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APÊNDICE
C N
CIÊNCIAS DA
NATUREZA
C
CIÊNCIAS
HUMANAS
HL
LINGUAGENS
E CÓDIGOS
C M
MATEMÁTICA
T
APÊNDICE - 1ª SEMANA
SUMÁRIO
 LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS
ENTRE LETRAS
GRAMÁTICA 5
INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS 17
LITERATURA 27
REDAÇÃO 37
INGLÊS 43
ESPANHOL 53
 CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS
HISTÓRIA
HISTÓRIA GERAL 63
HISTÓRIA DO BRASIL 71
GEOGRAFIA
GEOGRAFIA 1 79
GEOGRAFIA 2 89
FILOSOFIA 101
SOCIOLOGIA 109
 CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
BIOLOGIA
BIOLOGIA 1 115
BIOLOGIA 2 127
BIOLOGIA 3 139
FÍSICA
FÍSICA 1 149
FÍSICA 2 159
FÍSICA 3 169
QUÍMICA
QUÍMICA 1 179
QUÍMICA 2 189
QUÍMICA 3 201
 MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS
MATEMÁTICA
MATEMÁTICA 1 215
MATEMÁTICA 2 225
MATEMÁTICA 3 233
GRAMÁTICA L C
LINGUAGENS
E CÓDIGOS
6
Sala
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
A CONDIÇÃO HUMANA
Leia o trecho do livro Bem-vindo ao deserto do real!, de Slavoj Žižek, para responder à(s) 
questão(ões) a seguir.
 Numa antiga anedota que circulava na hoje falecida República Democrática Alemã, um operário 
alemão consegue um emprego na Sibéria; sabendo que toda correspondência será lida pelos cen-
sores, ele combina com os amigos: “Vamos combinar um código: se uma carta estiver escrita em 
tinta azul, o que ela diz é verdade; se estiver escrita em tinta vermelha, tudo é mentira.” Um mês 
depois, os amigos recebem uma carta escrita em tinta azul: “Tudo aqui é maravilhoso: as lojas 
vivem cheias, a comida é abundante, os apartamentos são grandes e bem aquecidos, os cinemas 
exibem filmes do Ocidente, há muitas garotas, sempre prontas para um programa – o único senão 
é que não se consegue encontrar tinta vermelha.” Neste caso, a estrutura é mais refinada do que 
indicam as aparências: apesar de não ter como usar o código combinado para indicar que tudo o 
que está dito é mentira, mesmo assim ele consegue passar a mensagem. Como? Pela introdução da 
referência ao código, como um de seus elementos, na própria mensagem codificada.
(Bem-vindo ao deserto do real!, 2003.)
1. (Unesp 2018) “Um mês depois, os amigos recebem uma carta escrita em tinta azul [...].”
 Assinale a alternativa que expressa, na voz passiva, o conteúdo dessa oração. 
a) Um mês depois, uma carta escrita em tinta azul seria recebida pelos amigos. 
b) Os amigos deveriam ter recebido, um mês depois, uma carta escrita em tinta azul. 
c) Um mês depois, uma carta escrita em tinta azul foi recebida pelos amigos. 
d) Um mês depois, uma carta escrita em tinta azul é recebida pelos amigos. 
e) Os amigos receberiam, um mês depois, uma carta escrita em tinta azul. 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
Para responder à(s) questão(ões), leia o trecho da obra Os sertões, de Euclides da Cunha (1866 – 
1909), em que se narram eventos referentes a uma das expedições militares enviadas pelo governo 
federal para combater Antônio Conselheiro e seus seguidores sediados em Canudos.
Oitocentos homens desapareciam em fuga, abandonando as espingardas; arriando as padiolas, em 
que se estorciam feridos; jogando fora as peças de equipamento; desarmando-se; desapertando 
os cinturões, para a carreira desafogada; e correndo, correndo ao acaso, correndo em grupos, em 
bandos erradios, correndo pelas estradas e pelas trilhas que as recortam, correndo para o recesso 
das caatingas, tontos, apavorados, sem chefes...
Entre os fardos atirados à beira do caminho ficara, logo ao desencadear-se o pânico – tristíssimo 
pormenor! – o cadáver do comandante. Não o defenderam. Não houve um breve simulacro de re-
pulsa contra o inimigo, que não viam e adivinhavam no estrídulo dos gritos desafiadores e nos 
estampidos de um tiroteio irregular e escasso, como o de uma caçada. Aos primeiros tiros os ba-
talhões diluíram-se.
Apenas a artilharia, na extrema retaguarda, seguia vagarosa e unida, solene quase, na marcha 
GRAMÁTICA
VERBOS: NOÇÕES PRELIMINARES, MODOS INDICATIVO, SUBJUNTIVO E IMPERATIVO 
E VOZES VERBAIS
LINGUAGENS, CÓDIGOS e suas tecnologias
7
habitual de uma revista, em que parava de quando em quando para varrer a disparos as macegas 
traiçoeiras; e prosseguindo depois, lentamente, rodando, inabordável, terrível...
[...]
Um a um tombavam os soldados da guarnição estoica. Feridos ou espantados os muares da tração 
empacavam; torciam de rumo; impossibilitavam a marcha.
A bateria afinal parou. Os canhões, emperrados, imobilizaram-se numa volta do caminho...
O coronel Tamarindo, que volvera à retaguarda, agitando-se destemeroso e infatigável entre os 
fugitivos, penitenciando-se heroicamente, na hora da catástrofe, da tibieza anterior, ao deparar 
com aquele quadro estupendo, procurou debalde socorrer os únicos soldados que tinham ido a Ca-
nudos. Neste pressuposto ordenou toques repetidos de “meia-volta, alto!”. As notas das cornetas, 
convulsivas, emitidas pelos corneteiros sem fôlego, vibraram inutilmente. Ou melhor – aceleraram 
a fuga. Naquela desordem só havia uma determinação possível: “debandar!”.
Debalde alguns oficiais, indignados, engatilhavam revólveres ao peito dos foragidos. Não havia 
contê-los. Passavam; corriam; corriam doudamente; corriam dos oficiais; corriam dos jagunços; 
e ao verem aqueles, que eram de preferência alvejados pelos últimos, caírem malferidos, não se 
comoviam. O capitão Vilarim batera-se valentemente quase só e ao baquear, morto, não encontrou 
entre os que comandava um braço que o sustivesse. Os próprios feridos e enfermos estropiados 
lá se iam, cambeteando, arrastando-se penosamente, imprecando os companheiros mais ágeis...
As notas das cornetas vibravam em cima desse tumulto, imperceptíveis, inúteis...
Por fim cessaram. Não tinham a quem chamar. A infantaria desaparecera...
(Os sertões, 2016.) 
2. (Unifesp 2018) Em “Um a um tombavam os soldados da guarnição estoica.” (4º parágrafo), o 
termo destacado é um 
a) verbo transitivo direto e indireto. 
b) verbo intransitivo. 
c) verbo transitivo indireto. 
d) verbo de ligação. 
e) verbo transitivo direto. 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
Leia o trecho inicial do conto “A doida”, de Carlos Drummond de Andrade, para responder à(s) 
questão(ões) a seguir.
A doida habitava um chalé no centro do jardim maltratado. E a rua descia para o córrego, onde 
os meninos costumavam banhar-se. Era só aquele chalezinho, à esquerda, entre o barranco e um 
chão abandonado; à direita, o muro de um grande quintal. E na rua, tornada maior pelo silêncio, 
o burro que pastava. Rua cheia de capim, pedras soltas, num declive áspero. Onde estava o fiscal, 
que não mandava capiná-la?
Os três garotos desceram manhã cedo, para o banho e a pega de passarinho. Só com essa intenção. 
Mas era bom passar pela casa da doida e provocá-la. As mães diziam o contrário: que era horro-
roso, poucos pecados seriam maiores. Dos doidos devemos ter piedade, porque eles não gozam 
dos benefícios com que nós, os sãos, fomos aquinhoados. Não explicavam bem quais fossem esses 
benefícios, ou explicavam demais, e restava a impressão de que eram todos privilégios de gente 
adulta, como fazer visitas, receber cartas, entrar para irmandades. E isso não comovia ninguém. 
A loucura parecia antes erro do que miséria. E os três sentiam-se inclinados a 1lapidar a doida, 
isolada e agreste no seu jardim.
Como era mesmo a cara da doida, poucos poderiam dizê-lo. Não aparecia de frente e de corpo intei-
ro, como as outras pessoas, conversando na calma. Só o busto, recortado numa das janelas da fren-
te, as mãos magras, ameaçando. Os cabelos, brancos e desgrenhados. E a boca inflamada, soltando 
xingamentos, pragas, numa voz rouca. Eram palavras da Bíblia misturadas a termos populares, dos 
quais alguns pareciam escabrosos, e todos fortíssimos na sua cólera.
Sabia-se confusamente que a doida tinha sido moça igual às outras no seu tempo remoto (contava 
mais de sessenta anos, e loucura e idade, juntas, lhe lavraram o corpo). Corria, com variantes, a 
história de que fora noiva de um fazendeiro, e o casamento uma festa estrondosa; mas na própria 
noite de núpcias o homem a repudiara, Deus sabepor que razão. O marido ergueu-se terrível e em-
purrou-a, no calor do bate-boca; ela rolou escada abaixo, foi quebrando ossos, arrebentando-se. Os 
dois nunca mais se veriam. Já outros contavam que o pai, não o marido, a expulsara, e esclareciam 
8
que certa manhã o velho sentira um amargo diferente no café, ele que tinha dinheiro grosso e 
estava custando a morrer – mas nos 2racontos antigos abusava-se de veneno. De qualquer modo, 
as pessoas grandes não contavam a história direito, e os meninos deformavam o conto. Repudiada 
por todos, ela se fechou naquele chalé do caminho do córrego, e acabou perdendo o juízo. Perdera 
antes todas as relações. Ninguém tinha ânimo de visitá-la. O padeiro mal jogava o pão na caixa de 
madeira, à entrada, e eclipsava-se. Diziam que nessa caixa uns primos generosos mandavam pôr, à 
noite, provisões e roupas, embora oficialmente a ruptura com a família se mantivesse inalterável. 
Às vezes uma preta velha arriscava-se a entrar, com seu cachimbo e sua paciência educada no cati-
veiro, e lá ficava dois ou três meses, cozinhando. Por fim a doida enxotava-a. E, afinal, empregada 
nenhuma queria servi-la. Ir viver com a doida, pedir a bênção à doida, jantar em casa da doida, 
passaram a ser, na cidade, expressões de castigo e símbolos de 3irrisão.
Vinte anos de uma tal existência, e a legenda está feita. Quarenta, e não há mudá-la. O sentimen-
to de que a doida carregava uma culpa, que sua própria doidice era uma falta grave, uma coisa 
aberrante, instalou-se no espírito das crianças. E assim, gerações sucessivas de moleques passa-
vam pela porta, fixavam cuidadosamente a vidraça e lascavam uma pedra. A princípio, como justa 
penalidade. Depois, por prazer. Finalmente, e já havia muito tempo, por hábito. Como a doida res-
pondesse sempre furiosa, criara-se na mente infantil a ideia de um equilíbrio por compensação, 
que afogava o remorso.
Em vão os pais censuravam tal procedimento. Quando meninos, os pais daqueles três tinham feito 
o mesmo, com relação à mesma doida, ou a outras. Pessoas sensíveis lamentavam o fato, sugeriam 
que se desse um jeito para internar a doida. Mas como? O hospício era longe, os parentes não se 
interessavam. E daí – explicava-se ao forasteiro que porventura estranhasse a situação – toda ci-
dade tem seus doidos; quase que toda família os tem. Quando se tornam ferozes, são trancados no 
sótão; fora disto, circulam pacificamente pelas ruas, se querem fazê-lo, ou não, se preferem ficar 
em casa. E doido é quem Deus quis que ficasse doido... Respeitemos sua vontade. Não há remédio 
para loucura; nunca nenhum doido se curou, que a cidade soubesse; e a cidade sabe bastante, ao 
passo que livros mentem.
(Contos de aprendiz, 2012.)
 § 1lapidar: apedrejar.
 § 2raconto: relato, narrativa.
 § 3irrisão: zombaria.
 3 (Unifesp 2019) “Como a doida respondesse sempre furiosa, criara-se na mente infantil a ideia 
de um equilíbrio por compensação, que afogava o remorso.” (5º parágrafo)
Em relação ao trecho que o sucede, o trecho sublinhado expressa ideia de 
a) finalidade. 
b) causa. 
c) proporção. 
d) comparação. 
e) consequência. 
 4. (Unicamp 2018) O brasileiro João Guimarães Rosa e o irlandês James Joyce são autores reveren-
ciados pela inventividade de sua linguagem literária, em que abundam neologismos. Muitas vezes, 
por essa razão, Guimarães Rosa e Joyce são citados como exemplos de autores "praticamente intra-
duzíveis". Mesmo sem ter lido os autores, é possível identificar alguns dos seus neologismos, pois 
são baseados em processos de formação de palavras comuns ao português e ao inglês.
Entre os recursos comuns aos neologismos de Guimarães Rosa e de James Joyce, estão:
i. Onomatopeia (formação de uma palavra a partir de uma reprodução aproximada de um som 
natural, utilizando-se os recursos da língua); e
ii. Derivação (formação de novas palavras pelo acréscimo de prefixos ou sufixos a palavras já exis-
tentes na língua).
Os neologismos que aparecem nas opções abaixo foram extraídos de obras de Guimarães Rosa (GR) 
e James Joyce (JJ). Assinale a opção em que os processos (i) e (ii) estão presentes: 
9
a) Quinculinculim (GR, No Urubuquaquá, no Pinhém) e tattarrattat (JJ, Ulisses). 
b) Transtrazer (GR, Grande sertão: veredas) e monoideal (JJ, Ulisses). 
c) Rtststr (JJ, Ulisses) e quinculinculim (GR, No Urubuquaquá, no Pinhém).
d) Tattarrattat (JJ, Ulisses) e inesquecer-se (GR, Ave, Palavra). 
 5. (Unicamp 2017) 
 
Do ponto de vista da norma culta, é correto afirmar que “coisar” é 
a) uma palavra resultante da atribuição do sentido conotativo de um verbo qualquer ao substan-
tivo “coisa”. 
b) uma palavra resultante do processo de sufixação que transforma o substantivo “coisa” no verbo 
“coisar”. 
c) uma palavra que, graças a seu sentido universal, pode ser usada em substituição a todo e qual-
quer verbo não lembrado. 
d) uma palavra que resulta da transformação do substantivo “coisa” em verbo “coisar”, reiterando 
um esquecimento. 
 
