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Unidades Este curso é composto de 7 unidades, sendo: · Unidade 1: Componentes do preço de venda · Unidade 2: Estrutura de custos · Unidade 3: Planejamento de custos · Unidade 4: Regime de caixa e regime de competência · Unidade 5: Custos variáveis · Unidade 6: Formação do Preço de Venda · Unidade 7: Determinação do preço de venda Objetivos Ao final deste curso, você será capaz de: · Compreender o processo de formação do preço de venda de produtos e serviços. · Predispor-se a adotar procedimentos técnicos para a formação do preço de venda adequado de produtos e serviços. · Formar, adequadamente, o preço de venda dos produtos ou serviços. Orientações Carga horária Com dedicação média de 8 horas, será possível concluir o curso. Assim, defina um plano de estudos e siga no seu ritmo de aprendizagem. Atividades Ao longo dos estudos, você terá oportunidade de testar sua aprendizagem com atividades e exercícios que o ajudarão a aplicar os conceitos aprendidos. Certificação Seu certificado estará disponível ao final do curso. Sebrae Respostas Sempre que desejar, converse com empreendedores como você. Acesse o Sebrae Respostas e faça perguntas sobre o seu negócio ou colabore com outras pessoas em suas questões. Pronto para iniciar? Para formar o preço de venda do seu produto ou serviço, é preciso conhecer a estrutura patrimonial da empresa, as relações que o negócio estabelece com o ambiente em que está inserido e os demais elementos que deverão compor o preço. Para compreender melhor, inicie o curso pela Unidade 1, Componentes do preço de venda. Continue para a próxima unidade. A consultoria do Mário - Parte 1 Mário: Olá, tudo bem? Sou o Mário, marcamos uma consultoria. Lucio: Olá Mário! Sou o Lucio, consultor do Sebrae. Em que posso te ajudar? Mário: Tenho uma pequena indústria de móveis e estou com dificuldade de formar o preço de venda adequado dos meus produtos. Como tenho pouca experiência empresarial, não posso errar e colocar em risco a minha empresa. Ela tem possibilidade de crescer, mas para isso preciso calcular os preços de forma correta. Ao longo dos anos percebi que meus clientes estão cada vez mais exigentes, e o único jeito de manter meu negócio competitivo é conhecer todas as técnicas para elaboração do preço de venda. Lucio: A dificuldade de formar o preço de venda é comum entre muitos empreendedores. Que bom que você procurou o Sebrae, pois estabelecer preços competitivos é uma tarefa que exige conhecimento dos componentes que dão origem ao preço justo. Todas as empresas sejam elas comércio, indústria ou serviço, possuem gastos e esses podem ser classificados como custos ou despesas. Conhecer e analisar estes custos são fundamentais para a apuração correta do preço de venda, da análise da lucratividade e do gerenciamento mais eficiente. Mário: Mas como eu posso separar estes gastos e quais serão inseridos ao custo do meu produto? Lucio: Mário, a primeira coisa a ser feita é estruturar os custos, esta etapa é muito importante, pois permitirá formar o preço e saber qual é a lucratividade do negócio. A formação correta do preço traz grandes vantagens para o empresário, veja: A conversa de Mário com o consultor do Sebrae demonstra a importância de apurar os custos e despesas de maneira correta para compor a formação do preço de venda. Esta iniciativa resultará em decisões mais coerentes com a realidade do negócio, além de proporcionar segurança para a empresa. Veja outros benefícios: Momento de Reflexão Agora é o momento de refletir sobre suas características empreendedoras e se já está pronto para formar o preço de venda dos seus produtos e serviços. Leia e reflita: · Controlo e organizo as minhas contas? · Faço pesquisas de satisfação junto aos meus clientes? · Pesquiso os preços da concorrência? · Conheço os custos do meu negócio? · Busco me atualizar sobre os produtos que vendo/fabrico ou sobre os serviços que executo? · Procuro informações e faço todas as pesquisas necessárias para formar o preço de venda? Estas atitudes são importantes para a competitividade e sustentabilidade de seu negócio. Pratique-as! Material complementar O sucesso do seu negócio depende de um bom planejamento de custos! Para saber mais sobre a formação do preço de venda, clique no link abaixo e realize o download da Cartilha Como Definir Preço de Venda. Ela traz informações que contribuem para a condução empresarial de forma estratégica e planejada e orientações para uma boa gestão empreendedora. Os benefícios da formação correta do preço de venda Custos Os custos são facilmente reconhecidos porque têm relação direta com a produção de um bem ou serviço. Este gasto é fundamental ao dia a dia de qualquer empresa, pois é por meio dele que ela consegue operar para levar seu produto ou serviço para venda. Logo, o aumento na produção aumentará os custos. Custos, segundo Eliseu Martins (2010), “é o gasto relativo a bem ou serviço utilizado na produção de bens e serviços”. Os custos são facilmente reconhecidos porque estão relacionados diretamente com os fatores de produção (bens e serviços), para a fabricação de um produto ou execução de um serviço. Veja o exemplo de Mário, que utiliza madeira, pregos, parafusos e tintas, os valores desses materiais são considerados custos de produção dos móveis. Despesas As despesas são gastos relacionados à comercialização e administração de um negócio. Estas áreas estão presentes em todas as empresas, mas não influenciam ou colaboram diretamente para a produção de um bem ou serviço, ou seja, são gastos relacionados à gestão do empreendimento, não possuem relação direta com a produção. Para facilitar o entendimento, pense da seguinte forma: · Quais são os gastos que terei com ou sem vendas? A relação destes gastos provavelmente serão despesas. No caso do Mário, podemos definir como despesa o aluguel, o gasto com água, a assinatura de internet, o salário do ajudante etc. É importante entender que as despesas, tem um papel importante no aumento ou redução dos lucros do negócio, pois quanto menor a despesa, maior será o lucro. Investimentos Investimento é um desembolso que produzirá ganho ou resultado futuro, em termos financeiros, é aplicar parte do dinheiro para que ele gere rendimentos em longo prazo. A aquisição de equipamentos para melhorar a produção também é uma forma de investimento. No exemplo de Mário, poderíamos considera a aquisição de novos equipamentos para melhorar a produção de seus móveis. A consultoria do Mário - Parte 2 Mário: Pelo que entendi, os custos, despesas e investimentos são componentes para a formação do preço de venda, é isso? Lucio: Correto! Para ficar mais claro, veja estes exemplos práticos: A energia elétrica é um bom exemplo de um custo em sua fábrica, pois seu consumo está associado a produção. Sem a energia elétrica seus equipamentos não operam e consequentemente não produzem. Já a publicidade é uma despesa, pois ocorre com ou sem produção, seu gasto é independente do volume de vendas ou produção em sua fábrica de móveis. Como investimento, podemos considerar o valor gasto com a aquisição de uma nova máquina que ampliará sua produção. A consultoria do Mário - Parte 3 Mário: Então, eu tenho que ficar atento a estes componentes relacionados aos custos, despesas e investimentos para determinar o meu preço