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G0 > Estado estacionário em que as células continuam exercendo sua função, mas não começam o processo do ciclo celular. > Não faz parte do ciclo celular. > Se as condições extracelulares forem desfavoráveis as células retardam a G1 e podem entrar em um estado de repouso, no qual podem permanecer por dias, semanas ou mesmo. anos antes que a proliferação seja retomada. > Muitas células ficam permanentemente em G0 até que elas ou o organismo morram células → quiescentes. > Hemácias ficam em G0, pois não possuem núcleo. > Células complexas costumam ficar em G0: neurônios e células musculares. INTERFASE → G1 (GAP 1): > Sua duração pode variar imensamente, dependendo das condições externas e de sinais extracelulares de outras células. > célula cresce e torna-se fisicamente maior, copia organelas, e fábrica os componentes moleculares que precisará nas etapas posteriores. → S: > cópia completa do DNA em seu núcleo. Ela também duplica uma estrutura organizadora de microtúbulos chamada de centrossomo. Os centrossomos ajudam a separar o DNA durante a fase M. → G2 (GAP 2): > célula cresce mais, produz proteínas e organelas, e começa a reorganizar seu conteúdo em preparação para a mitose. A fase G2 termina com o início da mitose. CICLO CELULAR → CHECKPOINTS : > O sistema de controle do ciclo celular tem como base em uma série conectada de interruptores bioquímicos, cada um dos quais inicia um evento específico do ciclo celular. > cinases dependentes de ciclinas (Cdks): As atividades delas as aumentam e diminuem à medida que a célula avança no ciclo, levando a mudanças cíclicas na fosforilação de proteínas intracelulares que iniciam ou regulam os principais eventos do ciclo celular. > As mudanças cíclicas na atividade das Cdks são controladas pelas ciclinas. 1. G1/S-ciclinas: ativam Cdks no final de G1 → ajudam a desencadear à entrada no ciclo celular. Seus níveis diminuem na fase S. 2. S-ciclinas: ligam-se a Cdks logo após o início da entrada no ciclo, e ajudam a estimular a duplicação dos cromossomos. Os níveis das S- ciclinas permanecem elevados até a mitose, e essas ciclinas também contribuem ao controle de alguns eventos mitóticos iniciais. 3. M-ciclinas: ativam Cdks que estimulam a entrada na mitose na transição G2/M. Os níveis de M-ciclinas diminuem na metade da mitose. → CDKS : > cada complexo de ciclina-Cdk fosforila um conjunto diferente de proteínas-substrato. > na ausência de ciclinas, o sítio ativo na proteína Cdk é parcialmente obstruído por uma alça proteica. > A ativação total do complexo de ciclina-Cdk ocorre, então, quando uma outra cinase, a cinase ativadora de Cdk (CAK - Cdk-activating kinase), fosforila um aminoácido próximo à entrada do sítio ativo da Cdk causa mudança → conformacional aumentando a atividade da Cdk, permitindo que a cinase fosforile de maneira eficiente suas proteínas-alvo. > O aumento e a diminuição dos níveis de ciclinas são os determinantes primordiais da atividade das Cdks durante o ciclo celular. Contudo, vários mecanismos adicionais ajudam a controlar a atividade das Cdks em estágios específicos do ciclo. > Wee 1: inibe a atividade do complexo de ciclina- Cdk fosforilação de um par de aminoácidos na→ cavidade do sítio ativo da cinase. > Cdc25: aumenta a atividade das Cdks → desfosforilação desse mesmo sítio da cinase. > CKIs (proteínas inibidoras Cdk) :inativam complexos ciclina-Cdk. A estrutura tridimensional de um complexo de ciclina-Cdk- CKI revela que a ligação de CKI estimula um grande rearranjo na estrutura do sítio ativo da Cdk1, tornando-o inativo. As células usam as CKIs auxiliá-las na regulação das G1/S-Cdks e S-Cdks no início do ciclo celular. > APC/C: catalisa a ubiquitinação e a destruição de dois tipos principais de proteínas: » SECURINA: protege as ligações proteicas que mantêm cromátides-irmãs unidas no início da mitose. A destruição de securinas na metáfase ativa a protease que separa as cromátides-irmãs e desencadeia a anáfase. » S-ciclinas e M-ciclinas: a destruição dessas ciclinas inativa a maioria das Cdks necessári→ o para a conclusão da fase M. > Seguindo sua ativação na metade da mitose, APC/C permanece ativa em G1 para fornecer um período estável de Cdk inativa. Quando G1/S- Cdk é ativada em G1 tardio, APC/C é inativado, permitindo um acúmulo da ciclina no próximo ciclo celular > SFC: ubiquitinar certas proteínas CKI em G1 tardio ajudando no o controle da ativação de S- Cdks e replicação de DNA. MITÓGENOS: → > Os mitógenos liberam esses inibidores na atividade Cdk, permitindo, assim, a entrada em um novo ciclo celular > E2F: É ativado pelo complexos de G1-Cdk, se ligam a sequências específicas de DNA nos promotores de uma grande variedade de genes que codificam proteínas necessárias à entrada na fase S, incluindo G1/S-ciclinas, S-ciclinas. > Na ausência de estimulação mitogênica, a expressão gênica dependente de E2F é inibida por uma interação entre E2F e membros da família de proteínas do retinoblastoma (Rb) > Quando as células são estimuladas a se dividir pelos mitógenos, a G1-Cdk ativa se acumula e fosforila membros da família Rb, reduzindo sua ligação a E2F. As proteínas E2F liberadas ativam, então, a expressão de seus próprios genes-alvo > Além disso, a transcrição dependente de E2F dos genes da G1/S-ciclina (ciclina E) e da S-ciclina (ciclina A) leva ao aumento das atividades da G1/S-Cdk e da S-Cdk, que, por sua vez, aumentam a fosforilação da proteína Rb e promovem a liberação de mais E2F. p53: → > estimula a transcrição do gene que codifica p21, uma proteína CKI. > p21 liga-se aos complexos G1/S-Cdk e S-Cdk e inibe suas atividades, ajudando a impedir a entrada no ciclo celular. > danos no DNA ativam a p53 por um mecanismo indireto. Em células que não foram danificadas, a p53 é altamente instável e está presente em concentrações muito baixas. Em grande parte, isso se deve a sua interação com outra proteína, a Mdm2, que age como uma ubiquitina-ligase que promove a p53 à degradação nos proteassomos. > A fosforilação da p53 após um dano no DNA reduz sua ligação à Mdm2. Isso diminui a degradação da p53, o que resulta em um aumento marcante da concentração de p53 na célula. Além disso, a diminuição da ligação à Mdm2 aumenta a capacidade da p53 de estimular a transcrição gênica.