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Apostila Profª Nilma Bastos

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por vários meios, dentre os quais a rescisão, encampação, caducidade e anulação, são espécies do gênero extinção – artigo 37 da Lei Nº 8987/95 (divergência).
 Vê-se a rescisão quando o motivo da extinção advém do concessionário, por exemplo pela falta de pagamento do Poder Concedente. Ocorre, devido à impossibilidade de se alegar na concessão a exceptio non adimplente contractus, sob pena de responsabilidade. A impossibilidade de alegação decorre do fato de o concessionário só poder interromper a consecução do serviço público, após decisão judicial. Essa assertiva, poderá ser excepcionada nos termos do artigo 78, XIV e XV da Lei nº 8666/96, não atinja a coletividade (divergência). Já a encampação fala de retomada do serviço público por interesse público superveniente - em regra, caracterizado pelo Poder Legislativo, mediante indenização prévia (divergência). A caducidade será declarada após a constatação comprovada de inadimplemento ou adimplemento defeituoso por parte do concessionário,possuindo natureza jurídica de sanção ou espécie de correção. Devido a isso, exigi-se processo administrativo para que haja a declaração, assegurando ao concessionário ampla defesa e contraditório. A declaração da caducidade, não eximirá a Administração Pública de pagar uma indenização, quanto às parcelas não amortizadas descontando-se a multa contratual, cabendo ao concessionário os danos que sua conduta trouxe a terceiros. E por fim, a anulação que decorre da ilegalidade (da licitação ou do contrato), nos termos do artigo 35 da lei 8987/95. Ocorrendo a extinção por qualquer das causas supramencionadas, ocorrerá a reversão que se dá em razão do término do contrato, quando os bens retornam ao Ente Estatal detentor da titularidade do serviço público (arts. 18, X e 23 ,X da lei 8987/95).
Exemplo: transporte coletivo, que retorna ao Poder Concedente após a extinção do contrato. 
Modalidades:
1.Concessão de Serviço Público Simples:
Visa transferir a execução de serviço público a terceiros.Volta-se a utilizar o instituto da concessão, não para delegar o serviço ao particular, mas a empresas estatais, sob o controle do Poder Público. A vantagem está no fato de que o Estado mantém, como forma originária de concessão seu poder de controle, inclusive na fixação de preços. Por outro lado, todos os riscos do empreendimento ficam por conta do Poder Concedente, já que, ele é o acionista majoritário da empresa.
Perde-se com esse procedimento, a grande vantagem da concessão que constitui a própria justificativa para o surgimento: a de prestar serviço público sem necessitar investir grandes capitais do Estado. Dois são os possíveis tipos de concessão a que outorga a empresa particular (execução) ou a empresa estatal (titularidade).
Exemplo: telecomunicação; energia elétrica; navegação; transporte.
2.Concessão de Serviço Público Precedido de Obra Pública:
É contrato administrativo pelo qual o Poder Público transfere a outrem a execução de uma obra pública, para que a execute por sua conta e risco, mediante remuneração paga pelos beneficiários da obra ou obtida em decorrência da exploração dos serviços ou utilidades que a obra proporciona. Quanto à natureza há dois contratos: o de obra e secundariamente a de concessão de serviço público.
Existem dois casos para esse tipo de concessão: no primeiro caso, o Poder Público institui uma contribuição de melhoria para remunerar o concessionário, hipótese em que a obra é paga pelos que experimentam o proveito desta. E no segundo caso, o concessionário terá assegurado o direto de recuperar seu capital para o capital investido, sendo de bom alvitre lembrar que qualquer intervenção antes da total amortização levará a uma possível indenização. Exemplos: estradas em que se cobra pedágio.
	 
Há principal diferença do contrato de obra pública para a concessão precedida de obra pública – é quem paga a obra pública, que no contrato será o Estado, enquanto na concessão serão os usuários.
Concessão de Uso:
É o contrato administrativo pelo qual a Administração Pública faculta terceiros a utilização privativa de bem publico, para que a exerça conforma sua destinação.
