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É a infecção causada por um protozoário 
flagelado denominado Trichomonas vaginalis, 
anaeróbico facultativo, que possui os seres humanos 
como os únicos hospedeiros conhecidos. 
 
Epidemiologia 
 
 Terceira causa mais comum de corrimento 
vaginal, correspondendo a 20% dos casos 
 encontrada em cerca de 30 a 40% dos 
parceiros sexuais de mulheres infectadas 
 Na maioria dos casos, a tricomoníase encontra-
se associada a outras doenças de transmissão 
sexual, além de facilitar a transmissão do HIV. 
 As mulheres são em sua maioria sintomáticas, 
podendo, em algumas circunstâncias, 
permanecerem assintomáticas, como após a 
menopausa. 
 Pode cursar de forma assintomática nos 
homens. 
 
Fatores de risco 
 
 Atividade sexual desprotegida 
 
A TRICOMONÍASE É UMA DST, E SUA VIA DE 
TRANSMISSÃO É QUASE UNICAMENTE SEXUAL 
 
Quadro clínico 
 
 Os homens são geralmente portadores 
assintomáticos e, em linhas gerais, 
comportam-se como vetores. Entretanto, 
algumas vezes desenvolvem um quadro de 
uretrite não gonocócica, epididimite ou 
prostatite 
 A queixa mais comum é de corrimento (35% 
dos casos), normalmente abundante, amarelo 
ou amarelo-esverdeado (mais comum), mal 
cheiroso e bolhoso 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 O pH vaginal é maior que 5,0 
 Eritema vulvar ou escoriação não são comuns. 
 Sinais inflamatórios da vagina, como ardência, 
hiperemia e edema são comuns 
 Algumas pacientes referem dispareunia 
superficial e prurido vulvar ocasional 
 Um achado altamente específico da 
tricomoníase: colpite focal ou difusa 
caracterizada por um “colo em framboesa” ou 
“colo em morango” 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Diagnóstico 
 
 Na maioria das vezes, é realizado com base nos 
dados da anamnese, achados ao exame físico, 
medida do pH vaginal, teste de whiff e 
microscopia a fresco do fluido vaginal 
 Microscopia a fresco do fluido vaginal revela o 
protozoário 
 
Tratamento 
 
 Metronidazol 
 As parcerias sexuais devem ser tratadas com o 
mesmo esquema terapêutico; 
 O tratamento pode aliviar os sintomas de 
corrimento vaginal em gestantes, além de 
prevenir infecção respiratória ou genital em 
RN; 
 Para as puérperas, recomenda-se o mesmo 
tratamento das gestantes. 
 
 
Referências 
MEDCURSO. Infecções sexualmente transmissíveis. 
São Paulo: Medyn Editora, 2019. 
URBANETZ, Almir Antonio. Ginecologia e 
Obstetrícia FEBRASGO para o médico residente. São 
Paulo: Manole, 2016.