestrados de un campamento a otro, le hizo caminar “como media, 300 kilóme- tros a pie al año”, según recoge Libération. “Caminaba con un sombrero calado hasta las orejas porque te caen en la cabeza todo tipo de cosas, hormigas que te muerden, bestias, piojos, palos; llevaba guantes, porque todo en la jungla muerde, cada vez que intentas agarrarte a algo para no caerte, pones la mano sobre uma tarântula, pones la mano sobre una espina, una hoja que muerde, es un mundo completamente hostil, peligroso, con animales peligrosos”, relato, en decla- raciones recogidas por The New York Times. “Pero el animal más peligroso de todos eran los hombres, los que iban destrás de mi con sus grandes armas”. Cuando le preguntaron si había sido tortu- rada, contestó con vehemencia: “Sí, sí”, al tiempo que tachaba el comportamiento de los captores de “conducta diabólica”. “Era tan monstruoso que creo que ellos mismos estaban asqueados”, apostilló. ¿Cómo pudo soportar Betancourt tal tortura? “Necesitas una espiritualidad tremenda para no caer en el abismo”, señaló. Su compañera de cau- tiverio durante los primeros años, su com- pañera de candidatura presidencial Clara Rojas, contó en su momento cómo todas las mañanas rezaban juntas. (Disponível em: <http://www.elmundo.es/ elmundo/2008/07/04/internacional/1215199972. html>Acesso em: 26 ago. 2008.) 5. (Uel 2009) Com base no texto, considere as afirmativas a seguir. I. As declarações de Ingrid Betancourt fo- ram dadas a importantes jornais de cir- culação mundial (entre eles ‘Libération’ e ‘The New York Times’) durante uma re- cepção em sua homenagem na cidade de Paris. II. A guerrilha tem o costume de deslocar a pé seus reféns de um acampamento a ou- tro; Ingrid Betancourt chegou a caminhar cerca de 300 quilômetros em um ano. III. Apesar da hostilidade dos animais da sel- va, Ingrid Betancourt considera o homem como o animal mais perigoso de todos. IV. Na recepção em homenagem a Ingrid Be- tancourt, esteve presente o prefeito de Paris, representante da política franco- -colombiana no país. Assinale a alternativa CORRETA. a) Somente as afirmativas I e III são corretas. b) Somente as afirmativas I e IV são corretas. c) Somente as afirmativas II e IV são corretas. d) Somenteas afirmativas I, II e III são corretas. e) Somente as afirmativas II, III e IV são cor- retas. TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 4 QUESTÕES: EL GEN QUE LOS HACE INFIELES UNA MUTACIÓN PRESENTE EN EL 40% DE LOS HOMBRES CONDICIONA SU CAPACIDAD PARA EL COMPROMISO CON SU PAREJA ¿Son multitud el trío amoroso que aparen- temente refleja Vicky Cristina Barcelona, la última película de Woody Allen? ¿Los seres humanos están hechos sólo para relaciones monógamas? Porque, ¿quién puede afirmar no haber amado o deseado a más de una per- sona, a lo largo de su vida, a la vez? Puede resultar que engañar a la pareja sea simplemente cuestión de tener o no un gen. Al menos, en los hombres. Y tiene un nom- bre, la variante “alelo 334”, que la ciencia acaba de encontrar. Esta mutación es un en- lace directo entre los genes del hombre y su aptitud para la monogamia. Investigadores del Instituto Karolinska de Suecia han pu- blicado en la revista científica Proceedings 60 of the National Academy of Sciences los resultados de un estudio según el cual los hombres que carecen de la variante de un gen que influye en la actividad del cerebro tienen mayor capacidad de compromiso con la mujer. ¿Eso quiere decir que, antes de pronunciar el “sí quiero”, la novia debería pedir un certifi- cado genético de su futuro marido? El efecto de esta variación genética es relativamente modesto, explica Hasse Walum, investigador del Instituto Karolinska, “y no puede ser utilizado para predecir con ninguna preci- sión el comportamiento que tendrá un hom- bre en una futura relación”, asegura. Pero Helen Fischer, antropologa de la Universidad de Rutgers y especialista en amor romántico, dijo al Washington Post que esta informaci- ón genética podría ayudar a un hombre y a su esposa cuando vayan a contraer matrimo- nio. “Conocer los ‘puntos débiles’ será útil para superar futuros problemas”, afirma. Pero no hay que asustarse. Los mismos científicos nos tranquilizan: tener ese alelo no marcará nuestras vidas. “Todo compor- tamiento humano tiene tres esferas: la bio- lógica, la psicológica y la social, y las tres influyen de una manera u otra. La existencia de un factor biológico no significa que lleve al hombre a tener un problema de relación”, asegura M. Ángel Cueto, psicólogo de la Fe- deración Española de Sociedades de Sexolo- gía. “Los factores sociales y psicológicos o la interacción con el medio pueden ayudar o perjudicar en los conflictos de pareja”, aña- de Cueto. AMBROJO, Joan Carles. El gen que los hace infieles. El País. Madri, 03 set. 2008. Disponível em: <http://www. elpais.es>. Acesso em: 03 set. 2008. (Adaptado). 6. (Ufg 2009) En la investigación menciona- da, se divulga que la posesión de la variante “alelo 334” es relevante para entender por qué los hombres: a) infieles alaban a sus mujeres y llegan a desar- rollar delirios de grandeza. b) incapaces para comprometerse desarrollan una menor actividad mental. c) influenciables por las mujeres parecen ajenos a la dificultad del día a día. d) inadvertidos con sus compañeras suelen ser aptos para la monogamia. e) inclinados a poner los cuernos tienen esa tendencia natural a la infidelidad. 7. (Ufg 2009) A los hombres que la tengan, la variante “alelo 334” les : a) impedirá satisfacer físicamente a las chicas que conozcan. b) llevará a que acaben siendo abandonados por sus mujeres. c) añadirá un ingrediente a las esferas de su comportamiento. d) duplicará el riesgo de elegir como pares a mujeres conflictivas. e) exigirá llenarse de fuerza de voluntad para aplacar la tentación. 8. (Ufg 2009) Mediante las interrogaciones del primer párrafo, el autor del artículo pone en entredicho que: a) esté mal vista la heterosexualidad en las re- laciones reflejadas en la película de Allen. b) haya alguien que no se haya sentido atraído por más de una persona al mismo tiempo. c) sea aconsejable llevar a cabo un proyecto de vida que esté basado en el celibato. d) se pueda frenar el efecto dominó desencade- nado por el modelo amoroso del filme “Vi- cky”. e) se tenga que empezar a poner en tela de jui- cio la conveniencia de parejas estables. 9. (Ufg 2009) La información genética a la que se alude en el tercer párrafo podría valer a las mujeres como: a) prueba que adjuntar en los procesos de anu- lación de los matrimonios. b) baremo con el que rechazar a ciencia cierta a los varones consentidos. c) evidencia del fracaso al que está abocada la unión con los hombres. d) medio para considerar en pareja las contin- gencias de la vida en común. e) pronóstico sobre el talante susceptible de ser seguido por sus hijos. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: PAPELES DE RECIENVENIDO No sé si por algunos excesos de conducta o por observancias poco estrictas en mi régi- men de vida cumpliré en breve cincuenta años. No lo he efectuado antes 2porque cada vez que impacienté el tiempo, adelantando algún acontecimiento, me cambiaron uno bueno por uno malo. La elección de un día invariable de cumpleaños me ha permitido conocerlo tan bien que aun con los ojos ven- dados cumpliría mi aniversario. Alguien dirá: ¡Pero Recienvenido, otra vez de cumpleaños! ¡Usted no se corrige! ¡La experiencia no le sirve de nada! ¡A su edad cumpliendo años! Yo efectivamente entre amigos no lo haría. 4Mas en las biografías nada más exigido. Otros juzgarán que el anuncio de mi próximo aniversario va encaminando a incitar a los cronistas sociales para recordarme con enco- mios. “Nadie como el señor R. ha cumplido 61 tan pronto los cincuenta años”; 5o bien 3”A pesar de que esto le sucedía por primera vez cumplió su medio siglo el apreciado cabal- lero como si siempre lo hubiera hecho”. Al- guien con algún desdén: “Con la higiene y la ciencia moderna, quién no tiene hoy cin- cuenta años”. “A su edad no tenía mucho que elegir”. En fin, lo cierto es que nunca he cumplido tantos años en un solo día. Nací el 14 de oc- tubre de 1875 y desde este 1desarreglo em- pezó para mí un continuo vivir. FERNÁNDEZ, Macedonio. Buenos Aires: Centro Editor de América Latina, 1966. p. 32.(Adaptado) 10. (Ufmg 2009) ... y desde este desarreglo em- pezó para mí un continuo vivir. (ref. 1) Señale la opción en la que la frase propuesta puede sustituir adecuadamente esta afirma- ción, sin comprometer el sentido del texto. a) ... y a partir de entonces los desaciertos fue- ron mi regla de vida. b) ... y así, entre descomposturas y continuida- des, siguió mi vida. c) ... y el desorden de la vida se fue transfor- mando desde entonces. d) ... y la vida fue todo lo que continuó a mi nacimiento.l Gabarito E.O. 1. B 2. A 3. A 4. A 5. D 6. E 7. C 8. B 9. D 10. D 62 HISTÓRIA GERALC H CIÊNCIAS HUMANAS 65 Sala 1. (Pucrs 2018) A cidade, na época do Renascimento, é um ser de razão. Não é só vivida como tam- bém é pensada. (...) A cidade não deve ser apenas prática. É conveniente que seja também bela. (DELUMEAU, Jean. A Civilização do Renascimento. Lisboa: Editorial Estampa, 1994, p. 258-261). Com base na citação acima, que aponta para o novo contexto político, social, econômico e cultural da Europa nos séculos XVI e XVII, analise as afirmativas a seguir, preenchendo os parênteses com V (verdadeiro) ou F (falso). ( ) Os arquitetos projetaram tanto a forma urbana, a partir de formas geométricas belas ideais, quanto construíram, para a comodidade dos habitantes, os palácios, as praças, as fontes e os monumentos. ( ) A centralização do Estado e a ampliação da máquina burocrática para a administração dos ne- gócios públicos, o comércio, a aplicação da justiça e a cobrança dos impostos exigiram que a nobreza se abrisse para o exercício de novas profissões. ( ) Foram criadas editoras, academias e bibliotecas, que permitiram a expansão da cultura letrada e a circulação de novas ideias nas principais cidades europeias. ( ) A laicização da cultura urbanaprovocou o abandono de práticas religiosas na vida cotidiana e a perda de importância da Igreja Católica na política. O correto preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é a) V – F – V – F b) V – V – F – F c) F – F – V – V d) F – V – F – V 2. (Uem 2018) Entre o final da Época Medieval e o início da Época Moderna, a Itália e, posterior- mente, outras regiões da Europa, viveram um movimento cultural conhecido como Renascimento. Sobre o Renascimento, assinale a(s) alternativa(s) correta(s). 01) Na literatura, Miguel de Cervantes procurou resgatar os valores da cavalaria medieval, enaltecendo a coragem e a lealdade, personificados no nobre cavaleiro Dom Quixote de la Mancha, que enfrentou grandes perigos para salvar a dama amada. 02) Nas artes, uma das características do Renascimento foi a preocupação com a valorização da figura hu- mana. A busca da perfeição ao retratar o homem influenciou, entre outros, os estudos de Anatomia, de técnicas de cores e de perspectiva. 04) O antropocentrismo e o teocentrismo, o hedonismo, o ascetismo, o misticismo, o racionalismo e, prin- cipalmente, o apego à tradição foram traços característicos do Renascimento. 08) Embora tenha buscado inspiração e tenha valorizado a Antiguidade greco-romana, o Renascimento, ainda que estivesse aparentemente ligado ao passado, apontava para o futuro. 16) O Renascimento relacionou-se a transformações socioeconômicas da Europa, tais como: o crescimento urbano e comercial e a ascensão dos burgueses, principalmente nas cidades italianas. 3. (Uem 2017) Sobre o movimento cultural, intelectual e científico que ocorreu na Europa do sé- culo XIV ao século XVI, e que ficou conhecido como Renascimento, assinale a(s) alternativa(s) correta(s). 01) A sociedade europeia, durante esse período, experimentou um pequeno crescimento urbano e as poucas cidades que existiam não possuíam relevância comercial, uma vez que o comércio estava em declínio e a burguesia enfraquecida economicamente. 02) A mentalidade dos intelectuais ligados ao Renascimento baseou-se na formulação de princípios pauta- dos pelo humanismo ou antropocentrismo, segundo o qual o homem “era a medida de todas as coisas”; pelo racionalismo, que sustentava que a razão era fundamental para a explicação do mundo; e pelo individualismo, que reconhecia, valorizava e respeitava as diferenças individuais dos homens livres. HISTÓRIA GERAL RENASCIMENTO CULTURAL E CIENTÍFICO CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias 66 04) Dentre os expoentes renascentistas, destacaram-se James Watt, criador da Teoria da Relatividade; Isaac Newton, criador da Teoria Heliocêntrica; e Albert Einstein, considerado o pai da Física, o que lhe garantiu destaque e reconhecimento sociais. 08) Durante essa época, homens ricos conhecidos como mecenas patrocinavam o trabalho de artistas e de intelectuais renascentistas. Entre as pessoas que se destacavam como mecenas estavam banqueiros, monarcas e papas. 16) O hedonismo, forma de pensamento renascentista, caracterizava-se pela crítica à valorização dos pra- zeres terrenos, o que incluía a valorização do corpo, da beleza e da perfeição. 4. (Pucrs 2017) As teorias políticas e religiosas, bem como a nova mentalidade da Europa Moderna, podem ser melhor compreendidas através da leitura de algumas obras clássicas escritas entre os séculos XIV e XVII. Considerando essa premissa, relacione as obras e seus autores (coluna 1) à respectiva resenha (coluna 2). Coluna 1 1. O Príncipe, de Nicolau Maquiavel, 2. Decameron, de Giovanni Bocaccio, 3. A vida de Gargântua e Pantagruel, de François Rabelais, 4. 95 Teses, de Martinho Lutero, 5. O Elogio da Loucura, de Erasmo de Roterdã, Coluna 2 ( ) aborda o abalo causado pela Peste Negra no comportamento e nos valores sociais embasados na moral medieval, bem como o advento do humanismo na Itália da passagem da Idade Média para a Idade Moderna. ( ) defende uma política desligada da moral religiosa, apresentando orientações sobre como se conduzir nos negócios políticos internos e externos, com o objetivo de conquistar o poder e nele se manter. ( ) faz uma crítica à filosofia escolástica medieval, à autoridade dos frades, ao Papado, aos reis, aos magistrados e à justiça, através de uma sátira no estilo grotesco, que dialoga com a cultura popular e carnavalesca da virada da Idade Média para a Moderna. ( ) é um texto que critica as práticas abusivas de alguns clérigos que realizavam a venda de indul- gências e os desvios morais de certos membros do clero da Igreja Católica. ( ) é um livro inspirado em obras clássicas e no exercício da retórica que, com um texto satírico e sombrio, critica práticas corruptas da Igreja Romana. O correto preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é a) 1 – 3 – 5 – 4 – 2 b) 1 – 2 – 3 – 5 – 4 c) 2 – 1 – 3 – 4 – 5 d) 2 – 4 – 1 – 3 – 5 e) 5 – 1 – 2 – 3 – 4 5. (Uem-pas) Sobre o Renascimento, assinale o que for correto. 01) Foi um movimento de renovação cultural, que surgiu principalmente na Península Itálica e se estendeu por outras regiões da Europa, nos séculos XIV a XVI. 02) Os renascentistas inventaram a escrita cuneiforme, que revolucionou a imprensa a partir do século XVII. 04) O humanismo foi uma das expressões culturais do Renascimento, por colocar o homem como o centro das preocupações dos pensadores, e representou uma forte oposição ao pensamento teocêntrico da Igreja Católica. 08) O Renascimento estimulou o surgimento das universidades, com a fundação da Universidade de Bolo- nha (Itália, no ano de 1088 – a primeira universidade do mundo), da Universidade de Paris (França, no ano de 1170), da Universidade de Oxford (Inglaterra, no ano de 1249) e da Universidade de Coimbra (Portugal, no ano de 1308). 16) O Príncipe, tratado que faz uma reflexão sobre a natureza do poder político, escrito por Nicolau Ma- quiavel, representa uma das obras mais significativas do Renascimento. 67 E.O. 1. (Ufg ) Leia a citação a seguir. Mago designa um homem que alia o saber ao poder de agir para a criação de mundos desejáveis. BRUNO, Giordano. Tratado da magia, 1591. Apud JOB, Nelson. Ontologias em devir: confluências entre magia e ciência. Disponível em: <www.hcte.ufrj.br/downloads/sh/ sh3/trabalhos/NelsonJob.pdf>. Acesso em: 14 nov. 2012. Tal como demonstra a citação de Giordano Bruno, sentenciado pela Inquisição à morte na fogueira, a magia despertava o interesse de pensadores e cientistas que estudavam as formas de intervir nas forças da natureza, no período entre os séculos XV e XVI. Com base no exposto, a) explique como a citação de Giordano Bruno contraria os princípios que sustentaram a ação da Inquisição; b)relacione a citação de Giordano Bruno aos va- lores renascentistas sobre o conhecimento humano. 2. (Ufg) Leia o texto a seguir. Enquanto andava à procura de ossos pelas estradas rurais, onde eventualmente os indi- víduos executados são deixados, deparei-me com um cadáver ressecado. Os ossos esta- vam totalmente expostos, mantendo-se uni- dos apenas pelos ligamentos, e tinham sido preservadas somente a origem e a inserção dos músculos. Escalei o poste e destaquei o fêmur do osso ilíaco. Quando puxei a peça com força, a omoplata, os braços e as mãos também se destacaram, embora faltassem os dedos de uma das mãos, as duas rótulas e um dos pés. Depois de trazer secretamente para casa as pernas e os braços e após sucessivas idas e vindas (tinha deixado para trás a ca- beça e o tronco), permaneci durante quase toda noite fora dos limites da cidade a fim de conseguir pegar o tórax, que se encontra- va firmemente preso a uma corrente. VESALIUS, Andreas. De humani corporis fabrica, 1543. Disponível em: www.cienciahoje.uol.com. br/noticias/historia-da-ciencia-e-epistemologia/ relancado-tratado-que-inaugurou-anatomia- moderna/. Acesso em: 11 out.. 2010. [Adaptado] Datada de 1543, a narração do médico An- dreas Vesalius,considerado o precursor dos estudos de anatomia moderna, indica a for- mação de um novo modelo de conhecimento, no período. Com base na leitura do texto e considerando o contexto histórico, a) explique o processo pelo qual a concepção de mundo dos homens se transformou na época do Renascimento; b) analise a concepção de ciência que se forma- va, apresentando o conflito social que essa nova concepção gerou. 3. (Unesp 2018) Ainda hoje a palavra Renas- cimento evoca a ideia de uma época dourada e de homens libertos dos constrangimentos sociais, religiosos e políticos do período pre- cedente. Nessa “época dourada”, o indivi- dualismo, o paganismo e os valores da An- tiguidade Clássica seriam cultuados, dando margem ao florescimento das artes e à ins- talação do homem como centro do universo. (Tereza Aline Pereira de Queiroz. O Renascimento, 1995. Adaptado.) O texto refere-se a uma concepção acerca do Renascimento cultural dos séculos XV e XVI que a) projeta uma visão negativa da Idade Média e identifica o Renascimento como a origem de valores ainda hoje presentes. b) estabelece a emergência do teocentrismo e reafirma o poder tutelar da Igreja Católica Romana. c) caracteriza a história da arte e do pensamen- to como desprovida de rupturas e marcada pela continuidade nas propostas estéticas. d) valoriza a produção artística anterior a esse período e identifica o Renascimento como um momento de declínio da criatividade hu- mana. e) afirma o vínculo direto das invenções e ino- vações tecnológicas do período com o pensa- mento mítico da Antiguidade. 4. (Ufrgs 2018) Sobre o desenvolvimento do pensamento moderno no Ocidente, entre os séculos XIV e XVIII, é correto afirmar que a) os estudos empíricos sobre a natureza, reali- zados no Renascimento, contribuíram para o desenvolvimento da ciência europeia. b) o abandono do dogma cristão pelo pensa- mento humanista motivou a criação dos tribunais do Santo Ofício para combater as heresias. c) a filosofia foi marcada por uma completa ruptura em relação à visão de mundo, elabo- rada durante a antiguidade. d) a Reforma Protestante caracterizou-se pela reafirmação dos valores institucionais da Igreja e pela defesa do papado. e) a rígida separação social entre a elite letrada e a população camponesa impedia o desen- volvimento de práticas culturais populares. 68 5. (Upe-ssa 2017) Quais características do Re- nascimento estão presentes na obra? a) A filosofia Escolástica e a Patrística b) A exaltação a Deus e o Teocentrismo c) A misoginia e a exaltação do masculino d) O Orientalismo e as influências chinesas e) O Humanismo e a retomada de temas clássicos 6. (Feevale) “Beleza e tragédia caracterizam esse movimento histórico dos descobrimen- tos e do Renascimento. A América possuía uma população de 80 milhões de habitan- tes e, após meio século de convívio com os europeus, restavam apenas 3,5 milhões. [...] Infelizmente, perfeição e destruição são ele- mentos que se combinam. Os artífices eu- ropeus, capazes de pintar ou esculpir com perfeição, haviam transformado todo um continente, realizando nele a maior obra de criação: o Novo Mundo.” THEODORO, Janice. Descobrimentos e Renascimento. São Paulo: Contexto, 1991, p. 64. As alternativas que seguem apresentam si- tuações decorrentes desse processo, exceto: a) a arte renascentista é o principal exemplo da beleza, citada pela autora acima. As obras retratam temas que vão do profano ao sa- grado, valorizam a arte clássica e mostram a essência do Humanismo. b) a Reforma Luterana, que, em 2017, come- mora 500 anos, foi fruto desse período. Al- gumas de suas ideias, como a livre interpre- tação da Bíblia, devem ser compreendidas como mais uma das muitas manifestações típicas do homem renascentista. c) a conquista da América foi parte desse con- texto, quando Portugal e Espanha apareciam como potências e Estados capazes de realizar essa empreitada. d) a ciência e a literatura também foram des- taques nesse período, decorrentes do pensa- mento iluminista que influenciava políticos e filósofos, como Voltaire. e) as navegações que levaram os europeus por diferentes continentes em busca de terras, metais preciosos e mão de obra escrava eram incentivadas pelo modelo econômico conhe- cido como Mercantilismo. 7. (Pucrj) Os humanistas e artistas do Renas- cimento italiano apregoavam a “volta aos Antigos” como fundamento de suas ações no presente. Assinale a alternativa que expressa o que era entendido por “volta aos Antigos”. a) Dar continuidade ao pensamento medieval, em particular aos preceitos da Escolástica que apregoava a conciliação da fé cristã com a razão fundada na tradição grega de Platão e Aristóteles. b) Tomar como fundamento exclusivamente as Escrituras Sagradas – o Antigo e o Novo Tes- tamento – na medida em que as formas cul- turais deveriam estar a serviço da religião. c) Inspirar-se na arte e na cultura da civiliza- ção greco-romana que teria sido desvaloriza- da pelo pensamento medieval, o qual limita- va a liberdade do indivíduo. d) Imitar fielmente as atitudes dos homens da antiguidade, em seu modo de escrever, fa- lar, esculpir, pintar, construir, se vestir, en- tre outras. Assim, sentiam-se alcançando as glórias do passado. e) Reagir ao movimento que defendia a auto- ridade do presente em relação ao Antigo e exigia uma ruptura total com o passado. 8. (Fac. Albert Einstein - Medicin) “Leonardo [da Vinci] analisou a anatomia humana du- rante toda sua vida; considerava que a natu- reza havia criado todas as coisas visíveis que poderiam tornar-se pintura. (...) Escrevendo sobre o horror de cadáveres esquartejados com os quais costumava passar as noites, Da Vinci diz que de nada lhe serviriam caso não soubesse também desenhar perfeitamente; a dissecção de corpos deveria ser acompanha- da por um conhecimento da perspectiva, dos métodos de demonstração geométrica, do método do cálculo de força e de poder dos músculos. A pintura deveria levar em conta os fenômenos naturais, a estrutura das coi- sas, o mecanismo dos corpos.” Teresa Aline Pereira de Queiroz. O renascimento. São Paulo: Edusp, 1995, p. 55. O texto refere-se a três características cen- trais do Renascimento cultural dos séculos XV e XVI: 69 a) o naturalismo, a rusticidade das representa- ções e o simbolismo. b) o abstracionismo, o contraste entre claro e escuro e a despreocupação com as propor- ções na representação do corpo. c) o experimentalismo, a pesquisa científica e a valorização do homem. d) o reconhecimento da submissão absoluta do homem a Deus, o platonismo e a ausência de perspectiva. 9. (Uern) O Vaticano inaugurou a nova ilumi- nação do interior da Capela Sistina, que valo- riza os detalhes de obras-primas da história da arte. Quando “O juízo final”, a parede de afrescos considerada a maior obra do huma- nismo, foi restaurada, há 20 anos, talvez o efeito obtido não fosse como o de hoje. Sete mil leds, com luz difusa e ao mesmo tempo intensa, permitem uma valorização sem pre- cedentes das cores. (Disponível em: http://g1.globo.com/jornal- nacional/noticia/2014/10/vaticano-inaugura-nova- iluminacao-do-i terior-da-capela-sistina.html.) Patrimônio da humanidade, a obra de Mi- chelangelo é um dos símbolos máximos do Renascimento. Sobre o contexto histórico em que foi produzida essa obra, é correto afirmar que a) o artista retratou o resgate das culturas he- lenísticas, principalmente no que se refere às concepções mitológicas e politeístas. b) Michelangelo, o autor de “O juízo final”, manteve em sua obra-prima o princípio bási- co da arte renascentista: o teocentrismo. c) os humanistas preconizavam o estabeleci- mento de dogmas cristãos dissolvidos desde a expansão vertiginosa da Igreja Ortodoxa. d) a obra retrata ainda temas cristãos, retirados da Bíblia, mas contém o realismo, humanismo e naturalismocaracterísticos da Renascença. 10. (Ufpe) Sobre o movimento historicamente reconhecido como Renascimento, que se di- fundiu na Europa a partir do final do século XV, analise as proposições abaixo. ( ) Em contraposição à teoria geocêntrica, de Ptolomeu, difundida nas universida- des medievais, a teoria heliocêntrica, de Copérnico, representou uma revolução no conhecimento humano. ( ) A expansão marítima europeia do século XV está diretamente relacionada aos no- vos conceitos de homem e de mundo que caracterizam o movimento renascentista. ( ) Embora tenha sido um movimento restri- to ao campo das artes plásticas, o Renas- cimento provocou grandes mudanças no modo de pensar de homens e mulheres da Europa. ( ) Com o Renascimento, o comércio europeu via Mediterrâneo foi alargado, propician- do um maior intercâmbio de mercadorias e ideias entre Oriente e Ocidente. ( ) A visão de mundo renascentista era tam- bém caracterizada pelo antropocentris- mo, o que significa que o homem ocupava uma posição central nas preocupações humanas. 70 Gabarito E.O. 1. a) Os princípios que sustentaram a ação da Inquisição eram baseados no combate a toda e qualquer forma de oposição aos dogmas da Igreja Católica. Esses princí- pios eram efetivados por meio de práticas como: vigilância e controle do comporta- mento moral dos fiéis e severa censura às produções culturais e às inovações cientí- ficas. A citação de Giordano Bruno contra- ria esses princípios por exaltar o “saber” e o “poder de agir” do homem, avaliado, então, como ator capaz de dominar a na- tureza para criar “mundos desejáveis”. A citação se refere ao trabalho desenvol- vido pelo mago. No período citado, seus conhecimentos provinham de fontes não aprovadas pela Igreja, que resultavam em práticas consideradas ocultas por amea- çarem os dogmas religiosos. Em virtude dessa compreensão por parte da Igreja, a Inquisição reservaria aos hereges (dentre eles, os magos) denúncias, investigações, julgamentos e condenações, com penas como prisão perpétua e morte na foguei- ra (o caso de Giordano Bruno). b) A citação está associada aos valores re- nascentistas porque se refere a um tipo distinto de poder e de saber, que ultra- passa os limites impostos pelos dogmas da Igreja Católica, na medida em que essa instituição tem a revelação divina como fonte única do saber. Três pontos asso- ciam a citação a esses valores: 1) a eleição do homem como agente; 2) a referência a uma ação racionalmente elaborada para transformar a realidade, o que remete à criação de novos mundos; 3) o registro de que os mundos a serem criados depende- riam da vontade humana. Assim, os pon- tos mencionados explicitam os seguintes valores do Renascimento: o humanismo e o antropocentrismo (valorização do ho- mem e de seu poder de ação, o que resul- tava em colocar o homem no centro da ação e conferir-lhe vontade e desejo para a intervenção na natureza); o racionalis- mo (a valorização da razão humana). 2. a) No processo de formação do mundo moderno (XII-XVII), o Renascimen- to introduziu algumas importantes transformações, que incidiram sobre a concepção de mundo dos homens daquela época. Colocou no centro de suas preocu- pações o homem, o que ficaria conhecido como antropocentrismo. O humanismo, o estudo da natureza e o desenvolvimento do espírito crítico, em conjunto, colabo- raram para a ampliação dos horizontes em vários campos do conhecimento, que, difundidos, transformaram a concepção do homem sobre o mundo. b) Desenvolvia-se a importância de obser- vação direta nos estudos científicos, pro- cedimento que afirmaria a empiria como forma de construção do conhecimento científico. Com o Renascimento e a difu- são de seus princípios, as dúvidas sobre o corpo humano tornaram legítima, por parte dos médicos, a investigação empíri- ca, daí a prática de dissecação de cadáve- res. Ainda assim, a narrativa do médico, ao revelar que as suas atividades eram feitas em segredo, indica implicitamen- te que, apesar das mudanças produzidas pelo Renascimento, tais “novidades” provocavam conflito, posto que não eram consensuais. Na verdade, nesse mesmo período, a Igreja Católica condenava prá- ticas como a da dissecação de cadáveres, pois o corpo humano era considerado sa- grado e não poderia ser violado. 3. A 4. A 5. E 6. D 7. C 8. C 9. D 10. VVFFV HISTÓRIA DO BRASILC H CIÊNCIAS HUMANAS 73 Sala 1. (Fac. Albert Einstein - Medicin 2018) “O véu já foi rasgado, já vimos a luz, e querem nos devolver às trevas: romperam-se os grilhões, já fomos livres, e nossos inimigos pretendem novamente nos escravizar [...] Eu desejo, mais do que qualquer outro, ver formar-se na América a maior nação do mundo, menos por sua extensão e riqueza do que por sua liberdade e glória. [...] O texto é parte da Carta da Jamaica, escrita por Bolívar em 1815. Assinale a alternativa que apre- senta corretamente o contexto no qual foi escrita e as ideias que a inspiraram: a) Aproveitando a conjuntura europeia transformada pelo Bloqueio Continental e pela derrota da Espa- nha frente aos ingleses, Bolívar e outros líderes latino-americanos reuniram-se na atual Colômbia e dirigiram exércitos inspirados pelas ideias nativistas e indigenistas contra as tropas espanholas. b) Motivados pela expansão napoleônica, os “Libertadores da América” aproveitaram o enfraquecimento dos laços coloniais com a Espanha, governada por José Bonaparte, e o fortalecimento da Inglaterra, para realizar guerras de independência inspiradas por ideias liberais e socialistas. c) Com a derrota de Napoleão e a volta de Fernando VII ao poder, a Espanha desenvolveu forte ofensiva militar contra as forças independentistas hispano-americanas. Movido por ideais iluministas e uni- taristas, Bolívar liderou o vitorioso movimento de independência de regiões correspondentes hoje à Colômbia, Venezuela e Bolívia. d) Reafirmando a independência da Colômbia e da Bolívia, conquistadas em 1810, e questionadas pelo Congresso de Viena depois da derrota de Napoleão, Bolívar liderou novamente exércitos compostos por criollos e indígenas para libertar a Venezuela, orientado por ideais nacionalistas e iluministas. 2. (Unesp) No movimento de Independência atuam duas tendências opostas: uma, de origem euro- peia, liberal e utópica, que concebe a América espanhola como um todo unitário, assembleia de nações livres; outra, tradicional, que rompe laços com a Metrópole somente para acelerar o proces- so de dispersão do Império. (Octavio Paz. O labirinto da solidão, 1999. Adaptado.) O texto refere-se às concepções em disputa no processo de Independência da América Latina. Ten- do em vista a situação política das nações latino-americanas no século XIX, é correto concluir que a) os Estados independentes substituíram as rivalidades pela mútua cooperação. b) os países libertos formaram regimes constitucionais estáveis. c) as antigas metrópoles ibéricas continuavam governando os territórios americanos. d) o conteúdo filosófico das independências sobrepôs-se aos interesses oligárquicos. e) as classes dirigentes nativas foram herdeiras da antiga ordem colonial. 