de venda? Lucio: Isso mesmo! Mas além destes procedimentos é importante que sua empresa estabeleça uma política de preços compatíveis com o mercado, seus concorrentes e sua estratégia de crescimento. Cada produto ou serviço exige um tratamento diferenciado, isso em função da demanda, concorrência etc. Mário, você observou o quanto é importante a classificação e organização dos custos e despesas? O simples fato de esquecer ou não classificar algum componente poderá acarretar sérias distorções nos preços e o resultado das vendas pode gerar prejuízos. Os benefícios da formação correta do preço de venda Após estas considerações percebemos que o estabelecimento correto do preço de venda, levando em consideração os custos, despesas e investimentos,é fundamental para aumentar a lucratividade, rentabilidade e oportunidade de crescimento. Um preço definido com parâmetros e técnicas adequadas favorece a competitividade e permite que a empresa alcance benefícios fundamentais para o equilíbrio financeiro. Exercícios Gastos são recursos consumidos em um empreendimento, os quais geralmente são utilizados para a produção de um bem ou serviço e para a gestão do empreendimento. Os gastos dividem-se em custos e despesas. Associe as palavras abaixo: São os gastos efetuados na administração, vendas e juros da empresa. Para uma pessoa iniciante sobre estes conceitos, o ideal é que tudo seja tratado como gastos. São os gastos efetuados na produção ou na elaboração de um produto ou serviço. Por exemplo, quando um pipoqueiro produz a pipoca, ele utiliza o milho, o óleo, o sal, a embalagem etc. Você concluiu a Unidade 1: Componentes do preço de venda Nesta unidade você compreendeu que é essencial inserir o preço de venda no contexto da empresa. Assim sendo, os custos, as despesas e os investimentos devem sempre fazer parte do seu planejamento. Relembre o que foi visto: · Todas as empresas possuem gastos que se subdividem em custos, despesas e investimentos. · A análise dos gastos da empresa se faz necessária para a apuração correta da lucratividade e também para um gerenciamento financeiro mais eficiente. · Para definir o preço de venda é preciso considerar os elementos que compõem a formação desse preço. São eles: custos, despesas e investimentos. Continue para a próxima unidade. Unidade 2 Estrutura de custos Na unidade anterior você aprendeu sobre a importância de formar o preço de venda adequadamente e conheceu os seus componentes. Agora, na segunda unidade, você verá como é a estrutura de custos. Ao final dessa unidade, você deverá ser capaz de: · Entender a formação do preço de venda como fator de sustentabilidade e competitividade do negócio. · Elaborar, de forma prática, um demonstrativo de custos e despesas. Os custos fixos e os custos variáveis em cada tipo de negócio Em relação à estrutura de custos, inicialmente é necessário falar sobre os custos fixos e os custos variáveis. É importante entender que eles podem ser diferentes conforme o tipo de negócio, ou seja, um determinado custo pode ser fixo para um negócio e variável para outro, pois o que determina a classificação do custo é a atividade que a empresa exerce. Para entender melhor, clique nos botões abaixo e conheça dois exemplos. Planilha de custos fixos e variáveis Você sabe como classificar os elementos da composição de custos, sendo eles fixos ou variáveis? Saiba que essa classificação é essencial para seu negócio e lembre-se que cada componente pode variar de acordo com a atividade desenvolvida na empresa. Para te ajudar a entender melhor os custos e sua classificação, clique no botão abaixo e faça o download de um modelo de planilha já preenchido. Trata-se apenas de um modelo, pois, para cada negócio, a planilha deve ser adaptada, a fim de atender as necessidades da empresa. A consultoria do Mário - Parte 4 Lucio: Mário, agora que você entendeu a importância de estruturar uma planilha de custos com o levantamento dos gastos, você pode me dizer como esta planilha ajudará em seu negócio? Mário: Bem, eu acredito que o levantamento e a classificação dos gastos, permitirá que eu administre minhas despesas com mais eficiência, tomando decisões melhores sobre o meu negócio. Certo? Lucio: Isso mesmo! E, se houver necessidade de reduzir o preço de venda, você saberá onde realmente pode mexer, sem afetar seus lucros. Sabendo disso, podemos subdividir genericamente esses gastos em custos e despesas variáveis e fixas, como já havia falado anteriormente. Analisar esses gastos é necessário para a apuração correta dos seus custos, sua lucratividade e, também, para o gerenciamento financeiro mais eficiente, visando manter a competitividade da empresa. Demonstrativo de custos e despesas Você pôde perceber que é de extrema importância realizar o levantamento de gastos do seu negócio, viu que os custos fixos e os custos variáveis podem ser diferentes para cada tipo de negócio e conheceu uma planilha preenchida destes custos. Agora, ao elaborar o demonstrativo de custos e despesas da sua empresa, quais os elementos que deverão compô-lo? Abaixo você conhecerá estes elementos. DEMONSTRATIVO DE CUSTOS E DESPESAS Neste exercício você poderá preencher uma planilha com os custos e despesas da sua empresa. Caso tenha dúvida sobre algum campo, clique no ponto de interrogação que está próximo a ele. Se seu negócio não tiver um determinado custo ou despesa, digite o número 0 no valor referente a ele. Lembre-se de somar os custos e as despesas e inserir os resultados nos campos “Total”. Avance e preencha. Ao final você poderá salvar o PDF deste exercício e fazer o download do modelo de planilha para usar em seu negócio. Momento de Reflexão Você realiza o levantamento de custos e despesas de forma contínua na sua empresa? Se sim, como você o realiza? Quais os benefícios que você alcançou ao realizá-lo? Se ainda não realiza, lembre-se que o levantamento de custos e despesas permite que você controle bem os gastos e os classifique de forma que possa administrar os custos do seu negócio. Converse agora com empreendedores como você. Acesse o Sebrae Respostas e faça perguntas sobre o seu negócio ou colabore com outras pessoas em suas questões. Você concluiu a Unidade 2: Estrutura de custos Na segunda unidade deste curso, você aprendeu sobre a formação do preço de venda como fator de sustentabilidade e competitividade do negócio e pôde elaborar, de forma prática, um demonstrativo de custos e despesas. Veja alguns pontos importantes que você deve saber e relembrar: · São os empreendedores que formam o preço de venda de seus produtos e serviços. · A partir de uma análise detalhada do seu negócio, você obterá uma visão real dos custos e do lucro da empresa. · Preencha as planilhas relacionadas ao levantamento de custos e despesas, pois, assim, você estará mais preparado para os movimentos do mercado. Continue para a próxima unidade. Unidade 3 Planejamento de custos Na segunda unidade do curso você teve a oportunidade de aprender sobre a estrutura dos custos e pôde elaborar um demonstrativo de custos de despesas. Agora, na terceira unidade, você aprenderá sobre o planejamento dos custos da empresa. Ao final dessa unidade, você deverá ser capaz de: · Entender a importância de planejar os custos da empresa. · Compreender que os encargos sociais e tributos incidem na formação do preço de