10
E.O.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
 Leia o trecho do conto “Pai contra mãe”, de Machado de Assis (1839-1908), para responder à(s) 
questão(ões).
A escravidão levou consigo ofícios e aparelhos, como terá sucedido a outras instituições sociais. 
Não cito alguns aparelhos senão por se ligarem a certo ofício. Um deles era o ferro ao pescoço, 
outro o ferro ao pé; havia também a máscara de folha de flandres. A máscara fazia perder o vício 
da embriaguez aos escravos, por lhes tapar a boca. Tinha só três buracos, dois para ver, um para 
respirar, e era fechada atrás da cabeça por um cadeado. Com o vício de beber, perdiam a tentação 
de furtar, porque geralmente era dos vinténs do senhor que eles tiravam com que matar a sede, e aí 
ficavam dois pecados extintos, e a sobriedade e a honestidade certas. Era grotesca tal máscara, mas 
a ordem social e humana nem sempre se alcança sem o grotesco, e alguma vez o cruel. Os funileiros 
as tinham penduradas, à venda, na porta das lojas. Mas não cuidemos de máscaras.
O ferro ao pescoço era aplicado aos escravos fujões. Imaginai uma coleira grossa, com a haste 
grossa também, à direita ou à esquerda, até ao alto da cabeça e fechada atrás com chave. Pesava, 
naturalmente, mas era menos castigo que sinal. Escravo que fugia assim, onde quer que andasse, 
mostrava um reincidente, e com pouco era pegado.
Há meio século, os escravos fugiam com frequência. Eram muitos, e nem todos gostavam da escra-
vidão. Sucedia ocasionalmente apanharem pancada, e nem todos gostavam de apanhar pancada. 
Grande parte era apenas repreendida; havia alguém de casa que servia de padrinho, e o mesmo 
dono não era mau; além disso, o sentimento da propriedade moderava a ação, porque dinheiro 
também dói. A fuga repetia-se, entretanto. Casos houve, ainda que raros, em que o escravo de 
contrabando, apenas comprado no Valongo, deitava a correr, sem conhecer as ruas da cidade. Dos 
que seguiam para casa, não raro, apenas ladinos, pediam ao senhor que lhes marcasse aluguel, e 
iam ganhá-lo fora, quitandando.
Quem perdia um escravo por fuga dava algum dinheiro a quem lho levasse. Punha anúncios nas 
folhas públicas, com os sinais do fugido, o nome, a roupa, o defeito físico, se o tinha, o bairro por 
onde andava e a quantia de gratificação. Quando não vinha a quantia, vinha promessa: “gratificar-
-se-á generosamente” – ou “receberá uma boa gratificação”. Muita vez o anúncio trazia em cima ou 
ao lado uma vinheta, figura de preto, descalço, correndo, vara ao ombro, e na ponta uma trouxa. 
Protestava-se com todo o rigor da lei contra quem o acoitasse.
Ora, pegar escravos fugidios era um ofício do tempo. Não seria nobre, mas por ser instrumento 
da força com que se mantêm a lei e a propriedade, trazia esta outra nobreza implícita das ações 
reivindicadoras. Ninguém se metia em tal ofício por desfastio ou estudo; a pobreza, a necessidade 
de uma achega, a inaptidão para outros trabalhos, o acaso, e alguma vez o gosto de servir também, 
aindaque por outra via, davam o impulso ao homem que se sentia bastante rijo para pôr ordem à 
desordem.
(Contos: uma antologia, 1998.)
1. (Unesp 2018) “Quem perdia um escravo por fuga dava algum dinheiro a quem lho levasse.” (4º 
parágrafo)
Na oração em que está inserido, o termo destacado é um verbo que pede 
a) apenas objeto direto, representado pelo vocábulo “lho”. 
b) objeto direto e objeto indireto, ambos representados pelo vocábulo “lho”. 
c) objeto direto, representado pelo vocábulo “dinheiro”, e objeto indireto, representado pelo vo-
cábulo “lho”. 
d) apenas objeto indireto, representado pelo vocábulo “quem”. 
e) objeto direto, representado pelo vocábulo “dinheiro”, e objeto indireto, representado pelo vo-
cábulo “quem”. 
2. (Fuvest 2019) I. Diante da dificuldade, municípios de diferentes regiões do país realizaram um 
segundo “dia D” neste sábado. O primeiro ocorreu em 18 de agosto. A adesão, no entanto, ainda 
ficou abaixo do esperado. Agora, a recomendação é que estados e municípios façam busca ativa 
para garantir que todo o público-alvo da campanha seja vacinado.
 (Folha de S. Paulo. São Paulo. 03/09/2018.)
11
II. Pensar sobre a vaga, buscar conhecer a 
empresa e o que ela busca já faz de você al-
guém especial. Muitos que procuram o bal-
cão de emprego não compreendem que os 
detalhes são fundamentais para conseguir a 
recolocação. Agora, não pense que você vai 
conseguir na primeira investida, a busca por 
um novo emprego requer paciência e persis-
tência, tenha você 20 anos ou 50. (Balcão de 
Emprego. Disponível em: <https://emprega-
brasil.com.br/>)
O termo “Agora” pode ser substituído, res-
pectivamente, em I e II e sem prejuízo de 
sentidos nos dois textos, por 
a) Neste momento; Por conseguinte. 
b) Neste ínterim; De fato. 
c) Portanto; Ademais. 
d) Todavia; Então. 
e) Doravante; Mas. 
TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES: 
Leia o trecho do romance S. Bernardo, de 
Graciliano Ramos, para responder à(s) 
questão(ões) a seguir.
O caboclo mal-encarado que encontrei um 
dia em casa do Mendonça também se acabou 
em desgraça. Uma limpeza. Essa gente quase 
nunca morre direito. Uns são levados pela 
cobra, outros pela cachaça, outros matam-se.
Na pedreira perdi um. A alavanca soltou-se 
da pedra, bateu-lhe no peito, e foi a conta. 
Deixou viúva e órfãos miúdos. Sumiram-se: 
um dos meninos caiu no fogo, as lombrigas 
comeram o segundo, o último teve angina e 
a mulher enforcou-se.
Para diminuir a mortalidade e aumentar a 
produção, proibi a aguardente.
Concluiu-se a construção da casa nova. Julgo 
que não preciso descrevê-la. As partes prin-
cipais apareceram ou aparecerão; o resto é 
dispensável e apenas pode interessar aos 
arquitetos, homens que provavelmente não 
lerão isto. Ficou tudo confortável e bonito. 
Naturalmente deixei de dormir em rede. 
Comprei móveis e diversos objetos que entrei 
a utilizar com receio, outros que ainda hoje 
não utilizo, porque não sei para que servem.
Aqui existe um salto de cinco anos, e em cin-
co anos o mundo dá um bando de voltas.
Ninguém imaginará que, topando os obstá-
culos mencionados, eu haja procedido in-
variavelmente com segurança e percorrido, 
sem me deter, caminhos certos. Não senhor, 
não procedi nem percorri. Tive abatimentos, 
desejo de recuar; contornei dificuldades: 
muitas curvas. Acham que andei mal? A ver-
dade é que nunca soube quais foram os meus 
atos bons e quais foram os maus. Fiz coisas 
boas que me trouxeram prejuízo; fiz coisas 
ruins que deram lucro. E como sempre tive a 
intenção de possuir as terras de S. Bernardo, 
considerei legítimas as ações que me leva-
ram a obtê-las.
Alcancei mais do que esperava, mercê de 
Deus. Vieram-me as rugas, já se vê, mas o 
crédito, que a princípio se esquivava, agar-
rou-se comigo, as taxas desceram. E os ne-
gócios desdobraram-se automaticamente. 
Automaticamente. Difícil? Nada! Se eles en-
tram nos trilhos, rodam que é uma beleza. Se 
não entram, cruzem os braços. Mas se virem 
que estão de sorte, metam o pau: as tolices 
que praticarem viram sabedoria. Tenho visto 
criaturas que trabalham demais e não pro-
gridem. Conheço indivíduos preguiçosos que 
têm faro: quando a ocasião chega, desenros-
cam-se, abrem a boca – e engolem tudo.
Eu não sou preguiçoso. Fui feliz nas primei-
ras tentativas e obriguei a fortuna a ser-me 
favorável nas seguintes. Depois da morte do 
Mendonça, derrubei a cerca, naturalmente, 
e levei-a para além do ponto em que estava 
no tempo de Salustiano Padilha. Houve re-
clamações.
– Minhas senhoras, seu Mendonça pintou o 
diabo enquanto viveu. Mas agora é isto. E 
quem não gostar, paciência, vá à justiça.
Como a justiça era cara, não foram à justi-
ça. E eu, o caminho aplainado, invadi a terra 
do Fidélis, paralítico de um braço, e a dos 
Gama, que pandegavam no Recife, estudan-
do Direito. Respeitei o engenho do Dr. Maga-
lhães, juiz.
Violências miúdas passaram despercebidas. 
As questões mais sérias foram ganhas no 
foro, graças às chicanas de João Nogueira.
Efetuei transações arriscadas, endividei-me, 
importei maquinismos e não prestei atenção 
aos que me censuravam por querer abarcar 
o mundo com as pernas. Iniciei a pomicul-
tura e a avicultura. Para levar os meus pro-
dutos ao mercado, comecei uma estrada de 
rodagem. Azevedo Gondim compôs sobre ela 
dois artigos, chamou-me patriota, citou Ford 
e Delmiro Gouveia. Costa Brito também pu-
blicou uma nota na Gazeta, elogiando-me e 
elogiando o chefe político local. Em consequ-
ência mordeu-me cem mil-réis.
(S. Bernardo, 1996.) 
 3. (Unesp 2019) “Na pedreira perdi um. A ala-
vanca soltou-se da pedra, bateu-lhe no peito, 
e foi a conta. Deixou viúva e órfãos miúdos. 
Sumiram-se: um dos meninos caiu no fogo, 
as lombrigas comeram o segundo, o último 
teve angina e a mulher enforcou-se.” (2º pa-
rágrafo)
Os pronomes sublinhados referem-se, res-
pectivamente, a 
12
a) “alavanca”, “um”, “viúva e órfãos”. 
b) “pedra”, “um”, “meninos”. 
c) “pedra”, “alavanca”, “viúva e órfãos”. 
d) “alavanca”, “pedra”, “viúva e órfãos”. 
e) “alavanca”, “pedra”, “meninos”.
 4. (Unesp 2019) Verifica-se o emprego de ver-
bo no modo imperativo no seguinte trecho: 
a) “Se eles entram nos trilhos, rodam que 
é uma beleza. Se não entram, cruzem os 
braços.” (7º parágrafo) 
b) “Minhas senhoras, seu Mendonça pin-
tou o diabo enquanto viveu. Mas agora é 
isto.” (10º parágrafo) 
c) “Para diminuir a mortalidade e aumentar 
a produção, proibi a aguardente.” (3º pa-
rágrafo) 
d) “Aqui existe um salto de cinco anos, e 
em cinco anos o mundo dá um bando de 
voltas.” (5º parágrafo) 
e) “Não senhor, não procedi nem percorri. 
Tive abatimentos, desejo de recuar; con-
tornei dificuldades: muitas curvas.” (6º 
parágrafo) 
 TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES: 
Leia o trecho do livro A dança do universo, 
do físico brasileiro Marcelo Gleiser, para res-
ponder à(s) questão(ões) a seguir.
Algumas pessoas tornam-se heróis contra 
sua própria vontade. Mesmo que elas tenham 
ideias realmente (ou potencialmente) revo-
lucionárias, muitas vezes não as reconhecem 
como tais, ou não acreditam no seu próprio 
potencial. Divididas entre enfrentar sua in-
segurança expondo suas ideias à opinião dos 
outros, ou manter-se na defensiva, elas pre-
ferem a segunda opção. O mundo está cheio 
de poemas e teorias escondidos no porão.
Copérnico é, talvez, o mais famoso desses re-
lutantes heróis da história da ciência. Ele foi 
o homem que colocou o Sol de volta no cen-
tro do Universo, ao mesmo tempo fazendo de 
tudo para que suas ideias não fossem difun-
didas, possivelmente com medo de críticas 
ou perseguição religiosa. Foi quem colocou 
o Sol de volta no centro do Universo, mo-
tivado por razões erradas. Insatisfeito com 
a falha do modelo de Ptolomeu, que aplica-
va o dogma platônico do movimento circu-
lar uniforme aos corpos celestes, Copérnico 
propôs que o equante fosse abandonado e 
que o Sol passasse a ocupar o centro do cos-
mo. Ao tentar fazer com que o Universose 
adaptasse às ideias platônicas, ele retornou 
aos pitagóricos, ressuscitando a doutrina do 
fogo central, que levou ao modelo heliocên-
trico de Aristarco dezoito séculos antes. Seu 
pensamento reflete o desejo de reformular 
as ideias cosmológicas de seu tempo apenas 
para voltar ainda mais no passado; Copérnico 
era, sem dúvida, um revolucionário conser-
vador. Ele jamais poderia ter imaginado que, 
ao olhar para o passado, estaria criando uma 
nova visão cósmica, que abriria novas por-
tas para o futuro. Tivesse vivido o suficiente 
para ver os frutos de suas ideias, Copérnico 
decerto teria odiado a revolução que invo-
luntariamente causou. Entre 1510 e 1514, 
compôs um pequeno trabalho resumindo 
suas ideias, intitulado Commentariolus (Pe-
queno comentário). Embora na época fosse 
relativamente fácil publicar um manuscrito, 
Copérnico decidiu não publicar seu texto, 
enviando apenas algumas cópias para uma 
audiência seleta. Ele acreditava piamente no 
ideal pitagórico de discrição; apenas aque-
les que eram iniciados nas complicações da 
matemática aplicada à astronomia tinham 
permissão para compartilhar sua sabedoria. 
Certamente essa posição elitista era muito 
peculiar, vinda de alguém que fora educado 
durante anos dentro da tradição humanista 
italiana. Será que Copérnico estava tentan-
do sentir o clima intelectual da época, para 
ter uma ideia do quão “perigosas” eram suas 
ideias? Será que ele não acreditava muito 
nas suas próprias ideias e, portanto, queria 
evitar qualquer tipo de crítica? Ou será que 
ele estava tão imerso nos ideais pitagóricos 
que realmente não tinha o menor interesse 
em tornar populares suas ideias? As razões 
que possam justificar a atitude de Copérnico 
são, até hoje, um ponto de discussão entre 
os especialistas.
(A dança do universo, 2006. Adaptado.)
 5. (Unesp 2019) Expressam ideia de repetição 
e ideia de negação, respectivamente, os pre-
fixos das palavras 
a) “relativamente” (4º parágrafo) e “inse-
gurança” (1º parágrafo). 
b) “insatisfeito” (2º parágrafo) e “reconhe-
cem” (1º parágrafo). 
c) “retornou” (2º parágrafo) e “difundidas” 
(2º parágrafo). 
d) “reformular” (3º parágrafo) e “involun-
tariamente” (3º parágrafo). 
e) “compartilhar” (4º parágrafo) e “intitu-
lado” (4º parágrafo). 
 6. (Unesp 2019) “Tivesse vivido o suficiente 
para ver os frutos de suas ideias, Copérnico 
decerto teria odiado a revolução que invo-
luntariamente causou.” (3º parágrafo)
Em relação ao trecho que o sucede, o trecho 
sublinhado tem sentido de 
13
a) consequência. 
b) condição. 
c) conclusão. 
d) concessão. 
e) causa. 
TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES: 
Leia o trecho inicial do conto “A doida”, de 
Carlos Drummond de Andrade, para respon-
der à(s) questão(ões) a seguir.
A doida habitava um chalé no centro do jar-
dim maltratado. E a rua descia para o cór-
rego, onde os meninos costumavam banhar-
-se. Era só aquele chalezinho, à esquerda, 
entre o barranco e um chão abandonado; 
à direita, o muro de um grande quintal. E 
na rua, tornada maior pelo silêncio, o bur-
ro que pastava. Rua cheia de capim, pedras 
soltas, num declive áspero. Onde estava o 
fiscal, que não mandava capiná-la? Os três 
garotos desceram manhã cedo, para o banho 
e a pega de passarinho. Só com essa inten-
ção. Mas era bom passar pela casa da doida e 
provocá-la. As mães diziam o contrário: que 
era horroroso, poucos pecados seriam maio-
res. Dos doidos devemos ter piedade, porque 
eles não gozam dos benefícios com que nós, 
os sãos, fomos aquinhoados. Não explicavam 
bem quais fossem esses benefícios, ou expli-
cavam demais, e restava a impressão de que 
eram todos privilégios de gente adulta, como 
fazer visitas, receber cartas, entrar para ir-
mandades. E isso não comovia ninguém. A 
loucura parecia antes erro do que miséria. 
E os três sentiam-se inclinados a 1lapidar a 
doida, isolada e agreste no seu jardim. Como 
era mesmo a cara da doida, poucos poderiam 
dizê-lo. Não aparecia de frente e de corpo 
inteiro, como as outras pessoas, conversan-
do na calma. Só o busto, recortado numa das 
janelas da frente, as mãos magras, amea-
çando. Os cabelos, brancos e desgrenhados. 
E a boca inflamada, soltando xingamentos, 
pragas, numa voz rouca. Eram palavras da 
Bíblia misturadas a termos populares, dos 
quais alguns pareciam escabrosos, e todos 
fortíssimos na sua cólera. Sabia-se confusa-
mente que a doida tinha sido moça igual às 
outras no seu tempo remoto (contava mais 
de sessenta anos, e loucura e idade, juntas, 
lhe lavraram o corpo). Corria, com variantes, 
a história de que fora noiva de um fazendei-
ro, e o casamento uma festa estrondosa; mas 
na própria noite de núpcias o homem a re-
pudiara, Deus sabe por que razão. O marido 
ergueu-se terrível e empurrou-a, no calor do 
bate-boca; ela rolou escada abaixo, foi que-
brando ossos, arrebentando-se. Os dois nun-
ca mais se veriam. Já outros contavam que o 
pai, não o marido, a expulsara, e esclareciam 
que certa manhã o velho sentira um amargo 
diferente no café, ele que tinha dinheiro 
grosso e estava custando a morrer – mas 
nos 2racontos antigos abusava-se de veneno. 
De qualquer modo, as pessoas grandes não 
contavam a história direito, e os meninos 
deformavam o conto. Repudiada por todos, 
ela se fechou naquele chalé do caminho do 
córrego, e acabou perdendo o juízo. Perdera 
antes todas as relações. Ninguém tinha âni-
mo de visitá-la. O padeiro mal jogava o pão 
na caixa de madeira, à entrada, e eclipsava-
-se. Diziam que nessa caixa uns primos ge-
nerosos mandavam pôr, à noite, provisões e 
roupas, embora oficialmente a ruptura com 
a família se mantivesse inalterável. Às ve-
zes uma preta velha arriscava-se a entrar, 
com seu cachimbo e sua paciência educada 
no cativeiro, e lá ficava dois ou três meses, 
cozinhando. Por fim a doida enxotava-a. E, 
afinal, empregada nenhuma queria servi-la. 
Ir viver com a doida, pedir a bênção à doida, 
jantar em casa da doida, passaram a ser, na 
cidade, expressões de castigo e símbolos de 
3irrisão.Vinte anos de uma tal existência, e a 
legenda está feita. Quarenta, e não há mudá-
-la. O sentimento de que a doida carregava 
uma culpa, que sua própria doidice era uma 
falta grave, uma coisa aberrante, instalou-
-se no espírito das crianças. E assim, gera-
ções sucessivas de moleques passavam pela 
porta, fixavam cuidadosamente a vidraça e 
lascavam uma pedra. A princípio, como justa 
penalidade. Depois, por prazer. Finalmente, 
e já havia muito tempo, por hábito. Como a 
doida respondesse sempre furiosa, criara-se 
na mente infantil a ideia de um equilíbrio 
por compensação, que afogava o remorso.
Em vão os pais censuravam tal procedimen-
to. Quando meninos, os pais daqueles três 
tinham feito o mesmo, com relação à mesma 
doida, ou a outras. Pessoas sensíveis lamen-
tavam o fato, sugeriam que se desse um jeito 
para internar a doida. Mas como? O hospício 
era longe, os parentes não se interessavam. 
E daí – explicava-se ao forasteiro que por-
ventura estranhasse a situação – toda cidade 
tem seus doidos; quase que toda família os 
tem. Quando se tornam ferozes, são tranca-
dos no sótão; fora disto, circulam pacifica-
mente pelas ruas, se querem fazê-lo, ou não, 
se preferem ficar em casa. E doido é quem 
Deus quis que ficasse doido... Respeitemos 
sua vontade. Não há remédio para loucura; 
nunca nenhum doido se curou, que a cidade 
soubesse; e a cidade sabe bastante, ao passo 
que livros mentem.
(Contos de aprendiz, 2012.)
 § 1lapidar: apedrejar.
 § 2raconto: relato, narrativa.
 § 3irrisão: zombaria.
14
 7 (Unifesp 2019) Em “Não aparecia de frente 
e de corpo inteiro, como as outras pessoas, 
conversando na calma” (3º parágrafo), o ter-
mo sublinhado é um verbo 
a) de ligação. 
b) transitivo direto e indireto. 
c) transitivo direto. 
d) intransitivo. 
e) transitivo indireto. 
 8. (Unifesp 2019) Derivação regressiva: for-
mação de palavras novas pela redução de 
uma palavra já existente. A redução se faz 
mediantesupressão de elementos terminais 
(sufixos, desinências).
(Celso Pedro Luft. Gramática resumida, 2004.)
Constitui exemplo de palavra formada pelo 
processo de derivação regressiva o termo su-
blinhado em: 
a) “Sabia-se confusamente que a doida ti-
nha sido moça igual às outras no seu 
tempo remoto” (4º parágrafo) 
b) “E a boca inflamada, soltando xingamen-
tos, pragas, numa voz rouca.” (3o pará-
grafo)º 
c) “Os três garotos desceram manhã cedo, 
para o banho e a pega de passarinho.” 
(2º parágrafo) 
d) “A doida habitava um chalé no centro do 
jardim maltratado.” (1º parágrafo) 
e) “O sentimento de que a doida carregava 
uma culpa, que sua própria doidice era 
uma falta grave” (5º parágrafo) 
 TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
Para responder à(s) questão(ões) a seguir, 
leia o trecho do livro Casa-grande e senzala, 
de Gilberto Freyre.
Mas a casa-grande patriarcal não foi apenas 
fortaleza, capela, escola, oficina, santa casa, 
harém, convento de moças, hospedaria. De-
sempenhou outra função importante na eco-
nomia brasileira: foi também banco. Dentro 
das suas grossas paredes, debaixo dos tijolos 
ou mosaicos, no chão, enterrava-se dinheiro, 
guardavam-se joias, ouro, valores. Às vezes 
guardavam-se joias nas capelas, enfeitando 
os santos. Daí Nossas Senhoras sobrecarre-
gadas à baiana de teteias, balangandãs, co-
rações, cavalinhos, cachorrinhos e correntes 
de ouro. Os ladrões, naqueles tempos piedo-
sos, raramente ousavam entrar nas capelas e 
roubar os santos. É verdade que um roubou 
o esplendor e outras joias de São Benedito; 
mas sob o pretexto, ponderável para a épo-
ca, de que “negro não devia ter luxo”. Com 
efeito, chegou a proibir-se, nos tempos co-
loniais, o uso de “ornatos de algum luxo” 
pelos negros.
Por segurança e precaução contra os corsá-
rios, contra os excessos demagógicos, con-
tra as tendências comunistas dos indígenas 
e dos africanos, os grandes proprietários, 
nos seus zelos exagerados de privativismo, 
enterraram dentro de casa as joias e o ouro 
do mesmo modo que os mortos queridos. Os 
dois fortes motivos das casas-grandes acaba-
rem sempre mal-assombradas com cadeiras 
de balanço se balançando sozinhas sobre ti-
jolos soltos que de manhã ninguém encon-
tra; com barulho de pratos e copos batendo 
de noite nos aparadores; com almas de se-
nhores de engenho aparecendo aos parentes 
ou mesmo estranhos pedindo padres-nossos, 
ave-marias, gemendo lamentações, indican-
do lugares com botijas de dinheiro. Às ve-
zes dinheiro dos outros, de que os senhores 
ilicitamente se haviam apoderado. Dinheiro 
que compadres, viúvas e até escravos lhes ti-
nham entregue para guardar. Sucedeu mui-
ta dessa gente ficar sem os seus valores e 
acabar na miséria devido à esperteza ou à 
morte súbita do depositário. Houve senhores 
sem escrúpulos que, aceitando valores para 
guardar, fingiram-se depois de estranhos e 
desentendidos: “Você está maluco? Deu-me 
lá alguma cousa para guardar?”
Muito dinheiro enterrado sumiu-se miste-
riosamente. Joaquim Nabuco, criado por sua 
madrinha na casa-grande de Maçangana, 
morreu sem saber que destino tomara a ou-
rama para ele reunida pela boa senhora; e 
provavelmente enterrada em algum desvão 
de parede. […] Em várias casas-grandes da 
Bahia, de Olinda, de Pernambuco se têm en-
contrado, em demolições ou escavações, bo-
tijas de dinheiro. Na que foi dos Pires d’Ávila 
ou Pires de Carvalho, na Bahia, achou-se, 
num recanto de parede, “verdadeira fortuna 
em moedas de ouro”. Noutras casas-grandes 
só se têm desencavado do chão ossos de es-
cravos, justiçados pelos senhores e manda-
dos enterrar no quintal, ou dentro de casa, 
à revelia das autoridades. Conta-se que o 
visconde de Suaçuna, na sua casa-grande de 
Pombal, mandou enterrar no jardim mais de 
um negro supliciado por ordem de sua justi-
ça patriarcal. Não é de admirar. Eram senho-
res, os das casas-grandes, que mandavam 
matar os próprios filhos. Um desses patriar-
cas, Pedro Vieira, já avô, por descobrir que 
o filho mantinha relações com a mucama de 
sua predileção, mandou matá-lo pelo irmão 
mais velho.
(In: Silviano Santiago (coord.). Intérpretes do Brasil, 2000.)
15
 9 (Unifesp 2019) Ao se transpor a frase “Às 
vezes guardavam-se joias nas capelas, enfei-
tando os santos.” (1º parágrafo) para a voz 
passiva analítica, o termo sublinhado assu-
me a seguinte forma: 
a) seriam guardadas. 
b) fossem guardadas. 
c) foram guardadas. 
d) eram guardadas. 
e) são guardadas. 
 10. (Fuvest 2018) Examine esta propaganda.
Por ser empregado tanto na linguagem for-
mal quanto na linguagem informal, o termo 
“legal” pode ser lido, no contexto da propa-
ganda, respectivamente, nos seguintes sen-
tidos: 
a) lícito e bom. 
b) aceito e regulado. 
c) requintado e excepcional. 
d) viável e interessante. 
e) jurídico e autorizado. 
Gabarito
E.O.
1. B 2. E 3. A 4. A 5. D 
6. B 7. D 8. C 9. D 10. A 
INTERPRETAÇÃO DE TEXTOSL C
LINGUAGENS
E CÓDIGOS
19
Sala
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
Sou um Evadido
Fernando Pessoa
Sou um evadido.
Logo que nasci
Fecharam-me em mim,
Ah, mas eu fugi.
Se a gente se cansa
Do mesmo lugar,
Do mesmo ser
Por que não se cansar?
Minha alma procura-me
Mas eu 1ando a monte,
Oxalá que ela
Nunca me encontre.
Ser um é cadeia,
Ser eu é não ser.
Viverei fugindo
Mas vivo a valer.
Obra poética, 1997
1"andar a monte": andar fugindo das autoridades 
 1. (Unifesp 2019) “Rima rica” é aquela que ocorre entre palavras de classes gramaticais diferentes, 
a exemplo do que se verifica 
a) na primeira estrofe (“nasci”/“fugi”) e na segunda estrofe (“lugar”/“cansar”). 
b) na terceira estrofe (“monte”/“encontre”), apenas 
c) na segunda estrofe (“lugar”/“cansar”), apenas 
d) na primeira estrofe (“nasci”/“fugi”) e na terceira estrofe (“monte”/“encontre”).
e) na segunda estrofe (“lugar”/“cansar”) e na terceira estrofe (“monte”/“encontre”).
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
Nasceu o dia e expirou.
Já brilha na cabana de Araquém o fogo, companheiro da noite. Correm lentas e silenciosas no azul 
do céu, as estrelas, filhas da lua, que esperam a volta da mãe ausente.
Martim se embala docemente; e como a alva rede que vai e vem, sua vontade oscila de um a outro 
pensamento. Lá o espera a virgem loura dos castos afetos; aqui lhe sorri a virgem morena dos 
ardentes amores.
Iracema recosta-se langue ao punho da rede; seus olhos negros e fúlgidos, ternos olhos de sabiá, 
buscam o estrangeiro, e lhe entram n’alma. O cristão sorri; a virgem palpita; como o saí, fascinado 
pela serpente, vai declinando o lascivo talhe, que se debruça enfim sobre o peito do guerreiro.
 José de Alencar, Iracema
INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS
LINGUAGENS, CÓDIGOS e suas tecnologias
20
 2. (Fuvest 2017) É correto afirmar que, no texto, o narrador 
a) prioriza a ordem direta da frase, como se pode verificar nos dois primeiros parágrafos do texto.
b) usa o verbo “correr” (2º parágrafo) com a mesma acepção que se verifica na frase “Travam das armas 
os rápidos guerreiros, e correm ao campo” (também extraída do romance Iracema). 
c) recorre à adjetivação de caráter objetivo para tornar a cena mais real. 
d) emprega, a partir do segundo parágrafo, o presente do indicativo, visando dar maior vivacidade aos 
fatos narrados, aproximando-os do leitor. 
e) atribui, nos trechos “aqui lhe sorri” e “lhe entram n’alma”, valor possessivo ao pronome “lhe”. 
 3. (Enem 2016) Entrevista com Terezinha Guilhermina
Terezinha Guilhermina é uma das atletas mais premiadas da história paraolímpica do Brasil e um 
dos principais nomes do atletismo mundial. Está no Guinness Book de 2013/2014 como a “cega” 
mais rápida do mundo. 
Observatório: Quais os desafios você teve que superar para se consagrar como atleta profissional? 
Terezinha Guilhermina: Considero a ausência de recursos financeiros, nos três primeiros anos 
da minha carreira, como meu principal desafio. A falta de um atleta-guia, para me auxiliar nos 
treinamentos, me obrigava a treinarsozinha e, por não enxergar bem, acabava sofrendo alguns 
acidentes como trombadas e quedas. 
Observatório: Como está a preparação para os Jogos Paraolímpicos de 2016? 
Terezinha Guilhermina: Estou trabalhando intensamente, com vistas a chegar lá bem melhor do 
que estive em Londres. E, por isso, posso me dedicar a treinos diários, trabalhos preventivos de 
lesões e acompanhamento psicológico e nutricional da melhor qualidade.
Revista do Observatório Brasil de igualdade de Gênero, n. 6, dez. 2014 (adaptado).
O texto permite relacionar uma prática corporal com uma visão ampliada de saúde. O fator que 
possibilita identificar essa perspectiva é o(a) 
a) aspecto nutricional. 
b) condição financeira. 
c) Sprevenção de lesões. 
d) treinamento esportivo. 
e) acompanhamento psicológico. 
 4. (Enem 2015) Aquarela
O corpo no cavalete
é um pássaro que agoniza
exausto do próprio grito.
As vísceras vasculhadas
principiam a contagem
regressiva.
No assoalho o sangue
se decompõe em matizes
que a brisa beija e balança:
o verde - de nossas matas
o amarelo - de nosso ouro
o azul - de nosso céu
o branco o negro o negro
CACASO. In: HOLLANDA, H. B (Org.). 26 poetas hoje. Rio do Janeiro: Aeroplano, 2007.
Situado na vigência do Regime Militar que governou o Brasil, na década de 1970, o poema de Ca-
caso edifica uma forma de resistência e protesto a esse período, metaforizando 
a) as artes plásticas, deturpadas pela repressão e censura.
b) a natureza brasileira, agonizante como um pássaro enjaulado.
c) o nacionalismo romântico, silenciado pela perplexidade com a Ditadura. 
d) o emblema nacional, transfigurado pelas marcas do medo e da violência. 
e) as riquezas da terra, espoliadas durante o aparelhamento do poder armado. 
21
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
 E Jerônimo via e escutava, sentindo ir-se-lhe toda a alma pelos olhos enamorados. 
 Naquela mulata estava o grande mistério, a síntese das impressões que ele recebeu chegando 
aqui: ela era a luz ardente do meio-dia; ela era o calor vermelho das sestas da fazenda; era o aroma 
quente dos trevos e das baunilhas, que o atordoara nas matas brasileiras; era a palmeira virginal e 
esquiva que se não torce a nenhuma outra planta; era o veneno e era o açúcar gostoso; era o sapoti 
mais doce que o mel e era a castanha do caju, que abre feridas com o seu azeite de fogo; ela era 
a cobra verde e traiçoeira, a lagarta viscosa, a muriçoca doida, que esvoaçava havia muito tempo 
em torno do corpo dele, assanhando-lhe os desejos, acordando-lhe as fibras embambecidas pela 
saudade da terra, picando-lhe as artérias, para lhe cuspir dentro do sangue uma centelha daquele 
amor setentrional, uma nota daquela música feita de gemidos de prazer, uma larva daquela nuvem 
de cantáridas que zumbiam em torno da Rita Baiana e espalhavam-se pelo ar numa fosforescência 
afrodisíaca. 
Aluísio Azevedo, O Cortiço
 5. (Fuvest 2015) O conceito de hiperônimo (vocábulo de sentido mais genérico em relação a outro) 
aplica-se à palavra “planta” em relação a “palmeira”, “trevos”, “baunilha” etc., todas presentes 
no texto. Tendo em vista a relação que estabelece com outras palavras do texto, constitui também 
um hiperônimo a palavra 
a) “alma”. 
b) “impressões”. 
c) “fazenda”. 
d) “cobra”. 
e) “saudade”. 
22
E.O.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
Daí à pedreira restavam apenas uns cinquen-
ta passos e o chão era já todo coberto por uma 
farinha de pedra moída que sujava como a 
cal.
 Aqui, ali, por toda a parte, encontravam-
-se trabalhadores, uns ao sol, outros debai-
xo de pequenas barracas feitas de lona ou de 
folhas de palmeira. De um lado cunhavam 
pedra cantando; de outro a quebravam a pica-
reta; de outro afeiçoavam lajedos1 a ponta de 
picão2; mais adiante faziam paralelepípedos 
a escopro2 e macete2. E todo aquele retintim 
de ferramentas, e o martelar da forja, e o coro 
dos que lá em cima brocavam a rocha para 
lançar-lhe fogo, e a surda zoada ao longe, que 
vinha do cortiço, como de uma aldeia alarma-
da; tudo dava a ideia de uma atividade feroz, 
de uma luta de vingança e de ódio. Aqueles 
homens gotejantes de suor, bêbedos de ca-
lor, desvairados de insolação, a quebrarem, a 
espicaçarem, a torturarem a pedra, pareciam 
um punhado de demônios revoltados na sua 
impotência contra o impassível gigante que 
os contemplava com desprezo, imperturbável 
a todos os golpes e a todos os tiros que lhe 
desfechavam no dorso, deixando sem um ge-
mido que lhe abrissem as entranhas de gra-
nito. O membrudo cavouqueiro3 havia chega-
do à fralda4 do orgulhoso monstro de pedra; 
tinha-o cara a cara, mediu-o de alto a baixo, 
arrogante, num desafio surdo.
 A pedreira mostrava nesse ponto de vista 
o seu lado mais imponente. Descomposta, com 
o escalavrado5 flanco exposto ao sol, erguia-
-se altaneira e desassombrada, afrontando o 
céu, muito íngreme, lisa, escaldante e cheia 
de cordas que mesquinhamente lhe escorriam 
pela ciclópica6 nudez com um efeito de teias 
de aranha. Em certos lugares, muito alto do 
chão, lhe haviam espetado alfinetes de ferro, 
amparando, sobre um precipício, miseráveis 
tábuas que, vistas cá de baixo, pareciam pa-
litos, mas em cima das quais uns atrevidos 
pigmeus de forma humana equilibravam-se, 
desfechando golpes de picareta contra o gi-
gante.
 O cavouqueiro meneou a cabeça com ar de 
lástima. O seu gesto desaprovava todo aquele 
serviço.
 – Veja lá! disse ele, apontando para certo 
ponto da rocha. Olhe para aquilo! Sua gente 
tem ido às cegas no trabalho desta pedreira. 
Deviam atacá-la justamente por aquele outro 
lado, para não contrariar os veios da pedra. 
Esta parte aqui é toda granito, é a melhor! 
Pois olhe só o que eles têm tirado de lá – 
umas lascas, uns calhaus7 que não servem 
para nada! É uma dor de coração ver estra-
gar assim uma peça tão boa! Agora o que hão 
de fazer dessa cascalhada que aí está senão 
macacos8? E brada aos céus, creia! ter pedra 
desta ordem para empregá-la em macacos!
 O vendeiro escutava-o em silêncio, aper-
tando os beiços, aborrecido com a ideia da-
quele prejuízo.
Aluísio Azevedo, O cortiço. São Paulo: Ática, 2009.
 § Vocabulário:
 § 1 lajedos - pedras
 § 2 picão, escopro, macete - instrumentos 
de trabalho
 § 3 cavouqueiro - aquele que trabalha em 
minas e pedreiras
 § 4 fralda - parte inferior
 § 5 escalavrado - golpeado, esfolado
 § 6 ciclópica - colossal, gigantesca
 § 7 calhaus - pedras soltas
 § 8 macacos - paralelepípedos 
 1. (Uerj 2011) O texto de Aluísio Azevedo, 
que faz parte da estética naturalista, utili-
za recursos expressivos de sonoridade, como 
a onomatopeia. Considere o seguinte frag-
mento:
E todo aquele retintim de ferramentas, e 
o martelar da forja, e o coro dos que lá em 
cima brocavam a rocha para lançar-lhe fogo, 
e a surda zoada ao longe, que vinha do corti-
ço, (2º parágrafo)
Indique dois exemplos do emprego da ono-
matopeia e justifique a sua presença no tex-
to naturalista.
 2 (Unicamp 2019) Leia o texto a seguir, pu-
blicado no Instagram e em um livro do @
akapoeta João Doederlein.
 Estrela
 é quem, feito capora, se multiplicou no céu,
diria Carpinejar. são as manchas que o uni-
verso
não tem vergonha de mostrar. são as pintas
nas suas costas e as sardas no seu rosto, são 
as
memórias de quem já partiu, é onde escreve 
o
destino.
é o brilho particular que algumas pessoas
carregam no olhar.
João Doederlein, O Livro dos Ressignificados. 
São Paulo: Paralela, 2017, p 17
A ressignificação de estrela ocorre porque o 
verbete apresenta 
23
a) diversas acepções dessa palavra de modo 
amplo, literal e descritivo. 
b) cinco definições da palavra relativas à reali-
dade e uma definição figurada. 
c) vários contextos de uso que evidenciam o 
caráter expositivo do gênero verbete. 
d) uma entrada formal de dicionário e acepções 
que expressam visões particulares. 
 3 (Unicamp 2019) Há dois tipos de palavras: 
as proparoxítonas e o resto. As proparoxíto-
nas são o ápice da cadeia alimentar do léxi-
co. 
As palavras mais pernósticas são sempreproparoxítonas. Para pronunciá-las, há que 
ter ânimo, falar com ímpeto - e, despóticas, 
ainda exigem acento na sílaba tônica! Sob 
qualquer ângulo, a proparoxítona tem mais 
crédito. É inequívoca a diferença entre o ar-
ruaceiro e o vândalo. Uma coisa é estar na 
ponta – outra, no vértice. Ser artesão não é 
nada, perto de ser artífice. 
Legal ser eleito Papa, mas bom mesmo é ser 
Pontífice. 
Adaptado de Eduardo Affonso, “Há dois tipos de 
palavras: as proparoxítonas e o resto”. Disponível 
em www.facebook.com/eduardo22affonso/. 
Segundo o texto, as proparoxítonas são pa-
lavras que 
a) garantem sua pronúncia graças à exigência 
de uma sílaba tônica. 
b) conferem nobreza ao léxico da língua graças 
à facilidade de sua pronúncia. 
c) revelam mais prestígio em função de seu 
pouco uso e de sua dupla acentuação. 
d) exibem sempre sua prepotência, além de im-
porem a obrigatoriedade da acentuação. 
 4 (Unicamp 2019) Uma página do Facebook 
faz humor com montagens que combinam 
capas de livros já publicados e memes que 
circulam nas redes sociais. Uma dessas pos-
tagens envolve a obra de Henry Thoreau, 
para quem a desobediência civil é uma for-
ma de protesto legítima contra leis ou atos 
governamentais considerados injustos pelo 
cidadão e que ponham em risco a democra-
cia”.
O efeito de humor aqui se deve ao fato de 
que a montagem
a) refuta as razões para a desobediência ci-
vil com base na desculpa apresentada pela 
criança. 
b) antecipa uma possível avaliação negativa da 
desobediência sustentada pelo livro. 
c) equipara as razões da desobediência civil à 
justificativa apresentada pela criança. 
d) contesta a legitimidade da desobediência ci-
vil defendida por Thoreau
 5 (Enem 2018) 
– Famigerado? [...]
– Famigerado é “inóxio”, é “célebre”, “notó-
rio”, “notável” ...
– Vosmecê mal não veja em minha grossaria 
no não entender. Mais me diga: é desafora-
do? É caçoável? É de arrenegar? Farsância? 
Nome de ofensa?
– Vilta nenhuma, nenhum doesto. São ex-
pressões neutras, de outros usos ...
– Pois ... e o que é que é, em fala de pobre, 
linguagem de em dia de semana?
– Famigerado? Bem. É: “importante”, que 
merece louvor, respeito ..
ROSA, G. Famigerado. In: Primeiras estórias. 
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.
Nesse texto, a associação de vocábulos da 
língua portuguesa a determinados dias da 
semana remete ao 
a) local de origem dos interlocutores. 
b) estado emocional dos interlocutores. 
c) grau de coloquialidade da comunicação. 
d) nível de intimidade entre os interlocutores. 
e) conhecimento compartilhado na comunica-
ção. 
24
 6 (Enem 2018) Certa vez minha mãe surrou-me com uma corda nodosa que me pintou as costas de 
manchas sangrentas. Moído, virando a cabeça com dificuldade, eu distinguia nas costelas grandes 
lanhos vermelhos. Deitaram-me, enrolaram-me em panos molhados com água de sal – e houve uma 
discussão na família. Minha avó, que nos visitava, condenou o procedimento da filha e esta afligiu-
-se. Irritada, ferira-me à toa, sem querer. Não guardei ódio a minha mãe: o culpado era o nó.
RAMOS, G. Infância. Rio de Janeiro: Record, 1998.
Num texto narrativo, a sequência dos fatos contribui para a progressão temática. No fragmento, 
esse processo é indicado 
a) pela a alternância das pessoas do discurso que determinam o foco narrativo. 
b) utilização de formas verbais que marcam tempos narrativos variados. 
c) indeterminação dos sujeitos de ações que caracterizam os eventos narrados. 
d) justaposição de frases que relacionam semanticamente os acontecimentos narrados. 
e) recorrência de expressões adverbiais que organizam temporalmente a narrativa. 
 7. (Enem 2018) A história do futebol é uma triste viagem do prazer ao dever. [...] O jogo se trans-
formou em espetáculo, com poucos protagonistas e muitos espectadores, futebol para olhar, e o 
espetáculo se transformou num dos negócios mais lucrativos do mundo, que não é organizado 
para ser jogado, mas para impedir que se jogue. A tecnocracia do esporte profissional foi impondo 
um futebol de pura velocidade e muita força, que renuncia à alegria, atrofia a fantasia e proíbe 
a ousadia. Por sorte ainda aparece nos campos, [...] algum atrevido que sai do roteiro e comete 
o disparate de driblar o time adversário inteirinho, além do juiz e do público das arquibancadas, 
pelo puro prazer do corpo que se lança na proibida aventura da liberdade.
GALEANO, E. Futebol ao sol e à sombra. Porto Alegre: L&PM Pockets, 1995 (adaptado).
O texto indica que as mudanças nas práticas corporais, especificamente no futebol, 
a) fomentaram uma tecnocracia, promovendo uma vivência mais lúdica e irreverente. 
b) promoveram o surgimento de atletas mais habilidosos, para que fossem inovadores. 
c) incentivaram a associação dessa manifestação à fruição, favorecendo o improviso. 
d) tornaram a modalidade em um produto a ser consumido, negando sua dimensão criativa. 
e) contribuíram para esse esporte ter mais jogadores, bem como acompanhado de torcedores. 
 8. (Enem 2018) É preciso não beber mais. Não é preciso sentir vontade de beber e não beber: é pre-
ciso não sentir vontade de beber. É preciso não dar de comer aos urubus. É preciso fechar para 
balanço e reabrir. É preciso não dar de comer aos urubus. Nem esperanças aos urubus. É preciso 
sacudir a poeira. É preciso poder beber sem se oferecer em holocausto. É preciso. É preciso não 
morrer por enquanto. É preciso sobreviver para verificar. Não pensar mais na solidão de Rogério, 
e deixá-lo. É preciso não dar de comer aos urubus. É preciso enquanto é tempo não morrer na via 
pública.
TORQUATO NETO. In: MENDONÇA, J. (Org.) Poesia (im)popular brasileira. São Bernardo do Campo: Lamparina Luminosa, 2012.
O processo de construção do texto formata uma mensagem por ele dimensionada, uma vez que 
a) configura o estreitamento da linguagem poética. 
b) reflete as lacunas da lucidez em desconstrução. 
c) projeta a persistência das emoções reprimidas. 
d) repercute a consciência da agonia antecipada. 
e) revela a fragmentação das relações humanas. 
 9. (Enem 2018) Eu sobrevivi do nada, do nada
Eu não existia
Não tinha uma existência
Não tinha uma matéria
Comecei existir com quinhentos milhões e quinhentos mil anos
Logo de uma vez, já velha
Eu não nasci criança, nasci já velha
Depois é que eu virei criança
E agora continuei velha
Me transformei novamente numa velha
Voltei ao que eu era, uma velha
PATROCÍNIO, S. In: MOSÉ, V. (Org.). Reino dos bichos e dos animais é meu nome.
Rio de Janeiro: Azougue, 2009.
25
Nesse poema de Stela do Patrocínio, a singularidade da expressão lírica manifesta-se na 
a) representação da infância, redimensionada no resgate da memória. 
b) associação de imagens desconexas, articuladas por uma fala delirante. 
c) expressão autobiográfica, fundada no relato de experiências de alteridade. 
d) incorporação de elementos fantásticos, explicitada por versos incoerentes. 
e) transgressão à razão, ecoada na desconstrução de referências temporais. 
 10. (Enem 2018) Ó Pátria amada.
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula
— “Paz no futuro e glória no passado.”
Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada, Brasil!
Hino Nacional do Brasil. Letra: Joaquim Osório Duque Estrada.Música: Francisco Manuel da Silva (fragmento).
O uso da norma-padrão na letra do Hino Nacional do Brasil é justificado por tratar-se de um(a) 
a) reverência de um povo a seu país. 
b) gênero solene de característica protocolar. 
c) canção concebida sem interferência da oralidade. 
d) escrita de uma fase mais antiga da língua portuguesa. 
e) artefato cultural respeitado por todo o povo brasileiro. 
 11.(Enem 2018) 
o que será que ela quer
essa mulher de vermelho
alguma coisa ela quer
pra ter posto esse vestido
não pode ser apenas
uma escolha casual
podia ser um amarelo
verde ou talvez azul
mas ela escolheu vermelho
ela sabe o que ela quer
e ela escolheu vestido
e ela é uma mulher
então com base nesses fatos
eu já posso afirmar
que conheço o seu desejo
caro watson, elementar:
o que ela quer sou euzinho
sou euzinho o que ela quer
só pode ser euzinho
o que mais podia ser
FREITAS, A. Um útero é do tamanho de um punho. São Paulo: Cosac Naify, 2013.
No processo de elaboração do poema, a autora confere ao eu lírico uma identidade que aqui repre-
senta a 
a) hipocrisia do discurso alicerçado sobre o senso comum. 
b) mudança de paradigmas de imagem atribuídos à mulher. 
c) tentativa de estabelecer preceitos da psicologia feminina. 
d) importância da correlação entre ações e efeitos causados. 
e) valorização da sensibilidade como característica de gênero. 
26
Gabarito
E.O.
 1. A onomatopeia é uma figura da retórica que, através de imitação ou reprodução, aproxima por 
semelhança o som de uma palavra à realidade que representa, seja o canto dos animais, o som dos 
instrumentos musicais ou o barulho que acompanha os fenômenos da natureza. “Retintim” ex-
pressa o ruído de objetos metálicos que se chocam entre si e contra a pedra, e “zoada”, o zumbido 
provocado pelas vozes e ruídos que vinham do cortiço. 
2. D 3. D 4. C 5. C 6. B
7. D 8. D 9. E 10. B 11. A
LITERATURAL C
LINGUAGENS
E CÓDIGOS
29
Sala
 1. (G1 - cftmg 2018)
Já desprezei, sou hoje desprezado,
Despojo sou, de quem triunfo hei sido,
E agora nos desdéns de aborrecido,
Desconto as ufanias de adorado.
O amor me incita a um perpétuo agrado,
O decoro me obriga a um justo olvido:
E não sei, no que emprendo, e no que lido,
Se triunfe o respeito, se o cuidado.
Porém vença o mais forte sentimento,
Perca o brio maior autoridade,
Que é menos o ludíbrio, que o tormento.
Quem quer, só do querer faça vaidade,
Que quem logra em amor entendimento,
Não tem outro capricho, que a vontade.
MATOS, Gregório de. Poemas escolhidos de Gregório 
de Matos. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.
Em termos formais e temáticos, as principais 
características barrocas do soneto são, res-
pectivamente, 
a) a sintaxe rebuscada e o culto aos contrastes. 
b) o rigor métrico e a crítica ao sentimentalis-
mo. 
c) o vocabulário erudito e a reflexão sobre o 
amor. 
d) as rimas alternadas e o embate entre emoção 
e razão. 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
À cidade da Bahia
Triste Bahia! Ó quão dessemelhante
Estás e estou do nosso antigo estado!
Pobre te vejo a ti, tu a mi empenhado,
Rica te vi eu já, tu a mi abundante.
A ti trocou-te a máquina mercante,
Que em tua larga barra tem entrado,
A mim foi-me trocando e tem trocado
Tanto negócio e tanto negociante.
LITERATURA
GREGÓRIO DE MATOS GUERRA, O BOCA DO INFERNO, E PADRE ANTÔNIO VIEIRA
LINGUAGENS, CÓDIGOS e suas tecnologias
Deste em dar tanto açúcar excelente
Pelas drogas inúteis, que abelhuda
Simples aceitas do sagaz Brichote.
Oh quisera Deus que de repente
Um dia amanheceras tão sisuda
Que fora de algodão o teu capote!
Matos, Gregório de. Poemas escolhidos. São 
Paulo: Companhia das Letras, 2010. 
 2. (Ufjf-pism 3 2017) O poema de Gregório de 
Matos é uma crítica ao: 
a) renascimento cultural. 
b) mercantilismo. 
c) medievalismo. 
d) preconceito racial. 
e) aumento dos preços. 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
A Christo S. N. Crucifica-
do estando o poeta na
última hora de sua vida.
Meu Deus que estais pendente em um ma-
deiro,
Em cuja lei protesto de viver
Em cuja santa lei hei de morrer
Animoso, constante, firme e inteiro.
Neste lance, por ser o derradeiro,
Pois vejo a minha vida anoitecer,
É, meu Jesus, a hora de se ver
A brandura de um Pai, manso Cordeiro.
Mui grande é vosso amor e meu delito,
Porém pode ter fim todo pecar,
E não o vosso amor, que é infinito.
Esta razão me obriga a confiar,
Que por mais que pequei, neste conflito
Espero em vosso amor de me salvar.
MATOS, Gregório. In: AMADO, James (Org.) 
Obras Completas de Gregório de Matos. 
Salvador: Ed. Janaína, 1968. V. I, p. 47. 
30
 3. (Uefs 2017) Sobre as características do autor e do momento literário que ele representa encontra-
das no soneto, é correto afirmar:
I. O poema ilustra uma das razões de Gregório de Matos ter sido chamado de “Boca do Inferno”: 
a ousadia de criticar a igreja católica e o constante desafio dirigido a Deus, que, para provar a 
infinitude de seu amor, seria obrigado a perdoá-lo.
II. No poema, por força da iminência da morte, o poeta se expressa numa contrição de fé religiosa, 
com a admissão humilde da condição de pecador e a confiança de merecer a misericórdia de 
Deus, com o perdão de seus pecados.
III. Há, no poema, um jogo de ideias característico desse momento literário, que se expressa numa 
retórica de campos opostos: condição humana, pecado e punição, de um lado e, de outro, con-
dição divina, misericórdia e perdão.
IV. As expressões “vejo a minha vida anoitecer” (v. 6) e “manso Cordeiro.” (v. 8), além das contra-
dições entre “viver” (v. 2) e “morrer” (v. 3) bem como entre “ter fim” (v. 10) e “infinito” (v. 
11) revelam o uso de figuras de linguagem e de pensamento que caracterizam o Barroco.
V. Dentre as categorias que caracterizam o conjunto da obra de Gregório de Matos publicada pela 
Academia de Letras – Sacra, Lírica, Graciosa, Satírica e Ultima – este poema se insere na segun-
da categoria.
A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a 
a) I e II. 
b) II e IV. 
c) IV e V. 
d) II, III e IV. 
e) I, III e IV. 
 4. (Ufpr) O soneto “No fluxo e refluxo da maré encontra o poeta incentivo pra recordar seus males”, 
de Gregório de Matos, apresenta características marcantes do poeta e do período em que ele o es-
creveu:
Seis horas enche e outras tantas vaza
A maré pelas margens do Oceano,
E não larga a tarefa um ponto no ano,
Depois que o mar rodeia, o sol abrasa.
Desde a esfera primeira opaca, ou rasa
A Lua com impulso soberano
Engole o mar por um secreto cano,
E quando o mar vomita, o mundo arrasa.
Muda-se o tempo, e suas temperanças.
Até o céu se muda, a terra, os mares,
E tudo está sujeito a mil mudanças.
Só eu, que todo o fim de meus pesares
Eram de algum minguante as esperanças,
Nunca o minguante vi de meus azares.
De acordo com o poema, é correto afirmar: 
a) A temática barroca do desconcerto do mundo está representada no poema, uma vez que as coisas do 
mundo estão em desarmonia entre si. 
b) A transitoriedade das coisas terrenas está em oposição ao caráter imutável do sujeito, submetido a 
uma concepção fatalista do destino humano. 
c) A concepção de um mundo às avessas está figurada no soneto através da clara oposição entre o mar 
que tudo move e a lua imutável. 
d) A clareza empregada para exposição do tema reforça o ideal de simplicidade e bucolismo da poesia 
barroca, cujo lema fundamental era a aurea mediocritas. 
e) A sintonia entre a natureza e o eu poético embasa as personificações de objetos inanimados aliadas às 
hipérboles que descrevem o sujeito. 
31
 5. (Unisc) Assinale a alternativa incorreta. 
a) Haroldo de Campos, Augusto de Campos e 
Décio Pignatari são importantes poetas do 
Concretismo brasileiro. 
b) Tomás Antônio Gonzaga, autor de Cartas 
chilenas, é um dos mais importantes autores 
do Arcadismo brasileiro. 
c) Gonçalves Dias, Casimiro de Abreu e Castro 
Alves são, respectivamente, poetas da pri-
meira, da segunda e da terceira geração do 
Romantismo brasileiro. 
d) A poesia barroca de Gregório de Matos Guer-
ra é composta exclusivamente de versos sa-
tíricos. 
e) A publicação de O mulato, de Aluísio Azeve-
do, em 1881, marca o início do Naturalismo 
no Brasil. 
32
E.O. 
 1. (G1 - ifsp) Leia o soneto abaixo, de Gregório 
de Matos Guerra, para responder à questão.
Fábio: que pouco entendes de finezas:
Quem faz só o que pode, a poucose obriga
Quem contra os impossíveis se fatiga,
a esse cede o Amor em mil 1ternezas.
Amor comete sempre altas empresas:
Pouco amor, muita sede não mitiga:
Quem impossíveis vence, esse é que instiga
vencer por ele muitas estranhezas.
As durezas da cera, o Sol abranda,
a da terra as branduras endurece:
Atrás do que resiste, o raio é que anda.
Quem vence a resistência, se enobrece:
Quem faz o que não pode, impera e manda:
Quem faz mais do que pode, esse merece.
1ternezas: ternuras
GUERRA, Gregório de Matos. A um namorado, que 
se presumia de obrar finezas. In: HOLANDA, Sérgio 
Buarque de. Antologia dos Poetas Brasileiros da Fase 
Colonial. São Paulo: Perspectiva, 1979. p.65-66.
A leitura atenta do texto permite afirmar 
que 
a) se trata de soneto em versos decassílabos e 
que, portanto, escapa, em alguma medida, à 
forma e à temática do Barroco. 
b) a temática da mitologia clássica – Amor, ou 
Eros, presente nos dois primeiros quartetos 
– é o que caracteriza o soneto acima como 
Barroco. 
c) a recorrência do pronome “quem”, ao longo 
dos dois primeiros quartetos, que culmina 
na última estrofe, revela as contradições tí-
picas do Barroco. 
d) o fato de o eu lírico dirigir-se a “Fábio” e 
de fazer-lhe recomendações, na forma de 
soneto, assevera sua matriz contraditória e, 
portanto, barroca. 
e) a oposição entre fazer apenas o possível, de 
um lado, e fazer o impossível, de outro, con-
fere feição barroca ao poema, pontilhando-o 
de antíteses. 
 2. (Upe-ssa) Gregório de Matos, poeta baiano, 
que viveu no século XVI, produziu uma poe-
sia em que satiriza a sociedade de seu tem-
po. Execrado no passado por seus conterrâ-
neos, hoje é reconhecido como grande poeta, 
sendo, inclusive, sua poesia satírica fonte de 
pesquisa histórica.
Leia os poemas e analise as proposições a 
seguir:
Poema I
Triste Bahia! Oh quão dessemelhante
Estás, e estou do nosso antigo estado!
Pobre te vejo a ti, tu a mi empenhado,
Rica te vejo eu já, tu a mi abundante.
A ti tocou-te a máquina mercante,
Que em tua larga barra tem entrado,
A mim foi-me trocando, e tem trocado
Tanto negócio, e tanto negociante.
Deste em dar tanto açúcar excelente
Pelas drogas inúteis, que abelhuda
Simples aceitas do sagaz Brichote.
Oh se quisera Deus, que de repente
Um dia amanheceras tão sisuda
Que fora de algodão o teu capote
(Gregório de Matos)
Poema II
Horas contando, numerando instantes,
Os sentidos à dor, e à glória atentos,
Cuidados cobro, acuso pensamentos,
Ligeiros à esperança, ao mal constantes.
Quem partes concordou tão dissonantes?
Quem sustentou tão vários sentimentos?
Pois para a glória excedem de tormentos,
Para martírio ao bem são semelhantes.
O prazer com a pena se embaraça;
Porém quando um com outro mais porfia,
O gosto corre, a dor apenas passa.
Vai ao tempo alterando a fantesia,
Mas sempre com vantagem na desgraça,
Horas de inferno, instantes de alegria.
(Gregório de Matos)
I. Além de poeta satírico, o Boca do Inferno 
também cultivou a poesia lírica, compos-
ta por temas diversificados, pois nos le-
gou uma lírica amorosa, erótica e religio-
sa e até de reflexão sobre o sofrimento, a 
exemplo do poema II.
II. Considerado tanto poeta cultista quanto 
conceptista, o autor baiano revela cria-
tividade e capacidade de improvisar, se-
gundo comprovam os versos do poema I, 
em que realiza a crítica à situação eco-
nômica da Bahia, dirigida, na época, por 
Antônio Luís da Câmara Coutinho.
33
III. Em Triste Bahia, poema I, musicado por 
Caetano Veloso, Gregório de Matos identi-
fica-se com a cidade, ao relacionar a situ-
ação de decadência em que se encontram 
tanto ele quanto a cidade onde vive. O po-
ema abandona o tom de zombaria, atenu-
ando a sátira contundente para tornar-se 
um quase lamento.
IV. Os dois poemas são sonetos, forma fixa 
herdada do Classicismo, muito pouco uti-
lizada pelo poeta baiano, que desprezou 
a métrica rígida e criou poesia em versos 
brancos e livres.
V. Como poeta barroco, fez uso conscien-
te dos recursos estéticos reveladores do 
conflito do homem da época, como se faz 
presente na antítese que encerra o II po-
ema: “Horas de inferno, instantes de ale-
gria”.
Estão CORRETAS apenas 
a) I, II, III e V. 
b) I, II e IV. 
c) IV e V. 
d) I, III e IV. 
e) I, IV e V. 
 3. (Unicamp 2018) O trecho abaixo corres-
ponde à parte final do primeiro Sermão de 
Quarta-Feira de Cinza, pregado em 1672 pelo 
Padre Antonio Vieira.
“Em que cuidamos, e em que não cuidamos? 
Homens mortais, homens imortais, se to-
dos os dias podemos morrer, se cada dia nos 
imos chegando mais à morte, e ela a nós; não 
se acabe com este dia a memória da morte. 
Resolução, resolução uma vez, que sem reso-
lução nada se faz. E para que esta resolução 
dure, e não seja como outras, tomemos cada 
dia uma hora em que cuidemos bem naquela 
hora. De vinte e quatro horas que tem o dia, 
por que se não dará uma hora à triste alma? 
Esta é a melhor devoção e mais útil penitên-
cia, e mais agradável a Deus, que podeis fa-
zer nesta Quaresma. (...) Torno a dizer para 
que vos fique na memória: Quanto tenho vi-
vido? Como vivi? Quanto posso viver? Como 
é bem que viva? Memento homo.”
(Antonio Vieira, Sermões de Quarta-Feira de Cinza. 
Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2016, p.102.)
a) Levando em conta o trecho acima e o pro-
pósito argumentativo do Sermão, explique 
por que, segundo Vieira, se deve preservar 
“a memória da morte”.
b) Considere as perguntas presentes no trecho 
acima e explique sua função para a mensa-
gem final do Sermão. 
 4. (Espcex (Aman) 2018) “Se gostas de afeta-
ção e pompa de palavras e do estilo que cha-
mam culto, não me leias. Quando esse estilo 
florescia, nasceram as primeiras verduras do 
meu; mas valeu-me tanto sempre a clareza, 
que só porque me entendiam comecei a ser 
ouvido. (...) Esse desventurado estilo que 
hoje se usa, os que querem honrar chamam-
-lhe culto, os que o condenam chamam-lhe 
escuro, mas ainda lhe fazem muita honra. 
O estilo culto não é escuro, é negro (...) e 
muito cerrado. É possível que somos portu-
gueses e havemos de ouvir um pregador em 
português e não havemos de entender o que 
diz?!”
Padre Antônio Vieira, nesse trecho, faz uma 
crítica ao estilo barroco conhecido como 
a) conceptismo, por ser marcado pelo jogo de 
ideias, de conceitos, seguindo um raciocínio 
lógico. 
b) quevedismo, por utilizar-se de uma retórica 
aprimorada, a exemplo de seu principal cul-
tor: Quevedo. 
c) antropocentrismo, caracterizado por mostrar 
o homem, culto e inteligente, como centro 
do universo. 
d) gongorismo, ao caracterizar-se por uma lin-
guagem rebuscada, culta e extravagante. 
e) teocentrismo, caracterizado por padres es-
critores que dominaram a literatura seiscen-
tista. 
 5. (Ufrgs 2018) Leia o segmento abaixo, re-
tirado do Sermão da Sexagésima, de Padre 
Antônio Vieira, e assinale a alternativa que 
preenche corretamente a lacuna.
Supostas estas duas demonstrações; suposto 
que o fruto e efeitos da palavra de Deus, não 
fica, nem por parte de Deus, nem por par-
te dos ouvintes, segue-se por consequência 
clara que fica por parte do pregador. E assim 
é. Sabeis, cristãos, por que não faz fruto a 
palavra de Deus? Por culpa dos pregadores. 
Sabeis, pregadores, por que não faz fruto a 
palavra de Deus? Por culpa nossa. [...] Mas 
como em um pregador há tantas qualidades, 
e em uma pregação tantas leis, e os prega-
dores podem ser culpados em todas, em qual 
consistirá esta culpa? No pregador podem-se 
considerar cinco circunstâncias: __________. 
a) a pessoa, a ciência, o Evangelho, a oratória, 
os cânticos 
b) Deus, a fé, a matéria, o estilo, a voz 
c) Deus, a fé, o Evangelho, a oratória, os cânti-
cos 
d) a pessoa, a fé, o Evangelho, o estilo, os cân-
ticos 
e) a pessoa, a ciência, a matéria, o estilo, a voz 
34
 6. (Ufrgs 2017) Assinale a alternativa correta 
sobre o Sermão do bom sucesso das armas e 
o Sermão de Santo Antônio, do padre Antô-
nio Vieira.
a) No Sermão do bom sucesso das armas, o ora-dor constrói argumentos para desqualificar 
o interlocutor e, então, provar seu erro em 
proteger os holandeses. 
b) No Sermão de Santo Antônio, o orador diri-
ge-se aos peixes, a fim de destacar suas vir-
tudes, inexistentes nos homens. 
c) No Sermão do bom sucesso das armas, o 
orador simula uma interpelação a Deus para 
conclamar os maranhenses a lutarem contra 
os holandeses. 
d) No Sermão de Santo Antônio, o orador, si-
mulando dirigir-se aos peixes, repreende, 
entre outras coisas, a tendência dos homens 
a se entredevorarem. 
e) No Sermão do bom sucesso das armas, o ora-
dor simula a vitória dos holandeses, a fim 
de destacar a necessidade de os brasileiros 
abandonarem seus pecados. 
 7. (Ufrgs) Leia as seguintes afirmações sobre 
o Sermão de Santo Antônio aos peixes, de 
Padre Antônio Vieira.
I. O Sermão apresenta a estratégia de se 
dirigir aos peixes, e não aos homens, es-
tendendo o alcance crítico à conduta dos 
colonos maranhenses.
II. O Sermão apresenta elogios aos grandes 
pregadores, através de passagens do Novo 
Testamento.
III. A sardinha é eleita o símbolo do verda-
deiro cristão, por ter sido o peixe multi-
plicado por Jesus.
Quais estão corretas? 
a) Apenas I. 
b) Apenas II. 
c) Apenas I e III. 
d) Apenas II e III. 
e) I, II e III. 
 8. (Enem PPL) Sermão da Sexagésima
Nunca na Igreja de Deus houve tantas prega-
ções, nem tantos pregadores como hoje. Pois 
se tanto se semeia a palavra de Deus, como 
é tão pouco o fruto? Não há um homem que 
em um sermão entre em si e se resolva, não 
há um moço que se arrependa, não há um 
velho que se desengane. Que é isto? Assim 
como Deus não é hoje menos onipotente, as-
sim a sua palavra não é hoje menos poderosa 
do que dantes era. Pois se a palavra de Deus 
é tão poderosa; se a palavra de Deus tem 
hoje tantos pregadores, por que não vemos 
hoje nenhum fruto da palavra de Deus? Esta, 
tão grande e tão importante dúvida, será a 
matéria do sermão. Quero começar pregan-
do-me a mim. A mim será, e também a vós; 
a mim, para aprender a pregar; a vós, que 
aprendais a ouvir.
VIEIRA, A. Sermões Escolhidos, v. 2. 
São Paulo: Edameris, 1965.
No Sermão da sexagésima, padre Antônio 
Vieira questiona a eficácia das pregações. 
Para tanto, apresenta como estratégia dis-
cursiva sucessivas interrogações, as quais 
têm por objetivo principal 
a) provocar a necessidade e o interesse dos fi-
éis sobre o conteúdo que será abordado no 
sermão. 
b) conduzir o interlocutor à sua própria refle-
xão sobre os temas abordados nas pregações. 
c) apresentar questionamentos para os quais a 
Igreja não possui respostas. 
d) inserir argumentos à tese defendida pelo 
pregador sobre a eficácia das pregações. 
e) questionar a importância das pregações fei-
tas pela Igreja durante os sermões. 
 9. (Ufpe) Os movimentos ou tendências literá-
rias que surgiam na Europa letrada alcança-
ram o Brasil através dos colonizadores por-
tugueses e tiveram nomes que se destacaram 
no continente americano. A esse propósito, 
analise as afirmações a seguir. 
( ) No século XVII, o Barroco procurava, atra-
vés da ênfase na religiosidade, solucionar 
os dilemas humanos. Esse movimento foi 
introduzido no Brasil pelos jesuítas, sen-
do seu representante capital Padre Antô-
nio Vieira, cuja obra – Sermões – consti-
tui um mundo rico e contraditório. 
( ) No século XVIII, floresceu o Arcadismo 
em Minas Gerais, Vila Rica. Com o esta-
belecimento de relações sociais mais con-
centradas, formou-se um público leitor, 
elemento importante para o desenvolvi-
mento de uma literatura nacional. Entre 
o grupo de literatos, destaca-se Tomás 
Antônio Gonzaga, autor da obra lírica 
Marília de Dirceu. 
( ) O Naturalismo surgiu no século XIX, ten-
do sido, no Brasil, contemporâneo da 
Abolição e da República. O Mulato, de 
Aluísio de Azevedo, foi o primeiro ro-
mance naturalista brasileiro e o primeiro 
a abordar, de forma crítica, o racismo, o 
reacionarismo clerical e a estreiteza do 
universo provinciano no país. 
35
( ) A oscilação entre imobilismo econômico 
e modernização, na sociedade brasileira, 
foi absorvida pela produção literária, o 
que marcou os vinte primeiros anos do 
século XX. Tendo em Olavo Bilac seu prin-
cipal autor, o Parnasianismo procurou 
corresponder ao Realismo/Naturalismo 
na prosa e adotou, como lema, a objetivi-
dade e impessoalidade no tratamento dos 
temas sociais. 
( ) O chamado Romance de 30 aprofundou-
-se de forma pessimista nas contradições 
da sociedade brasileira; no entanto, al-
guns de seus autores foram politicamen-
te contraditórios. Graciliano Ramos, por 
exemplo, tenta descrever a realidade a 
partir da visão dos camponeses, como em 
Vidas Secas, mas justifica e aceita o sis-
tema da propriedade rural, como em São 
Bernardo. 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
JUÍZO ANATÔMICO DOS ACHAQUES QUE PA-
DECIA O CORPO DA REPÚBLICA EM TODOS OS 
MEMBROS, E INTEIRA DEFINIÇÃO DO QUE EM 
TODOS OS TEMPOS É A BAHIA
Que falta nesta cidade?... Verdade
Que mais por sua desonra?... Honra.
Falta mais que se lhe ponha?... Vergonha.
O demo a viver se exponha,
por mais que fama a exalta,
numa cidade onde falta
Verdade, Honra, Vergonha.
[...]
Quais são seus doces objetos?... Pretos.
Tem outros bens mais maciços?... Mestiços.
Quais destes lhes são mais gratos?... Mula-
tos.
Dou ao Demo os insensatos,
Dou ao Demo o povo asnal,
Que estima por cabedal,
Pretos, Mestiços, Mulatos.
[...]
E que justiça a resguarda?... Bastarda.
É grátis distribuída?... Vendida.
Que tem, que a todos assusta?... Injusta.
Valha-nos Deus, o que custa
O que El-Rei nos dá de graça,
Que anda a Justiça na praça
Bastarda, Vendida, Injusta.
Que vai pela clerezia?... Simonia.
E pelos membros da Igreja?... Inveja.
Cuidei que mais se lhe punha?... Unha.
Sazonada caramunha,
Enfim, que na Santa Sé
O que mais se pratica é
Simonia, Inveja e Unha.
E nos frades há manqueiras?... Freiras.
Em que ocupam os serões?... Sermões.
Não se ocupam em disputas?... Putas.
Com palavras dissolutas
Me concluo na verdade,
Que as lidas todas de um frade
São Freiras, Sermões e Putas.
O açúcar já se acabou?... Baixou.
E o dinheiro se extinguiu?... Subiu.
Logo já convalesceu?... Morreu.
À Bahia aconteceu
O que a um doente acontece:
Cai na cama, e o mal lhe cresce,
Baixou, Subiu e Morreu.
[...]
In: SPINA, Segismundo. A poesia de Gregório de 
Matos. São Paulo: Edusp, 1995, p. 231-4. 
 10. (G1 - cftmg) Em sua constituição, o poema 
marca-se pela(o): 
a) regularidade formal. 
b) jogo conceptista de ideias. 
c) uso de linguagem culta e elevada. 
d) argumentação antitética e paradoxal. 
36
Gabarito
E.O.
1. E 2. A 
 3. 
a) No “Sermão da Quarta-feira de Cinzas”, 
Padre Antonio Vieira propõe que os seres 
humanos devem recordar da morte, por-
que a cada dia se aproximam mais dela e, 
consequentemente, do julgamento divi-
no, como afirma no início deste sermão: 
“Memento homo, quia pulvis es, et in 
pulverem reverentis”, ou seja, “Lembra-
-te homem, és pó e ao pó retornarás”. 
Dessa forma, argumenta, por meio do 
conceptismo, a respeito da consciência da 
morte para gerar a reflexão sobre as ações 
realizadas durante a vida terrena em prol 
de se alcançar a vida eterna. No excerto 
extraído do sermão, Vieira propõe neste 
sermão de Quaresma, portanto, o cuidado 
e atenção do cristão com o estado de sua 
alma e com sua preparação para alcançar 
o Paraíso, como pode-se evidenciar, por 
meio dos versos: “De vinte e quatro ho-
ras que tem o dia, / por que se não dará 
uma hora à triste alma? / Esta é a melhor 
devoção e mais útil penitência, / e mais 
agradável a Deus, que podeis fazer nesta 
Quaresma.”. 
b) As perguntas presentes no final do tre-
cho extraído do Sermão da Quarta-feira 
de Cinzas, de Padre Antônio Vieira, são 
retóricas, já que têm como objetivo ge-
rar a reflexão sobre a hora da morte e, 
consequentemente, o momento em que 
as ações realizadas na vida terrena serão 
cobradas. Dessa forma, as perguntas di-
recionam o devoto cristão a seguiros de-
sígnios de Deus para alcançar a salvação 
divina.
4. D 5. E 6. D 7. A 8. A
9. V, V, V, F e F 10. D
L
ENTRE FRASES
C REDAÇÃO
39
REDAÇÃO
TEXTO 1
Avançou a tramitação do projeto que retira dos rótulos de alimentos o símbolo indicativo da presença de 
componentes transgênicos. A proposição originada na Câmara dos Deputados (PLC 34/2015) foi rejeitada em duas 
comissões do Senado e aprovada em duas, sob críticas do primeiro vice-presidente do Senado, Cássio Cunha Lima 
(PSDB-PB), e de várias entidades. Hoje está em exame na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e 
Controle e Defesa do Consumidor (CTFC).
O texto, de autoria do deputado Luiz Carlos Heinze (PP-RS), determina a retirada do triângulo amarelo com 
a letra "T", que hoje é colocado obrigatoriamente nas embalagens de alimentos que contenham qualquer percen-
tual de organismos geneticamente modificados (OGMs). O projeto restringe a necessidade de alerta para produtos 
em que a substância transgênica supere 1% da composição. Nesse caso, o símbolo atual deve ser substituído 
apenas pelos dizeres: “contém transgênico”. Da mesma forma, não serão rotulados alimentos de origem animal 
derivados de criações alimentadas com ração transgênica, com exclusão do símbolo que hoje facilita a identificação 
desses produtos, e não será obrigatória a informação quanto à espécie doadora do gene.
A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) aprovou relatório favorável do senador Cidinho Santos 
(PR-MT), sob o argumento de que os OGMs são realidade em todo o mundo há mais de uma década e não há 
evidências de que causem danos à saúde. Já Cássio Cunha Lima, primeiro vice-presidente do Senado, reuniu-se 
com representantes de entidades contrárias à aprovação do projeto e definiu a alteração da lei de rotulagem como 
um retrocesso. Para ele, o consumidor tem direito de saber o que consome.
— Não creio que o Senado possa aprovar esse retrocesso. Seria um acinte ao consumidor brasileiro, que 
tem todo o direito de ser bem informado com clareza para que possa fazer suas escolhas pessoais e ter o direito 
de seleção daquilo que come — argumentou.
https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2019/01/11/sob-polemica-avanca-
-projeto-que-flexibiliza-rotulagem-de-transgenicos (11.09.2019)
REDAÇÃO
ESTUDO DA ESCRITA
LINGUAGENS, CÓDIGOS e suas tecnologias
40
TEXTO 2
O deputado Luiz Carlos Heinze explica que a rotulagem vai permanecer, apenas o símbolo será retirado. 
Segundo o deputado, a letra T dentro de um triângulo amarelo não informa e sim amedronta o consumidor, já que 
se assemelha a símbolos de produtos venenosos e inflamáveis, por exemplo.
Para o deputado, os transgênicos são produtos seguros para consumo. “Os alimentos liberados para con-
sumo humano passam por análise da CTNBio [Comissão Técnica Nacional de Biossegurança], composta por repre-
sentantes de nove ministérios – como da Saúde, do Meio Ambiente e da Agricultura -, tem seis especialistas e 12 
doutores nas áreas de saúde animal e humana, vegetal e ambiental. Portanto, se é liberado por esse colegiado de 
27 membros, acredito que são seguros”, disse.
Porém, segundo a pesquisadora do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) Ana Paula Borto-
letto, doutora em nutrição e saúde pública, estudos internacionais dizem que o uso de transgênicos traz impactos 
negativos ao meio ambiente e à saúde humana, como o desenvolvimento de tumores e de alergias alimentares. 
“No Brasil, quem apresenta os estudos para comprovar se é seguro ou não para consumo humano são as próprias 
empresas que têm interesse comercial. Então, há um conflito de interesses econômicos e o poder do agronegócio 
são tão grandes que a liberação de transgênicos acontece, inclusive, com respaldo de muitos pesquisadores”, ar-
gumentou Ana Paula. Segundo a pesquisadora, na prática, o projeto acaba com a rotulagem. “O argumento é que 
vão ser obrigados a informar no rótulo os produtos que tiverem a identificação de transgenia em laboratório. No 
entanto, quase nenhum alimento processado, industrializado, vai ter o DNA inteiro para fazer essa análise. Então, 
no produto final, não necessariamente vamos encontrar a prova laboratorial de que ele é transgênico. E o que im-
porta para o consumidor é saber se a matéria-prima usada no produto é ou não transgênica”, explicou Ana Paula. 
Para ela, a retirada do símbolo de transgênicos fere totalmente o direito do consumidor à informação clara, correta 
e precisa em relação aos produtos que estão no mercado.
(Andreia Verdélio. “Órgãos da sociedade civil alertam sobre o fim da rotulagem de trans-
gênicos”. http://agenciabrasil.ebc.com.br, 07.06.2015. Adaptado.
TEXTO 3
Mais de 100 organizações da sociedade civil, como Greenpeace, Instituto Brasileiro de Defesa do Consu-
midor (Idec) e ACT Promoção da Saúde, enviaram esta semana uma carta a todos os parlamentares do Senado 
Federal manifestando sua rejeição e preocupação em relação ao processo de votação do PLC 34/2015, que deter-
mina a retirada do triângulo amarelo com a letra "T", que hoje deve ser colocado nas embalagens dos alimentos 
transgênicos. O fim da obrigatoriedade do rótulo com a informação sobre a presença de transgênicos em produtos 
alimentícios foi aprovado esta semana na Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado.
"Denunciamos esse tipo de ação antidemocrática que fere a tramitação processual e viola a participação 
social, pois impede o efetivo processo de debate e incidência de movimentos e organizações, que se mobilizam 
historicamente pelo direito ao acesso à informação", diz um trecho da carta.
https://oglobo.globo.com/economia/defesa-do-consumidor/organizacoes-da-sociedade-civil-repudiam-
-projeto-que-exclui-selo-de-transgenico-das-embalagens-22630501 (26.04.2018)
41
TEXTO 4
Em 1999, algumas ONGs lançaram a “Campanha por um Brasil livre de transgênicos”, a qual ainda persiste, 
com um site ativo na Internet. Desde a sua criação, essa Campanha divulga uma narrativa fortemente contrária aos 
OGMs. Os principais argumentos são repetidos exaustivamente e relacionam-se a supostos problemas ambientais, 
sociais, culturais e econômicos.
Agora saia desse site por um instante e procure na literatura científica especializada uma única (repito: uma 
única!) referência de problema de saúde devido ao consumo exclusivo de um alimento com origem em OGMs. 
Pode ser uma simples alergia. Não será possível encontrar, porque nunca ocorreu. E já foram produzidas dezenas 
de bilhões de toneladas de soja, milho, canola e outros cultivos transgênicos, cultivados em larga escala, para con-
sumo humano direto ou indireto. Não basta afirmar, é obrigação de quem denuncia apresentar as provas, in casu, 
os estudos científicos devidamente publicados, que comprovem as afirmativas.
Decio Luiz Gazzoni, Engenheiro Agrônomo da Embrapa. https://www.portaldbo.com.br/transgenicos-a-luta-contra-continuara/
TEMA: "SÍMBOLO DA TRANSGENIA NOS RÓTULOS DE PRODUTOS QUE CONTÊM MATÉRIA-PRIMA 
GENETICAMENTE MODIFICADA: INFORMAÇÃO DESNECESSÁRIA OU DIREITO DO CONSUMIDOR?"
INGLÊSL C
LINGUAGENS
E CÓDIGOS
45
Sala
INGLÊS
LINGUAGENS, CÓDIGOS e suas tecnologias
TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES
Mobile milestones: how your phone be-
came an essential part of your life
Has any device changed our lives as much, 
and as quickly, as the mobile phone? The-
re are people today for whom the world of 
address books, street atlases and phone bo-
xes seems very far away, lost in the mists of 
time. Following, there are just some of the 
big milestones from the past 30 years that 
have made almost everything we do easier, 
more public and very, very fast.
- The first phones arrive – and become sta-
tus symbols
Few people got the chance to use the very 
early mobile phones. The first call was made 
in New York in 1973, but handsets with a 
network to use were not available until 1983 
in the US, and 1985 in the UK. That first Bri-
tish mobile phone was essentiallya heavy 
briefcase with a receiver attached by a wire. 
It cost £ 2,000 (£ 5,000 in today’s prices), 
and gave you half an hour’s chat on an over-
night charge. Making a call was not some-
thing you could do subtly, but that wasn’t 
the point; the first handsets were there to 
be seen. They sent a message that you were 
bold and confident with new technology, 
that you were busy and important enough to 
need a mobile phone, and were rich enough 
to buy one.
- Text messages spawn a whole new language
The first mobiles worked with analogue sig-
nals and could only make phone calls, but 
the digital ones that followed in the ear-
ly 1990s could send SMS messages as well. 
After the first message was sent on 3 De-
cember 1992, texting took off like a rocket, 
even though it was still a pretty cumberso-
me procedure. Handsets with predictive text 
would make things easier, but in the 1990s 
you could save a lot of time by removing all 
excess letters from a message, often the vo-
wels, and so txtspk ws brn. Today the avera-
ge mobile phone sends more than 100 texts 
per month.
- Phones turn us all into photographers...
There seemed to be no good reason for the 
first camera phones, which began to appear 
in 2002, with resolutions of about 0.3 mega-
pixels. They took grainy, blurry pictures on 
postage stamp-sized screens, and even these 
filled the phone’s memory in no time. Gra-
dually, though, as the quality improved, the 
uses followed. As well as the usual photos 
of friends and family, they were handy for 
“saving” pieces of paper, and in pubs you 
could take a picture of the specials board 
and take it back to your table. Modern came-
ra phones have changed beyond recognition 
in the past 20 years. The new mobile phones 
boast the highest resolution dual camera on 
a smartphone: a 16-megapixel camera and 
a 20-megapixel camera side-by-side. The 
dual camera allows users to focus on their 
subjects, while blurring out the background, 
producing professional-looking portraits.
- …and we turn ourselves into celebrities
Twenty years ago people would have thou-
ght you a little strange if you took flatte-
ring photos of yourself and your lifestyle 
and then distributed them to your frien-
ds – let alone to members of the public. If 
you used printed photographs rather than a 
46
smartphone app, they would still think so 
today. Yet sharing our lives on social media 
is now the norm, not the exception – and it 
was the camera phone that made it all pos-
sible. Now, some phones come with an enor-
mous 64GB of memory, so you can capture, 
share and store an almost countless num-
ber of videos and pictures – well, certainly 
enough to keep up with the Kardashians.
(www.theguardian.com, 07.07.2017. Adaptado.) 
 1. (Unifesp 2018) No trecho do terceiro pará-
grafo “by removing all excess letters from a 
message, often the vowels, and so txtspk ws 
brn”, o termo em destaque indica ideia de 
a) concordância. 
b) exemplificação. 
c) condição. 
d) decorrência. 
e) resumo. 
 2. (Unifesp 2018) No trecho do quarto pará-
grafo “The dual camera allows users to fo-
cus on their subjects, while blurring out the 
background”, o termo em destaque indica 
ideia de 
a) alternância. 
b) semelhança. 
c) comparação. 
d) previsão. 
e) simultaneidade. 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
Nobel winner Malala opens scho-
ol for Syrian refugees
Sylvia Westall
July 13, 2015
Bekaa Valley, Lebanon
Malala Yousafzai, the youngest winner of 
the Nobel Peace Prize, celebrated her 18th 
birthday in Lebanon on Sunday by opening 
a school for Syrian refugee girls and called 
on world leaders to invest in “books not 
bullets”. Malala became a symbol of defiance 
after she was shot on a school bus in Pakis-
tan in 2012 by the Taliban for advocating 
girls’ rights to education. She continued 
campaigning and won the Nobel in 2014.
“I decided to be in Lebanon because I be-
lieve that the voices of the Syrian refugees 
need to be heard and they have been ignored 
for so long,” Malala told Reuters in a school-
room decorated with drawings of butterflies. 
The Malala Fund, a non-profit organization 
that supports local education projects, pro-
vided most of the funding for the school, set 
up by Lebanon’s Kayany Foundation in the 
Bekaa Valley, close to the Syrian border. The 
Kayany Foundation, established by Syrian 
Nora Joumblatt in response to Syria’s refu-
gee crisis, has already completed three other 
new schools to give free education to Syrian 
children in Lebanon. The Malala school can 
welcome up to 200 girls aged 14 to 18.
“Today on my first day as an adult, on behalf 
of the world’s children, I demand of leaders 
we 1must invest in books 2instead of bul-
lets,” Malala said in a speech. Lebanon is 
home to at least 1.2 million of the 4 million 
refugees that have fled Syria’s war to neigh-
boring countries. There are about 500,000 
Syrian school-age children in Lebanon, but 
only a fifth are in formal education. “We 
are in danger of losing generations of young 
Syrian girls due to the lack of education,” 
Joumblatt said in a speech at the opening of 
the school. “Desperate and displaced Syrians 
are increasingly seeing early marriage as a 
way to secure the social and financial future 
of their daughters. We need to provide an al-
ternative: Keep young girls in school instead 
of being pressured into wedlock.”
Lebanon, which allows informal settlements 
on land rented by refugees, says it can no 
longer cope with the influx from Syria’s four-
-year conflict. More than one in four people 
living in Lebanon is a refugee. The United 
Nations says the number of Syrian refugees 
in neighboring countries is expected to rea-
ch 4.27 million by the end of the year. “In 
Lebanon as well as in Jordan, an increasing 
number of refugees are being turned back at 
the border,” Malala said. “This is inhuman 
and this is shameful.”
Her father Ziauddin said he was proud she 
was carrying on her activism into adulthood. 
“This is the mission we have taken for the 
last 8-9 years. A small moment for the edu-
cation of girls in Swat Valley: it is spreading 
now all over the world,” he said.
(www.reuters.com. Adaptado.) 
47
 3. (Unifesp) A expressão “instead of” (ref. 2) 
indica uma ideia de 
a) simultaneidade. 
b) paralelismo. 
c) comparação. 
d) substituição. 
e) ênfase. 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
Leia o texto para responder à(s) questão(ões).
Poverty may hinder kids’ brain de-
velopment, study says
Reduced gray matter, lower test sco-
res reported for poor children
July 20, 2015
Poverty appears to affect the brain develop-
ment of children, hampering the growth of 
gray matter and impairing their academic 
performance, researchers report. Poor chil-
dren tend to have as much as 10 percent less 
gray matter in several areas of the brain as-
sociated with academic skills, according to 
a study published July 20 in JAMA Pedia-
trics. “We used to think of poverty as a ‘so-
cial’ issue, but what we are learning now is 
that it is a biomedical issue that is affecting 
brain growth,” said senior study author Seth 
Pollak, a professor of psychology, pediatrics, 
anthropology and neuroscience at the Uni-
versity of Wisconsin-Madison.
The results could have profound implica-
tions for the United States, where low-in-
come students now represent the majority 
of kids in public schools, the study authors 
said in background information. Fifty-one 
percent of public school students came from 
low-income families in 2013.
Previous studies have shown that children 
living in poverty tend to perform poorly in 
school, the authors say. They have marke-
dly lower test scores, and do not go as far in 
school as their well-off peers. To see whe-
ther this is due to some physical effect that 
poverty might have on a child’s brain, Pollak 
and his colleagues analyzed MRI scans of 
389 typically developing kids aged 4 to 22, 
assessing the amount of gray matter in the 
whole brain as well as the frontal lobe, tem-poral lobe and hippocampus. “Gray matter 
contains most of the brain’s neuronal cells,” 
Pollak said. “In other words, other parts of 
the brain – like white matter – carry in-
formation from one section of the brain to 
another. But the gray matter is where seeing 
and hearing, memory, emotions, speech, de-
cision making and self-control occur.”
Children living below 150 percent of the fe-
deral poverty level – US$ 36,375 for a family 
of four – had 3 percent to 4 percent less gray 
matter in important regions of their brain, 
compared to the norm, the authors found. 
Those in families living below the federal 
poverty level fared even worse, with 8 per-
cent to 10 percent less gray matter in those 
same brain regions. The federal poverty level 
in 2015 is US$ 24,250 for a family of four. 
These same kids scored an average of four 
to seven points lower on standardized tests, 
the researchers said. The team estimated 
that as much as 20 percent of the gap in test 
scores could be explained by reduced brain 
development. A host of poverty-related is-
sues likely contribute to developmental lags 
in children’s brains, Pollak said. Low-income 
kids are less likely to get the type of stimu-
lation from their parents and environment 
that helps the brain grow, he said. For exam-
ple, they hear fewer new words, and have 
fewer opportunities to read or play games. 
Their brain development also can be affec-
ted by factors related to impoverishment, 
such as high stress levels, poor sleep, cro-
wding and poor nutrition, Pollak said.
This study serves as a call to action, given 
what’s already known about the effects of 
poverty on child development, said Dr. Joan 
Luby, a professor of child psychiatry at Wa-
shington University School of Medicine in 
St. Louis. “The thing that’s really important 
about this study in the context of the broa-
der literature is that there really is enough 
scientific evidence to take public health ac-
tion at this point,” said Luby, who wrote an 
editorial accompanying the study. “Poverty 
negatively affects brain development, and 
we also know that early interventions are 
powerfully effective,” Luby said. “They are 
more effective than interventions later in 
life, and they also are cost-effective.”
(www.nlm.nih.gov. Adaptado.) 
 4. (Unifesp) No trecho do quarto parágrafo 
“To see whether this is due to some physical 
effect that poverty might have on a child’s 
brain”, a expressão em destaque introduz 
uma 
a) finalidade. 
b) causa. 
c) condição. 
d) reiteração. 
e) estimativa. 
48
TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES
Will we ever… understand why music makes 
us feel good?
19 April 2013
Philip Ball
No one knows why music has such a potent 
effect on our emotions. But thanks to some 
recent studies we have a few intriguing 
clues. Why do we like music? Like most good 
questions, this one works on many levels. 
We have answers on some levels, but not all.
We like music because it makes us feel good. 
Why does it make us feel good? In 2001, 
neuroscientists Anne Blood and Robert Za-
torre at McGill University in Montreal pro-
vided an answer. Using magnetic resonance 
imaging they showed that people listening 
to pleasurable music had activated brain re-
gions called the limbic and paralimbic areas, 
which are connected to euphoric reward res-
ponses, like those we experience from sex, 
good food and addictive drugs. Those rewar-
ds come from a gush of a neurotransmitter 
called dopamine. As DJ Lee Haslam told us, 
music is the drug.
But why? It’s easy enough to understand 
why sex and food are rewarded with a dopa-
mine rush: this makes us want more, and so 
contributes to our survival and propagation. 
(Some drugs subvert that survival instinct 
by stimulating dopamine release on false 
pretences.) But why would a sequence of 
sounds with no obvious survival value do the 
same thing?
The truth is no one knows. However, we now 
have many clues to why music provokes in-
tense emotions. The current favourite the-
ory among scientists who study the cogni-
tion of music – how we process it mentally 
– dates back to 1956, when the philosopher 
and composer Leonard Meyer suggested that 
emotion in music is all about what we ex-
pect, and whether or not we get it. Meyer 
drew on earlier psychological theories of 
emotion, which proposed that it arises when 
we’re unable to satisfy some desire. That, 
as you might imagine, creates frustration 
or anger – but if we then find what we’re 
looking for, be it love or a cigarette, the 
payoff is all the sweeter.
This, Meyer argued, is what music does too. 
It sets up sonic patterns and regularities 
that tempt us to make unconscious predic-
tions about what’s coming next. If we’re ri-
ght, the brain gives itself a little reward – as 
we’d now see it, a surge of dopamine. The 
constant dance between expectation and ou-
tcome thus enlivens the brain with a pleasu-
rable play of emotions.
(www.bbc.com. Adaptado.) 
 5. (Unifesp) No trecho final do segundo pará-
grafo – As DJ Lee Haslam told us, music is 
the drug. –, é possível substituir a palavra 
as, sem alteração de sentido, por 
a) like. 
b) then. 
c) since. 
d) so. 
e) for. 
49
E.O.
 1. (Unifesp) No trecho do último parágrafo – 
The constant dance between expectation and 
outcome thus enlivens the brain with a ple-
asurable play of emotions. –, a palavra thus 
pode ser corretamente substituída, manten-
do-se o sentido, por 
a) thereby. 
b) moreover. 
c) whereas. 
d) although. 
e) notwithstanding. 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
Longevity: Habits May Ex-
tend Life Only So Much
By Nicholas Bakalar
August 8, 2011
The eating, drinking and exercise habits of 
extremely old but healthy people differ little 
from those of the rest of us, a new study has 
found. Gerontologists at the Albert Einstein 
College of Medicine recruited 477 Ashkenazi 
Jews ages 95 to 112 who were living inde-
pendently. The researchers took blood sam-
ples, did physical examinations and obtai-
ned detailed personal and medical histories 
from each participant. Then they compared 
them with 1,374 non-Hispanic white adults, 
ages 65 to 74, from the general population. 
For both men and women, consumption of 
alcohol, amount of physical activity and the 
percentage of people on low-calorie or low-
-salt diets were almost identical in the two 
groups.
Long-lived men were less likely to be obese 
than their younger counterparts, although 
no less likely to be overweight. The oldest 
women were more likely to be overweight 
and less likely to be obese. More men among 
the oldest were nonsmokers, but smoking 
habits were not significantly different 
among the women.
____1_____ that it all depends on genes, and 
we might as well eat, drink and be merry? 
No, according to the senior author, Dr. Nir 
Barzilai, director of the Institute for Aging 
Research at Albert Einstein College of Me-
dicine. “For most of us who ___2____ genes 
for longevity,” he said, “if you follow the 
healthy lifestyle the medical community has 
put forth, you are ____3_____ to live past 
80.”
The study was published online last week in 
The Journal of the American Geriatrics So-
ciety.
(www.nytimes.com. Adaptado.) 
 2. (Unifesp) No trecho do segundo parágrafo – 
Long-lived men were less likely to be obese 
than their younger counterparts, although 
no less likely to be overweight. – a palavra 
although pode ser substituída, sem alteração 
de sentido, por 
a) but. 
b) so. 
c) or. 
d) since. 
e) thus. 
TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 3 QUESTÕES: 
Plants not only remember when you touch 
them, but they can also make risky decisions 
that are as sophisticated as those made by 
humans, all without brains or complex ner-
vous systems.
Researchers showed that when faced with 
the choice between a pot containing cons-
tant levels of nutrients or one with unpre-
dictable levels, a plant will pick the mystery 
pot when conditions are sufficiently poor.
In a set of experiments, Dr. Shemesh, fromTel-Hai College in Israel, and Alex Kacelnik, 
from Oxford University, grew pea plants and 
split their roots between two pots. Both pots 
had the same amount of nutrients on avera-
ge, but in one, the levels were constant; in 
the other, they varied over time. Then the 
researchers switched the conditions so that 
the average nutrients in both pots would be 
equally high or low, and asked: Which pot 
would a plant prefer?
When nutrient levels were low, the plants 
laid more roots in the unpredictable pot. But 
when nutrients were abundant, they chose 
the one that always had the same amount.
The New York Times, June 30, 2016. Adaptado.
50
 3. (Fuvest 2017) Segundo uma das conclusões dos experimentos relatados no texto, as plantas de 
ervilha demonstraram 
a) sensibilidade aos gestos humanos agressivos. 
b) ter sistemas nervosos complexos. 
c) graus distintos de tolerância à umidade do solo. 
d) capacidade de escolhas adaptativas conforme o meio. 
e) comportamento previsível no processo de florescimento. 
 4. (Fuvest 2017) De acordo com os experimentos relatados no texto, em condições adversas, as plan-
tas de ervilha priorizaram o crescimento de raízes nos vasos que apresentaram níveis de nutrien-
tes 
a) abundantes. 
b) estáveis. 
c) básicos. 
d) ideais. 
e) variáveis. 
 5. (Fuvest 2017) Conforme o texto, um dos elementos da metodologia empregada nos experimentos 
foi 
a) o número de mudas plantadas. 
b) a técnica de divisão de raízes. 
c) a localização dos vasos na estufa. 
d) a escolha da variedade de ervilha. 
e) o espaçamento das sementes nos vasos. 
 6. (Ita)
“I was dragged”, no início do quinto quadrinho, significa 
a) Fui surpreendido. 
b) Fui arrastado. 
c) Fui capturado. 
d) Fui exposto. 
e) Fui atirado. 
 7. (Unicamp 2018) 
 
