5-Atualização Tributário Esq-5-6ed
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5-Atualização Tributário Esq-5-6ed


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Série Estudo Esquematizado 
Direito Tributário 
Ricardo Alexandre 
5.ª para 6.ª edição, 2012 
 
 
 
P. 680 \u2013 Atualizar o item 15.3 com a redação abaixo: 
15.3 DEFINIÇÃO DE MICROEMPRESA \u2013 ME OU EMPRESA  
DE PEQUENO PORTE \u2013 EPP 
 
Conforme previsto no art. 3.º da LC 123/2006, com as alterações advindas da LC 139/2011, 
consideram\u2010se  microempresas  ou  empresas  de  pequeno  porte  a  sociedade  empresária,  a 
sociedade simples, a empresa individual de responsabilidade limitada e o empresário a que se 
refere o art. 966 do Código Civil, devidamente registrados no Registro de Empresas Mercantis 
ou no Registro Civil de Pessoas Jurídicas, conforme o caso, desde que:  
 
I  \u2013  no  caso  da  microempresa,  aufira,  em  cada  ano\u2010calendário,  receita  bruta  igual  ou 
inferior a R$ 360.000,00; e  
  
II \u2013 no caso da empresa de pequeno porte, aufira, em cada ano\u2010calendário, receita bruta 
superior a R$ 360.000,00 e igual ou inferior a R$ 3.600.000,00 
 
