FILARIOSE
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FILARIOSE


DisciplinaProcessos Gerais de Agressão e Defesa do Organismo63 materiais359 seguidores
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FILÁRIAS
E FILARÍASES
Duas espécies têm importância médica no Brasil
Wuchereria bancrofti \u2500 agente da filaríase linfática; 
desde infecções assintomáticas e linfadenites, até
orquiepididimites e elefantíase.
Onchocerca volvulus \u2500 habita o tecido celular 
subcutâneo; é responsável por processos degenerativos 
da pele e alteração dos linfáticos (oncocercose).
Filariose Bacroftiana - Elefantíase
\ufffdWuchereria bancrofti causam a filariose linfática 
humana
\ufffd endêmica em várias regiões tropicais
\ufffd estimada em um bilhão a população que vive em 
áreas com risco de contrair a infecção e em 120 
milhões o número de parasitados.
Macho:
\u2022 corpo delgado e branco-leitoso 
\u2022 3,5 a 4cm de comprimento e 0,1mm de diâmetro
\u2022 extremidade anterior afilada e posterior enrolada 
ventralmente.
Fêmea:
\u2022 corpo delgado e branco-leitoso 
\u2022 7a 10cm de comprimento e 0,3mm de diâmetro
Morfologia
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Microfilária:
\u2022 é conhecida como embrião 
\u2022 possuem uma membrana extremamente delicada e 
que funciona como uma \u201cbainha flexível\u201d
\u2022 a microfilária mede 250 a 300 µm 
\u2022 se movimenta ativamente na corrente sangüínea do 
hospedeiro
Larvas:
\u2022 São encontradas no inseto vetor. 
\u2022 A larva de primeiro estágio (L1) mede em torno de 
300µm e é originária da transformação da microfilária. 
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\u2022 se diferencia em larva de segundo estágio (L2), duas 
a três vezes maior, e sofre nova muda, originando a 
larva infectante (L3), que tem entre 1,5 e 2,0mm de 
comprimento.
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Habitat
\u2022 Vasos e gânglios linfáticos humanos (4 a 8 anos)
\u2022 Região pélvica (pernas e escroto), mamas e braços.
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Ciclo biológico
\u2022 Heteroxênico
\u2022 Transmissão: unicamente pela picada do inseto
\u2022 Periodicidade noturna das microfilárias
Wuchereria bancrofti - microfilárias (notar o detalhe da bainha)
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A-Wuchereria bancrofti
B- Brugia malayi
C- Loa loa
D- Onchocerca volvulus
E- Dipetalonema perstans
F- D. streptocerca
G-Mansonella ozzardi
\ufffd A fêmea do mosquito do gênero Culex (Culex
quinquefaciatus) ingere a forma microfilária durante a 
picada da pessoa infectada. 
\ufffd As microfilárias, na cavidade geral do mosquito (sofrem 
mudas até larvas infectantes)
\ufffd dirigem-se para a probóscida (aparelho picador), 
penetrando a pele do hospedeiro.
Ciclo biológico
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\u2022 atingem a circulação, permanecendo aí até a fase de 
L5
\u2022 dirigem-se para os linfáticos, tornam-se vermes 
adultos
\u2022 sete a oito meses depois, as fêmeas grávidas 
produzem as primeiras microfilárias
\u2022 a forma adulta provoca obstrução linfática
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\u2022 O ciclo do hospedeiro intermediário é de 
aproximadamente 20 dias em temperatura de 20-
25°C mas, em temperatura mais elevada, pode 
ocorrer em menor período. 
1. Ovo embrionado, produzido 
pelas fêmeas fecundadas.
2. Alongamento do ovo, pelo 
crescimento larvário.
3. A larva embainhada.
4. Microfilária que circula no 
sangue e é sugada pelo Culex. 
5. O Culex quinquefasciatus, onde 
as larvas sofrem 2 mudas e se 
tornam infectantes para o 
homem.
6. Larva L3 que se encontra na 
bainha da tromba do inseto.
7. Infecção humana, após a 
picada do inseto, que conduz 
aos quadros clínico.
Ciclo Biológico
Ciclo da
Wuchereria bancrofti
Desenvolvimento no insetoDesenvolvimento no inseto
\u2022 Culex quinquefasciatus
\u2022 mosquito doméstico
\u2022 altamente antropófilo
\u2022 hábitos noturnos 
\u2022 transmissor da filariose 
linfática
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Patogenia
\u2022 Ação mecânica - estase linfática com
linfangiectasia
- derramamento linfático
ou linforragia
\u2022 Ação irritativa linfangite
adenite
Patogenia
\ufffd O quadro clínico pode ser \u201cassintomático\u201d, agudo ou 
crônico. 