51
Entre as inadequações no uso do inglês observadas nas figuras 1 e 2, podemos citar: 
a) erros no emprego dos tempos verbais em inglês. 
b) equívoco quanto à classe gramatical de certas palavras. 
c) desconhecimento das diferenças entre inglês oral e escrito 
d) erros de tradução causados por falsos cognatos. 
 8. (Unicamp) 
Na tirinha, Calvin dá dicas sobre como 
a) derrotar o adversário em um jogo de futebol. 
b) vencer o interlocutor em uma discussão. 
c) derrotar o adversário na olimpíada de inglês. 
d) ser um bom comunicador. 
Responda a todas as perguntas EM PORTUGUÊS. 
 9. (Unicamp) O site do Museu Britânico incluiu o evento descrito a seguir em sua programação para 
outubro de 2002. 
Considere-o e responda ao que se pede:
The Big Draw is a national day devoted to encouraging everybody to draw. If you are 4 to 104, 
come and join in the fun with celebrity artists, amateur and professional, from east and west. 
The day includes numerous talks, tours, special lectures, behind-the-scenes visits, sessions in the 
52
galleries and workshops in the Clore Edu-
cation Centre. Materials supplied. Help us 
break a world record at 12 noon for people 
across the UK drawing at the same time.
Great Court, Galleries and Clore Education Centre 
Saturday 19 October 
10.30-17.00 
Admission free 
The Campaign for Drawing 
http://www.thebritishmuseum.ac.uk
a) Quais os objetivos do evento?
b) Quem está sendo convidado a participar?
c) Qual a taxa cobrada? 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO 
The surprising truth about women’s hearts
WHILE women are less likely to suffer heart 
attacks than men, once a woman suffers her 
first attack she is 70 per cent more likely 
to die from it than a man. These surprising 
new findings highlight the need for medical 
staff to be more vigilant against heart dise-
ase in women.
Researchers at the Municipal Institute of Me-
dical Research in Barcelona studied 331 wo-
men and 1129 men who had suffered their 
first heart attack. The researchers report in 
“The Journal of the American Medical Asso-
ciation” (vol. 280. p 1405) that women were 
72 per cent more likely to die within the 
first 28 days, and 73 per cent more likely 
to die within the first six months. “We were 
surprised that women were so much more 
at risk,” says Jaume Marrugat, who led the 
Spanish team.
Marrugat notes that women were less likely 
to get clot-busting treatment than men, and 
that they generally took more time getting 
to hospital - problems that may reflect the 
low priority doctors put on heart disease in 
women. Heart specialist Graham McGregor of 
St. George’s Hospital Medical School in Lon-
don also notes that women tend to be older 
than men at their first heart attack because 
they have some hormonal protection against 
heart disease until menopause. On average, 
women in the Spanish study were five years 
older than the men.
“These are important factors to consider but 
they can’t account for the whole difference,” 
says Marrugat. “Women have more complica-
tions in the first six months and their ini-
tial heart attacks may be more severe.” He 
speculates that narrower coronary vessels in 
women may be a factor. Nonetheless, heart 
disease remains a bigger killer of men than 
women.
Michael Day
New Scientist
Gabarito
1. A 2. A 3. D 4. E 5. B
6. B 7. B 8. B 
 9. 
a) Encorajar as pessoas a desenhar.
b) Todas as pessoas que tiverem de 4 a 104 
anos.
c) O evento é gratuito. 
 10. Porque elas têm alguma proteção hormonal 
contra a doença cardíaca até a menopausa. 
10. (Unicamp) 
Por que, segundo Graham McGregor, as mu-
lheres tendem a sofrer seus primeiros ata-
ques cardíacos em idade mais avançada que 
os homens? 
L C
LINGUAGENS
E CÓDIGOS
ESPANHOL
55
Sala
ESPANHOL
LINGUAGENS, CÓDIGOS e suas tecnologias
TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 5 QUESTÕES: 
VAGO, A LETRAS; EMPOLLÓN, A CIENCIAS
J. A. AUNIÓN - Madrid - 30/06/2008
El alumno de letras es sociable simpático y abierto, pero vago, incapaz, despreocupado e indeciso.
El de ciencias es inteligente, serio y responsable, pero individualista, insociable, aburrido y ma-
terialista.
Así opinan de sí mismos y de sus compañeros 36 alumnos madrileños de entre 14 y 18 años que 
fueron reunidos para hablar de la elección de estudios que han hecho o la que están a punto de 
hacer. Se trata de parte de una investigación cualitativa dirigida entre 2003 y 2007 por la profeso-
ra de Sociología de la UNED Mercedes López Sáez, en la que los chavales reproducen el estereotipo 
clásico: los vagos, a letras; los empollones, a ciencias.
Una imagen que afecta, por supuesto, al género: el chico que elija Humanidades perderá caracte-
rísticas masculinas a ojos de los demás y se le tachará de incompetente. Igualmente, la chica que 
elija la rama de tecnología perderá para sus compañeros características típicamente femeninas de 
sociabilidad, señala el estudio, titulado Diferencias en elecciones de modalidades de bachillerato 
entre chicas y chicos. Los estereotipos conllevan simplificación y generalización. Son injustos y 
muchas veces son feroces guardianes de lastres sociales, pero acaban impregnando la realidad de 
manera que resulta difícil diferenciar: ¿Es el estereotipo el que provoca una situación o se trata 
de una realidad, simplemente, generalizada? La profesora tutora de Antropología Social y Cultural 
de la UNED María Dolores Aguilar habla en este caso de “naturalización del estereotipo”, es decir, 
“convertir en realidad algo que no lo es”. Aguilar lo tiene claro: “A pesar de que la adolescencia 
es una etapa de rechazo al mundo adulto, los jóvenes son el producto de una educación y de una 
sociedad y eso es lo que reproducen”.
La dicotomía letras-ciencias es un clásico. [...] ¿Son intrínsecamente más difíciles las ciencias? Se 
habla de la dificultad de unas materias más abstractas, que requieren “un mayor esfuerzo por par-
te de los alumnos”, decía el profesor de Química Ángel Zamoro hace unos meses a este periódico. 
Pero, aunque puede tratarse de la profecía autocumplida (por aquello de los vagos), la estadística 
dice que los alumnos de Ciencias de la Naturaleza y la Salud y Tecnología repiten menos en2o de 
bachillerato (el 22,9% y 28,9%, respectivamente) que los de Sociales y Humanidades (29,6%), y 
mucho menos que los de Artes (45,5%). [...]
“Letras se asocia a los estudios fáciles, cómodos, llevaderos y prácticos. Ciencias se asocia a estu-
dios difíciles, arduos, áridos, trabajosos pero con prestigio”, dice el estudio sobre las opiniones de 
los jóvenes. “La tecnología les va a facilitar el trabajo futuro. Piensan muchísimo en su futuro”, 
apunta un docente en otra parte de la investigación. No es extraño, entonces, que los muchachos 
admitan que en la elección de ciencias, aunque sea a veces sutilmente, pesa la influencia familiar: 
“Yo creo que tus familiares siempre te van a ver mucho mejor si coges un bachillerato de ciencias 
que un bachillerato de letras”, dijo un alumno del bachillerato tecnológico. “Me di cuenta de que 
mis padres el periodismo lo veían como inferior a una ingeniería, que tenía como menos salidas. 
Entonces me metieron en la cabeza que no, que ingeniería”, señalaba otra estudiante. Las cien-
cias suelen estar más vinculadas a la vocación y una cierta claridad sobre su futuro, mientras que 
las letras son una elección más abierta, más relacionada con la indecisión, según las perciben los 
56
jóvenes. Además, defienden que esta opción es totalmente independiente y poco condicionada por 
la familia, aunque sí por los amigos: “Te guías un poco por tus amigos. Las primeras opciones que 
te planteas son las que van a elegir”, añade una alumna de Humanidades y Ciencias Sociales.
EL PAÍS. 13/8/2008 
www.elpais.com
 1. (Pucrj 2009) Respecto a los estereotipos que menciona el texto, elige la afirmación incorrecta. 
a) Los alumnos de letras son perezosos y los de ciencias estudian mucho. 
b) La elección de carreras interfiere en las características masculinas y femeninas de los chavales. 
c) Para algunas familias, el bachillerato de ciencias tiene más prestigio que el de letras. 
d) Los chavales no reproducen el estereotipo clásico. 
e) La elección por las ciencias suele estar vinculada a la vocación y por las letras, más relacionada con la 
indecisión. 
 2. (Pucrj 2009) Según el estudio, los chavales opinan que, en la elección de la carrera: 
a) hay influencia de los amigos. 
b) lo más importante es la vocación. 
c) no hay influencia familiar. 
d) el prestigio social no les importa. 
e) no piensan en el futuro. 
 3. (Pucrj 2009) Señala lo que NO presenta el texto. 
a) La opinión del autor J.A. Aunión. 
b) La investigación de una profesora de la UNED. 
c) Parte de los estudios de Mercedes López Sáez. 
d) La opinión de estudiantes sobre la elección de carrera. 
e) Datos del estudio ‘Diferencias en elecciones de modalidades de bachillerato entre chicas y chicos’. 
 4. (Pucrj 2009) El estudio concluye que: 
a) hay un obligatorio rol de profesiones masculinas y femeninas que se debe seguir. 
b) los jóvenes rechazan al mundo adulto y no lo reproducen. 
c) la dicotomía letras-ciencias es típica de la nueva generación de estudiantes. 
d) las carreras tecnológicas son intrínsecamente más difíciles que Humanidades. 
e) los estereotipos condicionan la elección de estudios en el bachillerato. 
 5. (Pucrj 2009) Conllevar en “Los estereotipos conllevan simplificación y generalización.” (párrafo 
3) tiene como sinónimo el verbo: 
a) eliminar. 
b) dudar. 
c) excluir. 
d) implicar. 
e) rechazar. 
57
E.O. 
TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES: 
SEAMOS ACTORES DE UN CAMBIO CULTURAL
(por Francisco Martorell, Editor General 
Del diario MTG - Chile)
Desde chicos no aceptamos al diferente, en 
todos los sentidos, mucho menos a aquel 
que visiblemente lo es. Esa crueldad, llena 
de inocencia, se tranforma en el tiempo en 
indiferencia. Olvidamos que ellos existen, 
tratamos de segregarlos, no les damos opor-
tunidad, construimos pensando en nosotros 
y nos llevamos el mundo por delante.
De tanto en tanto, imágenes terriblemente 
explotadas por los medios, nos obligan a ser 
solidarios y salimos corriendo a depositar 
dinero en una cuenta bancaria o le damos 
una moneda en el semáforo a un hombre en 
silla de ruedas. Pareciera que la misión está 
cumplida y hasta nos sentimos satisfechos. 
¿Eso es todo lo que podemos hacer?
La respuesta es simple: no. Pero ¿qué se pue-
de hacer? Salvo meter la mano al bosillo, pa-
reciera que todo lo que tiene que ver con la 
discapacidad no nos concierne. Y no es así. 
Se requiere, urgente, un cambio cultural que 
acelere la destrucción y el aniquilamiento de 
todas aquellas barreras, físicas o mentales, 
que impiden la integración.
Un periodista discapacitado, como ya ocur-
rió una vez, no podría trabajar en mi oficina. 
Los cinco baños que existen en un hermoso 
piso de uno de los edificios más modernos 
de Santiago, no le permitirían entrar a ha-
cer sus necesidades. El edificio, sin embargo, 
cuenta con una rampa y ascensores anchos. 
Pero el obstáculo es el baño.
En otros lugares las barreras son las escale-
ras, el medio de transporte o la mentalidad 
de los empleadores. Estos obstáculos existen 
físicamente porque mentalmente no estamos 
integrando a las personas discapacitadas. De 
lo contrario, el constructor haría las puertas 
más anchas o diseñaría un baño especial-
mente para el ingreso en silla de ruedas.
Afortunadamente, esto ya existe en muchos 
lugares públicos y en los últimos tiempos 
hemos visto la proliferación de rampas, se-
máforos com sonidos y otros elementos que 
nos permiten visualizar com optimismo el 
futuro. Falta, sin embargo, apurar el proceso 
que corre por dentro nuestro. Éste debe em-
pezar desde ninõs y los colegios deben inte-
grar a ninõs con discapacidad en sus aulas 
para que, naturalmente y dentro del proceso 
de socialización, aprendan a convivir con el 
otro, aceptándolo con sua semejanzas y di-
ferencias, viviendo las dificultades diarias y 
derribando conjuntamente las barreras que 
le impiden avanzar en la sociedad.
Miremos a nuestro alrededor permanente-
mente y detengámonos a pensar cómo harí-
amos para ir de nuestra casa al trabajo, o al 
fútbol o a una obra de teatro, si no tuviéra-
mos la fortuna de no usar una silla de ruedas 
o muletas, ver, oír u otra dificultad motora.
Hagamos el ejercicio y comentémolos con 
otro, con aquel que no tiene tiempo para 
pensar en los demás, ayudemos a abrir las 
mentes para que esta barrera cultural, la 
más difícil de eliminar, se quede definitiva-
mente em el pasado.
http://www.pasoapaso.com.ve/sensi/sensi3.htm 
 1. (Unirio 2009) “DE LO CONTRARIO, el cons-
tructor haría las puertas más anchas” (50. 
párrafo). Lo destacado tiene la siguiente 
función en el texto: 
a) Plantear una Duda. 
b) Reforzar un argumento. 
c) Justificar una situación. 
d) Reformular el discurso. 
e) Cuestionar una afirmación. 
 2. (Unirio 2009) “¿Eso es todo lo que podemos 
hacer?” (2º. párrafo)
El uso del carácter interrogativo en este con-
texto tiene la función de: 
a) Buscar a un interlocutor. 
b) Ironizar un razonamiento. 
c) Enfatizar una opinión. 
d) Reformular una incertidumbre. 
e) Sospechar de una formulación. 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
“RALLYDAD” UN RALLY EN SILLA DE RUE-
DAS. UNA REALIDAD SOBRE EL ACCESO FÍ-
SICO.
Rallydad tuvo lugar en el marco del día in-
ternacional de las personas con discapaci-
dad. Con esta propuesta, personas con y sin 
discapacidad, mediante la experiencia de 
circular en silla de ruedas, pudieron viven-
ciar las dificultades que poseen las personas 
con movilidad reducida para realizar un iti-
nerario urbano.
El punto de partida fue la parada de la línea 
55 de la estación Barrancas de Belgrano. Una 
vez allí, los competidores fueron invitados 
a tunear las sillas de ruedas con caños de 
escape, números, globos amarillos y carteles 
de Acceso Ya, para darle a esta travesía una 
58
imagen de Rally. Elongamos nuestros bra-
zos y, tras dividirnos en dos equipos, sonó 
la corneta que indicaba que el rally había 
comenzado. Desde allí partimos a toda ve-
locidad condestino al Servicio Nacional de 
Rehabilitación (Ramsay).
Para lograr nuestro cometido debimos atra-
vesar la estación de trenes “Belgrano C” y las 
paradas de todas las líneas de colectivos; to-
pándonos con infinidad de barreras urbanas: 
veredas rotas, esquinas sin rampas, rampas 
obstruidas con automóviles mal estaciona-
dos, baches, mesas que obstruían el paso, 
postes de paradas de ómnibus, canaletas de 
mucha profundidad, etc. Una a una fuimos 
señalizándolas para que las personas que 
circularan por esos espacios tomen concien-
cia de la problemática de la accesibilidad en 
nuestra ciudad.
Una vez finalizado el rally, pudimos reunir-
mos y reflexionar sobre la importancia de te-
ner una ciudad accesible para todos, donde 
los derechos de cada persona sean respeta-
dos.
Para efectivizar el derecho al acceso, durante 
la actividad, un especialista técnico elaboró 
un informe detallando las barreras urbanas 
y arquitectónicas encontradas en el trayecto. 
El mismo será presentado ante la Comisión 
para la Plena Participación e Integración de 
las Personas con Necesidades Especiales (CO-
PINE) y ante el CGP 13, con el objetivo de 
conseguir accesibilidad en el circuito Bar-
rancas de Belgrano - SNR.
http://www.accesoya.org.ar/camp_rallydad_c.html 
 3. (Unirio 2009) Un rally requiere, además de 
la carrera, la superación de dificuldades. El 
gran reto del rally fue: 
a) Vencer los obstáculos de la calle. 
b) Manejar la silla de ruedas. 
c) Señalar las dificuldades enfrentadas. 
d) Atrapar la atención de los transeuntes. 
e) Dar las mismas condiciones a los competi-
dores. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
HÉROES ANÓNIMOS
Nuevamente la naturaleza nos castiga, como 
en todo el mundo. Nuevamente tenemos que 
poner todo el esfuerzo para ir en ayuda de 
aquellos que son damnificados por un fenó-
meno meteorológico sin muchos anteceden-
tes por su magnitud. Nuevamente después 
del desastre, empiezan a llegar situaciones 
e imágenes que emocionan y que crean la 
necesidad de poder llegar de alguna forma a 
aquellos que conozco y que no conozco, y que 
se pusieron el 1overol para llevar alivio a los 
que necesitaban.
Quedan en mi memoria aquellos bomberos 
de Quequén con el agua casi a la cintura, 
cargando personas y chicos en brazos aleján-
dolos de sus casas anegadas, los 2maquinis-
tas de Quequén y Necochea, saltando de la 
cama a la máquina en plena madrugada sin 
el cotidiano mate o desayuno. Quedan en la 
memoria también aquellos que llamaron o se 
acercaron para poner sus vehículos o su fí-
sico en las tareas de socorro, dentro de ellos 
aquel 3chico con “capacidades diferentes” 
descargando y cargando camiones con mer-
caderías o aquellas 4señoras seleccionando 
y acondicionando ropas y mercaderías en el 
Hogar Mateo. También están en la memoria 
5camioneros y maquinistas operando en el 
“medio de la nada”, rodeados de agua y sin 
los afectos de sus seres queridos, a muchos 
kilómetros de su hogar y quizás solo con una 
radio de compañía o un mate, o bien con el 
saludo a bocina de los pocos que pasábamos 
por el lugar, quizás como una necesidad de 
comunicarse.
Nuevamente me atrevo a calificar como lo 
“más destacado” de este evento a la solida-
ridad de los habitantes del distrito, que de 
inmediato, con corazón abierto, empezaron 
a llenar de donaciones a los damnificados, 
como aquella señora de condición muy hu-
milde, que con el producido del lavado de 
unas camisas, juntó unos pocos pesos, y sin 
pensar quizá en sus muchas necesidades 
diarias, lo invirtió en dos bidones de agua 
para los inundados.
JUAN D. LLORENS http://ahorainfo.com.ar
1Overol - traje de faena de una sola pieza. 
 4. (Uerj 2009) En ese texto cargado de emoci-
ón, la solidaridad se manifiesta a través de 
diversas acciones.
De los fragmentos abajo, aquel cuyo léxico 
muestra una acción que indica apresura-
miento es: 
a) “maquinistas de Quequén y Necochea, sal-
tando de la cama a la máquina” (ref. 2) 
b) “chico con ‘capacidades diferentes’ descar-
gando y cargando camiones” (ref. 3) 
c) “señoras seleccionando y acondicionando ro-
pas y mercaderías” (ref. 4) 
d) “camioneros y maquinistas operando en el 
‘medio de la nada’” (ref. 5) 
 