3. (Fgvrj) Sobre o México e o seu processo de emancipação política é correto afirmar: a) Foi iniciado em 1810, com forte caráter popular, e concluído em 1821, como um movimento de elite. b) Foi o único movimento de independência política comandado por escravos, libertos e mestiços. c) Foi inspirado no princípio de unidade latino-americana defendido por Símon Bolívar. d) Serviu de referência para os demais movimentos emancipatórios americanos pelo seu republicanismo. e) Foi marcado pela ausência de conflitos armados, ao contrário dos demais movimentos americanos. HISTÓRIA DO BRASIL OS PROCESSOS DE INDEPENDÊNCIA DO BRASIL E DA AMÉRICA ESPANHOLA CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias 74 4. (Acafe) No rastro dos movimentos influenciados pela ideologia Iluministae até pela independên- cia dos Estados Unidos da América, no século XVIII, acentuaram-se os movimentos pela ruptura da América espanhola com a Metrópole, na primeira metade do século XIX. Nesse contexto é correto afirmar, exceto: a) Organizando-se a partir dos cabildos e formando as juntas governativas, os revoltosos depuseram au- toridades metropolitanas e assumiram a administração das colônias. b) Os chapetones, com o ideal nacionalista de quem já havia nascido na América, foram os principais organizadores das lutas contra o domínio metropolitano. c) Simom Bolívar, conhecido como um dos “libertadores da América”, foi um exemplo típico da ideologia da elite criolla. d) A Doutrina Monroe, instituída pelos Estados Unidos apoiou as independências da América Latina na guerra contra a Metrópole espanhola. 5. (Unesp) Era o fim. O general Simón José Antonio de La Santísima Trinidad Bolívar y Palacios ia embora para sempre. Tinha arrebatado ao domínio espanhol um império cinco vezes mais vasto que as Europas, tinha comandado vinte anos de guerras para mantê-lo livre e unido, e o tinha governado com pulso firme até a semana anterior, mas na hora da partida não levava sequer o con- solo de acreditarem nele. O único que teve bastante lucidez para saber que na realidade ia embora, e para onde ia, foi o diplomata inglês, que escreveu num relatório oficial a seu governo: “O tempo que lhe resta mal dá para chegar ao túmulo.” MÁRQUEZ, Gabriel García. O general em seu labirinto, 1989. O perfil de Simón Bolívar, apresentado no texto, acentua alguns de seus principais feitos, mas deve ser relativizado, uma vez que Bolívar a) foi um importante líder político, mas jamais desempenhou atividades militares no processo de inde- pendência da América Hispânica. b) obteve sucesso na luta contra a presença britânica e norte-americana na América Hispânica, mas ja- mais conseguiu derrotar os colonizadores espanhóis. c) defendeu a total unidade das Américas, mas jamais obteve sucesso como comandante militar nas lutas de independência das antigas colônias espanholas. d) teve papel político e militar decisivo na luta de independência da América Hispânica, mas jamais go- vernou a totalidade das antigas colônias espanholas. e) atuou no processo de emancipação da América Hispânica, mas jamais exerceu qualquer cargo político nos novos Estados nacionais. 75 E.O. 1. (Uem 2018) Sobre o processo de inde- pendência das antigas colônias europeias nas Américas, assinale a(s) alternativa(s) correta(s). 01) A independência das colônias inglesas da América do Norte foi influenciada pelas prá- ticas comerciais mercantilistas, que visavam ao acúmulo de metais preciosos nos Estados Unidos da América em vez da Inglaterra. 02) A ocupação da Espanha pelas tropas de Na- poleão Bonaparte enfraqueceu o controle da metrópole sobre as colônias americanas e fa- voreceu o desenvolvimento de movimentos separatistas. 04) Na década de 1820, os Estados Unidos, já independentes da Inglaterra, formularam a Doutrina Monroe, que declarava a “América para os americanos” e reconhecia a indepen- dência das antigas colônias ibéricas. 08) O lema American first (América em primeiro lugar) foi o suporte teórico que legitimou a luta dos moradores das treze colônias ingle- sas da América pela independência. 16) O primeiro movimento de independência vi- torioso na América Latina ocorreu na ilha de São Domingos, colônia francesa nas An- tilhas, atual Haiti. Distintamente do que ocorreria em outras regiões das Américas, nessa ilha a revolta assumiu a forma de re- belião de escravos. 2. (Uefs) Há dois séculos, o país [Haiti] era responsável por 75% da produção mundial de açúcar. Como foi possível a colônia mais rica da América tornar-se um dos países mais pobres do mundo? Uma história que, no entanto, começou de forma promissora. No fim do século 18, o Haiti era uma das colônias mais ricas da América. Sob controle francês, a pequena ilha de Saint Domingue, no Caribe, era res- ponsável pela produção de 75% do açúcar comercializado no mundo. A prosperidade econômica era garantida pelas plantações em grandes propriedades e pela exploração do trabalho escravo. Mas esse modelo estava com os dias contados. (O HAITI... 2016). No Brasil, do inicio do século XIX, a expres- são “haitianismo” aterrorizava os grandes senhores de terras e de escravos em razão a) da concorrência do açúcar das Antilhas ao comércio internacional do açúcar brasileiro, produzido no oeste paulista. b) da intensa migração de haitianos para o Bra- sil, fugindo dos maus-tratos aplicados pelo sistema escravista, praticado no Haiti. c) das práticas religiosas do vodu, de origem africana, tidas como feiticeiras e demonía- cas pelas populações brancas do Brasil. d) da revolta da população escrava do Haiti contra o modelo de exploração do trabalho, quando foi exterminada grande parte dos proprietários brancos. e) do apoio dado pela França napoleônica à ex- pansão das revoltas escravas em todo o ter- ritório colonial da América. 3. (Ufpr) Considere o seguinte extrato da de- claração de independência haitiana: 1º de janeiro de 1804 O General em Chefe ao Povo do Haiti, Cidadãos – compatriotas –, eu reuni, neste dia solene, os corajosos comandantes que, às vésperas de receber o último suspiro da liberdade agonizante, derramaram seu san- gue para preservá-la. Estes generais, que co- mandaram as lutas de vocês contra a tirania, ainda não terminaram. A reputação france- sa ainda obscurece nossas planícies: todas as coisas evocam a lembrança das cruelda- des daquele povo bárbaro. Nossas leis, nos- sos costumes, nossas cidades, tudo encerra características dos franceses. Ouçam o que estou dizendo! Os franceses ainda têm um pé em nossa ilha! E vocês se creem livres e independentes daquela república, que com- bateu todas as nações, é verdade, mas nunca conquistou aqueles que seriam livres! (Transcrição a partir da versão publicada em David Armitage, Declaração de independência: uma história global. São Paulo: Companhia das Letras, 2011). Com base nesse fragmento e nos conheci- mentos sobre o assunto, considere as se- guintes afirmativas sobre a Revolução Hai- tiana (1791-1804) e seu significado para as independências americanas: 1. Antes de se chamar Haiti, a ilha se chama- va Santo Domingo e estava sob domínio espanhol, sendo invadida pelos franceses a mando de Napoleão. 2. O Haiti foi a primeira república das Amé- ricas a se libertar da dominação europeia e abolir a escravidão. 3. A particularidade da revolução haitiana é que foi dirigida por escravos, libertos e mulatos e inspirada nos princípios que os próprios franceses teriam levantado du- rante sua revolução. 4. A revolução haitiana contou com o apoio de escravos e libertos da colônia espa- nhola de Cuba. Assinale a alternativa correta. a) Somente as afirmativas 1 e 4 são verdadeiras. b) Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras. c) Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras. d) Somente as afirmativas 2, 3 e 4 são verdadeiras. e) As afirmativas 1, 2, 3 e 4 são verdadeiras. 76 4. (Unisinos) “Em determinados períodos da História, há mudanças significativas que acontecem em curto espaço de tempo. Foi assim no início do século XIX, mais preci- samente entre 1808 e 1824, na América de colonização espanhola” (PRADO, Maria Ligia; PELLEGRINO, Gabriela. História da América Latina. São Paulo: Contexto, 2014. p. 25). As autoras, neste trecho em particular, estão se referindo a que conjuntura, especificamente? a) Às diferentes revoltas de escravos nos vice- -reinos espanhóis, as quais foram responsá- vel pela abolição do regime de trabalho com- pulsório na América Espanhola ao longo da primeira metade do século XIX. b) Às lutas de indígenas e mestiços pela ex- pulsão da Igreja Católica dos domínios espa- nhóis, haja vista sua sistemática tentativade tornar cativa esta população desde o sé- culo XV até aquele momento. c) Ao movimento político iniciado pelas elites nativas no início do século XIX, tendo em vista a substituição do domínio espanhol sobre os territórios americanos por uma mo- narquia constitucional soberana e indepen- dente do jugo europeu. d) À constituição, no início do século XIX, de diferentes vice-reinos no território sob do- minação espanhola, tendo em vista o maior controle e melhor administração das colô- nias espanholas na América. e) Ao contexto das lutas pela independência política das diferentes porções do continen- te americano e à decorrente formação de es- tados nacionais republicanos naquele vasto território. 5. (Mackenzie 2018) “(...). Conquistar a eman- cipação definitiva e real da nação, ampliar o significado dos princípios constitucionais foi tarefa delegada aos pósteres”. COSTA, Emília Viotti da. Da monarquia à república: momentos decisivos. São Paulo; Livraria Editora Ciências Humanas, 1979. P.50. A análise acima, da historiadora Emília Viot- ti da Costa, refere-se à proclamação da inde- pendência do Brasil, em 7 de setembro de 1822. A análise da autora, a respeito do fato histórico, aponta que a) apesar dos integrantes da elite nacional terem alcançado seu objetivo: o de romper com os estatutos do plano colonial, no que diz respeito às restrições à liberdade de co- mércio, e à conquista da autonomia admi- nistrativa, a estrutura social do país, porém, não foi alterada. b) a independência do Brasil foi um fato iso- lado, no contexto americano de luta pela emancipação das metrópoles. Isso se deu porque era a única colônia de língua por- tuguesa, e porque adotava, como regime de trabalho, a escravidão africana. c) caberia, às futuras gerações de brasileiros, o esforço no sentido de impor seus valores para Portugal, rompendo, definitivamente, os impasses econômicos impostos à Colônia pela metrópole portuguesa desde o início da colonização. d) apesar de alguns setores da elite nacional possuírem interesses semelhantes à burgue- sia mercantil lusitana e, portanto, afastan- do-se do processo emancipatório nacional, com a eminente vinda de tropas portuguesas para o país, passaram a apoiar a ideia de in- dependência. e) assim como Portugal passava por um pro- cesso de reestruturação, após a Revolução Liberal do Porto; no Brasil, esse movimento emancipatório apenas havia começado e só fora concluído, com a subida antecipada ao trono, de D. Pedro II, em 1840. 6. (Uece 2018) Atente ao seguinte fragmento da obra da historiadora Emília Viotti da Cos- ta, a respeito do processo de independência do Brasil: “A ordem econômica seria preservada, a es- cravidão mantida. A nação independente continuaria subordinada à economia colo- nial, passando do domínio português à tu- tela britânica. A fachada liberal construída pela elite europeizada ocultava a miséria e a escravidão da maioria dos habitantes do país. Conquistar a emancipação definitiva da nação, ampliar o significado dos princípios constitucionais seria tarefa relegada aos pósteros”. COSTA, Emília Viotti da. Introdução ao estudo da emancipação política do Brasil. In: MOTA, Carlos Guilherme (Org.). Brasil em perspectiva. 16. ed. Rio de Janeiro: Editora Bertrand Brasil, 1987. p.125. Considerando o processo de independência do Brasil, assinale a afirmação verdadeira. a) Não ocorreu nenhuma ocultação dos reais problemas sociais e econômicos do país após a independência, já que a elite local buscou solucioná-los imediatamente. b) Apenas ocorreu a independência econômica do Brasil, mas não a política, pois a elite nacional europeizada submeteu-se aos inte- resses da Inglaterra. c) Pelo fato de a monarquia ter sido logo adota- da como forma de governo, a independência não representou mudanças sociais significa- tivas, pois estas ficariam a cargo de gerações futuras. d) Não houve acordo de independência com os Britânicos, que reagiram o quanto puderam à independência do Brasil, já que ela re- presentaria a real autonomia econômica do país. 77 7. (Feevale) “[...] no 07 de setembro de 1822, nas margens do Ipiranga, nos arredores de São Paulo, quando Dom Pedro, herdeiro do trono português, gritou ‘Independência ou morte’, estava exagerando. [...] O que esta- va em jogo no início da década de 1820 era mais uma questão de monarquia, estabilida- de, continuidade e integridade territorial do que de revolução colonial.” MAXWELL, Kenneth. Por que o Brasil foi diferente? O contexto da independência. In: MOTA, Carlos Guilherme (Org.). Viagem incompleta: A experiência brasileira (1500- 2000). Formação: histórias. São Paulo: Senac, 2000, p. 186. O processo de independência do Brasil foi marcado por diversas características. Sobre esse tema, fazem-se as seguintes afirmações. I. A instalação da Corte portuguesa no Rio de Janeiro em 1808 representou uma al- ternativa para o contexto de crise política da Metrópole e a possibilidade de estru- turar um império luso-brasileiro na Amé- rica. II. Da mesma forma que nos demais países da América Latina, o Brasil independente tornou-se monárquico, liberal e, rapida- mente, urbano. III. O projeto de D. Pedro, ao proclamar a in- dependência, era ampliar o controle das Cortes portuguesas sobre o Brasil, além de acabar com a escravidão. Com base nas afirmações, assinale a alterna- tiva correta. a) Apenas a afirmação I está correta. b) Apenas as afirmações I e II estão corretas. c) Apenas as afirmações I e III estão corretas. d) Apenas as afirmações II e III estão corretas. e) Todas as afirmações estão corretas. 8. (Uem) O Primeiro Reinado se iniciou com a Proclamação da Independência, em 1822, que garantiu ao Brasil autonomia em relação a Portugal. Essa fase da história política do Brasil imperial se estendeu até 1831, quan- do teve início o período regencial. Sobre o Primeiro Reinado, assinale o que for correto. 01) O projeto constitucional que se originou dos trabalhos da Assembleia Constituinte de 1823, dissolvida por D. Pedro I no mesmo ano, estabelecia o critério censitário para o direito ao voto, que exigia renda anual equi- valente a 150 alqueires de farinha de man- dioca. 02) A constituição de 1824 estabeleceu uma di- visão político-administrativa do território brasileiro em estados federados e a centra- lização do governo em um único poder, o moderador. 04) A Confederação do Equador foi a união das províncias insurgentes, localizadas próximas à linha do Equador, que estavam descontentes com os rumos políticos tomados pelo governo imperial e com a situação econômica, marcada por crises como a do açúcar, a do algodão e pe- los crescentes impostos cobrados pelo governo central. 08) O desempenho econômico durante esse pe- ríodo apresentou índices expressivos, pois a demanda por produtos agrícolas por parte dos países europeus era elevada. Com isso, a balan- ça comercial do Brasil estava equilibrada. 16) Alguns jornalistas como Líbero Badaró e Eva- risto da Veiga representaram uma relevante fonte de apoio para o governo de D. Pedro I, uma vez que elogiavam o seu estilo de gover- nar, bem como seu relacionamento político com as províncias. 9. (Ufpa) Mesmo antes da ruptura da colônia brasileira com a metrópole portuguesa em 1822, José Bonifácio de Andrada e Silva já admitia que seria muito difícil: [...] a liga de tanto metal heterogêneo, como brancos, mulatos, pretos livres e escravos, índios, etc., em um corpo sólido e político. SILVA, Ana Rosa Cloclet da. Construção da nação e escravidão no pensamento de José Bonifácio: 1783- 1823. Campinas, SP: Ed. da Unicamp,1999. p. 178. Na presente fala do “Patriarca da Indepen- dência” em relação à sociedade brasileira, é importante observar que existe uma preocu- pação de ordem social na construção da Na- ção brasileira. Bonifácio considerava que a a) heterogeneidade dos habitantesdo Brasil, marcada pela presença de negros e índios, revelava-se um problema para a construção de um projeto nacional com a edificação de um Império do Brasil mais civilizado. b) presença de gente de tantas cores e condi- ções poderia atrapalhar a convivência har- moniosa entre os habitantes da futura Na- ção, sobretudo porque os índios eram muito belicosos e os negros não se adaptariam à liberdade. c) presença de negros na sociedade brasileira decorrente do escravismo colonial atrapa- lhava a construção da Nação por não servir à sustentabilidade da economia agroexporta- dora e monocultora do café. d) mistura de raças não era recomendável para uma colônia que queria se tornar uma mo- narquia constitucional reconhecida por to- dos os países europeus, principalmente pe- los anglo-saxões, que eram abolicionistas. e) grande dificuldade seria colocar em prática o processo de catequização dos índios e de civilização aos negros africanos, sobretudo porque esses grupos eram considerados pe- los homens brancos como incapazes de sair da barbárie. 78 10. (Enem PPL) É hoje a nossa festa nacional. O Brasil inteiro, da capital do Império a mais remota e insignificante de suas aldeolas, congrega-se unânime para comemorar o dia que o tirou dentre as nações dependentes para colocá-lo entre as nações soberanas, e entregou-lhe os seus destinos, que até então haviam ficado a cargo de um povo estranho. Gazeta de Notícias, 7 set. 1883. As festividades em torno da Independência do Brasil marcam o nosso calendário desde os anos imediatamente posteriores ao 7 de setembro de 1822. Essa comemoração está diretamente relacionada com a) a construção e manutenção de símbolos para a formação de uma identidade nacional. b) o domínio da elite brasileira sobre os prin- cipais cargos políticos, que se efetivou logo após 1882. c) os interesses de senhores de terras que, após a Independência, exigiram a abolição da es- cravidão. d) o apoio popular às medidas tomadas pelo governo imperial para a expulsão de estran- geiros do país. e) a consciência da população sobre os seus direitos adquiridos posteriormente à trans- ferência da Corte para o Rio de Janeiro. Gabarito E.O. 1. a) 2+4+16 = 22. Com a invasão das tropas de Napoleão Bonaparte, emergiram nas colônias espanholas movimentos sepa- ratistas; mediante a Doutrina Monroe, os norte-americanos reconheceram o terri- tório americano livre das influências dos europeus; o Haiti se tornou o primeiro país a ser independente da Espanha, sen- do ocasionada por uma rebelião de escra- vos e negros livres. 2. D 3. B 4. E 5. a) Apesar dos integrantes da elite nacional terem alcançado seu objetivo: o de rom- per com os estatutos do plano colonial, no que diz respeito às restrições à liber- dade de comércio, e à conquista da auto- nomia administrativa, a estrutura social do país, porém, não foi alterada. 6. a) A independência do Brasil, da forma como ocorreu, e a adoção da Monarquia adotada a partir da independência não representou mudanças significativas na estrutura do país, além da autonomia po- lítica. Diversos problemas persistiram até gerações futuras, como o privilégio eco- nômico das elites agrárias e a continui- dade da escravidão. 7. A 8. a) 01+04= 5. O projeto constitucional foi elaborado pela Assembleia Constituinte, que foi dissolvida por D. Pedro I, temen- do perder o poder; enquanto, a Confe- deração do Equador, foi um movimento separatista, contrário ao poder centrali- zador de D. Pedro I, conjunto com a crise econômica que emergia no país. 9. A 10. A C H CIÊNCIAS HUMANAS GEOGRAFIA 1 81 Sala 1. (Ufpr 2017) Nos últimos 10 anos, houve um aumento considerável, na literatura, de referências sobre os biomas brasileiros. Por outro lado, inúmeras iniciativas voltadas para a indicação de áreas prioritárias para conservação ocorreram neste período, tendo como temática os biomas enfocados regionalmente. Brasil: uma visão geográfica e ambiental no início do século XXI / Adma Hamam de Figueiredo (org.). Rio de Janeiro: IBGE, Coordenação de Geografia, 2016, p. 139. <Disponível em: http:// biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv97884.pdf>. Acesso em 30.08.2016. Caracterize, do ponto de vista geográfico a) O que é um bioma? b) Cite dois biomas, localizando-os geograficamente no território brasileiro e identificando problemas relacionados à sua conservação. 2. (Ufpr 2017) Poderíamos assim, grosseiramente – e como sugestão para um debate –, reconhecer a existência de quatro Brasis: uma Região Concentrada, formada pelo Sudeste e pelo Sul, o Brasil do Nordeste, o Centro-Oeste e a Amazônia. SANTOS, Milton; SILVEIRA, María Laura. Brasil. Território e Sociedade no início do século 21. Rio de Janeiro: Record, 2001, p. 268. Por que o autor do texto faz distinção entre esses quatro Brasis? Justifique sua resposta, apontan- do diferenças entre as regiões brasileiras citadas. 3. (Pucrj 2014) Pegada Ecológica? O que é isso? Você já parou para pensar que a forma como vivemos deixa marcas no meio ambiente? É isso mes- mo, nossa caminhada pela Terra deixa “rastros”, “pegadas”, que podem ser maiores ou menores, dependendo de como caminhamos. (...) Disponível em: <www.wwf.org.br>. Acesso em: 28 jul. 2013. a) Explique como se mede a ‘Pegada Ecológica’ de determinada sociedade. b) Explique a importância geopolítica do Brasil no mundo a partir dos níveis de biocapacidade dos países apresentados no gráfico. GEOGRAFIA 1 CLIMAS DO BRASIL, DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS E BIOMA BRASILEIRO CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias 82 4. (Ufmg 2013) Analise este mapa: Considerando a forma do território brasileiro, mais extenso ao norte no sentido leste-oeste, e afunilado ao sul, a) APRESENTE uma razão histórico-geográfica que justifica a maior extensão ao norte, no sentido leste- -oeste, do território brasileiro. b) CITE uma vantagem da posição e da forma geográficas do território brasileiro quanto aos fusos horários e às condições climáticas. c) Leia esta afirmativa: “No mundo contemporâneo é vantajoso ser um país de dimensões continentais, como o caso do Brasil”. Você concorda com esta afirmativa? JUSTIFIQUE sua resposta. 5. (Ufrn 2013) O Brasil, nas últimas décadas, transformou-se em um dos maiores celeiros de produ- ção de gêneros alimentícios do mundo. Essa transformação foi impulsionada, entre outros fatores, pelo cultivo de soja. Observe os mapas a seguir, cujos círculos representam áreas do cultivo de soja no território brasi- leiro, em diferentes períodos. a) A partir dos mapas, que mudança pode ser observada na dinâmica espacial da produção de soja? b) Mencione dois fatores que justificam essa mudança. c) Cite e explique um problema ambiental 83 E.O. 1. (Unesp 2012) Na Copa do Mundo de Futebol de 2014, para que o deslocamento não seja um proble- ma para as equipes, a FIFA exige que as seleções participantes se hospedem em cidades localizadas nas proximidades dos estádios onde os jogos serão realizados. Como os dirigentes das seleções precisam conhecer a distância e a infraestrutura de transportes de cada cidade, as prefeituras municipais deverão enviar um mapa com a localização da cidade e do estádio que sediará os jogos de cada seleção. Qual é a função da escala em um mapa? Considerando que a distância entre a cidade que hospedará determinada seleção e o estádio seja de 60 km, indique a escala numérica que deverá ser utilizada no mapa para representar essa distância em 12 cm. 2. (Ufmg 2012) No Brasil e no mundo, os deslizamentos de terra e encostas têm provocado, histo- ricamente, considerável número de vítimas, muitas vezes fatais. Além de vítimas, é comum cau- sarem prejuízos a equipamentos humanos, a exemplo de edificações e estradas, o que resulta em perdas financeiras e sociais. No caso dos deslizamentos que, de modo recorrente, vêm ocorrendo no Brasil, destacam-se, mais recentemente, os registrados nos estadosdo Rio de Janeiro — região de Petrópolis, Teresópolis, Nova Friburgo e Angra dos Reis — e de Santa Catarina — região de Joinvile e Blumenau. Os fatores indutores desses deslizamentos, no Brasil ou no mundo, são organizados pelos especialistas em duas categorias principais: (I) fatores de ordem natural; e (II) fatores de ordem antrópica. Comumente, esses dois tipos de fatores atuam em conjunto, na medida em que o meio fí- sico apresenta predisposições naturais à ocorrência de deslizamentos cuja manifes- tação é, de modo geral, induzida por interferências humanas. Todavia há registros de deslizamentos em regiões em que a interferência antrópica é, praticamente, nula. Considerando essas informações, analise este mapa, em que está representada a distribuição espa- cial dos Domínios Morfoclimáticos Brasileiros, proposta por Aziz Ab’Saber: A partir dessa análise e de outros conhecimentos sobre o assunto, taça o que se pede. a) A predisposição natural para a ocorrência de deslizamentos inerente aos mares de morros — como aqueles ocorridos no Rio de Janeiro e em Santa Catarina — se verifica também no domínio das caatin- gas? b) Cite dois fatores de ordem natural presentes no domínio morfoclimático das caatingas que justificam sua resposta ao item anterior. Explique cada um desses fatores. 84 3. (Ufg 2012) Durante todo o ano de 2011, a discussão sobre as alterações do Código Flo- restal Brasileiro envolveu vários setores da sociedade. Dentre as principais polêmicas surgidas destacou-se aquela relacionada às APPs (Áreas de Preservação Permanente), em razão da preocupação com a preservação dos recursos hídricos. Considerando-se o exposto, a) explique o significado de Área de Preserva- ção Permanente. b) qual é o tamanho das APPs nos cursos d’água de menos de dez metros de largura, de acor- do com o Código Florestal vigente? 4. (Ueg 2011) Embora possa provocar grandes catástrofes naturais, como as ocorridas no estado do Rio de Janeiro, principalmente em Nova Friburgo, no início do ano de 2011, os deslizamentos são fenômenos naturais que fazem parte da dinâmica externa da crosta terrestre. Nesse caso específico, a geomorfo- logia da área e o clima local foram lembrados como os principais responsáveis pelo fenô- meno. Cite um fator climático e um elemento do clima e explique como eles influenciam a ocorrência dos referidos deslizamentos. 5. (Ufg 2010) O relevo do Planalto Central bra- sileiro, por sua constituição geológica e ge- omorfológica, possibilita o aproveitamento dos seus recursos naturais e facilita o desen- volvimento de atividades econômicas. Com base nesta afirmação, a) apresente duas características das formas desse relevo; b) explique um tipo de atividade econômica fa- vorecida por essa forma de relevo. 6. (Ufc 2010) Os rios são cursos de água que escoam sobre os continentes. A maior parte deles nasce em fontes naturais originadas de lençóis subterrâneos, alimentados pela infil- tração da água das chuvas. Sobre esse tema, responda o que se pede a seguir. a) Identifique a unidade espacial formada por um rio principal e seus afluentes. b) Identifique a bacia hidrográfica de maior po- tencial de águas superficiais do mundo. c) Indique o principal elemento responsável pela intermitência dos rios no semiárido brasileiro. d) Cite dois importantes açudes do estado do Ceará que abastecem a Região Metropolitana de Fortaleza. 7. (Ueg 2008) O Brasil é dotado de uma vasta rede hidrográfica. Muitos de seus rios desta- cam-se pela extensão, largura, profundidade e volume de água escoado, tornando o país detentor de uma das maiores reservas de água doce do mundo. Apesar desta realida- de, o país já enfrenta problemas no que con- cerne ao abastecimento urbano de água po- tável (como no caso de São Paulo), além de conflitos no campo pela distribuição de água para as atividades da agricultura e pecuária. Com base nestas informações, responda ao que se pede. a) Caracterize o potencial das bacias hidro- gráficas do Paraná e do Amazonas para o abastecimento de água potável nos centros urbanos, considerando a atual distribuição geográfica da população sobre o território nacional. b) Cite e explique dois impactos negativos de- correntes da utilização dos recursos hídricos da Bacia do Paraná. 8. (Fuvest 2005) a) Identifique o relevo submarino, apontado pela flecha negra, na ilustração. b) Explique sua formação, considerando a dinâ- mica da crosta terrestre. 9. (Ufu 2004) Observe a figura a seguir e faça o que se pede: Unidades do Relevo Brasileiro Fonte: Adaptado de ROSS, J.L.S (org). “Geografia do Brasil”. São Paulo: Edusp, 1995, p. 53 85 a) Quais as unidades de relevo representadas na figura pelos números 3 e 26? b) Cite duas características físicas de cada uma delas. 10. (Ufscar 2002) Esse domínio paisagístico possui formas de relevo conhecidas como “meias-laranjas”, que têm origem em serras localizadas sobre terrenos cristalinos, que foram fortemente erodidas, principalmente pelas chuvas. Ele constitui, do ponto de vis- ta das construções humanas, o meio físico mais complexo e difícil, se comparado ao de outras paisagens naturais do Brasil. a) Como se chama esse domínio morfoclimático e onde se localiza? b) Explique por que essa paisagem natural é a mais problemática do país, do ponto de vista das construções humanas. 11. (Fuvest 2001) a) Identifique as unidades geomorfológicas I, II, III e IV do Estado de São Paulo. b) Escolha uma dessas unidades e explique os processos de sua formação. 12. (Unicamp 2019) O capitalismo financei- rizado e globalizado, particularmente nas últimas quatro décadas, vem apresentando um movimento tendencial em que informa- lidade e precarização tornaram-se mecanis- mos recorrentes. E a terceirização irrestrita do trabalho vem se consolidando como uma ferramenta que elimina a distinção entre atividades-meio e atividades-fim. (Adaptado de Ricardo Antunes, A sociedade da terceirização total. Revista da ABET, v. 14, n. 1, jan./jun. 2015, p. 9.) a) Terceirização e precarização são fenômenos interligados, porém distintos. O que é terceirização e o que é precarização do tra- balho? b) Na atividade industrial ou setor secundário, o que são atividades-meio e atividades-fim? Gabarito E.O. 1. A escala representa a relação entre as me- didas no mapa e o correspondente na reali- dade. Por exemplo, a escala 1:1000 significa que para cada 1 cm no mapa existem 1.000 cm no terreno. A resolução pode ser realiza- da através de regra de três, 12 cm equivale a 60000 cm (60 Km), 1cm equivale a X. Por- tanto, a escala é de 1:500 000 ( 1cm no mapa equivale a 500000 cm ou 5 Km). 2. I. Não se verifica no domínio da caatinga devido ao relevo ser formado em grande parte por uma formação mais plana cha- mada de depressão sertaneja e aparecen- do alguns morros testemunhos isolados na paisagem. Outra característica que di- ficulta esses deslizamentos é o regime e a quantidade de chuvas na região sendo concentrada principalmente no outono e inverno além da quantidade ser vem mais reduzida que na região de mares de mor- ros. II. O relevo que é bem menos acidentado que na região dos mares de morros, dificulta- do com isso os deslizamentos. Regime pluvial ser em menor quantidade que no dos mares de morros, além do solo ser mais arenoso facilitando com isso a absorção da água. 3. a) A Área de Preservação Permanente cons- titui uma superfície protegida pelo Códi- go Florestal recoberta ou não por ecossis- tema natural com o objetivo de conservar os recursos hídricos, a biodiversidade, o solo e as características geológicas e do relevo. Sua conservação é importante para assegurar a qualidade de vida das populações na região onde se insere a APP. b) Recomenda-se a conservação das Matas Ciliares (ou de Galeria) que ocupam as áreas ao longo de rios, a exemplo das pla- nícies fluviais. 86 4. Na dinâmica dos deslizamentosou escorre- gamentos de terra no Sudeste brasileiro, o elemento climático que influencia na maior frequência do fenômeno são os altos índi- ces pluviométricos, principalmente nos me- ses do verão, considerando que o clima na Região Serrana do Rio de Janeiro é tropical de altitude. Na região, um fator climático relevante é o relevo montanhoso e com alta declividade que estimula as massas de ar a ascenderem com posterior resfriamento do ar, condensação e ocorrência de chuvas oro- gráficas que potencializam os deslizamentos de terra. 5. a) O relevo regional é caracterizado pela presença de formações residuais como as chapadas com pequena variação altimé- trica e alinhamentos serranos. b) A forma de relevo residual: - Não oferece muitos obstáculos às ati- vidades agropecuárias, principalmente quanto à mecanização - Atividades de lazer, turismo e ecoturis- mo em terrenos montanhosos e serranos. 6. a) A bacia hidrográfica é a unidade espacial formada por um rio principal e seus afluentes. b) O Brasil é dotado de uma densa rede hidrográfica, com elevado potencial de águas superficiais. A maior bacia hidro- gráfica do mundo encontra-se quase to- talmente em território brasileiro: é a bacia hdrográfica do rio Amazonas, que também apresenta o maior potencial de águas superficiais. Ela nasce nos Andes peruanos e deságua no oceano Atlântico. c) A maioria dos rios brasileiros apresenta caráter perene, dadas as características climáticas predominantes. Somente no sertão nordestino, os rios são intermi- tentes, devido ao clima semiárido que se caracteriza por baixos totais pluviométri- cos e distribuição irregular da chuva no decorrer do ano. Assim, os rios contêm água somente no período chuvoso, secan- do completamente no período seco. d) Dada a escassez de água, torna-se neces- sária a construção de açudes para abas- tecimento humano, industrial, para ir- rigação, etc. Na Região Metropolitana de Fortaleza, há um consumo muito alto de água, dada a concentração populacional e todas as demais atividades produtivas. Os principais açudes que abastecem a RMF são o Gavião, o Pacoti e o Riachão. 