Constituiçao comentada - STF
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Constituiçao comentada - STF


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Min. Marco Aurélio, julgamento em 7-4-2009, Primeira Turma,
DJE de 21-8-2009.) Vide: RE 177.599, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 30-8-1994, Primeira Turma, DJ de
20-4-1995.
 
"Violação aos princípios da igualdade e da ampla defesa. (...) O recolhimento do condenado à prisão não pode ser exigido
como requisito para o conhecimento do recurso de apelação, sob pena de violação aos direitos de ampla defesa e à
igualdade entre as partes no processo. Não recepção do art. 594 do CPP da Constituição de 1988." (RHC 83.810, Rel.
Min. Joaquim Barbosa, julgamento em 5-3-2009, Plenário, DJE de 23-10-2009.) No mesmo sentido: HC 103.986,
Rel. Min. Gilmar Mendes, julgamento em 1º-2-2011, Segunda Turma, DJE de 24-2-2011; HC 101.244, Rel. Min.
Ricardo Lewandowski, julgamento em 16-3-2010, Primeira Turma, DJE de 9-4-2010; HC 90.279, Rel. Min. Marco
Aurélio, julgamento em 26-3-2009, Plenário, DJE de 21-8-2009; HC 85.369, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgamento em
Constituição e o Supremo - Versão Completa :: STF - Supremo Tribunal Federal
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26-3-2009, Plenário, DJE de 30-4-2009; HC 91.945, Rel. Min. Ellen Gracie, julgamento em 24-6-2008, Segunda
Turma, DJE de 15-8-2008.
 
\u201cA transferência sem que se tenha observado o procedimento estabelecido na Resolução 502/2006 do conselho da justiça
federal está motivada no excepcional caráter de urgência medida. Isso porque restou demonstrada a ligação do paciente
com facções criminosas, além da forte liderança que exercia sobre a massa carcerária. O juiz federal da Seção Judiciária
do Paraná, reconhecendo violação ao mencionado procedimento, determinou fosse instaurado incidente em execução penal
no qual foi assegurado ao paciente o direito ao contraditório e à ampla defesa, sanado o vício apontado\u201d. (HC 96.531,
voto do Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 3-2-2009, Segunda Turma, DJE de 20-3-2009.)
 
\u201cGratificação de Desempenho de Atividade de Seguridade Social e do Trabalho (GDASST), instituída pela Lei 10.483/2002.
Extensão. Servidores inativos. Possibilidade. (...) Gratificação de desempenho que deve ser estendida aos inativos no valor
de 60 (sessenta) pontos, a partir do advento da Medida Provisória 198/2004, convertida na Lei 10.971/2004, que alterou a
sua base de cálculo. Embora de natureza pro labore faciendo, a falta de regulamentação das avaliações de desempenho,
transmuda a GDASST em uma gratificação de natureza genérica, extensível aos servidores inativos. Inocorrência, na
espécie, de violação ao princípio da isonomia.\u201d (RE 572.052, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgamento em 11-2-
2009, Plenário, DJE de 17-4-2009, com repercussão geral.) No mesmo sentido: RE 576.616, Rel. Min. Marco
Aurélio, decisão monocrática, julgamento em 8-3-2012, DJE de 19-3-2012; AI 794.817-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia,
julgamento em 22-2-2011, Primeira Turma, DJE de 25-3-2011; AI 716.752-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento
em 13-4-2010, Segunda Turma, DJE de 28-5-2010; RE 597.154-QO-RG, Rel. Min. Presidente Gilmar Mendes,
julgamento em 19-2-2009, Plenário, DJE de 29-5-2009, com repercussão geral.
 
\u201cA prisão cautelar, tendo em conta a capacidade econômica do paciente e contatos seus no exterior, não encontra
ressonância na jurisprudência do STF, pena de estabelecer-se, mediante quebra da igualdade (art. 5º, caput e I, da CB)
distinção entre ricos e pobres, para o bem e para o mal. Precedentes. (...) No decreto prisional nada se vê a justificar a
prisão cautelar do paciente, que não há de suportar esse gravame por encontrar-se em situação econômica privilegiada. As
conquistas das classes subalternas, não se as produz no plano processual penal; outras são as arenas nas quais devem
ser imputadas responsabilidades aos que acumulam riquezas.\u201d (HC 95.009, Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 6-11-
2008, Segunda Turma, DJE de 19-12-2008.)
 
