Constituiçao comentada - STF
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Constituiçao comentada - STF


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decisiva que se opôs e sublinhou no curso dos debates do
julgamento deste caso, a norma impugnada não implica restrição alguma à definição dos termos e condições das licitações
para concessão e permissão de serviço público, porque se dirige apenas ao regime de execução dos contratos dessas
classes, o qual, no curso da prestação, não pode ser modificado por lei, para efeito de outorga de gratuidade não prevista
nos editais, sem indicação da correspondente fonte de custeio." (ADI 3.225, voto do Rel. Min. Cezar Peluso, julgamento
em 17-9-2007, Plenário, DJ de 26-10-2007.)
 
"Ação direta de inconstitucionalidade. Reserva de iniciativa. Aumento de remuneração de servidores. Perdão por falta ao
trabalho. Inconstitucionalidade. Lei 1.115/1988 do Estado de Santa Catarina. Projeto de lei de iniciativa do governador
emendado pela Assembleia Legislativa. Fere o art. 61, § 1º, II, a, da CF de 1988 emenda parlamentar que disponha sobre
aumento de remuneração de servidores públicos estaduais. Precedentes. Ofende o art. 61, § 1º, II, c, e o art. 2º da CF de
1988 emenda parlamentar que estabeleça perdão a servidores por falta ao trabalho. Precedentes. Pedido julgado
procedente." (ADI 13, Rel. Min. Joaquim Barbosa, julgamento em 17-9-2007, Plenário, DJ de 28-9-2007.)
 
Constituição e o Supremo - Versão Completa :: STF - Supremo Tribunal Federal
http://www.stf.jus.br/portal/constituicao/constituicao.asp[19/12/2012 16:05:36]
\u201cTrata-se de ação direta na qual se pretende seja declarada inconstitucional lei amazonense que dispõe sobre a realização
gratuita do exame de DNA. (...) Os demais incisos do art. 2º, no entanto, não guardam compatibilidade com o texto
constitucional. (...) No caso, no entanto, o preceito legal marca prazo para que o Executivo exerça função regulamentar de
sua atribuição, o que ocorre amiúde, mas não deixa de afrontar o princípio da interdependência e harmonia entre os
Poderes. A determinação de prazo para que o chefe do Executivo exerça função que lhe incumbe originariamente, sem que
expressiva de dever de regulamentar, tenho-a por inconstitucional. Nesse sentido, veja-se a ADI 2.393, Rel. Min.
Sydney Sanches, DJ de 28-3-2003, e a ADI 546, Rel. Min. Moreira Alves, DJ de 14-4-2000. (...) Ante o exposto,
julgo parcialmente procedente o pedido formulado e declaro inconstitucionais os incisos I, III e IV, do art. 2º, bem como a
expressão 'no prazo de sessenta dias a contar da sua publicação', constante do caput do art. 3º da Lei 50/2004 do Estado
do Amazonas.\u201d (ADI 3.394, voto do Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 2-4-2007, Plenário, DJE de 15-8-2008.)
 
"Poder constituinte estadual: autonomia (ADCT, art. 11): restrições jurisprudenciais inaplicáveis ao caso. É da jurisprudência
assente do Supremo Tribunal que afronta o princípio fundamental da separação a independência dos poderes o trato em
constituições estaduais de matéria, sem caráter essencialmente constitucional \u2013 assim, por exemplo, a relativa à fixação de
vencimentos ou à concessão de vantagens específicas a servidores públicos \u2013, que caracterize fraude à iniciativa reservada
ao Poder Executivo de leis ordinárias a respeito: precedentes. A jurisprudência restritiva dos poderes da Assembleia
Constituinte do Estado-membro não alcança matérias às quais, delas cuidando, a CR emprestou alçada constitucional.
Anistia de infrações disciplinares de servidores estaduais: competência do Estado-membro respectivo. Só quando se cuidar
de anistia de crimes \u2013 que se caracteriza como abolitio criminis de efeito temporário e só retroativo \u2013 a competência
exclusiva da União se harmoniza com a competência federal privativa para legislar sobre direito penal; ao contrário, conferir
à União \u2013 e somente a ela \u2013 o poder de anistiar infrações administrativas de servidores locais constituiria exceção radical e
inexplicável ao dogma fundamental do princípio federativo \u2013 qual seja, a autonomia administrativa de Estados e Municípios
\u2013 que não é de presumir, mas, ao contrário, reclamaria norma inequívoca da CR (precedente: Rp 696, 6-10-1966, Rel.
Min. Aliomar Baleeiro). Compreende-se na esfera de autonomia dos Estados a anistia (ou o cancelamento) de infrações
disciplinares de seus respectivos servidores, podendo concedê-la a Assembleia Constituinte local, mormente quando
circunscrita \u2013 a exemplo da concedida pela CR \u2013 às punições impostas no regime decaído por motivos políticos." (ADI
104, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, julgamento em 4-6-2007, Plenário, DJ de 24-8-2007.)
 