7. a) - Bacia do Paraná: Potencial elevado que atualmente possui elevado aproveita- mento, considerando o número de cida- des banhadas por esta bacia. - Bacia do Amazonas: Potencial eleva- do que atualmente possui baixo grau de aproveitamento, considerando que a área possui baixa densidade demográfica. b) - Poluição: Altos índices de poluição de- correntes da descarga direta de esgotos urbanos; - Poluição decorrente da atividade de agropecuária (agrotóxicos, irrigação); - Elevado índice de represamento para a construção de usinas hidrelétricas: des- configuração das características naturais. - Alteração do equilíbrio ecológico dos rios pela construção de hidrovias. 8. a) Trata-se da Dorsal Atlântica, cadeia mon- tanhosa submarina. b) Formou-se ao final do período Paleozoi- co e ao longo do período Mesozoico. São placas tectônicas em movimento de afas- tamento. A placa africana para leste e a placa americana para oeste. 9. a) Unidade 3: Planaltos e Chapadas da Bacia Sedimentar do Paraná. Unidade 26: Planície do Pantanal (Mato- -Grossense) b) Unidade 3: Planaltos sedimentares, ro- chas vulcânicas. Unidade 26: Planície fluvial, cheias de verão 10. a) Domínio dos mares de morros floresta- dos. b) Devido à declividade de suas colunas e a concentração populacional e econômica. 11. a) As unidades geomorfológicas do estado de São Paulo são: I. Planície Litorânea ou Costeira II. Planalto Atlântico III. Depressão Periférica IV. Planalto Ocidental Paulista 87 b) Unidade I: a Planície Litorânea ou Costei- ra teve seu processo de formação funda- mentado na deposição de materiais (de- tritos e sedimentos). Unidade II: o Planalto Atlântico apareceu devido ao soerguimento dos escudos cris- talinos, no período Pré-Cambriano. Unidade III: a Depressão Periférica foi esculpida, por erosão regressiva, princi- palmente sobre sedimentos da borda da Bacia Sedimentar do Paraná (Planalto Ocidental Paulista), mas também em con- tato com o relevo de terrenos cristalinos (Planalto Atlântico). Unidade IV: formou-se pela sobreposição de camadas de arenito e basalto, inclina- das de forma decrescente na direção oci- dental. 12. a) A terceirização ocorre quando uma em- presa utiliza trabalhadores disponibili- zados por outra empresa, assim não os contrata diretamente. O objetivo seria re- duzir custos com trabalhadores, aumen- tar a lucratividade e a competitividade. No Brasil, trabalhadores terceirizados ganham menos, apresentam maior ins- tabilidade no emprego, as jornadas de trabalho são mais longas e ficam mais expostas à acidentes de trabalho. No Bra- sil, se aprovou a terceirização irrestrita, o que permite usar trabalhadores tercei- rizados para as atividades-fim, ou seja, as atividades principais das empresas. Por exemplo, uma construtora usar enge- nheiros terceirizados. A precarização do trabalho é um fenômeno mais amplo, a exemplo do trabalho informal e do traba- lho degradante caracterizado por longas jornadas de trabalho, baixos salários, mo- radias precárias e ambientes insalubres. b) Na atividade industrial por exemplo, as atividades-fim correspondem ao trabalho direto dos operários, a exemplo da pro- dução de aço na siderurgia. As ativida- des-meio são que não se referem a ativi- dade principal da empresa, por exemplo, o pessoal que trabalha com transporte, energia ou que prestam serviços de lim- peza e de segurança. C H CIÊNCIAS HUMANAS GEOGRAFIA 2 91 Sala 1. (Unesp 2018) Considere a imagem e o excerto. Após décadas de perplexidade e frustração, o mundo ainda está tentando descobrir o segredo do sucesso dessa região. Países de todo o mundo estão fazendo o melhor que podem para copiar sua magia. Na China, por exemplo, empresas de vários ramos da indústria aumentaram seus investi- mentos em setores considerados cruciais para o sucesso observado em aproximadamente 64% ao ano, durante os últimos cinco anos. (Barry Jaruzelski. www2.uol.com.br. Adaptado.) a) O excerto e a imagem dialogam ao retratarem uma importante região. Identifique que região é essa e cite uma de suas características. b) Cite dois setores considerados cruciais, nos quais se deveria investir, para tentar copiar a “magia” dessa região. 2. (Ufpr 2018) “Não é possível analisar o mundo, sob quaisquer dimensões, sem referência ao fenô- meno da globalização. De tão difundido e repetido, não é de estranhar que o conceito nem sempre seja claro, pela dificuldade de distinguir o que são os componentes econômicos do processo daque- les sociais e culturais”. (CASTRO, Iná. Geografia e Política – Território, escalas de ação e instituições. Bertrand Brasil, Rio de Janeiro, 2005, p. 215.) Levando em consideração o problema acima exposto, escreva um texto que defina globalização e trate dos seus impactos nas relações políticas, econômicas e sociais. GEOGRAFIA 2 GEOLOGIA CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias 92 3. (Unicamp 2017) a) Conforme o esboço acima, explique como se dá o processo de formação do carvão mineral e indique qual dos tipos listados acima possui o menor porcentual de carbono e qual possui o maior porcentual de carbono. b) Apresente pelo menos duas formas de uso do carvão mineral. 4. (Ufpr 2017) No período da Guerra Fria, a antiga URSS subsidiou fortemente a economia cubana. Ao exportar petróleo para Cuba, o Estado soviético praticava preços bem abaixo daqueles vigentes no mercado mundial, ao mesmo tempo em que, nas importações de açúcar cubano, pagava até cinco vezes os preços internacionais desse produto. (Adaptado de VESENTINI, J. W. A nova ordem mundial. 2. ed. São Paulo: Ática, 1996, p. 21) Com base no texto e nos conhecimentos de Geografia: a) Apresente duas razões pelas quais a URSS realizava essa política de subsídios. b) Explique por que tal política contribuiu parao fim do modelo de economia planificada na URSS. 5. (Unicamp 2016) O carbonato de lítio é um mineral que possui importante capacidade como condutor de calor e de eletricidade. Esse mineral é aproveitado, entre diversos outros usos, para a produção de baterias, necessárias ao funcionamento de aparelhos eletrônicos portáteis e de veículos elétricos. Trata-se de uma expressiva riqueza natural, estratégica para o século XXI, da qual poucos países possuem reservas em abundância. Na América do Sul, esse mineral é encontrado em grandes concentrações na Bolívia, no Chile e na Argentina nas regiões conhecidas como salares. a) Como se formaram os salares na América do Sul e em quais regiões da Bolívia, Chile e Argentina estão localizados? b) Chile e Bolívia possuem diferentes concepções de política de Estado para exploração das reservas de lítio. Qual é a política adotada por cada um desses países para a exploração desse mineral? 93 E.O. 1. (Pucrj 2016) ALEMANHA TEM MAIOR NÍVEL DE POBREZA DESDE A REUNIFICAÇÃO Cerca de 12,5 milhões de alemães, ou 15,5% da população, são considerados pobres, aponta es- tudo. Trata-se do pior índice registrado desde 1990. A situação é particularmente grave entre os aposentados. Reportagem publicada em 19/02/2015. Disponível em: <http://dw.com/p/1EehT>. Acesso em: 14 maio 2015. a) “O empobrecimento crescente do país mais rico da Europa reflete a mudança, após 1990, das políticas públicas que dominavam os dois Estados alemães existentes antes da reunificação.” Explique essa afirmação. b) “Além dos aposentados, os grupos sociais mais ameaçados pela pobreza são os desempregados, as mães solteiras e as pessoas com baixo nível educacional.” Justifica-se associar o aumento da xenofobia no país à vulnerabilidade desses grupos sociais? Explique a sua resposta. 2. (Ufjf-pism 3 2016) Leia o trecho a seguir: “Quando tudo permite imaginar que se tornou possível a criação de um mundo veraz, o que é imposto aos espíritos é um mundo de fabulações, que se aproveita do alargamento de todos os contextos para consagrar um discurso único. Seus fundamentos são a informação e o seu império, que encontram alicerce na produção de imagens e do imaginário, e se põem ao serviço do império do dinheiro, fundado este na economização e na monetarização da vida social e da vida pessoal. De fato, se desejamos escapar à crença de que esse mundo assim apresentado é verdadeiro, e não queremos admitir a permanência de sua percepção enganosa, devemos considerar a existência de pelo menos três mundos num só. O primeiro seria o mundo tal como nos fazem vê-lo: a globaliza- ção como fábula; o segundo seria o mundo tal como ele é: a globalização como perversidade; e o terceiro, o mundo como ele pode ser: uma outra globalização”. Fonte: SANTOS, Milton. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. Rio de Janeiro/São Paulo: Editora Record, 2001, p. 17-18. A partir do trecho de Milton Santos, atenda ao que se pede: a) Cite e analise DUAS características da globalização de acordo com o contexto político-econômico in- ternacional no início dos anos 1990. b) Indique e analise UM problema econômico-social decorrente da globalização: 3. (Pucrj 2015) 94 Mesmo com o fim da Guerra Fria no início da década de 1990, as tensões geopolíticas no Leste europeu parecem não ter desaparecido. Com base no cartograma apresentado, explique: a) o papel estratégico da Ucrânia para a manutenção do poder da Rússia no Leste da Europa; b) pouca repercussão, até agora, das medidas de sanção da Alemanha à Rússia em relação à atual guerra civil na ex-república soviética da Ucrânia. 4. (Uel 2013) Leia a tirinha a seguir. Em relação ao aquecimento global, há um prognóstico de que as geleiras do planeta tendem à di- minuição até a extinção. a) Aponte quatro consequências que o aquecimento global produziria no clima do planeta. b) A Era do Gelo (glaciação) baseia-se em um cenário de resfriamento que ocorreu de maneira cíclica nos Períodos e nas Eras geológicas passadas. Cite duas consequências que uma nova glaciação acarretaria ao ambiente do planeta Terra. 5. (Ufg 2013) Uma das características da globalização capitalista é a uniformização dos padrões de consumo. Para tanto, os shopping centers transformaram-se em espécies de templos, onde marcas de produtos de todo o mundo estão concentradas à disposição dos consumidores, aproximando os lugares e uniformizando costumes. A intensa publicidade das marcas distribuiu por outros centros comerciais essa nova forma e ampliou a padronização para camadas sociais mais baixas. Com base no exposto, a) identifique o mecanismo comercial adotado no processo de globalização capitalista que possibilita que essa padronização se materialize; b) cite dois elementos essenciais que contribuíram para esse processo de padronização. 6. (Uerj 2013) China é vista como a principal economia mundial A China já é percebida em grande parte do mundo como a principal economia mundial, embora na realidade seja a segunda, atrás dos Estados Unidos. Segundo pesquisa de opinião publicada pela imprensa chinesa, na qual foram ouvidas por telefone mais de 26 mil pessoas de 21 países, 41% disseram que a China é a maior potência econômica mundial, enquanto 40% acreditam que são os Estados Unidos. A tendência a favor dessa imagem da China é especialmente forte na Europa, onde 58% dos britânicos têm essa percepção. Adaptado de <www1.folha.uol.com>, 14/06/2012. Com elevadas taxas de crescimento em seu Produto Interno Bruto nos últimos anos, a China con- firma sua posição de destaque nos cenários político e econômico mundiais. Indique dois fatores que impulsionaram esse grande avanço da economia chinesa. 95 7. (Ufba 2012) De acordo com a ilustração e com os conhecimentos sobre as economias ricas e em expansão, a) relacione os principais grupos de países que constituem o G-20; b) indique o objetivo da criação do G-20, em 1999; c) aponte uma característica econômica que sobressai em cada país do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). 8. (Pucrj 2012) Redes sociais como ferramenta de protesto: arma de mudança? Muita gente vem incensando as mídias sociais como elementos revolucionários fundamentais nas rebeliões que vêm ocorrendo no norte da África e Oriente Médio. O consenso atual é o de que as re- des criadas por elas são capazes de facilitar a mudança de um regime político, dando início a uma nova onda de democratização ao redor do mundo. Essas mídias sozinhas, no entanto, não instigam revoluções e, como qualquer ferramenta, têm pontos fracos e pontos fortes. (Adaptado de http://campanhaseideias.blogspot.com/2011/02/redes-sociais-como-ferramenta-de.html. Acesso em agosto de 2011). a) Explique como a compressão espaço-tempo, na atualidade, amplia o sucesso das mídias sociais nos eventos em destaque. b) Selecione um ponto forte e outro fraco das redes geradas pelas mídias sociais nos eventos regionais em curso. 96 9. (Ufjf 2011) Leia o texto a seguir. Deserto indica uma região de clima árido, onde a evaporação potencial excede a precipitação média anual, resultando em carência de água e fraco desenvolvimento da biosfera. A precipitação, além de escassa, apresenta alta variabilidade interanual, característica tanto mais acentuada quanto mais baixo forem seus volumes anuais médios. Os solos caracterizam-se por serem rasos com acentuada deficiência hídrica e tendência à concentração de sais. A drenagem é intermitente. A cobertura vegetal é esparsa, apresentando predominância de espécies xerófilas e fauna adaptada às condições de escassez de água sendo, nesse sentido, um clímax ecológico. CONTI, José Bueno. “O conceito de desertificação”. Climatologia e estudos da paisagem em Rio Claro, Rio Claro, SP, v. 3, n.2, p.42, jul./dez. 2008. a) Leia a afirmativa abaixo. Os processos erosivos são comandados pela ação eólica, pois o trabalho dos ventos se faz sentir, nos desertos, mais intensamente do que nas regiõesúmidas. Apresente um fator que explica essa afirmativa. Cerca de 1/3 das terras emersas do globo, isto é, 50 milhões de quilômetros quadrados, ou aproxi- madamente seis vezes a dimensão do Brasil, apresentam condições de aridez e aí vivem 1 bilhão de habitantes ou 20% da humanidade. As regiões hiperáridas, ou de aridez absoluta, correspondem a 4% desse total. CONTI, José Bueno. “O conceito de desertificação”. Climatologia e estudos da paisagem em Rio Claro, Rio Claro, SP, v. 3, n.2, p.42, jul./dez. 2008. b) No mapa acima estão representadas as áreas de desertos e semidesertos. Identifique-as com o algaris- mo correspondente: Deserto do Atacama: ( ) Deserto do Kalahari: ( ) Deserto de Gobi: ( ) 10. (Ufc 2010) O relevo tem sua gênese a partir da ação de agentes internos e de agentes externos. Os primeiros atuam no interior da terra por meio da movimentação da crosta terrestre e por meio da formação das rochas, enquanto os segundos atuam na superfície modificando as suas formas. A partir do tema, responda o que se pede a seguir. a) Cite um agente interno da formação do relevo. b) Cite dois agentes externos da formação do relevo. c) Identifique o agente externo responsável pela formação de um vale. d) Identifique o principal elemento do clima responsável pelos processos intempéricos químicos sobre as rochas. 97 Gabarito E.O. 1. a) Durante a Guerra Fria, a Alemanha foi dividida em dois Estados com orientação política e ideológica diferentes, a Alema- nha Ocidental (capitalista) e a Alemanha Oriental (socialista). No lado capitalista, o “Estado do bem-estar social” estava consolidado. No lado socialista, o Estado garantia níveis razoáveis de educação e saúde gratuitos. Com o colapso do regi- me socialista ditatorial (1989, queda do muro de Berlim), os serviços sociais no lado oriental tornaram-se mais precá- rios. Apesar dos investimentos no lado oriental após a reunificação da Alemanha (1991), a porção leste apresenta nível de desenvolvimento inferior ao lado oci- dental, além de índices mais altos de de- semprego. Nos últimos anos, após a crise financeira internacional e a aplicação de políticas neoliberais, a crise e o desem- prego são mais severos do lado oriental, o que explica em parte o aumento da pro- porção de pobres. b) Grupos sociais como aposentados, desem- pregados e pessoas com menor escolarida- de são os mais atingidos pela pobreza em tempos de crise econômica. Este quadro aumenta as manifestações de grupos de extrema direita e xenófobos que culpam a entrada de imigrantes e refugiados de outros países pela crise socioeconômica, uma vez que competem com os alemães pelos empregos com menor qualificação. 2. a) Com a dissolução da URSS e falência do bloco socialista, o sistema de poder ba- seada na bipolaridade foi substituído pela multipolaridade, contexto em que a globalização começa a se consolidar, por- tanto, dentre as características da globa- lização pode-se mencionar: a adoção da doutrina neoliberal permitindo a aber- tura dos mercados; a formação dos blo- cos econômicos integrando a economia regional; o desenvolvimento tecnológico permitindo a integração por meio dos transportes, telecomunicações e infovias; a transnacionalização da produção insta- lando unidades fabris em países periféri- cos; a desnacionalização da produção de países periféricos. b) Dentre os problemas de âmbito econô- mico-social resultantes da globalização, pode-se citar: o aumento do desempre- go, especialmente do tipo estrutural, em razão da automação dos setores produti- vos; o aumento do abismo entre a rique- za e a pobreza seja em nível nacional ou internacional; a pauperização da relação trabalhista advinda da terceirização da produção. 3. a) A Ucrânia, ex-república soviética, é um país estratégico na CEI (Comunidade de Estados Independentes). Trata-se de um país emergente industrializado, com im- portante agricultura (produção de trigo) e com recursos minerais expressivos (car- vão). A economia ucraniana é bastante integrada à Rússia no que se refere às exportações e importações. Gasodutos vindos da Rússia atravessam a Ucrânia e abastecem de gás natural países do Les- te Europeu e Europa Ocidental. O leste da Ucrânia apresenta população ucraniana cuja principal língua é a russa e a região também apresenta russos étnicos. Estes fatores econômicos e étnicos fazem com que a Ucrânia seja importante para a Rús- sia que deseja manter sua influência geo- política sobre o país. Desse modo, a Rús- sia não quer uma aproximação da Ucrânia com a União Europeia, Estados Unidos e a OTAN (aliança militar ocidental), pois se sente ameaçada do ponto de vista econô- mico e militar. A Rússia chegou a anexar a região da Crimeia, com maioria russa e que pertencia à Ucrânia, em 2013. b) A Alemanha não apoia sanções drásticas contra a Rússia devido à crise na Ucrânia, visto que depende muito do gás natural proveniente do território russo. Rússia e Alemanha apresentam importantes laços econômicos e comerciais. 4. a) Considerando a hipótese do aquecimento global, as possíveis consequências para o clima seriam: – aumento das temperaturas médias em várias regiões do planeta; – aumento da intensidade e da frequên- cia de fenômenos climáticos extremos, como secas, chuva excessiva, furacões e tornados; – alterações no regime de chuvas decor- rente de mudanças no deslocamento das massas de ar, prejudicando setores como a agricultura. b) A glaciação é um fenômeno climático na- tural ligado à diminuição periódica da in- tensidade da radiação solar que atinge o planeta. Entre as consequências de nova glaciação: – redução da biodiversidade, uma vez que muitas plantas e animais não teriam tem- po de se adaptar à mudança climática; 98 – aumento dos períodos secos, já que a redução de temperatura retém mais água nas geleiras, inibe a evaporação, reduz a umidade do ar e diminui as chuvas; – regressão marinha, isto é, rebaixamen- to do nível do mar devido à retenção de água na forma de gelo. 5. a) A globalização capitalista impulsionou a difusão das empresas transnacionais para os países emergentes e subdesen- volvidos, estimulando a padronização do consumo de mercadorias, do comporta- mento das pessoas. b) A globalização também propiciou o au- mento do comércio exterior (exportações e importações) através da modernização integrada dos transportes, das telecomu- nicações e da informática, contribuindo muito para o acesso a mercadorias que apresentam distribuição internacional. O processo de padronização do consumo e dos costumes conta com outro elemento importante, o papel dos meios de comu- nicação, ou seja, as “corporações da mí- dia”, incluindo televisão, internet, jor- nais e agências de publicidade. 6. Dois dos fatores: § mão de obra com baixo custo § fragilidade da legislação ambiental § disponibilidade de matérias-primas § política de incentivo às exportações § disponibilidade de fontes de energia § crescimento recente do mercado interno § abertura econômica com entrada de capi- tal estrangeiro § disponibilidade de infraestrutura moder- na nas zonas especiais Alguns dos fatores que podem ser con- siderados como determinantes para o avanço da economia chinesa são: pro- cesso de abertura econômica iniciado na década de 1980 que criou infraestrutu- ra de transportes e energia, criação de enclaves de produção para exportação (ZEE’s), incentivos fiscais, atração de in- vestimentos estrangeiros; oferta de mão de obra abundante e barata, e atualmente qualificada; abundância de recursos na- turais e energéticos; legislação ambien- tal flexível; elevada poupança interna que em conjunto com a grande população absoluta cria um numeroso mercado con- sumidor; a política neoliberal que amplia a abertura dos mercados e a integração financeira mundial. 7. a) O G-20, Grandes Economias ou Finanças, é formado por 8 países desenvolvidos, 11 países subdesenvolvidosemergentes e pela União Europeia enquanto organiza- ção. b) Quando se originou em 1999, o G-20 ob- jetivou a prevenção de crises financeiras em escala global e contava com uma reu- nião anual com os presidentes dos Bancos Centrais dos 19 países e da União Euro- peia. Com o advento da crise financeira de 2008, o grupo foi fortalecido e ganhou destaque político com a participação dos presidentes e primeiros-ministros dos in- tegrantes. c) A sigla “BRIC original” refere-se aos quatro grandes países emergentes no mundo, com grande território, grande população, grande PIB e mercados consu- midores muito expressivos e em cresci- mento. O Brasil tem como destaque como exportador de commodities do agronegó- cio e mineração. A Rússia é grande ex- portadora de petróleo, recursos minerais e armamentos. A Índia é expressiva no setor de serviços ligados a tecnologia da informação, a exemplo das exportações de softwares. A China apresenta o maior parque industrial do mundo e é grande exportadora de produtos manufaturados com baixo custo. 8. a) O processo de globalização é caracteriza- do pela aceleração dos fluxos de informa- ções e de ideologias por meio da difusão das telecomunicações e da informática. A expansão da Internet e das redes sociais nos últimos anos, além de dinamizar as relações interpessoais e econômicas, co- meça a influir de maneira mais frequente em questões sociais e políticas. b) O ponto forte, no caso da Primavera Árabe (Egito, Tunísia, Líbia, Iêmen e Síria), movimento por democracia con- tra regimes autoritários, foi a utilização da tecnologia da informação (celulares e redes sociais da Internet) para acele- rar o movimento quanto a difusão dos acontecimentos e mobilização dos mani- festantes e dos grupos políticos. Foram instrumentos importantes, considerando que mídias tradicionais como a televisão e o rádio estavam submetidas à censura governamental. O ponto fraco é que, por vezes, as novas mídias também são uti- lizadas para divulgar informações falsas e difundir ideias de extremistas que ge- ram conflitos, a exemplo do filme que di- famava o profeta Maomé e que provocou protestos contra os EUA em vários países muçulmanos, em 2012. 99 9. a) A cobertura vegetal ou características dos solos ou drenagem intermitente. b) Deserto do Atacama: ( 3 ) Deserto do Kalahari: ( 5 ) Deserto de Gobi: ( 9 ) 10. a) Os agentes internos da formação do rele- vo atuam no interior da terra. São eles: o tectonismo, que produz movimentos oro- genéticos e epirogenéticos dando origem a dobramentos e falhamentos; o vulcanis- mo e os abalos sísmicos. b) Os agentes externos são fenômenos que atuam na superfície do relevo modifican- do as suas formas. Os principais agentes modeladores do relevo são a chuva, os rios, o vento, o mar, as geleiras, o intem- perismo, etc. c) O agente externo responsável pela forma- ção de um vale é o rio, que modifica o relevo por erosão, transporte e deposição. d) O principal elemento do clima responsá- vel pelo intemperismo químico é a chuva, que fornece a água que atua sobre a rocha pelo processo de hidrólise. FILOSOFIAC H CIÊNCIAS HUMANAS 103 Sala 1. (Enem 2017) Se, pois, para as coisas que fazemos existe um fim que desejamos por ele mesmo e tudo o mais é desejado no interesse desse fim; evidentemente tal fim será o bem, ou antes, o sumo bem. Mas não terá o conhecimento, porventura, grande influência sobre essa vida? Se assim é, esforcemo-nos por determinar, ainda que em linhas gerais apenas, o que seja ele e de qual das ciências ou faculdades constitui o objeto. Ninguém duvidará de que o seu estudo pertença à arte mais prestigiosa e que mais verdadeiramente se pode chamar a arte mestra. Ora, a política mostra ser dessa natureza, pois é ela que determina quais as ciências que devem ser estudadas num Esta- do, quais são as que cada cidadão deve aprender, e até que ponto; e vemos que até as faculdades tidas em maior apreço, como a estratégia, a economia e a retórica, estão sujeitas a ela. Ora, como a política utiliza as demais ciências e, por outro lado, legisla sobre o que devemos e o que não de- vemos fazer, a finalidade dessa ciência deve abranger as das outras, de modo que essa finalidade será o bem humano. ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. In: Pensadores. São Paulo: Nova Gunman 1991 (adaptado). Para Aristóteles, a relação entre o sumo bem e a organização da pólis pressupõe que a) o bem dos indivíduos consiste em cada um perseguir seus interesses. b) o sumo bem é dado pela fé de que os deuses são os portadores da verdade. c) a política é a ciência que precede todas as demais na organização da cidade. d) a educação visa formar a consciência de cada pessoa para agir corretamente. e) a democracia protege as atividades políticas necessárias para o bem comum. 2. (Uel) A República de Platão consiste na busca racional de uma cidade ideal. Sua intenção é pensar a política para além do horizonte da decadência da cidade-Estado no século de Péricles. O esquema a seguir mostra como se organizam as classes, segundo essa proposta. Com base na obra de Platão e no esquema, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir. ( ) As três imagens do Bem na cidade justa de Platão, o Anel de Giges, a Imagem da Linha e a da Caverna, correspondem, respectivamente, à organização das três classes da República. ( ) Na cidade imaginária de Platão, em todas as classes se contestam a família nuclear e a proprie- dade privada, fatores indispensáveis à constituição de uma comunidade ideal. FILOSOFIA INTRODUÇÃO AOS CONCEITOS SEGUNDO PLATÃO E ARISTÓTELES E INTRODUÇÃO AO PENSAMENTO DE SÓCRATES CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias 104 ( ) Na cidade platônica, é dever do filósofo supri-la materialmente com bens duráveis e alimentos, bem como ser responsável pela sua defesa. ( ) O conceito de justiça na cidade platônica estende-se do plano político à tripartição da alma, o que significa que há justiça na República mesmo havendo classes e diferenças entre elas. ( ) O filósofo, pertencente à classe dos magistrados, é aquele cuja tarefa consiste em apresentar a ideia do Bem e ordenar os diferentes elementos das classes, produzindo a sua harmonia. Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta. a) V – V – F – F – F. b) V – F – V – V – F. c) F – V – V – F – V. d) F – V – F – V – F. e) F – F – F – V – V. 3. (Uncisal) No contexto da Filosofia Clássica, Platão e Aristóteles possuem lugar de destaque. Suas concepções, que se opõem, mas não se excluem, são amplamente estudadas e debatidas devido à influência que exerceram, e ainda exercem, sobre o pensamento ocidental. Todavia é necessário sa- lientar que o produto dos seus pensamentos se insere em uma longa tradição filosófica que remonta a Parmênides e Heráclito e que influenciou, direta ou indiretamente, entre outros, os racionalistas, empiristas, Kant e Hegel. Observando o cerne da filosofia de Platão, assinale nas opções abaixo aquela que se identifica cor- retamente com suas concepções. a) A dicotomia aristotélica (mundo sensível X mundo inteligível) se opõe radicalmente as concepções de caráter empírico defendidas por Platão. b) A filosofia platônica é marcada pelo materialismo e pragmatismo, afastando-se do misticismo e de conceitos transcendentais. c) Segundo Platão a verdade é obtida a partir da observação das coisas, por meio da valorização do co- nhecimento sensível. d) Para Platão, a realidade material e o conhecimento sensível são ilusórios. e) As concepções platônicas negam veementemente a validade do Inatismo. 4. (Enem PPL) Pode-se viver sem ciência, pode-se adotar crenças sem querer justificá-las racional- mente, pode-se desprezar as evidências empíricas. No entanto, depois de Platão e Aristóteles, nenhum homem honesto pode ignorar que uma outra atitude intelectual foi experimentada, a de adotar crenças com base em razões e evidênciase questionar tudo o mais a fim de descobrir seu sentido último. ZINGANO, M. Platão e Aristóteles: o fascínio da filosofia. São Paulo: Odysseus, 2002. Platão e Aristóteles marcaram profundamente a formação do pensamento Ocidental. No texto, é ressaltado importante aspecto filosófico de ambos os autores que, em linhas gerais, refere-se à a) adoção da experiência do senso comum como critério de verdade. b) incapacidade de a razão confirmar o conhecimento resultante de evidências empíricas. c) pretensão de a experiência legitimar por si mesma a verdade. d) defesa de que a honestidade condiciona a possibilidade de se pensar a verdade. e) compreensão de que a verdade deve ser justificada racionalmente. 5. (Unisc) Na obra de Aristóteles, a Ética é uma ciência prática, concepção distinta da de Platão, re- ferida a um tipo de saber voltado à ação. Na Ética a Nicômaco, Aristóteles destaca uma excelência moral determinante para a constituição de uma vida virtuosa. Esta excelência moral tão importante é a) a coragem. b) a retórica. c) a verdade. d) a prudência ou moderação. e) Nenhuma das alternativas anteriores está correta. 105 E.O 1. (Unesp) Do lado oposto da caverna, Platão situa uma fogueira – fonte da luz de onde se projetam as sombras – e alguns homens que carregam objetos por cima de um muro, como num teatro de fantoches, e são desses objetos as sombras que se projetam no fundo da caverna e as vozes desses homens que os prisioneiros atribuem às sombras. Temos um efeito como num cinema em que olhamos para a tela e não prestamos atenção ao pro- jetor nem às caixas de som, mas percebemos o som como proveniente das figuras na tela. (Danilo Marcondes. Iniciação à história da filosofia, 2001.) Explique o significado filosófico da Alegoria da Caverna de Platão, comentando sua im- portância para a distinção entre aparência e essência. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO “Ademais, já que o termo ‘bem’ tem tantas acepções quanto ‘ser’ (...), obviamente ele não pode ser algo universal, presente em to- dos os casos e único, pois então ele não pode- ria ter sido predicado de todas as categorias, mas somente de uma. Além disto, já que há uma ciência única das coisas corresponden- tes a cada Forma, teria de haver uma única ciência de todos os bens; mas o fato é que há muitas ciências, mesmo das coisas com- preendidas em uma categoria única — por exemplo, a da oportunidade, pois a oportu- nidade na guerra é estudada pela estratégia, e na doença pela medicina, e a moderação quanto aos alimentos é estudada na medici- na e nos exercícios atléticos pela ciência da educação física. Poder-se-ia perguntar o que se quer dizer precisamente com ‘um homem em si’, se (e este é o caso) a noção de homem é a mesma e uma só em ‘um homem em si’ e em um determinado homem. Na verdade, enquanto eles são homens não diferem em coisa alguma, e sendo assim, o ‘bem em si’ e determinados bens não diferirão enquan- to eles foram bons. Tampouco o ‘bem em si’ será melhor por ser eterno, porquanto aquilo que dura mais não é mais branco do que o efêmero.” (Aristóteles, Ética a Nicômaco, Livro I, § 6, 1096a-1096b) 2. (Ufpr) Por que, segundo Aristóteles, é um equívoco pensar o bem como algo universal e eterno? 3. (Enem PPL) Estamos, pois, de acordo quan- do, ao ver algum objeto, dizemos: “Este ob- jeto que estou vendo agora tem tendências para assemelhar-se a um outro ser, mas, por ter defeitos, não consegue ser tal como o ser em questão, e lhe é, pelo contrário, inferior”. Assim, para podermos fazer estas reflexões, é necessário que antes tenhamos tido oca- sião de conhecer esse ser de que se aproxima o dito objeto, ainda que imperfeitamente. PLATÃO, Fédon. São Paulo: Abril Cultural, 1972. Na epistemologia platônica, conhecer um determinado objeto implica a) estabelecer semelhanças entre o que é ob- servado em momentos distintos. b) comparar o objeto observado com uma des- crição detalhada dele. c) descrever corretamente as características do objeto observado. d) fazer correspondência entre o objeto obser- vado e seu ser. e) identificar outro exemplar idêntico ao ob- servado. 