Constituiçao comentada - STF
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Constituiçao comentada - STF


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Constituição e o Supremo - Versão Completa :: STF - Supremo Tribunal Federal
http://www.stf.jus.br/portal/constituicao/constituicao.asp[19/12/2012 16:05:36]
"Ação direta de inconstitucionalidade: Associação Brasileira das Empresas de Transporte Rodoviário Intermunicipal,
Interestadual e Internacional de Passageiros \u2013 ABRATI. Constitucionalidade da Lei 8.899, de 29 de junho de 1994, que
concede passe livre às pessoas portadoras de deficiência. Alegação de afronta aos princípios da ordem econômica, da
isonomia, da livre iniciativa e do direito de propriedade, além de ausência de indicação de fonte de custeio (arts. 1º, IV;
5º, XXII; e 170 da CF): improcedência. A autora, associação de classe, teve sua legitimidade para ajuizar ação direta de
inconstitucionalidade reconhecida a partir do julgamento da ADI 3.153-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 9-9-2005.
Pertinência temática entre as finalidades da autora e a matéria veiculada na lei questionada reconhecida. Em 30-3-2007, o
Brasil assinou, na sede da ONU, a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, bem como seu Protocolo
Facultativo, comprometendo-se a implementar medidas para dar efetividade ao que foi ajustado. A Lei 8.899/1994 é parte
das políticas públicas para inserir os portadores de necessidades especiais na sociedade e objetiva a igualdade de
oportunidades e a humanização das relações sociais, em cumprimento aos fundamentos da República de cidadania e
dignidade da pessoa humana, o que se concretiza pela definição de meios para que eles sejam alcançados." (ADI 2.649,
Rel. Min. Cármen Lúcia, julgamento em 8-5-2008, Plenário, DJE de 17-10-2008.)
 
"Segundo a nova redação acrescentada ao Ato das Disposições Constitucionais Gerais e Transitórias da Constituição de
Mato Grosso do Sul, introduzida pela EC 35/2006, os ex-governadores sul-mato-grossenses que exerceram mandato
integral, em 'caráter permanente', receberiam subsídio mensal e vitalício, igual ao percebido pelo governador do Estado.
Previsão de que esse benefício seria transferido ao cônjuge supérstite, reduzido à metade do valor devido ao titular. No
vigente ordenamento republicano e democrático brasileiro, os cargos políticos de chefia do Poder Executivo não são
exercidos nem ocupados 'em caráter permanente', por serem os mandatos temporários e seus ocupantes, transitórios.
Conquanto a norma faça menção ao termo 'benefício', não se tem configurado esse instituto de direito administrativo e
previdenciário, que requer atual e presente desempenho de cargo público. Afronta o equilíbrio federativo e os princípios da
igualdade, da impessoalidade, da moralidade pública e da responsabilidade dos gastos públicos (arts. 1º; 5º, caput; 25, §
1º; 37, caput e XIII; 169, § 1º, I e II; e 195, § 5º, da CR). Precedentes. Ação direta de inconstitucionalidade julgada
procedente, para declarar a inconstitucionalidade do art. 29-A e seus parágrafos do Ato das Disposições Constitucionais
Gerais e Transitórias da Constituição do Estado de Mato Grosso do Sul." (ADI 3.853, Rel. Min. Cármen Lúcia,
julgamento em 12-9-2007, Plenário, DJ de 26-10-2007.)
 
"Estipulação do cumprimento da pena em regime inicialmente fechado \u2013 Fundamentação baseada apenas nos aspectos
inerentes ao tipo penal, no reconhecimento da gravidade objetiva do delito e na formulação de juízo negativo em torno da
reprovabilidade da conduta delituosa \u2013 Constrangimento ilegal caracterizado \u2013 Pedido deferido. O discurso judicial, que se
apoia, exclusivamente, no reconhecimento da gravidade objetiva do crime \u2013 e que se cinge, para efeito de exacerbação
punitiva, a tópicos sentenciais meramente retóricos, eivados de pura generalidade, destituídos de qualquer fundamentação
substancial e reveladores de linguagem típica dos partidários do \u2018direito penal simbólico\u2019 ou, até mesmo, do \u2018direito penal do
inimigo\u2019 \u2013, culmina por infringir os princípios liberais consagrados pela ordem democrática na qual se estrutura o Estado de
Direito, expondo, com esse comportamento (em tudo colidente com os parâmetros delineados na Súmula 719/STF), uma
visão autoritária e nulificadora do regime das liberdades públicas em nosso País. Precedentes." (HC 85.531, Rel. Min.
Celso de Mello, julgamento em 22-3-2005, Segunda Turma, DJ de 14-11-2007.) Vide: HC 100.678, Rel. Min.
Ricardo Lewandowski, julgamento em 4-5-2010, Primeira Turma, DJE de 1º-7-2010.
 
