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Apostila Profª Nilma Bastos

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público a Administração terá que retomar o serviço por reversão, encampação, institutos já analisados na concessão.
 
Exemplos :
Limpeza da repartição pública – contrato de concessão;
Feira livre – permissão;
Passeata - autorização;
Táxi – permissão // autorização;
Vans – permissão;
Moto-táxi- serviço irregular;
Navegação aérea – concessão;
Táxi- aéreo – permissão / autorização;
Título IX: Intervenção do Estado:
 O Estado sobre os bens particulares terá Domínio Eminente, que é um poder especial que exercido Estado devido à soberania estatal, imposto pela ordem jurídica. Esse domínio traz como reflexo a possibilidade de intervenção, através dos diversos institutos da intervenção. Outro domínio existente nos bens é domínio particular ou privado, que dá aos proprietários a liberdade individual sobre os seus próprios bens, nos termos da Constituição da República. (art.5º, XII da CR). 
Quanto aos bens é possível uma interação do domínio eminente sobre o particular, essa interação ocorre através dos instrumentos jurídicos que o Estado possui para intervir na propriedade privada, que terá como funções: CORRIGIR O USO ANTE SOCIAL e DAR CUMPRIMENTO A SUA FUNÇÃO SOCIAL.
A intervenção poderá advir: pela intervenção na ordem econômica ou ordenamento econômico e pela intervenção do Estado na propriedade.
Intervenção do Estado na Ordem Econômica:
É uma das cinco atividades Administrativas finalísticas do Estado (poder de polícia, serviços públicos, ordenamentos econômicos, ordenamento social e fomento);
Atuação em caráter disciplinar na economia (atuando na produção, transformação, circulação, distribuição e consumo);
Controle de preços ou tabelamento de preços:
 Fixação de preços mínimos para o consumidor – privados (livre concorrência) e público (fixado unilateralmente pela União). O controle incide sobre os preços privados para obedecer ao princípio da proteção ou defesa do consumidor, ante uma “guerra” na oferta e na procura dos produtos (art. 170, V da CR);
Controle de Abastecimento – visa dar a União à possibilidade de intervir na circulação dos bens, para não impedir o seu consumo pelas comunidades ou coletividade. É intensa a intervenção, quanto mais intensa for a essencialidade do bem, caso esses bens fiquem escassos.
Ex. União intervém para impedir preços abusivos na entressafra e quantidade necessária do consumo.
 União tem dispensa de licitação para a aquisição de mercadorias, art. 24,VI da lei 8666/93.
c) Repressão ao abuso do Poder econômico: a riqueza visa tender à função social (art.170, III da CR), em regra sob livre iniciativa regrada. Essa livre iniciativa regrada dá ao Poder Público a possibilidade de intervir tão somente, para impedir práticas abusivas.
Uso arbitrário:
Truste - Pressão de grandes empresas sobre suas concorrentes menores com o fito de afastá-las do mercado;
Cartel - composição voluntária dos concorrentes sobre um ou mais aspectos dos negócios que exploram, quanto ao preço e lucro.
Dumping - é a imposição de uma prática abusiva, normalmente de cunho internacional, pelo qual uma empresa recebe fomentos oficiais , visando baratear o preço excessivamente afastando do mercado internacional a empresa subsidiada.
Evita-se:
Através de medidas repressivas – art. 173, § 4º da CR
Lei antitruste – lei 8884/94
Criação do Cade (conselho administrativo que a lei antitruste transformou em autarquia).
d) Monopólio – É a abolição da concorrência, supressão de uma atividade do regime da livre concorrência ou iniciativa imposta pelo Estado em beneficio do interesse coletivo. Cabe para a União em certas atividades monopolizadas – art.177 da CR, não podendo existir monopólio privado. 
Fiscalização – O Estado terá competência dada pela CR para atuar como agente normativo e regulador da atividade econômica, cabendo nos termos da lei a função de fiscalização. É meio de intervenção do Estado neste domínio.
Exemplo:
 Licença – de certas atividades desejadas pelo particular;
Acompanhara a atividade licenciada;
Aplicar sanções para regularizar a exploração de atividades, tendo como limite não atingir os fins econômicos (quantidade, produção, obrigatoriedade), sob pena de ferir o art. 170 da CR.
 
