RESUMO_DE_DIREITO_PROCESSUAL_CIVIL
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§ 3o Quando a causa apresentar questões complexas de 
fato ou de direito, o debate oral poderá ser substituído por 
memoriais, caso em que o juiz designará dia e hora para 
o seu oferecimento. 
 
Art. 455. A audiência é una e contínua. Não sendo 
possível concluir, num só dia, a instrução, o debate e o 
julgamento, o juiz marcará o seu prosseguimento para dia 
próximo. 
 
Art. 456. Encerrado o debate ou oferecidos os memoriais, 
o juiz proferirá a sentença desde logo ou no prazo de 10 
(dez) dias. 
 
Art. 457. O escrivão lavrará, sob ditado do juiz, termo que 
conterá, em resumo, o ocorrido na audiência, bem como, 
por extenso, os despachos e a sentença, se esta for 
proferida no ato. 
§ 1o Quando o termo for datilografado, o juiz Ihe rubricará 
as folhas, ordenando que sejam encadernadas em 
volume próprio. 
§ 2o Subscreverão o termo o juiz, os advogados, o órgão 
do Ministério Público e o escrivão. 
§ 3o O escrivão trasladará para os autos cópia autêntica 
do termo de audiência. 
§ 4o Tratando-se de processo eletrônico, observar-se-á o 
disposto nos §§ 2o e 3o do art. 169 desta Lei. 
 
 
18. DA SENTENÇA E DA COISA JULGADA 
DA LIQUIDAÇÃO E DO CUMPRIMENTO DA SENTENÇA 
 
 
SENTENÇA 
 
A sentença é o ato pelo qual o Juiz extingue o processo com ou sem o 
julgamento do mérito. É o ato que põe fim ao procedimento em 1º grau da 
jurisdição. Em 2º grau, as decisões recebem o nome de acórdãos. 
 
Requisitos da Sentença: 
\u2022 Relatório: Consiste em um resumo dos principais dados e ocorrências do 
processo. 
\u2022 Motivação ou fundamentação: O Juiz aprecia e decide as questões 
surgidas ao longo do processo. Questão é todo ponto controvertido de fato ou 
de direito que, exatamente por ser controvertido, deve ser decidido pelo Juiz. A 
exigência da motivação é regra constitucional (art. 93 da CF), e sua ausência 
ou insuficiência acarretam a nulidade da sentença. A motivação concisa não 
acarreta a nulidade, desde que seja suficiente. 
\u2022 Dispositivo: É a conclusão da sentença. É a parte da sentença em que o 
Juiz acolhe ou rejeita o pedido nas sentenças de mérito; ou que o Juiz declara 
inadmissível a tutela jurisdicional, nos casos de sentença terminativa (em que 
não foi julgado o mérito); ou homologa atos de disposição das partes. 
 
Publicação: Publicar é tornar público. A sentença começa a existir 
juridicamente no momento em que é publicada. Tal publicação pode se dar por 
dois modos: 
\ufffd em uma sessão pública, ou seja, em uma audiência; 
\ufffd quando é juntada aos autos, que serão entregues ao cartório. 
 
Ao publicar a sentença, o Juiz cumpre e esgota o ofício jurisdicional, e, 
conseqüentemente, é vedado a ele modificá-la, exceto para: 
\ufffd Corrigir inexatidão material (ou erro material) ou erro de cálculo, por 
requerimento das partes ou de ofício; 
\ufffd Por meio de embargos de declaração quando a sentença for omissa, em 
havendo contradição ou obscuridade 
\ufffd Inexatidão material ou erro material é aquele equívoco cuja retificação 
(correção) não implica alteração de cunho jurídico, pois se o juiz alterar a 
critério jurídico estará infringindo a própria sentença. 
Vamos conferir os dispositivos do Código de processo civil: 
 
 
CAPÍTULO VIII 
DA SENTENÇA E DA COISA JULGADA 
Seção I 
Dos Requisitos e dos Efeitos da Sentença 
 
Art. 458. São requisitos essenciais da sentença: 
I - o relatório, que conterá os nomes das partes, a suma 
do pedido e da resposta do réu, bem como o registro das 
principais ocorrências havidas no andamento do 
processo; 
II - os fundamentos, em que o juiz analisará as questões 
de fato e de direito; 
III - o dispositivo, em que o juiz resolverá as questões, 
que as partes Ihe submeterem. 
 
Art. 459. O juiz proferirá a sentença, acolhendo ou 
rejeitando, no todo ou em parte, o pedido formulado pelo 
autor. Nos casos de extinção do processo sem julgamento 
do mérito, o juiz decidirá em forma concisa. 
Parágrafo único. Quando o autor tiver formulado pedido 
certo, é vedado ao juiz proferir sentença ilíquida. 
 