4. (Ueg) A expressão “Tudo o que é bom, belo e justo anda junto” foi escrita por um dos grandes filósofos da humanidade. Ela resu- me muito de sua perspectiva filosófica, sen- do uma das bases da escola de pensamento conhecida como a) cartesianismo, estabelecida por Descartes, no qual se acredita que a essência precede a existência. b) estoicismo, que tem no imperador romano Marco Aurélio um de seus grandes nomes, que pregava a serenidade diante das tragé- dias. c) existencialismo, que tem em Sartre um de seus grandes nomes, para o qual a existência precede a essência. d) platonismo, estabelecida por Platão, no qual se entendia o mundo físico como uma imita- ção imperfeita do mundo ideal. 5. (Unioeste) “... a função própria do homem é um certo modo de vida, e este é constitu- ído de uma atividade ou de ações da alma que pressupõem o uso da razão, e a função própria de um homem bom é o bom e nobi- litante exercício desta atividade ou a prática destas ações [...] o bem para o homem vem a ser o exercício ativo das faculdade da alma de conformidade com a excelência, e se há mais de uma excelência, em conformidade com a melhor e a mais completa entre elas. Mas devemos acrescentar que tal exercício ativo deve estender-se por toda a vida, pois uma andorinha só não faz verão (nem o faz um dia quente); da mesma forma, um dia só, ou um curto lapso de tempo, não faz um homem bem-aventurado e feliz”. Aristóteles. 106 Considerando o texto citado e o pensamento ético de Aristóteles, seguem as afirmativas abaixo: I. O bem mais elevado que o ser humano pode almejar é a eudaimonia (felicida- de), havendo uma concordância geral de que o bem supremo para o homem é a felicidade, e que bem viver e bem agir equivale a ser feliz. II. A eudaimonia (felicidade) é sempre bus- cada por si mesma e não em função de outra coisa, pois o ser humano escolhe o viver bem como a mais elevada finalidade e por nada além do próprio viver bem. III.Definindo a eudaimonia (felicidade) a partir da função própria da alma racio- nal e do exercício ativo das faculdades da alma em conformidade com a exce- lência (virtude) conclui-se que, aos seres humanos, só é possível levar uma vida constituída por momentos de felicidade decorrentes da satisfação dos desejos e paixões que não se subordinam à ativi- dade racional. IV. A eudaimonia (felicidade) é um certo modo de vida constituído de uma ativi- dade ou de ações por via da razão e con- forme a ela, sendo o bem melhor para o homem o exercício ativo das faculdades da alma em conformidade com a excelên- cia (virtude), que deve estender-se por toda a vida. V. A excelência (virtude) humana, como realização excelente da tarefa humana, reside no exercício ativo da racionalida- de, pois a função própria de um homem bom é o bom e nobilitante exercício desta atividade ou na prática destas ações em conformidade com a virtude, sendo este o bem humano supremo e a última finali- dade desiderativa humana. Das afirmativas feitas acima a) somente a afirmação I está incorreta. b) somente a afirmação III está incorreta. c) as afirmações III e V estão corretas. d) as afirmações I e III estão corretas. e) as afirmações II, III e IV estão corretas. 6. (Uff) Durante a maior parte da história da humanidade, o bem-estar e o interesse dos governantes têm predominado sobre o bem-estar e o interesse dos governados. Os gregos foram os primeiros a experimentar a democracia, isto é, regime político em que os cidadãos são livres e o governo é exercido pela coletividade para atender ao bem-estar e ao interesse de todos, e não só de alguns. Aristóteles refletiu sobre essa experiência e concluiu que a finalidade da atividade polí- tica é a) evitar a injustiça e permitiraos cidadãos se- rem virtuosos e felizes. b) impor a todos um pensamento único para evitar a divisão da sociedade. c) preparar os cidadãos como bons combaten- tes para conquistarem outros povos. d) habituar os seres humanos a obedecer. e) agradar aos deuses. 7. (Uem-pas) Um dos principais ob- jetivos do filósofo grego Aristóteles (388-322 a. C.) é elaborar um modo de co- nhecimento verdadeiro e não refutável. Para isso, ele dedica boa parte dos seus escritos, que resulta nos pressupostos fundamentais para o conhecimento científico na antigui- dade e na medievalidade. Sobre essa noção de ciência, assinale o que for correto. 01) Antes do século XVI, não houve conhe- cimento científico de fato, pois não exis- tiam critérios de prova empírica, funda- mento maior da verdade científica. 02) A lógica aristotélica estabelece os cri- térios para o conhecimento verdadeiro, base de todo conhecimento científico. 04) Os filósofos árabes, leitores dos textos aristotélicos, desenvolveram o conhe- cimento científico, principalmente nos campos da medicina, geometria e ótica. 08) Conforme Aristóteles, a ciência busca o conhecimento das primeiras causas das coisas naturais, algo impossível para o homem, que não é o criador da natureza. 16) A ciência antiga postulava que o conhe- cimento parte das coisas particulares e chega aos princípios universais, visto que só existe ciência do universal e não do particular. 8. (Uenp) “Estas três formas podem degene- rar: [...] A tirania não é, de fato, senão a mo- narquia voltada para a utilidade do monar- ca; a oligarquia, para a utilidade dos ricos; a democracia, para a utilidade dos pobres. Nenhuma das três se ocupa do interesse pú- blico. Podemos dizer ainda, de um modo um pouco diferente, que a tirania é o governo despótico exercido por um homem sobre o Estado, que a oligarquia representa o gover- no dos ricos e a democracia o dos pobres ou das pessoas pouco favorecidas.” Aristóteles. Política. De acordo com o fragmento de texto, assina- le a alternativa que melhor completa a tabe- la abaixo: 107 Forma autêntica Forma degenerada Um no governo (I) Tirania Alguns no governo Aristocracia (II) Muitos no governo República (III) a) (I) democracia - (II) monarquia - (III) oligar- quia. b) (I) monarquia - (II) democracia - (III) oligar- quia. c) (I) oligarquia - (II) monarquia - (III) demo- cracia. d) (I) monarquia - (II) oligarquia - (III) demo- cracia. e) (I) democracia - (II) oligarquia - (III) monar- quia. 9. (Uem) Para Platão, o mundo sensível, que se percebe pelos sentidos, é o mundo da multiplicidade, do movimento, do ilusório, sombra do verdadeiro mundo, isto é, o mun- do inteligível das ideias. Sobre a filosofia de Platão, assinale o que for correto. 01) É com a teoria da reminiscência que Pla- tão explica como é possível ultrapassar o mundo das aparências; essa teoria permi- te explicar como os sentidos servem ape- nas para despertar na alma as lembranças adormecidas do mundo das ideias. 02) Para Platão, um homem só é um homem enquanto participa da ideia de homem. 04) A epistemologia e a filosofia política são, para Platão, duas áreas de conhecimento dissociadas, pois a política deve se subme- ter à realidade dos acontecimentos e não pode ser orientada por um mundo ideal. 08) Platão distingue quatro graus de conhe- cimentos: crença, opinião, raciocínio e intuição intelectual. O raciocínio, que se realiza de maneira perfeita na matemá- tica, purifica o pensamento das crenças e opiniões e o conduz à intuição intelectual, ao verdadeiro conhecimento, isto é, às es- sências das coisas – às ideias. 16) A teoria cosmológica do primeiro motor imóvel e a teoria estética da mimeses, de Aristóteles, fundamentam-se na teoria platônica da participação entre o mundo fenomênico e o mundo das ideias. 10. (Uncisal) Na Grécia Antiga, o filósofo Só- crates ficou famoso por interpelar os tran- seuntes e fazer perguntas aos que se acha- vam conhecedores de determinado assunto. Mas durante o diálogo, Sócrates colocava o interlocutor em situação delicada, levando- -o a reconhecer sua própria ignorância. Em virtude de sua atuação, Sócrates acabou sendo condenado à morte sob a acusação de corromper a juventude, desobedecer às leis da cidade e desrespeitar certos valores religiosos. Considerando essas informações sobre a vida de Sócrates, assim como a forma pela qual seu pensamento foi transmitido, pode-se afirmar que sua filosofia a) transmitia conhecimentos de natureza cientí- fica. b) baseava-se em uma contemplação passiva da realidade. c) transmitia conhecimentos exclusivamente sob a forma escrita entre a população ate- niense. d) ficou consagrada sob a forma de diálogos, pos- teriormente redigidos pelo filósofo Platão. e) procurava transmitir às pessoas conhecimen- tos de natureza mitológica. 108 Gabarito E.O. 1. A Alegoria da Caverna de Platão representa uma valorização da busca da verdade (a luz da razão) em troca-posição das ilusões (as sombras da Caverna). Diante disso, o filósofo aponta que a aparência pode nos enganar, tendência ao erro, e essa aparência simbo- liza as ilusões das sombras; enquanto a es- sência só pode ser compreendida mediante a utilização da razão. 2. Para Aristóteles, é um equívoco pensar num bem universal, pois existem uma diversida- de de categorias que abrangem o bem. As- sim, a eternidade não pode ser considerada uma categoria, devido as diferenças existen- tes nos critérios desse bem. 3. D 4. D 5. B 6. A 7. 02+04+16 - 22 8. D 9. 01+02+08 - 11 10. D C H CIÊNCIAS HUMANAS SOCIOLOGIA 111 Sala 1. (Ufu) A Sociologia surge no século XIX, momento marcado por uma intensa crise social na Eu- ropa. Émile Durkheim não deixou de ser influenciado por esse contexto. Nesse sentido, um dos seus objetivos era fazer da Sociologia uma disciplina científica capaz de criar repostas aos desafios enfrentados pela sociedade moderna. Entre os desafios, colocava-se a crescente contradição entre capital e trabalho, entendida pelo au- tor como um exemplo dos efeitos de um estado de anomia, caracterizado a) pela excessiva regulamentação estatal sobre as atividades econômicas. b) pela intensificação dos laços de solidariedade mecânica no interior das corporações. c) pela ausência de instituições capazes de exercerem um poder moral sobre os indivíduos. d) pelo aprofundamento da desigualdade econômica. 2. (Ueg) O objeto de estudo da sociologia, para Durkheim, é o fato social, que deve ser tratado como “coisa” e o sociólogo deve afastar suas prenoções e preconceitos. A construção durkheimiana do objeto de estudo da sociologia pode ser considerada a) positivista, pois se fundamenta na busca de objetividade e neutralidade. b) dialética, pois reconhece a existência de uma realidade exterior ao pesquisador. c) kantiana, pois trata da “coisa em si” e realiza a coisificação da realidade. d) nietzschiana, pois coloca a “vontade de poder” como fundamento para a pesquisa. e) weberiana, pois aborda a ação social racional atribuída por um sujeito. 3. (Unimontes) Coube a Émile Durkheim (1858-1917) a institucionalização da Sociologia como disciplina acadêmica. Para o sociólogo clássico francês, a sociedade moderna implica uma diferen- ciação substancial de funções e ocupações profissionais. Sobre as análises desse autor, é CORRETO afirmar: a) O problema social é estritamente econômico e depende de vontades individuais. b) O desenvolvimento da sociedade moderna deve passar por um processo de ruptura social e permanente anomia. c) A questão social é também um problema de moralização e organização consciente da vida econômica. d) Para Durkheim, na sociedade moderna não há possibilidades de desenvolvimento das coletividades, por necessitar de novos pactos políticos dos governantes. 4. (Unimontes) Segundo o sociólogo francês Émile Durkheim (1858-1917),a consciência coletiva corresponde ao conjunto das crenças e dos sentimentos comuns à média dos membros de uma mes- ma sociedade que forma um sistema determinado que possui dinâmica própria. Ou seja, existem certos padrões morais estabelecidos pela sociedade aos quais as pessoas devem obedecer, como de- veres por ela impostos, cuja natureza obrigatória da moral caminha conjuntamente à manifestação voluntária da vontade de segui-la. Considerando as reflexões do autor sobre esse tema, analise as afirmativas a seguir: I. A consciência coletiva produz um mundo de sentimentos, de ideias, de imagens e independe da maneira pela qual cada um dos membros dessa sociedade venha a manifestá-la, porque tem uma realidade própria. II. A consciência coletiva recobre todas as áreas de distintas dimensões na consciência das pesso- as, independentemente de que esteja inserido numa sociedade simples ou mesmo uma socie- dade complexa. III. Quanto mais simples é a sociedade mais extensa é a consciência coletiva, maior é a coesão entre SOCIOLOGIA INTRODUÇÃO AOS CLÁSSICOS DA SOCIOLOGIA: AUGUSTE COMTE E ÉMILE DURKHEIM CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias 112 os participantes da sociedade, o que faz com que todos se assemelhem e, por isso, os membros do grupo sintam-se atraídos pelas similitudes uns com os outros. IV. Na sociedade complexa, o ideal moral é imutável, e uma vez que ele surge, im- possibilita a sua modificação e evolução, por mais que se modifiquem as condições de vida social. Estão CORRETAS as afirmativas a) I, II e IV, apenas. b) I, II e III, apenas. c) II, III e IV, apenas. d) I, III e IV, apenas. 5. (Unioeste) “Solidariedade orgânica” e “so- lidariedade mecânica” são conceitos propos- tos pelo sociólogo francês Émile Durkheim (1858-1917) para explicar a 'coesão social' em diferentes tipos de sociedade. De acordo com as teses desse estudioso, nas sociedades ocidentais modernas, prevalece a 'solidarie- dade orgânica', onde os indivíduos se per- cebem diferentes embora dependentes uns dos outros. A lógica do mercado capitalista, entretanto, baseada na competição individu- alista em busca do lucro, pode corromper os vínculos de solidariedade que asseguram a coesão social e conduzir a uma situação de 'anomia'. De acordo com os postulados de Durkheim, é CORRETO dizer que o conceito de “anomia” indica a) a necessidade de todos demonstrarem soli- dariedade com os mais necessitados. b) uma situação na qual aqueles indivíduos portadores de um senso moral superior de- vem se colocar como líderes dos grupos dos quais fazem parte. c) a condição na qual os indivíduos não se identificam como membros de um grupo que compartilha as mesmas regras e normas e têm dificuldades para distinguir, por exem- plo, o certo do errado e o justo do injusto. d) o consumismo exacerbado das novas gera- ções, representado pelo aumento do número de shopping centers nas cidades. e) a solidariedade que as pessoas demonstram quando entoam cantos nacionalistas e patri- óticos em manifestações públicas como os jogos das seleções nacionais de futebol. E.O 1. (Ufpr) Normalmente, quando se fala de socia- lização, se pensa no processo de interioriza- ção de normas e de comportamentos sociais pela criança. Durkheim afirma que a socia- lização primária da criança, que ocorre nos primeiros anos de vida, é de responsabilidade da família, e a socialização secundária se faz em instituições como a igreja e a escola. Considerando que vivemos no século XXI, que outras instituições participam hoje da socialização da criança? Cite duas e justifi- que sua escolha. 2. (Ufpr) Um dos conceitos de sociedade de- senvolvidos pela Sociologia se refere a um conjunto de indivíduos que convivem num mesmo espaço e num mesmo tempo. A soli- dariedade entre os integrantes é fundamen- tal para manter a coesão entre eles. Duas são as formas de solidariedade e a cada uma delas corresponde uma forma específica de sociedade. Estabeleça a correspondência entre a forma de sociedade e sua respectiva forma de soli- dariedade, e explique em que consiste cada uma dessas formas. 3. (Uem-pas) Émile Durkheim (1858-1917) é considerado, conjuntamente com Auguste Comte (1798-1857), Karl Marx (1818-1883) e Max Weber (1864-1920), um dos fundado- res da Sociologia. Em 1895, Durkheim pu- blicou As regras do método sociológico, onde apresenta o conceito de fato social. Este con- ceito é central na sociologia durkheiminia- na. Sobre o fato social é correto afirmar: 01) Émile Durkheim afirma em As regras do mé- todo sociológico que o fato social é exterior às pessoas. 02) O fato social, segundo Émile Durkheim, pos- sui uma existência própria, para além das manifestações individuais. 04) Em As regras do método sociológico, Émile Durkheim propõe que o fato social é geral, ocorrendo no conjunto de uma sociedade. 08) Para Émile Durkheim, o fato social é particu- lar e individual. 16) Uma das características definidoras do fato social, segundo Émile Durkheim, é a sua ca- pacidade de coerção sobre as pessoas. 113 4. (Ufu) Assinale a alternativa incorreta. Sobre o conceito de consciência coletiva em Durkheim, podemos afirmar que a) é o conjunto de crenças e sentimentos co- muns à média dos membros de uma mesma sociedade, que formam um sistema determi- nado e com vida própria. b) no interior de qualquer grupo ou sociedade, são observadas formas padronizadas de con- duta e de pensamento. c) essa se baseia na consciência dos indivíduos singulares e de grupos específicos e não está espalhada por toda a sociedade. d) essa constitui "o tipo psíquico da socieda- de", não sendo o produto das consciências individuais, mas algo diferente, que se im- põe aos indivíduos, perdurando através das gerações. 5 (Ufu) Surgida no momento de consolidação da sociedade capitalista, a Sociologia tinha uma importante tarefa a cumprir na visão de seus fundadores, dentre os quais se destaca Augusto Comte. Assinale a alternativa corre- ta quanto a essa tarefa: a) Desenvolver o puro espírito científico e in- vestigativo, sem maiores preocupações de natureza prática, deixando a solução dos pro- blemas sociais por conta dos homens de ação. b) Incentivar o espírito crítico na sociedade e, dessa forma, colaborar para transformar ra- dicalmente a ordem capitalista, responsável pela exploração dos trabalhadores. c) Contribuir para a solução dos problemas so- ciais decorrentes da Revolução Industrial, tendo em vista a necessária estabilização da ordem social burguesa. d) Tornar realidade o chamado “socialismo utó- pico”, visto como única alternativa para a superação das lutas de classe em que a socie- dade capitalista estava mergulhada. 6 (Ufrgs) Tanto Augusto Comte quanto Karl Marx identificam imperfeições na socieda- de industrial capitalista, embora cheguem a conclusões bem diferentes: para o posi- tivismo de Comte, os conflitos entre tra- balhadores e empresários são fenômenos secundários, deficiências, cuja correção é re- lativamente fácil, enquanto, para Karl Marx, os conflitos entre proletários e burgueses são o fato mais importante das sociedades modernas. A respeito das concepções teóri- cas desses autores, é CORRETO afirmar: a) Comte pensava que a organização científica da sociedade industrial levaria a atribuir a cada indivíduo um lugar proporcional à sua capacidade, realizando-se assim a justiça so- cial. b) Comte considera que a partir do momento em que os homens pensam cientificamente, a atividade principal das coletividades passa a ser a luta de classes que leva necessariamente à resolução de todos os conflitos. c) Marx acredita que a história humana é feita de consensos e implica, por um lado, o an- tagonismo entre opressores e oprimidos; por outro lado, tende a uma polarização em dois blocos: burgueses e proletários. d) Para Karl Marx, o caráter contraditório do capitalismo manifesta-se nofato de que o crescimento dos meios de produção se traduz na elevação do nível de vida da maioria dos trabalhadores embora não elimine as desi- gualdades sociais. e) Tanto Augusto Comte quanto Karl Marx con- cordam que a sociedade capitalista industrial expressa a predominância de um tipo de so- lidariedade, que classificam como orgânica, cujas características se refletirão diretamente em suas instituições. 7. (Uem) Sobre o positivismo, corrente teórica pioneira na sistematização do pensamento sociológico, assinale o que for correto. 01) Apesar de reconhecer as diferenças entre fe- nômenos do mundo físico e do mundo social, o positivismo busca no método das ciências da natureza a orientação básica para legiti- mar a sociologia. 02) O positivismo enfatiza a coesão e a harmo- nia entre os indivíduos como solução de conflitos, para alcançar o progresso social. 04) O positivismo endereça uma contundente crítica à sociedade europeia do século XIX, sobretudo em razão das desigualdades so- ciais oriundas da consolidação do capitalis- mo. 08) O positivismo utiliza recorrentemente a me- táfora organicista para se referir à sociedade como um todo constituído de partes integra- das e coesas, funcionando harmonicamente, segundo uma lógica física ou mecânica. 16) O positivismo defende uma concepção evo- lucionista da história social, segundo a qual o estágio mais avançado seria dominado pela razão técnico-científica. 8. (Unioeste) ,A filosofia da História – o pri- meiro tema da filosofia de Augusto Comte – foi sistematizada pelo próprio Comte na célebre “Lei dos Três Estados” e tinha o obje- tivo de mostrar por que o pensamento posi- tivista deve imperar entre os homens. Sobre a “Lei do Três Estados” formulada por Comte, é correto afirmar que a) Augusto Comte demonstra com essa lei que todas as ciências e o espírito humano desen- volvem-se na seguinte ordem em três fases distintas ao longo da história: a positiva, a teológica e a metafísica. 114 b) na “Lei dos Três Estados” a argumentação desempenha um papel de primeiro plano no estado teológico. O estado teológico, na sua visão, corresponde a uma etapa posterior ao estado positivo. c) o estado teológico, segundo está formulada na “Lei dos Três Estados”, não tem o poder de tornar a sociedade mais coesa e nenhum papel na fundamentação da vida moral. d) o estado positivista apresenta-se na “Lei dos Três Estados” como o momento em que a ob- servação prevalece sobre a imaginação e a argumentação, e na busca de leis imutáveis nos fenômenos observáveis. e) para Comte, o estado metafísico não tem contato com o estado teológico, pois so- mente o estado metafísico procura soluções absolutas e universais para os problemas do homem. 9. (Unimontes) Auguste Comte (1798-1857) foi um pensador positivista que propôs uma nova ciência social à Sociologia, que inicial- mente foi chamada de Física Social. Sobre os princípios dessa ciência para esse autor, analise as afirmativas e assinale as alterna- tivas, marcando V para verdadeiro ou F para falso. ( ) No estágio positivo, a vida social será ex- plicada pela filosofia, triunfando sobre todas as outras formas de pensamento. ( ) A imposição da disciplina era, para os positivistas, uma função primordial da escola, pois ali os membros de uma so- ciedade aprenderiam, desde pequenos, a importância da obediência e da hierar- quia. ( ) A maturidade do espírito seria encontra- da na ciência; por isso, na escola de ins- piração positivista, os estudos literários e artísticos prevalecem sobre os científicos. ( ) Defendeu a necessidade de substituir a educação europeia, ainda essencialmente teológica, metafísica e literária, por uma educação positiva, conforme o espírito da civilização moderna. A sequência correta é a) F,V,V.F. b) F,V,F,V. c) V,F,F,F. d) V,V,V,F. 10. (Ufu) De acordo com Durkheim, para se ga- rantir a objetividade do método científico sociológico, torna-se necessário que o pes- quisador mantenha certa distância e neutra- lidade em relação aos fatos sociais, os quais devem ser tratados como “coisas”. Considerando a frase acima, assinale a alter- nativa correta sobre fato social. Gabarito E.O. 1. Atualmente duas instituições que desenca- deiam a socialização da criança são: a banda de música favorita, que apontam para um afloramento dos sentimentos dessa criança; as redes sociais, que apontam um posiciona- mento, mesmo que discutível, desse indiví- duo em grupo. 2. A solidariedade de tipo mecânica refere-se a uma sociedade estruturada pela semelhança. Os indivíduos diferem pouco uns dos outros. Membros de uma mesma coletividade, eles se assemelham por que tem sentimentos, valores crenças em comum. A solidariedade orgânica refere-se a uma sociedade estrutu- rada pela diferença. É aquela em a unidade coerente da coletividade, resulta de uma di- ferenciação de funções sociais de seus mem- bros. 3. 01 + 02 + 04 + 16 = 23 4. C 5. C 6. A 7. 01+02+08+16 = 27 8. D 9. B 10. B a) Corresponde a um conjunto de normas e va- lores que são criados diretamente pelos indi- víduos para orientar a vida em sociedade. b) Corresponde a um conjunto de normas e va- lores criados exteriormente, isto é, fora das consciências individuais. c) É desprovido de caráter coercitivo, uma vez que existe fora das consciências individuais. d) É um fenômeno social difundido apenas nas sociedades cuja forma de solidariedade é or- gânica. C N CIÊNCIAS DA NATUREZA BIOLOGIA 1 117 Sala 1. (Fuvest 2018) As figuras I e II mostram pirâmides ecológicas de biomassa para dois ecossistemas. a) Indique um ecossistema que cada uma dessas pirâmides de biomassa possa representar. b) Desenhe as pirâmides de energia correspondentes às pirâmides de biomassa, para os dois ecossistemas indicados. 2. (Unesp 2018) Considere a notícia sobre o controle biológico de pragas adotado pela prefeitura de Paris e as pirâmides ecológicas apresentadas logo a seguir. Para combater parasitas que têm consumido a vegetação de Paris, a prefeitura distribuiu aos moradores 40.000 larvas de joaninhas, predador natural desses organismos e que pode substituir pesticidas. (Veja, 05.04.2017. Adaptado.) A pirâmide de biomassa, a pirâmide de energia e a barra que representa as joaninhas são: a) I, II e 3. b) II, II e 3. c) I, II e 2. d) II, III e 1. e) III, III e 2. 3. (G1 - ifsp 2017) Num campo agrícola hipotético, um agricultor utilizou um agrotóxico que con- tém metais pesados e contaminou o sistema de cadeia alimentar representado pela pirâmide de biomassa abaixo, a partir dos produtores. BIOLOGIA 1 PIRÂMIDES ECOLÓGICAS, EFICIÊNCIA ECOLÓGICA E RELAÇÕES ECOLÓGICAS CIÊNCIAS DA NATUREZA e suas tecnologias 118 Assim, assinale a alternativa que apresenta os organismos que mais reterão o metal pesado em seu organismo. a) A grama (Produtores). b) Os insetos (Consumidores Primários). c) Os anfíbios (Consumidores Secundários). d) As corujas (Consumidores Terciários). e) A grama (Produtores) e os insetos (Consumidores Primários). 4. (Uepg 2017) Na ecologia, é possível representar os níveis tróficos de um ecossistema por meio de retângulos superpostos, que formam as chamadas pirâmides ecológicas. Abaixo são apresentadas quatro pirâmides ecológicas. Sobre elas, assinale o que for correto. 01) As pirâmides A e B são pirâmides de números. As pirâmides de números são utilizadas para indicar a quantidade de indivíduos existentes em cada nível trófico de uma cadeia alimentar. 02) A pirâmide B é considerada uma pirâmide invertida. Isso ocorre quando a base é menor que o ápice. Neste exemplo, uma árvore é capaz de sustentar 500 pulgões que, por sua vez, sustentam 30.000 pro- tozoários. 04) Uma pirâmide de biomassa é representada na letra C. A quantidade de matéria orgânica presente no corpo dos seres vivos de determinado nível trófico é chamada de energia.Com frequência, ela é ex- pressa em peso seco (para descontar a água) por unidade de área (g/m2, por exemplo) ou de volume (g/m3). Em todas as representações, a biomassa aumenta ao longo da cadeia. 08) As pirâmides de números apresentadas em A e B são as únicas capazes de indicar a produtividade de um ecossistema. 16) Em D, é representada uma pirâmide de energia. Nestas, representamos, em cada nível trófico, a quan- tidade de energia acumulada por unidade de área ou de volume e por unidade de tempo. 5. (Uem) Com relação à vida nos ambientes aquáticos, é correto afirmar que 01) o zooplâncton e o fitoplâncton representam os organismos produtores nas cadeias alimentares destes ambientes. 02) o fitoplâncton é representado por organismos que se deslocam ativamente na água. 04) os produtores aquáticos geralmente possuem uma biomassa menor que a dos consumidores, conside- rando a taxa de renovação da matéria orgânica. 08) no ambiente marinho, a zona fótica (nerítica), situada sobre a plataforma continental, numa profun- didade de até 200 m, é a mais importante economicamente. 16) as correntes marinhas resultam da ação combinada dos ventos, da rotação da Terra e de diferenças de densidade da água em função da temperatura e da salinidade, e contribuem para a dispersão dos organismos marinhos. 119 E.O. 1. (Unicamp) Em uma pirâmide de energia, as plantas têm importante papel na captação e transformação da energia luminosa e são responsáveis pela produtividade primária líquida. Nessa pirâmide, aparecem ainda os herbívoros e os carnívoros, que acumulam energia e determinam assim a produtivida- de secundária líquida. Sobre as pirâmides de energia, é correto afirmar que a) a energia é conservada entre os níveis trófi- cos. b) a respiração dos autótrofos é uma fonte de energia para os heterótrofos. c) a produtividade primária líquida é represen- tada na base da pirâmide. d) a excreção é uma fonte de energia para os níveis tróficos superiores. 2. (Pucrj) Com relação ao que é representado nas pirâmides ecológicas NÃO é correto afir- mar que a) os decompositores são excluídos. b) apenas uma pequena fração da energia e da matéria alcança os últimos níveis tróficos. c) a transferência de energia entre níveis trófi- cos normalmente apresenta apenas 10% de eficiência. d) o número de indivíduos por área em cada nível trófico geralmente diminui em direção ao ápice. e) em função do grande tamanho dos predado- res de topo, a biomassa em geral é maior nos níveis tróficos mais elevados. 3. (Mackenzie 2016) Considere o diagrama da pirâmide abaixo que representa uma cadeia alimentar. A respeito dessa pirâmide, é correto afirmar que ela pode representar a) apenas uma pirâmide de energia ou de mas- sa. b) apenas uma pirâmide de energia ou de nú- mero. c) apenas uma pirâmide de massa ou de núme- ro. d) apenas uma pirâmide de energia. e) pirâmides de energia, de massa e de número. 4. (Uerj) Considere dois ecossistemas, um ter- restre e outro marinho. Em cada um deles, é possível identificar o nível trófico em que se encontra a maior quantidade de biomas- sa por unidade de área, em um determinado período. Para o ecossistema terrestre e para o mari- nho, esses níveis tróficos correspondem, res- pectivamente, a: a) produtores − produtores b) consumidores primários − produtores c) produtores − consumidores primários d) consumidores primários − consumidores pri- mários 5. (Unifesp) As pirâmides ecológicas são uti- lizadas para representar os diferentes níveis tróficos de um ecossistema e podem ser de três tipos: número de indivíduos, biomassa ou energia. Elas são lidas de baixo para cima e o tamanho dos retângulos é proporcional à quantidade que expressam. Considere uma pirâmide com a seguinte es- trutura: a) Que tipo de pirâmide, entre os três tipos ci- tados no texto, não poderia ser representada por essa estrutura? Por quê? b) Dê um exemplo de uma pirâmide que pode ser representada pela estrutura indicada. Substitua 1, 2 e 3 por dados quantitativos e qualitativos que justifiquem essa estrutura de pirâmide. 6. (Pucrj) Observe a figura abaixo e responda: a) O que esse gráfico representa? Explique. b) O que são os compartimentos e por que eles são representados por barras de diferentes tamanhos? c) Se esse gráfico representasse um ecossiste- ma aquático, a relação de tamanho entre os compartimentos seria a mesma? Explique. 120 7. (Ufpr) Pirâmides ecológicas representam níveis tróficos de uma cadeia alimentar em um ecossistema. Podem ser de número, de biomassa ou de energia. A figura abaixo re- presenta uma pirâmide de número (quanti- dade de indivíduos por metro quadrado). a) Dê um exemplo de três comunidades (X, Y e Z) que possam compor a pirâmide. X: Y: Z: b) Explique por que essa figura não pode repre- sentar uma pirâmide de energia. 8. (Fuvest 2018) O tapiti é um coelho nativo do Brasil, habitante típico de campos, cerrado ou, mesmo, bordas das matas. Tem hábitos noturnos e, durante o dia, fica escondido em meio à vegetação ou em tocas. Alimenta-se de vegetais, especialmente brotos e raízes. A quantidade desses animais está cada vez menor pela presença da lebre europeia, que foi introduzida no Brasil. A lebre europeia também se alimenta de vegetais, e tanto o tapiti como a lebre são caças apreciadas por jaguatiricas e onças. a) Represente esquematicamente a teia ali- mentar mencionada no texto. b) Cite duas interações interespecíficas aponta- das no texto e justifique sua resposta. 9. (Ufpr 2018) Em uma região onde cresce o capim-dourado (Syngonanthus nitens), vivem gafanhotos (Rhammatocerus cons- persus), cupins (Cornitermes cumulans), pássaros-pretos (Gnorimopsar chopi), ando- rinhas-de-coleira (Pygochelidon melanoleu- ca), morcegos (Artibeus cinereus), taman- duás-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) e raposinhas (Lycalopex vetulus). a) Com base nas informações apresentadas na questão, liste as populações que constituem a comunidade biológica. b) A raposinha (Lycalopex vetulus) tem uma dieta onívora, mas se alimenta principal- mente de insetos. O tamanduá-bandeira é especializado em se alimentar de formigas e cupins. Considerando essas informações, que relações ecológicas interespecíficas podem ser descritas entre a raposinha e as espécies de insetos e entre a raposinha e o tamanduá? c) A região apresentada enunciado desta ques- tão é parte do segundo maior bioma do Bra- sil, que ocupa cerca de 22% do território nacional. Qual é esse bioma, reconhecido como a savana mais rica em biodiversidade do mundo? 