Constituiçao comentada - STF
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de confisco, protegem o direito de propriedade e
asseguram o livre exercício da atividade econômica. A CR, ao fixar as diretrizes que regem a atividade econômica e que
tutelam o direito de propriedade, proclama, como valores fundamentais a serem respeitados, a supremacia do interesse
público, os ditames da justiça social, a redução das desigualdades sociais, dando especial ênfase, dentro dessa perspectiva,
ao princípio da solidariedade, cuja realização parece haver sido implementada pelo Congresso Nacional ao editar o art. 1º
da Lei 8.441/1992." (ADI 1.003-MC, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 1º-8-1994, Plenário, DJ de 10-9-1999.)
 
II - garantir o desenvolvimento nacional;
 
"Ao Poder Público de todas as dimensões federativas o que incumbe não é subestimar, e muito menos hostilizar
comunidades indígenas brasileiras, mas tirar proveito delas para diversificar o potencial econômico-cultural dos seus
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territórios (dos entes federativos). O desenvolvimento que se fizer sem ou contra os índios, ali onde eles se encontrarem
instalados por modo tradicional, à data da Constituição de 1988, desrespeita o objetivo fundamental do inciso II do art. 3º
da CF , assecuratório de um tipo de \u2018desenvolvimento nacional\u2019 tão ecologicamente equilibrado quanto humanizado e
culturalmente diversificado, de modo a incorporar a realidade indígena." (Pet 3.388, Rel. Min. Ayres Britto, julgamento
em 19-3-2009, Plenário, DJE de 1º-7-2010.)
 
\u201cA questão do desenvolvimento nacional (CF, art. 3º, II) e a necessidade de preservação da integridade do meio ambiente
(CF, art. 225): O princípio do desenvolvimento sustentável como fator de obtenção do justo equilíbrio entre as exigências da
economia e as da ecologia. O princípio do desenvolvimento sustentável, além de impregnado de caráter eminentemente
constitucional, encontra suporte legitimador em compromissos internacionais assumidos pelo Estado brasileiro e representa
fator de obtenção do justo equilíbrio entre as exigências da economia e as da ecologia, subordinada, no entanto, a
invocação desse postulado, quando ocorrente situação de conflito entre valores constitucionais relevantes, a uma condição
inafastável, cuja observância não comprometa nem esvazie o conteúdo essencial de um dos mais significativos direitos
fundamentais: o direito à preservação do meio ambiente, que traduz bem de uso comum da generalidade das pessoas, a
ser resguardado em favor das presentes e futuras gerações.\u201d (ADI 3.540-MC, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em
1º-9-2005, Plenário, DJ de 3-2-2006.)
 
\u201cA isenção tributária que a União Federal concedeu, em matéria de IPI, sobre o açúcar de cana (Lei 8.393/1991, art. 2º)
objetiva conferir efetividade ao art. 3º, II e III, da CF. Essa pessoa política, ao assim proceder, pôs em relevo a função
extra fiscal desse tributo, utilizando-o como instrumento de promoção do desenvolvimento nacional e de superação das
desigualdades sociais e regionais.\u201d (AI 360.461-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 6-12-2005, Segunda
Turma, DJE de 28-3-2008.)
 
III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;
 
"Decreto 420/1992. Lei 8.393/1991. IPI. Alíquota regionalizada incidente sobre o açúcar. Alegada ofensa ao disposto nos
arts. 150, I, II e § 3º, e 151, I, da CB. Constitucionalidade. O Decreto 420/1992 estabeleceu alíquotas diferenciadas \u2013
incentivo fiscal \u2013 visando dar concreção ao preceito veiculado pelo art. 3º da Constituição, ao objetivo da redução das
desigualdades regionais e de desenvolvimento nacional. Autoriza-o o art. 151, I da Constituição. A alíquota de 18% para o
açúcar de cana não afronta o princípio da essencialidade. Precedente. A concessão do benefício da isenção fiscal é ato
discricionário, fundado em juízo de conveniência e oportunidade do Poder Público, cujo controle é vedado ao Judiciário.
Precedentes." (AI 630.997-AgR, Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 24-4-2007, Segunda Turma, DJ de 18-5-2007.)
 
