13 - SCHISTOSOMA_E_FASCIOLA (2)
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13 - SCHISTOSOMA_E_FASCIOLA (2)


DisciplinaProcessos Gerais de Agressão e Defesa do Organismo63 materiais359 seguidores
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SchistosomaSchistosoma
mansonimansoni
CLASSIFICACLASSIFICAÇÇÃOÃO
CLASSE CLASSE \ufffd\ufffd TrematodaTrematoda
ORDEM ORDEM \ufffd\ufffd DigeneaDigenea
FAMFAMÍÍLIA LIA \ufffd\ufffd SchistosomatidaeSchistosomatidae
GÊNERO GÊNERO \ufffd\ufffd SchistosomaSchistosoma
ESPESPÉÉCIE CIE \ufffd\ufffd SchistosomaSchistosoma mansonimansoni
\ufffd\ufffd SchistosomaSchistosoma haematobiumhaematobium
\ufffd\ufffd SchistosomaSchistosoma japonicumjaponicum
\ufffd\ufffd SchistosomaSchistosoma intercalatumintercalatum
\ufffd\ufffd SchistosomaSchistosoma mekongimekongi
\ufffd Schisto = fenda + Soma = corpo
SCHISTOSOMA (corpo em forma de fenda)
\ufffd Schistosoma mansoni \ufffd Ocorre na África, 
Antilhas e América da Sul.
\ufffd esquistossomíase mansônica ou intestinal -
vênulas da parede do intestino grosso, 
sigmóide e reto, com sintomas
predominantemente intestinais. 
\ufffd formas mais graves: hepatoesplenomegalia, 
hipertensão do sistema porta ou outras
manifestações patológicas.
\ufffd Brasil: xistossomose, xistosa, doença dos 
caramujos, moléstia de Pirajá da Silva, barriga
d\u2018água.
\ufffd Gênero Biomphalaria (moluscos de água doce) -
hospedeiros intermediários do Schistosoma
mansoni
\ufffd Schistosoma haematobium
\ufffd Esquistossomose vesical ou hematúria do 
Egito
\ufffd África, Bacia do Mediterrâneo e Oriente
Médio.
\ufffd Hospedeiro intermediário \ufffd Moluscos do 
gênero Bulinus
\ufffd São eliminados pela urina.
\ufffd\ufffd SchistosomaSchistosoma japonicumjaponicum
\ufffd Esquistossomose intestinal (moléstia de 
Katayama)
\ufffd China, Japão, Ilhas Filipinas e sudeste
asiático
\ufffd Hospedeiro intermediário \ufffd Moluscos do 
gênero Oncomelania.
\ufffd Vivem no sistema porta intra-hepático.
\ufffd São eliminados pelas fezes.
\ufffd MORFOLOGIA
Macho \ufffd Mede 1 cm, cor esbranquiçada, 
corpo dividido em 2 porções: 
Anterior \ufffd ventosa oral e ventral
Posterior \ufffd canal ginecóforo
Fêmea \ufffd Mede 1,5 cm, cor mais escura, 
corpo dividido em 2 porções: 
Anterior \ufffd ventosa oral e ventral
Posterior \ufffd glândulas vitelinas e ceco
Schistossoma mansoni -
fêmea
Schistossoma mansoni \u2013
fêmea dentro do canal 
ginecóforo do macho
MORFOLOGIA
Ovo \ufffd oval e apresenta lateralmente um
espículo voltado para trás (longevidade do ovo
maduro:3 a 4 semanas).
Miracídio\ufffd Cilíndrico e ciliado (vivem cerca
de 8 a 10 horas).
Esporocisto
Cercária \ufffd possuem 2 ventosas \ufffd oral e 
ventral, possui 1 corpo e 1 cauda (vivem cerca de 
8 a 12 horas) 
Esquistossômulo \ufffd Forma intermediária
entre a cercária e forma adulta. 
Schistossoma mansoni - ovos
\ufffd HABITAT
\ufffd Vermes adultos \ufffd Sistema porta intra-
hepático
\ufffd Acasalamento e postura \ufffd Plexo
hemorroidário
\ufffd terminais da veia mesentérica
inferior.
\ufffd CICLO BIOLÓGICO
\ufffd Tipo heteroxênico
\ufffd TRANSMISSÃO
\ufffd Através da penetração ativa das cercárias
na pele e mucosas
\ufffd Áreas mais atingidas \ufffd pés e pernas
\ufffd Locais de maior transmissão \ufffd Valas de 
irrigação, açudes, pequenos córregos
\ufffd PATOGENIA (Esquistossomose aguda)
\ufffd CERCÁRIA \ufffd Dermatite cercariana: sensação
de comichão, eritema, edema, pequenas pápulas e 
dor.
\ufffd ESQUISTOSSÓMULOS \ufffd 3 dias após são
levados aos pulmões e 1 semana depois estão nos
vasos do fígado (febre, eosinofilia, 
linfadenopatia, esplenomegalia, hepatomegalia e 
urticária). Forma toxêmica. 
\ufffd VERMES \ufffd Os mortos causam lesões no fígado
Ação espoliadora \ufffd Consomem 2,5 mg de ferro por dia
Cercária S mansoni
\ufffd OVOS \ufffd ESQUISTOSSOMOSE AGUDA
Fase pré-postural: 10 a 35 dias após
infecção:
\ufffd Assintomática ou inaparente
\ufffd Mal estar, febre, tosse, hepatite aguda
Fase aguda: 50 a 120 dias após a infecção:
\ufffd Disseminação de ovos, provocando a 
formação de granulomas, caracterizando a 
forma toxêmica
Forma toxêmica \ufffd Sudorese, calafrios, 
emagrecimento, fenômenos alérgicos, 
cólicas, hepato-esplenomegalia
discreta, alterações das
transaminases, etc.