10. (Unesp 2018) Leia a notícia. O Projeto de Lei nº 5 989 de 2009, que ori- ginalmente pretende liberar a aquicultura com tilápias e carpas (espécies não nativas no Brasil) em reservatórios de usinas hidre- létricas, tramita agora no Senado. [...] Faci- litar o uso de espécies não nativas na aqui- cultura em reservatórios de usinas pode ser altamente prejudicial aos ambientes aquáti- cos brasileiros, já que as represas recebem rios afluentes. Desse modo, os peixes criados ali [...] poderiam chegar a diversos ambien- tes do país por esse caminho. (Unespciência, maio de 2017.) a) Supondo que antes da introdução de espé- cies não nativas o ambiente já havia atin- gido sua carga biótica máxima (capacidade limite ou capacidade de carga), explique por que a presença dessas espécies não nativas de peixes pode ser prejudicial aos ambientes aquáticos naturais brasileiros. b) Além das espécies não nativas de peixes, que outros organismos, associados a essas espécies, podem juntamente ser introduzi- dos nesses ambientes aquáticos? Explique o impacto que esses organismos podem causar no tamanho das populações de peixes locais. 11. (Ufjf-pism 3 2017) Nos ecossistemas em equilíbrio, o tamanho das populações (den- sidade populacional) se mantém mais ou menos constante ao longo do tempo devidoa uma série de fatores, que em conjunto carac- terizam a ‘resistência do meio’, e se opõem ao potencial biótico. Entretanto, a introdu- ção de espécies exóticas geralmente resulta em quebra do equilíbrio do ecossistema. a) Quais são os mecanismos que contribuem para diminuição da densidade populacional de determinada espécie? b) Informe três fatores reguladores bióticos componentes da resistência do meio que re- gulam o crescimento populacional. c) Cite dois fatores que aumentam o sucesso de uma espécie exótica introduzida num deter- minado ecossistema. 121 12. (Ebmsp 2017) Relações ecológicas são as interações dos diferentes organismos que compõem uma comunidade biológica. Na natureza, existem diversos tipos de relações entre os seres vivos, sendo algumas benéficas e outras prejudiciais para cada um dos envolvidos. Essas relações são classifi- cadas como positivas, quando há ganho para um dos envolvidos ou para ambos, e como negativas, quando há prejuízo pelo menos para um dos envolvidos. SEIXAS, Cristina Faganelli Braun. Relações ecológicas: Os tipos de relacionamento entre os seres vivos. Disponível em: <http//:www.educação.uol.com.br>. Acesso em: 18 nov. 2016. Adaptado. Considerando as relações de protocooperação, predação, inquilinismo e mutualismo, indique se os organismos são prejudicados, beneficiados ou não afetados pela relação em cada situação. 13. (Fac. Santa Marcelina - Medicin 2017) Uma nova espécie de planta carnívora gigante foi desco- berta em Minas Gerais. Batizada como Drosera magnifica, a planta atinge quase um metro e meio de comprimento. Ela produz folhas longas e finas, cobertas por glândulas ou “tentáculos”, que são vermelhos e reluzentes e, por isso, atraem pequenos insetos voadores. Essas glândulas produzem e secretam gotículas ricas em enzimas, que digerem lentamente os insetos capturados. Essa “dieta” garante uma fonte extra de nitrogênio e fósforo, uma vez que essas plantas costumam habitar solos pobres em nutrientes. (Folha de S.Paulo, 30.07.2015. Adaptado.) a) Cite a interação ecológica desarmônica que ocorre entre a planta e os insetos capturados. Justifique sua resposta. b) Por que o elemento nitrogênio é imprescindível na composição do material genético da planta? Por que o elemento fósforo é fundamental para que ocorra o metabolismo energético da planta? 14. (Unisa - Medicina) A figura 1 mostra uma abelha na flor de uma laranjeira e a figura 2 indica o local em que foi removido um anel completo de um ramo (cintamento ou anel de Malpighi) dessa planta. a) Cite o nome do processo realizado pela abelha que garante a reprodução da planta. Que benefício a abelha obtém ao realizar tal processo? b) Considere que a laranjeira possua todos os ramos repletos de flores e que o cintamento tenha sido feito no local apontado pela figura 2. Qual será o tamanho dos frutos formados acima do cintamento em comparação ao tamanho dos frutos dos demais ramos? Justifique sua resposta. 15. (Unicamp) As figuras abaixo representam interações ecológicas. a) Pode-se afirmar que as interações ecológicas representadas em A e B são associações? Justifique sua resposta. b) Cite duas interações ecológicas harmônicas. 122 16. (Fuvest) Determinada planta do cerrado abriga formigas, cigarrinhas, predadores e parasitas de cigarrinhas e também herbívoros que causam dano foliar. Os gráficos abaixo mostram os resultados de estudo sobre relações entre os animais e entre eles e a planta. § Gráfico I: Número médio de cigarrinhas, em plantas com e sem formigas, ao longo de duas semanas. § Gráfico II: Número médio de predadores e parasitas das cigarrinhas, em plantas com e sem formigas, ao longo de duas semanas. § Gráfico III: Porcentagem de dano foliar em plantas com e sem associação entre formigas e ci- garrinhas. Com base nos resultados representados nos gráficos, responda: a) A associação entre formigas e cigarrinhas é benéfica ou é prejudicial para alguma dessas populações de insetos? Cite o(s) gráfico(s) que permite(m) tal conclusão. b) A associação entre formigas e cigarrinhas é benéfica ou prejudicial para a planta? Justifique sua res- posta. 17. (Unesp) Pesquisadores da Universidade de Harvard investigaram o efeito invasivo da planta Allia- ria petiolata sobre o crescimento de mudas de árvores nativas que apresentam raízes em associa- ção com fungos micorrizas. Eles sabiam que a Alliaria petiolata não se associa às micorrizas. Em um experimento, eles cultivaram mudas de três espécies de árvores: Acer saccharum, Acer rubrum e Faxinus americana em quatro tipos de solos diferentes, garantindo que as demais condições ambientais fossem as mesmas. Duas das amostras de solo foram coletadas de um local invadido por Alliaria petiolata, sendo que uma dessas amostras foi esterilizada. As outras duas amostras de solo foram recolhidas de um local não invadido por Alliaria petiolata, sendo uma delas esterili- zada. Depois de quatro meses de crescimento, os pesquisadores colheram brotos e raízes de todas as plantas e determinaram o aumento de biomassa seca. As raízes também foram analisadas em relação à porcentagem de colonização por micorrizas. Que efeito a Alliaria petiolata causa sobre a colonização das raízes por micorrizas e qual a vanta- gem deste efeito para a Alliaria petiolata? Como a associação entre as micorrizas e as raízes das mudas influencia o aumento da biomassa seca? Qual vantagem as micorrizas obtêm com essa associação? 123 18. (Pucrs 2018) O gráfico abaixo apresenta a curva de crescimento de uma população em função do tempo. A curva de potencial biótico (CPB) difere da curva de crescimento real (CCR) pela existên- cia de um elemento denominado de “resistên- cia do meio” (R), o qual reflete diferentes fa- tores ambientais que interferem na população. Sobre esses fatores, pode-se afirmar: a) A densidade populacional não pode ser con- siderada como fator de resistência do meio, pois quanto mais indivíduos de uma popu- lação em uma mesma área, maior será o nú- mero de cruzamentos e, por conseguinte, de nascimentos. b) A disponibilidade de alimentos se converte principalmente em um fator de resistência do meio quando duas espécies competem pelo mesmo recurso alimentar. c) A relação entre predador e presa é um exem- plo de fator de resistência do meio, pois uma espécie regula a proliferação da outra. d) A relação ecológica de parasitismo não afeta a dinâmica populacional, pois seu resultado final é a coadaptação entre parasita e hospe- deiro. 19. (Famerp 2018) Indivíduos de duas espécies de roedores (X e Y) competem entre si por sementes de girassol, podendo, além disso, apresentar os mesmos parasitas intestinais. Em um experimento, um pesquisador man- teve a mesma quantidade de indivíduos dessas duas espécies no mesmo ambiente, com sementes de girassol como alimento. A análise foi feita com as espécies de roedores parasitadas e, depois de um tratamento, com as mesmas espécies sem os parasitas. O grá- fico ilustra o resultado obtido. Os resultados mostrados no gráfico permi- tem concluir que: a) quando os parasitas estão ausentes, as espé- cies X e Y não competem entre si. b) quando os parasitas estão ausentes, a espécie X é melhor competidora do que a espécie Y c) quando os parasitas estão presentes, a espécie X é melhor competidora do que a espécie Y. d) os parasitas não influenciam a competição en- tre as duas espécies de roedores. e) quando os parasitas estão presentes, a espécie Y é melhor competidora do que a espécie X. 20. (Fac. Albert Einstein - Medicin 2018) A es- trela-do-mar da espécie Pisaster ochraceus é predadora do molusco bivalve Mytilus ca- lifornianus, e ambos habitam, juntamente com outras espécies marinhas, determina- das áreas de costão rochoso. Ao predar os bivalves, as estrelas-do-mar criam espaço no substrato para fixação de outras espécies. Com a intenção de estudar a dinâmica das comunidades biológicas dessescostões, pes- quisadores fizeram a remoção sistemática das estrelas-do-mar em uma área (Área 1) e as mantiveram em outra área (Área 2). Em seguida, contabilizaram, durante uma déca- da, o número de espécies diferentes que vi- viam fixadas ao substrato, em cada uma des- sas comunidades. O gráfico a seguir mostra a variação desse número de espécies ao longo dos anos nas duas áreas estudadas. Considerando as informações acima, é COR- RETO afirmar que a) Mytilus californianus é uma espécie que se prolifera rapidamente na ausência de estre- las-do-mar, a ponto de ocupar amplamente o substrato e não deixar outras espécies se fixarem. b) a espécie Pisaster ochraceus exerce pouca influência na determinação da composição de espécies nos costões das áreas estudadas. c) a Área 1, conforme mostra o gráfico, é mais representativa de uma situação ideal de equilíbrio ecológico em um ecossistema que a Área 2. d) a Área 2, conforme mostra o gráfico, tem sua diversidade de espécies definida pelo cresci- mento explosivo do molusco bivalve. 124 Gabarito E.O. 1. C 2. E 3. E 4. C 5. a) Pirâmide de energia. A pirâmide de ener- gia só pode ser representada com a base larga (produtores) e com os níveis su- periores mais estreitos, pois sempre há perda de energia quando se passa de um nível trófico para outro. b) A pirâmide pode ser representativa da biomassa do plâncton marinho, na qual 1 representa a massa do fitoplâcton, 2, a massa do zooplâncton e 3, a dos peixes. A biomassa do fitoplâncton pode ser me- nor do que a do zooplâncton, porque a biomassa que o constitui se reproduz com grande velocidade e apresenta alta efici- ência fotossintética, assegurando a nu- trição do zooplâncton, que possui maior biomassa e menor capacidade reproduto- ra. A pirâmide também pode ser de nú- meros, na qual 1 pode ser uma árvore, 2, os pulgões parasitas dessa planta e 3, as joaninhas (besouros), que são predado- res dos pulgões. Uma árvore pode nutrir milhares de parasitas, os quais alimen- tam um menor número de predadores. 6. a) Este gráfico representa uma pirâmide ecológica. Existem três tipos de pirâmi- des ecológicas: Pirâmide de números: mostra quantos or- ganismos existem em cada nível trófico Pirâmide de biomassa: indica quanta ma- téria orgânica há acumulada em cada ní- vel trófico Pirâmide de energia: representa a quan- tidade de energia acumulada em cada ní- vel trófico A imagem não mostra nenhum valor de massa, de calorias, nem o número de in- divíduos; desse modo, não podemos dizer a qual tipo de pirâmide ela se refere. Ela pode representar os três tipos de pirâmi- de. b) Cada compartimento representa um ní- vel trófico. Eles têm diferentes tamanhos para indicar a quantidade relativa, seja de biomassa, de energia ou de número de indivíduos, em cada nível. c) Sim. Geralmente há grande quantidade de produtores para alimentar uma menor quantidade de consumidores primários, que alimentam uma ainda menor quan- tidade de consumidores secundários. Por exemplo, em uma pirâmide de energia, estima-se que cada nível trófico transfi- ra apenas 10% da capacidade energética para o nível trófico seguinte. Desse modo, a pirâmide fica com o vértice voltado para cima. 7. a) A comunidade X pode corresponder às joaninhas que se alimentam de pulgões (Y), que sobrevivem à custa de substân- cias orgânicas produzidas por uma árvore (Z). b) A pirâmide de energia não pode ser in- vertida, pois o fluxo energético diminui dos produtores (Z) em direção aos consu- midores (Y e X). 8. a) b) Competição e predação. A competição é caracterizada pela disputa pelos mesmos recursos ambientais, assim como ocorre entre tapiti e lebre, que se alimentam de plantas no mesmo ambiente, e entre jaguatirica e onça, que se alimentam de tapiti e lebre. A predação é caracterizada pela morte de organismos chamados presas, seguida por seu consumo pelos seres que as mata- ram, chamados predadores. 9. a) Uma população é um grupo de indivíduos de uma unica espécie vivendo na mesma área geral (CAMPBELL pg. 1185). 1. Capim-dourado (Syngonanthus nitens) 2. Gafanhotos (Rhammatocerus consper- sus)] 3. Cupins (Cornitermes cumulans) 4. Pássaros-pretos (Gnorimopsar chopi) 5. Andorinhas-de-coleira (Pygochelidon me- lanoleuca) 6. Morcegos (Artibeus cinereus) 7. Tamanduás-bandeira (myrmecophaga tri- dactyla) 8. Raposinhas (Lycalopex vetulus) 125 Sendo estas, uma população de produto- res, no caso do capim dourado (Syngo- nanthus nitens); e de consumidores, no caso de todos os outros citados. b) A raposinha, se alimentando dos insetos, caracteriza uma relação de predatismo, interação ecológica em que um organis- mo, o predador, mata e se alimenta de outro, a presa.(CAMPBELL, p1211). A interação ecológica entre a raposinha e o tamanduá é do tipo competição. A com- petição interespecífica é uma interação que ocorre quando indivíduos de espé- cies diferentes competem por um mesmo recurso (CAMPBELL, p.1209). Ambos os mamíferos se alimentando de insetos, ocupam, nesta circunstância, o mesmo nicho ecológico para alimentação, carac- terizando uma competição. c) O bioma caracterizado é o cerrado. Apre- sentando uma grande riqueza de espé- cies, o cerrado é o segundo maior bioma terrestre nacional, com uma sazonalidade bem definida, com estação de seca, quan- do podem ocorrer queimadas e período de chuvas, quando a vegetação predomi- nante rasteira cresce rapidamente (CAM- PBELL p. 1168) Ainda, os animais citados no enunciado são tipicos desse bioma, em especial os cupins e tamanduás. 10. a) Como o ambiente já havia atingido sua carga biótica máxima, a introdução de qualquer espécie o sobrecarregará ainda mais, gerando desequilíbrio na comuni- dade. Além disso, por se tratar de espé- cies não nativas e por não apresentarem, de modo geral, inimigos naturais nesse ambiente, a tendência é que elas estabe- leçam competição com as nativas, sobre- pujando-as. b) Podem ser introduzidos organismos pa- rasitas dessas espécies não nativas. Ape- sar de os parasitas serem, de modo ge- ral, específicos das espécies não nativas, pode ocorrer que também parasitem as espécies nativas. Nesse caso, essas espé- cies nativas serão prejudicadas por não possuírem defesas naturais contra esses parasitas. 11. a) As taxas de mortalidade são maiores do que as taxas de natalidade e há taxas maiores de emigração naquela população. b) Competição intra e interespecífica, pre- dação, parasitismo, restrição de alimento e diminuição de território para reprodu- ção. c) Ausência de predadores naturais; au- sência de competidores o que resulta em maior oferta de alimento ou de território para reprodução; ausência de parasitas. 12. - Protocooperação: as duas espécies são be- neficiadas. - Predação: uma espécie se beneficia e a ou- tra prejudicada - Inquilinismo: uma espécie se beneficia e a outra não é afetada - Mutualismo: as duas espécies são benefi- ciadas. 13. a. A interação ecológica desarmônica é a pre- dação ou predatismo, pois a planta carnívora (predadora) se alimenta de seres vivos de espécies diferentes, no caso os insetos (pre- sas). b. O nitrogênio é imprescindível, porque as bases nitrogenadas que formam os nucleotí- deos do material genético apresentam nitro- gênio em sua composição. O fósforo é fun- damental na fotossíntese, para a formação de ATP (adenosina trifosfato), por meio de ligação de fosfato inorgânico e ADP (adeno- sina difosfato). 14. a) Processo de polinização. As abelhas se alimentam do néctar das flores e acabam transportando pólen de uma flor para ou- tra, contribuindo para a reprodução das plantas. Assim, com maior polinização, mais reprodução, mais plantas com flores para alimentação das abelhas e manuten- ção de suas populações. b) Com o cintamento, há a retirada do vaso condutor de seiva elaborada, o noema. A tendência inicial é o que os frutos fiquem maiores, pois haverá acúmulode maté- ria orgânica na região superior ao corte. Caso sejam feitos vários corte no caule e outros ramos a planta morrerá, devido à deficiência de matéria orgânica por todo vegetal. 15. a) Sim. Tanto o predatismo como o para- sitismo são associações. No esquema A, o predador (gato) se alimenta da presa (rato), enquanto no esquema B, o para- sita (protozoário) retira o alimento do hospedeiro (cabra). b) Podem ser citados: mutualismo, comen- salismo, protocooperação, sociedade e co- lônia. 126 16. a) Essa associação é benéfica para as cigarri- nhas, de acordo com os gráficos I e II. b) Essa associação é benéfica às plantas. Sem a associação entre formigas e cigar- rinhas, um maior número de plantas so- fre maior dano foliar (superior a 50%), de acordo com o gráfico III. 17. A planta Alliaria petiolata diminuiu a colo- nização das raízes por micorrizas, reduzindo o aumento da biomassa seca das mudas de árvores nativas. Esse efeito traz para a plan- ta invasora a possibilidade de obter maior quantidade de nutrientes minerais do solo. Os nutrientes minerais absorvidos pelos fun- gos micorrízicos do solo C i ê n c i a s (Na- tureza) são fornecidos às raízes das mudas, garantindo o aumento da biomassa seca das três plantas observadas no experimento. Os fungos micorrízicos obtêm matéria orgânica das raízes das plantas associadas. 18. C 19. C 20. A C N CIÊNCIAS DA NATUREZA BIOLOGIA 2 129 Sala 1. (Pucpr 2018) Considere o texto a seguir. Força-tarefa apreende 2,5 toneladas de carne e outros produtos impróprios para consumo em MS Cerca de 2,5 toneladas de carne e outros produtos de origem animal impróprios para o consumo foram apreendidos entre os dias 5 e 9 de junho, nos municípios de Antonio João, Caracol e Nioa- que, por uma força-tarefa. Participaram da fiscalização, agentes da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes contra as Relações de Consumo (Decon) e fiscais da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), da Superintendência Federal da Agricultura (SFA/MS) e da Vigilância Sanitária do estado e dos municípios. Segundo a Decon, a ação conjunta teve como foco a fiscalização de açougues e casas de carne nesses municípios. O objetivo foi prevenir e repreender a comercialização de carne e outros produtos de origem animal, oriundos de abates clandestinos ou em desacordo com a legislação sanitária. As cerca de 2,5 toneladas de produtos apreendidos nos estabelecimentos, por estarem sem inspe- ção, terem origem duvidosa ou estarem impróprios para o consumo, foram encaminhadas para a destruição nos próprios municípios em que foram recolhidas. Riscos Segundo o Mapa, consumir carne de procedência duvidosa, que não tenha passado pelos processos de controle e fiscalização sanitária, pode expor a saúde da população a uma série de riscos. Os problemas mais comuns são as chamadas toxinfecções alimentares, que são provocadas pelo consumo de alimentos, no caso a carne, contaminados por bactérias ou suas toxinas, e que podem levar até mesmo à morte. Disponível em: <http://g1.globo.com/mato-grosso-do-sul/noticia/forca-tarefa-apreende-25-toneladas- de-carne-e-outros-produtos-impro-prios-para-consumo-em-ms.ghtml> Acesso em 13/06/2017 Várias são as doenças que podem ser originadas do consumo de carne contaminada, como a bru- celose, a tuberculose e a cisticercose, dependendo da carne e do tipo de contaminação. No caso da cisticercose, o perigo seria a carne suína estar contaminada com a) ovos de tênia. b) ovos de lombriga. c) larvas de tênia. d) larvas de ascaris. e) proglotes de planária. 2. (G1 - cps 2018) As verminoses são doenças causadas por vermes parasitas que se instalam no organismo do hospedeiro. Uma dessas verminoses que afeta milhões de pessoas em todo o mundo caracteriza-se pelo fato de os vermes, no estágio de larvas, penetrarem através da pele, geralmente quando caminhamos descalços em solos contaminados. Dentro do ser humano, os vermes ficam adultos e se fixam à mucosa do intestino delgado. Com suas placas dentárias cortantes, rasgam as paredes intestinais e sugam sangue, provocando hemorragias, anemia, fraqueza, tonturas, desânimo e dores musculares no hospedeiro. A doença parasitária descrita é conhecida como a) doença de Chagas. b) esquistossomose. c) leptospirose. d) amarelão. e) teníase. BIOLOGIA 2 PLATELMINTOS E NEMATELMINTOS CIÊNCIAS DA NATUREZA e suas tecnologias 130 3. (Fmp 2018) As verminoses formam um grupo de doenças causadas por vermes parasitas que se instalam no organismo. São causadas especialmente pela falta de saneamento básico e hábitos de higiene. Os vermes geralmente se alojam nos intestinos, mas podem abrigar-se também em órgãos, como o fígado, pulmões e cérebro. [...] Algumas das verminoses mais comuns são a ancilostomose, uma infecção intestinal causada por nematódeos e a teníase, provocada pela presença da forma adulta da Taenia solium ou da Taenia saginata no intestino delgado do homem. Disponível em: http://www.blog.saude.gov.br/index.php/57-perguntas-e-respostas/34424-conheca- as-principais-verminoses-que-atingem-o-ser-humano. Acesso em: 17 jul. 2017. Adaptado. Os vermes citados no texto têm em comum a presença de a) cavidade geral do corpo, durante o desenvolvimento embrionário, totalmente revestidos pelo mesoderma. b) três folhetos embrionários, ectoderma, mesoderma e endoderma que surgem no processo de gastrulação. c) tubo digestório incompleto, com a cavidade digestória possuindo uma única abertura. d) sistema circulatório aberto com a hemolinfa circulando dentro e fora de vasos sanguíneos. e) túbulos de Malpighi que excretam cristais sólidos de ácido úrico, substância praticamente insolúvel em água. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: O poder criativo da imperfeição Já escrevi sobre como nossas teorias científicas sobre o mundo são aproximações de uma realidade que podemos compreender apenas em parte. 1Nossos instrumentos de pesquisa, que tanto ampliam nossa visão de mundo, têm necessariamente limites de precisão. Não há dúvida de que Galileu, com seu telescópio, viu mais longe do que todos antes dele. Também não há dúvida de que hoje vemos muito mais longe do que Galileu poderia ter sonhado em 1610. E certamente, em cem anos, nossa visão cósmica terá sido ampliada de forma imprevisível. No avanço do conhecimento científico, vemos um conceito que tem um papel essencial: simetria. Já desde os tempos de Platão, 2há a noção de que existe uma linguagem secreta da natureza, uma matemática por trás da ordem que observamos. Platão – e, com ele, muitos matemáticos até hoje – acreditava que os conceitos matemáticos exis- tiam em uma espécie de dimensão paralela, acessível apenas através da razão. Nesse caso, os teoremas da matemática (como o famoso teorema de Pitágoras) existem como verdades absolutas, que a mente humana, ao menos as mais aptas, pode ocasionalmente descobrir. Para os platônicos, 3a matemática é uma descoberta, e não uma invenção humana. Ao menos no que diz respeito às forças que agem nas partículas fundamentais da matéria, a busca por uma teoria final da natureza é a encarnação moderna do sonho platônico de um código secreto da natureza. As teorias de unificação, como são chamadas, visam justamente a isso, formular todas as forças como manifestações de uma única, com sua simetria abrangendo as demais. Culturalmente, é difícil não traçar uma linha entre as fés monoteístas e a busca por uma unidade da natureza nas ciências. Esse sonho, porém, é impossível de ser realizado. Primeiro, porque nossas teorias são sempre temporárias, passíveis de ajustes e revisões futuras. Não existe uma teoria que possamos dizer final, pois 4nossas explicações mudam de acordo com o conhecimento acumulado que temos das coisas. Um século atrás, um elétron era algo muito dife- rente do que é hoje. Em cem anos, será algo muito diferente outra vez. Não podemos saber se as forças que conhecemos hoje são asúnicas que existem. Segundo, porque nossas teorias e as simetrias que detectamos nos padrões regulares da natureza são em geral aproximações. Não existe uma perfeição no mundo, apenas em nossas mentes. De fato, quando analisamos com calma as “unificações” da física, vemos que são aproximações que funcionam apenas dentro de certas condições. O que encontramos são assimetrias, imperfeições que surgem desde as descrições das propriedades da matéria até as das moléculas que determinam a vida, as proteínas e os ácidos nucleicos (RNA e DNA). Por trás da riqueza que vemos nas formas materiais, encontramos a força criativa das imperfeições. MARCELO GLEISER Adaptado de Folha de São Paulo, 25/08/2013. 4. (Uerj 2018) A simetria também é observada na estrutura corporal dos animais, influenciando, por exemplo, a distribuição interna dos órgãos. Uma característica associada à simetria bilateral, presente em todos os animais com esse padrão corporal, é: a) grande cefalização b) organização metamérica c) sistema circulatório aberto d) sistema digestório incompleto 131 5. (G1 - cps) Investir em saneamento básico é investir em saúde. O esgoto encanado é importante para melhorar o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), porque a ausência de tratamento de esgoto possibilita a contaminação da água, do solo e de alimentos com diversos organismos causa- dores de doenças. Entre essas doenças, pode-se citar corretamente, a) gripe, hepatite C e AIDS. b) diarreias, cólera e verminoses. c) leptospirose, dengue e varíola. d) verminoses, gripe e elefantíase. e) febre amarela, dengue e AIDS. 132 E.O. 1. (Enem PPL) Atualmente, o medicamento de escolha para o tratamento da esquistossomo- se causada por todas as espécies do verme Schistosoma é o praquizentel (PQZ). Apesar de ser eficaz e seguro, seu uso em larga esca- la e tratamentos repetitivos em áreas endê- micas têm provocado a seleção de linhagens resistentes. LAGE, R. C. G. Disponível em: www.repositorio. ufop.br. Acesso em: 17 dez. 2012 (adaptado). Qual é o mecanismo de seleção dos vermes resistentes citados? a) Os vermes tornam-se resistentes ao entrarem em contato com o medicamento quando inva- dem muitos hospedeiros. b) Os vermes resistentes absorvem o medica- mento, passando-o para seus descendentes, que também se tornam resistentes. c) Os vermes resistentes transmitem resistência ao medicamento quando entram em contato com outros vermes dentro do hospedeiro. d) Os vermes resistentes tendem a sobreviver e produzir mais descendentes do que os vermes sobre os quais o medicamento faz efeito. e) Os vermes resistentes ao medicamento ten- dem a eliminar os vermes que não são resis- tentes, fazendo com que apenas os mais for- tes sobrevivam. 2. (Ebmsp 2018) A V Campanha Nacional de Hanseníase, Ver- minoses e Tracoma, realizada nas escolas públicas de todo o país, tem como público- -alvo os escolares de 5 a 14 anos de idade. O objetivo é esclarecer sobre a cura, ensinar a se proteger dessas doenças e auxiliar na identificação de sinais e sintomas, favore- cendo o diagnóstico precoce e o tratamento imediato. As verminoses são infecções causadas por parasitas que se instalam no interior do cor- po. Podem causar dores abdominais, diar- reias frequentes, anemia, palidez excessiva, perda de peso, barriga inchada e sangra- mentos intestinais. Em crianças, pode haver dificuldade de aprendizagem e retardo no crescimento. Disponível em: <http://portalarquivos.saude. gov.br/campanhas/campanhahanseniase/>. Acesso em: out. 2017. Adaptado. Com base nessa informação e nos conheci- mentos sobre verminoses e outras doenças que acometem os humanos, § identifique o reino a que pertence cada agente etiológico das doenças combatidas por essa Campanha. § apresente uma diferença e uma seme- lhança nos ciclos de vida dos agentes causadores da ancilostomose e da esquis- tossomose. 3. (Ufpr 2017) Estima-se que, no mundo, mais de um bilhão de pessoas estão expostas a contrair verminoses transmitidas pelo solo contaminado e que aproximadamente 200 milhões de crianças apresentam deficiência de vitamina A. Dados recentes mostram que verminoses estariam associadas à deficiên- cia de vitamina A. Alguns estudos dão res- paldo a essa ideia, ao mostrar que a vermifu- gação aumenta a efetividade de tratamentos de suplementação vitamínica. (Fonte: Trends in Parasitology, January 2016, v. 32, n. 1) a) Qual a importância da vitamina A para o or- ganismo? b) Ascaris lumbricoides e Ancylostoma duo- denale são dois helmintos que podem ser transmitidos pelo solo contaminado. Como ocorre o seu contágio? c) Proponha uma hipótese para explicar a asso- ciação existente entre verminoses e defici- ência de vitamina A. 4. (Unicamp 2017) A esquistossomose mansô- nica é uma doença que afeta 7 milhões de brasileiros atualmente. A vacina contra este helminto está em fase pré-clínica de testes e foi desenvolvida por pesquisadores brasilei- ros. a) Quais são as formas infectantes para o hos- pedeiro vertebrado e para o hospedeiro in- vertebrado? Indique esses hospedeiros. b) Vacinas são estratégias profiláticas impor- tantes no combate a infecções, porém, até o momento, não existem vacinas contra essa parasitose. Cite duas medidas profiláticas efetivas para o controle dessa infecção no homem. 133 5. (Unicid - Medicina 2017) Materiais aparentemente pouco atrativos, fezes humanas desidratadas e mineralizadas ao longo de milhares de anos, presentes em resquícios arqueológicos denomina- dos coprólitos, ajudam os cientistas a compreender a dispersão dos parasitas no ambiente e as migrações de nossa espécie no passado. De acordo com os resultados de uma pesquisa da Fundação Instituto Oswaldo Cruz, certos parasitas como o Ascaris lumbricoides e o Enterobius vermicularis eram encontrados nas Américas bem antes da época colonial. Os dados geológicos e arqueológicos analisados sugerem que parasitas cujo ciclo de vida tem etapas no solo se espalharam pelo mundo, chegando ao continente americano em consequência de viagens marítimas feitas há milhares de anos. (http://parasitobiomed.blogspot.com.br. Adaptado.) a) Os exames de fezes frescas e de coprólitos detectam qual estrutura de dispersão dos parasitas citados no texto? Cite o reino e o filo a que pertencem esses parasitas. b) O desenvolvimento do agente etiológico Ascaris lumbricoides no ser humano ocorre em função da pas- sagem desse parasita por três sistemas fisiológicos diferentes. Explique resumidamente essa passagem, citando, na sequência, os três sistemas fisiológicos. 6. (Fac. Santa Marcelina - Medicin 2017) Ascaris lumbricoides é a espécie que causa a ascaridíase, ou doença da lombriga, uma parasitose que apresenta alta prevalência na população brasileira. Pessoas que apresentam infecções maciças do verme desenvolvem problemas hepáticos, pulmona- res e intestinais. Esse nematódeo possui nítido dimorfismo sexual e é classificado como parasita monóxeno ou monogenético. a) Qual é o principal modo de transmissão da ascaridíase? Por que ocorrem problemas hepáticos e pulmo- nares em uma pessoa com essa verminose? b) Cite uma característica visível a olho nu que confirma o dimorfismo sexual das lombrigas. Por que a lombriga é classificada como um parasita monóxeno ou monogenético? 7. (Unisa - Medicina 2017) Analise os seguintes animais invertebrados. a) Qual desses animais possui uma estrutura que, visivelmente, dificulta a ação de um predador? Cite outra vantagem que essa estrutura traz ao animal em questão. b) O minhocuçu e o caracol são animais celomados e a planária é um animal acelomado. O que é celoma e qual a importância do líquido contido em seu interior? 8. (Ufjf-pism) O prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia de 2015 foi concedido a três cientistas, William C. Campbell, irlandês, e Satoshi Omura, japonês, por criarem novas terapias para combater as doenças oncocercose e filaríase,respectivamente, e para a pesquisadora chinesa, YouYou Tu, por desenvolver uma droga que combate a malária. No Brasil, a Amazônia concentra 99,7% dos casos de malária do país. Adaptado http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/10/ a) Identifique os agentes causadores das doenças citadas, assim como os agentes transmissores das mes- mas. b) A malária pode ser transmitida por outras vias que não a do agente transmissor. Cite 3 (três) outros meios de transmissão que podem causar contaminação de pessoas. c) Indique no mínimo 3 (três) ações profiláticas quando a transmissão da malária ocorre por meio do agente transmissor. 