venda. Ações importantes para o planejamento de custos Para iniciar esta unidade, é importante saber que o planejamento dos custos permite a gestão do ponto de equilíbrio empresarial e o conhecimento da margem de contribuição por produtos e serviços de forma prática e eficiente. Com isso, alguma ações devem ser colocadas em prática. Veja abaixo quais são. A importância do planejamento de custos Para entender melhor a importância de planejar os custos de uma empresa, acompanhe o caso de Adrianni e Marcelo, sócios da Loja do Rio. Adrianni estava acostumado a resolver os problemas à medida que eles surgiam, ou seja, trabalhando como um bombeiro e apagando incêndios o tempo todo. Quando chega o final do ano é um tormento! O ano passou rápido, em breve chegará novembro e será necessário pagar a primeira parcela do 13º salário e haverá funcionários saindo de férias. Adrianni, então, decide conversar com Marcelo sobre a situação. Ele explica que o caixa está baixo e que precisam achar uma solução para que possam pagar os funcionários da empresa. Marcelo sugere correr ao banco e pedir um empréstimo, e, é claro, pagar juros. Nisso, uma funcionária passa por eles e ouve a conversa. Preocupada em não receber, ela diz que informará a situação aos demais funcionários e que eles farão greve caso não recebam. Adrianni pede a ela que mantenha a calma e informa que eles resolveriam a situação. A funcionária volta ao seu postode trabalho, e Adrianni decide ligar ao banco para verificar as condições do empréstimo e solicitá-lo, a fim de resolver essas questões. A atendente do banco informa que o empréstimo será possível, pois a empresa está com o crédito aprovado. Porém a taxa de juros é de 4,9% ao mês, acrescida da variação do IGP-M, que é o Índice Geral de Preços – no Mercado. Por não haver outra solução, os sócios pegam o empréstimo. Se no decorrer do ano os sócios tivessem provisionado os valores e os encargos sociais, estariam tranquilos com a aproximação da época do pagamento do 13º salário. E, melhor ainda, não pagariam juros ao banco, mas sim os teria como rendimento da aplicação feita. Momento de Reflexão Após ter acompanhado o caso dos sócios da Loja do Rio, leia as perguntas abaixo e responda para si mesmo "Sim" ou "Não”. Isto te ajudará a compreender como você está planejando os custos do seu negócio. · Conheço bem a origem e o valor de cada receita e o destino de cada despesa ou custo de minha empresa? · As despesas e os custos estão dentro dos valores e limites que deveriam estar? · Quando algumas das despesas ou dos custos se desviam do comportamento que deveriam ter, consigo identificar isso rapidamente? · Sou capaz de identificar rapidamente a razão do desvio? · Tomo alguma atitude para corrigir esses desvios quando tenho condições de fazê-lo? Se você respondeu Sim para todas as perguntas, significa que está indo bem no planejamento dos custos da sua empresa. Permaneça atento e planeje sempre! Se você respondeu Não para algumas questões, ainda é necessário repensar suas atitudes em relação à empresa. É importante ter iniciativa e estar atento a tudo o que acontece em seu negócio. Lembre-se que controlar significa conhecer a realidade, compará-la com o que deve ser, tomar conhecimento rápido das divergências e de suas origens e tomar decisões de correção. Decisões como estas podem impactar na formação dos preços e na administração do fluxo de caixa. Significa, então, dizer que dispor de um bom sistema de custos é mais que condição suficiente, é necessária. A consultoria do Mário - Parte 5 Mário: Lucio, vejo que é preciso muita atenção no planejamento dos custos, pois há vários elementos que deverão compô-lo. Lucio: Sim, Mário! Ao realizar o planejamento dos custos você deve se atentar também aos encargos trabalhistas. Mário: Bem lembrado! Afinal os funcionários da minha empresa são essenciais e é preciso que tudo seja pago corretamente. Lucio: Muito bem, Mário! Ao realizar os pagamentos de forma exata, você não terá problemas e estará cumprindo seus deveres com os colaboradores. Os encargos trabalhistas Você pôde perceber que inserir os encargos trabalhistas no planejamento dos custos é fundamental para a boa saúde financeira da empresa. Os encargos trabalhistas podem ser divididos em incidentes na rescisão contratual (demissão) e mensais, correspondentes à remuneração devida aos empregados. Mas em quais momentos estes encargos deverão ser inseridos e quais são eles? Clique nos números abaixo e conheça. Os encargos tributários Além dos encargos trabalhistas, há também os tributários. Veja abaixo quais são. O Simples Nacional Agora é importante que você saiba sobre o Simples Nacional, que também é chamado de Super Simples. Se o seu negócio é uma Microempresa ou uma Empresa de Pequeno Porte, ele pode fazer parte deste regime, que é um sistema integrado e simplificado de pagamento de impostos e contribuições. Ele abrange os seguintes tributos: · IRPJ · CSLL · PIS/Pasep · COFINS · IPI · ICMS · ISS · Contribuição para a Seguridade Social destinada à Previdência Social a cargo da pessoa jurídica (CPP). Além de abranger todos estes impostos, saiba que o ICMS e o ISS estão incluídos no Simples Nacional, podendo ter alguma redução, conforme convênio específico de cada unidade federativa, modificando ou reduzindo alíquotas. A alíquota varia mês a mês, dependendo do faturamento acumulado. Para saber mais sobre o Simples Nacional, clique no link abaixo. Simples Nacional A consultoria do Mário - Parte 6 Mário: Os valores dos encargos são fixos? Ou podem sofrer alterações? Lucio: Essa pergunta é muito interessante, Mário. Os valores podem ser modificados, mas isso depende da legislação vigente. Por isso, é importante verificar com um consultor tributarista ou com o seu contador quais são os encargos que devem ser pagos pela empresa. Lembre-se que você deverá efetuar as provisões mensalmente para apurar corretamente o resultado na empresa e colocá-las numa conta bancária específica, para não ter problemas de caixa quando for realizar os pagamentos. Entendeu? Mário: Sim, Lucio! Entendi. Lucio: Além disso, é importante compreender também que provisionar é separar o dinheiro numa aplicação. Porém, é sabido que tais recursos podem ser mais bem aplicados na produção, provocando um retorno possivelmente maior. Para que você entenda melhor sobre a legislação e os impostos, sugiro que você acesse o site da Receita Federal, do Planalto e do Fiscosoft. Você concluiu a Unidade 3: Planejamento de custos Nesta unidade, você aprendeu sobre o planejamento de custos. Relembre o que foi visto: · O planejamento dos custos permite a gestão do ponto de equilíbrio empresarial e o conhecimento da margem de contribuição por produtos e serviços de forma prática e eficiente. · Ao planejar os custos, é fundamental observar os encargos trabalhistas e tributários e a legislação vigente que trata de tais encargos. · Dispor de um bom sistema de custos é algo essencial para que seu negócio tenha estabilidade financeira. Continue para a próxima unidade. Unidade 4 Regime de caixa e regime de competência Na unidade anterior, você compreendeu a importância de planejar os custos da empresa e entender que os encargos sociais e tributos incidem na formação do preço de venda. Neste momento, na quarta unidade, você terá a oportunidade de aprender sobre o regime