\u201cA questão central, objeto do recurso extraordinário interposto, cinge-se à constitucionalidade (ou não) do disposto no art.
302, parágrafo único, da Lei 9.503/1997 (Código de Trânsito Brasileiro), eis que passou a ser dado tratamento mais
rigoroso às hipóteses de homicídio culposo causado em acidente de veículo. É inegável a existência de maior risco objetivo
em decorrência da condução de veículos nas vias públicas \u2013 conforme dados estatísticos que demonstram os alarmantes
números de acidentes fatais ou graves nas vias públicas e rodovias públicas \u2013 impondo-se aos motoristas maior cuidado na
atividade. O princípio da isonomia não impede o tratamento diversificado das situações quando houver elemento de
discrímen razoável, o que efetivamente ocorre no tema em questão. A maior frequência de acidentes de trânsito, com
vítimas fatais, ensejou a aprovação do projeto de lei, inclusive com o tratamento mais rigoroso contido no art. 302,
parágrafo único, da Lei 9.503/1997. A majoração das margens penais \u2013 comparativamente ao tratamento dado pelo art.
121, § 3º, do CP \u2013 demonstra o enfoque maior no desvalor do resultado, notadamente em razão da realidade brasileira
envolvendo os homicídios culposos provocados por indivíduos na direção de veículo automotor.\u201d (RE 428.864, Rel. Min.
Ellen Gracie, julgamento em 14-10-2008, Segunda Turma, DJE de 14-11-2008.) No mesmo sentido: AI 831.778-
AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgamento em 15-2-2011, Primeira Turma, DJE de 4-3-2011; AI 797.370-AgR, Rel.
Min. Ayres Britto, julgamento em 23-11-2010, Segunda Turma, DJE de 2-3-2011.
 
\u201cO súdito estrangeiro, mesmo aquele sem domicílio no Brasil, tem direito a todas as prerrogativas básicas que lhe
assegurem a preservação do status libertatis e a observância, pelo Poder Público, da cláusula constitucional do due
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process. O súdito estrangeiro, mesmo o não domiciliado no Brasil, tem plena legitimidade para impetrar o remédio
constitucional do habeas corpus, em ordem a tornar efetivo, nas hipóteses de persecução penal, o direito subjetivo, de que
também é titular, à observância e ao integral respeito, por parte do Estado, das prerrogativas que compõem e dão
significado à cláusula do devido processo legal. A condição jurídica de não nacional do Brasil e a circunstância de o réu
estrangeiro não possuir domicílio em nosso país não legitimam a adoção, contra tal acusado, de qualquer tratamento
arbitrário ou discriminatório. Precedentes. Impõe-se, ao Judiciário, o dever de assegurar, mesmo ao réu estrangeiro sem
domicílio no Brasil, os direitos básicos que resultam do postulado do devido processo legal, notadamente as prerrogativas
inerentes à garantia da ampla defesa, à garantia do contraditório, à igualdade entre as partes perante o juiz natural e à
garantia de imparcialidade do magistrado processante.\u201d (HC 94.016, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 16-9-
2008, Segunda Turma, DJE de 27-2-2009.) No mesmo sentido: HC 102.041, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento
em 20-4-2010, Segunda Turma, DJE de 20-8-2010; HC 94.404, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 18-11-2008,
Segunda Turma, DJE de 18-6-2010. Vide: HC 94.477, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgamento em 6-9-2011, Segunda
Turma, DJE de 8-2-2012; HC 72.391-QO, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 8-3-1995, Plenário, DJ de 17-3-
1995.
 
\u201cCrimes de uso de documento e de lavagem de dinheiro. Meio para a prática do crime contra o sistema financeiro nacional.
Improcedência. Crimes autônomos e posteriores. Ausência de bis in idem entre os processos no Brasil e na Alemanha.
Ordem denegada. A repatriação dos valores objeto do crime de lavagem de dinheiro não tem qualquer consequência em
relação à tipicidade da conduta, que já estava consumada quando da devolução do dinheiro ao erário alemão. O crime de
lavagem de dinheiro em