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Personalidade e subjetividade 
“Por que nos comportamos de maneira distinta” 
(Baghirolli, 1990) 
Definição 
 Conceito mais amplo da Psicologia – abrange 
todos os tópicos estudados por essa ciência, 
como o físico, as influências sociais, as 
emoções, a aprendizagem, as motivações, etc. 
 “Impressão que cada um causa nos outros” (p. 
164) 
 Características psicológicas que determinam os 
padrões de pensar, sentir e agir; 
 Formação gradual, complexa e única; 
 Do grego per-sona (máscara) 
 Representa “personagem” 
 
A Psicologia e a Personalidade 
Estudo de Alport 
 1937 – 50 definições 
 Classifica a personalidade em categorias gerais. 
 Identificou a existência de ideias fundamentais 
comuns a respeito da personalidade. 
 
Princípios da Personalidade 
 Globalidade 
Vários traços e características integrados 
(cognitivo, afetivo e comportamento) 
 Sociabilidade 
Hábitos e características adquiridas das 
interações sociais que ajustam o indivíduo ao meio 
social” 
 Dinamicidade 
Capacidade de adaptação a novas circunstâncias 
 Individualidade 
Distingue um ser do outro. 
Personalidade é o conjunto total de características 
próprias do indivíduo que integradas, estabelecem a 
forma pela qual ele reage costumeiramente ao meio. 
Formação da Personalidade 
De acordo com alguns estudos, a personalidade 
desenvolve-se a partir dos seguintes fatores: 
 “Genéticos”: exercem sua influência através da 
estrutura orgânica e do processo de maturação. 
 Ambientais: meio físico como social e começam a 
influenciar a formação da personalidade já na vida 
intrauterina. 
A hereditariedade influencia a personalidade de maneira 
indireta, através das estruturas orgânicas pelas quais 
respondemos aos estímulos. 
Nós nos comportamos por meio do nosso corpo e a 
estrutura e funcionamento dele é influenciada pela 
genética. 
Alguns estudiosos afirmam que a personalidade é fixada 
durante a primeira infância e o que ocorre ou deixa de 
ocorrer nesse período é decisivo. 
Além das primeiras experiências e do meio familiar, a 
sociedade exerce poderosa influencia sobre a 
personalidade, principalmente na adolescência quando os 
agentes determinantes da personalidade são os amigos, 
a escola e a cultura. 
 
Medidas de Personalidade 
Testes de Personalidade 
 Entrevistas 
 Pode ser mais ou menos estruturada; 
 Consiste em um dialogo que possui um 
propósito 
 O comportamento do entrevistador pode 
interferir nas respostas do entrevistado 
 Escalas de avaliação 
 Pode ser feito pela própria pessoa ou outra 
 O avaliador deve marcar num determinado 
ponto do gráfico o seu julgamento 
referente ao indivíduo analisado 
 Inventários 
 É um questionário extenso e minucioso que 
o indivíduo responde fornecendo 
informações sobre si mesmo 
 A principal dificuldade é que o indivíduo pode 
responder de acordo com o que é aceito 
socialmente 
 Testes Projetivos 
 Estímulos pouco estruturados e ambíguos 
 Os estímulos provocam uma evocação da 
personalidade e tem o objetivo de evocar 
os aspectos inconscientes e profundos da 
personalidade 
 As respostas provocadas pelos estímulos 
são pertinentes à personalidade do indivíduo 
e se referem a conteúdos profundos que 
o sujeito, normalmente, resiste em revelar 
ou desconhece totalmente 
 Ao responder aos estímulos o indivíduo 
projeta sua personalidade 
 