\ufffd Indivíduos \u201cassintomáticos\u201d são aqueles com 
microfilárias no sangue e sem sintomatologia aparente.
\ufffd tem-se verificado que esses assintomáticos, na 
realidade, apresentam danos nos vasos linfáticos 
(proliferação do endotélio) ou sistema renal, merecendo 
atenção clínica precoce.
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\u2022 As manifestações agudas são: linfangite, linfadenite
associada com febre e mal-estar. 
\u2022 As manifestações crônicas são: linfedema, ascite, 
aumento da túnica escrotal e elefantíase.
Elefantíase da perna direita em paciente com 
infecção filariana (Doc. de J.C. de Holanda).
Elefantíase Brugia Malayi \u2013 também é filariose linfática humana, não é
encontrada no Brasil, nem nas Américas, patologia similar W. bancrofti. 
Alterações genitais raras.
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Filariose linfática (elefantíase) = 
fase sintomática mais avançada da doença
Filariose linfática (elefantíase) = 
fase sintomática mais avançada da doença
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Epidemiologia
\u2022 presença do mosquito Culex quinquefasciatus, 
conhecido como pernilongo, muriçoca. 
\u2022 o homem como única fonte de infecção (ausência 
de animais reservatórios);
\u2022 temperatura ambiente elevada (25° a 30°C);
\u2022 umidade relativa do ar alta (80 a 90%) importante 
para o desenvolvimento das larvas do mosquito;
\u2022 pluviosidade mínima de 1.300mm3 por ano;
\u2022 altitude baixa.
Profilaxia
- tratamento de todas as pessoas parasitadas 
(dietilcarbamazina)
- combate ao inseto vetor.
Diagnóstico
\ufffd pesquisa das microfilárias no sangue periférico. 
\ufffd técnicas de concentração, como a filtração de sangue 
em membrana de policarbonato ou a descrita por Knott
Tratamento
\ufffd Citrato de dietilcarbamazina (DEC). A dose usual é
6mg/Kg/dia, via oral, durante 12 dias. 
\ufffd Ivermectina e o Albendazol
\ufffd A OMS tem recomendado o tratamento do 
hospedeiro com duas drogas simultaneamente (DEC + 
Ivermectina ou Albendazol). 
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Onchocerca volvulus
\u2022 Filarídeo do tecido subcutâneo humano
\u2022 Causador de oncocercose (\u201ccegueira dos rios\u201d)
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Biologia
\u2022 Vivem enovelados em oncocercomas ou nódulos 
fibrosos subcutâneos
\u2022 Um casal de vermes em cada nódulo (14 anos)
\u2022 Localização: couro cabeludo, tronco, nádegas e 
cotovelo.
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\u2022 Fêmeas: 40 a 50 cm
\u2022 Machos: 2 a 4 cm
\u2022 Microfilárias: não apresentam bainha; 300µm.
\u2022 Circulam nos linfáticos superficiais e no tecido
conjuntivo da pele.
\u2022 Conjuntiva bulbar.
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\u2022 Ciclo heteroxênico: humanos e dípteros do gênero 
Simulium (\u201cborrachudo\u201d) \u2013 hematófagas, sugam 
também o líquido tissular
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Patogenia
\u2022 Portadores assintomáticos e pacientes com lesões 
cutâneas e oculares graves
\u2022 Oncocercomas: cápsula de tecido fibroso com um 
casal de vermes e microfilárias \u2013 processo 
inflamatório
\u2022 Oncodermatite ou dermatite oncocercosa: 
pruriginosa \u2013 liquenificação, perda de pigmento e 
atrofia da pele (após morte do parasito)
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\u2022 Lesões oculares: lesões irreversíveis; cegueira 
completa; ceratite punctata \u2013 opacificação da 
córnea \u2013 perda de visão
\u2022 Lesões linfáticas: infartamento dos linfonodos, 
adenopatias; edema linfático e fibrose.
\u2022 Disseminação: glomérulos renais, LCR, glândula 
ptuitária, nervo óptico e cerebelo
41Onchocerca volvulus
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Diagnóstico
\u2022 Sintomatologia e dados epidemiológicos
\u2022 Microfilárias em fragmento superficial de pele
\u2022 Exames oftalmológicos
\u2022 Teste de Mazzotti (dietilcarbamazina)
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Epidemiologia
\u2022 Ampla distribuição na África e nas Américas
\u2022 Brasil: indígenas Yanomani no norte do Amazonas 
e em Roraima
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Profilaxia
\u2022 Tratamento dos parasitados
\u2022 Combate ao \u201cborrachudo\u201d
\u2022 Uso de inseticidas biodegradáveis
\u2022 Proteção do homem sadio
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Tratamento
\u2022 Ivermectina \u2013 eliminação dos parasitos; provoca a 
morte das microfilárias