de caixa e o de competência. Ao final dessa unidade, você deverá ser capaz de: · Entender a diferença entre regime de caixa e regime de competência. · Compreender a importância do monitoramento dos custos do negócio. · Conhecendo o Regime de Competência e o Regime de Caixa · Ao tratar da gestão financeira do seu negócio, é importante compreender os meios de registro e análise dos lançamentos de entrada e saída de valores. O Regime de Competência e o de Caixa são dois métodos essenciais para a gestão e análise de finanças. Por isso, conheça-os abaixo e veja quais são suas diferenças. Depreciação Ainda na formação do preço de venda do seu produto ou serviço, é importante que compreenda e observe a depreciação. Depreciação é o custo ou a despesa decorrente do desgaste ou da obsolescência dos ativos imobilizados, como máquinas, veículos, móveis, imóveis e instalações da empresa. É uma provisão de necessidade futura de investimentos nesses bens. Existem duas formas de calcular a depreciação: · No cálculo fiscal, utiliza-se os índices previamente estabelecidos pelo governo, que servem de base para a contabilidade fiscal da empresa. · No cálculo gerencial, utiliza-se como base a vida útil prevista para os bens, descontando o valor residual. A consultoria do Mário - Parte 7 · Mário: Lucio, então há duas formas de calcular a depreciação, certo? · Lucio: Isso, Mário! Mas é importante que saiba que o cálculo gerencial da depreciação é o adotado para a formação do preço de venda. · A depreciação do ativo imobilizado diretamente empregado na produção será alocada como custo, por sua vez, os ativos que não forem usados diretamente na produção terão suas depreciações contabilizadas como despesas. · Mário: Certo. E o que é ativo imobilizado? · Lucio: Ativo imobilizado são os bens essenciais para a manutenção das atividades do seu negócio, tais como: cadeiras, mesas, calculadoras etc. Entendeu? · Mário: Sim! Entendi. Calculando a Depreciação Fiscal e Gerencial Saiba que a depreciação de bens se dá pelo tempo de utilização e pelo desgaste do bem. Com isso, há a depreciação fiscal e a depreciaçãogerencial. Veja como realizar o cálculo de depreciação fiscal e gerencial, e conheça alguns exemplos de cálculos. As depreciações, as provisões e o planejamento É fundamental que você, empreendedor, compreenda que, na maioria das empresas, um dos principais problemas de competitividade e formação de preços inadequados de produtos e serviços acontecem porque não se dá atenção aos chamados custos invisíveis, tais como depreciações e provisões que, em função do tratamento dado pelos Regimes de Caixa e de Competência, ficam esquecidos pelo gestor do negócio. Ou seja, um dos problemas na formação dos preços é não considerar as depreciações e provisões. Além de observar as depreciações e realizar as provisões, também é necessário que haja o planejamento e o acompanhamento para uma objetiva formação de preços. Existe a necessidade permanente de estar atento às mudanças do mercado. O gestor deve ser organizado, ter boa capacidade de planejamento, ser responsável por seus atos e, principalmente, ser capaz de pesquisar e buscar informações sobre o direcionamento do seu negócio. Ao planejar e monitorar os seus custos e as suas despesas, o empreendedor terá maior estabilidade do seu negócio, bem como maior consistência para a tomada de decisões e desenvolvimento da empresa, tornando-a mais competitiva. As vantagens em estabelecer o planejamento de custos É muito importante dar início ao planejamento e monitoramento dos custos da empresa, bem como organizar as despesas e os gastos estruturais e também a manutenção de uma planilha para apuração dos custos por produto e/ou serviços, facilitando o acompanhamento e os ajustes de custos e preços, quando necessários. Ou até mesmo a descontinuidade de uma linha de produção. Planejar custos permite o alcance de diversas vantagens. Clique nos números abaixo para conhecê-las. Momento de Reflexão Empreender não é somente abrir uma empresa e deixar as coisas acontecerem. É necessário que o empreendedor busque conhecimento, planeje e trabalhe em prol do sucesso do seu negócio. Sobre suas atitudes em relação a sua empresa, leia as indagações abaixo e responda se você já possui tais atitudes, se precisa aperfeiçoá-las ou se ainda deve desenvolvê-las. · Quanto à organização, tenho tal atitude e a coloco em prática? · Tenho capacidade de planejamento? · Possuo responsabilidade em relação a minha empresa? · Tenho habilidade de pesquisa? · Busco informações? · Estabeleço metas de custos? Você possui a maioria destas atitudes? Se SIM, parabéns! Busque sempre aperfeiçoar e colocá-las em prática. Você ainda NÃO possui essas atitudes? Saiba que é fundamental desenvolvê-las, pois quem planeja, programa e controla o que produz, certamente terá maiores facilidades em alcançar os índices de produtividade e qualidade que o mercado exige, logo, poderá ter sucesso em relação à concorrência. Converse agora com empreendedores como você. Acesse o Sebrae Respostas e faça perguntas sobre o seu negócio ou colabore com outras pessoas em suas questões. Você concluiu a Unidade 4: Regime de caixa e regime de competência Nesta unidade você viu que, ao tratar da gestão financeira do seu negócio, é importante compreender os meios de registro e análise dos lançamentos de entrada e saída de valores. Relembre o que foi estudado: · O Regime de Competência e o Regime de Caixa são dois métodos essenciais para a gestão e análise de finanças. · O cálculo gerencial da depreciação é o adotado para a formação do preço de venda. · Na formação do preço de venda do seu produto ou serviço, é importante compreender e observar a depreciação. · Quem planeja, programa e controla o que produz, certamente terá maiores chances de sucesso em relação à concorrência. Continue para a próxima unidade. Unidade 5 Custos variáveis Na unidade anterior você aprendeu sobre o regime de caixa e o regime de competência. Agora você aprenderá sobre os custos variáveis. Ao final dessa unidade, você deverá ser capaz de: · Compreender os custos e as despesas na composição dos produtos ou serviços. · Entender como os custos variáveis afetam a formação do preço de venda. A consultoria do Mário - Parte 8 Mário: Lucio, vejo casos de empresários que trabalham muito e não têm retorno financeiro, por que isso acontece? Lucio: É bastante comum empreendedores reclamarem de muito trabalho e dedicação à empresa sem o devido retorno financeiro e, até mesmo, fecharem suas empresas por dificuldade em lidar com esse problema. Por isso, é importante que a empresa implante um sistema de custos. Com certeza, a partir disso, será possível conduzir melhor a parte financeira. Mário: Então a implantação de um sistema de custos ajudará na gestão financeira da minha empresa? Lucio: Isso mesmo! Quando se tem uma estrutura de custos definida e constantemente atualizada, o empreendedor tem a empresa mais controlada, facilitando a tomada de decisões, permitindo investir mais em uma determinada linha de produtos, fazendo investimentos, permitindo a competitividade e manutenção no mercado. Calculando o custo da mercadoria/materiais Você pôde perceber que é fundamental a implantação de um sistema de custos para seu negócio. Mas qual o valor a ser considerado no custo? O custo a ser utilizado será o