 
Teorias da Personalidade 
“Sistema conceitual coordenado que objetiva dar 
coerência racional a um corpo de leis empíricas 
conhecidas.” 
 Constitucional 
 Classificar os homens em várias categorias, 
segundo suas características orgânicas 
 Hipócrates classificou 4 tipos de homens 
segundo o “humor” que existisse em maior 
proporção no corpo do indivíduo: 
Melancólico (bílis negra) – propenso a tristeza, taciturno; 
Colérico (bílis amarela) – excitável e irascível; 
Sanguíneo (sangue) – ativo e jovial; 
Fleumático (fleuma) – vagaroso e não emotivo. 
 Teoria Constitucional de Sheldon: Tentou 
estabelecer uma relação entre o 
comportamento e a compleição física, acredita 
que o fenótipo (aspecto externo da pessoa) é 
determinado por um aspecto biológico 
hipotético, chamado de morfogenótipo. Assim, 
Sheldon mede o físico para encontrar o 
morfogenótipo. 
 
 
TIPO FÍSICO 
ENDOMÓRFICO 
Arredondado, musculatura e 
ossatura pouco desenvolvidas, 
atividade predominantemente 
visceral 
TIPO DE 
PERSONALIDADE 
VISCEROTÔNICO 
Sociável, aprecia o conforto, boa 
mesa e bebida, é afetuoso 
 
TIPO FÍSICO 
MESOMÓRFICO 
Rijo, músculos e ossos bastante 
desenvolvidos, atlético 
 
TIPO DE 
PERSONALIDADE 
SOMATOTÔNICO 
Ativo e vigoroso, gosta de 
exercício físico e aventuras, tem 
maneiras francas e agressivas 
 
TIPO FÍSICO 
ECTOMÓRFICO 
Geralmente alto, delgado, frágil, 
ossatura pequena 
TIPO DE 
PERSONALIDADE 
CEREBBROTÔNICO 
Retraído e inibido, comedido, 
aprecia o trabalho intelectual e 
é avesso aos contatos sociais 
 
