Constituiçao comentada - STF
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Constituiçao comentada - STF


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não se tem configurado esse instituto de direito administrativo e
previdenciário, que requer atual e presente desempenho de cargo público. Afronta o equilíbrio federativo e os princípios da
igualdade, da impessoalidade, da moralidade pública e da responsabilidade dos gastos públicos (arts. 1º; 5º, caput; 25, §
1º; 37, caput e XIII; 169, § 1º, I e II; e 195, § 5º, da Constituição da República). Precedentes. Ação direta de
inconstitucionalidade julgada procedente, para declarar a inconstitucionalidade do art. 29-A e seus parágrafos do Ato das
Disposições Constitucionais Gerais e Transitórias da Constituição do Estado de Mato Grosso do Sul." (ADI 3.853, Rel.
Min. Cármen Lúcia, julgamento em 12-9-2007, Plenário, DJ de 26-10-2007.)
 
"Arguição de descumprimento de preceito fundamental \u2013 Adequação \u2013 Interrupção da gravidez \u2013 Feto anencéfalo \u2013 Política
judiciária \u2013 Macroprocesso. Tanto quanto possível, há de ser dada sequência a processo objetivo, chegando-se, de
imediato, a pronunciamento do STF. Em jogo valores consagrados na Lei Fundamental \u2013 como o são os da dignidade da
pessoa humana, da saúde, da liberdade e autonomia da manifestação da vontade e da legalidade \u2013, considerados a
interrupção da gravidez de feto anencéfalo e os enfoques diversificados sobre a configuração do crime de aborto, adequada
surge a arguição de descumprimento de preceito fundamental. Arguição de descumprimento de preceito fundamental \u2013
Liminar \u2013 Anencefalia \u2013 Interrupção da gravidez \u2013 Glosa penal \u2013 Processos em curso \u2013 Suspensão. Pendente de
julgamento a arguição de descumprimento de preceito fundamental, processos criminais em curso, em face da interrupção
da gravidez no caso de anencefalia, devem ficar suspensos até o crivo final do STF. Arguição de descumprimento de
preceito fundamental \u2013 Liminar \u2013 Anencefalia \u2013 Interrupção da gravidez \u2013 Glosa penal \u2013 Afastamento \u2013 Mitigação. Na
dicção da ilustrada maioria, entendimento em relação ao qual guardo reserva, não prevalece, em arguição de
descumprimento de preceito fundamental, liminar no sentido de afastar a glosa penal relativamente àqueles que venham a
participar da interrupção da gravidez no caso de anencefalia." (ADPF 54-QO, Rel. Min. Marco Aurélio, julgamento em
27-4-2005, Plenário, DJ de 31-8-2007.)
 
Constituição e o Supremo - Versão Completa :: STF - Supremo Tribunal Federal
http://www.stf.jus.br/portal/constituicao/constituicao.asp[19/12/2012 16:05:36]
"Peculato e concussão. Exasperação da pena-base em virtude do cargo de delegado exercido pelo paciente. Os crimes
descritos nos arts. 312 e 316 do CP são delitos de mão própria; só podem ser praticados por funcionário público. O
legislador foi mais severo, relativamente aos crimes patrimoniais, ao cominar pena em abstrato de 2 (dois) a 12 (doze) anos
para o crime de peculato, considerada a pena de 1 (um) a 4 (quatro) anos para o crime congênere de furto. Daí que o
acréscimo da pena-base, com fundamento no cargo exercido pelo paciente, configura bis in idem. A Primeira Turma desta
Corte, no julgamento do HC 83.510, Rel. Min. Carlos Britto, fixou o entendimento de que a condição de prefeito municipal
não pode ser considerada como circunstância judicial para elevar a pena-base. Substituindo o cargo de prefeito pelo de
delegado, a hipótese destes autos é a mesma. Ordem concedida." (HC 88.545, Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 12-
6-2007, Primeira Turma, DJ de 31-8-2007.)
 
\u201cNeste juízo prévio e sumário, estou em que, conquanto essa ostensiva distinção de tratamento, constante do art. 37, XI, da
Constituição da República, entre as situações dos membros das magistraturas federal (a) e estadual (b), parece vulnerar a
regra primária da isonomia (CF, art. 5º, caput e I). Pelas mesmas razões, a interpretação do art. 37, § 12, acrescido pela
EC 47/2005, ao permitir aos Estados e ao Distrito Federal fixar, como limite único de remuneração, nos termos do inciso XI
do caput, o subsídio mensal dos desembargadores do respectivo Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e
cinco centésimos por cento do valor do subsídio dos ministros desta Corte, também não pode alcançar-lhes os membros da
magistratura.\u201d (ADI 3.854-MC, voto do Rel. Min. Cezar Peluso, julgamento em 28-2-2007, Plenário, DJ de 29-6-2007.)
 