praticado pelo fornecedor na nota fiscal. A fórmula a ser utilizada é a seguinte: Custo de Materiais = Valor da Mercadoria + IPI + Frete – ICMS Também é importante saber que se deve considerar o custo da matéria-prima, ou do produto para revenda, como base para apuração dos custos. O custo a ser utilizado será o valor praticado pelo fornecedor, em condições normais de compra, no momento da entrega do produto ao cliente, livre dos impostos recuperáveis, normalmente ICMS ou IPI, se o produto final for tributado nesses impostos, adicionado a outros encargos, como por exemplo, o frete. Mas lembre-se de que, conforme o regime tributário da empresa, Supersimples, Lucro Real ou Presumido, haverá um cálculo específico. Muitas dessas informações você encontra na própria nota fiscal. Por exemplo: · Valor unitário do produto. · Frete sobre a compra. · ICMS sobre a compra. · IPI sobre a compra. Veja a seguir exemplos que demonstram a forma diferenciada de cálculo em função do regime escolhido pela empresa: No caso das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, com a adesão ao Supersimples, a situação é diferente das indústrias, uma vez que elas pagam o ICMS sobre as vendas, porém o ICMS das compras não é compensado e não geram créditos pelas vendas. Apesar do custo líquido da mercadoria nas Microempresas ser maior, elas têm preços competitivos, haja vista os incentivos fiscais, conforme política de cada estado, com redução de alíquotas. Veja: A matéria-prima e o produto acabado Neste momento é importante compreender o conceito de matéria-prima e produto acabado, que são elementos que fazem parte da maioria das atividades das empresas. Veja abaixo o que são e conheça exemplos para que os conceitos fiquem claros. Calculando o Custo da Mão de Obra Direta (MOD) Você verá agora o que significa o custo da Mão de Obra Direta (MOD) e a sua importância para o processo de produção ou execução de um serviço. A Mão de Obra Direta (MOD) é o custo de qualquer trabalho executado no produto, alterando a forma e natureza do material de que o compõe. Ela é, conceitualmente, um custo variável, pois está ligada diretamente à produção ou à execução de um serviço. No ramo comercial, por exemplo, em uma loja de blusas, não encontraremos esse item na formação do custo, porém na indústria ou na prestação de serviços, ela é vital. Você verá agora o que significa o custo da Mão de Obra Direta (MOD) e a sua importância para o processo de produção ou execução de um serviço. A Mão de Obra Direta (MOD) é o custo de qualquer trabalho executado no produto, alterando a forma e natureza do material de que o compõe. Ela é, conceitualmente, um custo variável, pois está ligada diretamente à produção ou à execução de um serviço. No ramo comercial, por exemplo, em uma loja de blusas, nãoencontraremos esse item na formação do custo, porém na indústria ou na prestação de serviços, ela é vital. Imagine que para fazer o bordado em uma blusa são necessários cinco minutos. Então, para bordar 10 blusas serão necessários 50 minutos. Exemplificando: · Tempo da mão de obra direta para bordar uma blusa = 5 minutos. · Custo da mão de obra direta por minuto = R$0,10. · Custo da mão de obra direta para bordar uma blusa = R$0,50. Apropriação do Custo da Mão de Obra Direta (MOD) Algumas atividades empresariais cresceram intensamente nos últimos anos e, na maioria das vezes, seus responsáveis não têm uma visão técnica sobre os critérios de formação de preços. Uma das tarefas mais difíceis na formação de preço, na indústria e serviço, é identificar os gastos diretos e correlacioná-los com um produto. Isso ocorre porque, em muitas ocasiões, os trabalhadores fazem as mais diversas tarefas, não se limitando a uma atividade ou a um produto específico. Normalmente, é muito difícil a correlação entre o pessoal de produção ou prestação de serviços e as respectivas peças fabricadas, pois elas atuam, de modo geral, em todos os tipos de peças confeccionadas. Assim, é preferível considerar essa mão de obra como custo fixo. Lembre-se que custo fixo é a soma de todos os fatores fixos de produção, independente do nível de atividade da empresa, ou seja, independente da quantidade produzida ou vendida, os custos fixos existirão e serão os mesmos. São classificados como custos da mão de obra direta, variáveis para efeito de formação de preços, aqueles perfeitamente identificados com o produto. Nesses casos, é importante saber o custo hora/homem e também por setor, pois, com esses cálculos, você terá dados para tomar decisões estruturais e comerciais. É possível contabilizar a mão de obra direta (MOD) pelo custo unitário da MOD, caso a empresa produza um único produto ou outros produtos com processo de produção similar. A fórmula a ser utilizada é a seguinte: Custo da MOD Unitária = Custo da Mão de Obra Direta Capacidade de Produção Possível com esta MOD Para entender melhor, veja um exemplo: Uma empresa, com o quadro atual de 10 funcionários, produz 20.400 peças por mês. Os salários da mão de obra direta somam um total de R$ 8.510,00, já incluindo todos os encargos e benefícios. Utilizando a fórmula, teremos: Custo da MOD Unitária = R$ 8.510,00 20.400 peças = R$ 0,417156 ou R$ 0,42 por peça PRATICANDO O CÁLCULO DA MOD Neste momento, você terá a oportunidade de praticar o cálculo da Mão de Obra Direta (MOD). Leia as informações a seguir, faça os cálculos e complete as planilhas com o resultado. Iniciar Bolsa: Corte – 270*22 = 5940 Costura – 270*22 = 5940 Acabamento – 270*22 = 5940 Cinto: Corte – 320*22 = 7040 Costura – 320*22 = 7040 Acabamento – 320*22 = 7040 Carteiras: Corte – 430*22 = 9460 Costura – 430*22 = 9460 Acabamento – 430*22 = 9460 Bolsa: Corte – 1836,87 / 5940 = 0,30920703 Costura – 5803,00 / 5940 = 0,976936026 Acabamento – 870,33 / 5940 = 0,146520202 Cinto: Corte – 1836,87 / 7040 = 0,260919034 Costura – 5803,00 / 7040 = 0,824289772 Acabamento – 870,33 / 7040 = 0,12362642 Carteiras: Corte – 1836,87 / 9460 = 0,194172304 Costura – 5803,00 / 9460 = 0,613424947 Acabamento – 870,33 / 9460 = 0,092001057 Você concluiu a Unidade 5: Custos variáveis Nesta unidade você compreendeu que é essencial conhecer os custos e as despesas variáveis para a tomada de decisões, baseada em análise, e seu impacto nos preços. Quanto menores as despesas variáveis, maior será sua margem de contribuição e seu lucro. Relembre o que foi estudado: · Matéria-prima é o nome dado a um material que serve de entrada para um sistema de produção qualquer. · O produto acabado é o resultado final do processo produtivo de uma empresa. · Mão de Obra Direta (MOD) é o custo de qualquer trabalho executado no produto, alterando a forma e a natureza do material de que o compõe. Continue para a próxima unidade. Unidade 6 Formação do preço de venda Na unidade anterior você aprendeu sobre os custos variáveis. Agora, na sexta unidade, você entenderá o custeio direto, visando à importância de uma pesquisa de preços e seu impacto na tomada de decisões. Ao final dessa unidade, você deverá ser capaz de: · Compreender o método de formação do preço pelo custeio direto ou custo variável. · Entender como pesquisar o preço praticado no mercado. Custeio direto Inicialmente é importante que você saiba que é possível formar o preço de venda pelo método do custeio direto. No custeio direto, cada produto absorve apenas os custos