 Psicanalítica 
Personalidade intrinsecamente ligada ao aparelho 
psíquico 
 Freud utilizou a hipnose no tratamento de 
seus pacientes e durante o sono hipnótico, 
observou o aparecimento e desaparecimento 
de sintomas histéricos tais como paralisias, 
cegueiras e outros. A partir disso, foi em 
busca da origem psíquica dos distúrbios 
comportamentais. 
 Percebeu que a conduta humana pode ser 
influenciada pelos conteúdos psíquicos 
conscientes e inconscientes. 
 Método catártico ou de associação livre : o 
paciente é levado a dizer tudo que lhe ocorre 
no momento sem restrições ou coerência. O 
terapeuta apenas ouve e estimula com 
perguntas. 
 Freud concluiu que cada ocorrência está 
relacionada, de alguma forma, com a anterior 
de forma significativa. 
 Tudo o que o paciente diz está relacionado 
com o que disse anteriormente, assim o 
psicanalista pode identificar o significado 
inconsciente de sua verbalização. Além disso, 
as associações levam a ocorrências da 
primeira infância. 
 A personalidade é composta por três grandes 
sistemas: 
Id – é a única fonte de toda energia psíquica 
(líbido). São instintos inconscientes que 
impulsionam o organismo, existem dois tipos: 
de vida (fome, sede, sexo) e de morte 
(apresentam forma de agressão) 
O Id não tolera a tensão, age no sentido de 
descarrega-la. Princípio de redução de 
pressão = princípio de prazer. O Id não pode 
satisfazer as necessidades do organismo. 
Ego – são necessárias transações apropriadas com o 
mundo objetivo da realidade e o ego opera pelo 
princípio da realidade. Tem o controle de todas as 
funções cognitivas como perceber, pensar, planejar 
e decidir. 
Superego – representante interno das normas e 
valores sócias que foram transmitidos através do 
sistema de castigos e recompensas para a criança. A 
partir do Superego surge o autocontrole, ele nos 
pune (remorsso, culpa) e nos recompensa 
(satisfação, orgulho). As principais funções do 
Superego é inibir os impulsos do Id (natureza 
agressiva e sexual) e buscar a perfeição. 
Resumo: o Id pode ser considerado o componente 
biológico da personalidade, o Ego é o componente 
psicológico e o Superego o componente social. 
 Níveis de Consciência: 
Consciente – tudo aquilo que estamos cientes em 
determinado momento. 
Pré-consciente – são as memórias que podem se 
tornar acessíveis a qualquer momento. 
Inconsciente – elementos instintivos e material 
reprimido, inacessíveis à consciência e que podem 
aparecer em um sonho, um ato falho ou por 
associação livre. 
 Desenvolvimento Psicossocial – fase oral, anal, 
fálica, latência e genital. 
 Comportamental 
 Humanista 
 O elemento central é o conceito de “eu”; 
 Os problemas dos clientes surgem frequentemente 
de incompatibilidade ou incongruências na maneira 
como se veem. 
 Eu (self) = padrão organizado de percepções, 
sentimentos, atitudes e valores que o indivíduo 
acredita ser exclusivamente seu. Se refere de 
maneira geral à auto-imagem ou a uma 
conscientização de si mesmo. 
 Eu ideal (ideal self) = como a pessoagostaria de 
ser. 
 O motivo da atividade do organismo é a realização, 
manutenção e enriquecimento do “eu”. 
 Tendência para a realização = tendência natural para 
desenvolver todas as capacidades, esforço no 
sentido da congruência entre o “eu” e a experiência 
 .Congruente – quando existe harmonia e 
consistência entre o “eu” e as experiencias do 
individuo. 
 Incongruente – quando existe uma discrepância 
entre o “eu” e a experiência concreta, redunda 
tensão e desajuste. 
 A maior parte das experiências do individuo são 
conscientemente percebidas, mas algumas 
experiências excessivamente ameaçadoras para o 
“eu” podem permanecer inconscientes. 
 Quanto mais experiências inconscientes, o “eu” 
perde contato com a realidade e o individuo 
torna-se desajustado. 
 Rogers procurou estabelecer as condições 
necessárias para produzir uma mudança de 
personalidade. 
 Quando o individuo está em estado de 
incongruência fica vulnerável a ansiedade, 
depressão e isso leva a comportamentos 
defensivos e não adaptativos. A função do 
terapeuta é estabelecer um local de segurança 
para o individuo e aceita-lo independente dos 
seus atos e sentimentos, oferecer compreensão 
empática. 
 O individuo é o melhor especialista em si mesmo e 
seus depoimentos sobre si são a matéria prima 
dessa terapia. 
 A função do terapeuta é refletir de forma 
acurada as emoções do cliente para que este 
possa reconhecer e compreender seus próprios 
sentimentos. 
 
 Teoria da Aprendizagem 
 Supõe que o estudo da personalidade é uma parte 
do campo geral do estudo sobre aprendizagem. 
 Os tipos particulares de comportamento adquiridos 
durante nosso desenvolvimento constituem nosso 
comportamento peculiar e formam nossa 
personalidade. 
 Essa teoria despreza as variáveis genéticas da 
personalidade, explicando a conduta em termos de 
efeitos ambientais. 
 
 
 
Conflitos da Personalidade 
 Normal x Anormal 
Normal - não traz desconforto 
Anormal – traz desconforto, ansiedade 
 Conflitos; 
 Presença de duas ou mais situações 
incompatíveis, tomar uma decisão de forma 
clara 
 Dificuldade de escolha 
 
 Frustações; 
 Interrupção de uma situação esperada; 
 
 Ansiedades; 
 Reação de defesa frente a um perigo real. 
Exemplos de conflitos da personalidade 
 Paranóide 
Desconfiança excessiva, dúvida quanto a lealdade de 
amigos e fidelidade de parceiros 
 Antissocial 
Padrão intenso de desrespeito e violação dos direitos dos 
outros e das normas sociais desde juventude. 
 Narcisista 
Sentimento de grandiosidade, necessidade de admiração, 
falta de empatia, inveja. 
 Dependente 
Falta de iniciativa, desejo de ser cuidado, passividade, 
submissão, medo de separação, dependência 
interpessoal.

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