59
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
Ingrid Betancourt: “Estuve encadenada todo el 
tiempo, 24 horas al día, durante tres años”
Durante seis años, Ingrid Betancourt vivió 
presa de la guerrilla colombiana de las FARC 
en la selva. Apenas dos días después de su 
liberación, la ex candidata presidencial ha 
dado nuevos detalles de su cautiverio en 
aquel “mundo completamente hostil, con 
animais peligrosos”. Los peores, los guerril-
leros de “conducta diabólica”.
Tras la esperada llegada de Betancourt y su 
familia a París, donde ha sido recibida con 
todos los honores por una comisión encabe-
zada por el presidente galo, Nicolas Sarkozy, 
y su esposa, Carla Bruni, todo el séquito ha 
acudido directo al Eliseo, donde se ha cele-
brado una recepción, con unos 300 invita-
dos.
Allí há dado nuevos datos sobre sus seis años 
de calvario. Em presencia de sus dos hijos, 
su madre, su primer marido y figuras como 
el alcalde de París, la política francocolom-
biana há recordado los terribles tres prime-
ros años: “Estuve encadenada todo el tiem-
po, 24 horas al día”.
“Intentaba llevar esas cadenas con dignidad, 
incluso si sentía que era insoportable”, ex-
plicó a la cadena Europe 1 Radio. Las con-
diciones de la selva no resultaron fáciles, 
incluso sin cadenas. “Todo está contra ti”, 
relató en el palacio presidencial. “Sin sol, 
sin cielo, un techo verde: era demasiado, de-
masiado, una pared de árboles, muchas bes-
tias, cada una más terrible que la siguiente”.
La guerrilla, acostumbrada a desplazar a 
sus secuestrados de un campamento a otro, 
le hizo caminar “como media, 300 kilóme-
tros a pie al año”, según recoge Libération. 
“Caminaba con un sombrero calado hasta las 
orejas porque te caen en la cabeza todo tipo 
de cosas, hormigas que te muerden, bestias, 
piojos, palos; llevaba guantes, porque todo 
en la jungla muerde, cada vez que intentas 
agarrarte a algo para no caerte, pones la 
mano sobre uma tarântula, pones la mano 
sobre una espina, una hoja que muerde, es 
un mundo completamente hostil, peligroso, 
con animales peligrosos”, relato, en decla-
raciones recogidas por The New York Times. 
“Pero el animal más peligroso de todos eran 
los hombres, los que iban destrás de mi con 
sus grandes armas”.
Cuando le preguntaron si había sido tortu-
rada, contestó con vehemencia: “Sí, sí”, al 
tiempo que tachaba el comportamiento de 
los captores de “conducta diabólica”. “Era 
tan monstruoso que creo que ellos mismos 
estaban asqueados”, apostilló. ¿Cómo pudo 
soportar Betancourt tal tortura? “Necesitas 
una espiritualidad tremenda para no caer 
en el abismo”, señaló. Su compañera de cau-
tiverio durante los primeros años, su com-
pañera de candidatura presidencial Clara 
Rojas, contó en su momento cómo todas las 
mañanas rezaban juntas.
(Disponível em: <http://www.elmundo.es/
elmundo/2008/07/04/internacional/1215199972.
html>Acesso em: 26 ago. 2008.) 
 5. (Uel 2009) Com base no texto, considere as 
afirmativas a seguir.
I. As declarações de Ingrid Betancourt fo-
ram dadas a importantes jornais de cir-
culação mundial (entre eles ‘Libération’ 
e ‘The New York Times’) durante uma re-
cepção em sua homenagem na cidade de 
Paris.
II. A guerrilha tem o costume de deslocar a 
pé seus reféns de um acampamento a ou-
tro; Ingrid Betancourt chegou a caminhar 
cerca de 300 quilômetros em um ano.
III. Apesar da hostilidade dos animais da sel-
va, Ingrid Betancourt considera o homem 
como o animal mais perigoso de todos.
IV. Na recepção em homenagem a Ingrid Be-
tancourt, esteve presente o prefeito de 
Paris, representante da política franco-
-colombiana no país.
Assinale a alternativa CORRETA. 
a) Somente as afirmativas I e III são corretas. 
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas. 
c) Somente as afirmativas II e IV são corretas. 
d) Somenteas afirmativas I, II e III são corretas. 
e) Somente as afirmativas II, III e IV são cor-
retas. 
TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 4 QUESTÕES: 
EL GEN QUE LOS HACE INFIELES
UNA MUTACIÓN PRESENTE EN EL 40% DE 
LOS HOMBRES CONDICIONA SU CAPACIDAD 
PARA EL COMPROMISO CON SU PAREJA
¿Son multitud el trío amoroso que aparen-
temente refleja Vicky Cristina Barcelona, la 
última película de Woody Allen? ¿Los seres 
humanos están hechos sólo para relaciones 
monógamas? Porque, ¿quién puede afirmar 
no haber amado o deseado a más de una per-
sona, a lo largo de su vida, a la vez?
Puede resultar que engañar a la pareja sea 
simplemente cuestión de tener o no un gen. 
Al menos, en los hombres. Y tiene un nom-
bre, la variante “alelo 334”, que la ciencia 
acaba de encontrar. Esta mutación es un en-
lace directo entre los genes del hombre y su 
aptitud para la monogamia. Investigadores 
del Instituto Karolinska de Suecia han pu-
blicado en la revista científica Proceedings 
60
of the National Academy of Sciences los 
resultados de un estudio según el cual los 
hombres que carecen de la variante de un 
gen que influye en la actividad del cerebro 
tienen mayor capacidad de compromiso con 
la mujer.
¿Eso quiere decir que, antes de pronunciar el 
“sí quiero”, la novia debería pedir un certifi-
cado genético de su futuro marido? El efecto 
de esta variación genética es relativamente 
modesto, explica Hasse Walum, investigador 
del Instituto Karolinska, “y no puede ser 
utilizado para predecir con ninguna preci-
sión el comportamiento que tendrá un hom-
bre en una futura relación”, asegura. Pero 
Helen Fischer, antropologa de la Universidad 
de Rutgers y especialista en amor romántico, 
dijo al Washington Post que esta informaci-
ón genética podría ayudar a un hombre y a 
su esposa cuando vayan a contraer matrimo-
nio. “Conocer los ‘puntos débiles’ será útil 
para superar futuros problemas”, afirma.
 Pero no hay que asustarse. Los mismos 
científicos nos tranquilizan: tener ese alelo 
no marcará nuestras vidas. “Todo compor-
tamiento humano tiene tres esferas: la bio-
lógica, la psicológica y la social, y las tres 
influyen de una manera u otra. La existencia 
de un factor biológico no significa que lleve 
al hombre a tener un problema de relación”, 
asegura M. Ángel Cueto, psicólogo de la Fe-
deración Española de Sociedades de Sexolo-
gía. “Los factores sociales y psicológicos o la 
interacción con el medio pueden ayudar o 
perjudicar en los conflictos de pareja”, aña-
de Cueto.
AMBROJO, Joan Carles. El gen que los hace infieles. El 
País. Madri, 03 set. 2008. Disponível em: <http://www.
elpais.es>. Acesso em: 03 set. 2008. (Adaptado).
 6. (Ufg 2009) En la investigación menciona-
da, se divulga que la posesión de la variante 
“alelo 334” es relevante para entender por 
qué los hombres: 
a) infieles alaban a sus mujeres y llegan a desar-
rollar delirios de grandeza. 
b) incapaces para comprometerse desarrollan 
una menor actividad mental. 
c) influenciables por las mujeres parecen ajenos 
a la dificultad del día a día. 
d) inadvertidos con sus compañeras suelen ser 
aptos para la monogamia. 
e) inclinados a poner los cuernos tienen esa 
tendencia natural a la infidelidad. 
 7. (Ufg 2009) A los hombres que la tengan, la 
variante “alelo 334” les : 
a) impedirá satisfacer físicamente a las chicas 
que conozcan. 
b) llevará a que acaben siendo abandonados por 
sus mujeres. 
c) añadirá un ingrediente a las esferas de su 
comportamiento. 
d) duplicará el riesgo de elegir como pares a 
mujeres conflictivas. 
e) exigirá llenarse de fuerza de voluntad para 
aplacar la tentación. 
 8. (Ufg 2009) Mediante las interrogaciones del 
primer párrafo, el autor del artículo pone en 
entredicho que: 
a) esté mal vista la heterosexualidad en las re-
laciones reflejadas en la película de Allen. 
b) haya alguien que no se haya sentido atraído 
por más de una persona al mismo tiempo. 
c) sea aconsejable llevar a cabo un proyecto de 
vida que esté basado en el celibato. 
d) se pueda frenar el efecto dominó desencade-
nado por el modelo amoroso del filme “Vi-
cky”. 
e) se tenga que empezar a poner en tela de jui-
cio la conveniencia de parejas estables. 
 9. (Ufg 2009) La información genética a la que 
se alude en el tercer párrafo podría valer a 
las mujeres como: 
a) prueba que adjuntar en los procesos de anu-
lación de los matrimonios. 
b) baremo con el que rechazar a ciencia cierta a 
los varones consentidos. 
c) evidencia del fracaso al que está abocada la 
unión con los hombres. 
d) medio para considerar en pareja las contin-
gencias de la vida en común. 
e) pronóstico sobre el talante susceptible de ser 
seguido por sus hijos. 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
PAPELES DE RECIENVENIDO
No sé si por algunos excesos de conducta o 
por observancias poco estrictas en mi régi-
men de vida cumpliré en breve cincuenta 
años. No lo he efectuado antes 2porque cada 
vez que impacienté el tiempo, adelantando 
algún acontecimiento, me cambiaron uno 
bueno por uno malo. La elección de un día 
invariable de cumpleaños me ha permitido 
conocerlo tan bien que aun con los ojos ven-
dados cumpliría mi aniversario.
Alguien dirá: ¡Pero Recienvenido, otra vez 
de cumpleaños! ¡Usted no se corrige! ¡La 
experiencia no le sirve de nada! ¡A su edad 
cumpliendo años!
Yo efectivamente entre amigos no lo haría. 
4Mas en las biografías nada más exigido.
Otros juzgarán que el anuncio de mi próximo 
aniversario va encaminando a incitar a los 
cronistas sociales para recordarme con enco-
mios. “Nadie como el señor R. ha cumplido 
61
tan pronto los cincuenta años”; 5o bien 3”A 
pesar de que esto le sucedía por primera vez 
cumplió su medio siglo el apreciado cabal-
lero como si siempre lo hubiera hecho”. Al-
guien con algún desdén: “Con la higiene y 
la ciencia moderna, quién no tiene hoy cin-
cuenta años”. “A su edad no tenía mucho que 
elegir”.
En fin, lo cierto es que nunca he cumplido 
tantos años en un solo día. Nací el 14 de oc-
tubre de 1875 y desde este 1desarreglo em-
pezó para mí un continuo vivir.
FERNÁNDEZ, Macedonio. Buenos Aires: Centro Editor 
de América Latina, 1966. p. 32.(Adaptado)
 10. (Ufmg 2009) ... y desde este desarreglo em-
pezó para mí un continuo vivir. (ref. 1)
Señale la opción en la que la frase propuesta 
puede sustituir adecuadamente esta afirma-
ción, sin comprometer el sentido del texto. 
a) ... y a partir de entonces los desaciertos fue-
ron mi regla de vida. 
b) ... y así, entre descomposturas y continuida-
des, siguió mi vida. 
c) ... y el desorden de la vida se fue transfor-
mando desde entonces. 
d) ... y la vida fue todo lo que continuó a mi 
nacimiento.l 
 Gabarito
E.O.
1. B 2. A 3. A 4. A 5. D 
6. E 7. C 8. B 9. D 10. D 
62
HISTÓRIA GERALC H
CIÊNCIAS
HUMANAS
65
Sala
 1. (Pucrs 2018) A cidade, na época do Renascimento, é um ser de razão. Não é só vivida como tam-
bém é pensada. (...) A cidade não deve ser apenas prática. É conveniente que seja também bela.
(DELUMEAU, Jean. A Civilização do Renascimento. Lisboa: Editorial Estampa, 1994, p. 258-261).
Com base na citação acima, que aponta para o novo contexto político, social, econômico e cultural 
da Europa nos séculos XVI e XVII, analise as afirmativas a seguir, preenchendo os parênteses com 
V (verdadeiro) ou F (falso).
( ) Os arquitetos projetaram tanto a forma urbana, a partir de formas geométricas belas ideais, 
quanto construíram, para a comodidade dos habitantes, os palácios, as praças, as fontes e os 
monumentos.
( ) A centralização do Estado e a ampliação da máquina burocrática para a administração dos ne-
gócios públicos, o comércio, a aplicação da justiça e a cobrança dos impostos exigiram que a 
nobreza se abrisse para o exercício de novas profissões.
( ) Foram criadas editoras, academias e bibliotecas, que permitiram a expansão da cultura letrada 
e a circulação de novas ideias nas principais cidades europeias.
( ) A laicização da cultura urbanaprovocou o abandono de práticas religiosas na vida cotidiana e 
a perda de importância da Igreja Católica na política.
O correto preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é 
a) V – F – V – F 
b) V – V – F – F 
c) F – F – V – V 
d) F – V – F – V 
 2. (Uem 2018) Entre o final da Época Medieval e o início da Época Moderna, a Itália e, posterior-
mente, outras regiões da Europa, viveram um movimento cultural conhecido como Renascimento. 
Sobre o Renascimento, assinale a(s) alternativa(s) correta(s). 
01) Na literatura, Miguel de Cervantes procurou resgatar os valores da cavalaria medieval, enaltecendo 
a coragem e a lealdade, personificados no nobre cavaleiro Dom Quixote de la Mancha, que enfrentou 
grandes perigos para salvar a dama amada. 
02) Nas artes, uma das características do Renascimento foi a preocupação com a valorização da figura hu-
mana. A busca da perfeição ao retratar o homem influenciou, entre outros, os estudos de Anatomia, 
de técnicas de cores e de perspectiva. 
04) O antropocentrismo e o teocentrismo, o hedonismo, o ascetismo, o misticismo, o racionalismo e, prin-
cipalmente, o apego à tradição foram traços característicos do Renascimento. 
08) Embora tenha buscado inspiração e tenha valorizado a Antiguidade greco-romana, o Renascimento, 
ainda que estivesse aparentemente ligado ao passado, apontava para o futuro. 
16) O Renascimento relacionou-se a transformações socioeconômicas da Europa, tais como: o crescimento 
urbano e comercial e a ascensão dos burgueses, principalmente nas cidades italianas. 
 3. (Uem 2017) Sobre o movimento cultural, intelectual e científico que ocorreu na Europa do sé-
culo XIV ao século XVI, e que ficou conhecido como Renascimento, assinale a(s) alternativa(s) 
correta(s). 
01) A sociedade europeia, durante esse período, experimentou um pequeno crescimento urbano e as 
poucas cidades que existiam não possuíam relevância comercial, uma vez que o comércio estava em 
declínio e a burguesia enfraquecida economicamente. 
02) A mentalidade dos intelectuais ligados ao Renascimento baseou-se na formulação de princípios pauta-
dos pelo humanismo ou antropocentrismo, segundo o qual o homem “era a medida de todas as coisas”; 
pelo racionalismo, que sustentava que a razão era fundamental para a explicação do mundo; e pelo 
individualismo, que reconhecia, valorizava e respeitava as diferenças individuais dos homens livres. 
HISTÓRIA GERAL
RENASCIMENTO CULTURAL E CIENTÍFICO
CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias
66
04) Dentre os expoentes renascentistas, destacaram-se James Watt, criador da Teoria da Relatividade; 
Isaac Newton, criador da Teoria Heliocêntrica; e Albert Einstein, considerado o pai da Física, o que lhe 
garantiu destaque e reconhecimento sociais. 
08) Durante essa época, homens ricos conhecidos como mecenas patrocinavam o trabalho de artistas e de 
intelectuais renascentistas. Entre as pessoas que se destacavam como mecenas estavam banqueiros, 
monarcas e papas. 
16) O hedonismo, forma de pensamento renascentista, caracterizava-se pela crítica à valorização dos pra-
zeres terrenos, o que incluía a valorização do corpo, da beleza e da perfeição. 
 4. (Pucrs 2017) As teorias políticas e religiosas, bem como a nova mentalidade da Europa Moderna, 
podem ser melhor compreendidas através da leitura de algumas obras clássicas escritas entre os 
séculos XIV e XVII. Considerando essa premissa, relacione as obras e seus autores (coluna 1) à 
respectiva resenha (coluna 2).
Coluna 1
1. O Príncipe, de Nicolau Maquiavel,
2. Decameron, de Giovanni Bocaccio,
3. A vida de Gargântua e Pantagruel, de François Rabelais,
4. 95 Teses, de Martinho Lutero,
5. O Elogio da Loucura, de Erasmo de Roterdã,
Coluna 2
( ) aborda o abalo causado pela Peste Negra no comportamento e nos valores sociais embasados na 
moral medieval, bem como o advento do humanismo na Itália da passagem da Idade Média para 
a Idade Moderna.
( ) defende uma política desligada da moral religiosa, apresentando orientações sobre como se 
conduzir nos negócios políticos internos e externos, com o objetivo de conquistar o poder e nele 
se manter.
( ) faz uma crítica à filosofia escolástica medieval, à autoridade dos frades, ao Papado, aos reis, 
aos magistrados e à justiça, através de uma sátira no estilo grotesco, que dialoga com a cultura 
popular e carnavalesca da virada da Idade Média para a Moderna.
( ) é um texto que critica as práticas abusivas de alguns clérigos que realizavam a venda de indul-
gências e os desvios morais de certos membros do clero da Igreja Católica.
( ) é um livro inspirado em obras clássicas e no exercício da retórica que, com um texto satírico e 
sombrio, critica práticas corruptas da Igreja Romana.
O correto preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é 
a) 1 – 3 – 5 – 4 – 2 
b) 1 – 2 – 3 – 5 – 4 
c) 2 – 1 – 3 – 4 – 5 
d) 2 – 4 – 1 – 3 – 5 
e) 5 – 1 – 2 – 3 – 4 
 5. (Uem-pas) Sobre o Renascimento, assinale o que for correto. 
01) Foi um movimento de renovação cultural, que surgiu principalmente na Península Itálica e se estendeu 
por outras regiões da Europa, nos séculos XIV a XVI. 
02) Os renascentistas inventaram a escrita cuneiforme, que revolucionou a imprensa a partir do século 
XVII. 
04) O humanismo foi uma das expressões culturais do Renascimento, por colocar o homem como o centro 
das preocupações dos pensadores, e representou uma forte oposição ao pensamento teocêntrico da 
Igreja Católica. 
08) O Renascimento estimulou o surgimento das universidades, com a fundação da Universidade de Bolo-
nha (Itália, no ano de 1088 – a primeira universidade do mundo), da Universidade de Paris (França, no 
ano de 1170), da Universidade de Oxford (Inglaterra, no ano de 1249) e da Universidade de Coimbra 
(Portugal, no ano de 1308). 
16) O Príncipe, tratado que faz uma reflexão sobre a natureza do poder político, escrito por Nicolau Ma-
quiavel, representa uma das obras mais significativas do Renascimento. 
67
E.O. 
 1. (Ufg ) Leia a citação a seguir.
Mago designa um homem que alia o saber 
ao poder de agir para a criação de mundos 
desejáveis.
BRUNO, Giordano. Tratado da magia, 1591. Apud JOB, 
Nelson. Ontologias em devir: confluências entre magia e 
ciência. Disponível em: <www.hcte.ufrj.br/downloads/sh/
sh3/trabalhos/NelsonJob.pdf>. Acesso em: 14 nov. 2012.
Tal como demonstra a citação de Giordano 
Bruno, sentenciado pela Inquisição à morte 
na fogueira, a magia despertava o interesse 
de pensadores e cientistas que estudavam as 
formas de intervir nas forças da natureza, 
no período entre os séculos XV e XVI. Com 
base no exposto,
a) explique como a citação de Giordano Bruno 
contraria os princípios que sustentaram a 
ação da Inquisição;
b)relacione a citação de Giordano Bruno aos va-
lores renascentistas sobre o conhecimento 
humano. 
 2. (Ufg) Leia o texto a seguir.
Enquanto andava à procura de ossos pelas 
estradas rurais, onde eventualmente os indi-
víduos executados são deixados, deparei-me 
com um cadáver ressecado. Os ossos esta-
vam totalmente expostos, mantendo-se uni-
dos apenas pelos ligamentos, e tinham sido 
preservadas somente a origem e a inserção 
dos músculos. Escalei o poste e destaquei o 
fêmur do osso ilíaco. Quando puxei a peça 
com força, a omoplata, os braços e as mãos 
também se destacaram, embora faltassem os 
dedos de uma das mãos, as duas rótulas e um 
dos pés. Depois de trazer secretamente para 
casa as pernas e os braços e após sucessivas 
idas e vindas (tinha deixado para trás a ca-
beça e o tronco), permaneci durante quase 
toda noite fora dos limites da cidade a fim 
de conseguir pegar o tórax, que se encontra-
va firmemente preso a uma corrente.
VESALIUS, Andreas. De humani corporis fabrica, 
1543. Disponível em: www.cienciahoje.uol.com.
br/noticias/historia-da-ciencia-e-epistemologia/
relancado-tratado-que-inaugurou-anatomia-
moderna/. Acesso em: 11 out.. 2010. [Adaptado]
Datada de 1543, a narração do médico An-
dreas Vesalius,considerado o precursor dos 
estudos de anatomia moderna, indica a for-
mação de um novo modelo de conhecimento, 
no período. Com base na leitura do texto e 
considerando o contexto histórico,
a) explique o processo pelo qual a concepção 
de mundo dos homens se transformou na 
época do Renascimento;
b) analise a concepção de ciência que se forma-
va, apresentando o conflito social que essa 
nova concepção gerou. 
 3. (Unesp 2018) Ainda hoje a palavra Renas-
cimento evoca a ideia de uma época dourada 
e de homens libertos dos constrangimentos 
sociais, religiosos e políticos do período pre-
cedente. Nessa “época dourada”, o indivi-
dualismo, o paganismo e os valores da An-
tiguidade Clássica seriam cultuados, dando 
margem ao florescimento das artes e à ins-
talação do homem como centro do universo.
(Tereza Aline Pereira de Queiroz. O 
Renascimento, 1995. Adaptado.)
O texto refere-se a uma concepção acerca do 
Renascimento cultural dos séculos XV e XVI 
que 
a) projeta uma visão negativa da Idade Média e 
identifica o Renascimento como a origem de 
valores ainda hoje presentes. 
b) estabelece a emergência do teocentrismo e 
reafirma o poder tutelar da Igreja Católica 
Romana. 
c) caracteriza a história da arte e do pensamen-
to como desprovida de rupturas e marcada 
pela continuidade nas propostas estéticas. 
d) valoriza a produção artística anterior a esse 
período e identifica o Renascimento como 
um momento de declínio da criatividade hu-
mana. 
e) afirma o vínculo direto das invenções e ino-
vações tecnológicas do período com o pensa-
mento mítico da Antiguidade. 
 4. (Ufrgs 2018) Sobre o desenvolvimento do 
pensamento moderno no Ocidente, entre os 
séculos XIV e
XVIII, é correto afirmar que 
a) os estudos empíricos sobre a natureza, reali-
zados no Renascimento, contribuíram para o 
desenvolvimento da ciência europeia. 
b) o abandono do dogma cristão pelo pensa-
mento humanista motivou a criação dos 
tribunais do Santo Ofício para combater as 
heresias. 
c) a filosofia foi marcada por uma completa 
ruptura em relação à visão de mundo, elabo-
rada durante a antiguidade. 
d) a Reforma Protestante caracterizou-se pela 
reafirmação dos valores institucionais da 
Igreja e pela defesa do papado. 
e) a rígida separação social entre a elite letrada 
e a população camponesa impedia o desen-
volvimento de práticas culturais populares. 
68
 5. (Upe-ssa 2017) Quais características do Re-
nascimento estão presentes na obra?
a) A filosofia Escolástica e a Patrística 
b) A exaltação a Deus e o Teocentrismo 
c) A misoginia e a exaltação do masculino 
d) O Orientalismo e as influências chinesas 
e) O Humanismo e a retomada de temas clássicos 
 6. (Feevale) “Beleza e tragédia caracterizam 
esse movimento histórico dos descobrimen-
tos e do Renascimento. A América possuía 
uma população de 80 milhões de habitan-
tes e, após meio século de convívio com os 
europeus, restavam apenas 3,5 milhões. [...] 
Infelizmente, perfeição e destruição são ele-
mentos que se combinam. Os artífices eu-
ropeus, capazes de pintar ou esculpir com 
perfeição, haviam transformado todo um 
continente, realizando nele a maior obra de 
criação: o Novo Mundo.”
THEODORO, Janice. Descobrimentos e Renascimento. 
São Paulo: Contexto, 1991, p. 64.
As alternativas que seguem apresentam si-
tuações decorrentes desse processo, exceto: 
a) a arte renascentista é o principal exemplo 
da beleza, citada pela autora acima. As obras 
retratam temas que vão do profano ao sa-
grado, valorizam a arte clássica e mostram a 
essência do Humanismo. 
b) a Reforma Luterana, que, em 2017, come-
mora 500 anos, foi fruto desse período. Al-
gumas de suas ideias, como a livre interpre-
tação da Bíblia, devem ser compreendidas 
como mais uma das muitas manifestações 
típicas do homem renascentista. 
c) a conquista da América foi parte desse con-
texto, quando Portugal e Espanha apareciam 
como potências e Estados capazes de realizar 
essa empreitada. 
d) a ciência e a literatura também foram des-
taques nesse período, decorrentes do pensa-
mento iluminista que influenciava políticos 
e filósofos, como Voltaire. 
e) as navegações que levaram os europeus por 
diferentes continentes em busca de terras, 
metais preciosos e mão de obra escrava eram 
incentivadas pelo modelo econômico conhe-
cido como Mercantilismo. 
 7. (Pucrj) Os humanistas e artistas do Renas-
cimento italiano apregoavam a “volta aos 
Antigos” como fundamento de suas ações no 
presente.
Assinale a alternativa que expressa o que era 
entendido por “volta aos Antigos”. 
a) Dar continuidade ao pensamento medieval, 
em particular aos preceitos da Escolástica 
que apregoava a conciliação da fé cristã com 
a razão fundada na tradição grega de Platão 
e Aristóteles. 
b) Tomar como fundamento exclusivamente as 
Escrituras Sagradas – o Antigo e o Novo Tes-
tamento – na medida em que as formas cul-
turais deveriam estar a serviço da religião. 
c) Inspirar-se na arte e na cultura da civiliza-
ção greco-romana que teria sido desvaloriza-
da pelo pensamento medieval, o qual limita-
va a liberdade do indivíduo. 
d) Imitar fielmente as atitudes dos homens da 
antiguidade, em seu modo de escrever, fa-
lar, esculpir, pintar, construir, se vestir, en-
tre outras. Assim, sentiam-se alcançando as 
glórias do passado. 
e) Reagir ao movimento que defendia a auto-
ridade do presente em relação ao Antigo e 
exigia uma ruptura total com o passado. 
 8. (Fac. Albert Einstein - Medicin) “Leonardo 
[da Vinci] analisou a anatomia humana du-
rante toda sua vida; considerava que a natu-
reza havia criado todas as coisas visíveis que 
poderiam tornar-se pintura. (...) Escrevendo 
sobre o horror de cadáveres esquartejados 
com os quais costumava passar as noites, Da 
Vinci diz que de nada lhe serviriam caso não 
soubesse também desenhar perfeitamente; a 
dissecção de corpos deveria ser acompanha-
da por um conhecimento da perspectiva, dos 
métodos de demonstração geométrica, do 
método do cálculo de força e de poder dos 
músculos. A pintura deveria levar em conta 
os fenômenos naturais, a estrutura das coi-
sas, o mecanismo dos corpos.”
Teresa Aline Pereira de Queiroz. O renascimento. 
São Paulo: Edusp, 1995, p. 55.
O texto refere-se a três características cen-
trais do Renascimento cultural dos séculos 
XV e XVI: 
69
a) o naturalismo, a rusticidade das representa-
ções e o simbolismo. 
b) o abstracionismo, o contraste entre claro e 
escuro e a despreocupação com as propor-
ções na representação do corpo. 
c) o experimentalismo, a pesquisa científica e a 
valorização do homem. 
d) o reconhecimento da submissão absoluta do 
homem a Deus, o platonismo e a ausência de 
perspectiva. 
 9. (Uern) O Vaticano inaugurou a nova ilumi-
nação do interior da Capela Sistina, que valo-
riza os detalhes de obras-primas da história 
da arte. Quando “O juízo final”, a parede de 
afrescos considerada a maior obra do huma-
nismo, foi restaurada, há 20 anos, talvez o 
efeito obtido não fosse como o de hoje. Sete 
mil leds, com luz difusa e ao mesmo tempo 
intensa, permitem uma valorização sem pre-
cedentes das cores.
(Disponível em: http://g1.globo.com/jornal-
nacional/noticia/2014/10/vaticano-inaugura-nova-
iluminacao-do-i terior-da-capela-sistina.html.)
Patrimônio da humanidade, a obra de Mi-
chelangelo é um dos símbolos máximos do 
Renascimento. Sobre o contexto histórico 
em que foi produzida essa obra, é correto 
afirmar que 
a) o artista retratou o resgate das culturas he-
lenísticas, principalmente no que se refere às 
concepções mitológicas e politeístas. 
b) Michelangelo, o autor de “O juízo final”, 
manteve em sua obra-prima o princípio bási-
co da arte renascentista: o teocentrismo. 
c) os humanistas preconizavam o estabeleci-
mento de dogmas cristãos dissolvidos desde 
a expansão vertiginosa da Igreja Ortodoxa. 
d) a obra retrata ainda temas cristãos, retirados 
da Bíblia, mas contém o realismo, humanismo 
e naturalismocaracterísticos da Renascença. 
 10. (Ufpe) Sobre o movimento historicamente 
reconhecido como Renascimento, que se di-
fundiu na Europa a partir do final do século 
XV, analise as proposições abaixo. 
( ) Em contraposição à teoria geocêntrica, 
de Ptolomeu, difundida nas universida-
des medievais, a teoria heliocêntrica, de 
Copérnico, representou uma revolução no 
conhecimento humano. 
( ) A expansão marítima europeia do século 
XV está diretamente relacionada aos no-
vos conceitos de homem e de mundo que 
caracterizam o movimento renascentista. 
( ) Embora tenha sido um movimento restri-
to ao campo das artes plásticas, o Renas-
cimento provocou grandes mudanças no 
modo de pensar de homens e mulheres 
da Europa. 
( ) Com o Renascimento, o comércio europeu 
via Mediterrâneo foi alargado, propician-
do um maior intercâmbio de mercadorias 
e ideias entre Oriente e Ocidente. 
( ) A visão de mundo renascentista era tam-
bém caracterizada pelo antropocentris-
mo, o que significa que o homem ocupava 
uma posição central nas preocupações 
humanas. 
70
Gabarito
E.O.
1.
a) Os princípios que sustentaram a ação da 
Inquisição eram baseados no combate a 
toda e qualquer forma de oposição aos 
dogmas da Igreja Católica. Esses princí-
pios eram efetivados por meio de práticas 
como: vigilância e controle do comporta-
mento moral dos fiéis e severa censura às 
produções culturais e às inovações cientí-
ficas. A citação de Giordano Bruno contra-
ria esses princípios por exaltar o “saber” 
e o “poder de agir” do homem, avaliado, 
então, como ator capaz de dominar a na-
tureza para criar “mundos desejáveis”. A 
citação se refere ao trabalho desenvol-
vido pelo mago. No período citado, seus 
conhecimentos provinham de fontes não 
aprovadas pela Igreja, que resultavam em 
práticas consideradas ocultas por amea-
çarem os dogmas religiosos. Em virtude 
dessa compreensão por parte da Igreja, a 
Inquisição reservaria aos hereges (dentre 
eles, os magos) denúncias, investigações, 
julgamentos e condenações, com penas 
como prisão perpétua e morte na foguei-
ra (o caso de Giordano Bruno).
b) A citação está associada aos valores re-
nascentistas porque se refere a um tipo 
distinto de poder e de saber, que ultra-
passa os limites impostos pelos dogmas 
da Igreja Católica, na medida em que essa 
instituição tem a revelação divina como 
fonte única do saber. Três pontos asso-
ciam a citação a esses valores: 1) a eleição 
do homem como agente; 2) a referência 
a uma ação racionalmente elaborada para 
transformar a realidade, o que remete à 
criação de novos mundos; 3) o registro de 
que os mundos a serem criados depende-
riam da vontade humana. Assim, os pon-
tos mencionados explicitam os seguintes 
valores do Renascimento: o humanismo 
e o antropocentrismo (valorização do ho-
mem e de seu poder de ação, o que resul-
tava em colocar o homem no centro da 
ação e conferir-lhe vontade e desejo para 
a intervenção na natureza); o racionalis-
mo (a valorização da razão humana). 
2.
a) No processo de formação do mundo 
moderno (XII-XVII), o Renascimen-
to introduziu algumas importantes 
transformações, que incidiram sobre a 
concepção de mundo dos homens daquela 
época. Colocou no centro de suas preocu-
pações o homem, o que ficaria conhecido 
como antropocentrismo. O humanismo, o 
estudo da natureza e o desenvolvimento 
do espírito crítico, em conjunto, colabo-
raram para a ampliação dos horizontes 
em vários campos do conhecimento, que, 
difundidos, transformaram a concepção 
do homem sobre o mundo.
b) Desenvolvia-se a importância de obser-
vação direta nos estudos científicos, pro-
cedimento que afirmaria a empiria como 
forma de construção do conhecimento 
científico. Com o Renascimento e a difu-
são de seus princípios, as dúvidas sobre 
o corpo humano tornaram legítima, por 
parte dos médicos, a investigação empíri-
ca, daí a prática de dissecação de cadáve-
res. Ainda assim, a narrativa do médico, 
ao revelar que as suas atividades eram 
feitas em segredo, indica implicitamen-
te que, apesar das mudanças produzidas 
pelo Renascimento, tais “novidades” 
provocavam conflito, posto que não eram 
consensuais. Na verdade, nesse mesmo 
período, a Igreja Católica condenava prá-
ticas como a da dissecação de cadáveres, 
pois o corpo humano era considerado sa-
grado e não poderia ser violado.
3. A 4. A 5. E 6. D 7. C
8. C 9. D
10.
 VVFFV
HISTÓRIA DO BRASILC H
CIÊNCIAS
HUMANAS
73
Sala
 1. (Fac. Albert Einstein - Medicin 2018) “O véu já foi rasgado, já vimos a luz, e querem nos devolver 
às trevas: romperam-se os grilhões, já fomos livres, e nossos inimigos pretendem novamente nos 
escravizar [...]
Eu desejo, mais do que qualquer outro, ver formar-se na América a maior nação do mundo, menos 
por sua extensão e riqueza do que por sua liberdade e glória. [...]
O texto é parte da Carta da Jamaica, escrita por Bolívar em 1815. Assinale a alternativa que apre-
senta corretamente o contexto no qual foi escrita e as ideias que a inspiraram: 
a) Aproveitando a conjuntura europeia transformada pelo Bloqueio Continental e pela derrota da Espa-
nha frente aos ingleses, Bolívar e outros líderes latino-americanos reuniram-se na atual Colômbia e 
dirigiram exércitos inspirados pelas ideias nativistas e indigenistas contra as tropas espanholas. 
b) Motivados pela expansão napoleônica, os “Libertadores da América” aproveitaram o enfraquecimento 
dos laços coloniais com a Espanha, governada por José Bonaparte, e o fortalecimento da Inglaterra, 
para realizar guerras de independência inspiradas por ideias liberais e socialistas. 
c) Com a derrota de Napoleão e a volta de Fernando VII ao poder, a Espanha desenvolveu forte ofensiva 
militar contra as forças independentistas hispano-americanas. Movido por ideais iluministas e uni-
taristas, Bolívar liderou o vitorioso movimento de independência de regiões correspondentes hoje à 
Colômbia, Venezuela e Bolívia. 
d) Reafirmando a independência da Colômbia e da Bolívia, conquistadas em 1810, e questionadas pelo 
Congresso de Viena depois da derrota de Napoleão, Bolívar liderou novamente exércitos compostos por 
criollos e indígenas para libertar a Venezuela, orientado por ideais nacionalistas e iluministas. 
 2. (Unesp) No movimento de Independência atuam duas tendências opostas: uma, de origem euro-
peia, liberal e utópica, que concebe a América espanhola como um todo unitário, assembleia de 
nações livres; outra, tradicional, que rompe laços com a Metrópole somente para acelerar o proces-
so de dispersão do Império.
(Octavio Paz. O labirinto da solidão, 1999. Adaptado.) 
O texto refere-se às concepções em disputa no processo de Independência da América Latina. Ten-
do em vista a situação política das nações latino-americanas no século XIX, é correto concluir que 
a) os Estados independentes substituíram as rivalidades pela mútua cooperação. 
b) os países libertos formaram regimes constitucionais estáveis. 
c) as antigas metrópoles ibéricas continuavam governando os territórios americanos. 
d) o conteúdo filosófico das independências sobrepôs-se aos interesses oligárquicos. 
e) as classes dirigentes nativas foram herdeiras da antiga ordem colonial. 
 3. (Fgvrj) Sobre o México e o seu processo de emancipação política é correto afirmar: 
a) Foi iniciado em 1810, com forte caráter popular, e concluído em 1821, como um movimento de elite. 
b) Foi o único movimento de independência política comandado por escravos, libertos e mestiços. 
c) Foi inspirado no princípio de unidade latino-americana defendido por Símon Bolívar. 
d) Serviu de referência para os demais movimentos emancipatórios americanos pelo seu republicanismo. 
e) Foi marcado pela ausência de conflitos armados, ao contrário dos demais movimentos americanos. 
HISTÓRIA DO BRASIL
OS PROCESSOS DE INDEPENDÊNCIA DO BRASIL E DA AMÉRICA ESPANHOLA
CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias
74
 4. (Acafe) No rastro dos movimentos influenciados pela ideologia Iluministae até pela independên-
cia dos Estados Unidos da América, no século XVIII, acentuaram-se os movimentos pela ruptura da 
América espanhola com a Metrópole, na primeira metade do século XIX.
Nesse contexto é correto afirmar, exceto: 
a) Organizando-se a partir dos cabildos e formando as juntas governativas, os revoltosos depuseram au-
toridades metropolitanas e assumiram a administração das colônias. 
b) Os chapetones, com o ideal nacionalista de quem já havia nascido na América, foram os principais 
organizadores das lutas contra o domínio metropolitano. 
c) Simom Bolívar, conhecido como um dos “libertadores da América”, foi um exemplo típico da ideologia 
da elite criolla. 
d) A Doutrina Monroe, instituída pelos Estados Unidos apoiou as independências da América Latina na 
guerra contra a Metrópole espanhola. 
 5. (Unesp) Era o fim. O general Simón José Antonio de La Santísima Trinidad Bolívar y Palacios ia 
embora para sempre. Tinha arrebatado ao domínio espanhol um império cinco vezes mais vasto 
que as Europas, tinha comandado vinte anos de guerras para mantê-lo livre e unido, e o tinha 
governado com pulso firme até a semana anterior, mas na hora da partida não levava sequer o con-
solo de acreditarem nele. O único que teve bastante lucidez para saber que na realidade ia embora, 
e para onde ia, foi o diplomata inglês, que escreveu num relatório oficial a seu governo: “O tempo 
que lhe resta mal dá para chegar ao túmulo.”
MÁRQUEZ, Gabriel García. O general em seu labirinto, 1989.
O perfil de Simón Bolívar, apresentado no texto, acentua alguns de seus principais feitos, mas deve 
ser relativizado, uma vez que Bolívar 
a) foi um importante líder político, mas jamais desempenhou atividades militares no processo de inde-
pendência da América Hispânica. 
b) obteve sucesso na luta contra a presença britânica e norte-americana na América Hispânica, mas ja-
mais conseguiu derrotar os colonizadores espanhóis. 
c) defendeu a total unidade das Américas, mas jamais obteve sucesso como comandante militar nas lutas 
de independência das antigas colônias espanholas. 
d) teve papel político e militar decisivo na luta de independência da América Hispânica, mas jamais go-
vernou a totalidade das antigas colônias espanholas. 
e) atuou no processo de emancipação da América Hispânica, mas jamais exerceu qualquer cargo político 
nos novos Estados nacionais. 
75
E.O. 
 1. (Uem 2018) Sobre o processo de inde-
pendência das antigas colônias europeias 
nas Américas, assinale a(s) alternativa(s) 
correta(s). 
01) A independência das colônias inglesas da 
América do Norte foi influenciada pelas prá-
ticas comerciais mercantilistas, que visavam 
ao acúmulo de metais preciosos nos Estados 
Unidos da América em vez da Inglaterra. 
02) A ocupação da Espanha pelas tropas de Na-
poleão Bonaparte enfraqueceu o controle da 
metrópole sobre as colônias americanas e fa-
voreceu o desenvolvimento de movimentos 
separatistas. 
04) Na década de 1820, os Estados Unidos, já 
independentes da Inglaterra, formularam a 
Doutrina Monroe, que declarava a “América 
para os americanos” e reconhecia a indepen-
dência das antigas colônias ibéricas. 
08) O lema American first (América em primeiro 
lugar) foi o suporte teórico que legitimou a 
luta dos moradores das treze colônias ingle-
sas da América pela independência. 
16) O primeiro movimento de independência vi-
torioso na América Latina ocorreu na ilha 
de São Domingos, colônia francesa nas An-
tilhas, atual Haiti. Distintamente do que 
ocorreria em outras regiões das Américas, 
nessa ilha a revolta assumiu a forma de re-
belião de escravos. 
 2. (Uefs) Há dois séculos, o país [Haiti] era 
responsável por 75% da produção mundial 
de açúcar. Como foi possível a colônia mais 
rica da América tornar-se um dos países 
mais pobres do mundo?
Uma história que, no entanto, começou de 
forma promissora. No fim do século 18, o 
Haiti era uma das colônias mais ricas da 
América. Sob controle francês, a pequena 
ilha de Saint Domingue, no Caribe, era res-
ponsável pela produção de 75% do açúcar 
comercializado no mundo. A prosperidade 
econômica era garantida pelas plantações 
em grandes propriedades e pela exploração 
do trabalho escravo. Mas esse modelo estava 
com os dias contados. (O HAITI... 2016).
No Brasil, do inicio do século XIX, a expres-
são “haitianismo” aterrorizava os grandes 
senhores de terras e de escravos em razão 
a) da concorrência do açúcar das Antilhas ao 
comércio internacional do açúcar brasileiro, 
produzido no oeste paulista. 
b) da intensa migração de haitianos para o Bra-
sil, fugindo dos maus-tratos aplicados pelo 
sistema escravista, praticado no Haiti. 
c) das práticas religiosas do vodu, de origem 
africana, tidas como feiticeiras e demonía-
cas pelas populações brancas do Brasil. 
d) da revolta da população escrava do Haiti 
contra o modelo de exploração do trabalho, 
quando foi exterminada grande parte dos 
proprietários brancos. 
e) do apoio dado pela França napoleônica à ex-
pansão das revoltas escravas em todo o ter-
ritório colonial da América. 
 3. (Ufpr) Considere o seguinte extrato da de-
claração de independência haitiana:
1º de janeiro de 1804 
O General em Chefe ao Povo do Haiti, 
Cidadãos – compatriotas –, eu reuni, neste 
dia solene, os corajosos comandantes que, 
às vésperas de receber o último suspiro da 
liberdade agonizante, derramaram seu san-
gue para preservá-la. Estes generais, que co-
mandaram as lutas de vocês contra a tirania, 
ainda não terminaram. A reputação france-
sa ainda obscurece nossas planícies: todas 
as coisas evocam a lembrança das cruelda-
des daquele povo bárbaro. Nossas leis, nos-
sos costumes, nossas cidades, tudo encerra 
características dos franceses. Ouçam o que 
estou dizendo! Os franceses ainda têm um 
pé em nossa ilha! E vocês se creem livres e 
independentes daquela república, que com-
bateu todas as nações, é verdade, mas nunca 
conquistou aqueles que seriam livres!
(Transcrição a partir da versão publicada em David 
Armitage, Declaração de independência: uma história 
global. São Paulo: Companhia das Letras, 2011).
Com base nesse fragmento e nos conheci-
mentos sobre o assunto, considere as se-
guintes afirmativas sobre a Revolução Hai-
tiana (1791-1804) e seu significado para as 
independências americanas:
1. Antes de se chamar Haiti, a ilha se chama-
va Santo Domingo e estava sob domínio 
espanhol, sendo invadida pelos franceses 
a mando de Napoleão. 
2. O Haiti foi a primeira república das Amé-
ricas a se libertar da dominação europeia 
e abolir a escravidão. 
3. A particularidade da revolução haitiana é 
que foi dirigida por escravos, libertos e 
mulatos e inspirada nos princípios que os 
próprios franceses teriam levantado du-
rante sua revolução. 
4. A revolução haitiana contou com o apoio 
de escravos e libertos da colônia espa-
nhola de Cuba. 
Assinale a alternativa correta. 
a) Somente as afirmativas 1 e 4 são verdadeiras. 
b) Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras. 
c) Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras. 
d) Somente as afirmativas 2, 3 e 4 são verdadeiras. 
e) As afirmativas 1, 2, 3 e 4 são verdadeiras. 
76
 4. (Unisinos) “Em determinados períodos da 
História, há mudanças significativas que 
acontecem em curto espaço de tempo. Foi 
assim no início do século XIX, mais preci-
samente entre 1808 e 1824, na América de 
colonização espanhola” 
(PRADO, Maria Ligia; PELLEGRINO, Gabriela. História da 
América Latina. São Paulo: Contexto, 2014. p. 25). 
As autoras, neste trecho em particular, estão se 
referindo a que conjuntura, especificamente? 
a) Às diferentes revoltas de escravos nos vice-
-reinos espanhóis, as quais foram responsá-
vel pela abolição do regime de trabalho com-
pulsório na América Espanhola ao longo da 
primeira metade do século XIX. 
b) Às lutas de indígenas e mestiços pela ex-
pulsão da Igreja Católica dos domínios espa-
nhóis, haja vista sua sistemática tentativade tornar cativa esta população desde o sé-
culo XV até aquele momento. 
c) Ao movimento político iniciado pelas elites 
nativas no início do século XIX, tendo em 
vista a substituição do domínio espanhol 
sobre os territórios americanos por uma mo-
narquia constitucional soberana e indepen-
dente do jugo europeu. 
d) À constituição, no início do século XIX, de 
diferentes vice-reinos no território sob do-
minação espanhola, tendo em vista o maior 
controle e melhor administração das colô-
nias espanholas na América. 
e) Ao contexto das lutas pela independência 
política das diferentes porções do continen-
te americano e à decorrente formação de es-
tados nacionais republicanos naquele vasto 
território. 
 5. (Mackenzie 2018) “(...). Conquistar a eman-
cipação definitiva e real da nação, ampliar 
o significado dos princípios constitucionais 
foi tarefa delegada aos pósteres”.
COSTA, Emília Viotti da. Da monarquia à 
república: momentos decisivos. São Paulo; Livraria 
Editora Ciências Humanas, 1979. P.50.
A análise acima, da historiadora Emília Viot-
ti da Costa, refere-se à proclamação da inde-
pendência do Brasil, em 7 de setembro de 
1822. A análise da autora, a respeito do fato 
histórico, aponta que 
a) apesar dos integrantes da elite nacional 
terem alcançado seu objetivo: o de romper 
com os estatutos do plano colonial, no que 
diz respeito às restrições à liberdade de co-
mércio, e à conquista da autonomia admi-
nistrativa, a estrutura social do país, porém, 
não foi alterada. 
b) a independência do Brasil foi um fato iso-
lado, no contexto americano de luta pela 
emancipação das metrópoles. Isso se deu 
porque era a única colônia de língua por-
tuguesa, e porque adotava, como regime de 
trabalho, a escravidão africana. 
c) caberia, às futuras gerações de brasileiros, 
o esforço no sentido de impor seus valores 
para Portugal, rompendo, definitivamente, 
os impasses econômicos impostos à Colônia 
pela metrópole portuguesa desde o início da 
colonização. 
d) apesar de alguns setores da elite nacional 
possuírem interesses semelhantes à burgue-
sia mercantil lusitana e, portanto, afastan-
do-se do processo emancipatório nacional, 
com a eminente vinda de tropas portuguesas 
para o país, passaram a apoiar a ideia de in-
dependência. 
e) assim como Portugal passava por um pro-
cesso de reestruturação, após a Revolução 
Liberal do Porto; no Brasil, esse movimento 
emancipatório apenas havia começado e só 
fora concluído, com a subida antecipada ao 
trono, de D. Pedro II, em 1840. 
 6. (Uece 2018) Atente ao seguinte fragmento 
da obra da historiadora Emília Viotti da Cos-
ta, a respeito do processo de independência 
do Brasil:
“A ordem econômica seria preservada, a es-
cravidão mantida. A nação independente 
continuaria subordinada à economia colo-
nial, passando do domínio português à tu-
tela britânica. A fachada liberal construída 
pela elite europeizada ocultava a miséria e 
a escravidão da maioria dos habitantes do 
país. Conquistar a emancipação definitiva da 
nação, ampliar o significado dos princípios 
constitucionais seria tarefa relegada aos 
pósteros”.
COSTA, Emília Viotti da. Introdução ao estudo da 
emancipação política do Brasil. In: MOTA, Carlos 
Guilherme (Org.). Brasil em perspectiva. 16. ed. Rio 
de Janeiro: Editora Bertrand Brasil, 1987. p.125.
Considerando o processo de independência 
do Brasil, assinale a afirmação verdadeira. 
a) Não ocorreu nenhuma ocultação dos reais 
problemas sociais e econômicos do país após 
a independência, já que a elite local buscou 
solucioná-los imediatamente. 
b) Apenas ocorreu a independência econômica 
do Brasil, mas não a política, pois a elite 
nacional europeizada submeteu-se aos inte-
resses da Inglaterra. 
c) Pelo fato de a monarquia ter sido logo adota-
da como forma de governo, a independência 
não representou mudanças sociais significa-
tivas, pois estas ficariam a cargo de gerações 
futuras. 
d) Não houve acordo de independência com os 
Britânicos, que reagiram o quanto puderam 
à independência do Brasil, já que ela re-
presentaria a real autonomia econômica do 
país. 
77
 7. (Feevale) “[...] no 07 de setembro de 1822, 
nas margens do Ipiranga, nos arredores de 
São Paulo, quando Dom Pedro, herdeiro do 
trono português, gritou ‘Independência ou 
morte’, estava exagerando. [...] O que esta-
va em jogo no início da década de 1820 era 
mais uma questão de monarquia, estabilida-
de, continuidade e integridade territorial do 
que de revolução colonial.”
MAXWELL, Kenneth. Por que o Brasil foi diferente? O 
contexto da independência. In: MOTA, Carlos Guilherme 
(Org.). Viagem incompleta: A experiência brasileira (1500-
2000). Formação: histórias. São Paulo: Senac, 2000, p. 186.
O processo de independência do Brasil foi 
marcado por diversas características. Sobre 
esse tema, fazem-se as seguintes afirmações.
I. A instalação da Corte portuguesa no Rio 
de Janeiro em 1808 representou uma al-
ternativa para o contexto de crise política 
da Metrópole e a possibilidade de estru-
turar um império luso-brasileiro na Amé-
rica.
II. Da mesma forma que nos demais países 
da América Latina, o Brasil independente 
tornou-se monárquico, liberal e, rapida-
mente, urbano.
III. O projeto de D. Pedro, ao proclamar a in-
dependência, era ampliar o controle das 
Cortes portuguesas sobre o Brasil, além 
de acabar com a escravidão.
Com base nas afirmações, assinale a alterna-
tiva correta. 
a) Apenas a afirmação I está correta. 
b) Apenas as afirmações I e II estão corretas. 
c) Apenas as afirmações I e III estão corretas. 
d) Apenas as afirmações II e III estão corretas. 
e) Todas as afirmações estão corretas. 
 8. (Uem) O Primeiro Reinado se iniciou com 
a Proclamação da Independência, em 1822, 
que garantiu ao Brasil autonomia em relação 
a Portugal. Essa fase da história política do 
Brasil imperial se estendeu até 1831, quan-
do teve início o período regencial.
Sobre o Primeiro Reinado, assinale o que for 
correto. 
01) O projeto constitucional que se originou 
dos trabalhos da Assembleia Constituinte de 
1823, dissolvida por D. Pedro I no mesmo 
ano, estabelecia o critério censitário para o 
direito ao voto, que exigia renda anual equi-
valente a 150 alqueires de farinha de man-
dioca. 
02) A constituição de 1824 estabeleceu uma di-
visão político-administrativa do território 
brasileiro em estados federados e a centra-
lização do governo em um único poder, o 
moderador. 
04) A Confederação do Equador foi a união das 
províncias insurgentes, localizadas próximas à 
linha do Equador, que estavam descontentes 
com os rumos políticos tomados pelo governo 
imperial e com a situação econômica, marcada 
por crises como a do açúcar, a do algodão e pe-
los crescentes impostos cobrados pelo governo 
central. 
08) O desempenho econômico durante esse pe-
ríodo apresentou índices expressivos, pois a 
demanda por produtos agrícolas por parte dos 
países europeus era elevada. Com isso, a balan-
ça comercial do Brasil estava equilibrada. 
16) Alguns jornalistas como Líbero Badaró e Eva-
risto da Veiga representaram uma relevante 
fonte de apoio para o governo de D. Pedro I, 
uma vez que elogiavam o seu estilo de gover-
nar, bem como seu relacionamento político 
com as províncias. 
 9. (Ufpa) Mesmo antes da ruptura da colônia 
brasileira com a metrópole portuguesa em 
1822, José Bonifácio de Andrada e Silva já 
admitia que seria muito difícil:
[...] a liga de tanto metal heterogêneo, como 
brancos, mulatos, pretos livres e escravos, 
índios, etc., em um corpo sólido e político.
SILVA, Ana Rosa Cloclet da. Construção da nação e 
escravidão no pensamento de José Bonifácio: 1783-
1823. Campinas, SP: Ed. da Unicamp,1999. p. 178.
Na presente fala do “Patriarca da Indepen-
dência” em relação à sociedade brasileira, é 
importante observar que existe uma preocu-
pação de ordem social na construção da Na-
ção brasileira. Bonifácio considerava que a 
a) heterogeneidade dos habitantesdo Brasil, 
marcada pela presença de negros e índios, 
revelava-se um problema para a construção 
de um projeto nacional com a edificação de 
um Império do Brasil mais civilizado. 
b) presença de gente de tantas cores e condi-
ções poderia atrapalhar a convivência har-
moniosa entre os habitantes da futura Na-
ção, sobretudo porque os índios eram muito 
belicosos e os negros não se adaptariam à 
liberdade. 
c) presença de negros na sociedade brasileira 
decorrente do escravismo colonial atrapa-
lhava a construção da Nação por não servir à 
sustentabilidade da economia agroexporta-
dora e monocultora do café. 
d) mistura de raças não era recomendável para 
uma colônia que queria se tornar uma mo-
narquia constitucional reconhecida por to-
dos os países europeus, principalmente pe-
los anglo-saxões, que eram abolicionistas. 
e) grande dificuldade seria colocar em prática 
o processo de catequização dos índios e de 
civilização aos negros africanos, sobretudo 
porque esses grupos eram considerados pe-
los homens brancos como incapazes de sair 
da barbárie. 
78
 10. (Enem PPL) É hoje a nossa festa nacional. O 
Brasil inteiro, da capital do Império a mais 
remota e insignificante de suas aldeolas, 
congrega-se unânime para comemorar o dia 
que o tirou dentre as nações dependentes 
para colocá-lo entre as nações soberanas, e 
entregou-lhe os seus destinos, que até então 
haviam ficado a cargo de um povo estranho.
Gazeta de Notícias, 7 set. 1883.
As festividades em torno da Independência 
do Brasil marcam o nosso calendário desde 
os anos imediatamente posteriores ao 7 de 
setembro de 1822. Essa comemoração está 
diretamente relacionada com 
a) a construção e manutenção de símbolos para 
a formação de uma identidade nacional. 
b) o domínio da elite brasileira sobre os prin-
cipais cargos políticos, que se efetivou logo 
após 1882. 
c) os interesses de senhores de terras que, após 
a Independência, exigiram a abolição da es-
cravidão. 
d) o apoio popular às medidas tomadas pelo 
governo imperial para a expulsão de estran-
geiros do país. 
e) a consciência da população sobre os seus 
direitos adquiridos posteriormente à trans-
ferência da Corte para o Rio de Janeiro. 
Gabarito
E.O. 
1.
 a) 2+4+16 = 22. Com a invasão das tropas 
de Napoleão Bonaparte, emergiram nas 
colônias espanholas movimentos sepa-
ratistas; mediante a Doutrina Monroe, os 
norte-americanos reconheceram o terri-
tório americano livre das influências dos 
europeus; o Haiti se tornou o primeiro 
país a ser independente da Espanha, sen-
do ocasionada por uma rebelião de escra-
vos e negros livres.
2. D 3. B 4. E
5.
a) Apesar dos integrantes da elite nacional 
terem alcançado seu objetivo: o de rom-
per com os estatutos do plano colonial, 
no que diz respeito às restrições à liber-
dade de comércio, e à conquista da auto-
nomia administrativa, a estrutura social 
do país, porém, não foi alterada.
6.
a) A independência do Brasil, da forma 
como ocorreu, e a adoção da Monarquia 
adotada a partir da independência não 
representou mudanças significativas na 
estrutura do país, além da autonomia po-
lítica. Diversos problemas persistiram até 
gerações futuras, como o privilégio eco-
nômico das elites agrárias e a continui-
dade da escravidão.
7. A
8.
a) 01+04= 5. O projeto constitucional foi 
elaborado pela Assembleia Constituinte, 
que foi dissolvida por D. Pedro I, temen-
do perder o poder; enquanto, a Confe-
deração do Equador, foi um movimento 
separatista, contrário ao poder centrali-
zador de D. Pedro I, conjunto com a crise 
econômica que emergia no país.
9. A 10. A
C H
CIÊNCIAS
HUMANAS
GEOGRAFIA 1
81
Sala
 1. (Ufpr 2017) Nos últimos 10 anos, houve um aumento considerável, na literatura, de referências 
sobre os biomas brasileiros. Por outro lado, inúmeras iniciativas voltadas para a indicação de áreas 
prioritárias para conservação ocorreram neste período, tendo como temática os biomas enfocados 
regionalmente. 
Brasil: uma visão geográfica e ambiental no início do século XXI / Adma Hamam de Figueiredo 
(org.). Rio de Janeiro: IBGE, Coordenação de Geografia, 2016, p. 139. <Disponível em: http://
biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv97884.pdf>. Acesso em 30.08.2016.
Caracterize, do ponto de vista geográfico 
a) O que é um bioma?
b) Cite dois biomas, localizando-os geograficamente no território brasileiro e identificando problemas 
relacionados à sua conservação. 
 2. (Ufpr 2017) Poderíamos assim, grosseiramente – e como sugestão para um debate –, reconhecer 
a existência de quatro Brasis: uma Região Concentrada, formada pelo Sudeste e pelo Sul, o Brasil 
do Nordeste, o Centro-Oeste e a Amazônia. 
SANTOS, Milton; SILVEIRA, María Laura. Brasil. Território e Sociedade no início do século 21. Rio de Janeiro: Record, 2001, p. 268.
Por que o autor do texto faz distinção entre esses quatro Brasis? Justifique sua resposta, apontan-
do diferenças entre as regiões brasileiras citadas. 
 3. (Pucrj 2014) Pegada Ecológica? O que é isso?
Você já parou para pensar que a forma como vivemos deixa marcas no meio ambiente? É isso mes-
mo, nossa caminhada pela Terra deixa “rastros”, “pegadas”, que podem ser maiores ou menores, 
dependendo de como caminhamos. (...)
Disponível em: <www.wwf.org.br>. Acesso em: 28 jul. 2013.
a) Explique como se mede a ‘Pegada Ecológica’ de determinada sociedade.
b) Explique a importância geopolítica do Brasil no mundo a partir dos níveis de biocapacidade dos países 
apresentados no gráfico. 
GEOGRAFIA 1
CLIMAS DO BRASIL, DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS E BIOMA BRASILEIRO
CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias
82
 4. (Ufmg 2013) Analise este mapa:
Considerando a forma do território brasileiro, mais extenso ao norte no sentido leste-oeste, e 
afunilado ao sul,
a) APRESENTE uma razão histórico-geográfica que justifica a maior extensão ao norte, no sentido leste-
-oeste, do território brasileiro.
b) CITE uma vantagem da posição e da forma geográficas do território brasileiro quanto aos fusos horários 
e às condições climáticas. 
c) Leia esta afirmativa: “No mundo contemporâneo é vantajoso ser um país de dimensões continentais, 
como o caso do Brasil”. Você concorda com esta afirmativa? JUSTIFIQUE sua resposta. 
 5. (Ufrn 2013) O Brasil, nas últimas décadas, transformou-se em um dos maiores celeiros de produ-
ção de gêneros alimentícios do mundo. Essa transformação foi impulsionada, entre outros fatores, 
pelo cultivo de soja. 
Observe os mapas a seguir, cujos círculos representam áreas do cultivo de soja no território brasi-
leiro, em diferentes períodos.
a) A partir dos mapas, que mudança pode ser observada na dinâmica espacial da produção de soja? 
b) Mencione dois fatores que justificam essa mudança. 
c) Cite e explique um problema ambiental
83
E.O. 
 1. (Unesp 2012) Na Copa do Mundo de Futebol de 2014, para que o deslocamento não seja um proble-
ma para as equipes, a FIFA exige que as seleções participantes se hospedem em cidades localizadas 
nas proximidades dos estádios onde os jogos serão realizados. Como os dirigentes das seleções 
precisam conhecer a distância e a infraestrutura de transportes de cada cidade, as prefeituras 
municipais deverão enviar um mapa com a localização da cidade e do estádio que sediará os jogos 
de cada seleção.
Qual é a função da escala em um mapa? Considerando que a distância entre a cidade que hospedará 
determinada seleção e o estádio seja de 60 km, indique a escala numérica que deverá ser utilizada 
no mapa para representar essa distância em 12 cm. 
 2. (Ufmg 2012) No Brasil e no mundo, os deslizamentos de terra e encostas têm provocado, histo-
ricamente, considerável número de vítimas, muitas vezes fatais. Além de vítimas, é comum cau-
sarem prejuízos a equipamentos humanos, a exemplo de edificações e estradas, o que resulta em 
perdas financeiras e sociais. No caso dos deslizamentos que, de modo recorrente, vêm ocorrendo no 
Brasil, destacam-se, mais recentemente, os registrados nos estadosdo Rio de Janeiro — região de 
Petrópolis, Teresópolis, Nova Friburgo e Angra dos Reis — e de Santa Catarina — região de Joinvile 
e Blumenau. Os fatores indutores desses deslizamentos, no Brasil ou no mundo, são organizados 
pelos especialistas em duas categorias principais: 
(I) fatores de ordem natural; e (II) fatores de ordem antrópica. 
Comumente, esses dois tipos de fatores atuam em conjunto, na medida em que o meio fí-
sico apresenta predisposições naturais à ocorrência de deslizamentos cuja manifes-
tação é, de modo geral, induzida por interferências humanas. Todavia há registros 
de deslizamentos em regiões em que a interferência antrópica é, praticamente, nula. 
Considerando essas informações, analise este mapa, em que está representada a distribuição espa-
cial dos Domínios Morfoclimáticos Brasileiros, proposta por Aziz Ab’Saber: 
A partir dessa análise e de outros conhecimentos sobre o assunto, taça o que se pede. 
a) A predisposição natural para a ocorrência de deslizamentos inerente aos mares de morros — como 
aqueles ocorridos no Rio de Janeiro e em Santa Catarina — se verifica também no domínio das caatin-
gas? 
b) Cite dois fatores de ordem natural presentes no domínio morfoclimático das caatingas que justificam 
sua resposta ao item anterior. Explique cada um desses fatores. 
84
 3. (Ufg 2012) Durante todo o ano de 2011, a 
discussão sobre as alterações do Código Flo-
restal Brasileiro envolveu vários setores da 
sociedade. Dentre as principais polêmicas 
surgidas destacou-se aquela relacionada às 
APPs (Áreas de Preservação Permanente), 
em razão da preocupação com a preservação 
dos recursos hídricos.
Considerando-se o exposto,
a) explique o significado de Área de Preserva-
ção Permanente.
b) qual é o tamanho das APPs nos cursos d’água 
de menos de dez metros de largura, de acor-
do com o Código Florestal vigente? 
 4. (Ueg 2011) Embora possa provocar grandes 
catástrofes naturais, como as ocorridas no 
estado do Rio de Janeiro, principalmente em 
Nova Friburgo, no início do ano de 2011, os 
deslizamentos são fenômenos naturais que 
fazem parte da dinâmica externa da crosta 
terrestre. Nesse caso específico, a geomorfo-
logia da área e o clima local foram lembrados 
como os principais responsáveis pelo fenô-
meno.
Cite um fator climático e um elemento do 
clima e explique como eles influenciam a 
ocorrência dos referidos deslizamentos. 
 5. (Ufg 2010) O relevo do Planalto Central bra-
sileiro, por sua constituição geológica e ge-
omorfológica, possibilita o aproveitamento 
dos seus recursos naturais e facilita o desen-
volvimento de atividades econômicas. Com 
base nesta afirmação,
a) apresente duas características das formas 
desse relevo;
b) explique um tipo de atividade econômica fa-
vorecida por essa forma de relevo. 
 6. (Ufc 2010) Os rios são cursos de água que 
escoam sobre os continentes. A maior parte 
deles nasce em fontes naturais originadas de 
lençóis subterrâneos, alimentados pela infil-
tração da água das chuvas. Sobre esse tema, 
responda o que se pede a seguir.
a) Identifique a unidade espacial formada por 
um rio principal e seus afluentes.
b) Identifique a bacia hidrográfica de maior po-
tencial de águas superficiais do mundo.
c) Indique o principal elemento responsável 
pela intermitência dos rios no semiárido 
brasileiro.
d) Cite dois importantes açudes do estado do 
Ceará que abastecem a Região Metropolitana 
de Fortaleza. 
 7. (Ueg 2008) O Brasil é dotado de uma vasta 
rede hidrográfica. Muitos de seus rios desta-
cam-se pela extensão, largura, profundidade 
e volume de água escoado, tornando o país 
detentor de uma das maiores reservas de 
água doce do mundo. Apesar desta realida-
de, o país já enfrenta problemas no que con-
cerne ao abastecimento urbano de água po-
tável (como no caso de São Paulo), além de 
conflitos no campo pela distribuição de água 
para as atividades da agricultura e pecuária. 
Com base nestas informações, responda ao 
que se pede.
a) Caracterize o potencial das bacias hidro-
gráficas do Paraná e do Amazonas para o 
abastecimento de água potável nos centros 
urbanos, considerando a atual distribuição 
geográfica da população sobre o território 
nacional.
b) Cite e explique dois impactos negativos de-
correntes da utilização dos recursos hídricos 
da Bacia do Paraná. 
 8. (Fuvest 2005) 
a) Identifique o relevo submarino, apontado 
pela flecha negra, na ilustração.
b) Explique sua formação, considerando a dinâ-
mica da crosta terrestre. 
 9. (Ufu 2004) Observe a figura a seguir e faça 
o que se pede:
Unidades do Relevo Brasileiro
Fonte: Adaptado de ROSS, J.L.S (org). “Geografia 
do Brasil”. São Paulo: Edusp, 1995, p. 53
85
a) Quais as unidades de relevo representadas 
na figura pelos números 3 e 26?
b) Cite duas características físicas de cada uma 
delas. 
 10. (Ufscar 2002) Esse domínio paisagístico 
possui formas de relevo conhecidas como 
“meias-laranjas”, que têm origem em serras 
localizadas sobre terrenos cristalinos, que 
foram fortemente erodidas, principalmente 
pelas chuvas. Ele constitui, do ponto de vis-
ta das construções humanas, o meio físico 
mais complexo e difícil, se comparado ao de 
outras paisagens naturais do Brasil.
a) Como se chama esse domínio morfoclimático 
e onde se localiza?
b) Explique por que essa paisagem natural é a 
mais problemática do país, do ponto de vista 
das construções humanas. 
 11. (Fuvest 2001) 
a) Identifique as unidades geomorfológicas I, 
II, III e IV do Estado de São Paulo.
b) Escolha uma dessas unidades e explique os 
processos de sua formação. 
 12. (Unicamp 2019) O capitalismo financei-
rizado e globalizado, particularmente nas 
últimas quatro décadas, vem apresentando 
um movimento tendencial em que informa-
lidade e precarização tornaram-se mecanis-
mos recorrentes. E a terceirização irrestrita 
do trabalho vem se consolidando como uma 
ferramenta que elimina a distinção entre 
atividades-meio e atividades-fim.
(Adaptado de Ricardo Antunes, A sociedade da terceirização 
total. Revista da ABET, v. 14, n. 1, jan./jun. 2015, p. 9.)
a) Terceirização e precarização são fenômenos 
interligados, porém distintos. O que é 
terceirização e o que é precarização do tra-
balho?
b) Na atividade industrial ou setor secundário, 
o que são atividades-meio e atividades-fim? 
Gabarito 
E.O.
 1. A escala representa a relação entre as me-
didas no mapa e o correspondente na reali-
dade. Por exemplo, a escala 1:1000 significa 
que para cada 1 cm no mapa existem 1.000 
cm no terreno. A resolução pode ser realiza-
da através de regra de três, 12 cm equivale 
a 60000 cm (60 Km), 1cm equivale a X. Por-
tanto, a escala é de 1:500 000 ( 1cm no mapa 
equivale a 500000 cm ou 5 Km). 
 2. 
I. Não se verifica no domínio da caatinga 
devido ao relevo ser formado em grande 
parte por uma formação mais plana cha-
mada de depressão sertaneja e aparecen-
do alguns morros testemunhos isolados 
na paisagem. Outra característica que di-
ficulta esses deslizamentos é o regime e 
a quantidade de chuvas na região sendo 
concentrada principalmente no outono e 
inverno além da quantidade ser vem mais 
reduzida que na região de mares de mor-
ros.
II. O relevo que é bem menos acidentado que 
na região dos mares de morros, dificulta-
do com isso os deslizamentos.
Regime pluvial ser em menor quantidade 
que no dos mares de morros, além do solo 
ser mais arenoso facilitando com isso a 
absorção da água. 
 3. 
a) A Área de Preservação Permanente cons-
titui uma superfície protegida pelo Códi-
go Florestal recoberta ou não por ecossis-
tema natural com o objetivo de conservar 
os recursos hídricos, a biodiversidade, o 
solo e as características geológicas e do 
relevo. Sua conservação é importante 
para assegurar a qualidade de vida das 
populações na região onde se insere a 
APP.
b) Recomenda-se a conservação das Matas 
Ciliares (ou de Galeria) que ocupam as 
áreas ao longo de rios, a exemplo das pla-
nícies fluviais. 
86
 4. Na dinâmica dos deslizamentosou escorre-
gamentos de terra no Sudeste brasileiro, o 
elemento climático que influencia na maior 
frequência do fenômeno são os altos índi-
ces pluviométricos, principalmente nos me-
ses do verão, considerando que o clima na 
Região Serrana do Rio de Janeiro é tropical 
de altitude. Na região, um fator climático 
relevante é o relevo montanhoso e com alta 
declividade que estimula as massas de ar a 
ascenderem com posterior resfriamento do 
ar, condensação e ocorrência de chuvas oro-
gráficas que potencializam os deslizamentos 
de terra. 
 5. 
a) O relevo regional é caracterizado pela 
presença de formações residuais como as 
chapadas com pequena variação altimé-
trica e alinhamentos serranos.
b) A forma de relevo residual:
- Não oferece muitos obstáculos às ati-
vidades agropecuárias, principalmente 
quanto à mecanização
- Atividades de lazer, turismo e ecoturis-
mo em terrenos montanhosos e serranos. 
 6. 
a) A bacia hidrográfica é a unidade espacial 
formada por um rio principal e seus 
afluentes. 
b) O Brasil é dotado de uma densa rede 
hidrográfica, com elevado potencial de 
águas superficiais. A maior bacia hidro-
gráfica do mundo encontra-se quase to-
talmente em território brasileiro: é a 
bacia hdrográfica do rio Amazonas, que 
também apresenta o maior potencial de 
águas superficiais. Ela nasce nos Andes 
peruanos e deságua no oceano Atlântico. 
c) A maioria dos rios brasileiros apresenta 
caráter perene, dadas as características 
climáticas predominantes. Somente no 
sertão nordestino, os rios são intermi-
tentes, devido ao clima semiárido que se 
caracteriza por baixos totais pluviométri-
cos e distribuição irregular da chuva no 
decorrer do ano. Assim, os rios contêm 
água somente no período chuvoso, secan-
do completamente no período seco. 
d) Dada a escassez de água, torna-se neces-
sária a construção de açudes para abas-
tecimento humano, industrial, para ir-
rigação, etc. Na Região Metropolitana de 
Fortaleza, há um consumo muito alto de 
água, dada a concentração populacional e 
todas as demais atividades produtivas. Os 
principais açudes que abastecem a RMF 
são o Gavião, o Pacoti e o Riachão. 
 7. 
a) - Bacia do Paraná: Potencial elevado que 
atualmente possui elevado aproveita-
mento, considerando o número de cida-
des banhadas por esta bacia.
- Bacia do Amazonas: Potencial eleva-
do que atualmente possui baixo grau de 
aproveitamento, considerando que a área 
possui baixa densidade demográfica.
b) - Poluição: Altos índices de poluição de-
correntes da descarga direta de esgotos 
urbanos;
- Poluição decorrente da atividade de 
agropecuária (agrotóxicos, irrigação);
- Elevado índice de represamento para a 
construção de usinas hidrelétricas: des-
configuração das características naturais.
- Alteração do equilíbrio ecológico dos 
rios pela construção de hidrovias. 
 8. 
a) Trata-se da Dorsal Atlântica, cadeia mon-
tanhosa submarina.
b) Formou-se ao final do período Paleozoi-
co e ao longo do período Mesozoico. São 
placas tectônicas em movimento de afas-
tamento. A placa africana para leste e a 
placa americana para oeste. 
 9. 
a) Unidade 3: Planaltos e Chapadas da Bacia 
Sedimentar do Paraná.
Unidade 26: Planície do Pantanal (Mato-
-Grossense)
b) Unidade 3: Planaltos sedimentares, ro-
chas vulcânicas.
Unidade 26: Planície fluvial, cheias de 
verão 
 10. 
a) Domínio dos mares de morros floresta-
dos.
b) Devido à declividade de suas colunas e a 
concentração populacional e econômica. 
 11. 
a) As unidades geomorfológicas do estado 
de São Paulo são:
I. Planície Litorânea ou Costeira
II. Planalto Atlântico
III. Depressão Periférica
IV. Planalto Ocidental Paulista
87
b) Unidade I: a Planície Litorânea ou Costei-
ra teve seu processo de formação funda-
mentado na deposição de materiais (de-
tritos e sedimentos).
Unidade II: o Planalto Atlântico apareceu 
devido ao soerguimento dos escudos cris-
talinos, no período Pré-Cambriano.
Unidade III: a Depressão Periférica foi 
esculpida, por erosão regressiva, princi-
palmente sobre sedimentos da borda da 
Bacia Sedimentar do Paraná (Planalto 
Ocidental Paulista), mas também em con-
tato com o relevo de terrenos cristalinos 
(Planalto Atlântico).
Unidade IV: formou-se pela sobreposição 
de camadas de arenito e basalto, inclina-
das de forma decrescente na direção oci-
dental. 
 12. 
a) A terceirização ocorre quando uma em-
presa utiliza trabalhadores disponibili-
zados por outra empresa, assim não os 
contrata diretamente. O objetivo seria re-
duzir custos com trabalhadores, aumen-
tar a lucratividade e a competitividade. 
No Brasil, trabalhadores terceirizados 
ganham menos, apresentam maior ins-
tabilidade no emprego, as jornadas de 
trabalho são mais longas e ficam mais 
expostas à acidentes de trabalho. No Bra-
sil, se aprovou a terceirização irrestrita, 
o que permite usar trabalhadores tercei-
rizados para as atividades-fim, ou seja, 
as atividades principais das empresas. 
Por exemplo, uma construtora usar enge-
nheiros terceirizados. A precarização do 
trabalho é um fenômeno mais amplo, a 
exemplo do trabalho informal e do traba-
lho degradante caracterizado por longas 
jornadas de trabalho, baixos salários, mo-
radias precárias e ambientes insalubres.
b) Na atividade industrial por exemplo, as 
atividades-fim correspondem ao trabalho 
direto dos operários, a exemplo da pro-
dução de aço na siderurgia. As ativida-
des-meio são que não se referem a ativi-
dade principal da empresa, por exemplo, 
o pessoal que trabalha com transporte, 
energia ou que prestam serviços de lim-
peza e de segurança. 
C H
CIÊNCIAS
HUMANAS
GEOGRAFIA 2
91
Sala
 1. (Unesp 2018) Considere a imagem e o excerto.
Após décadas de perplexidade e frustração, o mundo ainda está tentando descobrir o segredo do 
sucesso dessa região. Países de todo o mundo estão fazendo o melhor que podem para copiar sua 
magia. Na China, por exemplo, empresas de vários ramos da indústria aumentaram seus investi-
mentos em setores considerados cruciais para o sucesso observado em aproximadamente 64% ao 
ano, durante os últimos cinco anos.
(Barry Jaruzelski. www2.uol.com.br. Adaptado.)
a) O excerto e a imagem dialogam ao retratarem uma importante região. Identifique que região é essa e 
cite uma de suas características.
b) Cite dois setores considerados cruciais, nos quais se deveria investir, para tentar copiar a “magia” dessa 
região. 
 2. (Ufpr 2018) “Não é possível analisar o mundo, sob quaisquer dimensões, sem referência ao fenô-
meno da globalização. De tão difundido e repetido, não é de estranhar que o conceito nem sempre 
seja claro, pela dificuldade de distinguir o que são os componentes econômicos do processo daque-
les sociais e culturais”. 
(CASTRO, Iná. Geografia e Política – Território, escalas de ação e instituições. Bertrand Brasil, Rio de Janeiro, 2005, p. 215.) 
Levando em consideração o problema acima exposto, escreva um texto que defina globalização e 
trate dos seus impactos nas relações políticas, econômicas e sociais. 
GEOGRAFIA 2
GEOLOGIA
CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias
92
 3. (Unicamp 2017) 
a) Conforme o esboço acima, explique como se dá o processo de formação do carvão mineral e indique 
qual dos tipos listados acima possui o menor porcentual de carbono e qual possui o maior porcentual 
de carbono.
b) Apresente pelo menos duas formas de uso do carvão mineral. 
 4. (Ufpr 2017) No período da Guerra Fria, a antiga URSS subsidiou fortemente a economia cubana. 
Ao exportar petróleo para Cuba, o Estado soviético praticava preços bem abaixo daqueles vigentes 
no mercado mundial, ao mesmo tempo em que, nas importações de açúcar cubano, pagava até 
cinco vezes os preços internacionais desse produto. 
(Adaptado de VESENTINI, J. W. A nova ordem mundial. 2. ed. São Paulo: Ática, 1996, p. 21) 
Com base no texto e nos conhecimentos de Geografia: 
a) Apresente duas razões pelas quais a URSS realizava essa política de subsídios.
b) Explique por que tal política contribuiu parao fim do modelo de economia planificada na URSS. 
 5. (Unicamp 2016) 
O carbonato de lítio é um mineral que possui importante capacidade como condutor de calor e de 
eletricidade. Esse mineral é aproveitado, entre diversos outros usos, para a produção de baterias, 
necessárias ao funcionamento de aparelhos eletrônicos portáteis e de veículos elétricos. Trata-se 
de uma expressiva riqueza natural, estratégica para o século XXI, da qual poucos países possuem 
reservas em abundância. Na América do Sul, esse mineral é encontrado em grandes concentrações 
na Bolívia, no Chile e na Argentina nas regiões conhecidas como salares.
a) Como se formaram os salares na América do Sul e em quais regiões da Bolívia, Chile e Argentina estão 
localizados?
b) Chile e Bolívia possuem diferentes concepções de política de Estado para exploração das reservas de 
lítio. Qual é a política adotada por cada um desses países para a exploração desse mineral? 
 