Deveres:
Do Poder Concedente:
Deverá fiscalizar o exercício da concessão;
Proceder a alterações nas condições da concessão;
Exigir uma remuneração;
Tributar;
Exigira garantia;
Promover concessões com o mesmo objeto ;
Intervir;
Aplicar sanções;
Extinguir a concessão.
Direito:
Serviço público prestado de forma adequada, sob pena de intervenção (artigo 32 da Lei Nº 8987/95)
Do Concessionário:
Art.6º,§1º da Lei 8987/95
Regularidade;
Continuidade;
Eficiência;
Segurança;
Atualidade;
Generalidade;
Cortesia;
Modicidade.
Direito:
Remuneração, inclusive diferenciada (artigo 13 da lei 8987/95).
Permissão:
Conceito:
	A permissão pública era entendida como uma forma de delegação negocial por meio do qual a Administração Pública admitia ao particular o uso de certo bem público ou serviço público de utilidade pública. Essa delegação ocorre por meio de ato administrativo negocial (unilateral), discricionário e precário,ou contrato de adesão, respectivamente (divergência). A permissão pública como ato administrativo ou contrato de adesão será revogável a qualquer tempo, nos termos do artigo 175 da Constituição da República . O que foi ratificado pelo artigo 40 da Lei nº 8987/95, e por recente entendimento do STF, acabando de vez com a diferença que havia entre a concessão e a permissão pública. É de bom alvitre lembrar, a existência de permissão para uso de bem público como ato administrativo deferido intuitu personae .
	Devido à sua natureza precária, a permissão não assegurará aos permissionários as prerrogativas legais atribuídas aos concessionários de serviços públicos, sendo facultado à Administração revogar o ato de permissão, sem qualquer indenização ao executor do serviço, desde que a pessoa física ou jurídica não tenha prazo, e seus gastos sejam reembolsados, após sua constatação específica em processo administrativo próprio.
Diferença com a concessão:
A diferença está na constituição, pois a concessão decorre de acordo de vontades, e a permissão como ato ou contrato, unilateralmente por conveniência administrativa; e também na precariedade existente na permissão sem prazo e não na concessão. 
Características da Permissão:
1. Permissão é ato unilateral, discricionário, precário, intuitu personae, podendo ser gratuito ou oneroso;
2. Depende de licitação;
3. Seu objeto é a execução de serviço público, continuando o Poder Público com a titularidade;
4. Serviço é prestado sob a responsabilidade do permissionário, por sua conta e risco;
5. Condições serão estabelecidas pela Administração Pública que poderá a qualquer momento alterar ou revogar, por interesse público;
6. Pode ser estabelecida mediante prazo (condicionada ou qualificada – Helly Lopes Meirelles e Cretella Júnior respectivamente).
Maria Sylvia Zanella de Pietro – Vislumbra que há diferença entre a concessão e da permissão, principalmente que aquela dá-se por contrato, enquanto está terá a natureza jurídica de ato administrativo. Para o doutrinador Diógenes Gasparine - a concessão e a permissão foram equiparadas pela CR e posteriormente pela lei 8987/95, art.40, § único, ambas sendo constituídas mediante contrato.
 Extinção:
	A extinção da permissão se assemelha a concessão, e isso se dá quanto às formas e efeitos. Devido a isso, o que se vai fazer aqui é lembrar que esta poderá ser extinta, nos termos do artigo 40 da Lei8987/95. Existe, no entanto outra forma de extinção da permissão que é a revogação – ocorre quando a Administração constata falta de oportunidade e conveniência. 
Embora, essa assertiva seja a correta, cabe a lembrança que estamos num Estado Democrático de Direito o qual exige a motivação necessária das decisões administrativas, sob ampla defesa e contraditório (artigo 5º, inciso LIV da CR), o que foi obedecido no artigo 38, §1º, inciso I da Lei nº 8987/95, quanto a rescisão do contrato administrativo.
	Ocorrendo a rescisão da permissão de serviço