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Disciplina:Legislação Trabalhista e Previdenciária3.104 materiais12.129 seguidores
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BEM-VINDO Á DISCIPLINA LEGISLAÇÃO TRABALHISTA E PREVIDENCIÁRIA
GESTÃO DE RH CAMPUS VIRTUAL – PROFESSORA MARCELA MACHADO

DIREITO PREVIDENCIÁRIO

A aposentadoria por idade é o benefício dedicado aos trabalhadores urbanos do sexo masculino que possuam 65 anos e do sexo feminino que possuam 60 anos de idade.
Para solicitar o benefício, os trabalhadores urbanos inscritos a partir de 25 de julho de 1991 precisam comprovar 180 contribuições mensais ao sistema previdenciário.
Aos trabalhadores rurais, ou seja, àqueles que desenvolveram as suas atividades em sítios e fazendas, é defeso solicitar a aposentadoria por idade com cinco anos a menos. Assim, os homens poderão obter o benefício com 60 anos de idade e, as mulheres, aos 55 anos de idade.
Assim, como os trabalhadores urbanos, os rurais inscritos a partir de julho de 1991, precisam comprovar, por intermédios de documentos, 180 meses de trabalho no campo.

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Assim, como os trabalhadores urbanos, os rurais inscritos a partir de julho de 1991, precisam comprovar, por intermédios de documentos, 180 meses de trabalho no campo.
Já os filiados até 24 de julho de 1991 devem seguir esta tabela:

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Aposentadoria por Invalidez 
Este benefício é concedido aos trabalhadores que, por doença ou acidente, forem considerados, pela perícia médica da Previdência Social, incapacitados para exercer suas atividades ou outro tipo de serviço que lhes garanta o sustento.Não terá direito à aposentadoria por invalidez quem, ao se filiar à Previdência Social, já possuir a doença ou lesão que motivará a concessão do benefício, a não ser quando a incapacidade resultar do agravamento da enfermidade.

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Na aposentadoria por invalidez teoricamente, o beneficiário da aposentadoria por invalidez deveria ser examinado por perícia médica de dois em dois anos para verificar se ainda há incapacidade para a atividade laboral.
A aposentadoria por invalidez deixará de ser paga quando o segurado recuperar a sua capacidade e retornar ao trabalho.
Para ter direito ao benefício, o trabalhador tem que contribuir para a Previdência Social por no mínimo 12 meses, no caso de doença. Se for acidente de trabalho, esse prazo de carência não é exigido, mas é preciso possuir condição de segurado.
 

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Aposentadoria por Tempo de Contribuição 
A aposentadoria por tempo de contribuição é o benefício mais popular. Ela pode ser integral ou proporcional.
 
Aposentadoria por tempo de contribuição integral
 
Para ter direito à aposentadoria integral, o trabalhador homem deverá comprovar pelo menos 35 anos de contribuição e a trabalhadora mulher, 30 anos. Para requerer a aposentadoria proporcional, o trabalhador terá que preencher dois requisitos: tempo de contribuição e a idade mínima.

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Aposentadoria por tempo de contribuição proporcional 
Já a aposentadoria por tempo de contribuição proporcional pode ser requerida pelos homens que possuírem 53 anos de idade ou mais e tenham completado 30 anos de contribuição. A EC 20/1998 com o intuito de extinguir esta modalidade de aposentadoria por  tempo de contribuição estipulou que a partir de 16 de dezembro de 1998, será necessário que o segurado também cumpra um “pedágio” que seria um adicional de 40% sobre o tempo de contribuição que faltava em 16 de dezembro de 1998 para completar 30 anos de contribuição.
As mulheres terão direito à proporcional aos 48 anos de idade e 25 de contribuição, devendo também observar a regra do “pedágio” (mais um adicional de 40% sobre o tempo que faltava em 16 de dezembro de 1998 para completar 25 anos de contribuição).

