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RELATÓRIO SAMU
Acadêmica: Iole Guimarães Firmino
1. Relato da ocorrência
Número da ocorrência: 2010140075. 
Data: 14/10/2020
· Hora início: 9:59 
· Hora de término: 12:27 
Serviços de atendimento móvel acionado no dia 14/10/2020 as 9:59 pela equipe medica do mini pronto socorro Denilma bulhões para transferência do paciente J.B.S. para a vermelha clínica do HGE. 
Segundo o solicitante, paciente J. B. S., sexo masculino, 80 anos, com histórico de insuficiência cardíaca não controlada, chega ao serviço de emergência com quadro de dispneia há cerca de 1 dia, evoluindo para insuficiência respiratória e rebaixamento de consciência. Foi realizada IOT (intubação orotraqueal) e ventilação manual com dispositivo válvula mascara pela equipe. Paciente secretivo, edemaciado, hipotenso com PA 80x60 mmHg e saturando 81 (IOT), FC: 76 bpm, HGT: 125, temperatura: 33,6 em uso de dopamina (equipe afirma que o local não tinha dobutamina disponível) 
Ambulância da ocorrência: USA 06 – Maceió. 
· Hora envio da equipe: 10:10 
· Hora saída da base: 10:12 
· Chegada no local: 10:31 
· Saída do local: 11:22
· Chegada ao destino: 12:09 
· Saída do destino: 12:18 
· Tempo resposta: 2h e 10min 
Avaliação da equipe do SAMU, paciente inconsciente com IOT em uso de dopamina. PA: 80x40 e FC: 120, HGT: 50. Ao exame físico, paciente com edema significativo em MMII, extremidades frias, cianóticas e má perfundidas. Pulso periférico não palpável, pupilas anisocóricas e não fotorreagentes. Apresentava sangue em tubo orotraqueal. Foi realizado ainda no local, administração de dobutamina diluída em soro glicosado e noradrenalina além de 3 ampolas de glicose 50%. Foi realizado o transporte do paciente, no caminho, evoluindo com pulso periférico palpável e pupilas isocoricas não fotorreagentes. Paciente transferido para o serviço da vermelha clínica do HGE.
Hipótese diagnostica: insuficiência cardíaca agudizada – choque cardiogênico. 
2. Confronto com a literatura. 
Principal causa de insuficiência cardíaca descompensada é a não adesão ao tratamento. 
Objetivo inicial do tratamento é manter a saturação do de oxigênio acima de 90%, reduzir sintomatologia e manter boa perfusão tecidual. O uso de IOT pode ser indicado na presença de insuficiência respiratória não responsiva e procedimentos não invasivos. 
Na emergência a conduta adequada deve ser:Aporte de oxigênio, IOT se necessário. Analgesia com morfina (primeira opção) para reduzir o consumo miocárdico de O2 e de catecolaminas séricas, sedação com benzodiazepínico por EV. Agente inotrópico, a droga escolhida é a dobutamina. No caso relatado, o local so tinha dopamina, droga utilizada. No entanto, está cada vez mais sendo evitada por conta dos efeitos adverso, como a vaso constrição generalizada, o que pode causar uma diminuição da perfusão e piora do quadro do paciente se administrado em doses inadequadas.
Além disso, deve ser feito a administração de alguma droga vasopressora, sendo a norepinefrina a droga de escolha devido sua maior potência alfa adrenérgica. Diuréticos também são indicados no caso de falência ventricular esquerda, mas devem ser usado em dose baixa já que a diminuição do volume plasmático pode piorar o choque. Beta bloqueadores e bloqueadores dos canais de cálcios são contraindicados. 
3. Conclusão. 
Dessa forma, podemos analisar que a conduta realizada foi adequada na medida do possível para o paciente, apesar de ser evitado o uso da dopamina. Infelizmente pela carência de estrutura do local, essa era a única droga disponível para esse caso, impossibilitando um tratamento mais adequado ao paciente. O caso foi muito enriquecedor, uma situação recorrente no serviço de emergência (IC descompensada) e que alta mortalidade. Importante saber a conduta adequada para nossa futura pratica médica. 
4. Referencias
HOCHMAN, J. S. et al. Early Revascularization in Acute Myocardial Infarction Complicated by Cardiogenic Shock. SHOCK Investigators. Should We Emergently Revascularize Occluded Coronaries for Cardiogenic Shock. N Engl J Med., v. 341, n. 9, p.625-634, 1999.
KNOBEL, E. Choque cardiogênico. Arq Bras Cardiol., v. 72, n. 4, 1999.
REYENTOVICH, A.; BARGHASH, M. H.; HOCHMAN, J. S. Management of refractory cardiogenic shock. Nature reviews – cardiology, v. 13, p. 481-492, 2016.

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