"Extradição: Colômbia: crimes relacionados à participação do extraditando \u2013 então sacerdote da Igreja Católica \u2013 em ação
militar das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Questão de ordem. Reconhecimento do status de
refugiado do extraditando, por decisão do Comitê Nacional para Refugiados (CONARE): pertinência temática entre a
motivação do deferimento do refúgio e o objeto do pedido de extradição: aplicação da Lei 9.474/1997, art. 33 (Estatuto do
Refugiado), cuja constitucionalidade é reconhecida: ausência de violação do princípio constitucional da separação dos
Poderes. De acordo com o art. 33 da Lei 9.474/1997, o reconhecimento administrativo da condição de refugiado, enquanto
dure, é elisiva, por definição, da extradição que tenha implicações com os motivos do seu deferimento. É válida a lei que
reserva ao Poder Executivo \u2013 a quem incumbe, por atribuição constitucional, a competência para tomar decisões que
tenham reflexos no plano das relações internacionais do Estado \u2013 o poder privativo de conceder asilo ou refúgio. A
circunstância de o prejuízo do processo advir de ato de um outro Poder \u2013 desde que compreendido na esfera de sua
competência \u2013 não significa invasão da área do Poder Judiciário. Pedido de extradição não conhecido, extinto o processo,
sem julgamento do mérito e determinada a soltura do extraditando. Caso em que de qualquer sorte, incidiria a proibição
constitucional da extradição por crime político, na qual se compreende a prática de eventuais crimes contra a pessoa ou
contra o patrimônio no contexto de um fato de rebelião de motivação política (Ext. 493)." (Ext 1.008, Rel. p/ o ac. Min.
Sepúlveda Pertence, julgamento em 21-3-2007, Plenário, DJ de 17-8-2007.)
 
"Cabe ao Poder Judiciário verificar a regularidade dos atos normativos e de administração do Poder Público em relação às
causas, aos motivos e à finalidade que os ensejam. Pelo princípio da proporcionalidade, há que ser guardada correlação
entre o número de cargos efetivos e em comissão, de maneira que exista estrutura para atuação do Poder Legislativo
local." (RE 365.368-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgamento em 22-5-2007, Primeira Turma, DJ de 29-6-
2007.) No mesmo sentido: ADI 4.125, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgamento em 10-6-2010, Plenário, DJE de 15-2-
2011.
 
Constituição e o Supremo - Versão Completa :: STF - Supremo Tribunal Federal
http://www.stf.jus.br/portal/constituicao/constituicao.asp[19/12/2012 16:05:36]
\u201cConforme entendimento consolidado da Corte, os requisitos constitucionais legitimadores da edição de medidas
provisórias, vertidos nos conceitos jurídicos indeterminados de 'relevância' e 'urgência' (art. 62 da CF), apenas em caráter
excepcional se submetem ao crivo do Poder Judiciário, por força da regra da separação de poderes (art. 2º da CF) (ADI
2.213, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 23-4-2004; ADI 1.647, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ de 26-3-1999; ADI 1.753-
MC, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ de 12-6-1998; ADI 162-MC, Rel. Min. Moreira Alves, DJ de 19-9-1997).\u201d
(ADC 11-MC, voto do Rel. Min. Cezar Peluso, julgamento em 28-3-2007, Plenário, DJ de 29-6-2007.) No mesmo
sentido: ADI 4.029, Rel. Min. Luiz Fux, julgamento em 8-3-2012, Plenário, DJE de 27-6-2012.
 
"O Ministério Público pode deflagrar o processo legislativo de lei concernente à política remuneratória e aos planos de
carreira de seus membros e servidores. Ausência de vício