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PENSAMENTO POLÍTICO
HOBBES: O MEDO E A ESPERANÇA
- -2
Olá!
Ao final desta aula, o aluno será capaz de:
1. Reconhecer o contexto social e político no qual viveu Hobbes e a influência dessa realidade no seu
pensamento;
2. identificar as contribuições para a concepção moderna de Estado, no pensamento de Hobbes e na sua principal
obra, O Leviatã;
3. identificar as características da concepção de Estado, do fenômeno do poder e da ideia de propriedade no
pensamento de Hobbes;
4. refletir sobre como o pensamento de Hobbes pode ser utilizado para o entendimento da nossa realidade e das
formas de organização da sociedade contemporânea.,
Hobbes foi um contratualista, ou seja, um daqueles filósofos que entre o século XVI e o XVII afirmaram que a
origem da sociedade e/ou Estado está num contrato: os homens viveriam, naturalmente, sem poder e sem
organização – que somente surgiriam depois de um pacto firmado por eles, estabelecendo as regras do convívio
social e da subordinação política.
Fonte: http://members.fortunecity.com/nardino/ Acesso em: 10/05/2011
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1 A guerra se generaliza
“O homem natural de Hobbes não é um selvagem. É o mesmo homem que vive em sociedade.” Melhor dizendo, a
natureza do homem não muda conforme o tempo, ou a história, ou a vida social. A natureza do homem é tal que,
embora seja capaz de reconhecer em muitos outros maior inteligência, eloquência ou saber, dificilmente acredita
que haja muitos tão sábios como ele próprio, pois vê sua sabedoria bem de perto e a dos outros a distância.
Fonte: http://members.fortunecity.com/nardino/ Acesso em: 10/05/2011
Rivalidade
A semelhança que existe entre os homens se constitui em rivalidade, pois cada um quer parecer superior em
poder, inteligência e valor ao seu semelhante que, por sua vez, também deseja o mesmo. Como ambos têm um
desejo em comum, duas de suas atitudes são a defesa e o ataque, onde cada qual espera receber o devido
respeito que julga merecer, um causando dano ao outro.
Sendo assim, os homens viveriam em constante perigo, pois quem possui mais bens materiais que os outros,
sentem- se ameaçado de privação das suas conquistas: bens, liberdade, conforto, enquanto que o outro, o
invasor, teme ser apanhado.
Fonte: http://members.fortunecity.com/nardino/ Acesso em: 10/05/2011
Primeiro: a competição
Segundo: a desconfiança
Terceiro: a glória
" A primeira leva o homem a atacar os outros tendo em vista o lucro; a segunda , a segurança e a terceira, a
reputação." (p.56) Portanto sem um poder comum, os homens viveriam em constante guerra, uns contra os
outros.
" Para Aristóteles, o homem naturalmente vive em sociedade, e só desenvolve as suas potencialidades dentro do
estado" ( p. 57). Se o homem é sociável, parece estranho que ele tenha a capacidade de atacar e destruir ao outro.
Na verdade o homem não conhece a si próprio.
Fonte: http://members.fortunecity.com/nardino/ Acesso em: 10/05/2011
Para Hobbes, um homem pode conhecer o seu semelhante lendo as suas ações e fará o possível para não
encontrá-lo em si próprio, pois se julga melhor, mais perfeito e mais importante. Se este homem deseja governar
seus semelhantes, deverá ler, antes de tudo, a si mesmo, para compreender as suas atitudes.
Fonte: http://members.fortunecity.com/nardino/ Acesso em: 10/05/2011
A teoria de Hobbes se fundamenta na realidade e na natureza do homem.
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O homem não vive em sociedade sem leis e regras que limitem seus desejos e atitudes. Sem isso, nenhum
cidadão poderia viver em segurança ou em harmonia com o seu semelhante, entretanto, para Hobbes, o homem
é um selvagem, mas se realmente fosse, ele não teria a capacidade de se reunir em assembleia em um
determinado momento no qual julgasse necessário para escolher um chefe que os protegesse e para estabelecer
regras que os organizasse.
Fonte: http://members.fortunecity.com/nardino/ Acesso em: 10/05/2011
Como pôr termo a esse conflito
“O indivíduo hobbesiano não almeja tanto os bens, mas a honra” (Pág. 59)
O homem hobbesiano produz riquezas para ter maior valor, maior status, maior respeito. Para ele, a honra é o
valor atribuído a alguém pelas suas aparências externas.
Se os homens possuírem a liberdade de usar seu próprio poder, ter direito a todas as coisas, até mesmo aos
corpos dos outros, ninguém estará em segurança, não haverá paz, e as pessoas não viveriam o tempo necessário
que a natureza lhes permite.
Para haver paz é necessário que os homens renunciem ao seu direito.
“Que um homem concorde, quando os outros também o façam, e na medida em que tal considere necessário para
a paz e para a defesa de si mesmo, em renunciar o seu direito a todas as coisas, contentando-se, em relação aos
outros homens, com a mesma liberdade que aos outros homens permite em relação ao mesmo." ( p. 60)
"… Porque, se há governo, é justamente para que vivamos em paz: sem governo, já vimos, nós nos matamos uns
aos outros. Por isso o poder governante tem que ser ilimitado." (p. 63).
Fonte: http://members.fortunecity.com/nardino/ Acesso em: 10/05/2011
O Estado se constitui quando os homens em assembleia entram em um acordo de que uma determinada pessoa
seja representante de todos eles, até mesmo de quem não o elegeu. A essa pessoa fica garantido o direito de
soberania e se alguém desobedecê-lo ou ameaçar seu poder ou sua vida e for morto, será o autor do seu próprio
castigo.