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Aposentadoria Especial 
Este benefício é concedido ao segurado que tenha trabalhado em condições prejudiciais à saúde ou à integridade física. Para ter direito à aposentadoria especial, o trabalhador deverá comprovar, além do tempo de trabalho, a efetiva exposição aos agentes físicos, biológicos ou associação de agentes prejudiciais pelo período exigido para a concessão do benefício (15, 20 ou 25 anos).
A comprovação é feita através do preenchimento do formulário do Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP), o PPP deverá ter com base o Laudo Técnico de Condições Ambientais de Trabalho (LTCA), expedido por médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho.
A empresa é obrigada a fornecer cópia autêntica do PPP ao trabalhador em caso de demissão.

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Auxílio-Doença 
O Auxílio-doença é o benefício concedido ao segurado incapacitado para o trabalho por doença ou acidente por mais de 15 dias consecutivos. No caso dos trabalhadores com carteira assinada, os primeiros 15 dias são pagos pelo empregador, e a Previdência Social paga a partir do 16º dia de afastamento do trabalho. No caso do contribuinte individual (empresário, profissionais liberais, trabalhadores por conta própria, entre outros), a Previdência paga todo o período da doença ou do acidente (desde que o trabalhador tenha requerido o  benefício). 
Para ter direito ao benefício, o trabalhador tem de contribuir para a Previdência Social por, no mínimo, 12 meses. Esse prazo não será exigido em caso de acidente de qualquer natureza (por acidente de trabalho ou fora do trabalho).

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Terá direito ao auxílio-doença sem a necessidade de cumprir o prazo mínimo de contribuição, desde que tenha qualidade de segurado, o trabalhador acometido de tuberculose ativa, hanseníase, alienação mental, neoplasia maligna, cegueira, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, doença de Paget (osteíte deformante) em estágio avançado, síndrome da deficiência imunológica adquirida (Aids) ou contaminado por radiação (comprovada em laudo médico).
O trabalhador que recebe auxílio-doença é obrigado a realizar exame médico periódico e participar do programa de reabilitação profissional prescrito e custeado pela Previdência Social, sob pena de ter o benefício suspenso.

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Auxílio-Doença Acidentário Este benefício é concedido ao segurado incapacitado para o trabalho em decorrência de acidente de trabalho ou de doença profissional. Considera-se acidente de trabalho aquele ocorrido no exercício de atividades profissionais a serviço da empresa (típico) ou ocorrido no trajeto casa-trabalho-casa (de trajeto/ in itinere).
Nos primeiros 15 dias de afastamento, o salário do trabalhador é pago pela empresa, depois, a Previdência Social é responsável pelo pagamento. Enquanto recebe auxílio-doença por acidente de trabalho ou doença ocupacional, o trabalhador é considerado licenciado e terá estabilidade por 12 meses após o retorno às atividades.
O auxílio-doença deixará de ser pago quando o segurado recuperar a capacidade e retornar ao trabalho ou quando o benefício se transformar em aposentadoria por invalidez.

Auxílio-acidente 
É o benefício pago ao trabalhador que sofre um acidente e fica com seqüelas que reduzem sua capacidade de trabalho. É concedido para segurados que recebiam auxílio-doença ou auxílio-doença-acidentário.
Têm direito ao auxílio-acidente o trabalhador empregado, o trabalhador avulso e o segurador especial. O empregado doméstico, o contribuinte individual e o facultativo não recebem este benefício.

Para concessão do auxílio-acidente não se exige tempo mínimo de contribuição, mas o trabalhador deve possuir qualidade de segurado e comprovar a perda parcial da capacidade laborativa, por meio de perícia médica da Previdência Social.
O auxílio-acidente, por ter caráter de indenização, pode ser acumulado com outros benefícios pagos pela Previdência Social exceto aposentadoria, salvo nos casos em que o auxílio acidente tenha sido concedido antes de 10 de dezembro de 1997.

É o benefício pago aos dependentes do segurado quando ele falece. A pensão por morte não exige tempo mínimo de contribuição, bastando, apenas, que o óbito tenha ocorrido enquanto o trabalhador tinha qualidade de segurado.
Se o óbito ocorrer após a perda da qualidade de segurado, os dependentes terão direito a pensão desde que o trabalhador tenha cumprido,