\u201cAssentou o Tribunal ser ponderável a ressalva das hipóteses em que a limitação de idade se possa legitimar como
imposição da natureza das atribuições do cargo a preencher (v.g., RMS 21.046, Pertence, RTJ 135/528; RE 209.714, Ilmar,
RTJ 167/695). Tal estipulação, decidiu-se na ADI 243 (Marco Aurélio, DJ de 29-11-2002), haveria de estar prevista em
lei de iniciativa do chefe do Poder Executivo, por cuidar de matéria alusiva a provimento de cargos públicos. Naquela
ocasião, fiquei vencido na honrosa companhia dos eminentes ministros Octavio Gallotti \u2013 então relator \u2013, Ilmar
Galvão e Néri da Silveira, por entender que não estava caracterizada, em norma de dispensa geral de limites de idade
para ingresso no serviço público estadual, miudeza atinente ao regime jurídico dos servidores, de iniciativa legislativa do
Executivo, mas sim princípio fundamental da administração, de tratamento adequado à Constituição local, a saber, o
princípio da isonomia. (...) Certo, o precedente cuidava de um dispositivo da Constituição do Estado do Rio de Janeiro. No
caso, temos a impugnação de uma lei ordinária do Estado do Rio Grande do Sul; motivo pelo qual não se faz necessário
opor minhas reservas à tese que transplanta, sem qualquer ponderação, as restrições à iniciativa legislativa do Poder
Legislativo instituído às assembleias constituintes estaduais. Tratando-se, contudo, de hipótese de Poderes do Estado já
instituídos, acompanho o entendimento de que a vedação criada pela Assembleia Legislativa impede o exercício \u2013
conferido ao governador pelo poder constituinte originário \u2013 de ponderação sobre a legitimidade na imposição de limites de
idade para ingresso em determinados cargos do serviço público.\u201d (ADI 776, voto do Rel. Min. Sepúlveda Pertence,
julgamento em 2-8-2007, Plenário, DJ de 6-9-2007.)
 
"Configura constrangimento ilegal a continuidade da persecução penal militar por fato já julgado pelo Juizado Especial de
Pequenas Causas, com decisão penal definitiva. A decisão que declarou extinta a punibilidade em favor do paciente, ainda
que prolatada com suposto vício de incompetência de juízo, é susceptível de trânsito em julgado e produz efeitos. A adoção
do princípio do ne bis in idem pelo ordenamento jurídico penal complementa os direitos e as garantias individuais previstos
pela Constituição da República, cuja interpretação sistemática leva à conclusão de que o direito à liberdade, com apoio em
coisa julgada material, prevalece sobre o dever estatal de acusar. Precedentes." (HC 86.606, Rel. Min. Cármen Lúcia,
julgamento em 22-5-07, Primeira Turma, DJ de 3-8-2007.)
 
\u201cDiscute-se a constitucionalidade do art. 1º-F da Lei 9.494, de 10 de setembro de 1997, o qual decorre da MP 2.180-35,
de 24 de agosto de 2001. A Lei 9.494, de 1997, em linhas gerais, disciplina a aplicação da tutela antecipada contra a
Fazenda Pública. O núcleo da discussão deste recurso extraordinário centra-se no aludido art. 1º-F da Lei 9.494, de 1997,
que dispõe: \u2018os juros de mora, nas condenações impostas à Fazenda Pública para pagamento de verbas remuneratórias
devidas a servidores e empregados públicos, não poderão ultrapassar o percentual de seis por cento ao ano\u2019. (...) A
decisão teve por base no Enunciado 32 das Turmas Recursais dos Juizados Especiais Federais do Rio de Janeiro que
Constituição e o Supremo - Versão Completa :: STF - Supremo Tribunal Federal
http://www.stf.jus.br/portal/constituicao/constituicao.asp[19/12/2012 16:05:36]
dispõe: \u2018O disposto no art. 1º-F da Lei 9.494/1997 fere o princípio constitucional da isonomia (art. 5º, caput, da CF) ao
prever a fixação diferenciada de percentual a título de juros