que incidem sobre ele e agrega apenas os custos variáveis. Não existe nenhum rateio. As despesas fixas são tratadas, em sua totalidade, como despesas do período. Nesse método de custeio, cada produto absorve somente os custos que incidem diretamente, sendo o custo das mercadorias vendidas mais as despesas variáveis. Ao resultado obtido com a venda dos produtos, menos os custos variáveis, dá-se o nome de Margem de Contribuição (MC). Esta deverá contribuir para que sejam cobertas ou pagas as despesas fixas e obtido o lucro desejado. Mas o que são custos variáveis? Custos variáveis são os gastos que variam proporcionalmente à quantidade de bens produzidos, comercializados ou serviços prestados pela empresa. Por exemplo, impostos sobre serviços ou circulação de mercadoria, matéria-prima, comissão de vendedores etc. Resumindo, no método Custeio Direto ou Custo Variável: · Cada produto absorve apenas os custos que incidem sobre ele. · O método agrega somente os custos variáveis, considerando os custos fixos como despesas. · Ele resulta a Margem de Contribuição (MC). Margem de Contribuição (MC) O que é Margem de Contribuição (MC) e como calculá-la? A Margem de Contribuição é a receita sobre as vendas, subtraída do custo da mercadoria vendida e das outras despesas variáveis. Saiba que calcula-se a margem de contribuição de cada produto na empresa. A fórmula para calculá-la é a seguinte: MC = Preço de Venda – Custo da Mercadoria Vendida – Despesas Variáveis Conheça um exemplo para entender melhor: · O preço de venda de determinado produto é R$ 20,00, que representa 100% do total. · O custo das mercadorias vendidas totaliza R$ 12,00, que representa 60% de um total de 100%. · As despesas variáveis custam R$ 2,00, que são 10% de um total de 100%. Agora, basta utilizar a fórmula: MC = R$ 20,00 – R$ 12,00 – R$ 2,00 O resultado é R$ 6,00. Ou seja, a Margem de Contribuição é de R$ 6,00, ou 30% do total de 100% do preço de venda do produto. Encontrando esses valores, você parte para o cálculo da média das margens de contribuição. Para o cálculo dessa média, basta multiplicar a margem de contribuição pelo percentual de participação nas vendas de cada produto. A soma dos resultados totalizará essa margem média. É importante lembrar que, para obter a margem de contribuição média dos produtos, as empresas necessitam realizar uma pesquisa financeira. Essa pesquisa objetiva, principalmente, levantar quais preços de venda são praticados pela concorrência e considerar as projeções das participações nas vendas de cada produto pesquisado. Também é preciso identificar os impostos, independentemente do regime tributário da empresa, devido a seu peso na formação do preço. Deve-se identificar o percentual de cada um dos impostos. Veja a tabela de identificação de impostos. Identificação de impostos Saiba que as despesas com vendas também devem ser consideradas e podem ser identificadas facilmente. Na verdade, esses percentuais são definidos conforme política interna da empresa. No caso das comissões, são os percentuais pagos a vendedores e/ou representantes. O percentual de propaganda não tem limite específico. Quanto ao frete, é calculado em função do volume de despesas pagas mês a mês. Tabela de identificação das despesas sobre as vendas. Calculando o faturamento Agora, como calcular o faturamento de que a empresa necessita para ter um lucro desejado? Basta realizar o cálculo para saber qual é o faturamento desejado, ou ideal, a partir daseguinte fórmula: Faturamento = Custo Total + Lucro desejado Margem de Contribuição (média) Ponto de Equilíbrio Econômico O faturamento desejado, ou faturamento ideal, também chamado de Ponto de Equilíbrio Econômico (PEE), informa quanto a empresa precisa vender no mês para pagar todos os seus custos e despesas, e para obter o lucro desejado. Para fazer o cálculo do lucro desejado, a empresa pode analisar os resultados dos meses anteriores ou mesmo calcular o retorno do capital investido. Para entender melhor, acompanhe os exemplos a seguir. Logo após os exemplos, você terá acesso a um vídeo que também te ajudará no entendimento. Suponha que os proprietários da empresa Mais Quality investiram R$ 100.000,00 para a abertura e a montagem do negócio. Analisando as taxas de rentabilidade das aplicações financeiras e supondo que a rentabilidade da empresa deva ser maior do que essas taxas – isso devido ao maior grau de riscos – chegou-se a uma porcentagem de 7%. Então, o Lucro Desejado será de R$ 100.000,00 x 7% = R$ 7.000,00. Considerando que o total das despesas fixas mensais está projetado para R$ 8.000,00 e que foi calculada a média da Margem de Contribuição (17%), veja como calcular o total das vendas necessárias para cobrir as despesas e para obter o lucro. Some o Custo Total, que é R$ 8.000,00, mais o Lucro Desejado, que é R$ 7.000,00. Após, será necessário dividir o resultado pela Margem de Contribuição média, que no caso é 17%. Faturamento (PEE) = R$ 8.000,00+R$ 7.000,00 17% = O resultado será R$ 15.000,00, que será dividido pela Margem de Contribuição: Faturamento (PEE) = R$ 15.000,00 17% Antes de realizar a divisão do resultado da soma do Custo Total mais o Lucro Desejado, será necessário dividir a média da Margem de Contribuição por 100. Faturamento (PEE) = R$ 15.000,00 17 ÷ 100 Agora já é possível realizar a divisão para obter o resultado correto. Faturamento (PEE) = R$ 15.000,00 0,17 Após realizar a divisão, haverá o resultado, que é o faturamento ideal, ou o chamado Ponto de Equilíbrio Econômico. Faturamento (PEE) = R$ 88.235,29 Suponha também que a empresa Mais Quality trabalhe com três produtos: A, B e C. Veja a distribuição desses R$ 88.235,29, conforme os percentuais de participação nas vendas de cada produto: · Produto A = R$ 88.235,29 x 50% = R$ 44.117,65 · Produto B = R$ 88.235,29 x 30% = R$ 26.470,59 · Produto C = R$ 88.235,29 x 20% = R$ 17.647,06 Calculando o preço de venda através do custeio direto Você pôde ver anteriormente que o custeio direto considera os custos fixos como despesas. Para que compreenda melhor, você verá uma aplicação do cálculo do preço de venda pelo método do custeio direto. A empresa Brasiléa possui dois produtos, X e Y, com os seguintes preços de venda obtidos no mercado: · Produto X = R$ 150,00 · Produto Y = R$ 70,00 · O Custo Variável Direto (CVD) do produto X é R$ 88,00 e o do produto Y é R$ 47,00. · O produto X responde por 60% do Faturamento e o Y, por 40%. Os tributos incidentes são: · ICMS = 19% · IRPJ = 1,2% · PIS = 0,65% · COFINS = 3% · CSLL = 1,08% Somando as despesas tributárias, o resultado será 24,93%. A empresa paga 2% de comissão. Então também será necessário somar. Assim, teremos a Despesa Variável Indireta (DVI) de 26,93%. A empresa tem como despesa fixa o valor de R$ 3.500,00 e pretende obter um lucro de R$ 3.000,00. Veja a planilha com estes dados. Agora veja a planilha com a Margem de Contribuição Média. Agora, para calcular o Faturamento Projetado – FAT (P), utilize a fórmula abaixo. FAT (P) = Custo Total _ Lucro Desejado X 100 Margem de Contribuição Média Veja como ficará o cálculo do FAT (P) da empresa Brasiléa: FAT (P) = 3.500,00 + 3.000,00 X 100 11,01 O resultado será: FAT (P) = 59.037,34 E como saber qual é o Faturamento Projetado referente aos produtos X e Y? Para saber, basta que pegue o resultado do Faturamento Projetado