\u201cA isenção tributária que a União Federal concedeu, em matéria de IPI, sobre o açúcar de cana (Lei 8.393/1991, art. 2º)
objetiva conferir efetividade ao art. 3º, II e III, da CF. Essa pessoa política, ao assim proceder, pôs em relevo a função
extrafiscal desse tributo, utilizando-o como instrumento de promoção do desenvolvimento nacional e de superação das
desigualdades sociais e regionais.\u201d (AI 360.461-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 6-12-2005, Segunda
Turma, DJE de 28-3-2008.)
 
"Em face da atual Constituição, para conciliar o fundamento da livre iniciativa e do princípio da livre concorrência com os da
defesa do consumidor e da redução das desigualdades sociais, em conformidade com os ditames da justiça social, pode o
Estado, por via legislativa, regular a política de preços de bens e de serviços, abusivo que é o poder econômico que visa
ao aumento arbitrário dos lucros." (ADI 319-QO,Rel. Min. Moreira Alves, julgamento em 3-3-1993, Plenário, DJ de 30-
4-1993.)
 
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IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras
formas de discriminação. 
 
\u201cO fato de o réu não residir no distrito da culpa não constitui, por si só, motivo bastante para justificar a denegação do
direito de recorrer em liberdade. Com base nesse entendimento, a Segunda Turma proveu recurso ordinário em habeas
corpus para garantir aos recorrentes, se por outro motivo não estiverem presos, o direito de permanecerem em liberdade,
até o eventual trânsito em julgado da sentença condenatória. (...) Consignou-se que constituiria discriminação de ordem
regional, vedada pelo art. 3º, IV, da CF, considerar o fato de a residência do réu não estar localizada no distrito da culpa.\u201d
(RHC 108.588, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 13-9-2011, Segunda Turma, Informativo 640.)
 
\u201cProibição de discriminação das pessoas em razão do sexo, seja no plano da dicotomia homem/mulher (gênero), seja no
plano da orientação sexual de cada qual deles. A proibição do preconceito como capítulo do constitucionalismo fraternal.
Homenagem ao pluralismo como valor sócio-político-cultural. Liberdade para dispor da própria sexualidade, inserida na
categoria dos direitos fundamentais do indivíduo, expressão que é da autonomia de vontade. Direito à intimidade e à vida
privada. Cláusula pétrea. O sexo das pessoas, salvo disposição constitucional expressa ou implícita em sentido contrário,
não se presta como fator de desigualação jurídica. Proibição de preconceito, à luz do inciso IV do art. 3º da CF, por colidir
frontalmente com o objetivo constitucional de \u2018promover o bem de todos\u2019. Silêncio normativo da Carta Magna a respeito do
concreto uso do sexo dos indivíduos como saque da kelseniana \u2018norma geral negativa\u2019, segundo a qual \u2018o que não estiver
juridicamente proibido, ou obrigado, está juridicamente permitido\u2019. Reconhecimento do direito à preferência sexual como
direta emanação do princípio da \u2018dignidade da pessoa humana\u2019: direito a autoestima no mais elevado ponto da consciência
do indivíduo. Direito à busca da felicidade. Salto normativo da proibição do preconceito para a proclamação do direito à
liberdade sexual. O concreto uso da sexualidade faz parte da autonomia da vontade das pessoas naturais. Empírico uso da
sexualidade nos planos da intimidade e da privacidade constitucionalmente tuteladas. Autonomia da vontade. Cláusula
pétrea. (...) Ante a possibilidade de interpretação em sentido preconceituoso ou discriminatório do art. 1.723 do CC, não
resolúvel à luz dele próprio, faz-se necessária a utilização da técnica