Percebe\u2010se que a nova  sistemática permite a opção de diversas empresas que estavam 
fora do Simples Federal estatuído pela Lei 9.317/1996, bem como possibilita que várias que 
estavam  enquadradas  na  condição  de  empresas  de  pequeno  porte  sejam  consideradas 
microempresas, uma vez que os valores  limites de cada faixa, que  já haviam sido dobrados 
pela Lei Complementar 123/2006, passaram a ser o triplo dos originários com o advento da LC 
139/2011 . 
Quando  a  empresa  inicia  suas  atividades  no  próprio  ano\u2010calendário,  os  limites  serão 
proporcionais ao número de meses em que a microempresa ou a empresa de pequeno porte 
houver exercido atividade, inclusive as frações de meses. 
Há aqui mais uma diferença para o Simples Federal. Apesar de a sistemática anterior dar a 
mesma  solução  à  questão  relativa  ao  início  de  atividade  no  próprio  ano\u2010calendário,  a  LC 
123/2006  inclui  no  cálculo  as  frações  de  meses  (art.  3.º,  §  2.º),  que  eram  expressamente 
desconsideradas na sistemática anteriormente adotada no âmbito da União Federal. 
Assim, se uma empresa iniciar suas atividades em setembro de 2012 e quiser se enquadrar 
na sistemática na condição de empresa de pequeno porte não poderá auferir, até o  final do 
ano\u2010calendário, receita bruta superior a R$ 1.200.000,00.  
O valor é obtido pela multiplicação de R$ 300.000,00 (valor proporcional a um mês do teto 
estipulado para as EPP \u2013 R$ 3.600.000,00 anuais) pela quantidade de meses restantes para o 
final do exercício (no exemplo, quatro meses). Assim, R$ 300.000,00 x 4 = R$ 1.200.000,00. 
A empresa de pequeno porte que, no decurso do ano\u2010calendário de  início de atividade, 
ultrapassar o limite de R$ 300.000,00 multiplicados pelo número de meses de funcionamento 
nesse  período  estará  excluída  do  Simples  Nacional,  com  efeitos  retroativos  ao  início  das 
atividades. Somente deixará de haver retroatividade se o excesso não for superior a 20% do 
limite legalmente estabelecido. 
Assim se no ano\u2010calendário de início de atividade a empresa obtiver uma receita superior 
a R$ 300.000,00 multiplicados pelo número de meses de  funcionamento nesse período, mas 
não superior a R$ 360.000,00 multiplicados por este mesmo número de meses (R$ 300.000,00 
acrescidos de 20%), a exclusão ocorrerá, mas sem efeitos retroativos. Caso ultrapassado este 
segundo limite, a retroatividade se impõe. 
No  caso  de  retroatividade,  a  microempresa  ou  a  empresa  de  pequeno  porte 
desenquadrada  ficará  sujeita  ao  pagamento  da  totalidade  ou  diferença  dos  respectivos 
impostos  e  contribuições,  devidos  de  conformidade  com  as  normas  gerais  de  incidência, 
acrescidos, tão somente, de juros de mora, quando efetuados antes do início de procedimento 
de ofício. Faculta\u2010se à entidade excluída a opção pelo recolhimento do imposto de renda e da 
Contribuição  Social  sobre  o  Lucro  Líquido  na  forma  do  lucro  presumido  ou  do  lucro  real 
trimestral ou anual. 
Pela redação originária da LC 123/2006, caso o excesso não ocorresse no ano\u2010calendário 
de  início de  atividade,  a exclusão  se  verificaria  sem efeito  retroativo,  somente  sujeitando  a 
entidade  excluída  ao  recolhimento  individualizado  dos  tributos  a  partir  do  ano\u2010calendário 
subsequente. Com o advento da LC 139/2011, a exclusão passa a ocorrer já no mês seguinte, 
salvo se o excesso verificado em relação à receita bruta não for superior a 20%, hipótese em 
que  os  efeitos  da  exclusão  permanecem  se  verificando  apenas  a  partir  do  ano\u2010calendário 
subsequente  (LC 123/2011, art. 3º, §§ 9º e 9º\u2010A). De qualquer  forma mantém\u2010se afastada a 
retroatividade, evitando\u2010se uma verdadeira punição para a empresa que \u201ccresceu\u201d e deixou a 
condição de empresa de pequeno porte, algo que é desejável numa economia capitalista. 
Contudo, se a microempresa, no ano\u2010calendário, exceder o seu limite específico de receita 
bruta anual  (R$ 360.000,00), passará, no ano\u2010calendário seguinte, à condição de empresa de 
pequeno  porte.  Se,  ao  contrário,  a  empresa  de  pequeno  porte,  no  ano\u2010calendário,  não 
ultrapassar o  limite de receita bruta anual de microempresas (R$ 360.000,00), passa, no ano\u2010
calendário seguinte, à condição de microempresa. 
Na hipótese de o Distrito Federal, os Estados e os  respectivos Municípios adotarem um 
dos  limites especiais de enquadramento estudados no  item seguinte  (15.4) e a receita bruta 
auferida pela empresa durante o ano\u2010calendário de  início de atividade ultrapassar 1/12  (um 
doze avos) do limite estabelecido multiplicado pelo número de meses de funcionamento nesse 
período,  a  empresa  não  poderá  recolher  o  ICMS  e  o  ISS  na  forma  do  Simples  Nacional, 
relativos  ao  estabelecimento  localizado  na  unidade  da  federação  que  os  houver  adotado, 
devendo realizar os recolhimentos em separado de acordo com a legislação do respectivo ente 
instituidor.  Nesta  situação,  os  efeitos  serão  retroativos,  salvo  se  o  excesso  verificado  em 
relação à receita bruta não for superior a 20% (vinte por cento) do respectivo limite, hipótese 
em que os efeitos ficam adiados para o ano calendário subsequente. 
Por fim, é fundamental registrarmos que, com o advento da Lei Complementar 139/2011, 
foi estabelecido um  limite em separado de receita bruta para as empresas de pequeno porte 
que  realizem  exportações  de  mercadorias,  por  meio  de  comercial  exportadora  ou  da 
sociedade de propósito específico prevista no art. 56 da LC 123/2011. Na prática, as optantes 
passam a ter dois limites de idênticos valores. Um relativo às receitas oriundas de operações 
realizadas no mercado interno e outro referente às exportações de mercadorias. 
No caso de empresa que atue no mercado  interno e no de exportações,  toda a  receita 
bruta deve  ser  considerada,  tanto para  a determinação das  alíquotas, quanto das bases de 
cálculo  relativas  ao  simples nacional. Não obstante,  a parcela da  receita bruta  referente  às 
exportações ficará desonerada da parte do recolhimento correspondente a ICMS, PIS, COFINS 
e IPI, tendo em vista a não incidência de tais tributos sobre as operações de exportações. Em 
tal  hipótese,  a  desoneração  é  implementada  da  maneira  explanada  no  item  15.11  deste 
capítulo.  
 
P. 682 \u2013 Substituir o terceiro parágrafo do item 15.4 pelo texto abaixo: 
A  adoção  de  faixa  de  receita  bruta  anual  menor  é  opcional  para  os  Estados  com 
participação  no  PIB  nacional menor  ou  igual  a  1%  (poderão  optar  pela  aplicação,  em  seus 
respectivos territórios, das faixas de receita bruta anual até 35%, ou até 50%, ou até 70% do 
limite previsto para enquadramento como empresa de pequeno porte \u2013 3.600.000,00) e para 
os que possuam participação maior que 1% e menor que 5% (poderão optar pela aplicação, em 
seus  respectivos  territórios, das  faixas de  receita bruta anual até 50%, ou até 70% do  limite 
previsto