Total e multiplique pela porcentagem referente ao faturamento de cada produto. Lembrando que o produto X responde por 60% e o Y, por 40%. · Faturamento Projetado do produto X: 59.037,24 X 60% = 35.422,34 · Faturamento Projetado do produto Y: 59.037,24 X 40% = 23.614,89 Agora, como chegar ao preço de venda de cada produto? Para isto, basta utilizar a seguinte fórmula: PV = CVD (u) X 100 100 - DVI (u) - MC (u) Caso não se recorde dos valores, volte para rever. Lembrando que: PV = Preço de Venda U = Unitária CVD = Custo Variável Direto DVI = Despesas Variáveis Indiretas MC = Margem de Contribuição Veja qual será o preço de venda dos produtos X e Y. Produto X: PV(X) = 88,00 X 100 100 -26,93 - 14,40 Após realizar o cálculo, saiba que o Preço de Venda do produto X será: R$ 150,00. Agora, do produto Y: PV(Y) = 47,00 X 100 100 -26,93 -5,93 O Preço de Venda do produto Y será: R$ 70,00. Ouça a seguir um podcast que trata de alguns pontos importantes a serem observados na formação do preço de venda. Momento de Reflexão Na formação do preço de venda, é necessário realizar uma pesquisa financeira, objetivando levantar quais preços de venda são praticados pela concorrência e considerar as projeções das participações nas vendas de cada produto pesquisado. Leia e reflita sobre as indagações abaixo. · Você compreende que tal pesquisa é fundamental para sua empresa? · Você realiza a pesquisa financeira? · Se sim, você realiza com que frequência? E quais os métodos que utiliza? · Senão, porque ainda não realiza? Converse agora com empreendedores como você. Acesse o Sebrae Respostas e faça perguntas sobre o seu negócio ou colabore com outras pessoas em suas questões. Lembre-se que a pesquisa de preços ajuda na pronta recuperação de caixa. Geralmente empresas em dificuldades financeiras estabelecem um preço que permite o rápido retorno de caixa. Essa deve ser uma prática periódica e constante, seja mensal, bimensal ou a critério da empresa. O empresário deve ter sempre em mente que, em uma economia de mercado, quem define o preço de venda é o mercado. Mas é muito importante o conhecimento de métodos e critérios técnicos para formação de preços e seu monitoramento sistemático. Você concluiu a Unidade 6: Formação do preço de venda Nesta unidade você aprendeu mais sobre a formação do preço de venda. Viu o que é o Custeio Direto, Margem de Contribuição e Faturamento. Relembre o que foi estudado: · O custeio direto é um excelente método pelo qual é possível formar o preço de venda de um produto ou serviço, por isso é importante conhecer e colocá-lo em prática. · É preciso realizar uma pesquisa financeira objetivando conhecer os preços praticados pela concorrência, assim sua empresa terá condições de competitividade. Continue para a próxima unidade. Unidade 7 Determinação do preço de venda Na unidade anterior, você estudou a formação do preço de venda, seus componentes e suas influências. Agora, na última unidade do curso, você entenderá a importância dos custos e das despesas variáveis, determinantes no preço de venda. Ao final dessa unidade, você deverá ser capaz de: · Conhecer os fatores de mercado que afetam a formação do preço de venda. A consultoria do Mário - Parte 9 Lucio: Mário, vamos conversar agora sobre os clientes e o preço. Na hora de comprar, o preço é a variável mais importante para o cliente? Mário: Não sei, Lucio. Talvez sim. Lucio: Vejamos, então. Antes de ir às compras, você sempre compara os preços? E a qualidade, você leva em consideração? Mário: Entre os produtos de menor preço, sempre procuro aquele de melhor qualidade. Lucio: Muito bem! Então, além do preço, a qualidade deve ser levada em conta, ou seja, há outras variáveis a serem consideradas. Você acha que seus clientes se comportariam de forma diferente? Mário: Acredito que o preço de um produto ou serviço deve ser bom tanto para a empresa quanto para o cliente, para que todos fiquem satisfeitos. Lucio: Exatamente, Mário. Determinar os preços dos produtos e serviços não é um procedimento aleatório. A decisão deve se basear na ponderação de todos os fatores relevantes que interferem no processo de formação de preços,onde o mercado concorrente exerce grande influência. Dicas sobre o preço de venda Agora, que tal conhecer algumas dicas para saber mais sobre o preço de venda? Clique nas setas abaixo e conheça duas importantes dicas. Os fatores de mercado consumidor, fornecedor e concorrente Neste momento, você conhecerá os fatores de mercado consumidor, fornecedor e concorrente, que influenciam seu negócio. Clique nos ícones abaixo. Variáveis controláveis e não controláveis Após ter conhecido os fatores de mercado, é importante saber que as empresas estão sujeitas a variáveis controláveis e não controláveis. Saiba mais abaixo. As três formas para definir o preço de venda É importante compreender que formar preço de venda é uma tarefa simples, porém exige conhecimento técnico. O preço de venda de uma mercadoria pode ser definido com base em três procedimentos. Clique nas abas abaixo para conhecê-los. Desses três procedimentos, a definição do preço de venda deve, sempre que possível, ser efetuada com base em dados técnicos, porque é a maneira mais segura e correta. As demais alternativas podem causar complicações, pois dependem do contexto mercadológico de cada empresa. Praticar preços sem uma lógica e planejamento é um risco, pois o concorrente pode estabelecer estratégia de preço competitivo e, em médio prazo, aplicando margem de lucro menor, obter melhores resultados. A equação do preço de venda Neste momento, saiba que a melhor maneira de definir preços é por meio da equação do preço de venda. A equação do preço de venda é a seguinte: Preço de Venda = Parcelas identificadas 1 - Incidência sobre o Preço de Venda Unitário As parcelas identificadas correspondem ao custo de aquisição da mercadoria, ao valor do frete, se houver, e ao valor do lucro desejado, entre outros. As incidências correspondem a porcentagens aplicáveis sobre o preço de venda, podendo incluir também a porcentagem correspondente ao lucro desejado. Nesse caso, é preciso definir se o lucro vai ser uma parcela identificada ou se será uma porcentagem sobre o preço de venda. Em alguns casos, os giros de estoques, a projeção das vendas, o ponto de equilíbrio, as contas a receber e os fornecedores precisam entrar na composição do preço, em forma de parcelas identificadas, para melhor representar a realidade desses preços. Veja alguns valores que devem ser incluídos no preço de venda: · Tributos · Frete · Encargos financeiros · Custo de aquisição da mercadoria · Lucro desejado · Outros possíveis fatores Lembrando que o lucro desejado pode ser definido em porcentagem sobre o preço de venda ou em valor estabelecido. A equação do preço de venda Neste momento, saiba que a melhor maneira de definir preços é por meio da equação do preço de venda. A equação do preço de venda é a seguinte: Preço de Venda = Parcelas identificadas 1 - Incidência sobre o Preço de Venda Unitário As parcelas identificadas correspondem ao custo de aquisição da mercadoria, ao valor do frete, se houver, e ao valor do lucro desejado, entre outros. As incidências correspondem a porcentagens aplicáveis sobre o preço de venda, podendo incluir também a porcentagem correspondente ao lucro desejado. Nesse caso, é preciso definir