\ufffd ESQUISTOSSOMOSE CRÔNICA
Forma intestinal \ufffd A maioria benigna
Casos crônicos \ufffd Fibrose da alça retossigmóide, 
\u2193 do peristaltismo e constipação
constante (prisão de ventre).
\ufffd Diarréia, dor abdominal, 
tenesmo (cont. musc. lisa) 
emagrecimento, etc.
\ufffd Formação de numerosos
granulomas (presença de 
grande número de ovos num 
determinado ponto)
graves
\ufffd Esquistossomose crônica
Forma hepática \ufffd fígado aumentado e doloroso 
à palpação. Formação de numerosos granulomas. 
Fibrose com lobulações \ufffd Parênquima íntegro
Fibrose periportal\ufffd Obstrução dos ramos intra 
hepáticos da veia porta \ufffd Hipertensão portal
obs: os ovos ficam retidos nos capilares dos 
espaços porta do fígado. 
Schistosoma mansoni
Schistossoma mansoni - granuloma schistossomótico em fígado, 
causado pela presença de ovos do parasito (setas).
Forma esplênica \ufffd Devido à congestão do 
ramo esplênico \ufffd Esplenomegalia
Consequências
\ufffdDesenvolvimento da circulação colateral
anormal intra-hepática e de anastomoses do 
plexo hemorroidário, umbigo, esôfago, região
inguinal
\ufffd Formação de varizes esofagianas
\ufffd DIAGNÓSTICO
\ufffd Laboratorial \ufffd Exame de fezes
\ufffd Biópsia retal, biópsia hepática
\ufffd Exames sorológicos
\ufffd Intradermoreação
\ufffd ELISA, Fixação do complemento, IFI
\ufffd\ufffd EPIDEMIOLOGIAEPIDEMIOLOGIA
\ufffd\ufffd AmplaAmpla distribuidistribuiççãoão geogrgeográáficafica ((ÁÁfricafrica, , 
AntilhasAntilhas e e AmAmééricarica do do SulSul))
\ufffd\ufffd IdadeIdade ((faixafaixa etetááriaria maismais jovemjovem))
\ufffd\ufffd MeioMeio ambienteambiente favorfavoráávelvel ((temperaturatemperatura e e 
luminosidadeluminosidade))
\ufffd\ufffd SusceptibilidadeSusceptibilidade do do moluscomolusco ((BiomphalariaBiomphalaria))
\ufffd\ufffd PresenPresenççaa de de pessoaspessoas infectadasinfectadas eliminandoeliminando
ovosovos viviááveisveis nasnas fezesfezes..
\ufffd TRATAMENTO
\ufffd Oxamniquine (Mansil ou Vansil)
(Age sobre as formas adultas do parasito)
15 mg/kg de peso do paciente, dose 
única, por via oral.
Crianças com menos de 30 kilos \ufffd
20 mg/kg de peso, em duas doses de 10 mg/kg, 
com intervalo de 4 a 6 horas. 
\ufffd Praziquantel (CESTOX, CISTICID, 
BILTRICID)
(Age sobre as formas adultas do 
parasito)
40 mg/kg de peso do paciente, dose 
única, via oral. 
\ufffd PRAZIQUANTEL 
\ufffd MODO DE AÇÃO:
\ufffd A droga atua aumentando a permeabilidade
da membrana ao cálcio, o que causa
contrações e paralisia da musculatura dos 
parasitas. 
\ufffd Os efeitos neuromusculares levam à maior
motilidade e paralisia espasmódica, causando
o desprendimento e desintegração dos 
parasitas no intestino.
\ufffd PRAZIQUANTEL
\ufffd Utilizado para tratamento da
esquistossomose, cisticercose e infecções por
cestóides e trematódeos do fígado, pulmões e 
intestino. 
\ufffd A droga alcança excelentes níveis
terapêuticos no fígado e tecido muscular, e 
atravessa a barreira hematoencefálica
chegando também ao cérebro e líquido
cefalorraquidiano. 
\ufffd PROFILAXIA
\ufffd No contexto geral:
\ufffd Saneamento básico
\ufffd Educação sanitária
\ufffd Tratamento dos doentes
\ufffd Combate ao molusco presentes nos focos
peridomiciliares através de moluscocidas.
Caramujos hóspedes de esquistomomas
MOLUSCOS TRANSMISSORES DA
Esquistossomose mansônica
\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd Biomphalaria glabrata
\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd Biomphalaria tenagophila
\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd Biomphalaria straminia (Ceará)
FASCIOLA 
HEPATICA
Ciclo vital dos trematódeos
O verme adulto (A) põe ovos (B) que, 
embrionados, liberam no meio líquido uma 
larva ciliada, o miracídio (C). Este nada, até
penetrar em um molusco hospedeiro, 
perdendo seu epitélio ciliado e adotando a 
forma sacular: é o esporocisto (D). 
No interior deste, forma-se, por 
brotamento, uma 2ª geração larvária \u2013 as
rédias \u2013 capazes também de formar rédias 
de 3ª geração (E).
Estas rédias (F) produzem uma nova 
geração larvária \u2013 as cercárias (G) \u2013 que 
voltam ao meio aquático e nadam até
penetrarem em um hospedeiro vertebrado 
(hospedeiro definitivo).
Ou encistam-se na vegetação (ou outros 
animais) \u2013 são as metacercárias (H) \u2013 que, 
ingeridas por determinados vertebrados, 
transformam-se a final nos estádios juvenis 
do trematódeo (I) que evoluem para vermes 
adultos (A).
Algumas espécies não
apresentam todas as 
fases aqui mencionadas.
Agente etiológico: Fasciola hepatica.
Doença: fasciolíase, fasciolose ou 
distomatose