93
E.O.
 1. (Pucrj 2016) ALEMANHA TEM MAIOR NÍVEL DE POBREZA DESDE A REUNIFICAÇÃO
Cerca de 12,5 milhões de alemães, ou 15,5% da população, são considerados pobres, aponta es-
tudo. Trata-se do pior índice registrado desde 1990. A situação é particularmente grave entre os 
aposentados.
Reportagem publicada em 19/02/2015. Disponível em: <http://dw.com/p/1EehT>. Acesso em: 14 maio 2015.
a) “O empobrecimento crescente do país mais rico da Europa reflete a mudança, após 1990, das políticas 
públicas que dominavam os dois Estados alemães existentes antes da reunificação.” Explique essa 
afirmação.
b) “Além dos aposentados, os grupos sociais mais ameaçados pela pobreza são os desempregados, as mães 
solteiras e as pessoas com baixo nível educacional.” Justifica-se associar o aumento da xenofobia no 
país à vulnerabilidade desses grupos sociais? Explique a sua resposta. 
 2. (Ufjf-pism 3 2016) Leia o trecho a seguir:
“Quando tudo permite imaginar que se tornou possível a criação de um mundo veraz, o que é 
imposto aos espíritos é um mundo de fabulações, que se aproveita do alargamento de todos os 
contextos para consagrar um discurso único. Seus fundamentos são a informação e o seu império, 
que encontram alicerce na produção de imagens e do imaginário, e se põem ao serviço do império 
do dinheiro, fundado este na economização e na monetarização da vida social e da vida pessoal.
De fato, se desejamos escapar à crença de que esse mundo assim apresentado é verdadeiro, e não 
queremos admitir a permanência de sua percepção enganosa, devemos considerar a existência de 
pelo menos três mundos num só. O primeiro seria o mundo tal como nos fazem vê-lo: a globaliza-
ção como fábula; o segundo seria o mundo tal como ele é: a globalização como perversidade; e o 
terceiro, o mundo como ele pode ser: uma outra globalização”.
Fonte: SANTOS, Milton. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. Rio de Janeiro/São Paulo: Editora
Record, 2001, p. 17-18.
A partir do trecho de Milton Santos, atenda ao que se pede:
a) Cite e analise DUAS características da globalização de acordo com o contexto político-econômico in-
ternacional no início dos anos 1990.
b) Indique e analise UM problema econômico-social decorrente da globalização: 
 3. (Pucrj 2015) 
94
Mesmo com o fim da Guerra Fria no início da década de 1990, as tensões geopolíticas no Leste 
europeu parecem não ter desaparecido. Com base no cartograma apresentado, explique:
a) o papel estratégico da Ucrânia para a manutenção do poder da Rússia no Leste da Europa;
b) pouca repercussão, até agora, das medidas de sanção da Alemanha à Rússia em relação à atual guerra 
civil na ex-república soviética da Ucrânia. 
 4. (Uel 2013) Leia a tirinha a seguir.
Em relação ao aquecimento global, há um prognóstico de que as geleiras do planeta tendem à di-
minuição até a extinção.
a) Aponte quatro consequências que o aquecimento global produziria no clima do planeta.
b) A Era do Gelo (glaciação) baseia-se em um cenário de resfriamento que ocorreu de maneira cíclica nos 
Períodos e nas Eras geológicas passadas. Cite duas consequências que uma nova glaciação acarretaria 
ao ambiente do planeta Terra. 
 5. (Ufg 2013) Uma das características da globalização capitalista é a uniformização dos padrões de 
consumo. Para tanto, os shopping centers transformaram-se em espécies de templos, onde marcas 
de produtos de todo o mundo estão concentradas à disposição dos consumidores, aproximando os 
lugares e uniformizando costumes. A intensa publicidade das marcas distribuiu por outros centros 
comerciais essa nova forma e ampliou a padronização para camadas sociais mais baixas. Com base 
no exposto,
a) identifique o mecanismo comercial adotado no processo de globalização capitalista que possibilita que 
essa padronização se materialize; 
b) cite dois elementos essenciais que contribuíram para esse processo de padronização. 
 6. (Uerj 2013) China é vista como a principal economia mundial
A China já é percebida em grande parte do mundo como a principal economia mundial, embora na 
realidade seja a segunda, atrás dos Estados Unidos. Segundo pesquisa de opinião publicada pela 
imprensa chinesa, na qual foram ouvidas por telefone mais de 26 mil pessoas de 21 países, 41% 
disseram que a China é a maior potência econômica mundial, enquanto 40% acreditam que são os 
Estados Unidos. A tendência a favor dessa imagem da China é especialmente forte na Europa, onde 
58% dos britânicos têm essa percepção.
Adaptado de <www1.folha.uol.com>, 14/06/2012.
Com elevadas taxas de crescimento em seu Produto Interno Bruto nos últimos anos, a China con-
firma sua posição de destaque nos cenários político e econômico mundiais.
Indique dois fatores que impulsionaram esse grande avanço da economia chinesa. 
95
 7. (Ufba 2012) 
De acordo com a ilustração e com os conhecimentos sobre as economias ricas e em expansão,
a) relacione os principais grupos de países que constituem o G-20;
b) indique o objetivo da criação do G-20, em 1999;
c) aponte uma característica econômica que sobressai em cada país do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e 
China). 
 8. (Pucrj 2012) Redes sociais como ferramenta de protesto: arma de mudança?
Muita gente vem incensando as mídias sociais como elementos revolucionários fundamentais nas 
rebeliões que vêm ocorrendo no norte da África e Oriente Médio. O consenso atual é o de que as re-
des criadas por elas são capazes de facilitar a mudança de um regime político, dando início a uma 
nova onda de democratização ao redor do mundo. Essas mídias sozinhas, no entanto, não instigam 
revoluções e, como qualquer ferramenta, têm pontos fracos e pontos fortes.
(Adaptado de http://campanhaseideias.blogspot.com/2011/02/redes-sociais-como-ferramenta-de.html. Acesso em agosto de 2011).
a) Explique como a compressão espaço-tempo, na atualidade, amplia o sucesso das mídias sociais nos 
eventos em destaque.
b) Selecione um ponto forte e outro fraco das redes geradas pelas mídias sociais nos eventos regionais 
em curso. 
96
 9. (Ufjf 2011) Leia o texto a seguir.
Deserto indica uma região de clima árido, onde a evaporação potencial excede a precipitação média 
anual, resultando em carência de água e fraco desenvolvimento da biosfera. A precipitação, além 
de escassa, apresenta alta variabilidade interanual, característica tanto mais acentuada quanto 
mais baixo forem seus volumes anuais médios. Os solos caracterizam-se por serem rasos com 
acentuada deficiência hídrica e tendência à concentração de sais. A drenagem é intermitente. A 
cobertura vegetal é esparsa, apresentando predominância de espécies xerófilas e fauna adaptada 
às condições de escassez de água sendo, nesse sentido, um clímax ecológico.
CONTI, José Bueno. “O conceito de desertificação”. Climatologia e estudos da paisagem 
em Rio Claro, Rio Claro, SP, v. 3, n.2, p.42, jul./dez. 2008.
a) Leia a afirmativa abaixo.
Os processos erosivos são comandados pela ação eólica, pois o trabalho dos ventos se faz sentir, nos 
desertos, mais intensamente do que nas regiõesúmidas. 
Apresente um fator que explica essa afirmativa.
Cerca de 1/3 das terras emersas do globo, isto é, 50 milhões de quilômetros quadrados, ou aproxi-
madamente seis vezes a dimensão do Brasil, apresentam condições de aridez e aí vivem 1 bilhão de 
habitantes ou 20% da humanidade. As regiões hiperáridas, ou de aridez absoluta, correspondem a 4% 
desse total.
CONTI, José Bueno. “O conceito de desertificação”. Climatologia e estudos da paisagem 
em Rio Claro, Rio Claro, SP, v. 3, n.2, p.42, jul./dez. 2008.
b) No mapa acima estão representadas as áreas de desertos e semidesertos. Identifique-as com o algaris-
mo correspondente:
 Deserto do Atacama: ( ) Deserto do Kalahari: ( ) Deserto de Gobi: ( ) 
 10. (Ufc 2010) O relevo tem sua gênese a partir da ação de agentes internos e de agentes externos. 
Os primeiros atuam no interior da terra por meio da movimentação da crosta terrestre e por meio 
da formação das rochas, enquanto os segundos atuam na superfície modificando as suas formas. A 
partir do tema, responda o que se pede a seguir.
a) Cite um agente interno da formação do relevo.
b) Cite dois agentes externos da formação do relevo.
c) Identifique o agente externo responsável pela formação de um vale.
d) Identifique o principal elemento do clima responsável pelos processos intempéricos químicos sobre as 
rochas. 
97
Gabarito 
E.O.
1. 
a) Durante a Guerra Fria, a Alemanha foi 
dividida em dois Estados com orientação 
política e ideológica diferentes, a Alema-
nha Ocidental (capitalista) e a Alemanha 
Oriental (socialista). No lado capitalista, 
o “Estado do bem-estar social” estava 
consolidado. No lado socialista, o Estado 
garantia níveis razoáveis de educação e 
saúde gratuitos. Com o colapso do regi-
me socialista ditatorial (1989, queda do 
muro de Berlim), os serviços sociais no 
lado oriental tornaram-se mais precá-
rios. Apesar dos investimentos no lado 
oriental após a reunificação da Alemanha 
(1991), a porção leste apresenta nível 
de desenvolvimento inferior ao lado oci-
dental, além de índices mais altos de de-
semprego. Nos últimos anos, após a crise 
financeira internacional e a aplicação de 
políticas neoliberais, a crise e o desem-
prego são mais severos do lado oriental, 
o que explica em parte o aumento da pro-
porção de pobres.
b) Grupos sociais como aposentados, desem-
pregados e pessoas com menor escolarida-
de são os mais atingidos pela pobreza em 
tempos de crise econômica. Este quadro 
aumenta as manifestações de grupos de 
extrema direita e xenófobos que culpam 
a entrada de imigrantes e refugiados de 
outros países pela crise socioeconômica, 
uma vez que competem com os alemães 
pelos empregos com menor qualificação. 
2. 
a) Com a dissolução da URSS e falência do 
bloco socialista, o sistema de poder ba-
seada na bipolaridade foi substituído 
pela multipolaridade, contexto em que a 
globalização começa a se consolidar, por-
tanto, dentre as características da globa-
lização pode-se mencionar: a adoção da 
doutrina neoliberal permitindo a aber-
tura dos mercados; a formação dos blo-
cos econômicos integrando a economia 
regional; o desenvolvimento tecnológico 
permitindo a integração por meio dos 
transportes, telecomunicações e infovias; 
a transnacionalização da produção insta-
lando unidades fabris em países periféri-
cos; a desnacionalização da produção de 
países periféricos.
b) Dentre os problemas de âmbito econô-
mico-social resultantes da globalização, 
pode-se citar: o aumento do desempre-
go, especialmente do tipo estrutural, em 
razão da automação dos setores produti-
vos; o aumento do abismo entre a rique-
za e a pobreza seja em nível nacional ou 
internacional; a pauperização da relação 
trabalhista advinda da terceirização da 
produção. 
3. 
a) A Ucrânia, ex-república soviética, é um 
país estratégico na CEI (Comunidade de 
Estados Independentes). Trata-se de um 
país emergente industrializado, com im-
portante agricultura (produção de trigo) 
e com recursos minerais expressivos (car-
vão). A economia ucraniana é bastante 
integrada à Rússia no que se refere às 
exportações e importações. Gasodutos 
vindos da Rússia atravessam a Ucrânia e 
abastecem de gás natural países do Les-
te Europeu e Europa Ocidental. O leste da 
Ucrânia apresenta população ucraniana 
cuja principal língua é a russa e a região 
também apresenta russos étnicos. Estes 
fatores econômicos e étnicos fazem com 
que a Ucrânia seja importante para a Rús-
sia que deseja manter sua influência geo-
política sobre o país. Desse modo, a Rús-
sia não quer uma aproximação da Ucrânia 
com a União Europeia, Estados Unidos e a 
OTAN (aliança militar ocidental), pois se 
sente ameaçada do ponto de vista econô-
mico e militar. A Rússia chegou a anexar 
a região da Crimeia, com maioria russa e 
que pertencia à Ucrânia, em 2013.
b) A Alemanha não apoia sanções drásticas 
contra a Rússia devido à crise na Ucrânia, 
visto que depende muito do gás natural 
proveniente do território russo. Rússia e 
Alemanha apresentam importantes laços 
econômicos e comerciais. 
4. 
a) Considerando a hipótese do aquecimento 
global, as possíveis consequências para o 
clima seriam:
– aumento das temperaturas médias em 
várias regiões do planeta;
– aumento da intensidade e da frequên-
cia de fenômenos climáticos extremos, 
como secas, chuva excessiva, furacões e 
tornados;
– alterações no regime de chuvas decor-
rente de mudanças no deslocamento das 
massas de ar, prejudicando setores como 
a agricultura.
b) A glaciação é um fenômeno climático na-
tural ligado à diminuição periódica da in-
tensidade da radiação solar que atinge o 
planeta. Entre as consequências de nova 
glaciação:
– redução da biodiversidade, uma vez que 
muitas plantas e animais não teriam tem-
po de se adaptar à mudança climática;
98
– aumento dos períodos secos, já que a 
redução de temperatura retém mais água 
nas geleiras, inibe a evaporação, reduz a 
umidade do ar e diminui as chuvas;
– regressão marinha, isto é, rebaixamen-
to do nível do mar devido à retenção de 
água na forma de gelo. 
5. 
a) A globalização capitalista impulsionou 
a difusão das empresas transnacionais 
para os países emergentes e subdesen-
volvidos, estimulando a padronização do 
consumo de mercadorias, do comporta-
mento das pessoas. 
b) A globalização também propiciou o au-
mento do comércio exterior (exportações 
e importações) através da modernização 
integrada dos transportes, das telecomu-
nicações e da informática, contribuindo 
muito para o acesso a mercadorias que 
apresentam distribuição internacional. O 
processo de padronização do consumo e 
dos costumes conta com outro elemento 
importante, o papel dos meios de comu-
nicação, ou seja, as “corporações da mí-
dia”, incluindo televisão, internet, jor-
nais e agências de publicidade. 
6. 
 Dois dos fatores: 
 § mão de obra com baixo custo 
 § fragilidade da legislação ambiental 
 § disponibilidade de matérias-primas 
 § política de incentivo às exportações 
 § disponibilidade de fontes de energia 
 § crescimento recente do mercado interno 
 § abertura econômica com entrada de capi-
tal estrangeiro 
 § disponibilidade de infraestrutura moder-
na nas zonas especiais
Alguns dos fatores que podem ser con-
siderados como determinantes para o 
avanço da economia chinesa são: pro-
cesso de abertura econômica iniciado na 
década de 1980 que criou infraestrutu-
ra de transportes e energia, criação de 
enclaves de produção para exportação 
(ZEE’s), incentivos fiscais, atração de in-
vestimentos estrangeiros; oferta de mão 
de obra abundante e barata, e atualmente 
qualificada; abundância de recursos na-
turais e energéticos; legislação ambien-
tal flexível; elevada poupança interna 
que em conjunto com a grande população 
absoluta cria um numeroso mercado con-
sumidor; a política neoliberal que amplia 
a abertura dos mercados e a integração 
financeira mundial. 
7. 
a) O G-20, Grandes Economias ou Finanças, 
é formado por 8 países desenvolvidos, 11 
países subdesenvolvidosemergentes e 
pela União Europeia enquanto organiza-
ção. 
b) Quando se originou em 1999, o G-20 ob-
jetivou a prevenção de crises financeiras 
em escala global e contava com uma reu-
nião anual com os presidentes dos Bancos 
Centrais dos 19 países e da União Euro-
peia. Com o advento da crise financeira 
de 2008, o grupo foi fortalecido e ganhou 
destaque político com a participação dos 
presidentes e primeiros-ministros dos in-
tegrantes.
c) A sigla “BRIC original” refere-se aos 
quatro grandes países emergentes no 
mundo, com grande território, grande 
população, grande PIB e mercados consu-
midores muito expressivos e em cresci-
mento. O Brasil tem como destaque como 
exportador de commodities do agronegó-
cio e mineração. A Rússia é grande ex-
portadora de petróleo, recursos minerais 
e armamentos. A Índia é expressiva no 
setor de serviços ligados a tecnologia da 
informação, a exemplo das exportações 
de softwares. A China apresenta o maior 
parque industrial do mundo e é grande 
exportadora de produtos manufaturados 
com baixo custo. 
8. 
a) O processo de globalização é caracteriza-
do pela aceleração dos fluxos de informa-
ções e de ideologias por meio da difusão 
das telecomunicações e da informática. A 
expansão da Internet e das redes sociais 
nos últimos anos, além de dinamizar as 
relações interpessoais e econômicas, co-
meça a influir de maneira mais frequente 
em questões sociais e políticas. 
b) O ponto forte, no caso da Primavera 
Árabe (Egito, Tunísia, Líbia, Iêmen e 
Síria), movimento por democracia con-
tra regimes autoritários, foi a utilização 
da tecnologia da informação (celulares 
e redes sociais da Internet) para acele-
rar o movimento quanto a difusão dos 
acontecimentos e mobilização dos mani-
festantes e dos grupos políticos. Foram 
instrumentos importantes, considerando 
que mídias tradicionais como a televisão 
e o rádio estavam submetidas à censura 
governamental. O ponto fraco é que, por 
vezes, as novas mídias também são uti-
lizadas para divulgar informações falsas 
e difundir ideias de extremistas que ge-
ram conflitos, a exemplo do filme que di-
famava o profeta Maomé e que provocou 
protestos contra os EUA em vários países 
muçulmanos, em 2012. 
99
9. 
a) A cobertura vegetal ou características dos 
solos ou drenagem intermitente.
b) Deserto do Atacama: ( 3 )
Deserto do Kalahari: ( 5 )
Deserto de Gobi: ( 9 ) 
 10. 
a) Os agentes internos da formação do rele-
vo atuam no interior da terra. São eles: o 
tectonismo, que produz movimentos oro-
genéticos e epirogenéticos dando origem 
a dobramentos e falhamentos; o vulcanis-
mo e os abalos sísmicos. 
b) Os agentes externos são fenômenos que 
atuam na superfície do relevo modifican-
do as suas formas. Os principais agentes 
modeladores do relevo são a chuva, os 
rios, o vento, o mar, as geleiras, o intem-
perismo, etc. 
c) O agente externo responsável pela forma-
ção de um vale é o rio, que modifica o 
relevo por erosão, transporte e deposição. 
d) O principal elemento do clima responsá-
vel pelo intemperismo químico é a chuva, 
que fornece a água que atua sobre a rocha 
pelo processo de hidrólise. 
FILOSOFIAC H
CIÊNCIAS
HUMANAS
103
Sala
 1. (Enem 2017) Se, pois, para as coisas que fazemos existe um fim que desejamos por ele mesmo 
e tudo o mais é desejado no interesse desse fim; evidentemente tal fim será o bem, ou antes, o 
sumo bem. Mas não terá o conhecimento, porventura, grande influência sobre essa vida? Se assim 
é, esforcemo-nos por determinar, ainda que em linhas gerais apenas, o que seja ele e de qual das 
ciências ou faculdades constitui o objeto. Ninguém duvidará de que o seu estudo pertença à arte 
mais prestigiosa e que mais verdadeiramente se pode chamar a arte mestra. Ora, a política mostra 
ser dessa natureza, pois é ela que determina quais as ciências que devem ser estudadas num Esta-
do, quais são as que cada cidadão deve aprender, e até que ponto; e vemos que até as faculdades 
tidas em maior apreço, como a estratégia, a economia e a retórica, estão sujeitas a ela. Ora, como 
a política utiliza as demais ciências e, por outro lado, legisla sobre o que devemos e o que não de-
vemos fazer, a finalidade dessa ciência deve abranger as das outras, de modo que essa finalidade 
será o bem humano.
ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. In: Pensadores. São Paulo: Nova Gunman 1991 (adaptado).
Para Aristóteles, a relação entre o sumo bem e a organização da pólis pressupõe que 
a) o bem dos indivíduos consiste em cada um perseguir seus interesses. 
b) o sumo bem é dado pela fé de que os deuses são os portadores da verdade. 
c) a política é a ciência que precede todas as demais na organização da cidade. 
d) a educação visa formar a consciência de cada pessoa para agir corretamente. 
e) a democracia protege as atividades políticas necessárias para o bem comum. 
 2. (Uel) A República de Platão consiste na busca racional de uma cidade ideal. Sua intenção é pensar 
a política para além do horizonte da decadência da cidade-Estado no século de Péricles. O esquema 
a seguir mostra como se organizam as classes, segundo essa proposta.
Com base na obra de Platão e no esquema, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a 
seguir.
( ) As três imagens do Bem na cidade justa de Platão, o Anel de Giges, a Imagem da Linha e a da 
Caverna, correspondem, respectivamente, à organização das três classes da República.
( ) Na cidade imaginária de Platão, em todas as classes se contestam a família nuclear e a proprie-
dade privada, fatores indispensáveis à constituição de uma comunidade ideal. 
FILOSOFIA
INTRODUÇÃO AOS CONCEITOS SEGUNDO PLATÃO E ARISTÓTELES E 
INTRODUÇÃO AO PENSAMENTO DE SÓCRATES
CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias
104
( ) Na cidade platônica, é dever do filósofo supri-la materialmente com bens duráveis e alimentos, 
bem como ser responsável pela sua defesa.
( ) O conceito de justiça na cidade platônica estende-se do plano político à tripartição da alma, o 
que significa que há justiça na República mesmo havendo classes e diferenças entre elas.
( ) O filósofo, pertencente à classe dos magistrados, é aquele cuja tarefa consiste em apresentar a 
ideia do Bem e ordenar os diferentes elementos das classes, produzindo a sua harmonia.
Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta. 
a) V – V – F – F – F. 
b) V – F – V – V – F. 
c) F – V – V – F – V. 
d) F – V – F – V – F. 
e) F – F – F – V – V. 
 3. (Uncisal) No contexto da Filosofia Clássica, Platão e Aristóteles possuem lugar de destaque. Suas 
concepções, que se opõem, mas não se excluem, são amplamente estudadas e debatidas devido à 
influência que exerceram, e ainda exercem, sobre o pensamento ocidental. Todavia é necessário sa-
lientar que o produto dos seus pensamentos se insere em uma longa tradição filosófica que remonta 
a Parmênides e Heráclito e que influenciou, direta ou indiretamente, entre outros, os racionalistas, 
empiristas, Kant e Hegel. 
Observando o cerne da filosofia de Platão, assinale nas opções abaixo aquela que se identifica cor-
retamente com suas concepções. 
a) A dicotomia aristotélica (mundo sensível X mundo inteligível) se opõe radicalmente as concepções de 
caráter empírico defendidas por Platão. 
b) A filosofia platônica é marcada pelo materialismo e pragmatismo, afastando-se do misticismo e de 
conceitos transcendentais. 
c) Segundo Platão a verdade é obtida a partir da observação das coisas, por meio da valorização do co-
nhecimento sensível. 
d) Para Platão, a realidade material e o conhecimento sensível são ilusórios. 
e) As concepções platônicas negam veementemente a validade do Inatismo. 
 4. (Enem PPL) Pode-se viver sem ciência, pode-se adotar crenças sem querer justificá-las racional-
mente, pode-se desprezar as evidências empíricas. No entanto, depois de Platão e Aristóteles, 
nenhum homem honesto pode ignorar que uma outra atitude intelectual foi experimentada, a de 
adotar crenças com base em razões e evidênciase questionar tudo o mais a fim de descobrir seu 
sentido último.
ZINGANO, M. Platão e Aristóteles: o fascínio da filosofia. São Paulo: Odysseus, 2002.
Platão e Aristóteles marcaram profundamente a formação do pensamento Ocidental. No texto, é 
ressaltado importante aspecto filosófico de ambos os autores que, em linhas gerais, refere-se à 
a) adoção da experiência do senso comum como critério de verdade. 
b) incapacidade de a razão confirmar o conhecimento resultante de evidências empíricas. 
c) pretensão de a experiência legitimar por si mesma a verdade. 
d) defesa de que a honestidade condiciona a possibilidade de se pensar a verdade. 
e) compreensão de que a verdade deve ser justificada racionalmente. 
 5. (Unisc) Na obra de Aristóteles, a Ética é uma ciência prática, concepção distinta da de Platão, re-
ferida a um tipo de saber voltado à ação. Na Ética a Nicômaco, Aristóteles destaca uma excelência 
moral determinante para a constituição de uma vida virtuosa.
Esta excelência moral tão importante é 
a) a coragem. 
b) a retórica. 
c) a verdade. 
d) a prudência ou moderação. 
e) Nenhuma das alternativas anteriores está correta. 
105
E.O
 1. (Unesp) Do lado oposto da caverna, Platão 
situa uma fogueira – fonte da luz de onde 
se projetam as sombras – e alguns homens 
que carregam objetos por cima de um muro, 
como num teatro de fantoches, e são desses 
objetos as sombras que se projetam no fundo 
da caverna e as vozes desses homens que os 
prisioneiros atribuem às sombras. Temos um 
efeito como num cinema em que olhamos 
para a tela e não prestamos atenção ao pro-
jetor nem às caixas de som, mas percebemos 
o som como proveniente das figuras na tela.
(Danilo Marcondes. Iniciação à história da filosofia, 2001.)
Explique o significado filosófico da Alegoria 
da Caverna de Platão, comentando sua im-
portância para a distinção entre aparência 
e essência. 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
“Ademais, já que o termo ‘bem’ tem tantas 
acepções quanto ‘ser’ (...), obviamente ele 
não pode ser algo universal, presente em to-
dos os casos e único, pois então ele não pode-
ria ter sido predicado de todas as categorias, 
mas somente de uma. Além disto, já que há 
uma ciência única das coisas corresponden-
tes a cada Forma, teria de haver uma única 
ciência de todos os bens; mas o fato é que 
há muitas ciências, mesmo das coisas com-
preendidas em uma categoria única — por 
exemplo, a da oportunidade, pois a oportu-
nidade na guerra é estudada pela estratégia, 
e na doença pela medicina, e a moderação 
quanto aos alimentos é estudada na medici-
na e nos exercícios atléticos pela ciência da 
educação física. Poder-se-ia perguntar o que 
se quer dizer precisamente com ‘um homem 
em si’, se (e este é o caso) a noção de homem 
é a mesma e uma só em ‘um homem em si’ 
e em um determinado homem. Na verdade, 
enquanto eles são homens não diferem em 
coisa alguma, e sendo assim, o ‘bem em si’ 
e determinados bens não diferirão enquan-
to eles foram bons. Tampouco o ‘bem em si’ 
será melhor por ser eterno, porquanto aquilo 
que dura mais não é mais branco do que o 
efêmero.”
(Aristóteles, Ética a Nicômaco, Livro I, § 6, 1096a-1096b) 
 2. (Ufpr) Por que, segundo Aristóteles, é um 
equívoco pensar o bem como algo universal 
e eterno? 
 3. (Enem PPL) Estamos, pois, de acordo quan-
do, ao ver algum objeto, dizemos: “Este ob-
jeto que estou vendo agora tem tendências 
para assemelhar-se a um outro ser, mas, por 
ter defeitos, não consegue ser tal como o ser 
em questão, e lhe é, pelo contrário, inferior”. 
Assim, para podermos fazer estas reflexões, 
é necessário que antes tenhamos tido oca-
sião de conhecer esse ser de que se aproxima 
o dito objeto, ainda que imperfeitamente.
PLATÃO, Fédon. São Paulo: Abril Cultural, 1972.
Na epistemologia platônica, conhecer um 
determinado objeto implica 
a) estabelecer semelhanças entre o que é ob-
servado em momentos distintos. 
b) comparar o objeto observado com uma des-
crição detalhada dele. 
c) descrever corretamente as características do 
objeto observado. 
d) fazer correspondência entre o objeto obser-
vado e seu ser. 
e) identificar outro exemplar idêntico ao ob-
servado. 
 4. (Ueg) A expressão “Tudo o que é bom, belo 
e justo anda junto” foi escrita por um dos 
grandes filósofos da humanidade. Ela resu-
me muito de sua perspectiva filosófica, sen-
do uma das bases da escola de pensamento 
conhecida como 
a) cartesianismo, estabelecida por Descartes, 
no qual se acredita que a essência precede a 
existência. 
b) estoicismo, que tem no imperador romano 
Marco Aurélio um de seus grandes nomes, 
que pregava a serenidade diante das tragé-
dias. 
c) existencialismo, que tem em Sartre um de 
seus grandes nomes, para o qual a existência 
precede a essência. 
d) platonismo, estabelecida por Platão, no qual 
se entendia o mundo físico como uma imita-
ção imperfeita do mundo ideal. 
 5. (Unioeste) “... a função própria do homem 
é um certo modo de vida, e este é constitu-
ído de uma atividade ou de ações da alma 
que pressupõem o uso da razão, e a função 
própria de um homem bom é o bom e nobi-
litante exercício desta atividade ou a prática 
destas ações [...] o bem para o homem vem 
a ser o exercício ativo das faculdade da alma 
de conformidade com a excelência, e se há 
mais de uma excelência, em conformidade 
com a melhor e a mais completa entre elas. 
Mas devemos acrescentar que tal exercício 
ativo deve estender-se por toda a vida, pois 
uma andorinha só não faz verão (nem o faz 
um dia quente); da mesma forma, um dia 
só, ou um curto lapso de tempo, não faz um 
homem bem-aventurado e feliz”.
Aristóteles.
106
Considerando o texto citado e o pensamento 
ético de Aristóteles, seguem as afirmativas 
abaixo:
I. O bem mais elevado que o ser humano 
pode almejar é a eudaimonia (felicida-
de), havendo uma concordância geral de 
que o bem supremo para o homem é a 
felicidade, e que bem viver e bem agir 
equivale a ser feliz.
II. A eudaimonia (felicidade) é sempre bus-
cada por si mesma e não em função de 
outra coisa, pois o ser humano escolhe o 
viver bem como a mais elevada finalidade 
e por nada além do próprio viver bem.
III.Definindo a eudaimonia (felicidade) a 
partir da função própria da alma racio-
nal e do exercício ativo das faculdades 
da alma em conformidade com a exce-
lência (virtude) conclui-se que, aos seres 
humanos, só é possível levar uma vida 
constituída por momentos de felicidade 
decorrentes da satisfação dos desejos e 
paixões que não se subordinam à ativi-
dade racional.
IV. A eudaimonia (felicidade) é um certo 
modo de vida constituído de uma ativi-
dade ou de ações por via da razão e con-
forme a ela, sendo o bem melhor para o 
homem o exercício ativo das faculdades 
da alma em conformidade com a excelên-
cia (virtude), que deve estender-se por 
toda a vida.
V. A excelência (virtude) humana, como 
realização excelente da tarefa humana, 
reside no exercício ativo da racionalida-
de, pois a função própria de um homem 
bom é o bom e nobilitante exercício desta 
atividade ou na prática destas ações em 
conformidade com a virtude, sendo este 
o bem humano supremo e a última finali-
dade desiderativa humana.
Das afirmativas feitas acima 
a) somente a afirmação I está incorreta. 
b) somente a afirmação III está incorreta. 
c) as afirmações III e V estão corretas. 
d) as afirmações I e III estão corretas. 
e) as afirmações II, III e IV estão corretas. 
 6. (Uff) Durante a maior parte da história 
da humanidade, o bem-estar e o interesse 
dos governantes têm predominado sobre o 
bem-estar e o interesse dos governados. Os 
gregos foram os primeiros a experimentar a 
democracia, isto é, regime político em que 
os cidadãos são livres e o governo é exercido 
pela coletividade para atender ao bem-estar 
e ao interesse de todos, e não só de alguns.
Aristóteles refletiu sobre essa experiência e 
concluiu que a finalidade da atividade polí-
tica é 
a) evitar a injustiça e permitiraos cidadãos se-
rem virtuosos e felizes. 
b) impor a todos um pensamento único para 
evitar a divisão da sociedade. 
c) preparar os cidadãos como bons combaten-
tes para conquistarem outros povos. 
d) habituar os seres humanos a obedecer. 
e) agradar aos deuses. 
 7. (Uem-pas) Um dos principais ob-
jetivos do filósofo grego Aristóteles 
(388-322 a. C.) é elaborar um modo de co-
nhecimento verdadeiro e não refutável. Para 
isso, ele dedica boa parte dos seus escritos, 
que resulta nos pressupostos fundamentais 
para o conhecimento científico na antigui-
dade e na medievalidade.
Sobre essa noção de ciência, assinale o que 
for correto. 
01) Antes do século XVI, não houve conhe-
cimento científico de fato, pois não exis-
tiam critérios de prova empírica, funda-
mento maior da verdade científica. 
02) A lógica aristotélica estabelece os cri-
térios para o conhecimento verdadeiro, 
base de todo conhecimento científico. 
04) Os filósofos árabes, leitores dos textos 
aristotélicos, desenvolveram o conhe-
cimento científico, principalmente nos 
campos da medicina, geometria e ótica. 
08) Conforme Aristóteles, a ciência busca o 
conhecimento das primeiras causas das 
coisas naturais, algo impossível para o 
homem, que não é o criador da natureza. 
16) A ciência antiga postulava que o conhe-
cimento parte das coisas particulares e 
chega aos princípios universais, visto que 
só existe ciência do universal e não do 
particular. 
 8. (Uenp) “Estas três formas podem degene-
rar: [...] A tirania não é, de fato, senão a mo-
narquia voltada para a utilidade do monar-
ca; a oligarquia, para a utilidade dos ricos; 
a democracia, para a utilidade dos pobres. 
Nenhuma das três se ocupa do interesse pú-
blico. Podemos dizer ainda, de um modo um 
pouco diferente, que a tirania é o governo 
despótico exercido por um homem sobre o 
Estado, que a oligarquia representa o gover-
no dos ricos e a democracia o dos pobres ou 
das pessoas pouco favorecidas.” 
Aristóteles. Política. 
De acordo com o fragmento de texto, assina-
le a alternativa que melhor completa a tabe-
la abaixo:
107
Forma 
autêntica
Forma 
degenerada
Um no governo (I) Tirania
Alguns no governo Aristocracia (II)
Muitos no governo República (III)
a) (I) democracia - (II) monarquia - (III) oligar-
quia.
b) (I) monarquia - (II) democracia - (III) oligar-
quia.
c) (I) oligarquia - (II) monarquia - (III) demo-
cracia.
d) (I) monarquia - (II) oligarquia - (III) demo-
cracia.
e) (I) democracia - (II) oligarquia - (III) monar-
quia.
 9. (Uem) Para Platão, o mundo sensível, que 
se percebe pelos sentidos, é o mundo da 
multiplicidade, do movimento, do ilusório, 
sombra do verdadeiro mundo, isto é, o mun-
do inteligível das ideias. Sobre a filosofia de 
Platão, assinale o que for correto. 
01) É com a teoria da reminiscência que Pla-
tão explica como é possível ultrapassar o 
mundo das aparências; essa teoria permi-
te explicar como os sentidos servem ape-
nas para despertar na alma as lembranças 
adormecidas do mundo das ideias. 
02) Para Platão, um homem só é um homem 
enquanto participa da ideia de homem. 
04) A epistemologia e a filosofia política são, 
para Platão, duas áreas de conhecimento 
dissociadas, pois a política deve se subme-
ter à realidade dos acontecimentos e não 
pode ser orientada por um mundo ideal. 
08) Platão distingue quatro graus de conhe-
cimentos: crença, opinião, raciocínio e 
intuição intelectual. O raciocínio, que se 
realiza de maneira perfeita na matemá-
tica, purifica o pensamento das crenças e 
opiniões e o conduz à intuição intelectual, 
ao verdadeiro conhecimento, isto é, às es-
sências das coisas – às ideias. 
16) A teoria cosmológica do primeiro motor 
imóvel e a teoria estética da mimeses, de 
Aristóteles, fundamentam-se na teoria 
platônica da participação entre o mundo 
fenomênico e o mundo das ideias. 
 10. (Uncisal) Na Grécia Antiga, o filósofo Só-
crates ficou famoso por interpelar os tran-
seuntes e fazer perguntas aos que se acha-
vam conhecedores de determinado assunto. 
Mas durante o diálogo, Sócrates colocava o 
interlocutor em situação delicada, levando-
-o a reconhecer sua própria ignorância. Em 
virtude de sua atuação, Sócrates acabou 
sendo condenado à morte sob a acusação 
de corromper a juventude, desobedecer às 
leis da cidade e desrespeitar certos valores 
religiosos. Considerando essas informações 
sobre a vida de Sócrates, assim como a forma 
pela qual seu pensamento foi transmitido, 
pode-se afirmar que sua filosofia 
a) transmitia conhecimentos de natureza cientí-
fica. 
b) baseava-se em uma contemplação passiva da 
realidade. 
c) transmitia conhecimentos exclusivamente 
sob a forma escrita entre a população ate-
niense. 
d) ficou consagrada sob a forma de diálogos, pos-
teriormente redigidos pelo filósofo Platão. 
e) procurava transmitir às pessoas conhecimen-
tos de natureza mitológica. 
108
Gabarito 
E.O.
 1. A Alegoria da Caverna de Platão representa 
uma valorização da busca da verdade (a luz 
da razão) em troca-posição das ilusões (as 
sombras da Caverna). Diante disso, o filósofo 
aponta que a aparência pode nos enganar, 
tendência ao erro, e essa aparência simbo-
liza as ilusões das sombras; enquanto a es-
sência só pode ser compreendida mediante a 
utilização da razão.
 2. Para Aristóteles, é um equívoco pensar num 
bem universal, pois existem uma diversida-
de de categorias que abrangem o bem. As-
sim, a eternidade não pode ser considerada 
uma categoria, devido as diferenças existen-
tes nos critérios desse bem.
3. D 4. D 5. B 6. A
7. 02+04+16 - 22 8. D
9. 01+02+08 - 11 10. D
C H
CIÊNCIAS
HUMANAS
SOCIOLOGIA
111
Sala
 1. (Ufu) A Sociologia surge no século XIX, momento marcado por uma intensa crise social na Eu-
ropa. Émile Durkheim não deixou de ser influenciado por esse contexto. Nesse sentido, um dos 
seus objetivos era fazer da Sociologia uma disciplina científica capaz de criar repostas aos desafios 
enfrentados pela sociedade moderna.
Entre os desafios, colocava-se a crescente contradição entre capital e trabalho, entendida pelo au-
tor como um exemplo dos efeitos de um estado de anomia, caracterizado 
a) pela excessiva regulamentação estatal sobre as atividades econômicas. 
b) pela intensificação dos laços de solidariedade mecânica no interior das corporações. 
c) pela ausência de instituições capazes de exercerem um poder moral sobre os indivíduos. 
d) pelo aprofundamento da desigualdade econômica. 
 2. (Ueg) O objeto de estudo da sociologia, para Durkheim, é o fato social, que deve ser tratado como 
“coisa” e o sociólogo deve afastar suas prenoções e preconceitos. A construção durkheimiana do 
objeto de estudo da sociologia pode ser considerada 
a) positivista, pois se fundamenta na busca de objetividade e neutralidade. 
b) dialética, pois reconhece a existência de uma realidade exterior ao pesquisador. 
c) kantiana, pois trata da “coisa em si” e realiza a coisificação da realidade. 
d) nietzschiana, pois coloca a “vontade de poder” como fundamento para a pesquisa. 
e) weberiana, pois aborda a ação social racional atribuída por um sujeito. 
 3. (Unimontes) Coube a Émile Durkheim (1858-1917) a institucionalização da Sociologia como 
disciplina acadêmica. Para o sociólogo clássico francês, a sociedade moderna implica uma diferen-
ciação substancial de funções e ocupações profissionais. Sobre as análises desse autor, é CORRETO 
afirmar: 
a) O problema social é estritamente econômico e depende de vontades individuais. 
b) O desenvolvimento da sociedade moderna deve passar por um processo de ruptura social e permanente 
anomia. 
c) A questão social é também um problema de moralização e organização consciente da vida econômica. 
d) Para Durkheim, na sociedade moderna não há possibilidades de desenvolvimento das coletividades, 
por necessitar de novos pactos políticos dos governantes. 
 4. (Unimontes) Segundo o sociólogo francês Émile Durkheim (1858-1917),a consciência coletiva 
corresponde ao conjunto das crenças e dos sentimentos comuns à média dos membros de uma mes-
ma sociedade que forma um sistema determinado que possui dinâmica própria. Ou seja, existem 
certos padrões morais estabelecidos pela sociedade aos quais as pessoas devem obedecer, como de-
veres por ela impostos, cuja natureza obrigatória da moral caminha conjuntamente à manifestação 
voluntária da vontade de segui-la. Considerando as reflexões do autor sobre esse tema, analise as 
afirmativas a seguir:
I. A consciência coletiva produz um mundo de sentimentos, de ideias, de imagens e independe 
da maneira pela qual cada um dos membros dessa sociedade venha a manifestá-la, porque tem 
uma realidade própria.
II. A consciência coletiva recobre todas as áreas de distintas dimensões na consciência das pesso-
as, independentemente de que esteja inserido numa sociedade simples ou mesmo uma socie-
dade complexa.
III. Quanto mais simples é a sociedade mais extensa é a consciência coletiva, maior é a coesão entre 
SOCIOLOGIA
INTRODUÇÃO AOS CLÁSSICOS DA SOCIOLOGIA: AUGUSTE COMTE E ÉMILE DURKHEIM
CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias
112
os participantes da sociedade, o que faz 
com que todos se assemelhem e, por isso, 
os membros do grupo sintam-se atraídos 
pelas similitudes uns com os outros.
IV. Na sociedade complexa, o ideal moral é 
imutável, e uma vez que ele surge, im-
possibilita a sua modificação e evolução, 
por mais que se modifiquem as condições 
de vida social.
Estão CORRETAS as afirmativas 
a) I, II e IV, apenas. 
b) I, II e III, apenas. 
c) II, III e IV, apenas. 
d) I, III e IV, apenas. 
 5. (Unioeste) “Solidariedade orgânica” e “so-
lidariedade mecânica” são conceitos propos-
tos pelo sociólogo francês Émile Durkheim 
(1858-1917) para explicar a 'coesão social' 
em diferentes tipos de sociedade. De acordo 
com as teses desse estudioso, nas sociedades 
ocidentais modernas, prevalece a 'solidarie-
dade orgânica', onde os indivíduos se per-
cebem diferentes embora dependentes uns 
dos outros. A lógica do mercado capitalista, 
entretanto, baseada na competição individu-
alista em busca do lucro, pode corromper os 
vínculos de solidariedade que asseguram a 
coesão social e conduzir a uma situação de 
'anomia'.
De acordo com os postulados de Durkheim, é 
CORRETO dizer que o conceito de “anomia” 
indica 
a) a necessidade de todos demonstrarem soli-
dariedade com os mais necessitados. 
b) uma situação na qual aqueles indivíduos 
portadores de um senso moral superior de-
vem se colocar como líderes dos grupos dos 
quais fazem parte. 
c) a condição na qual os indivíduos não se 
identificam como membros de um grupo que 
compartilha as mesmas regras e normas e 
têm dificuldades para distinguir, por exem-
plo, o certo do errado e o justo do injusto. 
d) o consumismo exacerbado das novas gera-
ções, representado pelo aumento do número 
de shopping centers nas cidades. 
e) a solidariedade que as pessoas demonstram 
quando entoam cantos nacionalistas e patri-
óticos em manifestações públicas como os 
jogos das seleções nacionais de futebol. 
 E.O
 1. (Ufpr) Normalmente, quando se fala de socia-
lização, se pensa no processo de interioriza-
ção de normas e de comportamentos sociais 
pela criança. Durkheim afirma que a socia-
lização primária da criança, que ocorre nos 
primeiros anos de vida, é de responsabilidade 
da família, e a socialização secundária se faz 
em instituições como a igreja e a escola.
Considerando que vivemos no século XXI, 
que outras instituições participam hoje da 
socialização da criança? Cite duas e justifi-
que sua escolha. 
 2. (Ufpr) Um dos conceitos de sociedade de-
senvolvidos pela Sociologia se refere a um 
conjunto de indivíduos que convivem num 
mesmo espaço e num mesmo tempo. A soli-
dariedade entre os integrantes é fundamen-
tal para manter a coesão entre eles. Duas 
são as formas de solidariedade e a cada uma 
delas corresponde uma forma específica de 
sociedade.
Estabeleça a correspondência entre a forma 
de sociedade e sua respectiva forma de soli-
dariedade, e explique em que consiste cada 
uma dessas formas. 
 3. (Uem-pas) Émile Durkheim (1858-1917) 
é considerado, conjuntamente com Auguste 
Comte (1798-1857), Karl Marx (1818-1883) 
e Max Weber (1864-1920), um dos fundado-
res da Sociologia. Em 1895, Durkheim pu-
blicou As regras do método sociológico, onde 
apresenta o conceito de fato social. Este con-
ceito é central na sociologia durkheiminia-
na.
Sobre o fato social é correto afirmar: 
01) Émile Durkheim afirma em As regras do mé-
todo sociológico que o fato social é exterior 
às pessoas. 
02) O fato social, segundo Émile Durkheim, pos-
sui uma existência própria, para além das 
manifestações individuais. 
04) Em As regras do método sociológico, Émile 
Durkheim propõe que o fato social é geral, 
ocorrendo no conjunto de uma sociedade. 
08) Para Émile Durkheim, o fato social é particu-
lar e individual. 
16) Uma das características definidoras do fato 
social, segundo Émile Durkheim, é a sua ca-
pacidade de coerção sobre as pessoas. 
113
 4. (Ufu) Assinale a alternativa incorreta.
Sobre o conceito de consciência coletiva em 
Durkheim, podemos afirmar que 
a) é o conjunto de crenças e sentimentos co-
muns à média dos membros de uma mesma 
sociedade, que formam um sistema determi-
nado e com vida própria. 
b) no interior de qualquer grupo ou sociedade, 
são observadas formas padronizadas de con-
duta e de pensamento. 
c) essa se baseia na consciência dos indivíduos 
singulares e de grupos específicos e não está 
espalhada por toda a sociedade. 
d) essa constitui "o tipo psíquico da socieda-
de", não sendo o produto das consciências 
individuais, mas algo diferente, que se im-
põe aos indivíduos, perdurando através das 
gerações. 
 5 (Ufu) Surgida no momento de consolidação 
da sociedade capitalista, a Sociologia tinha 
uma importante tarefa a cumprir na visão de 
seus fundadores, dentre os quais se destaca 
Augusto Comte. Assinale a alternativa corre-
ta quanto a essa tarefa: 
a) Desenvolver o puro espírito científico e in-
vestigativo, sem maiores preocupações de 
natureza prática, deixando a solução dos pro-
blemas sociais por conta dos homens de ação. 
b) Incentivar o espírito crítico na sociedade e, 
dessa forma, colaborar para transformar ra-
dicalmente a ordem capitalista, responsável 
pela exploração dos trabalhadores. 
c) Contribuir para a solução dos problemas so-
ciais decorrentes da Revolução Industrial, 
tendo em vista a necessária estabilização da 
ordem social burguesa. 
d) Tornar realidade o chamado “socialismo utó-
pico”, visto como única alternativa para a 
superação das lutas de classe em que a socie-
dade capitalista estava mergulhada. 
 6 (Ufrgs) Tanto Augusto Comte quanto Karl 
Marx identificam imperfeições na socieda-
de industrial capitalista, embora cheguem 
a conclusões bem diferentes: para o posi-
tivismo de Comte, os conflitos entre tra-
balhadores e empresários são fenômenos 
secundários, deficiências, cuja correção é re-
lativamente fácil, enquanto, para Karl Marx, 
os conflitos entre proletários e burgueses 
são o fato mais importante das sociedades 
modernas. A respeito das concepções teóri-
cas desses autores, é CORRETO afirmar: 
a) Comte pensava que a organização científica 
da sociedade industrial levaria a atribuir a 
cada indivíduo um lugar proporcional à sua 
capacidade, realizando-se assim a justiça so-
cial. 
b) Comte considera que a partir do momento 
em que os homens pensam cientificamente, a 
atividade principal das coletividades passa a 
ser a luta de classes que leva necessariamente 
à resolução de todos os conflitos. 
c) Marx acredita que a história humana é feita 
de consensos e implica, por um lado, o an-
tagonismo entre opressores e oprimidos; por 
outro lado, tende a uma polarização em dois 
blocos: burgueses e proletários. 
d) Para Karl Marx, o caráter contraditório do 
capitalismo manifesta-se nofato de que o 
crescimento dos meios de produção se traduz 
na elevação do nível de vida da maioria dos 
trabalhadores embora não elimine as desi-
gualdades sociais. 
e) Tanto Augusto Comte quanto Karl Marx con-
cordam que a sociedade capitalista industrial 
expressa a predominância de um tipo de so-
lidariedade, que classificam como orgânica, 
cujas características se refletirão diretamente 
em suas instituições. 
 7. (Uem) Sobre o positivismo, corrente teórica 
pioneira na sistematização do pensamento 
sociológico, assinale o que for correto. 
01) Apesar de reconhecer as diferenças entre fe-
nômenos do mundo físico e do mundo social, 
o positivismo busca no método das ciências 
da natureza a orientação básica para legiti-
mar a sociologia. 
02) O positivismo enfatiza a coesão e a harmo-
nia entre os indivíduos como solução de 
conflitos, para alcançar o progresso social. 
04) O positivismo endereça uma contundente 
crítica à sociedade europeia do século XIX, 
sobretudo em razão das desigualdades so-
ciais oriundas da consolidação do capitalis-
mo. 
08) O positivismo utiliza recorrentemente a me-
táfora organicista para se referir à sociedade 
como um todo constituído de partes integra-
das e coesas, funcionando harmonicamente, 
segundo uma lógica física ou mecânica. 
16) O positivismo defende uma concepção evo-
lucionista da história social, segundo a qual 
o estágio mais avançado seria dominado pela 
razão técnico-científica. 
 8. (Unioeste) ,A filosofia da História – o pri-
meiro tema da filosofia de Augusto Comte 
– foi sistematizada pelo próprio Comte na 
célebre “Lei dos Três Estados” e tinha o obje-
tivo de mostrar por que o pensamento posi-
tivista deve imperar entre os homens. Sobre 
a “Lei do Três Estados” formulada por Comte, 
é correto afirmar que 
a) Augusto Comte demonstra com essa lei que 
todas as ciências e o espírito humano desen-
volvem-se na seguinte ordem em três fases 
distintas ao longo da história: a positiva, a 
teológica e a metafísica. 
114
b) na “Lei dos Três Estados” a argumentação 
desempenha um papel de primeiro plano no 
estado teológico. O estado teológico, na sua 
visão, corresponde a uma etapa posterior ao 
estado positivo. 
c) o estado teológico, segundo está formulada 
na “Lei dos Três Estados”, não tem o poder 
de tornar a sociedade mais coesa e nenhum 
papel na fundamentação da vida moral. 
d) o estado positivista apresenta-se na “Lei dos 
Três Estados” como o momento em que a ob-
servação prevalece sobre a imaginação e a 
argumentação, e na busca de leis imutáveis 
nos fenômenos observáveis. 
e) para Comte, o estado metafísico não tem 
contato com o estado teológico, pois so-
mente o estado metafísico procura soluções 
absolutas e universais para os problemas do 
homem. 
 9. (Unimontes) Auguste Comte (1798-1857) 
foi um pensador positivista que propôs uma 
nova ciência social à Sociologia, que inicial-
mente foi chamada de Física Social. Sobre 
os princípios dessa ciência para esse autor, 
analise as afirmativas e assinale as alterna-
tivas, marcando V para verdadeiro ou F para 
falso.
( ) No estágio positivo, a vida social será ex-
plicada pela filosofia, triunfando sobre 
todas as outras formas de pensamento.
( ) A imposição da disciplina era, para os 
positivistas, uma função primordial da 
escola, pois ali os membros de uma so-
ciedade aprenderiam, desde pequenos, a 
importância da obediência e da hierar-
quia.
( ) A maturidade do espírito seria encontra-
da na ciência; por isso, na escola de ins-
piração positivista, os estudos literários e 
artísticos prevalecem sobre os científicos.
( ) Defendeu a necessidade de substituir a 
educação europeia, ainda essencialmente 
teológica, metafísica e literária, por uma 
educação positiva, conforme o espírito da 
civilização moderna.
A sequência correta é 
a) F,V,V.F. 
b) F,V,F,V. 
c) V,F,F,F. 
d) V,V,V,F. 
 10. (Ufu) De acordo com Durkheim, para se ga-
rantir a objetividade do método científico 
sociológico, torna-se necessário que o pes-
quisador mantenha certa distância e neutra-
lidade em relação aos fatos sociais, os quais 
devem ser tratados como “coisas”.
Considerando a frase acima, assinale a alter-
nativa correta sobre fato social. 
Gabarito
E.O.
 1. Atualmente duas instituições que desenca-
deiam a socialização da criança são: a banda 
de música favorita, que apontam para um 
afloramento dos sentimentos dessa criança; 
as redes sociais, que apontam um posiciona-
mento, mesmo que discutível, desse indiví-
duo em grupo.
 2. A solidariedade de tipo mecânica refere-se a 
uma sociedade estruturada pela semelhança. 
Os indivíduos diferem pouco uns dos outros. 
Membros de uma mesma coletividade, eles 
se assemelham por que tem sentimentos, 
valores crenças em comum. A solidariedade 
orgânica refere-se a uma sociedade estrutu-
rada pela diferença. É aquela em a unidade 
coerente da coletividade, resulta de uma di-
ferenciação de funções sociais de seus mem-
bros.
3. 01 + 02 + 04 + 16 = 23 4. C 
5. C 6. A 7. 01+02+08+16 = 27 
8. D 9. B 10. B
a) Corresponde a um conjunto de normas e va-
lores que são criados diretamente pelos indi-
víduos para orientar a vida em sociedade. 
b) Corresponde a um conjunto de normas e va-
lores criados exteriormente, isto é, fora das 
consciências individuais. 
c) É desprovido de caráter coercitivo, uma vez 
que existe fora das consciências individuais. 
d) É um fenômeno social difundido apenas nas 
sociedades cuja forma de solidariedade é or-
gânica. 
C N
CIÊNCIAS DA
NATUREZA
BIOLOGIA 1
117
Sala
 1. (Fuvest 2018) As figuras I e II mostram pirâmides ecológicas de biomassa para dois ecossistemas.
a) Indique um ecossistema que cada uma dessas pirâmides de biomassa possa representar.
b) Desenhe as pirâmides de energia correspondentes às pirâmides de biomassa, para os dois ecossistemas 
indicados. 
 2. (Unesp 2018) Considere a notícia sobre o controle biológico de pragas adotado pela prefeitura de 
Paris e as pirâmides ecológicas apresentadas logo a seguir.
Para combater parasitas que têm consumido a vegetação de Paris, a prefeitura distribuiu aos 
moradores 40.000 larvas de joaninhas, predador natural desses organismos e que pode substituir 
pesticidas.
(Veja, 05.04.2017. Adaptado.)
A pirâmide de biomassa, a pirâmide de energia e a barra que representa as joaninhas são: 
a) I, II e 3. 
b) II, II e 3. 
c) I, II e 2. 
d) II, III e 1. 
e) III, III e 2. 
 3. (G1 - ifsp 2017) Num campo agrícola hipotético, um agricultor utilizou um agrotóxico que con-
tém metais pesados e contaminou o sistema de cadeia alimentar representado pela pirâmide de 
biomassa abaixo, a partir dos produtores.
BIOLOGIA 1
PIRÂMIDES ECOLÓGICAS, EFICIÊNCIA ECOLÓGICA E RELAÇÕES ECOLÓGICAS
CIÊNCIAS DA NATUREZA e suas tecnologias
118
Assim, assinale a alternativa que apresenta os organismos que mais reterão o metal pesado em 
seu organismo. 
a) A grama (Produtores). 
b) Os insetos (Consumidores Primários). 
c) Os anfíbios (Consumidores Secundários). 
d) As corujas (Consumidores Terciários). 
e) A grama (Produtores) e os insetos (Consumidores Primários). 
 4. (Uepg 2017) Na ecologia, é possível representar os níveis tróficos de um ecossistema por meio de 
retângulos superpostos, que formam as chamadas pirâmides ecológicas. Abaixo são apresentadas 
quatro pirâmides ecológicas. Sobre elas, assinale o que for correto.
 