se o lucro vai ser uma parcela identificada ou se será uma porcentagem sobre o preço de venda. Em alguns casos, os giros de estoques, a projeção das vendas, o ponto de equilíbrio, as contas a receber e os fornecedores precisam entrar na composição do preço, em forma de parcelas identificadas, para melhor representar a realidade desses preços. Veja alguns valores que devem ser incluídos no preço de venda: · Tributos · Frete · Encargos financeiros · Custo de aquisição da mercadoria · Lucro desejado · Outros possíveis fatores Lembrando que o lucro desejado pode ser definido em porcentagem sobre o preço de venda ou em valor estabelecido. Exemplo prático do cálculo do Preço de Venda Unitário Vamos para a prática? O exemplo a seguir demonstra o preço de venda uma sandália e como compô-lo. A mercadoria tem o valor unitário de R$ 30,00 e as incidências sobre ela correspondem a 43% do preço de venda. Observe a tabela abaixo. Na tabela anterior você pôde perceber que o total de incidências sobre o preço de venda representa 43% do total. Mas temos também o custo de aquisição da mercadoria que é de 57% do valor total do Preço de Venda Unitário (PVu). Veja a seguir uma tabela com o resumo do Preço de Venda Unitário. Agora vamos colocar esses dados na equação de composição do PVu para conhecer o preço de venda da mercadoria. Relembrando a equação do Preço de Venda unitário: PVu = Parcelas identificadas 1 - Incidência sobre o Preço de Venda Unitário Adicione os valores da mercadoria, no caso, a sandália: PVu = 30,00 1 - 0,43 Com os valores, agora é hora de calcular. Primeiro você deve realizar a subtração (1 - 0,43). PVu = 30,00 1 - 0,43 O resultado será 0,57. Agora, pegue o valor unitário do produto, que no caso é R$ 30,00, e divida por 0,57. PVu = 30,00 0,57 O resultado deste cálculo será R$ 52,63. PVu = 52,63 Sobre os valores, saiba que: · PVu é o preço de venda unitário. · 1 corresponde a 100% do preço de venda unitário. · 0,43 corresponde a 43% do preço de venda unitário. · 0,57 corresponde a 57% do preço de venda unitário. Para que fique mais claro, veja a baixo uma tabela da composição detalhada do preço de venda unitário da mercadoria. No exemplo apresentado, a margem de lucro foi definida pela porcentagem sobre o preço de venda. A margem de lucro, inicialmente, foi estabelecida com base na experiência e prática do mercado, e depois confrontada com o próprio mercado. Após ter conhecido este exemplo, saiba que os números e as alíquotas informadas nele são apenas simulações. Eles não devem ser aplicados automaticamente em qualquer empresa. Todas essas porcentagens mudam em função do porte da empresa, do estado onde ela está localizada e de seu enquadramento tributário. O Índice de Marcação de Preço Então, após apurar o preço de venda, é possível definir o IMP (Índice de Marcação de Preço), o qual corresponde ao multiplicador utilizado sobre o custo de aquisição da mercadoria para encontrar o preço de venda que, no caso do último exemplo, é de 1,7413. O IMP também possui uma equação. Veja abaixo. IMP = Preço de Venda Unitário(PVu) Custo unitário de aquisição da mercadoria Aplicando os valores do exemplo, a equação e o resultado são: IMP = 52,63 30,00 = 1,7543 Exemplo de cálculo do IMP Considerando a fórmula e os valores que você viu anteriormente, veja abaixo alguns pontos importantes sobre o assunto. Demonstrativo de resultados Neste momento, você aprenderá sobre o Demonstrativo de Resultados. Qual a finalidade dele? O Demonstrativo de Resultados tem a finalidade de oferecer aos empresários um campo para ser feita uma análise mensal do desempenho das contas e, simultaneamente, da empresa em relação à receita mensal. Além disso, é uma rotina inteligente e flexível, pois permite ao usuário montá-lo de acordo com a realidade de sua empresa. No Demonstrativo de Resultados, é necessário ficar atento e analisar os seguintes pontos: · O desempenho das vendas mensalmente. · A política de vendas praticada pela empresa. · O desempenho dos custos mensais em relação às vendas. · Conhecer a participação dos encargos, impostos e comissões em relação às vendas mensais. · Saber qual o lucro, ou prejuízo, obtido ao final do período em análise. Compreenda que é fundamental conhecer o resultado que sua empresa apresenta. Saiba que não existe apenas uma forma para se chegar a esses resultados. Você pode escolher a forma que mais se identifica com seu negócio, ou sua situação, e assim terá resultados mais precisos. Clique no botão abaixo e conheça um exemplo de tabela que demonstra os resultados. Conceitos e fórmulas para alcançar o demonstrativo de resultados Para conseguir realizar os cálculos e elaborar um demonstrativo de resultados, clique nas abas abaixo e aprenda sobre a rentabilidade, a lucratividade operacional e o retorno do investimento,que compõem este demonstrativo. A importância do monitoramento dos gastos Agora que você já conhece todos os principais pontos a serem levados em consideração ao formar o preço de venda do seu produto ou serviço, saiba que é fundamental ficar atento ao monitoramento destes custos e despesas, não havendo tal monitoramento, há o risco de não perceber os prejuízos. Se a receita for menor do que as despesas fixas, o negócio ficará ameaçado, com isto, será preciso levantar a causa do problema. Saiba também que conhecendo os custos e as despesas, será possível a tomada de decisões baseada na análise e em seu impacto nos preços. E lembre-se que quanto menor for as despesas variáveis, maior será sua margem de contribuição e/ou lucro. A seguir, você realizará uma atividade onde poderá colocar em prática os conhecimentos adquiridos no curso. Depois, poderá salvar em seu computador algumas planilhas que te ajudarão na determinação do preço de venda do seu produto ou serviço, e auxiliarão também no monitoramento dos cursos e despesas do seu negócio. Ótimo! Você demonstrou que possui conhecimento para formar o preço de venda dos seus produtos ou serviços, mas ainda é necessário melhorar! Estude, busque informações e se mantenha atualizado. ocê concluiu a Unidade 7: Determinação do preço de venda Na última unidade do curso você aprendeu mais sobre a formação do preço de venda e conheceu os fatos de mercado que a afetam. Relembre o que foi estudado: · Ao determinar o preço de venda, a decisão deve se basear na ponderação de todos os fatores relevantes que interferem no processo de formação de preços, onde o mercado concorrente exerce grande influência. · O empreendedor não pode se limitar apenas em seu próprio negócio, ele deve estar atento aos movimentos da concorrência. · É fundamental ficar atento ao monitoramento destes custos e despesas, pois se não houver tal monitoramento, há o risco de não perceber os prejuízos. Continue para a próxima unidade. Você chegou ao final do curso! No decorrer do curso, você conheceu os elementos que deverão compor o preço de venda, a estrutura de custos, os fatores que afetam a formação do preço e viu como é importante planejar e calcular os gastos da empresa, para que não tenha prejuízo e alcance o tão esperado lucro. Esperamos que com o conteúdo apresentado você tenha aprendido a formar o preço de venda adequado para o seu produto ou serviço. Coloque em prática o que aprendeu e lembre-se sempre de monitorar e atualizar os gastos da sua empresa. DESPESAS CUSTOS