Incentivo – Poder Público incentiva certas atividades econômicas, quando está se revelar insuficiente no atendimento do mercado.
Exemplo:
Redução de alíquotas, isenção e fomento.
Planejamento – Forma de intervenção do Estado no Domínio econômico, conforme o artigo 174 da CR. Determinante para o setor público e indicativo para o setor privado. Dá-se por estudo como preconiza, Hely Lopes Meirelles:
“Planejamento é o estudo e estabelecimento das diretrizes e metas que deverão orientar a ação governamental, através de um plano geral de governo, de programas globais, setoriais e regionais de duração plurianual do orçamento e programação financeira de desembolso, que são instrumentos básicos.”
Intervenção do Estado na Propriedade:
Conceito de Propriedade:
 
Para o Professor Andréa Ferreira: “A propriedade pode ser tomada em sentido lato e em sentido estrito. Em sentido lato, compreende qualquer direito de conteúdo econômico, isto é, que tenha por objeto bem com valor pecuniário. E em sentido estrito, a propriedade pública ou particular”.
A Constituição em seu artigo 5º, XXII, assegura o direito de propriedade em sentido amplo, devendo a esta ser dado o adequado aproveitamento, consistente em atender a toda sociedade - função social (artigo 182, § 4º da CR). Essa função social obrigatória é que assegura ao Estado o exercício do domínio eminente nas coisas do território, ou seja, a possibilidade de intervenção do Estado sustentado por uma série de atos estatais, como desapropriação, limitações administrativas à propriedade e etc.
Em que consiste a Intervenção do Estado:
	 A Intervenção do Estado na propriedade (domínio privado), consiste fundamentalmente, no Poder outorgado ao Estado, através de seus atos de império tendentes a satisfazer as exigências coletivas e a reprimir a conduta ao interesse da sociedade pela iniciativa popular, de requisitar, limitar o uso, utilizar temporariamente ou mesmo retirar a propriedade do particular, em benefício do interesse publico prevalente.
Fundamentos:
	Pode ser próximo e remoto. Será remoto, advém da soberania do Estado independente, que conclui o poder de dominação sobre todas as coisas de seu território, e o próximo consiste na prevalência do interesse público sobre o interesse privado e no princípio constitucional de que a propriedade é um verdadeiro direito-função. 
Instrumentos do Estado: 	
A intervenção do Estado na propriedade é meramente instrumental, advindo através de meios jurídicos dos quais o Estado tem a possibilidade de disciplinar os aspectos da relação dominial privada, ou até mesmo desfazê-la sempre que o interesse público o exigir.
No Poder de polícia - limitações administrativas; serviços públicos – servidões administrativas; ordenamento econômico - desapropriação; e fomento – tombamento.
Modalidades:
No Direito brasileiro as principais modalidades são as seguintes:
Limitações Administrativas – São atos unilaterais genéricos da Administração Pública, inerente ao Poder de Polícia, visando a satisfazer do interesse público prevalente. 
Competência: São gerais porque não individualizam ou discriminam a propriedade ou o sujeito passivo, estando vinculados ao Poder Urbanístico do município que é o principal criador das limitações, o que não impede qualquer Entidade Federada (União, Estados –membros, Distrito Federal, Territórios e Municípios – artigo 18 da CR) estabelecer limitações administrativas, considerando que decorrem do pleno exercício do Poder de Polícia.
Características: Impõem obrigação de não fazer ou de deixar de fazer, por meio da lei (genérica e abstrata), sujeito passivo indeterminado. Em regra exige um decreto para sua fiel regulamentação (divergência), não assegurando direito a indenização, salvo em caso de dano comprovado. Seu objeto é variado podendo abranger bens móveis e imóveis, pessoas , atividade econômica.