Art. 460. É defeso ao juiz proferir sentença, a favor do 
autor, de natureza diversa da pedida, bem como condenar 
o réu em quantidade superior ou em objeto diverso do que 
Ihe foi demandado. 
Parágrafo único. A sentença deve ser certa, ainda quando 
decida relação jurídica condicional. 
 
Art. 461. Na ação que tenha por objeto o cumprimento de 
obrigação de fazer ou não fazer, o juiz concederá a tutela 
específica da obrigação ou, se procedente o pedido, 
determinará providências que assegurem o resultado 
prático equivalente ao do adimplemento. 
§ 1o A obrigação somente se converterá em perdas e 
danos se o autor o requerer ou se impossível a tutela 
específica ou a obtenção do resultado prático 
correspondente. 
§ 2o A indenização por perdas e danos dar-se-á sem 
prejuízo da multa (art. 287). 
§ 3o Sendo relevante o fundamento da demanda e 
havendo justificado receio de ineficácia do provimento 
final, é lícito ao juiz conceder a tutela liminarmente ou 
mediante justificação prévia, citado o réu. A medida 
liminar poderá ser revogada ou modificada, a qualquer 
tempo, em decisão fundamentada. 
§ 4o O juiz poderá, na hipótese do parágrafo anterior ou 
na sentença, impor multa diária ao réu, 
independentemente de pedido do autor, se for suficiente 
ou compatível com a obrigação, fixando-lhe prazo 
razoável para o cumprimento do preceito. 
§ 5o Para a efetivação da tutela específica ou a obtenção 
do resultado prático equivalente, poderá o juiz, de ofício 
ou a requerimento, determinar as medidas necessárias, 
tais como a imposição de multa por tempo de atraso, 
busca e apreensão, remoção de pessoas e coisas, 
desfazimento de obras e impedimento de atividade 
nociva, se necessário com requisição de força policial. 
§ 6o O juiz poderá, de ofício, modificar o valor ou a 
periodicidade da multa, caso verifique que se tornou 
insuficiente ou excessiva. 
 
Art. 461-A. Na ação que tenha por objeto a entrega de 
coisa, o juiz, ao conceder a tutela específica, fixará o 
prazo para o cumprimento da obrigação. 
§ 1o Tratando-se de entrega de coisa determinada pelo 
gênero e quantidade, o credor a individualizará na petição 
inicial, se lhe couber a escolha; cabendo ao devedor 
escolher, este a entregará individualizada, no prazo fixado 
pelo juiz. 
§ 2o Não cumprida a obrigação no prazo estabelecido, 
expedir-se-á em favor do credor mandado de busca e 
apreensão ou de imissão na posse, conforme se tratar de 
coisa móvel ou imóvel. 
§ 3o Aplica-se à ação prevista neste artigo o disposto nos 
§§ 1o a 6o do art. 461. 
 
Art. 462. Se, depois da propositura da ação, algum fato 
constitutivo, modificativo ou extintivo do direito influir no 
julgamento da lide, caberá ao juiz tomá-lo em 
consideração, de ofício ou a requerimento da parte, no 
momento de proferir a sentença. 
 
Art. 463. Publicada a sentença, o juiz só poderá alterá-la: 
I - para Ihe corrigir, de ofício ou a requerimento da parte, 
inexatidões materiais, ou Ihe retificar erros de cálculo; 
II - por meio de embargos de declaração. 
 
Art. 466. A sentença que condenar o réu no pagamento 
de uma prestação, consistente em dinheiro ou em coisa, 
valerá como título constitutivo de hipoteca judiciária, cuja 
inscrição será ordenada pelo juiz na forma prescrita na Lei 
de Registros Públicos. 
Parágrafo único. A sentença condenatória produz a 
hipoteca judiciária: 
I - embora a condenação seja genérica; 
II - pendente arresto de bens do devedor; 
III - ainda quando o credor possa promover a execução 
provisória da sentença. 
 
Art. 466-A. Condenado o devedor a emitir declaração de 
vontade, a sentença, uma vez transitada em julgado, 
produzirá todos os efeitos da declaração não emitida. 
 
Art. 466-B. Se aquele que se comprometeu a concluir um 
contrato não cumprir a obrigação, a outra parte, sendo 
isso possível e não excluído pelo título, poderá obter uma 
sentença que produza o mesmo efeito do contrato a ser 
firmado. 
 
Art. 466-C. Tratando-se de contrato que tenha por objeto 
a transferência