134 9. (Unesp) Considere a ilustração publicitária, publicada na revista Almanaque do Biotônico, de 1935. Na ilustração, Monteiro Lobato diagnostica o caipira com a doença conhecida popularmente como “amarelão”. Cite um dos vermes que causa essa doença e uma medida para sua prevenção, justificando-a. Ex- plique a razão do nome popular da doença e o que isso tem a ver com a “canseira do caipira”, tal como retratado por Monteiro Lobato. 10. (G1 - cftmg) Analise o ciclo do nematódeo Dracunculus medinensis, causador da dracunculíase em Guiné, na África, cujos casos têm-se reduzido drasticamente. A estratégia que vem permitindo essa diminuição de casos da doença é a a) descontaminação dos cursos d’água poluídos. b) vacinação em massa nas regiões contaminadas. c) implantação do saneamento básico nas áreas de risco. d) construção de aterro sanitário nos municípios afetados. 135 11. (Fgv) No ciclo reprodutivo de agentes etioló- gicos responsáveis por algumas verminoses, observa-se que, além do ser humano atuar como hospedeiro definitivo, outros animais também participam do ciclo, atuando como hospedeiros intermediários. O caramujo na esquistossomose (barriga d’água), o porco na teníase (solitária) e o mosquito na filariose (elefantíase) são exemplos de tais casos. Com relação às três verminoses citadas, os respectivos hospedeiros intermediários são os animais a) transmissores diretos da fase adulta dos agente etiológicos. b) nos quais os agentes etiológicos produzem seus ovos. c) nos quais os agentes etiológicos desenvol- vem suas fases larvais. d) nos quais os agentes etiológicos se reprodu- zem sexuadamente. e) responsáveis pela ingestão dos ovos dos agentes etiológicos. 12. (Cefet MG) Analise a seguinte ilustração. A parasitose que pode ter sua incidência re- duzida por esse simples hábito é a a) filariose. b) cisticercose. c) toxoplasmose. d) ancilostomose. e) esquistossomose. 13. (Unisinos) Os platelmintos (Filo Platyhel- mintes) são animais invertebrados que pos- suem o corpo achatado. As características que os diferenciam dos outros invertebrados são: sistema circulatório __________; siste- ma digestivo __________; e excreção realiza- da através de __________. Sobre as características diferenciais dos pla- telmintos descritas acima, qual das alterna- tivas abaixo preenche correta e respectiva- mente as lacunas? a) presente; incompleto; metanefrídeos. b) ausente; incompleto; túbulos de Malpighi. c) ausente; incompleto; células-flama. d) presente; completo; túbulos de Malpighi. e) presente; incompleto; células-flama. 14. (Pucrs) Para responder à questão, analise o cladograma abaixo. Com base no cladograma, é correto afirmar que o _______ corresponde à presença de _______. a) ponto 1 – células nervosas b) ponto 2 – pseudoceloma c) ponto 3 – simetria bilateral d) ponto 4 – exoesqueleto e) ponto 5 – tubo digestório completo 15. (Uema) Os padrões e a frequência com que as infecções parasitárias, tais como malária e esquistossomose, ocorrem em determinadas localidades dependem de interações comple- xas entre hospedeiros, parasitas e ambiente. A ação do homem dominando e alterando a natureza pode se constituir em fator de pro- gresso e de melhoria da qualidade de vida, porém, também pode introduzir ou espalhar infecções parasitárias, minimizando ou até inviabilizando os efeitos benéficos sobre o bem-estar da população. CHIEFF, P.P. Alterações ambientais e infecções parasitárias. Arq. Med. v. 47, n. 1. março de 2002. Adaptado. Segundo o texto, as alterações ambientais provocadas pela atividade humana influen- ciam a incidência de infecções, pois a) populações que vivem em ambientes com grande complexidade e com grande diversi- dade biológica apresentam menores taxas de infecção e menor gama de espécies parasitas. b) variações de temperatura e de precipitação pluviométrica são fatores decisivos na dis- tribuição e na consequente transmissão da malária. c) alterações decorrentes da urbanização facili- tam a transmissão da malária, ao determinar o aumento de sítios naturais que funcionam como criadouros de anofelinos. d) alterações ambientais e movimentos migra- tórios não podem ser associados ao espraia- mento da esquistossomose mansônica. e) modificações efetuadas na distribuição na- tural de recursos hídricos como canalização de rios, construção de diques ou represas podem diminuir a transmissão da esquistos- somose. 136 16. (G1 - cps) O ser humano pode conseguir mui- tos benefícios por meio do solo, mas também pode contrair vários tipos de doenças, se o solo estiver contaminado. Entre essas do- enças, destacam-se as verminoses, causadas por diferentes vermes parasitas que se ins- talam no organismo do hospedeiro. Uma das verminoses mais comuns em todo o mundo é a ascaridíase, doença causada pelo verme As- caris lumbricoides, conhecido popularmente como lombriga. Para prevenir a contaminação do organismo humano por esse verme, é importante a) vacinar anualmente as crianças e os adultos. b) evitar regiões com focos de pernilongos transmissores. c) lavar bem as mãos e os alimentos antes das refeições. d) evitar comer carne de porco ou de boi mal passada ou crua. e) andar sempre calçado, para impedir a pene- tração das larvas através da pele. 17. (Ulbra) Muitas parasitoses na África e Amé- rica do Sul ainda são negligenciadas pelas políticas públicas de saúde. Estas doenças atingem milhões de pessoas. As crianças sofrem as maiores consequências, podendo ter o desenvolvimento e desempenho escolar afetados, pois alguns parasitos apresentam ciclos biológicos complexos, envolvendo os sistemas digestório, circulatório e respirató- rio do hospedeiro definitivo. Considerando o exposto acima, é possível afirmar que os representantes das espécies de nematoides abaixo, que apresentam ciclo vital complexo, são a) Ascaris lumbricoides e Taenia solium. b) Ascaris lumbricoides e Necator americanus. c) Onchocerca volvulus e Enterobius vermicula- ris. d) Onchocerca volvulus e Giardia intestinalis. e) Ascaris lumbricoides e Taenia saginata. 18. (Acafe 2017) O parasitismo é uma relação direta e estreita entre dois organismos ge- ralmente bem determinados: o hospedeiro e o parasita. Essa relação pode levar à ocorrên- cia de doenças que são responsáveis por con- siderável morbidade e mortalidade em todo o mundo e, frequentemente, estão presentes com sinais e sintomas não específicos. Em relação às doenças parasitárias correla- cione as colunas a seguir. 1. Amebíase 2. Ancilostomíase 3. Cólera 4. Teníase 5. Ascaridíase ( ) Infecção intestinal aguda, causada pela enterotoxina de uma bactéria, pode se apresentar de forma grave, com diarreia aquosa e profusa, com ou sem vômitos, dor abdominal e câimbras. Esse quadro, quan- do não tratado prontamente, pode evoluir para desidratação, acidose, colapso circula- tório, com choque hipovolêmico e insufici- ência renal. ( ) Parasitose intestinal, causada por um pla- telminto, pode causar dores abdominais, náuseas, debilidade, perda de peso, flatu- lência, diarreia ou constipação. ( ) Infecção causada por protozoário que se apresenta em duas formas: cisto e trofo- zoíto. O quadro clínicovaria de uma for- ma branda, caracterizada por desconforto abdominal leve ou moderado, com sangue e/ou muco nas dejeções, até uma diarreia aguda e fulminante, de caráter sanguino- lento ou mucoide, acompanhada de febre e calafrios. ( ) Doença parasitária, causada por um nema- telminto, cuja contaminação ocorre através da ingestão dos ovos do parasita presentes na água ou alimentos contaminados. ( ) Infecção intestinal causada por nematóde- os, cuja infecção ocorre quando as larvas presentes no solo contaminado penetram na pele, geralmente pelos pés. Com frequ- ência, dependendo da intensidade da in- fecção, acarreta em anemia ferropriva. A sequência correta é: a) 3 – 4 – 1 – 5 – 2 b) 5 – 2 – 3 – 1 – 4 c) 2 – 3 – 4 – 5 – 1 d) 4 – 1 – 2 – 3 – 5 19. (G1 - ifpe 2017) A vacina brasileira contra a esquistossomose está entrando na fase final de teste em humanos em áreas endêmicas. Causada por um verme, a doença está pre- sente em 19 estados brasileiros, com maior quantidade de casos nos estados do Nordes- te, Espírito Santo e Minas Gerais. DANTAS, Carolina. Vacina brasileira de esquistossomose inicia fase final de testes após 30 anos. Disponível em: <http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/08/ vacina-brasileira-de-esquistossomose-inicia-fase-final- detestes-apos-30-anos.html>. Acesso: 03 out. 2016. Com relação à esquistossomose, podemos afirmar que esta doença é causada a) pelo Schistosoma mansoni e nos contaminamos tomando banho de rio em áreas infectadas. b) pela Taenia solium e nos contaminamos in- gerindo carne de porco crua ou malpassada. c) pela Entamoeba histolytica e nos contami- namos ingerindo água ou alimentos conta- minados. d) pelo Aedes aegypti e nos contaminamos to- mando banho de rio em áreas infectadas. e) pela Giardia lamblia e nos contaminamos in- gerindo água ou alimentos contaminados. 137 20. (Fatec 2017) Segundo dados de 2017 da Or- ganização Mundial de Saúde, um quarto da população mundial sofre com ascaridíase, ancilostomose ou tricuríase. Esse contingen- te de enfermos afeta também a economia dos países, que investem nos tratamentos e perdem em produtividade. Isso porque as pessoas parasitadas rendem menos no tra- balho, particularmente quando apresentam anemia, diarreia e cansaço. Assim, o dinhei- ro público investido em profilaxia (como sa- neamento básico) apresenta melhores resul- tados do que o investido no tratamento das doenças. As doenças em questão são causadas por a) nematódeos, que absorvem nutrientes nos intestinos dos hospedeiros. b) bactérias, que se instalam nas articulações dos hospedeiros. c) cnidários, que digerem a parede celular dos hospedeiros. d) anelídeos, que se alimentam dos tecidos nervosos dos hospedeiros. e) equinodermos, que se instalam nos múscu- los esqueléticos dos hospedeiros. Gabarito E.O. 1. D 2. A hanseníase é causada pela bactéria Myco- bacterium leprae pertencente ao reino mo- nera, verminose é um termo que engloba diversas doenças, todas causadas por vermes pertencentes ao reino animália, o tracoma tem como agente etiológico a bactéria Chla- mydia trachomatis que pertence ao reino monera. Ambas as doenças são causadas por nema- telmintos e em ambos os ciclos os vermes penetram ativamente na pele do ser humano de forma ativa. Uma diferença é na esquis- tossomose o Schistosoma mansoni precisa de um hospedeiro intermediário (caramu- jos do gênero biomphalaria) para completar seu ciclo enquanto na ancilostomose tanto o Ancylostoma duodenale quanto o Necator americanus não necessitam de hospedeiro intermediário. 3. a) A vitamina A (retinol) atua na visão, pois forma a rodopsina, que é uma ptn compo- nente dos bastonetes da retina. Os basto- netes são células que detectam os tons de preto, cinza e branco, sendo responsáveis pela visão noturna. Sua avitaminose ou hipovitaminose pode ocasionar hemera- lopia, que é a dificuldade de enxergar em ambientes pouco iluminados, e xeroftal- mia, que é o ressecamento da córnea. b) Na ascaridíase, o contágio se dá pela in- gesta de ovos do verme, expulsos pelas fezes do hospedeiro, por meio de água e alimentos contaminados. Na ancilostomose, os ovos eliminados pela fezes do hospedeiro eclodem em lar- vas no solo que podem penetrar pela pele ou serem ingeridas na forma encistada. c) Os vermes, por se alojarem no intestino delgado, absorvem os nutrientes digeri- dos pelo hospedeiro, incluindo a vitami- na A. 138 4. a) Os estágios larvais cercária e miracídio são as formas infectantes para o hospe- deiro definitivo vertebrado (ser humano) e para o hospedeiro intermediário inver- tebrado (caramujo planorbídeo), respec- tivamente. b) Dentre as medidas profiláticas efetivas, podemos citar o tratamento de esgotos e evitar entrar em lagoas e açudes possivel- mente contaminados com cercárias. 5. a) A estrutura de dispersão desses parasitas é através dos ovos, que são eliminados no ambiente juntamente com as fezes do indivíduo contaminado. Ascaris lumbri- coides é popularmente conhecida como lombriga e Enterobius vermicularis é co- nhecido como oxiúro. Ambos pertencem ao Reino Animalia e ao Filo Nematoda. b) Os ovos são ingeridos e passam pelo siste- ma digestivo. A larva eclode no intestino delgado e penetra no sistema sanguíneo, podendo chegar ao coração, fígado e pul- mões. No sistema respiratório desenvol- vem-se e voltam para o sistema digestivo através da laringe. 6. a) O principal modo de transmissão da as- caridíase é quando o individuo ingere água ou alimento contaminado com ovos dessa verme. Porque depois do intestino essa vermes podem alcançar o fígado e os pulmões. Causando dificuldade para respirar, tosse soca, vômitos, diarreias e anemia. b) O dimorfismo sexual pode ser visto pois macho é menor que a fêmea e também possui em suas extremidades uma enrola em espiral que consegue se estender se transformando numa bolsa copuladora. As lombrigas são chamadas de parasitas monóxenos ou monogenéticos pelo fato de realizarem seu ciclo evolutivo em ape- nas um hospedeiro. 7. a) O caracol possui uma concha calcária, que dificulta a ação dos predadores. Além dis- so, evita a perda de água. b) o celoma é uma cavidade cheia de líqui- do, revestida pela mesoderme, um dos folhetos germinativos. Essa cavidade é formada durante o desenvolvimento em- brionário e seu líquido facilita a troca e o transporte de substâncias. 8. a) Doença Agente Causador Agente Transmissor Oncocercose Oncocerca (nematódeo) Simulium sp. (borrachudo ou pium) Filaríase Wulchereria/ Filaria (nematódeo) Culex quinquefasciatus (pernilongo ou muriçoca) Malária Plasmodiun (protozoário) Anopheles sp. (mosquito prego) b) Transfusão de sangue contaminado. Com- partilhamento de agulha e/ou seringas contaminadas. Transmissão para o bebê no momento do parto, quando as mães estão contaminada. Contaminação de funcionários de laboratórios ou hospitais em acidentes de trabalho. c) Eliminar criadouros do inseto vetor. Com- bate ao vetor. Usar larvicidas e insetici- das. Proteger portas e janelas com tela e usar mosquiteiro. Usar repelentes de in- setos 9. A doença citada na questão é a Ancilostomo- se popularmente conhecida como amarelão. Os nematelmintos causadores dessa vermi- nose são Ancylostoma duodenale e Necator americanus. Andar calçado e saneamento básico são me- didas profiláticas. Ao andar calçado, a larva do ancilóstomo é impedida de penetrar na pele do pé, e as instalações sanitárias ser- vem para impedir que os ovos do parasita se espalhem no solo. Os vermes do amarelão causam lesões na parede intestinal, provocando hemorra- gias, tornando a pessoa anêmica e fraca e com uma palidez típica na face (daí o ter- mo amarelão). A anemia causa cansaço, pois com menos sangue, há menos oxigênio para as células e, consequentemente, menos res- piração celular aeróbia, portanto, menos energia. 10. C 11. C 12.B 13. C 14. E 15. B 16. C 17. B 18. A 19. A 20. A C N CIÊNCIAS DA NATUREZA BIOLOGIA 3 141 Sala 1. (G1 - ifpe 2018) Na doença de Alzheimer, as alterações na proteína “tau” levam à desintegração dos “microtúbulos” existentes nas células do cérebro, destruindo o sistema de transporte dos neu- rônios, ou seja, inicialmente provoca disfunções na comunicação bioquímica entre os neurônios e, numa fase posterior, a morte destas células. Na divisão celular os “microtúbulos” são responsáveis a) pela organização do fuso mitótico. b) pela contração muscular. c) pela atividade de endocitose. d) pela atividade de exocitose. e) pelo estrangulamento da célula na citocinese. 2. (Fepar 2018) O taxol (paclitaxel), descoberto em 1967 pelo isolamento de um componente presente no súber de Taxus brevifolia, possui potente atividade antitumoral. Infelizmente, essa é uma das árvores de crescimento mais lento no mundo, e o tratamento de um único paciente requer o corte e proces- samento de seis árvores de 100 anos. Calcula-se que, para se obter 25KG de taxol puro, é preciso sacrificar 38.000 árvores. Uma das características mais comuns das células cancerígenas é seu ritmo rápido de divisão ce- lular; para se adaptar a esse ritmo, o citoesqueleto está em constante reestruturação. O paclitaxel afeta de maneira adversa a divisão celular, acabando com essa flexibilidade de reestruturação do citoesqueleto. Pesquisas adicionais indicaram que o paclitaxel induz células cancerosas à apopto- se por meio da ligação com a proteína inibidora da apoptose Bcl-2, o que impede de exercer sua função. Adaptado do disponível em: <https://www.cancer.gov.>. Acesso em 7 jun. 2017. Considere as informações e julgue as afirmativas. ( ) A colchicina também é uma droga antimitótica que impede a polimerização dos microfilamen- tos de actina, impedindo a separação dos cromossomos e interrompendo a mitose durante a anáfase. ( ) O tecido de Taxus brevifolia, de onde se isolou inicialmente o taxol, tem sua origem ligada a um meristema secundário denominado felogênio, que também origina a feloderme. ( ) Células apoptóticas consomem energia para morrer de forma programada e organizada, redu- zindo-se a corpos apoptóticos que serão fagocitados e digeridos por macrófagos. ( ) Uma célula cancerosa comporta-se como uma célula pluripotente; por isso não pode despren- der-se do tumor principal e iniciar a colonização de vários outros tecidos. ( ) O citoesqueleto é constituído por uma série de microtúbulos, microfilamentos, vesículas e fila- mentos intermediários de constituição proteica e lipídica. BIOLOGIA 3 DIVISÃO CELULAR MITOSE, MEIOSE E VARIABILIDADE GENÉTICA CIÊNCIAS DA NATUREZA e suas tecnologias 142 3. (Unicamp 2018) a) Um dos maiores problemas de saúde pública no mundo é a obesidade. Considerando separadamente as populações masculina e feminina, em qual faixa etária houve maior crescimento proporcional de obesos entre 1975 e 2009, de acordo com os gráficos abaixo? Sabendo que os carboidratos constituem aproximadamente 50% da dieta diária recomendada pelo Ministério da Saúde, explique a necessidade desse nutriente e por que ele pode causar obesidade. b) O consumo diário de frutas, hortaliças e legumes é considerado altamente benéfico para a saúde humana. Um estudo realizado no Hospital do Câncer de Barretos (SP) indicou que as hortaliças da família das crucíferas (brócolis, couve-flor, couve, agrião, rúcula, entre outras), após passarem por processamento enzimático no organismo, liberam sulforafano e indol-3-carbinol, substâncias capazes de inibir a proliferação celular. O que é o câncer? Por que as hortaliças da família das crucíferas são consideradas importantes na prevenção dessa doença? (Fonte: Pesquisa de orçamentos familiares, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. Disponível em www.ibge.gov.br/estatisticas-novoportal. Acessado em 15/10/2017.) 4. (Famerp) A figura ilustra o material genético de uma célula e o detalhe das moléculas que o integram. a) De acordo com a figura, esse material genético e as moléculas que o integram não pertencem a uma bactéria. Justifique essa afirmação. b) Os cromossomos humanos apresentam regiões específicas chamadas telômeros. O que ocorre com os telômeros após cada divisão das células somáticas? Qual a relação desse fenômeno com a longevidade do organismo humano? 5. (Fuvest 2017) O sulfato de vincristina é uma substância usada para o tratamento de tumores. Esse quimioterápico penetra nas células e liga-se à tubulina, impedindo a formação de microtúbulos. a) Que processo celular, importante para o tratamento, é bloqueado, quando não se formam microtúbu- los? Como os microtúbulos participam desse processo? b) Para o tratamento, o quimioterápico pode ser colocado dentro de lipossomos, vesículas limitadas por bicamada de constituição lipoproteica. Que estrutura celular tem composição semelhante à do lipos- somo, o que permite que ambos interajam, facilitando a ação do quimioterápico na célula? 143 E.O. 1. (Fac. Santa Marcelina) A figura representa uma célula animal em uma fase da meiose. a) Qual fase da meiose está representada na fi- gura? Justifique sua resposta. b) Indique quantos cromossomos estarão pre- sentes em cada uma das células formadas, ao final dessa meiose. Justifique sua resposta. 2. (Famema 2017) A figura representa uma célu- la animal com os pares de cromossomos homó- logos na região mediana durante a meiose I. a) Quantas moléculas de DNA existem na célula representada? Justifique sua resposta. b) Cite um critério morfológico utilizado para identificar os pares de cromossomos homó- logos. Explique a importância da fase repre- sentada no aumento da variabilidade gené- tica dos gametas. 3. (Ufjf-pism) As divisões celulares, mitose e meiose, são processos importantes para a manutenção e perpetuação das espécies. Du- rante o ciclo celular, nos dois tipos de di- visões celulares, o período em que a célula não está se dividindo (intérfase), é conheci- do como período de “repouso” celular. Com base no seu conhecimento sobre o ciclo celu- lar responda: a) Por que o termo “repouso” celular é inapro- priado para a intérfase? b) Em qual período da intérfase observa-se uma maior quantidade de DNA? c) Quantas cromátides apresentam os cromos- somos no período G2 da intérfase? 4. (Fmj) A imagem ilustra um fenômeno que ocorre durante uma das fases da meiose I. a) Nomeie a fase em que ocorre esse fenômeno. Explique em que consiste esse processo. b) Além do fenômeno ilustrado, existe outro que aumenta as combinações genéticas e que ocorre na metáfase I. O que caracteriza essa fase? Por que ela promove diferentes combinações genéticas? 5. (Unicid - Medicina) Após a descoberta da estrutura da molécula de DNA, surgiram três modelos para explicar como ocorre sua du- plicação. A figura ilustra três possíveis mo- delos de duplicação da molécula de DNA. (https://bealbio.wikispace.com.Adaptado) a) Dos modelos apresentados, qual deles re- presenta a duplicação da molécula de DNA proposto por Watson e Crick? Justifique sua resposta. b) Em que fase do ciclo celular mitótico ocorre a duplicação da molécula de DNA? Por que a célula precisa realizar esse processo? 144 6. (Pucrj) Vimblastina é um fármaco quimio- terápico padrão usado para tratar câncer. De- vido ao fato de ela interferir no alinhamento dos microtúbulos, sua efetividade está dire- tamente relacionada à inibição da a) formação do fuso mitótico. b) fosforilação de proteínas regulatórias. c) respiração celular. d) síntese de DNA. e) produção de protease. 7. (Ufjf-pism) Sabemos que cada tipo de célula possui um período específico para a realiza- ção do ciclo celular e que há dois tipos de divisão celular: mitose e meiose. De acordo com as etapas abaixo, responda: a) Qual a principal diferença encontrada entre metáfase mitótica e a metáfase I da meiose?b) Na mitose, em quais fases ocorrem os se- guintes fenômenos? (1) desaparecimento do núcleo, (2) divisão dos centrômeros e (3) migração das cromátides irmãs. c) Por que a mitose da célula vegetal é chama- da de acêntrica? 8. (Ufu) O gráfico a seguir mostra variações da quantidade de DNA por núcleo durante o ciclo celular de uma célula animal. Em qual dos períodos encontramos o cro- mossomo constituído por duas cromátides- -irmãs, cada uma contendo uma molécula de DNA, e a ocorrência da migração das cromá- tides-irmãs para os polos da célula, respec- tivamente? a) T2 e T3. b) T1 e T3. c) T3 e T4. d) T1 e T4. 9. (Uel) Leia o texto a seguir. Quando se fala em divisão celular, não valem as regras matemáticas: para uma célula divi- dir significa duplicar. A célula se divide ao meio, mas antes duplica o programa genético localizado em seus cromossomos. Isso permi- te que cada uma das células-filhas reconstitua tudo o que foi dividido no processo. AMABIS, J. M.; MARTHO, G. R. Biologia. v.1. São Paulo: Moderna, 1994. p.203. Considerando uma célula haploide com 8 cromossomos (n – 8), assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a constituição cromossômica dessa célula em divisão na fase de metáfase da mitose. a) 8 cromossomos distintos, cada um com 1 cromátide. b) 8 cromossomos distintos, cada um com 2 cromátides. c) 8 cromossomos pareados 2 a 2, cada um com 1 cromátide. d) 8 cromossomos pareados 2 a 2, cada um com 2 cromátides. e) 8 cromossomos pareados 4 a 4, cada um com 2 cromátides. 10. (Uem-pas) Identifique o que for correto so- bre os processos de divisão celular (meiose e mitose): 01) Nos animais ocorre meiose zigótica; já em algumas espécies de fungos, protozoários e em todas as plantas, a meiose é do tipo ga- mética. 02) A mitose é o mecanismo mais comum de re- produção dos organismos unicelulares euca- rióticos. 04) Nas células animais, em razão da presença de centríolos, a mitose é denominada cên- trica; e, em consequência da existência do áster, a mitose é denominada astral. 08) As fibras do fuso se formam apenas em célu- las animais. 16) As permutações rearranjam características preexistentes, mas não determinam o sur- gimento de novos alelos, que só acontece devido às mutações. 11. (Pucrj) A banana cultivada (Musa x paradi- síaca) é um caso típico de partenocarpia, ou seja, de formação de frutos sem que ocorra fecundação. Isso acontece por se tratar de uma planta triploide: as sementes não são formadas porque os gametas apresentam anormalidades no número de cromossomos. Em qual fase ocorre a distribuição anormal dos cromossomos? a) Meiose I b) Meiose II c) Fase S da interfase da mitose d) Fertilização da oosfera e) Germinação do grão de pólen e formação dos gametas masculinos 12. (Pucrj) Considere as afirmações relativas à mitose. I. O nucléolo começa a desaparecer na pró- fase. II. Os núcleos filhos são geneticamente idênticos ao núcleo dos pais. III. As cromátides irmãs se separam no início da anáfase. 145 IV. Cromossomos homólogos fazem sinapse na prófase. V. Um único núcleo dá origem a dois núcleos-filhos idênticos. Estão corretas: a) Apenas I, II, IV, V. b) Apenas I, II, III, V. c) Apenas II, III, IV, V. d) Apenas I, II, V. e) Todas as afirmações. 13. (Pucpr) Sobre a divisão celular, considerando a prófase I da Meiose I, é CORRETO dizer que: a) a característica mais marcante do diplóteno é que os cromossomos ainda emparelhados se cruzam em certos pontos chamados quiasmas. b) no paquíteno ocorre o afastamento dos cromossomos homólogos e os cromômeros são bem visíveis forman- do as cromátides-irmãs. c) no leptóteno, o emparelhamento dos cromossomos é chamado de sinapse cromossômica. d) na diacinese, as cromátides permanecem no centro celular, a carioteca se refaz, os nucléolos reaparecem e os centríolos atingem os polos celulares. e) a prófase I é uma fase curta em que os centríolos que não sofreram duplicação na interfase permanecem no centro celular e a carioteca se desintegra ao final dessa fase. 14. (Unifesp) Charles Darwin explicou o mecanismo evolutivo por meio da ação da seleção natural sobre a variabilidade dos organismos, mas não encontrou uma explicação adequada para a origem dessa variabilidade. Essa questão, no entanto, já havia sido trabalhada anos antes por Gregor Men- del e, em 2015, comemoram-se os 150 anos da publicação de seus resultados, conhecidos como Leis de Mendel. a) A que se refere a Segunda Lei de Mendel? Por que ela explica o surgimento da variabilidade dos orga- nismos? b) Cite e explique um outro processo que também tenha como resultado a geração de variabilidade no nível genético. 15. (Uel) Um pesquisador determinou as variações nos números de cromossomos e de moléculas de DNA, ao longo do tempo, em células vegetais em reprodução sexuada e assexuada. As variações na quantidade de moléculas em cada célula, nos dois casos, estão representadas nas figuras A e B. a) Que tipo de divisão celular está caracterizado na figura A? E na figura B? Qual tipo corresponde às células em reprodução sexuada? Qual tipo corresponde às células em reprodução assexuada? Justifique suas respostas. b) Explique as características genéticas dos descendentes das reproduções sexuada e assexuada. 146 Gabarito E.O. 1. a) Encontra-se na anáfase I, onde ocorre a separação dos cromossomos homólogos. b) Estarão presentes dois cromossomos em cada célula ao final dessa meiose, pois na anáfase I serão separados os cromosso- mos homólogos e na anáfase II as cromá- tides irmãs. 2. a) A célula contém 6 cromossomos duplica- dos e pareados caracterizando a metáfase I da meiose. Cada cromossomo é constitu- ído por duas cromátides e cada cromátide representa 1 molécula de DNA. A célula analisada tem 12 moléculas de DNA. b) O pareamento ocorre entre cromossomos que tem a mesma sequência de bases ni- trogenadas e um critério seria o tama- nho e a posição do centrômero. O posi- cionamento alternativo dos cromossomos homólogos na região mediana do fuso determinará a segregação independente dos pares durante a anáfase I da meiose, ampliando a variabilidade genética dos gametas. 3. a) Porque durante a intérfase ocorre a maio- ria das reações químicas, incluindo a re- plicação, transcrição e a tradução do ma- terial genético. b) Em G2. c) Duas cromátides. 4. a) A fase em que ocorre esse fenômeno é a Prófase I. Consiste na troca de pedaços entre cromátides homólogas (troca de segmentos entre cromossomos homólo- gos). b) A metáfase I é caracterizada pelo empa- relhamento dos cromossomos homólogos na região equatorial (meio da célula ou máxima condensação cromossômica). Os cromossomos homólogos se emparelham ao acaso (segregação independente ou separação ao acaso ou arranjo aleatório ou pareamento ao acaso ou segunda lei de Mendel) e ao serem "puxados", devido ao encurtamento dos fusos, permitem di- ferentes combinações genéticas. 5. a) O modelo C representa a duplicação da molécula de DNA proposta por Watson e Crick, indicando que cada uma das mo- léculas de DNA serve como molde para a formação de uma nova cadeia, chamada de replicação semiconservativa. b) A duplicação da molécula de DNA ocor- re na Intérfase, no intervalo chamada S (Síntese), processo que antecede a mi- tose propriamente dita. A célula precisa replicar o DNA para a divisão e produção de uma nova célula. 6. A 7. a) Na mitose a placa equatorial é formada pelos cromossomos duplicados e não pa- reados. Na Meiose I a placa equatorial é formada por bivalentes (homólogos Epa- reados). b) 1 – prófase; 2 – anáfase; 3 –anáfase. c) Por não apresentar centríolo. 8. C 9. B 10. 02 + 04 + 16 = 22 11. A 12. B 13. A 14. a) A Segunda Lei de Mendel (ou lei da segre- gação independente) produz variabilida- de genética, por que durante o processo os genesnão alelos, situados em cromos- somos diferentes, combinam-se de todas as maneiras possíveis na formação das células reprodutoras e na descendência das espécies sexuadas. b) A geração de variabilidade genética tam- bém ocorre por meio do crossingover, que envolve a troca de segmentos entre as cromátides internas dos cromossomos homólogos e mutações que mudam o nú- mero e/ou a ordem dos nucleotídeos do DNA ou o número e a estrutura dos cro- mossomos. 15. a) A Figura A corresponde à mitose, típica da reprodução assexuada porque, após di- visão mitótica, a célula mantém o núme- ro de cromossomos e moléculas de DNA; A Figura B corresponde à meiose, típica da reprodução sexuada porque, após a di- visão meiótica, a célula reduz à metade o número de cromossomos e de moléculas de DNA formando os gametas. 