\u201cÉ improcedente a ação. Em primeiro lugar, não encontro ofensa ao princípio federativo, a qual, no entender da autora,
estaria na feição assimétrica que a norma estadual impugnada deu a um dos aspectos do correspondente processo
legislativo em relação ao modelo federal. Ora, a exigência constante do art. 112, § 2º, da Constituição fluminense consagra
mera restrição material à atividade do legislador estadual, que com ela se vê impedido de conceder gratuidade sem
proceder à necessária indicação da fonte de custeio. É assente a jurisprudência da Corte no sentido de que as regras do
processo legislativo federal que devem reproduzidas no âmbito estadual são apenas as de cunho substantivo, coisa que se
não reconhece ao dispositivo atacado. É que este não se destina a promover alterações no perfil do processo legislativo,
considerado em si mesmo; volta-se, antes, a estabelecer restrições quanto a um produto específico do processo e que são
eventuais leis sobre gratuidades. É, por isso, equivocado ver qualquer relação de contrariedade entre as limitações
constitucionais vinculadas ao princípio federativo e a norma sob análise, que delas não desbordou. (...) Além disso,
conforme sobrelevou a AGU, \u2018os princípios constitucionais apontados como violados são bastante abrangentes (...).
Realizando-se o cotejo entre o artigo impugnado nestes autos e os preceitos constitucionais adotados como parâmetro de
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sua constitucionalidade, não se vislumbra qualquer incompatibilidade, até porque se trata de disposições desprovidas de
correlação específica\u2019. Daí chegar-se, sem dificuldade, à conclusão de que a norma estadual não vulnera o princípio
federativo, consagrado nos arts. 1º, caput, 18 e 25 da CF." (ADI 3.225, voto do Rel. Min. Cezar Peluso, julgamento em
17-9-2007, Plenário, DJ de 26-10-2007.)
 
"Extradição e necessidade de observância dos parâmetros do devido processo legal, do estado de direito e do respeito aos
direitos humanos. CB, arts. 5º, § 1º, e 60, § 4º. Tráfico de entorpecentes. Associação delituosa e confabulação. Tipificações
correspondentes no direito brasileiro. (...) Obrigação do STF de manter e observar os parâmetros do devido processo legal,
do estado de direito e dos direitos humanos." (Ext 986, Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 15-8-2007, Plenário, DJ de
5-10-2007.)
 
"Mandado de segurança impetrado pelo Partido dos Democratas (DEM) contra ato do presidente da Câmara dos
Deputados. Natureza jurídica e efeitos da decisão do TSE na Consulta 1.398/2007. Natureza e titularidade do mandato
legislativo. Os partidos políticos e os eleitos no sistema representativo proporcional. Fidelidade partidária. Efeitos da
desfiliação partidária pelo eleito: perda do direito de continuar a exercer o mandato eletivo. Distinção entre sanção por ilícito
e sacrifício do direito por prática lícita e juridicamente consequente. Impertinência da invocação do art. 55 da CR. Direito do
impetrante de manter o número de cadeiras obtidas na Câmara dos Deputados nas eleições. Direito à ampla defesa do
parlamentar que se desfilie do partido político. Princípio da segurança jurídica e modulação dos efeitos da mudança de
orientação jurisprudencial: marco temporal fixado em 27-3-2007. (...) Mandado de segurança contra ato do presidente da
Câmara dos Deputados. Vacância dos cargos de deputado federal dos litisconsortes passivos, Deputados federais eleitos
pelo partido impetrante