01) As pirâmides A e B são pirâmides de números. As pirâmides de números são utilizadas para indicar a 
quantidade de indivíduos existentes em cada nível trófico de uma cadeia alimentar. 
02) A pirâmide B é considerada uma pirâmide invertida. Isso ocorre quando a base é menor que o ápice. 
Neste exemplo, uma árvore é capaz de sustentar 500 pulgões que, por sua vez, sustentam 30.000 pro-
tozoários. 
04) Uma pirâmide de biomassa é representada na letra C. A quantidade de matéria orgânica presente no 
corpo dos seres vivos de determinado nível trófico é chamada de energia.Com frequência, ela é ex-
pressa em peso seco (para descontar a água) por unidade de área (g/m2, por exemplo) ou de volume 
(g/m3). Em todas as representações, a biomassa aumenta ao longo da cadeia. 
08) As pirâmides de números apresentadas em A e B são as únicas capazes de indicar a produtividade de 
um ecossistema. 
16) Em D, é representada uma pirâmide de energia. Nestas, representamos, em cada nível trófico, a quan-
tidade de energia acumulada por unidade de área ou de volume e por unidade de tempo. 
 5. (Uem) Com relação à vida nos ambientes aquáticos, é correto afirmar que 
01) o zooplâncton e o fitoplâncton representam os organismos produtores nas cadeias alimentares destes 
ambientes. 
02) o fitoplâncton é representado por organismos que se deslocam ativamente na água. 
04) os produtores aquáticos geralmente possuem uma biomassa menor que a dos consumidores, conside-
rando a taxa de renovação da matéria orgânica. 
08) no ambiente marinho, a zona fótica (nerítica), situada sobre a plataforma continental, numa profun-
didade de até 200 m, é a mais importante economicamente. 
16) as correntes marinhas resultam da ação combinada dos ventos, da rotação da Terra e de diferenças 
de densidade da água em função da temperatura e da salinidade, e contribuem para a dispersão dos 
organismos marinhos. 
119
E.O. 
 1. (Unicamp) Em uma pirâmide de energia, as 
plantas têm importante papel na captação 
e transformação da energia luminosa e são 
responsáveis pela produtividade primária 
líquida. Nessa pirâmide, aparecem ainda os 
herbívoros e os carnívoros, que acumulam 
energia e determinam assim a produtivida-
de secundária líquida. Sobre as pirâmides de 
energia, é correto afirmar que 
a) a energia é conservada entre os níveis trófi-
cos. 
b) a respiração dos autótrofos é uma fonte de 
energia para os heterótrofos. 
c) a produtividade primária líquida é represen-
tada na base da pirâmide. 
d) a excreção é uma fonte de energia para os 
níveis tróficos superiores. 
 2. (Pucrj) Com relação ao que é representado 
nas pirâmides ecológicas NÃO é correto afir-
mar que 
a) os decompositores são excluídos. 
b) apenas uma pequena fração da energia e da 
matéria alcança os últimos níveis tróficos. 
c) a transferência de energia entre níveis trófi-
cos normalmente apresenta apenas 10% de 
eficiência. 
d) o número de indivíduos por área em cada 
nível trófico geralmente diminui em direção 
ao ápice. 
e) em função do grande tamanho dos predado-
res de topo, a biomassa em geral é maior nos 
níveis tróficos mais elevados. 
 3. (Mackenzie 2016) Considere o diagrama da 
pirâmide abaixo que representa uma cadeia 
alimentar.
A respeito dessa pirâmide, é correto afirmar 
que ela pode representar 
a) apenas uma pirâmide de energia ou de mas-
sa. 
b) apenas uma pirâmide de energia ou de nú-
mero. 
c) apenas uma pirâmide de massa ou de núme-
ro. 
d) apenas uma pirâmide de energia. 
e) pirâmides de energia, de massa e de número. 
 4. (Uerj) Considere dois ecossistemas, um ter-
restre e outro marinho. Em cada um deles, 
é possível identificar o nível trófico em que 
se encontra a maior quantidade de biomas-
sa por unidade de área, em um determinado 
período.
Para o ecossistema terrestre e para o mari-
nho, esses níveis tróficos correspondem, res-
pectivamente, a: 
a) produtores − produtores 
b) consumidores primários − produtores 
c) produtores − consumidores primários 
d) consumidores primários − consumidores pri-
mários 
 5. (Unifesp) As pirâmides ecológicas são uti-
lizadas para representar os diferentes níveis 
tróficos de um ecossistema e podem ser de 
três tipos: número de indivíduos, biomassa 
ou energia. Elas são lidas de baixo para cima 
e o tamanho dos retângulos é proporcional à 
quantidade que expressam.
Considere uma pirâmide com a seguinte es-
trutura:
a) Que tipo de pirâmide, entre os três tipos ci-
tados no texto, não poderia ser representada 
por essa estrutura? Por quê?
b) Dê um exemplo de uma pirâmide que pode 
ser representada pela estrutura indicada. 
Substitua 1, 2 e 3 por dados quantitativos e 
qualitativos que justifiquem essa estrutura 
de pirâmide. 
 6. (Pucrj) Observe a figura abaixo e responda:
a) O que esse gráfico representa? Explique.
b) O que são os compartimentos e por que eles 
são representados por barras de diferentes 
tamanhos?
c) Se esse gráfico representasse um ecossiste-
ma aquático, a relação de tamanho entre os 
compartimentos seria a mesma? Explique. 
120
 7. (Ufpr) Pirâmides ecológicas representam 
níveis tróficos de uma cadeia alimentar em 
um ecossistema. Podem ser de número, de 
biomassa ou de energia. A figura abaixo re-
presenta uma pirâmide de número (quanti-
dade de indivíduos por metro quadrado). 
a) Dê um exemplo de três comunidades (X, Y e 
Z) que possam compor a pirâmide.
X:
Y:
Z:
b) Explique por que essa figura não pode repre-
sentar uma pirâmide de energia. 
 8. (Fuvest 2018) O tapiti é um coelho nativo do 
Brasil, habitante típico de campos, cerrado 
ou, mesmo, bordas das matas. Tem hábitos 
noturnos e, durante o dia, fica escondido em 
meio à vegetação ou em tocas. Alimenta-se 
de vegetais, especialmente brotos e raízes. 
A quantidade desses animais está cada vez 
menor pela presença da lebre europeia, que 
foi introduzida no Brasil. A lebre europeia 
também se alimenta de vegetais, e tanto o 
tapiti como a lebre são caças apreciadas por 
jaguatiricas e onças.
a) Represente esquematicamente a teia ali-
mentar mencionada no texto.
b) Cite duas interações interespecíficas aponta-
das no texto e justifique sua resposta. 
 9. (Ufpr 2018) Em uma região onde cresce 
o capim-dourado (Syngonanthus nitens), 
vivem gafanhotos (Rhammatocerus cons-
persus), cupins (Cornitermes cumulans), 
pássaros-pretos (Gnorimopsar chopi), ando-
rinhas-de-coleira (Pygochelidon melanoleu-
ca), morcegos (Artibeus cinereus), taman-
duás-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) e 
raposinhas (Lycalopex vetulus). 
a) Com base nas informações apresentadas na 
questão, liste as populações que constituem 
a comunidade biológica.
b) A raposinha (Lycalopex vetulus) tem uma 
dieta onívora, mas se alimenta principal-
mente de insetos. O tamanduá-bandeira é 
especializado em se alimentar de formigas e 
cupins. Considerando essas informações, que 
relações ecológicas interespecíficas podem 
ser descritas entre a raposinha e as espécies 
de insetos e entre a raposinha e o tamanduá?
c) A região apresentada enunciado desta ques-
tão é parte do segundo maior bioma do Bra-
sil, que ocupa cerca de 22% do território 
nacional. Qual é esse bioma, reconhecido 
como a savana mais rica em biodiversidade 
do mundo? 
 10. (Unesp 2018) Leia a notícia.
O Projeto de Lei nº 5 989 de 2009, que ori-
ginalmente pretende liberar a aquicultura 
com tilápias e carpas (espécies não nativas 
no Brasil) em reservatórios de usinas hidre-
létricas, tramita agora no Senado. [...] Faci-
litar o uso de espécies não nativas na aqui-
cultura em reservatórios de usinas pode ser 
altamente prejudicial aos ambientes aquáti-
cos brasileiros, já que as represas recebem 
rios afluentes. Desse modo, os peixes criados 
ali [...] poderiam chegar a diversos ambien-
tes do país por esse caminho.
(Unespciência, maio de 2017.)
a) Supondo que antes da introdução de espé-
cies não nativas o ambiente já havia atin-
gido sua carga biótica máxima (capacidade 
limite ou capacidade de carga), explique por 
que a presença dessas espécies não nativas 
de peixes pode ser prejudicial aos ambientes 
aquáticos naturais brasileiros.
b) Além das espécies não nativas de peixes, 
que outros organismos, associados a essas 
espécies, podem juntamente ser introduzi-
dos nesses ambientes aquáticos? Explique o 
impacto que esses organismos podem causar 
no tamanho das populações de peixes locais. 
 11. (Ufjf-pism 3 2017) Nos ecossistemas em 
equilíbrio, o tamanho das populações (den-
sidade populacional) se mantém mais ou 
menos constante ao longo do tempo devidoa 
uma série de fatores, que em conjunto carac-
terizam a ‘resistência do meio’, e se opõem 
ao potencial biótico. Entretanto, a introdu-
ção de espécies exóticas geralmente resulta 
em quebra do equilíbrio do ecossistema.
a) Quais são os mecanismos que contribuem 
para diminuição da densidade populacional 
de determinada espécie?
b) Informe três fatores reguladores bióticos 
componentes da resistência do meio que re-
gulam o crescimento populacional.
c) Cite dois fatores que aumentam o sucesso de 
uma espécie exótica introduzida num deter-
minado ecossistema. 
121
12. (Ebmsp 2017) Relações ecológicas são as interações dos diferentes organismos que compõem uma 
comunidade biológica. Na natureza, existem diversos tipos de relações entre os seres vivos, sendo 
algumas benéficas e outras prejudiciais para cada um dos envolvidos. Essas relações são classifi-
cadas como positivas, quando há ganho para um dos envolvidos ou para ambos, e como negativas, 
quando há prejuízo pelo menos para um dos envolvidos.
SEIXAS, Cristina Faganelli Braun. Relações ecológicas: Os tipos de relacionamento entre os seres vivos. 
Disponível em: <http//:www.educação.uol.com.br>. Acesso em: 18 nov. 2016. Adaptado.
Considerando as relações de protocooperação, predação, inquilinismo e mutualismo, indique se os 
organismos são prejudicados, beneficiados ou não afetados pela relação em cada situação. 
 13. (Fac. Santa Marcelina - Medicin 2017) Uma nova espécie de planta carnívora gigante foi desco-
berta em Minas Gerais. Batizada como Drosera magnifica, a planta atinge quase um metro e meio 
de comprimento. Ela produz folhas longas e finas, cobertas por glândulas ou “tentáculos”, que são 
vermelhos e reluzentes e, por isso, atraem pequenos insetos voadores. Essas glândulas produzem e 
secretam gotículas ricas em enzimas, que digerem lentamente os insetos capturados. Essa “dieta” 
garante uma fonte extra de nitrogênio e fósforo, uma vez que essas plantas costumam habitar 
solos pobres em nutrientes.
(Folha de S.Paulo, 30.07.2015. Adaptado.)
a) Cite a interação ecológica desarmônica que ocorre entre a planta e os insetos capturados. Justifique 
sua resposta.
b) Por que o elemento nitrogênio é imprescindível na composição do material genético da planta? Por 
que o elemento fósforo é fundamental para que ocorra o metabolismo energético da planta? 
 14. (Unisa - Medicina) A figura 1 mostra uma abelha na flor de uma laranjeira e a figura 2 indica o local 
em que foi removido um anel completo de um ramo (cintamento ou anel de Malpighi) dessa planta.
a) Cite o nome do processo realizado pela abelha que garante a reprodução da planta. Que benefício a 
abelha obtém ao realizar tal processo?
b) Considere que a laranjeira possua todos os ramos repletos de flores e que o cintamento tenha sido 
feito no local apontado pela figura 2. Qual será o tamanho dos frutos formados acima do cintamento 
em comparação ao tamanho dos frutos dos demais ramos? Justifique sua resposta. 
 15. (Unicamp) As figuras abaixo representam interações ecológicas.
a) Pode-se afirmar que as interações ecológicas representadas em A e B são associações? Justifique sua 
resposta.
b) Cite duas interações ecológicas harmônicas. 
122
 16. (Fuvest) Determinada planta do cerrado abriga formigas, cigarrinhas, predadores e parasitas de 
cigarrinhas e também herbívoros que causam dano foliar. Os gráficos abaixo mostram os resultados 
de estudo sobre relações entre os animais e entre eles e a planta.
 § Gráfico I: Número médio de cigarrinhas, em plantas com e sem formigas, ao longo de duas 
semanas.
 § Gráfico II: Número médio de predadores e parasitas das cigarrinhas, em plantas com e sem 
formigas, ao longo de duas semanas.
 § Gráfico III: Porcentagem de dano foliar em plantas com e sem associação entre formigas e ci-
garrinhas.
Com base nos resultados representados nos gráficos, responda:
a) A associação entre formigas e cigarrinhas é benéfica ou é prejudicial para alguma dessas populações 
de insetos? Cite o(s) gráfico(s) que permite(m) tal conclusão.
b) A associação entre formigas e cigarrinhas é benéfica ou prejudicial para a planta? Justifique sua res-
posta. 
 17. (Unesp) Pesquisadores da Universidade de Harvard investigaram o efeito invasivo da planta Allia-
ria petiolata sobre o crescimento de mudas de árvores nativas que apresentam raízes em associa-
ção com fungos micorrizas. Eles sabiam que a Alliaria petiolata não se associa às micorrizas. Em 
um experimento, eles cultivaram mudas de três espécies de árvores: Acer saccharum, Acer rubrum 
e Faxinus americana em quatro tipos de solos diferentes, garantindo que as demais condições 
ambientais fossem as mesmas. Duas das amostras de solo foram coletadas de um local invadido 
por Alliaria petiolata, sendo que uma dessas amostras foi esterilizada. As outras duas amostras de 
solo foram recolhidas de um local não invadido por Alliaria petiolata, sendo uma delas esterili-
zada. Depois de quatro meses de crescimento, os pesquisadores colheram brotos e raízes de todas 
as plantas e determinaram o aumento de biomassa seca. As raízes também foram analisadas em 
relação à porcentagem de colonização por micorrizas.
Que efeito a Alliaria petiolata causa sobre a colonização das raízes por micorrizas e qual a vanta-
gem deste efeito para a Alliaria petiolata?
Como a associação entre as micorrizas e as raízes das mudas influencia o aumento da biomassa 
seca? Qual vantagem as micorrizas obtêm com essa associação? 
123
 18. (Pucrs 2018) O gráfico abaixo apresenta a 
curva de crescimento de uma população em 
função do tempo.
A curva de potencial biótico (CPB) difere da 
curva de crescimento real (CCR) pela existên-
cia de um elemento denominado de “resistên-
cia do meio” (R), o qual reflete diferentes fa-
tores ambientais que interferem na população.
Sobre esses fatores, pode-se afirmar: 
a) A densidade populacional não pode ser con-
siderada como fator de resistência do meio, 
pois quanto mais indivíduos de uma popu-
lação em uma mesma área, maior será o nú-
mero de cruzamentos e, por conseguinte, de 
nascimentos. 
b) A disponibilidade de alimentos se converte 
principalmente em um fator de resistência 
do meio quando duas espécies competem 
pelo mesmo recurso alimentar. 
c) A relação entre predador e presa é um exem-
plo de fator de resistência do meio, pois uma 
espécie regula a proliferação da outra. 
d) A relação ecológica de parasitismo não afeta 
a dinâmica populacional, pois seu resultado 
final é a coadaptação entre parasita e hospe-
deiro. 
 19. (Famerp 2018) Indivíduos de duas espécies 
de roedores (X e Y) competem entre si por 
sementes de girassol, podendo, além disso, 
apresentar os mesmos parasitas intestinais.
Em um experimento, um pesquisador man-
teve a mesma quantidade de indivíduos 
dessas duas espécies no mesmo ambiente, 
com sementes de girassol como alimento. A 
análise foi feita com as espécies de roedores 
parasitadas e, depois de um tratamento, com 
as mesmas espécies sem os parasitas. O grá-
fico ilustra o resultado obtido.
Os resultados mostrados no gráfico permi-
tem concluir que: 
a) quando os parasitas estão ausentes, as espé-
cies X e Y não competem entre si. 
b) quando os parasitas estão ausentes, a espécie 
X é melhor competidora do que a espécie Y 
c) quando os parasitas estão presentes, a espécie 
X é melhor competidora do que a espécie Y.
d) os parasitas não influenciam a competição en-
tre as duas espécies de roedores. 
e) quando os parasitas estão presentes, a espécie 
Y é melhor competidora do que a espécie X. 
 20. (Fac. Albert Einstein - Medicin 2018) A es-
trela-do-mar da espécie Pisaster ochraceus 
é predadora do molusco bivalve Mytilus ca-
lifornianus, e ambos habitam, juntamente 
com outras espécies marinhas, determina-
das áreas de costão rochoso. Ao predar os 
bivalves, as estrelas-do-mar criam espaço no 
substrato para fixação de outras espécies. 
Com a intenção de estudar a dinâmica das 
comunidades biológicas dessescostões, pes-
quisadores fizeram a remoção sistemática 
das estrelas-do-mar em uma área (Área 1) e 
as mantiveram em outra área (Área 2). Em 
seguida, contabilizaram, durante uma déca-
da, o número de espécies diferentes que vi-
viam fixadas ao substrato, em cada uma des-
sas comunidades. O gráfico a seguir mostra a 
variação desse número de espécies ao longo 
dos anos nas duas áreas estudadas.
Considerando as informações acima, é COR-
RETO afirmar que 
a) Mytilus californianus é uma espécie que se 
prolifera rapidamente na ausência de estre-
las-do-mar, a ponto de ocupar amplamente 
o substrato e não deixar outras espécies se 
fixarem. 
b) a espécie Pisaster ochraceus exerce pouca 
influência na determinação da composição 
de espécies nos costões das áreas estudadas. 
c) a Área 1, conforme mostra o gráfico, é mais 
representativa de uma situação ideal de 
equilíbrio ecológico em um ecossistema que 
a Área 2. 
d) a Área 2, conforme mostra o gráfico, tem sua 
diversidade de espécies definida pelo cresci-
mento explosivo do molusco bivalve. 
124
Gabarito
E.O.
1. C 2. E 3. E 4. C 
 5. 
a) Pirâmide de energia. A pirâmide de ener-
gia só pode ser representada com a base 
larga (produtores) e com os níveis su-
periores mais estreitos, pois sempre há 
perda de energia quando se passa de um 
nível trófico para outro.
b) A pirâmide pode ser representativa da 
biomassa do plâncton marinho, na qual 
1 representa a massa do fitoplâcton, 2, a 
massa do zooplâncton e 3, a dos peixes. 
A biomassa do fitoplâncton pode ser me-
nor do que a do zooplâncton, porque a 
biomassa que o constitui se reproduz com 
grande velocidade e apresenta alta efici-
ência fotossintética, assegurando a nu-
trição do zooplâncton, que possui maior 
biomassa e menor capacidade reproduto-
ra. A pirâmide também pode ser de nú-
meros, na qual 1 pode ser uma árvore, 2, 
os pulgões parasitas dessa planta e 3, as 
joaninhas (besouros), que são predado-
res dos pulgões. Uma árvore pode nutrir 
milhares de parasitas, os quais alimen-
tam um menor número de predadores.
 6. 
a) Este gráfico representa uma pirâmide 
ecológica. Existem três tipos de pirâmi-
des ecológicas: 
Pirâmide de números: mostra quantos or-
ganismos existem em cada nível trófico
Pirâmide de biomassa: indica quanta ma-
téria orgânica há acumulada em cada ní-
vel trófico
Pirâmide de energia: representa a quan-
tidade de energia acumulada em cada ní-
vel trófico
A imagem não mostra nenhum valor de 
massa, de calorias, nem o número de in-
divíduos; desse modo, não podemos dizer 
a qual tipo de pirâmide ela se refere. Ela 
pode representar os três tipos de pirâmi-
de. 
b) Cada compartimento representa um ní-
vel trófico. Eles têm diferentes tamanhos 
para indicar a quantidade relativa, seja 
de biomassa, de energia ou de número de 
indivíduos, em cada nível. 
c) Sim. Geralmente há grande quantidade 
de produtores para alimentar uma menor 
quantidade de consumidores primários, 
que alimentam uma ainda menor quan-
tidade de consumidores secundários. Por 
exemplo, em uma pirâmide de energia, 
estima-se que cada nível trófico transfi-
ra apenas 10% da capacidade energética 
para o nível trófico seguinte. Desse modo, 
a pirâmide fica com o vértice voltado para 
cima.
 7. 
a) A comunidade X pode corresponder às 
joaninhas que se alimentam de pulgões 
(Y), que sobrevivem à custa de substân-
cias orgânicas produzidas por uma árvore 
(Z).
b) A pirâmide de energia não pode ser in-
vertida, pois o fluxo energético diminui 
dos produtores (Z) em direção aos consu-
midores (Y e X).
 8. 
a) 
b) Competição e predação. A competição é 
caracterizada pela disputa pelos mesmos 
recursos ambientais, assim como ocorre 
entre tapiti e lebre, que se alimentam 
de plantas no mesmo ambiente, e entre 
jaguatirica e onça, que se alimentam de 
tapiti e lebre.
A predação é caracterizada pela morte 
de organismos chamados presas, seguida 
por seu consumo pelos seres que as mata-
ram, chamados predadores.
 9. 
a) Uma população é um grupo de indivíduos 
de uma unica espécie vivendo na mesma 
área geral (CAMPBELL pg. 1185).
1. Capim-dourado (Syngonanthus nitens)
2. Gafanhotos (Rhammatocerus consper-
sus)]
3. Cupins (Cornitermes cumulans)
4. Pássaros-pretos (Gnorimopsar chopi)
5. Andorinhas-de-coleira (Pygochelidon me-
lanoleuca)
6. Morcegos (Artibeus cinereus)
7. Tamanduás-bandeira (myrmecophaga tri-
dactyla)
8. Raposinhas (Lycalopex vetulus)
125
Sendo estas, uma população de produto-
res, no caso do capim dourado (Syngo-
nanthus nitens); e de consumidores, no 
caso de todos os outros citados.
b) A raposinha, se alimentando dos insetos, 
caracteriza uma relação de predatismo, 
interação ecológica em que um organis-
mo, o predador, mata e se alimenta de 
outro, a presa.(CAMPBELL, p1211).
A interação ecológica entre a raposinha e 
o tamanduá é do tipo competição. A com-
petição interespecífica é uma interação 
que ocorre quando indivíduos de espé-
cies diferentes competem por um mesmo 
recurso (CAMPBELL, p.1209). Ambos os 
mamíferos se alimentando de insetos, 
ocupam, nesta circunstância, o mesmo 
nicho ecológico para alimentação, carac-
terizando uma competição.
c) O bioma caracterizado é o cerrado. Apre-
sentando uma grande riqueza de espé-
cies, o cerrado é o segundo maior bioma 
terrestre nacional, com uma sazonalidade 
bem definida, com estação de seca, quan-
do podem ocorrer queimadas e período 
de chuvas, quando a vegetação predomi-
nante rasteira cresce rapidamente (CAM-
PBELL p. 1168) Ainda, os animais citados 
no enunciado são tipicos desse bioma, 
em especial os cupins e tamanduás.
 10. 
a) Como o ambiente já havia atingido sua 
carga biótica máxima, a introdução de 
qualquer espécie o sobrecarregará ainda 
mais, gerando desequilíbrio na comuni-
dade. Além disso, por se tratar de espé-
cies não nativas e por não apresentarem, 
de modo geral, inimigos naturais nesse 
ambiente, a tendência é que elas estabe-
leçam competição com as nativas, sobre-
pujando-as. 
b) Podem ser introduzidos organismos pa-
rasitas dessas espécies não nativas. Ape-
sar de os parasitas serem, de modo ge-
ral, específicos das espécies não nativas, 
pode ocorrer que também parasitem as 
espécies nativas. Nesse caso, essas espé-
cies nativas serão prejudicadas por não 
possuírem defesas naturais contra esses 
parasitas.
 11. 
a) As taxas de mortalidade são maiores do 
que as taxas de natalidade e há taxas 
maiores de emigração naquela população.
b) Competição intra e interespecífica, pre-
dação, parasitismo, restrição de alimento 
e diminuição de território para reprodu-
ção.
c) Ausência de predadores naturais; au-
sência de competidores o que resulta em 
maior oferta de alimento ou de território 
para reprodução; ausência de parasitas.
 12. - Protocooperação: as duas espécies são be-
neficiadas. 
- Predação: uma espécie se beneficia e a ou-
tra prejudicada
- Inquilinismo: uma espécie se beneficia e a 
outra não é afetada
- Mutualismo: as duas espécies são benefi-
ciadas.
 13. 
a. A interação ecológica desarmônica é a pre-
dação ou predatismo, pois a planta carnívora 
(predadora) se alimenta de seres vivos de 
espécies diferentes, no caso os insetos (pre-
sas). 
b. O nitrogênio é imprescindível, porque as 
bases nitrogenadas que formam os nucleotí-
deos do material genético apresentam nitro-
gênio em sua composição. O fósforo é fun-
damental na fotossíntese, para a formação 
de ATP (adenosina trifosfato), por meio de 
ligação de fosfato inorgânico e ADP (adeno-
sina difosfato). 
 14. 
a) Processo de polinização. As abelhas se 
alimentam do néctar das flores e acabam 
transportando pólen de uma flor para ou-
tra, contribuindo para a reprodução das 
plantas. Assim, com maior polinização, 
mais reprodução, mais plantas com flores 
para alimentação das abelhas e manuten-
ção de suas populações. 
b) Com o cintamento, há a retirada do vaso 
condutor de seiva elaborada, o noema. A 
tendência inicial é o que os frutos fiquem 
maiores, pois haverá acúmulode maté-
ria orgânica na região superior ao corte. 
Caso sejam feitos vários corte no caule e 
outros ramos a planta morrerá, devido à 
deficiência de matéria orgânica por todo 
vegetal.
 15. 
a) Sim. Tanto o predatismo como o para-
sitismo são associações. No esquema A, 
o predador (gato) se alimenta da presa 
(rato), enquanto no esquema B, o para-
sita (protozoário) retira o alimento do 
hospedeiro (cabra).
b) Podem ser citados: mutualismo, comen-
salismo, protocooperação, sociedade e co-
lônia.
126
 16. 
a) Essa associação é benéfica para as cigarri-
nhas, de acordo com os gráficos I e II.
b) Essa associação é benéfica às plantas. 
Sem a associação entre formigas e cigar-
rinhas, um maior número de plantas so-
fre maior dano foliar (superior a 50%), 
de acordo com o gráfico III.
 17. A planta Alliaria petiolata diminuiu a colo-
nização das raízes por micorrizas, reduzindo 
o aumento da biomassa seca das mudas de 
árvores nativas. Esse efeito traz para a plan-
ta invasora a possibilidade de obter maior 
quantidade de nutrientes minerais do solo. 
Os nutrientes minerais absorvidos pelos fun-
gos micorrízicos do solo C i ê n c i a s (Na-
tureza) são fornecidos às raízes das mudas, 
garantindo o aumento da biomassa seca das 
três plantas observadas no experimento. Os 
fungos micorrízicos obtêm matéria orgânica 
das raízes das plantas associadas.
18. C 19. C 20. A 
C N
CIÊNCIAS DA
NATUREZA
BIOLOGIA 2
129
Sala
 1. (Pucpr 2018) Considere o texto a seguir.
Força-tarefa apreende 2,5 toneladas de carne e outros produtos impróprios para consumo em MS
Cerca de 2,5 toneladas de carne e outros produtos de origem animal impróprios para o consumo 
foram apreendidos entre os dias 5 e 9 de junho, nos municípios de Antonio João, Caracol e Nioa-
que, por uma força-tarefa. 
Participaram da fiscalização, agentes da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes contra as 
Relações de Consumo (Decon) e fiscais da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal 
(Iagro), da Superintendência Federal da Agricultura (SFA/MS) e da Vigilância Sanitária do estado 
e dos municípios. 
Segundo a Decon, a ação conjunta teve como foco a fiscalização de açougues e casas de carne nesses 
municípios. O objetivo foi prevenir e repreender a comercialização de carne e outros produtos de 
origem animal, oriundos de abates clandestinos ou em desacordo com a legislação sanitária. 
As cerca de 2,5 toneladas de produtos apreendidos nos estabelecimentos, por estarem sem inspe-
ção, terem origem duvidosa ou estarem impróprios para o consumo, foram encaminhadas para a 
destruição nos próprios municípios em que foram recolhidas. 
Riscos 
Segundo o Mapa, consumir carne de procedência duvidosa, que não tenha passado pelos processos 
de controle e fiscalização sanitária, pode expor a saúde da população a uma série de riscos. 
Os problemas mais comuns são as chamadas toxinfecções alimentares, que são provocadas pelo 
consumo de alimentos, no caso a carne, contaminados por bactérias ou suas toxinas, e que podem 
levar até mesmo à morte.
Disponível em: <http://g1.globo.com/mato-grosso-do-sul/noticia/forca-tarefa-apreende-25-toneladas-
de-carne-e-outros-produtos-impro-prios-para-consumo-em-ms.ghtml> Acesso em 13/06/2017
Várias são as doenças que podem ser originadas do consumo de carne contaminada, como a bru-
celose, a tuberculose e a cisticercose, dependendo da carne e do tipo de contaminação. No caso da 
cisticercose, o perigo seria a carne suína estar contaminada com 
a) ovos de tênia. 
b) ovos de lombriga. 
c) larvas de tênia. 
d) larvas de ascaris. 
e) proglotes de planária. 
 2. (G1 - cps 2018) As verminoses são doenças causadas por vermes parasitas que se instalam no 
organismo do hospedeiro.
Uma dessas verminoses que afeta milhões de pessoas em todo o mundo caracteriza-se pelo fato 
de os vermes, no estágio de larvas, penetrarem através da pele, geralmente quando caminhamos 
descalços em solos contaminados. Dentro do ser humano, os vermes ficam adultos e se fixam à 
mucosa do intestino delgado. Com suas placas dentárias cortantes, rasgam as paredes intestinais e 
sugam sangue, provocando hemorragias, anemia, fraqueza, tonturas, desânimo e dores musculares 
no hospedeiro.
A doença parasitária descrita é conhecida como 
a) doença de Chagas. 
b) esquistossomose. 
c) leptospirose. 
d) amarelão. 
e) teníase. 
BIOLOGIA 2
PLATELMINTOS E NEMATELMINTOS
CIÊNCIAS DA NATUREZA e suas tecnologias
130
 3. (Fmp 2018) As verminoses formam um grupo de doenças causadas por vermes parasitas que se 
instalam no organismo. São causadas especialmente pela falta de saneamento básico e hábitos de 
higiene. Os vermes geralmente se alojam nos intestinos, mas podem abrigar-se também em órgãos, 
como o fígado, pulmões e cérebro. [...]
Algumas das verminoses mais comuns são a ancilostomose, uma infecção intestinal causada por 
nematódeos e a teníase, provocada pela presença da forma adulta da Taenia solium ou da Taenia 
saginata no intestino delgado do homem.
Disponível em: http://www.blog.saude.gov.br/index.php/57-perguntas-e-respostas/34424-conheca-
as-principais-verminoses-que-atingem-o-ser-humano. Acesso em: 17 jul. 2017. Adaptado.
Os vermes citados no texto têm em comum a presença de 
a) cavidade geral do corpo, durante o desenvolvimento embrionário, totalmente revestidos pelo mesoderma. 
b) três folhetos embrionários, ectoderma, mesoderma e endoderma que surgem no processo de gastrulação. 
c) tubo digestório incompleto, com a cavidade digestória possuindo uma única abertura. 
d) sistema circulatório aberto com a hemolinfa circulando dentro e fora de vasos sanguíneos. 
e) túbulos de Malpighi que excretam cristais sólidos de ácido úrico, substância praticamente insolúvel em 
água. 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
O poder criativo da imperfeição
Já escrevi sobre como nossas teorias científicas sobre o mundo são aproximações de uma realidade 
que podemos compreender apenas em parte. 1Nossos instrumentos de pesquisa, que tanto ampliam 
nossa visão de mundo, têm necessariamente limites de precisão. Não há dúvida de que Galileu, 
com seu telescópio, viu mais longe do que todos antes dele. Também não há dúvida de que hoje 
vemos muito mais longe do que Galileu poderia ter sonhado em 1610. E certamente, em cem anos, 
nossa visão cósmica terá sido ampliada de forma imprevisível.
No avanço do conhecimento científico, vemos um conceito que tem um papel essencial: simetria. 
Já desde os tempos de Platão, 2há a noção de que existe uma linguagem secreta da natureza, uma 
matemática por trás da ordem que observamos.
Platão – e, com ele, muitos matemáticos até hoje – acreditava que os conceitos matemáticos exis-
tiam em uma espécie de dimensão paralela, acessível apenas através da razão. Nesse caso, os 
teoremas da matemática (como o famoso teorema de Pitágoras) existem como verdades absolutas, 
que a mente humana, ao menos as mais aptas, pode ocasionalmente descobrir. Para os platônicos, 
3a matemática é uma descoberta, e não uma invenção humana.
Ao menos no que diz respeito às forças que agem nas partículas fundamentais da matéria, a busca 
por uma teoria final da natureza é a encarnação moderna do sonho platônico de um código secreto 
da natureza. As teorias de unificação, como são chamadas, visam justamente a isso, formular todas 
as forças como manifestações de uma única, com sua simetria abrangendo as demais.
Culturalmente, é difícil não traçar uma linha entre as fés monoteístas e a busca por uma unidade 
da natureza nas ciências. Esse sonho, porém, é impossível de ser realizado.
Primeiro, porque nossas teorias são sempre temporárias, passíveis de ajustes e revisões futuras. 
Não existe uma teoria que possamos dizer final, pois 4nossas explicações mudam de acordo com o 
conhecimento acumulado que temos das coisas. Um século atrás, um elétron era algo muito dife-
rente do que é hoje. Em cem anos, será algo muito diferente outra vez. Não podemos saber se as 
forças que conhecemos hoje são asúnicas que existem.
Segundo, porque nossas teorias e as simetrias que detectamos nos padrões regulares da natureza 
são em geral aproximações. Não existe uma perfeição no mundo, apenas em nossas mentes. De 
fato, quando analisamos com calma as “unificações” da física, vemos que são aproximações que 
funcionam apenas dentro de certas condições.
O que encontramos são assimetrias, imperfeições que surgem desde as descrições das propriedades 
da matéria até as das moléculas que determinam a vida, as proteínas e os ácidos nucleicos (RNA 
e DNA). Por trás da riqueza que vemos nas formas materiais, encontramos a força criativa das 
imperfeições.
MARCELO GLEISER
Adaptado de Folha de São Paulo, 25/08/2013. 
 4. (Uerj 2018) A simetria também é observada na estrutura corporal dos animais, influenciando, por 
exemplo, a distribuição interna dos órgãos.
Uma característica associada à simetria bilateral, presente em todos os animais com esse padrão 
corporal, é: 
a) grande cefalização 
b) organização metamérica 
c) sistema circulatório aberto 
d) sistema digestório incompleto 
131
 5. (G1 - cps) Investir em saneamento básico é investir em saúde. O esgoto encanado é importante 
para melhorar o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), porque a ausência de tratamento de 
esgoto possibilita a contaminação da água, do solo e de alimentos com diversos organismos causa-
dores de doenças.
Entre essas doenças, pode-se citar corretamente, 
a) gripe, hepatite C e AIDS. 
b) diarreias, cólera e verminoses. 
c) leptospirose, dengue e varíola. 
d) verminoses, gripe e elefantíase. 
e) febre amarela, dengue e AIDS. 
132
E.O. 
 1. (Enem PPL) Atualmente, o medicamento de 
escolha para o tratamento da esquistossomo-
se causada por todas as espécies do verme 
Schistosoma é o praquizentel (PQZ). Apesar 
de ser eficaz e seguro, seu uso em larga esca-
la e tratamentos repetitivos em áreas endê-
micas têm provocado a seleção de linhagens 
resistentes.
LAGE, R. C. G. Disponível em: www.repositorio.
ufop.br. Acesso em: 17 dez. 2012 (adaptado).
Qual é o mecanismo de seleção dos vermes 
resistentes citados? 
a) Os vermes tornam-se resistentes ao entrarem 
em contato com o medicamento quando inva-
dem muitos hospedeiros. 
b) Os vermes resistentes absorvem o medica-
mento, passando-o para seus descendentes, 
que também se tornam resistentes. 
c) Os vermes resistentes transmitem resistência 
ao medicamento quando entram em contato 
com outros vermes dentro do hospedeiro. 
d) Os vermes resistentes tendem a sobreviver e 
produzir mais descendentes do que os vermes 
sobre os quais o medicamento faz efeito. 
e) Os vermes resistentes ao medicamento ten-
dem a eliminar os vermes que não são resis-
tentes, fazendo com que apenas os mais for-
tes sobrevivam. 
 2. (Ebmsp 2018) 
A V Campanha Nacional de Hanseníase, Ver-
minoses e Tracoma, realizada nas escolas 
públicas de todo o país, tem como público-
-alvo os escolares de 5 a 14 anos de idade. 
O objetivo é esclarecer sobre a cura, ensinar 
a se proteger dessas doenças e auxiliar na 
identificação de sinais e sintomas, favore-
cendo o diagnóstico precoce e o tratamento 
imediato. 
As verminoses são infecções causadas por 
parasitas que se instalam no interior do cor-
po. Podem causar dores abdominais, diar-
reias frequentes, anemia, palidez excessiva, 
perda de peso, barriga inchada e sangra-
mentos intestinais. Em crianças, pode haver 
dificuldade de aprendizagem e retardo no 
crescimento. 
Disponível em: <http://portalarquivos.saude.
gov.br/campanhas/campanhahanseniase/>.
Acesso em: out. 2017. Adaptado. 
Com base nessa informação e nos conheci-
mentos sobre verminoses e outras doenças 
que acometem os humanos, 
 § identifique o reino a que pertence cada 
agente etiológico das doenças combatidas 
por essa Campanha. 
 § apresente uma diferença e uma seme-
lhança nos ciclos de vida dos agentes 
causadores da ancilostomose e da esquis-
tossomose. 
 3. (Ufpr 2017) Estima-se que, no mundo, mais 
de um bilhão de pessoas estão expostas a 
contrair verminoses transmitidas pelo solo 
contaminado e que aproximadamente 200 
milhões de crianças apresentam deficiência 
de vitamina A. Dados recentes mostram que 
verminoses estariam associadas à deficiên-
cia de vitamina A. Alguns estudos dão res-
paldo a essa ideia, ao mostrar que a vermifu-
gação aumenta a efetividade de tratamentos 
de suplementação vitamínica. 
(Fonte: Trends in Parasitology, January 2016, v. 32, n. 1)
a) Qual a importância da vitamina A para o or-
ganismo?
b) Ascaris lumbricoides e Ancylostoma duo-
denale são dois helmintos que podem ser 
transmitidos pelo solo contaminado. Como 
ocorre o seu contágio?
c) Proponha uma hipótese para explicar a asso-
ciação existente entre verminoses e defici-
ência de vitamina A. 
 4. (Unicamp 2017) A esquistossomose mansô-
nica é uma doença que afeta 7 milhões de 
brasileiros atualmente. A vacina contra este 
helminto está em fase pré-clínica de testes e 
foi desenvolvida por pesquisadores brasilei-
ros.
a) Quais são as formas infectantes para o hos-
pedeiro vertebrado e para o hospedeiro in-
vertebrado? Indique esses hospedeiros.
b) Vacinas são estratégias profiláticas impor-
tantes no combate a infecções, porém, até 
o momento, não existem vacinas contra essa 
parasitose. Cite duas medidas profiláticas 
efetivas para o controle dessa infecção no 
homem. 
133
 5. (Unicid - Medicina 2017) Materiais aparentemente pouco atrativos, fezes humanas desidratadas 
e mineralizadas ao longo de milhares de anos, presentes em resquícios arqueológicos denomina-
dos coprólitos, ajudam os cientistas a compreender a dispersão dos parasitas no ambiente e as 
migrações de nossa espécie no passado. De acordo com os resultados de uma pesquisa da Fundação 
Instituto Oswaldo Cruz, certos parasitas como o Ascaris lumbricoides e o Enterobius vermicularis 
eram encontrados nas Américas bem antes da época colonial. Os dados geológicos e arqueológicos 
analisados sugerem que parasitas cujo ciclo de vida tem etapas no solo se espalharam pelo mundo, 
chegando ao continente americano em consequência de viagens marítimas feitas há milhares de 
anos.
(http://parasitobiomed.blogspot.com.br. Adaptado.)
a) Os exames de fezes frescas e de coprólitos detectam qual estrutura de dispersão dos parasitas citados 
no texto? Cite o reino e o filo a que pertencem esses parasitas.
b) O desenvolvimento do agente etiológico Ascaris lumbricoides no ser humano ocorre em função da pas-
sagem desse parasita por três sistemas fisiológicos diferentes. Explique resumidamente essa passagem, 
citando, na sequência, os três sistemas fisiológicos. 
 6. (Fac. Santa Marcelina - Medicin 2017) Ascaris lumbricoides é a espécie que causa a ascaridíase, 
ou doença da lombriga, uma parasitose que apresenta alta prevalência na população brasileira. 
Pessoas que apresentam infecções maciças do verme desenvolvem problemas hepáticos, pulmona-
res e intestinais. Esse nematódeo possui nítido dimorfismo sexual e é classificado como parasita 
monóxeno ou monogenético.
a) Qual é o principal modo de transmissão da ascaridíase? Por que ocorrem problemas hepáticos e pulmo-
nares em uma pessoa com essa verminose?
b) Cite uma característica visível a olho nu que confirma o dimorfismo sexual das lombrigas. Por que a 
lombriga é classificada como um parasita monóxeno ou monogenético? 
 7. (Unisa - Medicina 2017) Analise os seguintes animais invertebrados.
a) Qual desses animais possui uma estrutura que, visivelmente, dificulta a ação de um predador? Cite 
outra vantagem que essa estrutura traz ao animal em questão.
b) O minhocuçu e o caracol são animais celomados e a planária é um animal acelomado. O que é celoma 
e qual a importância do líquido contido em seu interior? 
 8. (Ufjf-pism) O prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia de 2015 foi concedido a três cientistas, 
William C. Campbell, irlandês, e Satoshi Omura, japonês, por criarem novas terapias para combater 
as doenças oncocercose e filaríase,respectivamente, e para a pesquisadora chinesa, YouYou Tu, por 
desenvolver uma droga que combate a malária.
No Brasil, a Amazônia concentra 99,7% dos casos de malária do país.
Adaptado http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/10/
a) Identifique os agentes causadores das doenças citadas, assim como os agentes transmissores das mes-
mas.
b) A malária pode ser transmitida por outras vias que não a do agente transmissor. Cite 3 (três) outros 
meios de transmissão que podem causar contaminação de pessoas.
c) Indique no mínimo 3 (três) ações profiláticas quando a transmissão da malária ocorre por meio do 
agente transmissor. 
134
 9. (Unesp) Considere a ilustração publicitária, publicada na revista Almanaque do Biotônico, de 
1935.
Na ilustração, Monteiro Lobato diagnostica o caipira com a doença conhecida popularmente como 
“amarelão”.
Cite um dos vermes que causa essa doença e uma medida para sua prevenção, justificando-a. Ex-
plique a razão do nome popular da doença e o que isso tem a ver com a “canseira do caipira”, tal 
como retratado por Monteiro Lobato. 
 10. (G1 - cftmg) Analise o ciclo do nematódeo Dracunculus medinensis, causador da dracunculíase em 
Guiné, na África, cujos casos têm-se reduzido drasticamente.
A estratégia que vem permitindo essa diminuição de casos da doença é a 
a) descontaminação dos cursos d’água poluídos. 
b) vacinação em massa nas regiões contaminadas. 
c) implantação do saneamento básico nas áreas de risco. 
d) construção de aterro sanitário nos municípios afetados. 
135
 11. (Fgv) No ciclo reprodutivo de agentes etioló-
gicos responsáveis por algumas verminoses, 
observa-se que, além do ser humano atuar 
como hospedeiro definitivo, outros animais 
também participam do ciclo, atuando como 
hospedeiros intermediários. O caramujo na 
esquistossomose (barriga d’água), o porco na 
teníase (solitária) e o mosquito na filariose 
(elefantíase) são exemplos de tais casos. 
Com relação às três verminoses citadas, os 
respectivos hospedeiros intermediários são 
os animais 
a) transmissores diretos da fase adulta dos 
agente etiológicos. 
b) nos quais os agentes etiológicos produzem 
seus ovos. 
c) nos quais os agentes etiológicos desenvol-
vem suas fases larvais. 
d) nos quais os agentes etiológicos se reprodu-
zem sexuadamente. 
e) responsáveis pela ingestão dos ovos dos 
agentes etiológicos. 
 12. (Cefet MG) Analise a seguinte ilustração.
A parasitose que pode ter sua incidência re-
duzida por esse simples hábito é a 
a) filariose. 
b) cisticercose. 
c) toxoplasmose. 
d) ancilostomose. 
e) esquistossomose. 
 13. (Unisinos) Os platelmintos (Filo Platyhel-
mintes) são animais invertebrados que pos-
suem o corpo achatado. As características 
que os diferenciam dos outros invertebrados 
são: sistema circulatório __________; siste-
ma digestivo __________; e excreção realiza-
da através de __________.
Sobre as características diferenciais dos pla-
telmintos descritas acima, qual das alterna-
tivas abaixo preenche correta e respectiva-
mente as lacunas? 
a) presente; incompleto; metanefrídeos. 
b) ausente; incompleto; túbulos de Malpighi. 
c) ausente; incompleto; células-flama. 
d) presente; completo; túbulos de Malpighi. 
e) presente; incompleto; células-flama. 
14. (Pucrs) Para responder à questão, analise o 
cladograma abaixo.
Com base no cladograma, é correto afirmar 
que o _______ corresponde à presença de 
_______. 
a) ponto 1 – células nervosas 
b) ponto 2 – pseudoceloma 
c) ponto 3 – simetria bilateral 
d) ponto 4 – exoesqueleto 
e) ponto 5 – tubo digestório completo 
 15. (Uema) Os padrões e a frequência com que 
as infecções parasitárias, tais como malária e 
esquistossomose, ocorrem em determinadas 
localidades dependem de interações comple-
xas entre hospedeiros, parasitas e ambiente. 
A ação do homem dominando e alterando a 
natureza pode se constituir em fator de pro-
gresso e de melhoria da qualidade de vida, 
porém, também pode introduzir ou espalhar 
infecções parasitárias, minimizando ou até 
inviabilizando os efeitos benéficos sobre o 
bem-estar da população.
CHIEFF, P.P. Alterações ambientais e infecções parasitárias. 
Arq. Med. v. 47, n. 1. março de 2002. Adaptado. 
Segundo o texto, as alterações ambientais 
provocadas pela atividade humana influen-
ciam a incidência de infecções, pois 
a) populações que vivem em ambientes com 
grande complexidade e com grande diversi-
dade biológica apresentam menores taxas de 
infecção e menor gama de espécies parasitas. 
b) variações de temperatura e de precipitação 
pluviométrica são fatores decisivos na dis-
tribuição e na consequente transmissão da 
malária. 
c) alterações decorrentes da urbanização facili-
tam a transmissão da malária, ao determinar 
o aumento de sítios naturais que funcionam 
como criadouros de anofelinos. 
d) alterações ambientais e movimentos migra-
tórios não podem ser associados ao espraia-
mento da esquistossomose mansônica. 
e) modificações efetuadas na distribuição na-
tural de recursos hídricos como canalização 
de rios, construção de diques ou represas 
podem diminuir a transmissão da esquistos-
somose. 
136
 16. (G1 - cps) O ser humano pode conseguir mui-
tos benefícios por meio do solo, mas também 
pode contrair vários tipos de doenças, se o 
solo estiver contaminado. Entre essas do-
enças, destacam-se as verminoses, causadas 
por diferentes vermes parasitas que se ins-
talam no organismo do hospedeiro. Uma das 
verminoses mais comuns em todo o mundo é 
a ascaridíase, doença causada pelo verme As-
caris lumbricoides, conhecido popularmente 
como lombriga.
Para prevenir a contaminação do organismo 
humano por esse verme, é importante 
a) vacinar anualmente as crianças e os adultos. 
b) evitar regiões com focos de pernilongos 
transmissores. 
c) lavar bem as mãos e os alimentos antes das 
refeições. 
d) evitar comer carne de porco ou de boi mal 
passada ou crua. 
e) andar sempre calçado, para impedir a pene-
tração das larvas através da pele. 
 17. (Ulbra) Muitas parasitoses na África e Amé-
rica do Sul ainda são negligenciadas pelas 
políticas públicas de saúde. Estas doenças 
atingem milhões de pessoas. As crianças 
sofrem as maiores consequências, podendo 
ter o desenvolvimento e desempenho escolar 
afetados, pois alguns parasitos apresentam 
ciclos biológicos complexos, envolvendo os 
sistemas digestório, circulatório e respirató-
rio do hospedeiro definitivo.
Considerando o exposto acima, é possível 
afirmar que os representantes das espécies 
de nematoides abaixo, que apresentam ciclo 
vital complexo, são 
a) Ascaris lumbricoides e Taenia solium. 
b) Ascaris lumbricoides e Necator americanus. 
c) Onchocerca volvulus e Enterobius vermicula-
ris.
d) Onchocerca volvulus e Giardia intestinalis. 
e) Ascaris lumbricoides e Taenia saginata. 
 18. (Acafe 2017) O parasitismo é uma relação 
direta e estreita entre dois organismos ge-
ralmente bem determinados: o hospedeiro e 
o parasita. Essa relação pode levar à ocorrên-
cia de doenças que são responsáveis por con-
siderável morbidade e mortalidade em todo 
o mundo e, frequentemente, estão presentes 
com sinais e sintomas não específicos.
Em relação às doenças parasitárias correla-
cione as colunas a seguir.
1. Amebíase
2. Ancilostomíase
3. Cólera
4. Teníase
5. Ascaridíase
( ) Infecção intestinal aguda, causada pela 
enterotoxina de uma bactéria, pode se 
apresentar de forma grave, com diarreia 
aquosa e profusa, com ou sem vômitos, dor 
abdominal e câimbras. Esse quadro, quan-
do não tratado prontamente, pode evoluir 
para desidratação, acidose, colapso circula-
tório, com choque hipovolêmico e insufici-
ência renal.
( ) Parasitose intestinal, causada por um pla-
telminto, pode causar dores abdominais, 
náuseas, debilidade, perda de peso, flatu-
lência, diarreia ou constipação.
( ) Infecção causada por protozoário que se 
apresenta em duas formas: cisto e trofo-
zoíto. O quadro clínicovaria de uma for-
ma branda, caracterizada por desconforto 
abdominal leve ou moderado, com sangue 
e/ou muco nas dejeções, até uma diarreia 
aguda e fulminante, de caráter sanguino-
lento ou mucoide, acompanhada de febre e 
calafrios.
( ) Doença parasitária, causada por um nema-
telminto, cuja contaminação ocorre através 
da ingestão dos ovos do parasita presentes 
na água ou alimentos contaminados.
( ) Infecção intestinal causada por nematóde-
os, cuja infecção ocorre quando as larvas 
presentes no solo contaminado penetram 
na pele, geralmente pelos pés. Com frequ-
ência, dependendo da intensidade da in-
fecção, acarreta em anemia ferropriva.
A sequência correta é: 
a) 3 – 4 – 1 – 5 – 2 
b) 5 – 2 – 3 – 1 – 4 
c) 2 – 3 – 4 – 5 – 1 
d) 4 – 1 – 2 – 3 – 5 
 19. (G1 - ifpe 2017) A vacina brasileira contra a 
esquistossomose está entrando na fase final 
de teste em humanos em áreas endêmicas. 
Causada por um verme, a doença está pre-
sente em 19 estados brasileiros, com maior 
quantidade de casos nos estados do Nordes-
te, Espírito Santo e Minas Gerais.
DANTAS, Carolina. Vacina brasileira de esquistossomose 
inicia fase final de testes após 30 anos. Disponível em: 
<http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/08/
vacina-brasileira-de-esquistossomose-inicia-fase-final-
detestes-apos-30-anos.html>. Acesso: 03 out. 2016.
Com relação à esquistossomose, podemos 
afirmar que esta doença é causada 
a) pelo Schistosoma mansoni e nos contaminamos 
tomando banho de rio em áreas infectadas.
b) pela Taenia solium e nos contaminamos in-
gerindo carne de porco crua ou malpassada. 
c) pela Entamoeba histolytica e nos contami-
namos ingerindo água ou alimentos conta-
minados. 
d) pelo Aedes aegypti e nos contaminamos to-
mando banho de rio em áreas infectadas. 
e) pela Giardia lamblia e nos contaminamos in-
gerindo água ou alimentos contaminados. 
137
 20. (Fatec 2017) Segundo dados de 2017 da Or-
ganização Mundial de Saúde, um quarto da 
população mundial sofre com ascaridíase, 
ancilostomose ou tricuríase. Esse contingen-
te de enfermos afeta também a economia 
dos países, que investem nos tratamentos 
e perdem em produtividade. Isso porque as 
pessoas parasitadas rendem menos no tra-
balho, particularmente quando apresentam 
anemia, diarreia e cansaço. Assim, o dinhei-
ro público investido em profilaxia (como sa-
neamento básico) apresenta melhores resul-
tados do que o investido no tratamento das 
doenças.
As doenças em questão são causadas por 
a) nematódeos, que absorvem nutrientes nos 
intestinos dos hospedeiros. 
b) bactérias, que se instalam nas articulações 
dos hospedeiros. 
c) cnidários, que digerem a parede celular dos 
hospedeiros. 
d) anelídeos, que se alimentam dos tecidos 
nervosos dos hospedeiros. 
e) equinodermos, que se instalam nos múscu-
los esqueléticos dos hospedeiros. 
Gabarito
E.O.
1. D 
 2. A hanseníase é causada pela bactéria Myco-
bacterium leprae pertencente ao reino mo-
nera, verminose é um termo que engloba 
diversas doenças, todas causadas por vermes 
pertencentes ao reino animália, o tracoma 
tem como agente etiológico a bactéria Chla-
mydia trachomatis que pertence ao reino 
monera.
Ambas as doenças são causadas por nema-
telmintos e em ambos os ciclos os vermes 
penetram ativamente na pele do ser humano 
de forma ativa. Uma diferença é na esquis-
tossomose o Schistosoma mansoni precisa 
de um hospedeiro intermediário (caramu-
jos do gênero biomphalaria) para completar 
seu ciclo enquanto na ancilostomose tanto 
o Ancylostoma duodenale quanto o Necator 
americanus não necessitam de hospedeiro 
intermediário.
 3. 
a) A vitamina A (retinol) atua na visão, pois 
forma a rodopsina, que é uma ptn compo-
nente dos bastonetes da retina. Os basto-
netes são células que detectam os tons de 
preto, cinza e branco, sendo responsáveis 
pela visão noturna. Sua avitaminose ou 
hipovitaminose pode ocasionar hemera-
lopia, que é a dificuldade de enxergar em 
ambientes pouco iluminados, e xeroftal-
mia, que é o ressecamento da córnea.
b) Na ascaridíase, o contágio se dá pela in-
gesta de ovos do verme, expulsos pelas 
fezes do hospedeiro, por meio de água e 
alimentos contaminados.
Na ancilostomose, os ovos eliminados 
pela fezes do hospedeiro eclodem em lar-
vas no solo que podem penetrar pela pele 
ou serem ingeridas na forma encistada.
c) Os vermes, por se alojarem no intestino 
delgado, absorvem os nutrientes digeri-
dos pelo hospedeiro, incluindo a vitami-
na A.
138
 4. 
a) Os estágios larvais cercária e miracídio 
são as formas infectantes para o hospe-
deiro definitivo vertebrado (ser humano) 
e para o hospedeiro intermediário inver-
tebrado (caramujo planorbídeo), respec-
tivamente. 
b) Dentre as medidas profiláticas efetivas, 
podemos citar o tratamento de esgotos e 
evitar entrar em lagoas e açudes possivel-
mente contaminados com cercárias.
 5. 
a) A estrutura de dispersão desses parasitas 
é através dos ovos, que são eliminados 
no ambiente juntamente com as fezes do 
indivíduo contaminado. Ascaris lumbri-
coides é popularmente conhecida como 
lombriga e Enterobius vermicularis é co-
nhecido como oxiúro. Ambos pertencem 
ao Reino Animalia e ao Filo Nematoda.
b) Os ovos são ingeridos e passam pelo siste-
ma digestivo. A larva eclode no intestino 
delgado e penetra no sistema sanguíneo, 
podendo chegar ao coração, fígado e pul-
mões. No sistema respiratório desenvol-
vem-se e voltam para o sistema digestivo 
através da laringe.
 6. 
a) O principal modo de transmissão da as-
caridíase é quando o individuo ingere 
água ou alimento contaminado com ovos 
dessa verme. Porque depois do intestino 
essa vermes podem alcançar o fígado e 
os pulmões. Causando dificuldade para 
respirar, tosse soca, vômitos, diarreias e 
anemia.
b) O dimorfismo sexual pode ser visto pois 
macho é menor que a fêmea e também 
possui em suas extremidades uma enrola 
em espiral que consegue se estender se 
transformando numa bolsa copuladora. 
As lombrigas são chamadas de parasitas 
monóxenos ou monogenéticos pelo fato 
de realizarem seu ciclo evolutivo em ape-
nas um hospedeiro.
 7. 
a) O caracol possui uma concha calcária, que 
dificulta a ação dos predadores. Além dis-
so, evita a perda de água.
b) o celoma é uma cavidade cheia de líqui-
do, revestida pela mesoderme, um dos 
folhetos germinativos. Essa cavidade é 
formada durante o desenvolvimento em-
brionário e seu líquido facilita a troca e o 
transporte de substâncias.
 8. 
a) 
Doença Agente 
Causador
Agente Transmissor
Oncocercose Oncocerca 
(nematódeo)
Simulium sp. 
(borrachudo ou pium)
Filaríase Wulchereria/
Filaria 
(nematódeo)
Culex quinquefasciatus 
(pernilongo ou 
muriçoca)
Malária Plasmodiun 
(protozoário)
Anopheles sp. 
(mosquito prego)
b) Transfusão de sangue contaminado. Com-
partilhamento de agulha e/ou seringas 
contaminadas. Transmissão para o bebê 
no momento do parto, quando as mães 
estão contaminada. Contaminação de 
funcionários de laboratórios ou hospitais 
em acidentes de trabalho.
c) Eliminar criadouros do inseto vetor. Com-
bate ao vetor. Usar larvicidas e insetici-
das. Proteger portas e janelas com tela e 
usar mosquiteiro. Usar repelentes de in-
setos
 9. A doença citada na questão é a Ancilostomo-
se popularmente conhecida como amarelão. 
Os nematelmintos causadores dessa vermi-
nose são Ancylostoma duodenale e Necator 
americanus. 
Andar calçado e saneamento básico são me-
didas profiláticas. Ao andar calçado, a larva 
do ancilóstomo é impedida de penetrar na 
pele do pé, e as instalações sanitárias ser-
vem para impedir que os ovos do parasita se 
espalhem no solo.
Os vermes do amarelão causam lesões na 
parede intestinal, provocando hemorra-
gias, tornando a pessoa anêmica e fraca e 
com uma palidez típica na face (daí o ter-
mo amarelão). A anemia causa cansaço, pois 
com menos sangue, há menos oxigênio para 
as células e, consequentemente, menos res-
piração celular aeróbia, portanto, menos 
energia.
10. C 11. C 12.B 13. C 14. E
15. B 16. C 17. B 18. A 19. A
20. A 
C N
CIÊNCIAS DA
NATUREZA
BIOLOGIA 3
141
Sala
 1. (G1 - ifpe 2018) Na doença de Alzheimer, as alterações na proteína “tau” levam à desintegração 
dos “microtúbulos” existentes nas células do cérebro, destruindo o sistema de transporte dos neu-
rônios, ou seja, inicialmente provoca disfunções na comunicação bioquímica entre os neurônios e, 
numa fase posterior, a morte destas células. Na divisão celular os “microtúbulos” são responsáveis 
a) pela organização do fuso mitótico. 
b) pela contração muscular. 
c) pela atividade de endocitose. 
d) pela atividade de exocitose. 
e) pelo estrangulamento da célula na citocinese. 
 2. (Fepar 2018) 
 