147 b) Reprodução assexuada ou propagação ve- getativa garante uma descendência ge- neticamente idêntica à planta mãe. Um único indivíduo transmite aos seus des- cendentes um conjunto gênico idêntico ao seu. A reprodução sexuada envolve gametas e uma descendência que pode não ser idêntica aos pais. A cada gera- ção, ocorrem novas combinações entre os genes de origem materna e de origem paterna (crossing over ou recombinação gênica) originando um indivíduo com conjunto gênico diferente dos pais. C N CIÊNCIAS DA NATUREZA FÍSICA 1 151 Sala 1. (Pucpr 2018) Considere os dados a seguir. O guepardo é um velocista por excelência. O animal mais rápido da Terra atinge uma velocidade máxima de cerca de 110 km/h. O que é ainda mais notável: leva apenas três segundos para isso. Mas não consegue manter esse ritmo por muito tempo; a maioria das perseguições é limitada a menos de meio minuto, pois o exercício anaeróbico intenso produz um grande débito de oxigênio e causa uma elevação abrupta da temperatura do corpo (até quase perto do limite letal). Um longo período de recuperação deve se seguir. O elevado gasto de energia significa que o guepardo deve escolher sua presa cuidadosamente, pois não pode se permitir muitas perseguições infrutíferas. ASHCROFT, Francis. A Vida no Limite – A ciência da sobrevivência. Jorge Zahar Editor, Rio de Janeiro, 2001. Considere um guepardo que, partindo do repouso com aceleração constante, atinge 108 km/h após três segundos de corrida, mantendo essa velocidade nos oito segundos subsequentes. Nesses onze segundos de movimento, a distância total percorrida pelo guepardo foi de a) 180 m. b) 215 m. c) 240 m. d) 285 m. e) 305 m. 2. (Udesc 2018) O gráfico, mostrado na figura abaixo, foi construído com base nos dados experimen- tais acerca do movimento de um carrinho, que iniciou o movimento do repouso, ao longo de uma linha reta, sobre o plano horizontal. A partir deste gráfico, podem-se obter muitas informações sobre o movimento deste carrinho. Assinale a alternativa que apresenta as informações corretas, sobre o movimento do carrinho, obtidas a partir deste gráfico. a) De 0 s a 2s o movimento do carrinho é MRU com v = 8 cm/s de 2s a 6s o movimento é MRUV com = -3 cm/s2 de 6s a 9s o carrinho deslocou-se por 4s. b) De 0s a 2s o movimento do carrinho é MRUV com a = 8 cm/s2 de 2s a 6s o movimento é MRU com v = -3 cm/s de 6s a 9s o carrinho ficou em repouso. c) De 0s a 2s o movimento do carrinho é MRUV com a = 8 cm/s2; de 2s a 6s o deslocamento do carrinho foi de 12 cm; de 6s a 9s a velocidade do carrinho é de 1,3 cm/s. d) De 0s a 2s a aceleração do carrinho aumenta com o tempo; de 2s a 6s a velocidade do carrinho diminui com o tempo; de 6s a 9s o movimento do carrinho é oscilatório. e) De 0s a 2s o carrinho move-se com aceleração de 4,0 cm/s2 de 2s a 6s o carrinho se afasta da origem; de 2s a 6s o movimento do carrinho é MRU. FÍSICA 1 M.R.U.V. CIÊNCIAS DA NATUREZA e suas tecnologias 152 3. (Pucpr 2018) O gráfico a seguir mostra como varia a velocidade de um atleta em função do tempo para uma prova de 200 m [...] Para médias e longas distâncias, a velocidade média do atleta começa a decrescer à medida que a distância aumenta, pois o suprimento de O2 começa a diminuir, tornando- -se insuficiente para a demanda. O atleta inicia seu esgotamento de O2 entre 200 m e 400 m. De acordo com as informações, o tempo necessário para completar uma prova de 200 m é de apro- ximadamente a) 13s. b) 17s. c) 21s. d) 25s. e) 29s. 4. (G1 - cftmg 2018) Dois amigos, Pedro e Francisco, planejam fazer um passeio de bicicleta e combi- nam encontrarem-se no meio do caminho. Pedro fica parado no local marcado, aguardando a chegada do amigo. Francisco passa pelo ponto de encontro com uma velocidade constante de 9,0 m/s. No mesmo instante, Pedro começa a se mover com uma aceleração também constante de 0,30 m/s2. A distância percorrida por Pedro até alcançar Francisco, em metros, é igual a a) 30. b) 60. c) 270. d) 540. 5. (Eear 2018) Assinale a alternativa que representa corretamente a função da posição (x) em re- lação ao tempo (t) de um bloco lançado para baixo a partir da posição inicial (x0) com módulo da velocidade inicial (v0) ao longo do plano inclinado representado a seguir. OBSERVAÇÕES: 1. desconsiderar qualquer atrito; 2. considerar o sistema de referência(x) com a posição zero(0) no ponto mais baixo do plano inclinado; 3. admitir a orientação do eixo "x" positiva ao su- bir a rampa; e 4. g é o módulo da aceleração da gravidade. a) x = –x0 + v0 . t + g . sen (u) . t2 ____________ 2 b) x = –x0 + v0 . t – g . sen (u) . t2 ____________ 2 c) x = x0 – v0 . t – g . cos (u) . t2 ____________ 2 d) x = x0 – v0 . t – g . t2 ____________ 2 153 E.O. 1. (Uerj simulado 2018) Considere um bloco sujeito a duas forças, F1 e F2 conforme ilustra o esquema. O bloco parte do repouso em movimento uniformemente acelerado e percorre uma distância de 20 m sobre o plano horizontal liso em 4s. O valor da massa do bloco é igual a 3kg e o da intensidade da força F2 a 50 N. A intensidade da força F1 em newtons, equivale a: a) 57,5 b) 42,5 c) 26,5 d) 15,5 2. (Fac. Albert Einstein - Medicin 2018) Um bloco é lançado com velocidade inicial v0, em movimento ascendente, num longo plano inclinado que forma um ângulo θ com a direção horizontal. O coefi- ciente de atrito cinético entre as superfícies do bloco e do plano vale m e o módulo da aceleração da gravidade local vale g. A expressão algébrica que possibilita determinar a máxima distância percorrida pelo bloco durante a subida e o respectivo tempo gasto nesse deslocamento é: a) d = 2 . g . v 2 0 ______________ senθ + m . cos θ e t = v0 ________________ g . senθ + m . cosθ . b) d = v 2 0 ______________ 2 . g .(senθ + m . cos θ) e t = v0 ________________ g . senθ + m . cosθ c) d = 2 . m . v 2 0 ______________ g . (senθ + cosθ) e t = g . m . v0 ____________ (senθ + cosθ) d) d = 2 . v 2 0 __________________ m . g . (senθ + cosθ) e t = m . v0 ______________ g . (senθ + cosθ) 3. (G1 - utfpr 2018) Um ciclista movimenta-se em sua bicicleta, partindo do repouso e mantendo uma aceleração aproximadamente constante de valor médio igual a 2,0 m/s2. Depois de 7,0 s de movimento, atinge uma velocidade, em m/s igual a: a) 49. b) 14. c) 98. d) 35. e) 10. 4. (Uece 2018) Considere que um vagão de metrô sofre uma aceleração de 5 m/s2 durante a partida. Assuma que a aceleração da gravidade é 10 m/s2 Assim, é correto afirmar que, durante esse regime de deslocamento, a cada segundo, a velocidade (em m/s) aumenta a) 5. b) 10. c) 50. d) 2. 5. (Uerj 2018) Um guarda rodoviário, ao utilizar um radar, verifica que um automóvel em movimen- to uniformemente variado passa por um ponto de uma rodovia com velocidade de 10 m/s. Cinco segundos depois, o automóvel passa por outro ponto da mesma rodovia com velocidade de 25 m/s. Admita que a infração por excesso de velocidade seja aplicada quando, nesse intervalo de tempo, a distânciaentre esses dois pontos é superior a 120 m. Indique se o automóvel foi multado, justificando sua resposta com base nos cálculos. 154 6. (Uepg 2017) A velocidade escalar de um ponto material num determinado referencial é descrito pela função: V = 40 - 4T, dada em m/s No instante inicial, o móvel se encontra na origem do referencial. Sobre o fenômeno, assinale o que for correto. 01) No instante t = 8 s, o movimento é retar- dado. 02) No instante t = 12 s, o movimento é acele- rado. 04) O módulo da velocidade média do móvel, entre os instantes t = 8 s e t = 10 s, é 4 m/s. 08) No instante t = 12 s, o móvel estará a uma distância de 192 m da origem. 16) A mudança de sentido do movimento ocorre para t = 10 s. 7. . (Ufms 2005) Um móvel tem sua ve- locidade registrada conforme grá- fico a seguir. É correto afirmar que 01) entre 0 e 10s, o movimento é uniforme com velocidade de 43,2 km/h. 02) entre 10s e 25s, o movimento é uniforme- mente variado com aceleração de 8,0m/s2. 04) entre 10s e 25s, o deslocamento do móvel foi de 240m. 08) entre 0s e 10s, o deslocamento do móvel (em metros) pode ser dado por ∆S = 10t onde t é dado em segundos. 16) entre 10s e 25s a trajetória do móvel é re- tilínea. 8. (Ufms 2005) A velocidade V de uma partí- cula em função do tempo t está registrada no gráfico a seguir. É correto afirmar que 01) o movimento da partícula é uniformemente variado. 02) a aceleração da partícula é constante e ne- gativa. 04) a aceleração da partícula é constante e po- sitiva. 08) o movimento da partícula é uniforme. 16) a aceleração da partícula foi nula no ins- tante em que ela atingiu sua velocidade má- xima. 9. (G1 - ifsc 2014) Nos jogos olímpicos de 2012 em Londres, o atleta jamaicano Usain Bolt foi o campeão dos 100 metros rasos com o tempo de 9,63 segundos, estabelecendo assim um novo recorde. Sabendo que Usain Bolt partiu do repouso, é possível determi- nar que sua aceleração média na prova dos 100 metros rasos foi de: Dados: v = v0 + a ∙ t x = x0 + v0 ∙ t + a ∙ t 2 ______ 2 a) 4,24 m/s2 b) 2,16 m/s2 c) 1,12 m/s2 d) 6,36 m/s2 e) 9,00 m/s2 10. (G1 - ifsc 2014) Uma onça está à espreita a 10 m a leste de uma mangueira. No instan- te t = 0,0 s, a onça começa a perseguir uma anta que está a 40 m a leste da mangueira. Um vídeo mostra que durante os 3,0 s ini- ciais do ataque, a coordenada X da onça varia de acordo com a equação x = 10,0 + (4,0)t2. Sobre o movimento da onça, leia e analise as seguintes afirmações: I. O deslocamento da onça durante o interva- lo entre t1 = 1,0 s e t2 = 3,0 s foi 32 m II. O movimento da onça foi retilíneo e uni- forme. III. A aceleração da onça nesse intervalo de tempo foi de 8,0 m/s2. IV. A velocidade da onça no instante de 2,0 s foi de 8,0 m/s. Assinale a alternativa CORRETA. a) Apenas as afirmações I e II são verdadeiras. b) Apenas as afirmações I e III são verdadeiras. c) Apenas a afirmação I é verdadeira. d) Apenas as afirmações I e IV são verdadeiras. e) Todas as afirmações são verdadeiras. 11. (Ufms) A velocidade V de uma partícula em função do tempo t está registrada no gráfico a seguir. É correto afirmar que 01) o movimento da partícula é uniformemente variado. 02) a aceleração da partícula é constante e nega- tiva. 04) a aceleração da partícula é constante e posi- tiva. 155 08) o movimento da partícula é uniforme. 16) a aceleração da partícula foi nula no instante em que ela atingiu sua velocidade máxima. 12. (Uem) Um bloco inicialmente em repouso sobre uma superfície plana horizontal sofre a ação de uma força resultante F. Tal força, paralela à superfície de apoio do bloco, pos- sui direção constante, e seu módulo e sen- tido variam com o tempo de acordo com o gráfico mostrado na figura a seguir. Assinale o que for correto. 01) No intervalo de tempo entre t1 e t2, o movi- mento do bloco é uniformemente acelerado. 02) No intervalo de tempo entre t2 e t6, o movi- mento do bloco é retardado. 04) A aceleração do bloco é máxima em t2. 08) A velocidade do bloco é máxima em t4. 16) No intervalo de tempo entre t4 e t5, o bloco ficou com velocidade constante. 32) No intervalo de tempo entre 0 e t1, o movi- mento do bloco é retilíneo uniforme. 13. (Ufsc) Dois ciclistas, A e B, disputam uma corrida cuja distância total é de 1200 me- tros, do ponto de partida até a faixa de che- gada. O gráfico a seguir mostra a velocidade dos ciclistas A e B em função do tempo. Observando o gráfico apresentado, assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S). 01) No sexagésimo segundo, o ciclista A está 150 metros à frente do ciclista B. 02) A aceleração do ciclista A, nos primeiros quarenta e cinco segundos, é de 1m/s2. 04) No centésimo trigésimo quinto segundo, o ci- clista B está 150 metros à frente do ciclista A. 08) O ciclista B nunca alcança o ciclista A. 16) O ciclista A venceu a disputa porque percor- reu os 1200 metros em 150 segundos, e o ciclista B gastou 165 segundos. 32) No centésimo sexagésimo quinto segundo, o ciclista B está a apenas 7,5 metros da faixa de chegada, e o ciclista A encontra-se a 52,5 metros da faixa de chegada. Portanto, o ci- clista B vence a corrida. 64) A corrida termina empatada, pois ambos os ciclistas percorrem os 1200 metros em 165 segundos. 14. (G1 - ifsul) Dois móveis, A e B movendo- -se em um plano horizontal, percorrem tra- jetórias perpendiculares, seguindo os eixos Ox e Oy de acordo com as funções horárias xA = 18 – 3t e yB = 18 + 9t – 2t 2, com unida- des de acordo com o Sistema Internacional de Unidades (S.I.). Esses móveis irão se encontrar no instante a) t = 0,0s b) t = 3,0s c) t = 4,5s d) t =6,0 s 15. (G1 - ifsc 2014) Nos jogos olímpicos de 2012 em Londres, o atleta jamaicano Usain Bolt foi o campeão dos 100 metros rasos com o tempo de 9,63 segundos, estabelecendo assim um novo recorde. Sabendo que Usain Bolt partiu do repouso, é possível determi- nar que sua aceleração média na prova dos 100 metros rasos foi de: Dados: v = v0 + a . t x = x0 + v0 . t + a.t 2 ____ 2 a) 4,24 m/s2 b) 2,16 m/s2 c) 1,12 m/s2 d) 6,36 m/s2 e) 9,00 m/s2 16. (Esc. Naval) Considere uma partícula se movimentando no plano xy. As coordenadas x e y da posição da partícula em função do tempo são dadas por x(t) = –2t2 + 2t + 1 e y(t) = t2 – t + 2, com x e y em metros e t em segundos. Das opções abaixo, assinale a que pode representar o gráfico da trajetória da partícula de t = 0 a t = 4s. 156 a) b) c) d) e) 17. (G1 - ifsc) Uma onça está à espreita a 10m a leste de uma mangueira. No instante t = 0,0s, a onça começa a perseguir uma anta que está a 40 m a leste da mangueira. Um vídeo mostra que durante os 3,0 s iniciais do ataque, a coordenada x da onça varia de acordo com a equação x = 10,0 + (4,0)t2. So- bre o movimento da onça, leia e analise as seguintes afirmações: I. O deslocamento da onça durante o inter- valo entre t1 = 1,0 s e t2 = 3,0 s foi 32 m. II. O movimento da onça foi retilíneo e uni- forme. III. A aceleração da onça nesse intervalo de tempo foi de 8 m/s2. IV. A velocidade da onça no instante de 2,0 s foi de 8,0 m/s. Assinale a alternativa CORRETA. a) Apenas as afirmações I e II são verdadeiras. b) Apenas as afirmações I e III são verdadeiras. c) Apenas a afirmação I é verdadeira. d) Apenas as afirmações I e IV são verdadeiras. e) Todas as afirmações são verdadeiras. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO Em alguns países da Europa, os radares foto- gráficos das rodovias, além de detectarem a velocidade instantânea dos veículos, são ca- pazes de determinar a velocidade média de- senvolvida pelos veículos entre dois radares consecutivos. Considere dois desses radares instalados em uma rodovia retilínea e horizontal. A velo- cidade instantânea de certo automóvel, de 1.500kg de massa, registrada pelo primeiro radar foi de 72 km/h. Um minuto depois, o radar seguinte acusou 90 km/h para o mes- mo automóvel. 18. (Fgv) Com a velocidade crescendo de modo constante, em função do tempo, é correto afirmar que a distância entre os dois radares é de a) 450 m. b) 675 m. c) 925 m. d) 1,075 km. e) 1,350 km. 19. (G1 - cftmg) Um corpo de massa 2,0 kg parte do repouso e desce um plano inclinado sem atrito, a partir de seu topo. O ângulo des- sa inclinação com a horizontal é 30° e seu comprimento é 10 m. O tempo, em segundos, para esse corpo chegar à base do plano é a) 1. b) 2. c) 3. d) 4. 157 Gabarito E.O. 1. B 2. B 3. B 4. A 5. B 6. 01 + 02 + 04 + 08 + 16 + 31 [01] Verdadeira. No instante t 8 s,= ( ) ( )v t 8 s 40 4 8 v t 8 s 8 m s.= = − ⋅ ∴ = = logo, como os sinais de aceleração e veloci- dade são opostos, o movimento é retardado. [02] Verdadeira. No instante t 12 s,= ( ) ( )v t 12 s 40 4 12 v t 12 s 8 m s.= = − ⋅ ∴ = = − Logo, como os sinais de aceleração e veloci- dade são os mesmos, portanto o movimento é acelerado. [04] Verdadeira. No instante t 10 s,= ( ) ( )v t 10 s 40 4 10 v t 10 s 0 m s.= = − ⋅ ∴ = = Logo a velocidade média em módulo será: ( ) ( ) m v 8 s v 10 s 8 0v 4 m s 2 2 + + = = = [08] Verdadeira. [16] Verdadeira. A mudança de sentido de movimento se dá quando a velocidade é igual a zero. No item [04] se comprova que neste momento a velocidade é nula e, portanto há mudança de sentido de movimento. 7. 01 + 04 = 05 8. 16 9. B 10. B 11. 01 e 16 12. 01, 04, 08 e 16 13. 01, 04 e 32 14. D 15. B 16. B 17. B 18. E 19. B 158 C N CIÊNCIAS DA NATUREZA FÍSICA 2 161 Sala 1. Um sistema termodinâmico constituído de n mol de um gás perfeito monoatômico desenvolve uma transformação cíclica ABCDA representada no diagrama a seguir. De acordo com o apresentado pode-se afirmar que a) o trabalho em cada ciclo é de 800 J e é realizado pelo sistema. b) o sistema termodinâmico não pode representar o ciclo de uma máquina frigorífica uma vez que o mes- mo está orientado no sentido anti-horário. c) a energia interna do sistema é máxima no ponto D e mínima no ponto B. d) em cada ciclo o sistema libera 800 J de calor para o meio ambiente. 2. A primeira lei da termodinâmica para sistemas fechados foi originalmente comprovada pela ob- servação empírica, no entanto é hoje considerada como a definição de calor através da lei da con- servação da energia e da definição de trabalho em termos de mudanças nos parâmetros externos de um sistema. Com base nos conhecimentos sobre a Termodinâmica, é correto afirmar: a) A energia interna de uma amostra de um gás ideal é função da pressão e da temperatura absoluta. b) Ao receber uma quantidade de calor Q igual a 48,0 J, um gás realiza um trabalho igual a 16,0 J, tendo uma variação da energia interna do sistema igual 64,0 J. c) Quando se fornece a um sistema certa quantidade de energia Q, esta energia pode ser usada apenas para o sistema realizar trabalho. d) Nos processos cíclicos, a energia interna não varia, pois volume, pressão e temperatura são iguais no estado inicial e final. e) A energia interna, o trabalho realizado e a quantidade de calor recebida ou cedida independem do processo que leva o sistema do estado inicial A até um estado final B. 3. Deseja-se aquecer uma sala usando uma máquina térmica de potência P operando conforme o ciclo de Carnot, tendo como fonte de calor o ambiente externo à temperatura T1. A troca de calor através das paredes se dá a uma taxa k (T2 - T1), em que T2 é a temperatura da sala num dado instante e k, uma constante com unidade em J/s ∙ K. Pedem-se: a) A temperatura final de equilíbrio da sala. b) A nova temperatura de equilíbrio caso se troque a máquina térmica por um resistor dissipando a mes- ma potência P. c) Entre tais equipamentos, indique qual o mais adequado em termos de consumo de energia. Justifique. FÍSICA 2 1ª E 2ª LEIS DA TERMODINÂMICA CIÊNCIAS DA NATUREZA e suas tecnologias 162 4. Uma máquina térmica que opera, segundo o ciclo de Carnot, executa 10 ciclos por segundo. Sabe-se que, em cada ciclo, ela retira 800 J da fonte quente e cede 400 J para a fonte fria. Se a temperatura da fonte fria é igual a 27ºC, o rendimento dessa máquina e a temperatura da fonte quente valem, respectivamente, a) 20%; 327 K. b) 30%; 327 K. c) 40%; 700 K. d) 50%; 600 K. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO Nas questões com respostas numéricas, considere a temperatura de fusão do chumbo como TFC = 327ºC, o calor específico do chumbo como CC = 0,03 cal/ºgºC, o calor latente de fusão do chumbo como LFC = 6,0 cal/g, o coeficiente de expansão térmica do latão igual a 20∙10 -6 °C-1, 1 cal = 4,2 J e utilize (3)1/2 = 1,7. 5. Um gás ideal está confinado dentro de um cilindro de comprimento H e área de seção transversal A. Dentro do cilindro, n moles do gás são mantidos a uma temperatura constante T. A base do cilindro é condutora e possui comprimento H, com condutividade térmica k. A outra extremidade do cilindro está conectada a um reservatório térmico mantido a uma temperatura T0 < T. O pistão, de massa desprezível, é movido de forma que o fluxo de calor na barra é constante. Considere a constante universal dos gases perfeitos igual a R. Então, o módulo da velocidade do pistão após ele ter percorrido uma distância igual a H/2 é a) kA (1 – T0/T)/nR b) kA (1 – T0/T)/2nR c) kA (1 – T0/T)/4nR d) kA (T0/T – 1)/nR e) 4kA (T0/T – 1)/nR 163 E.O. 1. Uma máquina de Carnot tem rendimento mé- dio diurno η0 = 0,6. No período noturno, as fontes quente e fria têm suas temperaturas reduzidas para metade e para 3/4 da tempe- ratura média diurna, respectivamente. Se o rendimento noturno é η1, qual a varia- ção percentual, η1– η0 ______ η0 ∙ 100%, do rendi- mento dessa máquina de Carnot? a) –16,7% b) –25,0% c) –33,3% d) –41,7% e) –50,0% 2. A figura representa o diagrama de fluxo de energia de uma máquina térmica que, tra- balhando em ciclos, retira calor (Q1) de uma fonte quente. Parte dessa quantidade de ca- lor é transformada em trabalho mecânico (t) e a outra parte (Q2) transfere-se para uma fonte fria. A cada ciclo da máquina, Q1 e Q2 são iguais, em módulo, respectivamente, a 4∙103 J e 2,8∙103 J. Sabendo que essa máquina executa 3.000 ci- clos por minuto, calcule: a) o rendimento dessa máquina. b) a potência, em watts, com que essa máquina opera. 3. A utilização das máquinas térmicas em larga escala, mesmo com seu baixo rendimento, contribuiu decisivamente para a Primeira Revolução Industrial. Simplificadamente, uma máquina térmica é um dispositivo que retira calor de uma fonte quente, utiliza par- te desse calor para realizar trabalho e dire- ciona o calor restante para uma fonte fria. Suponha que uma máquina térmica de ren- dimento 8,0% envie uma quantidade de ca- lor igual a 4,6∙106J para a fonte fria em cer- to intervalo de tempo. O trabalho realizado por essa máquina nesse intervalo de tempo é a) 4,0∙103 J b) 4,0∙105 J c) 3,7∙105 J d) 1,2∙105 J e) 3,7∙107 J. 4. Duas máquinas térmicas ideais, 1 e 2, têm seus ciclos termodinâmicos representados no diagrama pressão × volume, no qual estão representadas quatro transformações isotér- micas (Tmaior e Tmenor) e quatro transforma- ções adiabáticas. O ciclo ABCDA refere-se à máquina 1 e o ciclo EFGHE, à máquina 2. Sobre essas máquinas, é correto afirmar que, a cada ciclo realizado, a) o rendimento da máquina 1 é maior do que o da máquina 2. b) a variação de energia interna sofrida pelo gás na máquina 1 é maior do que na máquina 2. c) a variação de energia interna sofrida pelo gás na máquina 1 é menor do que na máquina 2. d) nenhuma delas transforma integralmente ca- lor em trabalho. e) o rendimento da máquina 2 é maior do que o da máquina 1. 164 5. Um gás ideal e monoatômico contido em uma garrafa fechada com 0,1m3 está inicial- mente a 300k e a 100 kPa. Em seguida, esse gás é aquecido, atingindo 600 K. Nessas condições, o calor fornecido ao gás, em kJ, foi: a) 5 b) 10 c) 15 d) 30 e) 45 6. Um pesquisador recebeu a incumbência de projetar um sistema alternativo para o for- necimento de energia elétrica visando ao acionamento de compressores de geladeiras a serem empregadas no estoque de vacinas. De acordo com os dados de projeto, a tempe- ratura ideal de funcionamento da geladeira deve ser 4ºC durante 10 horas de operação contínua, sendo que a mesma possui as se- guintes dimensões: 40 cm de altura, 30 cm de largura e 80 cm de profundidade. Após estudo, o pesquisador recomenda que, ini- cialmente, todas as faces da geladeira sejam recobertas por uma camada de 1,36 cm de espessura de um material isolante, de modo a se ter um melhor funcionamento do dis- positivo. Considerando que este projeto visa a atender comunidades remotas localizadas em regiões com alto índice de radiação so- lar, o pesquisador sugere empregar um pai- nel fotovoltaico que converta a energia solar em energia elétrica. Estudos de viabilidade técnica apontam que a eficiência térmica da geladeira deve ser, no mínimo, igual a 50% do máximo teoricamente admissível. Baseado em uma análise termodinâmica e levando em conta os dados abaixo, verifi- que se a solução proposta pelo pesquisador é adequada. Dados: § Condutividade térmica do material iso- lante: 0,05 W/mºC; § Temperatura ambiente da localidade: 34ºC; § Insolação solar média na localidade: 18 MJ/m2, em 10 horas de operação contí- nua; § Rendimento do painel fotovoltaico: 10%; § Área do painel fotovoltaico: 2m2 TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: Considere o campo gravitacional uniforme. 7. Em uma máquina térmica ideal que opere em ciclos, todos os processos termodinâmi- cos, além de reversíveis, não apresentariam dissipação de energia causada por possíveis efeitos dos atritos internos nos mecanismos ou turbulências no fluido operador da má- quina. O ciclo de Carnot é um bom exemplo de processo termodinâmico idealizado, que apresentaria a maior eficiência possível na transformação de calor em trabalho útil. A eficiência para uma máquina de Carnot ope- rando entre as temperaturas absolutas de 300 K e 900 K seria de aproximadamente __________, e a entropia do sistema ficaria __________ durante o processo. a) 66% – maior b) 66% – igual c) 33% – menor d) 33% – maior e) 100% – igual TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO Quando necessário, adote: módulo da aceleração da gravidade: 10 m ∙s-2 calor latente de vaporização da água: 540 cal∙g-1 calor específico da água: 1,0 cal∙g-1∙ºC-1 densidade da água: 1g∙cm-3 constante universal dos gases ideais: R = 8,0 J∙mol-1∙K-1 massa específica do ar: 1,225∙10-3g∙cm-3 massa específica da água do mar: 1,025 g∙cm-3; 1 ca = 4,0J 8. O diagrama abaixo mostra um ciclo realizado por 1 mol de um gás monoatômico ideal. Determine, em porcentagem, o rendimento de uma máquina de Carnot que operasse en- tre as mesmas fontes térmicas desse ciclo. a) 24 b) 35 c) 65 d) 76 9. Durante cada ciclo, uma máquina térmica absorve 500 J de calor de um reservatório térmico, realiza trabalho e rejeita 420 J para um reservatório frio. Para cada ciclo, o tra- balho realizado e o rendimento da máquina térmica são, respectivamente, iguais a a) 80 J e 16% b) 420 J e 8% c) 420 J e 84% d) 80J e 84% 165 10. Um fluido se expande do estado A para o es- tado B, como indicado no diagrama da figura. Analisando-se essas informações, é correto afirmar que o trabalho realizado nessa ex- pansão, em KJ, é igual a a) 2,3 b) 2,2 c) 2,1 d) 2,0 e) 1,9 11. Uma máquina de Carnot, operando inicial- mente com rendimento igual a 40%, produz um trabalho de 10 joules por ciclo. Manten- do-se constante a temperatura inicial da fonte quente, reduziu-se a temperatura da fonte fria de modo que o rendimento passou para 60%. Com isso, o módulo da variação percentual ocorrida no calor transferido à fonte fria, por ciclo, é de a) 67% b) 60% c) 40% d) 33% e) 25% 12. Uma máquina a vapor foi projetada para operar entre duas fontes térmicas, a fonte quente e a fonte fria, e para trabalhar se- gundo o ciclo de Carnot. Sabe-se que a tem- peratura da fonte quente é de 127 ºC e que a máquina retira, a cada ciclo, 600 J desta fon- te, alcançando um rendimento máximo igual a 0,25. O trabalho realizado pela máquina, por ciclo, e a temperatura da fonte fria são, respectivamente: a) 240 J e 95 ºC b) 150 J e 27 ºC c) 15 J e 95 ºC d) 90 J e 27ºC e) 24 J e 0 ºC 13. O processo de expansão ou compressão de um gás em um curto intervalo de tempo pode representar um processo termodinâmico que se aproxima de um processo adiabático. Como exemplo, pode-se mencionar a expan- são de gases de combustão em um cilindro de motor de automóvel em alta rotação. É correto afirmar que, em um processo adia- bático no sistema, a) a temperatura é constante e o trabalho rea- lizado pelo sistema é nulo. b) não há transferência de calor. c) a pressão e o volume são constantes. d) a energia interna é variável e a pressão é constante. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO A vida em grandes metrópoles apresenta atributos que consideramos sinônimos de progresso, como facilidades de acesso aos bens de consumo, oportunidades de traba- lho, lazer, serviços, educação, saúde etc. Por outro lado, em algumas delas, devido à gran- diosidade dessas cidades e aos milhões de cidadãos que ali moram, existem muito mais problemas do que benefícios. Seus habitan- tes sabem como são complicados o trânsito, a segurança pública, a poluição, os problemas ambientais, a habitação etc. Sem dúvida, são desafios que exigem muito esforço não só dos governantes, mas também de todas as pessoas que vivem nesses lugares. Essas cidades convivem ao mesmo tempo com a ordem e o caos, com a pobreza e a riqueza, com a beleza e a feiura. A tendência das coi- sas de se desordenarem espontaneamente é uma característica fundamental da nature- za. Para que ocorra a organização, é necessá- ria alguma ação que restabeleça a ordem. É o que acontece nas grandes cidades: despoluir um rio, melhorar a condição de vida dos seus habitantes e diminuir a violência, por exem- plo, são tarefas que exigem muito trabalho e não acontecem espontaneamente. Se não houver qualquer ação nesse sentido, a ten- dência é que prevaleça a desorganização. Em nosso cotidiano, percebemos que é mais fácil deixarmos as coisas desorganizadas do que em ordem. A ordem tem seu preço. Portanto, percebemos que há um embate constante na manutenção da vida e do universo contra a desordem. A luta contra a desorganização é travada a cada momento por nós. Por exem- plo, desde o momento da nossa concepção, a partir da fecundação do óvulo pelo esper- matozoide, nosso organismo vai se desenvol- vendo e ficando mais complexo. Partimos de uma única célula e chegamos à fase adulta com trilhões delas, especializadas para de- terminadas funções. Entretanto, com o pas- sar dos anos, envelhecemos e nosso corpo não consegue mais funcionar adequadamen- te, ocorre uma falha fatal e morremos. O que 166 se observa na natureza é que a manutenção da ordem é fruto da ação das forças funda- mentais, que, ao interagirem com a matéria, permitem que esta se organize. Desde a for- mação do nosso planeta, há cerca de 5 bi- lhões de anos, a vida somente conseguiu se desenvolver às custas de transformar a ener- gia recebida pelo Sol em uma forma útil, ou seja, capaz de manter a organização. Para tal, pagamos um preço alto: grande parte dessa energia é perdida, principalmente na forma de calor. Dessa forma, para que existamos, pagamos o preço de aumentar a desorgani- zação do nosso planeta. Quando o Sol não puder mais fornecer essa energia, dentro de mais 5 bilhões de anos, não existirá mais vida na Terra. Com certeza a espécie humana já terá sido extintamuito antes disso. (Adaptado de: OLIVEIRA, A. O Caos e a Ordem. Ciência Hoje. Disponível em: <http://cienciahoje. uol.com.br/colunas/fisica-sem-misterio/o-caos- ea- ordem>. Acesso em: 10 abr. 2015.) 14. Considerando a afirmação presente no tex- to “a tendência das coisas de se desordena- rem espontaneamente é uma característica fundamental da natureza”, e com base nos conhecimentos sobre as leis da termodinâ- mica, assinale a alternativa correta. a) Quando dois corpos com temperaturas dife- rentes são colocados em contato, ocorre a transferência espontânea de calor do corpo mais quente para o mais frio. b) O calor, gerado por um motor a explosão, pode ser convertido de maneira espontânea e integralmente em energia mecânica, elé- trica, química ou nuclear. c) O nitrogênio e o hélio misturados e conti- dos em um recipiente se separam de modo espontâneo após o equilíbrio térmico do sis- tema. d) Uma máquina térmica perfeita opera, na prática, em ciclos, converte o calor integral- mente em trabalho e é capaz de funcionar como um motoperpétuo. e) As moléculas de tinta que tingem uma por- ção de água de maneira homogênea tendem a se agrupar espontaneamente e com isso restaurar a gota de tinta original. 15. Em um laboratório de física são realizados experimentos com um gás que, para fins de análises termodinâmicas, pode ser consi- derado um gás ideal. Da análise de um dos experimentos, em que o gás foi submetido a um processo termodinâmico, concluiu-se que todo calor fornecido ao gás foi converti- do em trabalho. Assinale a alternativa que representa corre- tamente o processo termodinâmico realizado no experimento. a) processo isovolumétrico b) processo isotérmico c) processo isobárico d) processo adiabático e) processo composto: isobárico e isovolumétrico 16. As turbinas a vapor da propulsão nuclear de um submarino possuem um rendimento de 15% e são capazes de produzir uma potên- cia mecânica constante de 40 MW nos eixos rotativos. Se essa potência é entregue em 3,0 minutos, observa-se que a variação de en- tropia do sistema vapor-turbinas é 1/12 GJ/K. A temperatura, em °C, do vapor supera- quecido produzido pelo reator nuclear vale, aproximadamente a) 327 b) 303 c) 247 d) 207 e) 177 17. Um recipiente contém um gás monoatômico ideal inicialmente no estado L, com pressão p e volume V. O gás é submetido a uma transformação cí- clica LMNL, absorvendo de uma fonte fria uma quantidade de calor Q1 e cedendo a uma fonte quente uma quantidade de calor Q2. Pode-se afirmar que Q1 é igual a a) 30pV. b) 51pV/2. c) 8pV. d) 15pV/2. e) 9pV/2. 18. Considere que 0,40 gramas de água vapo- rize isobaricamente à pressão atmosférica. Sabendo que, nesse processo, o volume ocu- pado pela água varia de 1,0 litro, pode-se afirmar que a variação da energia interna do sistema, em kJ, vale Dados: calor latente de vaporização da água = 2,3∙106J/KG; Conversão: 1 atm = 1,0∙105 Pa. a) –1,0 b) -0,92 c) 0,82 d) 0,92 e) 1,0 167 19. Analise as afirmativas abaixo referentes à entropia. I. Num dia úmido, o vapor de água se con- densa sobre uma superfície fria. Na con- densação, a entropia da água diminui. II. Num processo adiabático reversível, a en- tropia do sistema se mantém constante. III. A entropia de um sistema nunca pode di- minuir. IV. A entropia do universo nunca pode dimi- nuir. Assinale a opção que contém apenas afirma- tivas corretas. a) I e II b) II e III c) III e IV d) I, II e III e) I, II e IV 20. De acordo com seus conhecimentos sobre Ter- modinâmica, analise as afirmativas abaixo. I. Sempre que um corpo muda de fase, sob pressão constante, ele recebe ou cede ca- lor e a sua temperatura varia. II. Quando temos uma transformação iso- bárica, de uma certa massa de um gás perfeito, o aumento da temperatura fará com que aconteça um aumento de volu- me. III. Uma dada massa de um gás perfeito pode receber calor sem que a sua temperatura interna aumente. Isso ocorrerá se ele re- alizar um trabalho igual à quantidade de calor que recebeu. IV. Num processo de transformação isocóri- co a temperatura de uma certa massa de um gás permanece constante. Dessas afirmativas, estão CORRETAS apenas a) I e III. b) I, II e III. c) II e III. d) II e IV. e) II, III e IV. Gabarito E.O. 1. C 2. a) 30% b) 6,0 . 104W 3. B 4. D 5. C 6. Qe = 5,4 . 10 6 J Qf = 16,6 . 