Fonte: http://members.fortunecity.com/nardino/ Acesso em: 10/05/2011
2 Igualdade e liberdade
Nesse Estado em que o poder é absoluto, a igualdade e a liberdade, valores respeitados por nós, tem segundo
Hobbes, a capacidade de gerar entusiasmo, ambição, descontentamento e guerra.
A igualdade, como já vimos, é fator que leva a guerra a todos, pois dois homens podem querer a mesma coisa e,
por isso, todos nós vivemos em constante competição.
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Liberdade para Hobbes significa a ausência de oposição e não se aplica às criaturas irracionais e inanimadas
menos do que às racionais.
Fonte: http://members.fortunecity.com/nardino/ Acesso em: 10/05/2011
Hobbes reduz a liberdade a uma determinação física, aplicável a qualquer corpo e como o princípio pelo qual os
homens lutam e morrem.
"… Um homem livre é aquele que, naquelas coisas que graças a sua força de engenho é capaz de fazer, não é
impedido de fazer o que tem vontade de fazer." ( Pág. 67)
Quando o indivíduo abre mão de seu direito de natureza, firma o contrato social e contribui para proteger a
própria vida.
Mas o indivíduo não perdeu a liberdade, ele deve obediência ao soberano. Caso ele seja ordenado, por exemplo,
para matar-se ou confessar algum crime, tem plena liberdade para recusar-se.
" Ninguém tem a liberdade de resistir a espada do Estado, em defesa de outrem, seja culpado ou inocente.
Porque essa liberdade priva a soberania dos meios para proteger-nos, sendo portanto, destrutiva a própria
essência do Estado."(p. 70)
O soberano não perde a soberania se não atende aos caprichos de cada súdito. Mas se ele deixa de proteger a
vida de um de seus cidadãos, este não lhe deve mais sujeição e obediência, porém outros não podem aliar-se a
ele, pois ainda recebem proteção. Em outras palavras podemos dizer que se o governante não cumpre a sua
obrigação, o súdito recupera a sua liberdade natural.
Fonte: http://members.fortunecity.com/nardino/ Acesso em: 10/05/2011
O Estado, o medo e a liberdade
“O soberano governa pelo temor que infringe os seus súditos. Porque sem medo, ninguém abriria mão de toda a
liberdade que tem naturalmente; se não temesse a morte violenta, que homem renunciaria ao direito que possui,
por natureza, a todos os bens e corpos?" ( p. 71)
Para Hobbes, a lei é fundamental para que exista justiça entre o que "é meu" e o que "é teu". Seria impossível
alguém deixar uma herança para seus descendentes, pois qualquer cidadão poderia apossar-se das
propriedades. Assim, todos os súditos que tenham o direito à propriedade de suas terras ou seus bens podem
excluir os outros súditos dessasterras ou bens. Só não podem excluir o governante.
Fonte: http://members.fortunecity.com/nardino/ Acesso em: 10/05/2011
"Compete ao soberano, a distribuição das terras do país, assim como a decisão sobre em que lugares, e com que
mercadorias, os súditos estão autorizados a manter tráfico com o estrangeiro". (WEFFORT, 1998, P. 75).
Hobbes foi um contratualista, ou seja, um daqueles filósofos que entre o século XVI e o XVII afirmaram que a
origem da sociedade e/ou Estado está num contrato: os homens viveriam, naturalmente, sem poder e sem
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organização – que somente surgiriam depois de um pacto firmado por eles, estabelecendo as regras do convívio
social e da subordinação política.
Fonte: http://members.fortunecity.com/nardino/ Acesso em: 10/05/2011
3 Um pensador maldito
Hobbes é um dos pensadores mais “malditos” da História da Filosofia Política – pois, no século XVIII, o termo
“hobbista” era quase tão ofensivo quanto “maquiavélico", não só porque apresenta o Estado como monstruoso e
o homem como belicoso, mas porque subordina a religião à política, nega um direito natural ou sagrado do
indivíduo à sua propriedade. O contrato produz dois resultados importantes:
O homem é artífice de sua condição, de seu destino e não Deus ou a natureza.
O homem pode conhecer tanto a sua presente condição miserável quanto os meios para alcançar a paz e a
prosperidade.
O que vem na próxima aula
Na próxima aula, aprenderemos os seguintes pontos:
- Identificar as contribuições para a concepção moderna de Estado, no pensamento dos contratualistas Locke e
Rousseau;
- identificar as características das concepções de Estado, contrato social e propriedade nos pensamentos de
Locke e de Rousseau;
- refletir sobre como os pensamentos de Locke e de Rousseau podem ser utilizados para o entendimento da
nossa realidade cotidiana e das formas de organização da sociedade contemporânea.
CONCLUSÃO
Nesta aula, você:
• Reconheceu o contexto social e político no qual viveu Hobbes e a influência dessa realidade no seu 
pensamento;
• identificou as contribuições para a concepção moderna de Estado, a partir do pensamento de Hobbes e 
de sua principal obra, O Leviatã;
• identificou as características da concepção de Estado, do fenômeno do poder e da ideia de propriedade 
no pensamento hobbesiano;
• refletiu sobre como o pensamento de Thomas Hobbes pode ser utilizado para o entendimento da nossa 
realidade e das formas de organização da sociedade contemporânea.
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	Olá!
	
	1 A guerra se generaliza
	2 Igualdade e liberdade
	3 Um pensador maldito
	O que vem na próxima aula
	CONCLUSÃO

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