O taxol (paclitaxel), descoberto em 1967 pelo isolamento de um componente presente no súber de 
Taxus brevifolia, possui potente atividade antitumoral. Infelizmente, essa é uma das árvores de 
crescimento mais lento no mundo, e o tratamento de um único paciente requer o corte e proces-
samento de seis árvores de 100 anos. Calcula-se que, para se obter 25KG de taxol puro, é preciso 
sacrificar 38.000 árvores.
Uma das características mais comuns das células cancerígenas é seu ritmo rápido de divisão ce-
lular; para se adaptar a esse ritmo, o citoesqueleto está em constante reestruturação. O paclitaxel 
afeta de maneira adversa a divisão celular, acabando com essa flexibilidade de reestruturação do 
citoesqueleto. Pesquisas adicionais indicaram que o paclitaxel induz células cancerosas à apopto-
se por meio da ligação com a proteína inibidora da apoptose Bcl-2, o que impede de exercer sua 
função.
Adaptado do disponível em: <https://www.cancer.gov.>. Acesso em 7 jun. 2017.
Considere as informações e julgue as afirmativas. 
( ) A colchicina também é uma droga antimitótica que impede a polimerização dos microfilamen-
tos de actina, impedindo a separação dos cromossomos e interrompendo a mitose durante a 
anáfase. 
( ) O tecido de Taxus brevifolia, de onde se isolou inicialmente o taxol, tem sua origem ligada a um 
meristema secundário denominado felogênio, que também origina a feloderme. 
( ) Células apoptóticas consomem energia para morrer de forma programada e organizada, redu-
zindo-se a corpos apoptóticos que serão fagocitados e digeridos por macrófagos. 
( ) Uma célula cancerosa comporta-se como uma célula pluripotente; por isso não pode despren-
der-se do tumor principal e iniciar a colonização de vários outros tecidos. 
( ) O citoesqueleto é constituído por uma série de microtúbulos, microfilamentos, vesículas e fila-
mentos intermediários de constituição proteica e lipídica. 
BIOLOGIA 3
DIVISÃO CELULAR MITOSE, MEIOSE E VARIABILIDADE GENÉTICA
CIÊNCIAS DA NATUREZA e suas tecnologias
142
 3. (Unicamp 2018) 
a) Um dos maiores problemas de saúde pública no mundo é a obesidade. Considerando separadamente 
as populações masculina e feminina, em qual faixa etária houve maior crescimento proporcional de 
obesos entre 1975 e 2009, de acordo com os gráficos abaixo? Sabendo que os carboidratos constituem 
aproximadamente 50% da dieta diária recomendada pelo Ministério da Saúde, explique a necessidade 
desse nutriente e por que ele pode causar obesidade.
b) O consumo diário de frutas, hortaliças e legumes é considerado altamente benéfico para a saúde 
humana. Um estudo realizado no Hospital do Câncer de Barretos (SP) indicou que as hortaliças da 
família das crucíferas (brócolis, couve-flor, couve, agrião, rúcula, entre outras), após passarem por 
processamento enzimático no organismo, liberam sulforafano e indol-3-carbinol, substâncias capazes 
de inibir a proliferação celular. O que é o câncer? Por que as hortaliças da família das crucíferas são 
consideradas importantes na prevenção dessa doença? 
(Fonte: Pesquisa de orçamentos familiares, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. 
Disponível em www.ibge.gov.br/estatisticas-novoportal. Acessado em 15/10/2017.) 
 4. (Famerp) A figura ilustra o material genético de uma célula e o detalhe das moléculas que o integram.
a) De acordo com a figura, esse material genético e as moléculas que o integram não pertencem a uma 
bactéria. Justifique essa afirmação.
b) Os cromossomos humanos apresentam regiões específicas chamadas telômeros. O que ocorre com os 
telômeros após cada divisão das células somáticas? Qual a relação desse fenômeno com a longevidade 
do organismo humano? 
 5. (Fuvest 2017) O sulfato de vincristina é uma substância usada para o tratamento de tumores. Esse 
quimioterápico penetra nas células e liga-se à tubulina, impedindo a formação de microtúbulos.
a) Que processo celular, importante para o tratamento, é bloqueado, quando não se formam microtúbu-
los? Como os microtúbulos participam desse processo?
b) Para o tratamento, o quimioterápico pode ser colocado dentro de lipossomos, vesículas limitadas por 
bicamada de constituição lipoproteica. Que estrutura celular tem composição semelhante à do lipos-
somo, o que permite que ambos interajam, facilitando a ação do quimioterápico na célula? 
143
E.O. 
 1. (Fac. Santa Marcelina) A figura representa 
uma célula animal em uma fase da meiose.
a) Qual fase da meiose está representada na fi-
gura? Justifique sua resposta.
b) Indique quantos cromossomos estarão pre-
sentes em cada uma das células formadas, ao 
final dessa meiose. Justifique sua resposta. 
 2. (Famema 2017) A figura representa uma célu-
la animal com os pares de cromossomos homó-
logos na região mediana durante a meiose I.
a) Quantas moléculas de DNA existem na célula 
representada? Justifique sua resposta.
b) Cite um critério morfológico utilizado para 
identificar os pares de cromossomos homó-
logos. Explique a importância da fase repre-
sentada no aumento da variabilidade gené-
tica dos gametas. 
 3. (Ufjf-pism) As divisões celulares, mitose 
e meiose, são processos importantes para a 
manutenção e perpetuação das espécies. Du-
rante o ciclo celular, nos dois tipos de di-
visões celulares, o período em que a célula 
não está se dividindo (intérfase), é conheci-
do como período de “repouso” celular. Com 
base no seu conhecimento sobre o ciclo celu-
lar responda:
a) Por que o termo “repouso” celular é inapro-
priado para a intérfase?
b) Em qual período da intérfase observa-se uma 
maior quantidade de DNA?
c) Quantas cromátides apresentam os cromos-
somos no período G2 da intérfase? 
 4. (Fmj) A imagem ilustra um fenômeno que 
ocorre durante uma das fases da meiose I.
a) Nomeie a fase em que ocorre esse fenômeno. 
Explique em que consiste esse processo.
b) Além do fenômeno ilustrado, existe outro 
que aumenta as combinações genéticas e 
que ocorre na metáfase I. O que caracteriza 
essa fase? Por que ela promove diferentes 
combinações genéticas? 
 5. (Unicid - Medicina) Após a descoberta da 
estrutura da molécula de DNA, surgiram três 
modelos para explicar como ocorre sua du-
plicação. A figura ilustra três possíveis mo-
delos de duplicação da molécula de DNA.
(https://bealbio.wikispace.com.Adaptado)
a) Dos modelos apresentados, qual deles re-
presenta a duplicação da molécula de DNA 
proposto por Watson e Crick? Justifique sua 
resposta.
b) Em que fase do ciclo celular mitótico ocorre 
a duplicação da molécula de DNA? Por que a 
célula precisa realizar esse processo? 
144
 6. (Pucrj) Vimblastina é um fármaco quimio-
terápico padrão usado para tratar câncer. De-
vido ao fato de ela interferir no alinhamento 
dos microtúbulos, sua efetividade está dire-
tamente relacionada à inibição da 
a) formação do fuso mitótico. 
b) fosforilação de proteínas regulatórias. 
c) respiração celular. 
d) síntese de DNA. 
e) produção de protease. 
7. (Ufjf-pism) Sabemos que cada tipo de célula 
possui um período específico para a realiza-
ção do ciclo celular e que há dois tipos de 
divisão celular: mitose e meiose.
De acordo com as etapas abaixo, responda:
a) Qual a principal diferença encontrada entre 
metáfase mitótica e a metáfase I da meiose?b) Na mitose, em quais fases ocorrem os se-
guintes fenômenos? (1) desaparecimento 
do núcleo, (2) divisão dos centrômeros e (3) 
migração das cromátides irmãs.
c) Por que a mitose da célula vegetal é chama-
da de acêntrica? 
 8. (Ufu) O gráfico a seguir mostra variações 
da quantidade de DNA por núcleo durante o 
ciclo celular de uma célula animal.
Em qual dos períodos encontramos o cro-
mossomo constituído por duas cromátides-
-irmãs, cada uma contendo uma molécula de 
DNA, e a ocorrência da migração das cromá-
tides-irmãs para os polos da célula, respec-
tivamente? 
a) T2 e T3. 
b) T1 e T3. 
c) T3 e T4. 
d) T1 e T4. 
 9. (Uel) Leia o texto a seguir.
Quando se fala em divisão celular, não valem 
as regras matemáticas: para uma célula divi-
dir significa duplicar. A célula se divide ao 
meio, mas antes duplica o programa genético 
localizado em seus cromossomos. Isso permi-
te que cada uma das células-filhas reconstitua 
tudo o que foi dividido no processo.
AMABIS, J. M.; MARTHO, G. R. Biologia. v.1. 
São Paulo: Moderna, 1994. p.203.
Considerando uma célula haploide com 8 
cromossomos (n – 8), assinale a alternativa 
que apresenta, corretamente, a constituição 
cromossômica dessa célula em divisão na 
fase de metáfase da mitose. 
a) 8 cromossomos distintos, cada um com 1 
cromátide. 
b) 8 cromossomos distintos, cada um com 2 
cromátides. 
c) 8 cromossomos pareados 2 a 2, cada um com 
1 cromátide. 
d) 8 cromossomos pareados 2 a 2, cada um com 
2 cromátides. 
e) 8 cromossomos pareados 4 a 4, cada um com 
2 cromátides. 
 10. (Uem-pas) Identifique o que for correto so-
bre os processos de divisão celular (meiose e 
mitose): 
01) Nos animais ocorre meiose zigótica; já em 
algumas espécies de fungos, protozoários e 
em todas as plantas, a meiose é do tipo ga-
mética. 
02) A mitose é o mecanismo mais comum de re-
produção dos organismos unicelulares euca-
rióticos. 
04) Nas células animais, em razão da presença 
de centríolos, a mitose é denominada cên-
trica; e, em consequência da existência do 
áster, a mitose é denominada astral. 
08) As fibras do fuso se formam apenas em célu-
las animais. 
16) As permutações rearranjam características 
preexistentes, mas não determinam o sur-
gimento de novos alelos, que só acontece 
devido às mutações. 
 11. (Pucrj) A banana cultivada (Musa x paradi-
síaca) é um caso típico de partenocarpia, ou 
seja, de formação de frutos sem que ocorra 
fecundação. Isso acontece por se tratar de 
uma planta triploide: as sementes não são 
formadas porque os gametas apresentam 
anormalidades no número de cromossomos.
Em qual fase ocorre a distribuição anormal 
dos cromossomos? 
a) Meiose I 
b) Meiose II 
c) Fase S da interfase da mitose 
d) Fertilização da oosfera 
e) Germinação do grão de pólen e formação dos 
gametas masculinos 
 12. (Pucrj) Considere as afirmações relativas à 
mitose. 
I. O nucléolo começa a desaparecer na pró-
fase. 
II. Os núcleos filhos são geneticamente 
idênticos ao núcleo dos pais. 
III. As cromátides irmãs se separam no início 
da anáfase. 
145
IV. Cromossomos homólogos fazem sinapse na prófase. 
V. Um único núcleo dá origem a dois núcleos-filhos idênticos. 
Estão corretas: 
a) Apenas I, II, IV, V. 
b) Apenas I, II, III, V. 
c) Apenas II, III, IV, V. 
d) Apenas I, II, V. 
e) Todas as afirmações. 
 13. (Pucpr) Sobre a divisão celular, considerando a prófase I da Meiose I, é CORRETO dizer que: 
a) a característica mais marcante do diplóteno é que os cromossomos ainda emparelhados se cruzam em certos 
pontos chamados quiasmas. 
b) no paquíteno ocorre o afastamento dos cromossomos homólogos e os cromômeros são bem visíveis forman-
do as cromátides-irmãs. 
c) no leptóteno, o emparelhamento dos cromossomos é chamado de sinapse cromossômica. 
d) na diacinese, as cromátides permanecem no centro celular, a carioteca se refaz, os nucléolos reaparecem e 
os centríolos atingem os polos celulares. 
e) a prófase I é uma fase curta em que os centríolos que não sofreram duplicação na interfase permanecem no 
centro celular e a carioteca se desintegra ao final dessa fase. 
 14. (Unifesp) Charles Darwin explicou o mecanismo evolutivo por meio da ação da seleção natural 
sobre a variabilidade dos organismos, mas não encontrou uma explicação adequada para a origem 
dessa variabilidade. Essa questão, no entanto, já havia sido trabalhada anos antes por Gregor Men-
del e, em 2015, comemoram-se os 150 anos da publicação de seus resultados, conhecidos como Leis 
de Mendel.
a) A que se refere a Segunda Lei de Mendel? Por que ela explica o surgimento da variabilidade dos orga-
nismos?
b) Cite e explique um outro processo que também tenha como resultado a geração de variabilidade no 
nível genético. 
 15. (Uel) Um pesquisador determinou as variações nos números de cromossomos e de moléculas de 
DNA, ao longo do tempo, em células vegetais em reprodução sexuada e assexuada. As variações na 
quantidade de moléculas em cada célula, nos dois casos, estão representadas nas figuras A e B.
a) Que tipo de divisão celular está caracterizado na figura A? E na figura B? Qual tipo corresponde às 
células em reprodução sexuada? Qual tipo corresponde às células em reprodução assexuada? Justifique 
suas respostas.
b) Explique as características genéticas dos descendentes das reproduções sexuada e assexuada. 
146
Gabarito
E.O.
 1. 
a) Encontra-se na anáfase I, onde ocorre a 
separação dos cromossomos homólogos.
b) Estarão presentes dois cromossomos em 
cada célula ao final dessa meiose, pois na 
anáfase I serão separados os cromosso-
mos homólogos e na anáfase II as cromá-
tides irmãs.
 2. 
a) A célula contém 6 cromossomos duplica-
dos e pareados caracterizando a metáfase 
I da meiose. Cada cromossomo é constitu-
ído por duas cromátides e cada cromátide 
representa 1 molécula de DNA. A célula 
analisada tem 12 moléculas de DNA. 
b) O pareamento ocorre entre cromossomos 
que tem a mesma sequência de bases ni-
trogenadas e um critério seria o tama-
nho e a posição do centrômero. O posi-
cionamento alternativo dos cromossomos 
homólogos na região mediana do fuso 
determinará a segregação independente 
dos pares durante a anáfase I da meiose, 
ampliando a variabilidade genética dos 
gametas.
 3. 
a) Porque durante a intérfase ocorre a maio-
ria das reações químicas, incluindo a re-
plicação, transcrição e a tradução do ma-
terial genético.
b) Em G2.
c) Duas cromátides.
 4. 
a) A fase em que ocorre esse fenômeno é a 
Prófase I. Consiste na troca de pedaços 
entre cromátides homólogas (troca de 
segmentos entre cromossomos homólo-
gos).
b) A metáfase I é caracterizada pelo empa-
relhamento dos cromossomos homólogos 
na região equatorial (meio da célula ou 
máxima condensação cromossômica). Os 
cromossomos homólogos se emparelham 
ao acaso (segregação independente ou 
separação ao acaso ou arranjo aleatório 
ou pareamento ao acaso ou segunda lei 
de Mendel) e ao serem "puxados", devido 
ao encurtamento dos fusos, permitem di-
ferentes combinações genéticas.
 5. 
a) O modelo C representa a duplicação da 
molécula de DNA proposta por Watson e 
Crick, indicando que cada uma das mo-
léculas de DNA serve como molde para a 
formação de uma nova cadeia, chamada 
de replicação semiconservativa.
b) A duplicação da molécula de DNA ocor-
re na Intérfase, no intervalo chamada S 
(Síntese), processo que antecede a mi-
tose propriamente dita. A célula precisa 
replicar o DNA para a divisão e produção 
de uma nova célula. 
6. A 
 7. 
a) Na mitose a placa equatorial é formada 
pelos cromossomos duplicados e não pa-
reados. Na Meiose I a placa equatorial é 
formada por bivalentes (homólogos Epa-
reados).
b) 1 – prófase; 2 – anáfase; 3 –anáfase.
c) Por não apresentar centríolo.
8. C 9. B 10. 02 + 04 + 16 = 22
11. A 12. B 13. A
 14. 
a) A Segunda Lei de Mendel (ou lei da segre-
gação independente) produz variabilida-
de genética, por que durante o processo 
os genesnão alelos, situados em cromos-
somos diferentes, combinam-se de todas 
as maneiras possíveis na formação das 
células reprodutoras e na descendência 
das espécies sexuadas.
b) A geração de variabilidade genética tam-
bém ocorre por meio do crossingover, 
que envolve a troca de segmentos entre 
as cromátides internas dos cromossomos 
homólogos e mutações que mudam o nú-
mero e/ou a ordem dos nucleotídeos do 
DNA ou o número e a estrutura dos cro-
mossomos.
 15. 
a) A Figura A corresponde à mitose, típica 
da reprodução assexuada porque, após di-
visão mitótica, a célula mantém o núme-
ro de cromossomos e moléculas de DNA; 
A Figura B corresponde à meiose, típica 
da reprodução sexuada porque, após a di-
visão meiótica, a célula reduz à metade o 
número de cromossomos e de moléculas 
de DNA formando os gametas. 
147
b) Reprodução assexuada ou propagação ve-
getativa garante uma descendência ge-
neticamente idêntica à planta mãe. Um 
único indivíduo transmite aos seus des-
cendentes um conjunto gênico idêntico 
ao seu. A reprodução sexuada envolve 
gametas e uma descendência que pode 
não ser idêntica aos pais. A cada gera-
ção, ocorrem novas combinações entre 
os genes de origem materna e de origem 
paterna (crossing over ou recombinação 
gênica) originando um indivíduo com 
conjunto gênico diferente dos pais.
C N
CIÊNCIAS DA
NATUREZA
FÍSICA 1
151
Sala
 1. (Pucpr 2018) Considere os dados a seguir. 
O guepardo é um velocista por excelência. O animal mais rápido da Terra atinge uma velocidade 
máxima de cerca de 110 km/h. O que é ainda mais notável: leva apenas três segundos para isso. 
Mas não consegue manter esse ritmo por muito tempo; a maioria das perseguições é limitada a 
menos de meio minuto, pois o exercício anaeróbico intenso produz um grande débito de oxigênio e 
causa uma elevação abrupta da temperatura do corpo (até quase perto do limite letal). Um longo 
período de recuperação deve se seguir. O elevado gasto de energia significa que o guepardo deve 
escolher sua presa cuidadosamente, pois não pode se permitir muitas perseguições infrutíferas.
ASHCROFT, Francis. A Vida no Limite – A ciência da sobrevivência. Jorge Zahar Editor, Rio de Janeiro, 2001. 
Considere um guepardo que, partindo do repouso com aceleração constante, atinge 108 km/h após 
três segundos de corrida, mantendo essa velocidade nos oito segundos subsequentes. Nesses onze 
segundos de movimento, a distância total percorrida pelo guepardo foi de 
a) 180 m.
b) 215 m.
c) 240 m.
d) 285 m.
e) 305 m.
 2. (Udesc 2018) O gráfico, mostrado na figura abaixo, foi construído com base nos dados experimen-
tais acerca do movimento de um carrinho, que iniciou o movimento do repouso, ao longo de uma 
linha reta, sobre o plano horizontal. A partir deste gráfico, podem-se obter muitas informações 
sobre o movimento deste carrinho.
 
Assinale a alternativa que apresenta as informações corretas, sobre o movimento do carrinho, 
obtidas a partir deste gráfico. 
a) De 0 s a 2s o movimento do carrinho é MRU com v = 8 cm/s de 2s a 6s o movimento é MRUV com = 
-3 cm/s2 de 6s a 9s o carrinho deslocou-se por 4s.
b) De 0s a 2s o movimento do carrinho é MRUV com a = 8 cm/s2 de 2s a 6s o movimento é MRU com 
v = -3 cm/s de 6s a 9s o carrinho ficou em repouso. 
c) De 0s a 2s o movimento do carrinho é MRUV com a = 8 cm/s2; de 2s a 6s o deslocamento do carrinho 
foi de 12 cm; de 6s a 9s a velocidade do carrinho é de 1,3 cm/s.
d) De 0s a 2s a aceleração do carrinho aumenta com o tempo; de 2s a 6s a velocidade do carrinho diminui 
com o tempo; de 6s a 9s o movimento do carrinho é oscilatório. 
e) De 0s a 2s o carrinho move-se com aceleração de 4,0 cm/s2 de 2s a 6s o carrinho se afasta da origem; 
de 2s a 6s o movimento do carrinho é MRU. 
FÍSICA 1
M.R.U.V.
CIÊNCIAS DA NATUREZA e suas tecnologias
152
 3. (Pucpr 2018) O gráfico a seguir mostra como varia a velocidade de um atleta em função do tempo 
para uma prova de 200 m [...] Para médias e longas distâncias, a velocidade média do atleta começa 
a decrescer à medida que a distância aumenta, pois o suprimento de O2 começa a diminuir, tornando-
-se insuficiente para a demanda. O atleta inicia seu esgotamento de O2 entre 200 m e 400 m.
De acordo com as informações, o tempo necessário para completar uma prova de 200 m é de apro-
ximadamente 
a) 13s.
b) 17s.
c) 21s.
d) 25s.
e) 29s.
 4. (G1 - cftmg 2018) Dois amigos, Pedro e Francisco, planejam fazer um passeio de bicicleta e combi-
nam encontrarem-se no meio do caminho. Pedro fica parado no local marcado, aguardando a chegada 
do amigo. Francisco passa pelo ponto de encontro com uma velocidade constante de 9,0 m/s. No 
mesmo instante, Pedro começa a se mover com uma aceleração também constante de 0,30 m/s2. 
A distância percorrida por Pedro até alcançar Francisco, em metros, é igual a 
a) 30.
b) 60.
c) 270.
d) 540.
 5. (Eear 2018) Assinale a alternativa que representa corretamente a função da posição (x) em re-
lação ao tempo (t) de um bloco lançado para baixo a partir da posição inicial (x0) com módulo da 
velocidade inicial (v0) ao longo do plano inclinado representado a seguir.
OBSERVAÇÕES:
1. desconsiderar qualquer atrito;
2. considerar o sistema de referência(x) com a posição 
zero(0) no ponto mais baixo do plano inclinado;
3. admitir a orientação do eixo "x" positiva ao su-
bir a rampa; e
4. g é o módulo da aceleração da gravidade. 
a) x = –x0 + v0 
. t + 
g . sen (u) . t2
 ____________ 2 
b) x = –x0 + v0 
. t – 
g . sen (u) . t2
 ____________ 2 
c) x = x0 – v0 
. t – 
g . cos (u) . t2
 ____________ 2 
d) x = x0 – v0 
. t – 
g . t2
 ____________ 2 
 
153
E.O. 
 1. (Uerj simulado 2018) Considere um bloco sujeito a duas forças, F1 e F2 conforme ilustra o esquema.
 
O bloco parte do repouso em movimento uniformemente acelerado e percorre uma distância de 20 m 
sobre o plano horizontal liso em 4s. O valor da massa do bloco é igual a 3kg e o da intensidade da 
força F2 a 50 N. 
A intensidade da força F1 em newtons, equivale a: 
a) 57,5
b) 42,5
c) 26,5
d) 15,5
 2. (Fac. Albert Einstein - Medicin 2018) Um bloco é lançado com velocidade inicial v0, em movimento 
ascendente, num longo plano inclinado que forma um ângulo θ com a direção horizontal. O coefi-
ciente de atrito cinético entre as superfícies do bloco e do plano vale m e o módulo da aceleração 
da gravidade local vale g. A expressão algébrica que possibilita determinar a máxima distância 
percorrida pelo bloco durante a subida e o respectivo tempo gasto nesse deslocamento é:
 
 
a) d = 
2 . g . v 2 0 ______________ 
senθ + m . cos θ  e t = 
v0 ________________ 
g . senθ + m . cosθ  .
b) d = 
v 2 0 ______________ 
2 . g .(senθ + m . cos θ)
  e t = 
v0 ________________ 
g . senθ + m . cosθ  
c) d = 
2 . m . v 2 0 ______________ 
g . (senθ + cosθ)
 e t = 
g . m . v0 ____________ 
(senθ + cosθ)
 
d) d = 
2 . v 2 0 __________________ 
 m . g . (senθ + cosθ)
 e t = 
m . v0 ______________ 
g . (senθ + cosθ)
 
 3. (G1 - utfpr 2018) Um ciclista movimenta-se em sua bicicleta, partindo do repouso e mantendo 
uma aceleração aproximadamente constante de valor médio igual a 2,0 m/s2. Depois de 7,0 s de 
movimento, atinge uma velocidade, em m/s igual a: 
a) 49.
b) 14.
c) 98.
d) 35.
e) 10.
 4. (Uece 2018) Considere que um vagão de metrô sofre uma aceleração de 5 m/s2 durante a partida. 
Assuma que a aceleração da gravidade é 10 m/s2 Assim, é correto afirmar que, durante esse regime 
de deslocamento, a cada segundo, a velocidade (em m/s) aumenta 
a) 5.
b) 10.
c) 50.
d) 2.
 5. (Uerj 2018) Um guarda rodoviário, ao utilizar um radar, verifica que um automóvel em movimen-
to uniformemente variado passa por um ponto de uma rodovia com velocidade de 10 m/s. Cinco 
segundos depois, o automóvel passa por outro ponto da mesma rodovia com velocidade de 25 m/s. 
Admita que a infração por excesso de velocidade seja aplicada quando, nesse intervalo de tempo, 
a distânciaentre esses dois pontos é superior a 120 m. 
Indique se o automóvel foi multado, justificando sua resposta com base nos cálculos. 
154
 6. (Uepg 2017) A velocidade escalar de um 
ponto material num determinado referencial 
é descrito pela função: V = 40 - 4T, dada em 
m/s No instante inicial, o móvel se encontra 
na origem do referencial. Sobre o fenômeno, 
assinale o que for correto. 
01) No instante t = 8 s, o movimento é retar-
dado. 
02) No instante t = 12 s, o movimento é acele-
rado. 
04) O módulo da velocidade média do móvel, 
entre os instantes t = 8 s e t = 10 s, é 4 m/s. 
08) No instante t = 12 s, o móvel estará a uma 
distância de 192 m da origem. 
16) A mudança de sentido do movimento ocorre 
para t = 10 s. 
 7. . (Ufms 2005) Um móvel tem sua ve-
locidade registrada conforme grá-
fico a seguir. É correto afirmar que
01) entre 0 e 10s, o movimento é uniforme com 
velocidade de 43,2 km/h. 
02) entre 10s e 25s, o movimento é uniforme-
mente variado com aceleração de 8,0m/s2. 
04) entre 10s e 25s, o deslocamento do móvel 
foi de 240m. 
08) entre 0s e 10s, o deslocamento do móvel 
(em metros) pode ser dado por ∆S = 10t 
onde t é dado em segundos. 
16) entre 10s e 25s a trajetória do móvel é re-
tilínea.
 8. (Ufms 2005) A velocidade V de uma partí-
cula em função do tempo t está registrada no 
gráfico a seguir. 
É correto afirmar que 
01) o movimento da partícula é uniformemente 
variado. 
02) a aceleração da partícula é constante e ne-
gativa. 
04) a aceleração da partícula é constante e po-
sitiva. 
08) o movimento da partícula é uniforme. 
16) a aceleração da partícula foi nula no ins-
tante em que ela atingiu sua velocidade má-
xima.
 9. (G1 - ifsc 2014) Nos jogos olímpicos de 
2012 em Londres, o atleta jamaicano Usain 
Bolt foi o campeão dos 100 metros rasos com 
o tempo de 9,63 segundos, estabelecendo 
assim um novo recorde. Sabendo que Usain 
Bolt partiu do repouso, é possível determi-
nar que sua aceleração média na prova dos 
100 metros rasos foi de:
Dados: v = v0 + a ∙ t
 x = x0 + v0 ∙ t + 
a ∙ t 2 ______ 2
 
a) 4,24 m/s2 
b) 2,16 m/s2 
c) 1,12 m/s2 
d) 6,36 m/s2 
e) 9,00 m/s2 
 10. (G1 - ifsc 2014) Uma onça está à espreita a 
10 m a leste de uma mangueira. No instan-
te t = 0,0 s, a onça começa a perseguir uma 
anta que está a 40 m a leste da mangueira. 
Um vídeo mostra que durante os 3,0 s ini-
ciais do ataque, a coordenada X da onça varia 
de acordo com a equação x = 10,0 + (4,0)t2. 
Sobre o movimento da onça, leia e analise as 
seguintes afirmações:
I. O deslocamento da onça durante o interva-
lo entre t1 = 1,0 s e t2 = 3,0 s foi 32 m 
II. O movimento da onça foi retilíneo e uni-
forme.
III. A aceleração da onça nesse intervalo de 
tempo foi de 8,0 m/s2. 
IV. A velocidade da onça no instante de 2,0 s 
foi de 8,0 m/s. 
Assinale a alternativa CORRETA. 
a) Apenas as afirmações I e II são verdadeiras. 
b) Apenas as afirmações I e III são verdadeiras. 
c) Apenas a afirmação I é verdadeira. 
d) Apenas as afirmações I e IV são verdadeiras. 
e) Todas as afirmações são verdadeiras. 
 11. (Ufms) A velocidade V de uma partícula em 
função do tempo t está registrada no gráfico 
a seguir.
É correto afirmar que 
01) o movimento da partícula é uniformemente 
variado. 
02) a aceleração da partícula é constante e nega-
tiva. 
04) a aceleração da partícula é constante e posi-
tiva. 
155
08) o movimento da partícula é uniforme. 
16) a aceleração da partícula foi nula no instante 
em que ela atingiu sua velocidade máxima.
 12. (Uem) Um bloco inicialmente em repouso 
sobre uma superfície plana horizontal sofre 
a ação de uma força resultante F. Tal força, 
paralela à superfície de apoio do bloco, pos-
sui direção constante, e seu módulo e sen-
tido variam com o tempo de acordo com o 
gráfico mostrado na figura a seguir. Assinale 
o que for correto.
01) No intervalo de tempo entre t1 e t2, o movi-
mento do bloco é uniformemente acelerado. 
02) No intervalo de tempo entre t2
 e t6, o movi-
mento do bloco é retardado. 
04) A aceleração do bloco é máxima em t2. 
08) A velocidade do bloco é máxima em t4. 
16) No intervalo de tempo entre t4
 e t5, o bloco 
ficou com velocidade constante. 
32) No intervalo de tempo entre 0 e t1, o movi-
mento do bloco é retilíneo uniforme. 
 13. (Ufsc) Dois ciclistas, A e B, disputam uma 
corrida cuja distância total é de 1200 me-
tros, do ponto de partida até a faixa de che-
gada. O gráfico a seguir mostra a velocidade 
dos ciclistas A e B em função do tempo.
Observando o gráfico apresentado, assinale 
a(s) proposição(ões) CORRETA(S). 
01) No sexagésimo segundo, o ciclista A está 
150 metros à frente do ciclista B. 
02) A aceleração do ciclista A, nos primeiros 
quarenta e cinco segundos, é de 1m/s2. 
04) No centésimo trigésimo quinto segundo, o ci-
clista B está 150 metros à frente do ciclista A. 
08) O ciclista B nunca alcança o ciclista A. 
16) O ciclista A venceu a disputa porque percor-
reu os 1200 metros em 150 segundos, e o 
ciclista B gastou 165 segundos. 
32) No centésimo sexagésimo quinto segundo, o 
ciclista B está a apenas 7,5 metros da faixa 
de chegada, e o ciclista A encontra-se a 52,5 
metros da faixa de chegada. Portanto, o ci-
clista B vence a corrida. 
64) A corrida termina empatada, pois ambos os 
ciclistas percorrem os 1200 metros em 165 
segundos.
 14. (G1 - ifsul) Dois móveis, A e B movendo-
-se em um plano horizontal, percorrem tra-
jetórias perpendiculares, seguindo os eixos 
Ox e Oy de acordo com as funções horárias 
xA = 18 – 3t e yB = 18 + 9t – 2t
2, com unida-
des de acordo com o Sistema Internacional 
de Unidades (S.I.). 
Esses móveis irão se encontrar no instante 
a) t = 0,0s
b) t = 3,0s
c) t = 4,5s
d) t =6,0 s
 15. (G1 - ifsc 2014) Nos jogos olímpicos de 
2012 em Londres, o atleta jamaicano Usain 
Bolt foi o campeão dos 100 metros rasos com 
o tempo de 9,63 segundos, estabelecendo 
assim um novo recorde. Sabendo que Usain 
Bolt partiu do repouso, é possível determi-
nar que sua aceleração média na prova dos 
100 metros rasos foi de:
Dados: v = v0 + a 
.
 t 
x = x0 + v0 
. t + a.t
2
 ____ 2 
a) 4,24 m/s2
b) 2,16 m/s2 
c) 1,12 m/s2
d) 6,36 m/s2 
e) 9,00 m/s2 
 16. (Esc. Naval) Considere uma partícula se 
movimentando no plano xy. As coordenadas 
x e y da posição da partícula em função do 
tempo são dadas por x(t) = –2t2 + 2t + 1 e 
y(t) = t2 – t + 2, com x e y em metros e t em 
segundos. Das opções abaixo, assinale a que 
pode representar o gráfico da trajetória da 
partícula de t = 0 a t = 4s. 
156
a) 
b) 
c) 
d) 
e) 
 
 17. (G1 - ifsc) Uma onça está à espreita a 10m 
a leste de uma mangueira. No instante 
t = 0,0s, a onça começa a perseguir uma anta 
que está a 40 m a leste da mangueira. Um 
vídeo mostra que durante os 3,0 s iniciais 
do ataque, a coordenada x da onça varia de 
acordo com a equação x = 10,0 + (4,0)t2. So-
bre o movimento da onça, leia e analise as 
seguintes afirmações:
I. O deslocamento da onça durante o inter-
valo entre t1 = 1,0 s e t2 = 3,0 s foi 32 m. 
II. O movimento da onça foi retilíneo e uni-
forme.
III. A aceleração da onça nesse intervalo de 
tempo foi de 8 m/s2. 
IV. A velocidade da onça no instante de 2,0 s 
foi de 8,0 m/s. 
Assinale a alternativa CORRETA. 
a) Apenas as afirmações I e II são verdadeiras. 
b) Apenas as afirmações I e III são verdadeiras. 
c) Apenas a afirmação I é verdadeira. 
d) Apenas as afirmações I e IV são verdadeiras. 
e) Todas as afirmações são verdadeiras. 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
Em alguns países da Europa, os radares foto-
gráficos das rodovias, além de detectarem a 
velocidade instantânea dos veículos, são ca-
pazes de determinar a velocidade média de-
senvolvida pelos veículos entre dois radares 
consecutivos.
Considere dois desses radares instalados em 
uma rodovia retilínea e horizontal. A velo-
cidade instantânea de certo automóvel, de 
1.500kg de massa, registrada pelo primeiro 
radar foi de 72 km/h. Um minuto depois, o 
radar seguinte acusou 90 km/h para o mes-
mo automóvel. 
 18. (Fgv) Com a velocidade crescendo de modo 
constante, em função do tempo, é correto 
afirmar que a distância entre os dois radares 
é de 
a) 450 m. 
b) 675 m.
c) 925 m.
d) 1,075 km. 
e) 1,350 km.
 19. (G1 - cftmg) Um corpo de massa 2,0 kg parte 
do repouso e desce um plano inclinado sem 
atrito, a partir de seu topo. O ângulo des-
sa inclinação com a horizontal é 30° e seu 
comprimento é 10 m. O tempo, em segundos, 
para esse corpo chegar à base do plano é 
a) 1.
b) 2.
c) 3.
d) 4.
157
Gabarito
E.O.
1. B 2. B 3. B 4. A 5. B
6. 01 + 02 + 04 + 08 + 16 + 31
[01] Verdadeira. No instante t 8 s,= 
( ) ( )v t 8 s 40 4 8 v t 8 s 8 m s.= = − ⋅ ∴ = =
logo, como os sinais de aceleração e veloci-
dade são opostos, o movimento é retardado.
[02] Verdadeira. No instante t 12 s,= 
( ) ( )v t 12 s 40 4 12 v t 12 s 8 m s.= = − ⋅ ∴ = = − 
Logo, como os sinais de aceleração e veloci-
dade são os mesmos, portanto o movimento 
é acelerado.
[04] Verdadeira. No instante t 10 s,=
( ) ( )v t 10 s 40 4 10 v t 10 s 0 m s.= = − ⋅ ∴ = = 
Logo a velocidade média em módulo será:
( ) ( )
m
v 8 s v 10 s 8 0v 4 m s
2 2
+ +
= = = 
[08] Verdadeira.
[16] Verdadeira. A mudança de sentido de 
movimento se dá quando a velocidade é igual 
a zero. No item [04] se comprova que neste 
momento a velocidade é nula e, portanto há 
mudança de sentido de movimento. 
7. 01 + 04 = 05
8. 16
9. B 10. B 11. 01 e 16 12. 01, 04, 08 e 16 
13. 01, 04 e 32 14. D 15. B 16. B 17. B
18. E 19. B
158
C N
CIÊNCIAS DA
NATUREZA
FÍSICA 2
161
Sala
 1. Um sistema termodinâmico constituído de n mol de um gás perfeito monoatômico desenvolve uma 
transformação cíclica ABCDA representada no diagrama a seguir.
De acordo com o apresentado pode-se afirmar que 
a) o trabalho em cada ciclo é de 800 J e é realizado pelo sistema. 
b) o sistema termodinâmico não pode representar o ciclo de uma máquina frigorífica uma vez que o mes-
mo está orientado no sentido anti-horário. 
c) a energia interna do sistema é máxima no ponto D e mínima no ponto B. 
d) em cada ciclo o sistema libera 800 J de calor para o meio ambiente. 
 2. A primeira lei da termodinâmica para sistemas fechados foi originalmente comprovada pela ob-
servação empírica, no entanto é hoje considerada como a definição de calor através da lei da con-
servação da energia e da definição de trabalho em termos de mudanças nos parâmetros externos 
de um sistema.
Com base nos conhecimentos sobre a Termodinâmica, é correto afirmar: 
a) A energia interna de uma amostra de um gás ideal é função da pressão e da temperatura absoluta. 
b) Ao receber uma quantidade de calor Q igual a 48,0 J, um gás realiza um trabalho igual a 16,0 J, tendo 
uma variação da energia interna do sistema igual 64,0 J. 
c) Quando se fornece a um sistema certa quantidade de energia Q, esta energia pode ser usada apenas 
para o sistema realizar trabalho. 
d) Nos processos cíclicos, a energia interna não varia, pois volume, pressão e temperatura são iguais no 
estado inicial e final. 
e) A energia interna, o trabalho realizado e a quantidade de calor recebida ou cedida independem do 
processo que leva o sistema do estado inicial A até um estado final B. 
 3. Deseja-se aquecer uma sala usando uma máquina térmica de potência P operando conforme o ciclo 
de Carnot, tendo como fonte de calor o ambiente externo à temperatura T1. A troca de calor através 
das paredes se dá a uma taxa k (T2 - T1), em que T2 é a temperatura da sala num dado instante e 
k, uma constante com unidade em J/s ∙ K. Pedem-se:
a) A temperatura final de equilíbrio da sala.
b) A nova temperatura de equilíbrio caso se troque a máquina térmica por um resistor dissipando a mes-
ma potência P.
c) Entre tais equipamentos, indique qual o mais adequado em termos de consumo de energia. Justifique. 
FÍSICA 2
1ª E 2ª LEIS DA TERMODINÂMICA
CIÊNCIAS DA NATUREZA e suas tecnologias
162
 4. Uma máquina térmica que opera, segundo o ciclo de Carnot, executa 10 ciclos por segundo. Sabe-se 
que, em cada ciclo, ela retira 800 J da fonte quente e cede 400 J para a fonte fria. Se a temperatura 
da fonte fria é igual a 27ºC, o rendimento dessa máquina e a temperatura da fonte quente valem, 
respectivamente, 
a) 20%; 327 K.
b) 30%; 327 K.
c) 40%; 700 K. 
d) 50%; 600 K. 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
Nas questões com respostas numéricas, considere a temperatura de fusão do chumbo como 
TFC = 327ºC, o calor específico do chumbo como CC = 0,03 cal/ºgºC, o calor latente de fusão do 
chumbo como LFC = 6,0 cal/g, o coeficiente de expansão térmica do latão igual a 20∙10
-6 °C-1, 
1 cal = 4,2 J e utilize (3)1/2 = 1,7.
 5. Um gás ideal está confinado dentro de um cilindro de comprimento H e área de seção transversal 
A. Dentro do cilindro, n moles do gás são mantidos a uma temperatura constante T. A base do 
cilindro é condutora e possui comprimento H, com condutividade térmica k. A outra extremidade 
do cilindro está conectada a um reservatório térmico mantido a uma temperatura T0 < T. O pistão, 
de massa desprezível, é movido de forma que o fluxo de calor na barra é constante. Considere a 
constante universal dos gases perfeitos igual a R. Então, o módulo da velocidade do pistão após ele 
ter percorrido uma distância igual a H/2 é
 
