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Resumo do texto: Visões históricas da infância e das crianças Ideia de infância | afeição pelas crianças → perspectivas diferentes. Idade Medieval: Faltava atenção na natureza particular da criança que a distingue do adulto. Ariés afirmava que sem a atenção constante de sua mãe ou ama-seca, a criança pertencia à sociedade adulta. (Análise da arte Medieval) séc XIII Séc XVI - primeiros interesses e reconhecimento pela infância. Paparico. Candura. Inocência. Sentimento de moralização: Os bebês ainda não tinham movimento de alma, nem forma reconhecível no corpo pelas quais pudessem se tornar amáveis. Para os moralistas a infância era um tempo de imaturidade e que as crianças deveriam ser treinadas e disciplinadas. ✓ Infância era vista como tempo de disciplina e preparação para a vida adulta “A sociedade moderna assegura a cada gênero de vida um espaço reservado, cujas características dominantes deveriam ser respeitadas: cada pessoa devia parecer com um modelo convencional, com um tipo ideal” Negação da liberdade da criança em nome de sua própria proteção e da educação moral. Para Linda Pollok, tudo isso se constituía uma visão distorcida de como as crianças era tratadas no passado e defendia o uso de fontes mais diretas nas pesquisas (diário, autobiografias, jornais) Analisar o contexto social e cultural ao interpretar os casos. Não tomar casos isolados, mas contínuos. -/- Por que o cuidado parental apresenta-se como uma variável particularmente resiste à mudança? Os aspectos qualitativos do cuidado (proteção, amor e socialização) são essenciais para a sobrevivência humana. A nova história da infância Crianças e adolescentes como atores influentes nas sociedades passadas Hanawalt: “Brincar, mais do que o trabalho sério, constituía, ainda, grande parte da vida das crianças.” Crianças pequenas eram vistas claramente como sendo diferentes dos adultos e exigiam tratamento diferenciado. “As leis de londres garantiam aos órfãos medievais proteção maior do que o que nossos tribunais oferecem às crianças hoje.” As crianças organizavam jogos entre si. Participavam nas celebrações públicas e no folclore. Crianças escravas no período anterior à Guerra civil norte-americana. Os membros dos bairros escravos viam a si mesmos como um “grupo familiar” com uma necessidade comum de permanecer unido. Cuidado Bebês → Idosos 2 anos → Irmãos e crianças mais velhas ✓ similaridade com as práticas de criação em muitas regiões da África contemporânea. As crianças faziam trabalhos leves e de curto período no dia, por uma justificativa econômica: ● Amadurecimento lento durante a infância garantia a produtividade máxima mais tarde. ● Trabalhar durante a infância enfraqueceria a saúde física na fase adulta ● Uma adaptação lenta reduzia o trauma de ir para os campos encarar os chicotes Atividades infantis e brincadeiras nas comunidades escravas Tinham liberdade para explorar seu mundo físico e brincar. +Velhos experimentam a autonomia quando caçam e coletam para complementar a mesa da família, gerava sentimentos de valor próprio. Tais atividades proporcionavam apoio e interação entre os pais e crianças. Jogos → Ajudavam as crianças a lidar com seus medos e ansiedades. (Jogo do leiloeiro) Os vários jogos de bola e de pegar eram desenvolvidos de forma que nenhum participante fosse removido. “Nós éramos mais fortes e sabíamos como jogar e as crianças brancas não sabiam” Crianças escravas e a nova sociologia da infância Ou seja, as crianças desempenhavam papéis importantes na construção e manutenção dos laços comuns da sociedade escrava. Os jogos e brincadeiras das crianças têm a capacidade de providenciar arenas seguras, nas quais as crianças podem lidar com as ansiedades e medos extremamente difíceis de enfrentar diariamente. Pioneiros norte-americanos e crianças imigrantes na virada do século XX Identificam a importância da autonomia das crianças e de seu espírito pioneiro quando são a primeira geração a crescer em um mundo novo. As crianças contribuíram significativamente nas tarefas principais de produção e subsistência. (Eram os trabalhadores mais versáteis e completos das fronteiras agrícolas) Possuíam sensação de autonomia e orgulho em razão de suas contribuições à família ao mesmo tempo em que se divertiam. Por causa das leis contra o trabalho infantil no século XX as crianças saíram de sua condição de trabalho integral para o aprendizado na escola. (Continuavam trabalhando qnd fora da escola) Os lixões era lugar de encontro das crianças na realidade urbana (os q continham apenas o refugo não estragado) AUTONOMIA, ATIVIDADE E REPRODUÇÃO SOCIAL. As crianças ingressam na cultura por meio da família, mas passam a produzir e a participar de uma série de culturas pares. Produzem coletivamente e contribuem para a reprodução de uma sociedade de cultura mais ampla. As crianças contribuem com duas culturas: ● Das crianças ● Dos adultos Para as crianças era mais fácil viver os desafios do novo mundo, pois não tinham memória, pertencimento, nem compromisso histórico com outra terra, com outro modo de vida. Elas não estavam distantes de casa, elas estavam em casa. Diferente dos adultos. Não olhavam para trás, olhavam para frente. Não deixamos as experiências da infância para trás com a maturidade e o desenvolvimento. Essas experiências eram lançadas a frente para construir suas percepções da sociedade a qual elas se juntariam como adultos.