10 6 J Com isso, podemos afirmar que o processo é viável 7. B 8. D 9. A 10. C 11. D 12. B 13. B 14. A 15. B 16. B 17. B 18. C 19. E 20. C 168 C N CIÊNCIAS DA NATUREZA FÍSICA 3 171 Sala 1. Considere duas massas puntiformes de mesmo valor m, com cargas elétricas de mesmo valor Q e sinais opostos, e mantidas separadas de uma certa distância. Seja G a constante de gravitação uni- versal e K a constante eletrostática. A razão entre as forças de atração eletrostática e gravitacional é Dado: Seja a força gravitacional dada por F = G∙m1∙m2 _________ r2 a) Gm 2 ____ Q2k b) Q 2k ____ Gm2 c) Q 2G ____ km2 d) QG ___ km 2. RAIOS CAUSAM 130 MORTES POR ANO NO BRASIL; SAIBA COMO PREVENIR Começou a temporada de raios e o Brasil é o lugar onde eles mais caem no mundo. Os raios são fenômenos da natureza impressionantes, mas causam mortes e prejuízos. Todos os anos morrem em média 130 pessoas no país atingidas por essas descargas elétricas. (...) (...) Segundo as pesquisas feitas pelo grupo de eletricidade atmosférica do INPE, o número de mortes por raios é maior do que por deslizamentos e enchentes. E é na primavera e no verão, época com mais tempestades, que a preocupação aumenta (...) Disponível em: ww1.g1.globo.com/bom-dia-brasil. Acesso em:16 fev.2017. Como se pode verificar na notícia acima, os raios causam mortes e, além disso, constantemente há outros prejuízos ligados a eles: destruição de linhas de transmissão de energia e telefonia, incên- dios florestais, dentre outros. As nuvens se eletrizam devido às partículas de gelo que começam a descer muito rapidamente, criando correntes de ar bastante bruscas, o que provoca fricção entre gotas de água e de gelo, res- ponsável pela formação e, consequentemente, a acumulação de eletricidade estática. Quando se acumula carga elétrica negativa demasiadamente na zona inferior da nuvem (este é o caso mais comum) ocorre uma descarga elétrica em direção ao solo (que por indução eletrostática adquiriu cargas positivas). Considere que a base de uma nuvem de tempestade, eletricamente carregada com carga de módulo igual a 2,0 . 102 C, situa-se a 500 m acima do solo. O ar mantém-se isolante até que o campo elé- trico entre a base da nuvem e o solo atinja o valor de 5,00∙106 V/m. Nesse instante a nuvem se descarrega por meio de um raio que dura 0,10 s. Considerando que o campo elétrico na região onde ocorreu o raio seja uniforme, a energia liberada neste raio é, em joules, igual a a) 5,00∙108 b) 4,00∙1010 c) 2,50∙1011 d) 1,50∙1015 FÍSICA 3 FORÇA, CAMPO E POTENCIAL ELÉTRICOS CIÊNCIAS DA NATUREZA e suas tecnologias 172 3. Uma molécula é formada por dois íons, um positivo e outro negativo, separados por uma distân- cia de 3,00∙10-10 m. Os módulos da carga elétrica do íon positivo e do íon negativo são iguais a 1,60∙10-19 C. Considere k = 9,00∙109 N . m2/C2 e assinale a(s) alternativa(s) correta(s). 01) A força elétrica de atração entre estes íons é de 2,56nN (n = 10-9). 02) Se a molécula é inserida em um campo elétrico externo uniforme de intensidade 2,00∙1010 V/m, a inten- sidade da força elétrica sobre a carga positiva devido a este campo é de aproximadamente 3,20 nN. 04) O módulo do campo elétrico na posição do íon negativo, devido à carga do íon positivo, é de 1,60∙1010 N/C. 08) Se o módulo da carga elétrica do íon positivo e a distância entre os íons dobrarem, a força entre os íons dobra. 16) Se a molécula for deslocada1,0mm em um caminho perpendicular ao campo elétrico uniforme de in- tensidade 2,0∙1010 V/m, o trabalho realizado será de 1,0 mJ. 4. O mecanismo de formação das nuvens de tempestade provoca a separação de cargas elétricas no interior da nuvem, criando uma diferença de potencial elétrico U entre a base da nuvem e o solo. Ao se atingir certo valor de potencial elétrico, ocorre uma descarga elétrica, o raio. Suponha que, quando a diferença de potencial entre a nuvem e o solo atingiu o valor de 1,8∙108 V, ocorreu um raio que transferiu uma carga elétrica de 30 C em módulo, da nuvem para o solo, no intervalo de 200 ms. Calcule a intensidade média da corrente elétrica, em ampères, estabelecida pelo raio. Considerando que uma bateria de capacidade 50 A . h acumula energia para fornecer uma corrente de 50 A durante uma hora, calcule quantas baterias de 10 V e capacidade 50 A . h poderiam ser totalmente carregadas supondo que toda a quantidade de energia desse raio pudesse ser transferida a elas. Apresente os cálculos. 5. Uma carga elétrica puntiforme Q produz um campo elétrico de módulo 36∙103 N/C em um ponto situado a 1 cm de distância desta carga. Sobre o assunto, assinale o que for correto. 01) A força elétrica sobre uma carga de prova q = 2∙10-6 C, situada a 2 cm da carga Q é 5,4 N. 02) O trabalho da força elétrica atuante na carga de prova quando ela se desloca do ponto situado a 1 cm da carga Q ao ponto situado a 2 cm é 0,54∙10-3 J. 04) O potencial elétrico produzido pela carga Q num ponto situado a 2 cm de distância da carga é 90 V. 08) O campo elétrico gerado pela carga Q em um ponto situado a 2 cm dela é 9∙103 N/C. 16) O potencial elétrico produzido pela carga Q num ponto situado a 1 cm de distância da carga é 360 V. 173 E.O. 1. Considere a energia potencial elétrica arma- zenada em dois sistemas compostos por: (i) duas cargas elétricas de mesmo sinal; (ii) duas cargas de sinais opostos. A energia po- tencial no primeiro e no segundo sistema, respectivamente, a) aumenta com a distância crescente entre as cargas e diminui com a redução da separação. b) diminui com a distância decrescente entre as cargas e não depende da separação. c) aumenta com a distância crescente entre as cargas e não depende da separação. d) diminui com o aumento da distância entre as cargas e aumenta se a separação cresce. 2. Seja o sistema composto por duas cargas elétricas mantidas fixas a uma distância e cujas massas são desprezíveis. A energia po- tencial do sistema é: a) inversamente proporcional a 1/d2. b) proporcional a d2. c) proporcional a 1/d. d) proporcional a d. 3. As afirmativas abaixo dizem respeito à gran- deza potencial elétrico. Nesse âmbito, mar- que o que for correto. 01) O potencial elétrico é uma grandeza escalar. 02) O potencial elétrico pode ser medido em coulomb/segundo, grandeza esta que no sis- tema internacional é chamada de joule (J). 04) O potencial elétrico num ponto localizado a uma certa distância de uma carga elétrica negativa, é também negativo e independe do valor das cargas de prova que por ventura sejam ai colocadas. 08) Nas associações em série de capacitores, cada capacitor será submetido a mesma dife- rença de potencial da associação. 4. Muitos experimentos importantes para o de- senvolvimento científico ocorreram durante o século XIX. Entre eles, destaca-se a experi- ência de Millikan, que determinou a relação entre a carga q e a massa m de uma partí- cula eletrizada e que, posteriormente, leva- ria à determinação da carga e da massa das partículas elementares. No interior de um recipiente cilíndrico, em que será produzi- do alto vácuo, duas placas planas e paralelas, ocupando a maior área possível, são manti- das a uma curta distância d, e entre elas é estabelecida uma diferença de potencial elé- trico constante U. Variando-se d e U é pos- sível fazer com que uma partícula de massa m eletrizada com carga q fique equilibrada, mantida em repouso entre as placas. No local da experiência, a aceleração da gravidade é constante de intensidade g. Nessas condições, a relação q/m será dada por a) d.U 2 ____ g b) g.U2 _____ d c) d.g ___ U2 d) d.U ___ g e) d.g ___ U 5. Precipitador eletrostático é um equipamen- to que pode ser utilizado para remoção de pequenas partículas presentes nos gases de exaustão em chaminés industriais. O princí- pio básico de funcionamento do equipamen- to é a ionização dessas partículas, seguida de remoção pelo uso de um campo elétrico na região de passagem delas. Suponha que uma delas tenha massa m, adquira uma carga de valor q e fique submetida a um campo elétri- co de módulo E. A força elétrica sobre essa partícula é dada por a) mqE. b) mE/q c) q/E. d) qE. 6. Duas partículas carregadas de massas des- prezíveis encontram-se presas a uma mola de comprimento de repouso desprezível e de constante elástica k, como mostra a figura a seguir. Sabendo que as partículas têm carga Qa = 5 C e Qb = 3 C e que a mola, no equilíbrio, encontra-se estendida em 1 m determine: a) o módulo, direção e sentido da força que a partícula Qa faz na partícula Qb; b) a constante elástica k da mola; c) a força total atuando sobre a partícula Qa. 174 7. Em um plano xy de eixos perpendiculares, em cada um dos pontos A, B e C há uma par- tícula fixa, de massa m e carga elétrica Q, conforme figura a seguir. As distâncias AB e BC são iguais e de medida a. Seja F a intensidade da força elétrica exer- cida pela carga que está em A sobre a carga que está em C. Assinale a(s) proposição(ões) correta(s). Dado: para o cálculo do centro de massa utilize: Xcm = m1x1 + m2x2+ m3x3 ________________ m1 + m2 + m3 Ycm = m1y1 + m2y2+ m3y3 ________________ m1 + m2 + m3 01) O centro de massa do sistema de partículas tem coordenadas. ( a __ 3 , a __ 3 ) 02) A intensidade da força elétrica exercida pela carga que está em A sobre a carga que está em B é 2F. 04) Em relação ao ponto B, o módulo do momen- to da força exercida pela carga que está em A sobre a carga que está em C é F × a __ 2 . 08) A energia potencial elétrica do sistema das três cargas é nula. 16) As forças elétricas entre as cargas podem ser de atração. 8. A figura mostra três cargas elétricas pun- tiformes positivas, presas a fios de massas desprezíveis, separadas por uma distância d. As cargas estão apoiadas e em repouso sobre um plano horizontal sem atrito. Calcule o módulo da força de tração em cada um dos fios. 9. Duas cargas pontuais positivas +Q são fixa- das, uma no ponto -d e outra no ponto d do eixo OX. Na origem, em equilíbrio, encontra- -se uma partícula de massa m e carga +q. Suponha que um pequeno deslocamento x(|x|<d), ao longo do eixo OX, seja dado à partícula que estava na origem. a) Determine a força elétrica resultante que atua sobre a partícula em função do deslocamento x. b) Suponha que o deslocamento x seja muito pequeno, se comparado com a distância d, de modo que possamos considerar x2/d2 = 0, mes- mo quando x ≠ 0. Nesse caso, a partícula execu- ta um movimento harmônico simples em torno da origem. Determine a frequência desse MHS. 10. Considere um capacitor de placas paralelas com separação d e carregado com carga Q. So- bre a energia no capacitor, é correto afirmar que Q. a) está armazenada nas cargas elétricas das placas. b) é nula, pois a soma das cargas das placas é zero. c) é nula, pois a soma das cargas das placas é diferente de zero. d) está armazenada no campo elétrico gerado pelas cargas das placas. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO Um dos principais impactos das mudanças ambientais globais é o aumento da frequên- cia e da intensidade de fenômenos extremos, que quando atingem áreas ou regiões habi- tadas pelo homem, causam danos. Respon- sáveis por perdas significativas de caráter social, econômico e ambiental, os desastres naturais são geralmente associados a terre-motos, tsunamis, erupções vulcânicas, fura- cões, tornados, temporais, estiagens severas, ondas de calor etc. (Disponível em: <www.inpe.br>. Acesso em: 20 maio 2015.) 11. Leia o texto a seguir. Um raio é uma descarga elétrica na atmos- fera. Geralmente, ele começa com pequenas descargas elétricas dentro da nuvem, que li- beram os elétrons para iniciar o caminho de descida em direção ao solo. A primeira cone- xão com a terra é rápida e pouco luminosa para ser vista a olho nu. Quando essa des- carga, conhecida como “líder escalonado”, encontra-se a algumas dezenas de metros do solo, parte em direção a ela outra descarga com cargas opostas, chamada de “descarga conectante”. Forma-se então o canal do raio, um caminho ionizado e altamente condutor. É neste momento que o raio acontece com a máxima potência, liberando grande quanti- dade de luz e som. (Adaptado de: SABA, M. M. F. A Física das Tempestades e dos Raios. Física na Escola. v.2. n.1. 2001.) Com base no texto e nos conhecimentos so- bre eletrostática, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir. ( ) A maioria das descargas elétricas atmos- féricas ocorre quando o campo elétrico gerado pela diferença de cargas positivas e negativas é próximo de zero. 175 ( ) A corrente elétrica gerada pelo raio pro- duz um rápido aquecimento do ar, e sua inevitável expansão produz o som conhe- cido como trovão. ( ) A corrente elétrica gerada a partir de um raio pode ser armazenada e utilizada, posteriormente, para ligar o equivalente a 1000 lâmpadas de 100 watts. ( ) Para saber a distância aproximada em que um raio caiu, é preciso contar os segundos entre a observação do clarão e o som do tro- vão. Ao dividir o valor por 3, obtém-se a distância em quilômetros. ( ) A energia envolvida em um raio produz luz visível, som, raios X e ondas eletromagné- ticas com frequência na faixa de AM. Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta. a) V, V, F, F, V. b) V, F, V, V, F. c) V, F, F, F, V. d) F, V, F, V, V. e) F, F, V, V, F. 12. Duas placas metálicas planas A e B, dispostas paralela e verticalmente a uma distância mútua d, são eletrizadas com cargas iguais, mas de sinais opostos, criando um campo elétrico uniforme E → em seu interior, onde se produz um vácuo. A figura mostra algumas linhas de força na região mencionada. Uma partícula, de massa m e carga positiva q, é abandonada do repouso no ponto mé- dio M entre as placas. Desprezados os efeitos gravitacionais, essa partícula deverá atingir a placa ______ com velocidade v dada por ______. Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas. a) A; v = m . E . d _______ q b) A; v = q . E . d _______ m c) A; v = √ _______ q . E . d _______ m d) B; v = √ _______ m . E . d _______ q e) B; v = √ _______ q . E . d _______ m 13. As figuras A e B mostram duas regiões A e B, respectivamente, permeadas por campos elétricos. E produzidos por distribuições de cargas elétricas não mostradas nas figuras. Imersa em cada um desses campos, está uma molécula de água que é representada por um dipolo elétrico com carga elétrica igual a 2e, onde e é a carga elétrica do elétron. Considere as linhas dos campos elétricos e a linha que une as cargas do dipolo, contidas no mesmo plano e despreze modificações no campo elétrico das regiões devido à presença do dipolo. Com fundamentos no eletromag- netismo, analise as afirmações abaixo e assi- nale a(s) CORRETA(S). 01) O dipolo elétrico, que está na região B, não sofrerá torque devido às forças elétricas, porque o campo elétrico em que está imerso é uniforme. 02) O dipolo elétrico, que está na região A, so- frerá um torque no sentido horário, devido às forças elétricas. 04) O dipolo elétrico, que está na região B, está em equilíbrio de translação porque o campo elétrico em que está imerso é uniforme. 08) O dipolo elétrico, que está na região A, não está em equilíbrio de translação e sofrerá um movimento de rotação no sentido horário. 16) Ambos os dipolos não estão em equilíbrio de translação e serão arrastados na direção e no sentido das linhas que representam o campo elétrico. 176 14. A figura mostra uma disposição fixa de car- gas com uma separação d entre elas. O ponto P é um ponto sobre a linha que une as cargas. Se m e n são positivos, com m > n, e tais que a razão m/n é um quadrado per- feito, isto é, m/n = p2, determine os valores de x1 e x2 (x1 > x2) para os pontos nos quais o campo elétrico se anula para essa configu- ração. A relação x1/x2 é igual a a) 1 b) (p + 1) ______ (p - 1) c) (p2 + 1) _______ (p2 - 1) d) (p2 - p) _______ (p2 + p) 15. Considere um corpo metálico descarregado, AB, colocado em repouso em um campo elé- trico cujas linhas de força são mostradas na figura a seguir. Assinale o que for correto. 01) Em virtude da indução eletrostática no cor- po metálico, a sua extremidade A ficará ele- trizada negativamente e a sua extremidade B ficará eletrizada positivamente. 02) Nas proximidades da região A do corpo metá- lico, a intensidade do campo elétrico externo é maior do que nas proximidades da região B. 04) A força elétrica F → A, que age sobre a extremi- dade A do corpo metálico, aponta para a es- querda da figura. 08) A força elétrica F → B, que age sobre a extremi- dade B do corpo metálico, aponta para a di- reita da figura. 16) Sob a ação das forças F → A e F → B, o corpo metá- lico tenderá a se deslocar para a esquerda da figura. 32) Se as linhas de força do campo elétrico re- presentado na figura fossem paralelas e igualmente espaçadas,F → A apontaria para a direita e F → B apontaria para a esquerda. 64) Se as linhas de força do campo elétrico re- presentado na figura fossem paralelas e igualmente espaçadas, o corpo permaneceria em repouso. 16. Em uma impressão a jato de tinta, as letras são formadas por pequenas gotas de tinta que incidem sobre o papel. A figura mostra os principais elementos desse tipo de im- pressora. As gotas, após serem eletrizadas na unidade de carga, têm suas trajetórias modificadas no sistema de deflexão (placas carregadas), atingindo o papel em posições que dependem de suas cargas elétricas. Su- ponha que uma gota de massa m e de carga elétrica q, entre no sistema de deflexão com velocidade v0 ao longo do eixo x. Considere a diferença de potencial, V, entre as placas, o comprimento, L, das placas e a distância, d, entre elas. Se a gota descrever a trajetória mostrada na figura, pode-se afirmar que ( ) sua carga elétrica é positiva. ( ) L/v0 é o tempo necessário para ela atravessar o sistema de deflexão. ( ) o módulo de sua aceleração é qV/md. ( ) ocorre um aumento de sua energia potencial elétrica. 17. Considere a distribuição de cargas elétricas e os vetores 1, 2, 3, 4 e 5, representados a seguir. Essa distribuição de cargas elétricas cria um campo elétrico no ponto P que é MELHOR re- presentado pelo vetor 177 a) 1 b) 2 c) 3 d) 4 e) 5 18. A figura a seguir representa um campo elé- trico não uniforme, uma carga de prova q+ e cinco pontos quaisquer no interior do campo. O campo elétrico é mais intenso no ponto a) 1 b) 2 c) 3 d) 4 e) 5 19. Numa certa região do espaço sob vácuo, existe uma única carga puntiforme Q, que produz o campo elétrico E representado na figura abaixo, onde se pode observar ainda os pontos A e B, respectivamente sobre as superfícies equipotenciais S1 e S2. Sabe-se ainda que no ponto A o potencial elétrico é 180kV e a intensidade do campo elétrico é 9,0∙105 N/C e que no ponto B o potencial é 60kV. De acordo com estes da- dos e tendo em vista os conceitos relativos à eletrostática e os prefixos das unidades do Sistema Internacional, assinale a(s) alternativa(s) correta(s). ( ) A superfícieequipotencial S1 é uma su- perfície esférica com centro sobre a carga Q e com raio igual a 0,2m. ( ) A distância entre as superfícies equipo- tenciais S1 e S2 é igual a 0,4m. ( ) Conforme estes dados a carga Q é positiva e possui módulo igual a 4μC. ( ) Ao se colocar uma carga puntiforme q = +2 pC no ponto A, ela fica sujeita a uma força de intensidade igual a 1,8μN cujo sentido é oposto ao sentido do campo elétrico. ( ) A diferença de potencial entre os pontos A e B é VA– VB=120kV. ( ) O trabalho realizado pelo campo elétrico para levar uma carga igual a+3 pC do pon- to A até o ponto B é igual a 360nJ. ( ) A energia potencial elétrica do sistema é igual a 480mJ. 20. No vácuo (k0 = 9∙10 9 N∙m2 / C2), colocam-se as cargas QA = 48∙10 -6 C e QB = 16∙10 -6 C, res- pectivamente nos pontos A e B representa- dos anteriormente. O campo elétrico no pon- to C tem módulo igual a: a) 40∙105 N/C b) 45∙105 N/C c) 50∙105 N/C d) 55∙105 N/C e) 60∙105 N/C Gabarito E.O. 1. D 2. C 3. 01 + 04 = 05 4. E 5. D 6. a) F = K.15 N ; horizontal para direita. b) k = 15K N/m c) → FR =0 7. 01+02=03 8. T = 9Kq2 —— 4d2 9. a) F = � �22 2 4k0 Qqdx d x� b) F = 1π ( (k0Qqd / m 10. A 11. D 12. B 13. 02+04+08=14B 14. B 15. 01+02+04+08+16+64=95 16. FVVF 17. B 18. B 19. VVVFVVF 20. B 178 C N CIÊNCIAS DA NATUREZA QUÍMICA 1 181 Sala 1. (Upe-ssa) Na série Prison Break (FOX), Michael Scofield utiliza um composto chamado Kesslivol para corroer o aço e destruir a cerca de proteção da prisão SONA, no Panamá. Na verdade, o Kess- livol não existe, mas o aço pode ser corroído pela ação de um ácido forte e oxidante. Qual dos ácidos abaixo Scofield poderia usar para fugir da prisão? a) H3BO3 b) HCℓ c) HCN d) HNO3 e) CH3COOH 2. (G1 - ifce) Sobre as substâncias inorgânicas, é correto afirmar-se que a) os sais são compostos iônicos, portanto sólidos cristalinos com alto ponto de fusão e alto ponto de ebulição. b) os ácidos são compostos iônicos, pois conduzem corrente elétrica quando em solução aquosa. c) são compostos iônicos. d) os óxidos iônicos apresentam um não metal e um átomo de oxigênio. e) as bases neutralizam os sais formando água. 3. (G1 - col. naval) A chuva ácida é um fenômeno químico resultante do contato entre o vapor de água existente no ar, o dióxido de enxofre e os óxidos de nitrogênio. O enxofre é liberado, prin- cipalmente, por veículos movidos a combustível fóssil; os óxidos de nitrogênio, por fertilizantes. Ambos reagem com o vapor de água, originando, respectivamente, os ácidos sulfuroso, sulfídrico, sulfúrico e nítrico. Assinale a opção que apresenta, respectivamente a fórmula desses ácidos a) H2SO3, H2S, H2SO4, HNO3. b) H2SO3, H2SO4, H2S, HNO2. c) HSO4, HS, H2SO4, HNO3. d) HNO3, H2SO4, H2S, H2SO3. e) H2S, H2SO4, H2SO3, HNO3. 4. (Uerj 2018) No século XIX, o cientista Svante Arrhenius definiu ácidos como sendo as espécies químicas que, ao se ionizarem em solução aquosa, liberam como cátion apenas o íon H+. Considere as seguintes substâncias, que apresentam hidrogênio em sua composição: C2H6, H2SO4, NaOH, NH4Cℓ Dentre elas, aquela classificada como ácido, segundo a definição de Arrhenius, é: a) C2H6 b) H2SO4 c) NaOH d) NH4Cℓ 5. (Uerj 2018) O cloreto de sódio, principal composto obtido no processo de evaporação da água do mar, apresenta a fórmula química NaCℓ. Esse composto pertence à seguinte função química: a) sal b) base c) ácido d) óxido QUÍMICA 1 ÁCIDOS CIÊNCIAS DA NATUREZA e suas tecnologias 182 E.O. 1. (Uepg 2016) As chuvas ácidas podem ter diferentes composições dependendo do local onde são formadas, as mais nocivas são for- madas em grandes centros industriais, onde há queima de combustíveis fósseis (gasoli- na, óleo diesel, etc.). Alguns dos poluentes, produzidos na queima dos combustíveis fós- seis, que causam a chuva ácida são: o dióxido de enxofre e o dióxido de carbono. Sobre a chuva ácida, assinale o que for cor- reto. 01) As fórmulas moleculares do dióxido de enxo- fre e do dióxido de carbono são, respectiva- mente, SO2 e CO2. 02) O dióxido de enxofre é oxidado a trióxido de enxofre que reage com a água presente na atmosfera, produzindo o ácido sulfúrico. 04) O dióxido de carbono é um óxido básico. 08) A chuva ácida não promove a corrosão de metais, porque os ácidos produzidos nesse fenômeno são ácidos fracos. 16) A fórmula molecular do ácido sulfúrico é H2SO3. 2. (Ufsc) Em abril de 2015, toneladas de car- bonato de potássio foram apreendidas em Itapemirim (ES). O material, que seria uti- lizado em uma fábrica de chocolate, poderia estar contaminado e provocar danos graves à saúde. A carga estava em um tanque ge- ralmente utilizado para transportar combus- tível e seria levada para a Região Nordeste. O carbonato de potássio é um sólido bran- co empregado na fabricação de sabão, vidro e porcelana e como agente tamponante na produção de hidromel e vinho. Disponível em: <http://g1.globo.com/espirito- santo/noticia/2015/04/toneladas-de-carga- quimica-sao-apreendidas-em-itapemirim-es. html>. [Adaptado]. Acesso em: 22 ago. 2015. Dados: K = 39,1; C = 12,0; O = 16,0. Sobre o assunto tratado acima, é CORRETO afirmar que: 01) o carbonato de potássio é um sal básico for- mado pela reação de neutralização entre o carbonato de cálcio e o hidróxido de potássio. 02) o número de oxidação do átomo de carbono presente no carbonato de potássio é +2. 04) a fórmula mínima do carbonato de potássio é K2CO3. 08) o átomo neutro de potássio possui 19 pró- tons, ao passo que o íon K+ possui 18 elé- trons. 16) o átomo neutro de potássio apresenta dois elétrons na sua camada de valência. 32) o íon carbonato é monovalente. 64) para preparar 500 ml de solução aquosa con- tendo carbonato de potássio 0,0100 mol/L são necessários 691 mg de carbonato de po- tássio. 3. (Espcex (Aman) 2018) Conversores catalí- ticos (catalisadores) de automóveis são uti- lizados para reduzir a emissão de poluentes tóxicos. Poluentes de elevada toxicidade são convertidos a compostos menos tóxi- cos. Nesses conversores, os gases resultantes da combustão no motor e o ar passam por substâncias catalisadoras. Essas substâncias aceleram, por exemplo, a conversão de mo- nóxido de carbono (CO) em dióxido de car- bono (CO2) e a decomposição de óxidos de nitrogênio como o NO, N2O e o NO2 (denomi- nados NOx) em gás nitrogênio (N2) e gás oxi- gênio (O2). Referente às substâncias citadas no texto e às características de catalisadores, são feitas as seguintes afirmativas: I. a decomposição catalítica de óxidos de nitrogênio produzindo o gás oxigênio e o gás nitrogênio é classificada como uma reação de oxidorredução; II. o CO2 é um óxido ácido que, ao reagir com água, forma o ácido carbônico; III. catalisadores são substâncias que iniciam as reações químicas que seriam impossí- veis sem eles, aumentando a velocidade e também a energia de ativação da reação; IV. o CO é um óxido básico que, ao reagir com água, forma uma base; V. a molécula do gás carbônico (CO2) apre- senta geometria espacial angular. Das afirmativas feitas estão corretas apenas a a) I e II. b) II e V. c) III e IV. d) I, III e V. e) II, IV e V. 4. (G1 - cftmg 2018) Muitas substâncias quí- micas são utilizadas com a finalidade de pre- venir e tratar doenças, um exemplo é o do óxido presente nos cremes contra assaduras, dermatites que afetam bebês nos seus pri- meiros meses de vida. Geralmente essas der- matites acometem a região da pele coberta pela fralda. (CISCATO, C.A.M, PEREIRA, L.F., CHEMELLO, E., PROTI, P.B. Química, Vol. 1, 1ª ed., São Paulo: Editora Moderna, 2016.) A substância que pode corresponder àquela citada como exemplo no texto, é o a) ZnO. b) NaCℓ. c) HNO3. d) Ca(OH)2. 183 5. (G1 - cftmg 2018) Em 2011 uma carreta que transportava 19 mil litros de soda cáustica(NaOH) tombou na BR-101 próximo ao Rio Pium em Natal/RN. Com a finalidade de mi- nimizar os efeitos nocivos deste produto, a empresa responsável pelo veículo providen- ciou um caminhão com cerca de 20 mil litros de um líquido capaz de neutralizar a soda cáustica presente na área afetada. Disponível em <http://www.tribunadonorte. com.br/noticia/soda-caustica-vazou-para-orio- pium/181781>. Acesso em: 10 set. 2017 (adaptado). O líquido que poderia ser utilizado nesse procedimento é o(a) a) vinagre. b) água destilada. c) leite de magnésia. d) solução de bicarbonato de sódio. 6. (Uerj 2018) As reações a seguir foram re- alizadas em um laboratório, em condições idênticas de temperatura e pressão, para o recolhimento dos gases indicados pelas le- tras A e B. I. CaCO3(s) → CaO(s) + A(g) II. Mg(s) + 2 HCℓ(aq) → MgCℓ2(aq)+ B(g) Indique as fórmulas moleculares dos gases A e B nomeando aquele de maior massa molar. Nomeie, também, o sal formado na reação II. 7. (Fuvest 2018) O fogo é uma reação em cadeia que libera calor e luz. Três de seus componentes fundamentais são combustí- vel, comburente (geralmente o O2 atmosfé- rico), que são os reagentes, e calor, que faz os reagentes alcançarem a energia de ativa- ção necessária para a ocorrência da reação. Retirando-se um desses três componentes, o fogo é extinto. Para combater princípios de incêndio em ambientes domésticos e comerciais, são uti- lizados extintores de incêndio, equipamen- tos que contêm agentes extintores, isto é, substâncias ou misturas pressurizadas que retiram pelo menos um dos componentes fundamentais do fogo, extinguindo-o. Três dos agentes extintores mais comuns são água, bicarbonato de sódio e dióxido de car- bono. a) Em qual dos três componentes do fogo (combustível, comburente ou calor) agem, respectivamente, a água pressurizada e o di- óxido de carbono pressurizado, de forma a extingui-lo? Justifique. b) A descarga inadvertida do extintor conten- do dióxido de carbono pressurizado em um ambiente pequeno e confinado constitui um risco à saúde das pessoas que estejam nesse ambiente. Explique o motivo. c) O agente extintor bicarbonato de sódio (NaHCO3) sofre, nas temperaturas do fogo, decomposição térmica total formando um gás. Escreva a equação química balanceada que representa essa reação. 8. (Ufrgs 2017) Os compostos inorgânicos en- contram amplo emprego nas mais diversas aplicações. Na Coluna 1, abaixo, estão lista- dos cinco compostos inorgânicos; na coluna 2, diferentes possibilidades de aplicação. Coluna 1 1. Mg(OH)2 2. HCℓO 3. H2SO4 4. NaOH 5. H3PO4 Coluna 2 ( ) Usado em baterias ( ) Antiácido ( ) Usado em refrigerantes ( ) Usado em produtos de limpeza A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é a) 5 – 1 – 3 – 4. b) 1 – 2 – 3 – 5. c) 3 – 4 – 1 – 2. d) 4 – 1 – 5 – 4. e) 3 – 1 – 5 – 2. 9. (Enem (Libras) 2017) Realizou-se um expe- rimento, utilizando-se o esquema mostrado na figura, para medir a condutibilidade elé- trica de soluções. Foram montados cinco kits contendo, cada um, três soluções de mesma concentração, sendo uma de ácido, uma de base e outra de sal. Os kits analisados pelos alunos foram: Kit Solução 1 Solução 2 Solução 3 1 H3BO3 Mg(OH)2 AgBr 2 H3PO4 Ca(OH)2 KCℓ 3 H2SO4 NH3 ∙(H2O) AgBr 4 HCℓO4 NaOH NaCℓ 5 HNO3 Zn(OH)2 CaSO4 184 Qual dos kits analisados provocou o acendi- mento da lâmpada com um brilho mais in- tenso nas três soluções? a) Kit 1. b) Kit 2. c) Kit 3. d) Kit 4. e) Kit 5. 10. (Ufjf-pism 1 2017) O H2S é encontrado tanto em solução aquosa (solúvel em água) quan- to na forma gasosa. É altamente tóxico, in- flamável, irritante, além de apresentar odor característico semelhante ao de ovos podres. Com base nas características do H2S respon- da os itens abaixo. a) Qual a função inorgânica do H2S? b) Escreva a estrutura de Lewis para o H2S .Qual o tipo de geometria molecular existente? c) Com base nas forças intermoleculares, justi- fique o fato do H2S também ser encontrado na forma gasosa, a partir da decomposição de matéria orgânica. d) O H2S conduz corrente elétrica quando dis- solvido em água? Justifique. 11. (Uem-pas 2017) “A pedra, ao mergulhar, um gás produz, que, ao arder no ar, resulta em luz”. Sobre esse trecho e sobre as reações dadas a seguir, assinale o que for correto. Reação I CaC2(s) + 2 H2O(ℓ) → Ca(OH)2(s) + C2H2(g) Reação II C2H2(g) + 5 O2(g) → 4 CO2(g) + 2 H2 O(ℓ) + luz 01) A pedra a que o trecho se refere é o sal carbe- to de cálcio. 02) O gás que arde no ar é o CO2. 04) Como um dos produtos da Reação I, notamos a formação de um hidróxido de metal alcalino terroso. 08) O produto ácido da Reação I pode ser total- mente neutralizado pela adição de um rea- gente alcalino como o HCℓ na proporção 1:1. 16) A interação química entre os dois produtos da Reação II leva à formação de ácido carbônico. 12. (Famerp 2017) Considere os seguintes óxi- dos: CaO, CO, N2O, CO2, NO2 e K2O. Dentre os óxidos citados, aqueles que intera- gem com água originando soluções aquosas com pH > 7 a 25 °C são a) N2O e NO2 b) CaO e K2O c) K2O e N2O d) CO2 e NO2 e) CaO e CO 13. (Uefs 2017) O ácido bórico, H3BO3 em baixas concentrações, é utilizado no tratamento de infecções do canal auditivo externo, infla- mação nos olhos, irritação da pele, irritação dos olhos, picada de insetos e queimaduras leves. Entretanto, em algumas pessoas, o contato com o ácido bórico pode causar rea- ções alérgicas, irritação nos olhos e do siste- ma respiratório. Em doses elevadas, o ácido bórico é frequentemente utilizado como in- seticida para matar baratas, formigas, pul- gas e muitos outros insetos. Sobre o ácido bórico, é correto afirmar: a) É um ácido fraco e pode ser preparado pela reação de B2O3 com água. b) O átomo de boro, nesse composto, realiza seis ligações covalentes simples e possui ge- ometria molecular igual a do SF6. c) O átomo de boro, nesse composto, possui oito elétrons na camada de valência e, com isso, possui seu subnível de energia p preen- chido com seis elétrons. d) A reação de neutralização desse ácido com hidróxido de cálcio produz CaBO3 e água. e) Nesse composto, o átomo de boro, por ser menos eletronegativo que o oxigênio, doa seus elétrons de valência aos átomos de oxi- gênio, atingindo assim uma configuração de gás nobre. 14. (Upe-ssa 2 2017) A semeadura de nuvens atualmente é usada em todo o mundo para otimizar a precipitação, tanto de chuva quanto de neve e, ao mesmo tempo, inibir o granizo e a neblina. E ela funciona. Esse tipo de semeadura tem efeito ao espalhar partículas microscópicas, a fim de afetar o desenvolvimento da condensação, agindo como núcleos de gelo artificiais. Insolúveis na água, tais partículas funcionam como su- porte para o crescimento dos cristais de gelo. Para tal propósito, utiliza-se frequentemen- te determinado sal. Ele possui uma estrutura cristalina similar à do gelo e forma um recife artificial onde os cristais podem crescer. Adaptado de: http://gizmodo.uol.com. br/semeadura-de-nuvens/ Que sal é utilizado para semear as nuvens? a) AgCℓ b) KCℓ c) NaCℓ d) AgNO3 e) KNO3 185 15. (G1 - cps 2017) Em um trabalho interdisciplinar, o professor de redação pede aos alunos que fa- çam um poema que seria denominado “Cienciando”, usando o estudo de Ciências. Observe um desses poemas, em que o aluno cita algumas funções químicas. Cienciando Periódica a nossa reação Com ácido e base Sem óxidos A produzir um sal A perfeita neutralização Com ácido clorídrico e soda cáustica Que não forme precipitado Nem par conjugado. Um exemplo de cada função, na ordem em que aparecem na primeira estrofe do poema, está pre- sente na alternativa a) NaOH HCℓ CO2 NaCℓ b) NaOH NaCℓ CO2 HCℓ c) HCℓ NaOH CO2 NaCℓ d) HCℓ NaOH NaCℓ CO2 e) HCℓ NaCℓ NaOH CO2 TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO Recentemente as denúncias das Operações