a) kA (1 – T0/T)/nR
b) kA (1 – T0/T)/2nR 
c) kA (1 – T0/T)/4nR
d) kA (T0/T – 1)/nR
e) 4kA (T0/T – 1)/nR
163
E.O. 
 1. Uma máquina de Carnot tem rendimento mé-
dio diurno η0 = 0,6. No período noturno, as 
fontes quente e fria têm suas temperaturas 
reduzidas para metade e para 3/4 da tempe-
ratura média diurna, respectivamente.
Se o rendimento noturno é η1, qual a varia-
ção percentual, 
η1– η0 ______ η0
 ∙ 100%, do rendi-
mento dessa máquina de Carnot? 
a) –16,7%
b) –25,0% 
c) –33,3%
d) –41,7%
e) –50,0%
 2. A figura representa o diagrama de fluxo de 
energia de uma máquina térmica que, tra-
balhando em ciclos, retira calor (Q1) de uma 
fonte quente. Parte dessa quantidade de ca-
lor é transformada em trabalho mecânico (t)
e a outra parte (Q2) transfere-se para uma 
fonte fria. A cada ciclo da máquina, Q1 e Q2 
são iguais, em módulo, respectivamente, a 
4∙103 J e 2,8∙103 J.
Sabendo que essa máquina executa 3.000 ci-
clos por minuto, calcule:
a) o rendimento dessa máquina.
b) a potência, em watts, com que essa máquina 
opera. 
 3. A utilização das máquinas térmicas em larga 
escala, mesmo com seu baixo rendimento, 
contribuiu decisivamente para a Primeira 
Revolução Industrial. Simplificadamente, 
uma máquina térmica é um dispositivo que 
retira calor de uma fonte quente, utiliza par-
te desse calor para realizar trabalho e dire-
ciona o calor restante para uma fonte fria.
Suponha que uma máquina térmica de ren-
dimento 8,0% envie uma quantidade de ca-
lor igual a 4,6∙106J para a fonte fria em cer-
to intervalo de tempo. O trabalho realizado 
por essa máquina nesse intervalo de tempo é 
a) 4,0∙103 J
b) 4,0∙105 J
c) 3,7∙105 J
d) 1,2∙105 J 
e) 3,7∙107 J. 
 4. Duas máquinas térmicas ideais, 1 e 2, têm 
seus ciclos termodinâmicos representados 
no diagrama pressão × volume, no qual estão 
representadas quatro transformações isotér-
micas (Tmaior e Tmenor) e quatro transforma-
ções adiabáticas. O ciclo ABCDA refere-se à 
máquina 1 e o ciclo EFGHE, à máquina 2.
Sobre essas máquinas, é correto afirmar que, 
a cada ciclo realizado, 
a) o rendimento da máquina 1 é maior do que o 
da máquina 2. 
b) a variação de energia interna sofrida pelo gás 
na máquina 1 é maior do que na máquina 2. 
c) a variação de energia interna sofrida pelo gás 
na máquina 1 é menor do que na máquina 2. 
d) nenhuma delas transforma integralmente ca-
lor em trabalho. 
e) o rendimento da máquina 2 é maior do que 
o da máquina 1. 
164
 5. Um gás ideal e monoatômico contido em 
uma garrafa fechada com 0,1m3 está inicial-
mente a 300k e a 100 kPa. Em seguida, esse 
gás é aquecido, atingindo 600 K.
Nessas condições, o calor fornecido ao gás, 
em kJ, foi: 
a) 5 
b) 10 
c) 15 
d) 30 
e) 45 
 6. Um pesquisador recebeu a incumbência de 
projetar um sistema alternativo para o for-
necimento de energia elétrica visando ao 
acionamento de compressores de geladeiras 
a serem empregadas no estoque de vacinas. 
De acordo com os dados de projeto, a tempe-
ratura ideal de funcionamento da geladeira 
deve ser 4ºC durante 10 horas de operação 
contínua, sendo que a mesma possui as se-
guintes dimensões: 40 cm de altura, 30 cm 
de largura e 80 cm de profundidade. Após 
estudo, o pesquisador recomenda que, ini-
cialmente, todas as faces da geladeira sejam 
recobertas por uma camada de 1,36 cm de 
espessura de um material isolante, de modo 
a se ter um melhor funcionamento do dis-
positivo. Considerando que este projeto visa 
a atender comunidades remotas localizadas 
em regiões com alto índice de radiação so-
lar, o pesquisador sugere empregar um pai-
nel fotovoltaico que converta a energia solar 
em energia elétrica. Estudos de viabilidade 
técnica apontam que a eficiência térmica da 
geladeira deve ser, no mínimo, igual a 50% 
do máximo teoricamente admissível. 
Baseado em uma análise termodinâmica e 
levando em conta os dados abaixo, verifi-
que se a solução proposta pelo pesquisador 
é adequada.
Dados:
 § Condutividade térmica do material iso-
lante: 0,05 W/mºC;
 § Temperatura ambiente da localidade: 
34ºC;
 § Insolação solar média na localidade: 18 
MJ/m2, em 10 horas de operação contí-
nua;
 § Rendimento do painel fotovoltaico: 10%;
 § Área do painel fotovoltaico: 2m2
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
Considere o campo gravitacional uniforme. 
 7. Em uma máquina térmica ideal que opere 
em ciclos, todos os processos termodinâmi-
cos, além de reversíveis, não apresentariam 
dissipação de energia causada por possíveis 
efeitos dos atritos internos nos mecanismos 
ou turbulências no fluido operador da má-
quina. O ciclo de Carnot é um bom exemplo 
de processo termodinâmico idealizado, que 
apresentaria a maior eficiência possível na 
transformação de calor em trabalho útil. A 
eficiência para uma máquina de Carnot ope-
rando entre as temperaturas absolutas de 
300 K e 900 K seria de aproximadamente 
__________, e a entropia do sistema ficaria 
__________ durante o processo. 
a) 66% – maior 
b) 66% – igual 
c) 33% – menor 
d) 33% – maior 
e) 100% – igual 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
Quando necessário, adote:
módulo da aceleração da gravidade: 10 m ∙s-2
calor latente de vaporização da água: 540 cal∙g-1 
calor específico da água: 1,0 cal∙g-1∙ºC-1
densidade da água: 1g∙cm-3 
constante universal dos gases ideais: 
R = 8,0 J∙mol-1∙K-1
massa específica do ar: 1,225∙10-3g∙cm-3
massa específica da água do mar: 
1,025 g∙cm-3; 1 ca = 4,0J
 8. O diagrama abaixo mostra um ciclo realizado 
por 1 mol de um gás monoatômico ideal.
Determine, em porcentagem, o rendimento 
de uma máquina de Carnot que operasse en-
tre as mesmas fontes térmicas desse ciclo. 
a) 24 
b) 35 
c) 65 
d) 76 
 9. Durante cada ciclo, uma máquina térmica 
absorve 500 J de calor de um reservatório 
térmico, realiza trabalho e rejeita 420 J para 
um reservatório frio. Para cada ciclo, o tra-
balho realizado e o rendimento da máquina 
térmica são, respectivamente, iguais a 
a) 80 J e 16% 
b) 420 J e 8% 
c) 420 J e 84% 
d) 80J e 84% 
165
 10. 
Um fluido se expande do estado A para o es-
tado B, como indicado no diagrama da figura.
Analisando-se essas informações, é correto 
afirmar que o trabalho realizado nessa ex-
pansão, em KJ, é igual a 
a) 2,3 
b) 2,2 
c) 2,1 
d) 2,0 
e) 1,9 
 11. Uma máquina de Carnot, operando inicial-
mente com rendimento igual a 40%, produz 
um trabalho de 10 joules por ciclo. Manten-
do-se constante a temperatura inicial da 
fonte quente, reduziu-se a temperatura da 
fonte fria de modo que o rendimento passou 
para 60%. Com isso, o módulo da variação 
percentual ocorrida no calor transferido à 
fonte fria, por ciclo, é de 
a) 67% 
b) 60% 
c) 40% 
d) 33% 
e) 25% 
 12. Uma máquina a vapor foi projetada para 
operar entre duas fontes térmicas, a fonte 
quente e a fonte fria, e para trabalhar se-
gundo o ciclo de Carnot. Sabe-se que a tem-
peratura da fonte quente é de 127 ºC e que a 
máquina retira, a cada ciclo, 600 J desta fon-
te, alcançando um rendimento máximo igual 
a 0,25. O trabalho realizado pela máquina, 
por ciclo, e a temperatura da fonte fria são, 
respectivamente: 
a) 240 J e 95 ºC
b) 150 J e 27 ºC 
c) 15 J e 95 ºC
d) 90 J e 27ºC 
e) 24 J e 0 ºC
 13. O processo de expansão ou compressão de 
um gás em um curto intervalo de tempo pode 
representar um processo termodinâmico 
que se aproxima de um processo adiabático. 
Como exemplo, pode-se mencionar a expan-
são de gases de combustão em um cilindro 
de motor de automóvel em alta rotação.
É correto afirmar que, em um processo adia-
bático no sistema, 
a) a temperatura é constante e o trabalho rea-
lizado pelo sistema é nulo. 
b) não há transferência de calor. 
c) a pressão e o volume são constantes. 
d) a energia interna é variável e a pressão é 
constante. 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
A vida em grandes metrópoles apresenta 
atributos que consideramos sinônimos de 
progresso, como facilidades de acesso aos 
bens de consumo, oportunidades de traba-
lho, lazer, serviços, educação, saúde etc. Por 
outro lado, em algumas delas, devido à gran-
diosidade dessas cidades e aos milhões de 
cidadãos que ali moram, existem muito mais 
problemas do que benefícios. Seus habitan-
tes sabem como são complicados o trânsito, a 
segurança pública, a poluição, os problemas 
ambientais, a habitação etc. Sem dúvida, 
são desafios que exigem muito esforço não 
só dos governantes, mas também de todas 
as pessoas que vivem nesses lugares. Essas 
cidades convivem ao mesmo tempo com a 
ordem e o caos, com a pobreza e a riqueza, 
com a beleza e a feiura. A tendência das coi-
sas de se desordenarem espontaneamente é 
uma característica fundamental da nature-
za. Para que ocorra a organização, é necessá-
ria alguma ação que restabeleça a ordem. É o 
que acontece nas grandes cidades: despoluir 
um rio, melhorar a condição de vida dos seus 
habitantes e diminuir a violência, por exem-
plo, são tarefas que exigem muito trabalho 
e não acontecem espontaneamente. Se não 
houver qualquer ação nesse sentido, a ten-
dência é que prevaleça a desorganização. Em 
nosso cotidiano, percebemos que é mais fácil 
deixarmos as coisas desorganizadas do que 
em ordem. A ordem tem seu preço. Portanto, 
percebemos que há um embate constante na 
manutenção da vida e do universo contra a 
desordem. A luta contra a desorganização é 
travada a cada momento por nós. Por exem-
plo, desde o momento da nossa concepção, 
a partir da fecundação do óvulo pelo esper-
matozoide, nosso organismo vai se desenvol-
vendo e ficando mais complexo. Partimos de 
uma única célula e chegamos à fase adulta 
com trilhões delas, especializadas para de-
terminadas funções. Entretanto, com o pas-
sar dos anos, envelhecemos e nosso corpo 
não consegue mais funcionar adequadamen-
te, ocorre uma falha fatal e morremos. O que 
166
se observa na natureza é que a manutenção 
da ordem é fruto da ação das forças funda-
mentais, que, ao interagirem com a matéria, 
permitem que esta se organize. Desde a for-
mação do nosso planeta, há cerca de 5 bi-
lhões de anos, a vida somente conseguiu se 
desenvolver às custas de transformar a ener-
gia recebida pelo Sol em uma forma útil, ou 
seja, capaz de manter a organização. Para tal, 
pagamos um preço alto: grande parte dessa 
energia é perdida, principalmente na forma 
de calor. Dessa forma, para que existamos, 
pagamos o preço de aumentar a desorgani-
zação do nosso planeta. Quando o Sol não 
puder mais fornecer essa energia, dentro 
de mais 5 bilhões de anos, não existirá mais 
vida na Terra. Com certeza a espécie humana 
já terá sido extintamuito antes disso.
(Adaptado de: OLIVEIRA, A. O Caos e a Ordem. 
Ciência Hoje. Disponível em: <http://cienciahoje.
uol.com.br/colunas/fisica-sem-misterio/o-caos-
ea- ordem>. Acesso em: 10 abr. 2015.) 
 14. Considerando a afirmação presente no tex-
to “a tendência das coisas de se desordena-
rem espontaneamente é uma característica 
fundamental da natureza”, e com base nos 
conhecimentos sobre as leis da termodinâ-
mica, assinale a alternativa correta. 
a) Quando dois corpos com temperaturas dife-
rentes são colocados em contato, ocorre a 
transferência espontânea de calor do corpo 
mais quente para o mais frio. 
b) O calor, gerado por um motor a explosão, 
pode ser convertido de maneira espontânea 
e integralmente em energia mecânica, elé-
trica, química ou nuclear. 
c) O nitrogênio e o hélio misturados e conti-
dos em um recipiente se separam de modo 
espontâneo após o equilíbrio térmico do sis-
tema. 
d) Uma máquina térmica perfeita opera, na 
prática, em ciclos, converte o calor integral-
mente em trabalho e é capaz de funcionar 
como um motoperpétuo. 
e) As moléculas de tinta que tingem uma por-
ção de água de maneira homogênea tendem 
a se agrupar espontaneamente e com isso 
restaurar a gota de tinta original. 
 15. Em um laboratório de física são realizados 
experimentos com um gás que, para fins de 
análises termodinâmicas, pode ser consi-
derado um gás ideal. Da análise de um dos 
experimentos, em que o gás foi submetido 
a um processo termodinâmico, concluiu-se 
que todo calor fornecido ao gás foi converti-
do em trabalho. 
Assinale a alternativa que representa corre-
tamente o processo termodinâmico realizado 
no experimento. 
a) processo isovolumétrico 
b) processo isotérmico 
c) processo isobárico 
d) processo adiabático 
e) processo composto: isobárico e isovolumétrico
 16. As turbinas a vapor da propulsão nuclear de 
um submarino possuem um rendimento de 
15% e são capazes de produzir uma potên-
cia mecânica constante de 40 MW nos eixos 
rotativos. Se essa potência é entregue em 
3,0 minutos, observa-se que a variação de en-
tropia do sistema vapor-turbinas é 1/12 GJ/K. 
A temperatura, em °C, do vapor supera-
quecido produzido pelo reator nuclear vale, 
aproximadamente 
a) 327 
b) 303 
c) 247 
d) 207 
e) 177 
 17. Um recipiente contém um gás monoatômico 
ideal inicialmente no estado L, com pressão 
p e volume V. 
O gás é submetido a uma transformação cí-
clica LMNL, absorvendo de uma fonte fria 
uma quantidade de calor Q1 e cedendo a uma 
fonte quente uma quantidade de calor Q2. 
Pode-se afirmar que Q1 é igual a 
a) 30pV. 
b) 51pV/2. 
c) 8pV. 
d) 15pV/2. 
e) 9pV/2. 
 18. Considere que 0,40 gramas de água vapo-
rize isobaricamente à pressão atmosférica. 
Sabendo que, nesse processo, o volume ocu-
pado pela água varia de 1,0 litro, pode-se 
afirmar que a variação da energia interna do 
sistema, em kJ, vale
Dados: calor latente de vaporização da água 
= 2,3∙106J/KG;
Conversão: 1 atm = 1,0∙105 Pa.
a) –1,0 
b) -0,92
c) 0,82 
d) 0,92 
e) 1,0 
167
 19. Analise as afirmativas abaixo referentes à 
entropia. 
I. Num dia úmido, o vapor de água se con-
densa sobre uma superfície fria. Na con-
densação, a entropia da água diminui. 
II. Num processo adiabático reversível, a en-
tropia do sistema se mantém constante. 
III. A entropia de um sistema nunca pode di-
minuir. 
IV. A entropia do universo nunca pode dimi-
nuir. 
Assinale a opção que contém apenas afirma-
tivas corretas. 
a) I e II 
b) II e III 
c) III e IV 
d) I, II e III 
e) I, II e IV 
 20. De acordo com seus conhecimentos sobre Ter-
modinâmica, analise as afirmativas abaixo.
I. Sempre que um corpo muda de fase, sob 
pressão constante, ele recebe ou cede ca-
lor e a sua temperatura varia.
II. Quando temos uma transformação iso-
bárica, de uma certa massa de um gás 
perfeito, o aumento da temperatura fará 
com que aconteça um aumento de volu-
me.
III. Uma dada massa de um gás perfeito pode 
receber calor sem que a sua temperatura 
interna aumente. Isso ocorrerá se ele re-
alizar um trabalho igual à quantidade de 
calor que recebeu.
IV. Num processo de transformação isocóri-
co a temperatura de uma certa massa de 
um gás permanece constante.
Dessas afirmativas, estão CORRETAS apenas 
a) I e III. 
b) I, II e III. 
c) II e III. 
d) II e IV. 
e) II, III e IV. 
Gabarito
E.O.
1. C 2. a) 30% b) 6,0 . 104W
3. B 4. D 5. C
 6. Qe = 5,4 . 10
6 J
 Qf = 16,6 . 10
6 J
Com isso, podemos afirmar que o processo 
é viável
7. B 8. D 9. A 10. C 11. D
12. B 13. B 14. A 15. B 16. B
17. B 18. C 19. E 20. C
168
C N
CIÊNCIAS DA
NATUREZA
FÍSICA 3
171
Sala
 1. Considere duas massas puntiformes de mesmo valor m, com cargas elétricas de mesmo valor Q e 
sinais opostos, e mantidas separadas de uma certa distância. Seja G a constante de gravitação uni-
versal e K a constante eletrostática. A razão entre as forças de atração eletrostática e gravitacional é 
Dado: Seja a força gravitacional dada por F = 
G∙m1∙m2 _________ 
r2
 
a) Gm
2
 ____ 
Q2k
 
b) Q
2k ____ 
Gm2
 
c) Q
2G ____ 
km2
 
d) QG ___ 
km
 
 2. RAIOS CAUSAM 130 MORTES POR ANO NO BRASIL; SAIBA COMO PREVENIR
Começou a temporada de raios e o Brasil é o lugar onde eles mais caem no mundo.
Os raios são fenômenos da natureza impressionantes, mas causam mortes e prejuízos. Todos os 
anos morrem em média 130 pessoas no país atingidas por essas descargas elétricas. (...)
(...) Segundo as pesquisas feitas pelo grupo de eletricidade atmosférica do INPE, o número de 
mortes por raios é maior do que por deslizamentos e enchentes. E é na primavera e no verão, época 
com mais tempestades, que a preocupação aumenta (...)
Disponível em: ww1.g1.globo.com/bom-dia-brasil. Acesso em:16 fev.2017.
Como se pode verificar na notícia acima, os raios causam mortes e, além disso, constantemente há 
outros prejuízos ligados a eles: destruição de linhas de transmissão de energia e telefonia, incên-
dios florestais, dentre outros.
As nuvens se eletrizam devido às partículas de gelo que começam a descer muito rapidamente, 
criando correntes de ar bastante bruscas, o que provoca fricção entre gotas de água e de gelo, res-
ponsável pela formação e, consequentemente, a acumulação de eletricidade estática. Quando se 
acumula carga elétrica negativa demasiadamente na zona inferior da nuvem (este é o caso mais 
comum) ocorre uma descarga elétrica em direção ao solo (que por indução eletrostática adquiriu 
cargas positivas).
Considere que a base de uma nuvem de tempestade, eletricamente carregada com carga de módulo 
igual a 2,0 . 102 C, situa-se a 500 m acima do solo. O ar mantém-se isolante até que o campo elé-
trico entre a base da nuvem e o solo atinja o valor de 5,00∙106 V/m. 
Nesse instante a nuvem se descarrega por meio de um raio que dura 0,10 s. Considerando que o 
campo elétrico na região onde ocorreu o raio seja uniforme, a energia liberada neste raio é, em 
joules, igual a 
a) 5,00∙108
b) 4,00∙1010
c) 2,50∙1011
d) 1,50∙1015
FÍSICA 3
FORÇA, CAMPO E POTENCIAL ELÉTRICOS
CIÊNCIAS DA NATUREZA e suas tecnologias
172
 3. Uma molécula é formada por dois íons, um positivo e outro negativo, separados por uma distân-
cia de 3,00∙10-10 m. Os módulos da carga elétrica do íon positivo e do íon negativo são iguais a 
1,60∙10-19 C. Considere k = 9,00∙109 N . m2/C2 e assinale a(s) alternativa(s) correta(s). 
01) A força elétrica de atração entre estes íons é de 2,56nN (n = 10-9).
02) Se a molécula é inserida em um campo elétrico externo uniforme de intensidade 2,00∙1010 V/m, a inten-
sidade da força elétrica sobre a carga positiva devido a este campo é de aproximadamente 3,20 nN. 
04) O módulo do campo elétrico na posição do íon negativo, devido à carga do íon positivo, é de 1,60∙1010 N/C.
08) Se o módulo da carga elétrica do íon positivo e a distância entre os íons dobrarem, a força entre os 
íons dobra. 
16) Se a molécula for deslocada1,0mm em um caminho perpendicular ao campo elétrico uniforme de in-
tensidade 2,0∙1010 V/m, o trabalho realizado será de 1,0 mJ.
 4. O mecanismo de formação das nuvens de tempestade provoca a separação de cargas elétricas no 
interior da nuvem, criando uma diferença de potencial elétrico U entre a base da nuvem e o solo. 
Ao se atingir certo valor de potencial elétrico, ocorre uma descarga elétrica, o raio.
Suponha que, quando a diferença de potencial entre a nuvem e o solo atingiu o valor de 1,8∙108 
V, ocorreu um raio que transferiu uma carga elétrica de 30 C em módulo, da nuvem para o solo, no 
intervalo de 200 ms. Calcule a intensidade média da corrente elétrica, em ampères, estabelecida 
pelo raio. Considerando que uma bateria de capacidade 50 A . h acumula energia para fornecer 
uma corrente de 50 A durante uma hora, calcule quantas baterias de 10 V e capacidade 50 A 
. h 
poderiam ser totalmente carregadas supondo que toda a quantidade de energia desse raio pudesse 
ser transferida a elas. Apresente os cálculos.
 5. Uma carga elétrica puntiforme Q produz um campo elétrico de módulo 36∙103 N/C em um ponto 
situado a 1 cm de distância desta carga. Sobre o assunto, assinale o que for correto. 
01) A força elétrica sobre uma carga de prova q = 2∙10-6 C, situada a 2 cm da carga Q é 5,4 N.
02) O trabalho da força elétrica atuante na carga de prova quando ela se desloca do ponto situado a 1 cm 
da carga Q ao ponto situado a 2 cm é 0,54∙10-3 J.
04) O potencial elétrico produzido pela carga Q num ponto situado a 2 cm de distância da carga é 90 V.
08) O campo elétrico gerado pela carga Q em um ponto situado a 2 cm dela é 9∙103 N/C.
16) O potencial elétrico produzido pela carga Q num ponto situado a 1 cm de distância da carga é 360 V.
173
E.O. 
 1. Considere a energia potencial elétrica arma-
zenada em dois sistemas compostos por: (i) 
duas cargas elétricas de mesmo sinal; (ii) 
duas cargas de sinais opostos. A energia po-
tencial no primeiro e no segundo sistema, 
respectivamente, 
a) aumenta com a distância crescente entre as 
cargas e diminui com a redução da separação. 
b) diminui com a distância decrescente entre 
as cargas e não depende da separação. 
c) aumenta com a distância crescente entre as 
cargas e não depende da separação. 
d) diminui com o aumento da distância entre 
as cargas e aumenta se a separação cresce. 
 2. Seja o sistema composto por duas cargas 
elétricas mantidas fixas a uma distância e 
cujas massas são desprezíveis. A energia po-
tencial do sistema é:
a) inversamente proporcional a 1/d2.
b) proporcional a d2.
c) proporcional a 1/d.
d) proporcional a d.
 3. As afirmativas abaixo dizem respeito à gran-
deza potencial elétrico. Nesse âmbito, mar-
que o que for correto. 
01) O potencial elétrico é uma grandeza escalar. 
02) O potencial elétrico pode ser medido em 
coulomb/segundo, grandeza esta que no sis-
tema internacional é chamada de joule (J). 
04) O potencial elétrico num ponto localizado a 
uma certa distância de uma carga elétrica 
negativa, é também negativo e independe 
do valor das cargas de prova que por ventura 
sejam ai colocadas.
08) Nas associações em série de capacitores, 
cada capacitor será submetido a mesma dife-
rença de potencial da associação.
 4. Muitos experimentos importantes para o de-
senvolvimento científico ocorreram durante 
o século XIX. Entre eles, destaca-se a experi-
ência de Millikan, que determinou a relação 
entre a carga q e a massa m de uma partí-
cula eletrizada e que, posteriormente, leva-
ria à determinação da carga e da massa das 
partículas elementares. No interior de um 
recipiente cilíndrico, em que será produzi-
do alto vácuo, duas placas planas e paralelas, 
ocupando a maior área possível, são manti-
das a uma curta distância d, e entre elas é 
estabelecida uma diferença de potencial elé-
trico constante U. Variando-se d e U é pos-
sível fazer com que uma partícula de massa 
m eletrizada com carga q fique equilibrada, 
mantida em repouso entre as placas. No local 
da experiência, a aceleração da gravidade é 
constante de intensidade g.
 
Nessas condições, a relação q/m será dada 
por 
a) d.U
2
 ____ g 
b) 
g.U2
 _____ 
d
 
c) 
d.g
 ___ 
U2
 
d) d.U ___ g 
e) 
d.g
 ___ 
U
 
 5. Precipitador eletrostático é um equipamen-
to que pode ser utilizado para remoção de 
pequenas partículas presentes nos gases de 
exaustão em chaminés industriais. O princí-
pio básico de funcionamento do equipamen-
to é a ionização dessas partículas, seguida de 
remoção pelo uso de um campo elétrico na 
região de passagem delas. Suponha que uma 
delas tenha massa m, adquira uma carga de 
valor q e fique submetida a um campo elétri-
co de módulo E. A força elétrica sobre essa 
partícula é dada por 
a) mqE.
b) mE/q
c) q/E.
d) qE.
 6. Duas partículas carregadas de massas des-
prezíveis encontram-se presas a uma mola 
de comprimento de repouso desprezível e de 
constante elástica k, como mostra a figura a 
seguir. Sabendo que as partículas têm carga 
Qa = 5 C e Qb = 3 C e que a mola, no equilíbrio, 
encontra-se estendida em 1 m determine:
a) o módulo, direção e sentido da força que a 
partícula Qa faz na partícula Qb;
b) a constante elástica k da mola;
c) a força total atuando sobre a partícula Qa. 
174
 7. Em um plano xy de eixos perpendiculares, 
em cada um dos pontos A, B e C há uma par-
tícula fixa, de massa m e carga elétrica Q, 
conforme figura a seguir.
As distâncias AB e BC são iguais e de medida 
a. Seja F a intensidade da força elétrica exer-
cida pela carga que está em A sobre a carga 
que está em C. Assinale a(s) proposição(ões) 
correta(s). 
Dado: 
para o cálculo do centro de massa utilize:
Xcm = 
m1x1 + m2x2+ m3x3 ________________ m1 + m2 + m3
 
Ycm = 
m1y1 + m2y2+ m3y3 ________________ m1 + m2 + m3
 
01) O centro de massa do sistema de partículas 
tem coordenadas. ( a __ 3 , a __ 3 ) 
02) A intensidade da força elétrica exercida pela 
carga que está em A sobre a carga que está 
em B é 2F. 
04) Em relação ao ponto B, o módulo do momen-
to da força exercida pela carga que está em 
A sobre a carga que está em C é F × a __ 2 . 
08) A energia potencial elétrica do sistema das 
três cargas é nula. 
16) As forças elétricas entre as cargas podem ser 
de atração. 
 8. A figura mostra três cargas elétricas pun-
tiformes positivas, presas a fios de massas 
desprezíveis, separadas por uma distância d. 
As cargas estão apoiadas e em repouso sobre 
um plano horizontal sem atrito.
Calcule o módulo da força de tração em cada 
um dos fios. 
 9. Duas cargas pontuais positivas +Q são fixa-
das, uma no ponto -d e outra no ponto d do 
eixo OX. Na origem, em equilíbrio, encontra-
-se uma partícula de massa m e carga +q. 
Suponha que um pequeno deslocamento 
x(|x|<d), ao longo do eixo OX, seja dado à 
partícula que estava na origem.
a) Determine a força elétrica resultante que atua 
sobre a partícula em função do deslocamento x.
b) Suponha que o deslocamento x seja muito 
pequeno, se comparado com a distância d, de 
modo que possamos considerar x2/d2 = 0, mes-
mo quando x ≠ 0. Nesse caso, a partícula execu-
ta um movimento harmônico simples em torno 
da origem. Determine a frequência desse MHS. 
 10. Considere um capacitor de placas paralelas 
com separação d e carregado com carga Q. So-
bre a energia no capacitor, é correto afirmar 
que Q.
a) está armazenada nas cargas elétricas das 
placas.
b) é nula, pois a soma das cargas das placas é 
zero.
c) é nula, pois a soma das cargas das placas é 
diferente de zero.
d) está armazenada no campo elétrico gerado 
pelas cargas das placas.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
Um dos principais impactos das mudanças 
ambientais globais é o aumento da frequên-
cia e da intensidade de fenômenos extremos, 
que quando atingem áreas ou regiões habi-
tadas pelo homem, causam danos. Respon-
sáveis por perdas significativas de caráter 
social, econômico e ambiental, os desastres 
naturais são geralmente associados a terre-motos, tsunamis, erupções vulcânicas, fura-
cões, tornados, temporais, estiagens severas, 
ondas de calor etc.
(Disponível em: <www.inpe.br>. Acesso em: 20 maio 2015.) 
 11. Leia o texto a seguir.
Um raio é uma descarga elétrica na atmos-
fera. Geralmente, ele começa com pequenas 
descargas elétricas dentro da nuvem, que li-
beram os elétrons para iniciar o caminho de 
descida em direção ao solo. A primeira cone-
xão com a terra é rápida e pouco luminosa 
para ser vista a olho nu. Quando essa des-
carga, conhecida como “líder escalonado”, 
encontra-se a algumas dezenas de metros do 
solo, parte em direção a ela outra descarga 
com cargas opostas, chamada de “descarga 
conectante”. Forma-se então o canal do raio, 
um caminho ionizado e altamente condutor. 
É neste momento que o raio acontece com a 
máxima potência, liberando grande quanti-
dade de luz e som.
(Adaptado de: SABA, M. M. F. A Física das Tempestades 
e dos Raios. Física na Escola. v.2. n.1. 2001.)
Com base no texto e nos conhecimentos so-
bre eletrostática, atribua V (verdadeiro) ou 
F (falso) às afirmativas a seguir.
( ) A maioria das descargas elétricas atmos-
féricas ocorre quando o campo elétrico 
gerado pela diferença de cargas positivas 
e negativas é próximo de zero.
175
( ) A corrente elétrica gerada pelo raio pro-
duz um rápido aquecimento do ar, e sua 
inevitável expansão produz o som conhe-
cido como trovão.
( ) A corrente elétrica gerada a partir de um 
raio pode ser armazenada e utilizada, 
posteriormente, para ligar o equivalente 
a 1000 lâmpadas de 100 watts.
( ) Para saber a distância aproximada em que 
um raio caiu, é preciso contar os segundos 
entre a observação do clarão e o som do tro-
vão. Ao dividir o valor por 3, obtém-se a 
distância em quilômetros.
( ) A energia envolvida em um raio produz luz 
visível, som, raios X e ondas eletromagné-
ticas com frequência na faixa de AM.
Assinale a alternativa que contém, de cima 
para baixo, a sequência correta. 
a) V, V, F, F, V. 
b) V, F, V, V, F. 
c) V, F, F, F, V. 
d) F, V, F, V, V. 
e) F, F, V, V, F. 
 12. Duas placas metálicas planas A e B, dispostas 
paralela e verticalmente a uma distância 
mútua d, são eletrizadas com cargas iguais, 
mas de sinais opostos, criando um campo 
elétrico uniforme E
→
 em seu interior, onde se 
produz um vácuo. A figura mostra algumas 
linhas de força na região mencionada.
 
Uma partícula, de massa m e carga positiva 
q, é abandonada do repouso no ponto mé-
dio M entre as placas. Desprezados os efeitos 
gravitacionais, essa partícula deverá atingir 
a placa ______ com velocidade v dada por 
______.
Assinale a alternativa que preenche, correta 
e respectivamente, as lacunas. 
a) A; v = m 
. E . d _______ q 
b) A; v = 
q . E . d
 _______ m 
c) A; v = √
_______
 
q . E . d
 _______ m 
d) B; v = √
_______
 m 
. E . d _______ q 
e) B; v = √
_______
 
q . E . d
 _______ m 
 13. As figuras A e B mostram duas regiões A e 
B, respectivamente, permeadas por campos 
elétricos. E produzidos por distribuições de 
cargas elétricas não mostradas nas figuras. 
Imersa em cada um desses campos, está uma 
molécula de água que é representada por 
um dipolo elétrico com carga elétrica igual 
a 2e, onde e é a carga elétrica do elétron. 
Considere as linhas dos campos elétricos e a 
linha que une as cargas do dipolo, contidas 
no mesmo plano e despreze modificações no 
campo elétrico das regiões devido à presença 
do dipolo. Com fundamentos no eletromag-
netismo, analise as afirmações abaixo e assi-
nale a(s) CORRETA(S).
 
 
 
01) O dipolo elétrico, que está na região B, não 
sofrerá torque devido às forças elétricas, 
porque o campo elétrico em que está imerso 
é uniforme. 
02) O dipolo elétrico, que está na região A, so-
frerá um torque no sentido horário, devido 
às forças elétricas. 
04) O dipolo elétrico, que está na região B, está 
em equilíbrio de translação porque o campo 
elétrico em que está imerso é uniforme. 
08) O dipolo elétrico, que está na região A, não 
está em equilíbrio de translação e sofrerá um 
movimento de rotação no sentido horário. 
16) Ambos os dipolos não estão em equilíbrio de 
translação e serão arrastados na direção e no 
sentido das linhas que representam o campo 
elétrico. 
176
 14. A figura mostra uma disposição fixa de car-
gas com uma separação d entre elas.
O ponto P é um ponto sobre a linha que une 
as cargas. Se m e n são positivos, com m > n, 
e tais que a razão m/n é um quadrado per-
feito, isto é, m/n = p2, determine os valores 
de x1 e x2 (x1 > x2) para os pontos nos quais 
o campo elétrico se anula para essa configu-
ração. A relação x1/x2 é igual a 
a) 1 
b) 
(p + 1)
 ______ 
(p - 1)
 
c) 
(p2 + 1)
 _______ 
(p2 - 1)
 
d) 
(p2 - p)
 _______ 
(p2 + p)
 
 15. Considere um corpo metálico descarregado, 
AB, colocado em repouso em um campo elé-
trico cujas linhas de força são mostradas na 
figura a seguir. Assinale o que for correto.
01) Em virtude da indução eletrostática no cor-
po metálico, a sua extremidade A ficará ele-
trizada negativamente e a sua extremidade 
B ficará eletrizada positivamente. 
02) Nas proximidades da região A do corpo metá-
lico, a intensidade do campo elétrico externo 
é maior do que nas proximidades da região B. 
04) A força elétrica F
→
A, que age sobre a extremi-
dade A do corpo metálico, aponta para a es-
querda da figura. 
08) A força elétrica F
→
B, que age sobre a extremi-
dade B do corpo metálico, aponta para a di-
reita da figura. 
16) Sob a ação das forças F
→
A e F
→
B, o corpo metá-
lico tenderá a se deslocar para a esquerda da 
figura. 
32) Se as linhas de força do campo elétrico re-
presentado na figura fossem paralelas e 
igualmente espaçadas,F
→
A apontaria para a 
direita e F
→
B apontaria para a esquerda. 
64) Se as linhas de força do campo elétrico re-
presentado na figura fossem paralelas e 
igualmente espaçadas, o corpo permaneceria 
em repouso.
 16. Em uma impressão a jato de tinta, as letras 
são formadas por pequenas gotas de tinta 
que incidem sobre o papel. A figura mostra 
os principais elementos desse tipo de im-
pressora. As gotas, após serem eletrizadas 
na unidade de carga, têm suas trajetórias 
modificadas no sistema de deflexão (placas 
carregadas), atingindo o papel em posições 
que dependem de suas cargas elétricas. Su-
ponha que uma gota de massa m e de carga 
elétrica q, entre no sistema de deflexão com 
velocidade v0 ao longo do eixo x. Considere a 
diferença de potencial, V, entre as placas, o 
comprimento, L, das placas e a distância, d, 
entre elas.
Se a gota descrever a trajetória mostrada na 
figura, pode-se afirmar que 
( ) sua carga elétrica é positiva. 
( ) L/v0 é o tempo necessário para ela 
 atravessar o sistema de deflexão. 
( ) o módulo de sua aceleração é qV/md. 
( ) ocorre um aumento de sua energia 
 potencial elétrica. 
 17. Considere a distribuição de cargas elétricas e 
os vetores 1, 2, 3, 4 e 5, representados a seguir.
Essa distribuição de cargas elétricas cria um 
campo elétrico no ponto P que é MELHOR re-
presentado pelo vetor
177
a) 1 
b) 2 
c) 3 
d) 4 
e) 5 
 18. A figura a seguir representa um campo elé-
trico não uniforme, uma carga de prova q+ e 
cinco pontos quaisquer no interior do campo.
O campo elétrico é mais intenso no ponto 
a) 1 
b) 2 
c) 3 
d) 4 
e) 5 
 19. Numa certa região do espaço sob vácuo, 
existe uma única carga puntiforme Q, que 
produz o campo elétrico E representado na 
figura abaixo, onde se pode observar ainda 
os pontos A e B, respectivamente sobre as 
superfícies equipotenciais S1 e S2.
Sabe-se ainda que no ponto A o potencial 
elétrico é 180kV e a intensidade do campo 
elétrico é 9,0∙105 N/C e que no ponto B o 
potencial é 60kV. De acordo com estes da-
dos e tendo em vista os conceitos relativos 
à eletrostática e os prefixos das unidades 
do Sistema Internacional, assinale a(s) 
alternativa(s) correta(s). 
( ) A superfícieequipotencial S1 é uma su-
perfície esférica com centro sobre a carga 
Q e com raio igual a 0,2m. 
( ) A distância entre as superfícies equipo-
tenciais S1 e S2 é igual a 0,4m. 
( ) Conforme estes dados a carga Q é positiva 
e possui módulo igual a 4μC. 
( ) Ao se colocar uma carga puntiforme 
q = +2 pC no ponto A, ela fica sujeita a 
uma força de intensidade igual a 1,8μN 
cujo sentido é oposto ao sentido do campo 
elétrico. 
( ) A diferença de potencial entre os pontos 
A e B é VA– VB=120kV. 
( ) O trabalho realizado pelo campo elétrico 
para levar uma carga igual a+3 pC do pon-
to A até o ponto B é igual a 360nJ. 
( ) A energia potencial elétrica do sistema é 
igual a 480mJ. 
 20. 
 
No vácuo (k0 = 9∙10
9 N∙m2 / C2), colocam-se 
as cargas QA = 48∙10
-6 C e QB = 16∙10
-6 C, res-
pectivamente nos pontos A e B representa-
dos anteriormente. O campo elétrico no pon-
to C tem módulo igual a: 
a) 40∙105 N/C
b) 45∙105 N/C
c) 50∙105 N/C
d) 55∙105 N/C
e) 60∙105 N/C
Gabarito
E.O.
1. D 2. C
3. 01 + 04 = 05 4. E 5. D
 6. a) F = K.15 N ; horizontal para direita.
 b) k = 15K N/m
 c) 
→
FR =0
7. 01+02=03
 8. T = 
9Kq2
 
 
——
 
4d2
 9. a) F = 
 
� �22 2
4k0 Qqdx
d x�
 
 b) F = 1π
 ( (k0Qqd / m
 
10. A 11. D 12. B 13. 02+04+08=14B
14. B 15. 01+02+04+08+16+64=95
16. FVVF 17. B 18. B 19. VVVFVVF
20. B 
178
C N
CIÊNCIAS DA
NATUREZA
QUÍMICA 1
181
Sala
 1. (Upe-ssa) Na série Prison Break (FOX), Michael Scofield utiliza um composto chamado Kesslivol 
para corroer o aço e destruir a cerca de proteção da prisão SONA, no Panamá. Na verdade, o Kess-
livol não existe, mas o aço pode ser corroído pela ação de um ácido forte e oxidante.
Qual dos ácidos abaixo Scofield poderia usar para fugir da prisão? 
a) H3BO3
b) HCℓ
c) HCN
d) HNO3
e) CH3COOH
 2. (G1 - ifce) Sobre as substâncias inorgânicas, é correto afirmar-se que 
a) os sais são compostos iônicos, portanto sólidos cristalinos com alto ponto de fusão e alto ponto de ebulição. 
b) os ácidos são compostos iônicos, pois conduzem corrente elétrica quando em solução aquosa. 
c) são compostos iônicos. 
d) os óxidos iônicos apresentam um não metal e um átomo de oxigênio. 
e) as bases neutralizam os sais formando água. 
 3. (G1 - col. naval) A chuva ácida é um fenômeno químico resultante do contato entre o vapor de 
água existente no ar, o dióxido de enxofre e os óxidos de nitrogênio. O enxofre é liberado, prin-
cipalmente, por veículos movidos a combustível fóssil; os óxidos de nitrogênio, por fertilizantes. 
Ambos reagem com o vapor de água, originando, respectivamente, os ácidos sulfuroso, sulfídrico, 
sulfúrico e nítrico.
Assinale a opção que apresenta, respectivamente a fórmula desses ácidos 
a) H2SO3, H2S, H2SO4, HNO3.
b) H2SO3, H2SO4, H2S, HNO2.
c) HSO4, HS, H2SO4, HNO3.
d) HNO3, H2SO4, H2S, H2SO3.
e) H2S, H2SO4, H2SO3, HNO3.
 4. (Uerj 2018) No século XIX, o cientista Svante Arrhenius definiu ácidos como sendo as espécies 
químicas que, ao se ionizarem em solução aquosa, liberam como cátion apenas o íon H+. Considere 
as seguintes substâncias, que apresentam hidrogênio em sua composição:
C2H6, H2SO4, NaOH, NH4Cℓ
Dentre elas, aquela classificada como ácido, segundo a definição de Arrhenius, é: 
a) C2H6
b) H2SO4
c) NaOH
d) NH4Cℓ
 5. (Uerj 2018) O cloreto de sódio, principal composto obtido no processo de evaporação da água do 
mar, apresenta a fórmula química NaCℓ. 
Esse composto pertence à seguinte função química: 
a) sal 
b) base 
c) ácido 
d) óxido 
QUÍMICA 1
ÁCIDOS
CIÊNCIAS DA NATUREZA e suas tecnologias
182
E.O.
 1. (Uepg 2016) As chuvas ácidas podem ter 
diferentes composições dependendo do local 
onde são formadas, as mais nocivas são for-
madas em grandes centros industriais, onde 
há queima de combustíveis fósseis (gasoli-
na, óleo diesel, etc.). Alguns dos poluentes, 
produzidos na queima dos combustíveis fós-
seis, que causam a chuva ácida são: o dióxido 
de enxofre e o dióxido de carbono.
Sobre a chuva ácida, assinale o que for cor-
reto. 
01) As fórmulas moleculares do dióxido de enxo-
fre e do dióxido de carbono são, respectiva-
mente, SO2 e CO2. 
02) O dióxido de enxofre é oxidado a trióxido de 
enxofre que reage com a água presente na 
atmosfera, produzindo o ácido sulfúrico. 
04) O dióxido de carbono é um óxido básico. 
08) A chuva ácida não promove a corrosão de 
metais, porque os ácidos produzidos nesse 
fenômeno são ácidos fracos. 
16) A fórmula molecular do ácido sulfúrico é 
H2SO3.
 2. (Ufsc) Em abril de 2015, toneladas de car-
bonato de potássio foram apreendidas em 
Itapemirim (ES). O material, que seria uti-
lizado em uma fábrica de chocolate, poderia 
estar contaminado e provocar danos graves 
à saúde. A carga estava em um tanque ge-
ralmente utilizado para transportar combus-
tível e seria levada para a Região Nordeste. 
O carbonato de potássio é um sólido bran-
co empregado na fabricação de sabão, vidro 
e porcelana e como agente tamponante na 
produção de hidromel e vinho.
Disponível em: <http://g1.globo.com/espirito-
santo/noticia/2015/04/toneladas-de-carga-
quimica-sao-apreendidas-em-itapemirim-es.
html>. [Adaptado]. Acesso em: 22 ago. 2015.
Dados: K = 39,1; C = 12,0; O = 16,0.
Sobre o assunto tratado acima, é CORRETO 
afirmar que: 
01) o carbonato de potássio é um sal básico for-
mado pela reação de neutralização entre o 
carbonato de cálcio e o hidróxido de potássio. 
02) o número de oxidação do átomo de carbono 
presente no carbonato de potássio é +2.
04) a fórmula mínima do carbonato de potássio é 
K2CO3.
08) o átomo neutro de potássio possui 19 pró-
tons, ao passo que o íon K+ possui 18 elé-
trons. 
16) o átomo neutro de potássio apresenta dois 
elétrons na sua camada de valência. 
32) o íon carbonato é monovalente. 
64) para preparar 500 ml de solução aquosa con-
tendo carbonato de potássio 0,0100 mol/L 
são necessários 691 mg de carbonato de po-
tássio. 
 3. (Espcex (Aman) 2018) Conversores catalí-
ticos (catalisadores) de automóveis são uti-
lizados para reduzir a emissão de poluentes 
tóxicos. Poluentes de elevada toxicidade 
são convertidos a compostos menos tóxi-
cos. Nesses conversores, os gases resultantes 
da combustão no motor e o ar passam por 
substâncias catalisadoras. Essas substâncias 
aceleram, por exemplo, a conversão de mo-
nóxido de carbono (CO) em dióxido de car-
bono (CO2) e a decomposição de óxidos de 
nitrogênio como o NO, N2O e o NO2 (denomi-
nados NOx) em gás nitrogênio (N2) e gás oxi-
gênio (O2). Referente às substâncias citadas 
no texto e às características de catalisadores, 
são feitas as seguintes afirmativas:
I. a decomposição catalítica de óxidos de 
nitrogênio produzindo o gás oxigênio e 
o gás nitrogênio é classificada como uma 
reação de oxidorredução;
II. o CO2 é um óxido ácido que, ao reagir com 
água, forma o ácido carbônico;
III. catalisadores são substâncias que iniciam 
as reações químicas que seriam impossí-
veis sem eles, aumentando a velocidade e 
também a energia de ativação da reação;
IV. o CO é um óxido básico que, ao reagir com 
água, forma uma base;
V. a molécula do gás carbônico (CO2) apre-
senta geometria espacial angular.
Das afirmativas feitas estão corretas apenas 
a 
a) I e II. 
b) II e V. 
c) III e IV. 
d) I, III e V. 
e) II, IV e V. 
 4. (G1 - cftmg 2018) Muitas substâncias quí-
micas são utilizadas com a finalidade de pre-
venir e tratar doenças, um exemplo é o do 
óxido presente nos cremes contra assaduras, 
dermatites que afetam bebês nos seus pri-
meiros meses de vida. Geralmente essas der-
matites acometem a região da pele coberta 
pela fralda.
(CISCATO, C.A.M, PEREIRA, L.F., CHEMELLO, E., PROTI, P.B. 
Química, Vol. 1, 1ª ed., São Paulo: Editora Moderna, 2016.)
A substância que pode corresponder àquela 
citada como exemplo no texto, é o 
a) ZnO.
b) NaCℓ.
c) HNO3.
d) Ca(OH)2.
183
 5. (G1 - cftmg 2018) Em 2011 uma carreta que 
transportava 19 mil litros de soda cáustica(NaOH) tombou na BR-101 próximo ao Rio 
Pium em Natal/RN. Com a finalidade de mi-
nimizar os efeitos nocivos deste produto, a 
empresa responsável pelo veículo providen-
ciou um caminhão com cerca de 20 mil litros 
de um líquido capaz de neutralizar a soda 
cáustica presente na área afetada.
Disponível em <http://www.tribunadonorte.
com.br/noticia/soda-caustica-vazou-para-orio-
pium/181781>. Acesso em: 10 set. 2017 (adaptado).
O líquido que poderia ser utilizado nesse 
procedimento é o(a) 
a) vinagre. 
b) água destilada. 
c) leite de magnésia. 
d) solução de bicarbonato de sódio. 
 6. (Uerj 2018) As reações a seguir foram re-
alizadas em um laboratório, em condições 
idênticas de temperatura e pressão, para o 
recolhimento dos gases indicados pelas le-
tras A e B.
I. CaCO3(s) → CaO(s) + A(g) 
II. Mg(s) + 2 HCℓ(aq) → MgCℓ2(aq)+ B(g) 
Indique as fórmulas moleculares dos gases A 
e B nomeando aquele de maior massa molar. 
Nomeie, também, o sal formado na reação II. 
 7. (Fuvest 2018) O fogo é uma reação em 
cadeia que libera calor e luz. Três de seus 
componentes fundamentais são combustí-
vel, comburente (geralmente o O2 atmosfé-
rico), que são os reagentes, e calor, que faz 
os reagentes alcançarem a energia de ativa-
ção necessária para a ocorrência da reação. 
Retirando-se um desses três componentes, o 
fogo é extinto.
Para combater princípios de incêndio em 
ambientes domésticos e comerciais, são uti-
lizados extintores de incêndio, equipamen-
tos que contêm agentes extintores, isto é, 
substâncias ou misturas pressurizadas que 
retiram pelo menos um dos componentes 
fundamentais do fogo, extinguindo-o.
Três dos agentes extintores mais comuns são 
água, bicarbonato de sódio e dióxido de car-
bono.
a) Em qual dos três componentes do fogo 
(combustível, comburente ou calor) agem, 
respectivamente, a água pressurizada e o di-
óxido de carbono pressurizado, de forma a 
extingui-lo? Justifique.
b) A descarga inadvertida do extintor conten-
do dióxido de carbono pressurizado em um 
ambiente pequeno e confinado constitui um 
risco à saúde das pessoas que estejam nesse 
ambiente. Explique o motivo.
c) O agente extintor bicarbonato de sódio 
(NaHCO3) sofre, nas temperaturas do fogo, 
decomposição térmica total formando um 
gás. Escreva a equação química balanceada 
que representa essa reação. 
 8. (Ufrgs 2017) Os compostos inorgânicos en-
contram amplo emprego nas mais diversas 
aplicações. Na Coluna 1, abaixo, estão lista-
dos cinco compostos inorgânicos; na coluna 
2, diferentes possibilidades de aplicação.
Coluna 1
1. Mg(OH)2 
2. HCℓO
3. H2SO4 
4. NaOH 
5. H3PO4
Coluna 2
( ) Usado em baterias
( ) Antiácido
( ) Usado em refrigerantes
( ) Usado em produtos de limpeza
A sequência correta de preenchimento dos 
parênteses, de cima para baixo, é 
a) 5 – 1 – 3 – 4. 
b) 1 – 2 – 3 – 5. 
c) 3 – 4 – 1 – 2. 
d) 4 – 1 – 5 – 4. 
e) 3 – 1 – 5 – 2. 
 9. (Enem (Libras) 2017) Realizou-se um expe-
rimento, utilizando-se o esquema mostrado 
na figura, para medir a condutibilidade elé-
trica de soluções. Foram montados cinco kits 
contendo, cada um, três soluções de mesma 
concentração, sendo uma de ácido, uma de 
base e outra de sal. Os kits analisados pelos 
alunos foram:
Kit Solução 1 Solução 2 Solução 3
1 H3BO3 Mg(OH)2 AgBr
2 H3PO4 Ca(OH)2 KCℓ
3 H2SO4 NH3 ∙(H2O) AgBr
4 HCℓO4 NaOH NaCℓ
5 HNO3 Zn(OH)2 CaSO4
184
 
Qual dos kits analisados provocou o acendi-
mento da lâmpada com um brilho mais in-
tenso nas três soluções? 
a) Kit 1. 
b) Kit 2. 
c) Kit 3. 
d) Kit 4. 
e) Kit 5. 
 10. (Ufjf-pism 1 2017) O H2S é encontrado tanto 
em solução aquosa (solúvel em água) quan-
to na forma gasosa. É altamente tóxico, in-
flamável, irritante, além de apresentar odor 
característico semelhante ao de ovos podres.
Com base nas características do H2S respon-
da os itens abaixo.
a) Qual a função inorgânica do H2S? 
b) Escreva a estrutura de Lewis para o H2S .Qual 
o tipo de geometria molecular existente?
c) Com base nas forças intermoleculares, justi-
fique o fato do H2S também ser encontrado 
na forma gasosa, a partir da decomposição 
de matéria orgânica.
d) O H2S conduz corrente elétrica quando dis-
solvido em água? Justifique. 
 11. (Uem-pas 2017) “A pedra, ao mergulhar, 
um gás produz, que, ao arder no ar, resulta 
em luz”. Sobre esse trecho e sobre as reações 
dadas a seguir, assinale o que for correto.
Reação I
CaC2(s) + 2 H2O(ℓ) → Ca(OH)2(s) + C2H2(g)
Reação II
C2H2(g) + 5 O2(g) → 4 CO2(g) + 2 H2 O(ℓ) + luz
01) A pedra a que o trecho se refere é o sal carbe-
to de cálcio. 
02) O gás que arde no ar é o CO2. 
04) Como um dos produtos da Reação I, notamos 
a formação de um hidróxido de metal alcalino 
terroso. 
08) O produto ácido da Reação I pode ser total-
mente neutralizado pela adição de um rea-
gente alcalino como o HCℓ na proporção 1:1. 
16) A interação química entre os dois produtos da 
Reação II leva à formação de ácido carbônico. 
 12. (Famerp 2017) Considere os seguintes óxi-
dos: CaO, CO, N2O, CO2, NO2 e K2O. 
Dentre os óxidos citados, aqueles que intera-
gem com água originando soluções aquosas 
com pH > 7 a 25 °C são 
a) N2O e NO2
b) CaO e K2O
c) K2O e N2O
d) CO2 e NO2
e) CaO e CO
 13. (Uefs 2017) O ácido bórico, H3BO3 em baixas 
concentrações, é utilizado no tratamento de 
infecções do canal auditivo externo, infla-
mação nos olhos, irritação da pele, irritação 
dos olhos, picada de insetos e queimaduras 
leves. Entretanto, em algumas pessoas, o 
contato com o ácido bórico pode causar rea-
ções alérgicas, irritação nos olhos e do siste-
ma respiratório. Em doses elevadas, o ácido 
bórico é frequentemente utilizado como in-
seticida para matar baratas, formigas, pul-
gas e muitos outros insetos.
Sobre o ácido bórico, é correto afirmar: 
a) É um ácido fraco e pode ser preparado pela 
reação de B2O3 com água. 
b) O átomo de boro, nesse composto, realiza 
seis ligações covalentes simples e possui ge-
ometria molecular igual a do SF6.
c) O átomo de boro, nesse composto, possui 
oito elétrons na camada de valência e, com 
isso, possui seu subnível de energia p preen-
chido com seis elétrons. 
d) A reação de neutralização desse ácido com 
hidróxido de cálcio produz CaBO3 e água. 
e) Nesse composto, o átomo de boro, por ser 
menos eletronegativo que o oxigênio, doa 
seus elétrons de valência aos átomos de oxi-
gênio, atingindo assim uma configuração de 
gás nobre. 
 14. (Upe-ssa 2 2017) A semeadura de nuvens 
atualmente é usada em todo o mundo para 
otimizar a precipitação, tanto de chuva 
quanto de neve e, ao mesmo tempo, inibir 
o granizo e a neblina. E ela funciona. Esse 
tipo de semeadura tem efeito ao espalhar 
partículas microscópicas, a fim de afetar o 
desenvolvimento da condensação, agindo 
como núcleos de gelo artificiais. Insolúveis 
na água, tais partículas funcionam como su-
porte para o crescimento dos cristais de gelo. 
Para tal propósito, utiliza-se frequentemen-
te determinado sal. Ele possui uma estrutura 
cristalina similar à do gelo e forma um recife 
artificial onde os cristais podem crescer. 
Adaptado de: http://gizmodo.uol.com.
br/semeadura-de-nuvens/ 
Que sal é utilizado para semear as nuvens? 
a) AgCℓ 
b) KCℓ 
c) NaCℓ 
d) AgNO3 
e) KNO3 
185
 15. (G1 - cps 2017) Em um trabalho interdisciplinar, o professor de redação pede aos alunos que fa-
çam um poema que seria denominado “Cienciando”, usando o estudo de Ciências.
Observe um desses poemas, em que o aluno cita algumas funções químicas.
Cienciando
Periódica a nossa reação
Com ácido e base
Sem óxidos
A produzir um sal
A perfeita neutralização
Com ácido clorídrico e soda cáustica
Que não forme precipitado
Nem par conjugado.
Um exemplo de cada função, na ordem em que aparecem na primeira estrofe do poema, está pre-
sente na alternativa
a) NaOH HCℓ CO2 NaCℓ
b) NaOH NaCℓ CO2 HCℓ
c) HCℓ NaOH CO2 NaCℓ
d) HCℓ NaOH NaCℓ CO2
e) HCℓ NaCℓ NaOH CO2
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
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