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SISTEMA RESPIRATÓRIO O Sistema respiratório é responsável pela captação de oxigênio e eliminação de gás carbônico, ou seja, através de movimentos do tórax e do abdome, o ar tem a capacidade de captar o oxigênio que está misturado ao ar ambiente e, após realizar as trocas, liberar o gás carbônico. Fonte: <https://brasilescola.uol.com.br/biologia/sistema-respiratorio.htm> Inspiração (entrada de oxigênio) Expiração (saída de oxigênio) VIAS AÉREAS SUPERIORES É o primeiro órgão representante desse grupo, possui uma parte externa visível que é composta de cartilagem (tecido encontrado na ponta do nariz) e ossos. Internamente, é separado por um osso denominado septo assim formando 2 narinas ou duas fossas nasais (uma direita e outra esquerda). NARIZ Cada narina é composta na sua primeira estrutura: Fonte: Adaptado de Veja, 2020 Pelos grossos (filtram as partículas grossas do ar) Conchas nasais (revestida de um epitélio mucoso, ou seja, uma pele produtora de muco. Este muco possui função adesiva para partículas menores que passam através dos pelos, além de aquecer o ar e umidificá-lo)1 Receptores do olfato (na parte superior do nariz ficam implantadas terminações nervosas, que levam mensagem ao cérebro identificando os cheiros) 3 2 VIAS AÉREAS SUPERIORES NARIZ É um canal muscular que conecta o nariz, boca, ouvidos, laringe e esôfago. A faringe tem função dupla no sistema respiratório e sistema digestório. Para o sistema respiratório, possui função de passagem de ar, conduzindo do nariz até a laringe (próximo órgão do sistema). VIAS AÉREAS SUPERIORES FARINGE Ela é dividida em três partes nasofaringe (localizada atrás das fossas nasais) orofaringe (localizada atrás da boca) laringofaringe (localizada próximo a porção da laringe e atrás da língua) Fonte: Infoescola (Faringe), 2020 VIAS AÉREAS SUPERIORES FARINGE Este órgão é responsável por controlar a entrada e saída de ar para os pulmões, através de duas estruturas a glote e a epiglote. Fonte: Adaptado de Clínica da Voz, 2020 Órgão cartilaginoso localizado internamente na porção do meio do pescoço e situada para frente. Comunica a faringe a traqueia. Possui estruturas fundamentais para o controle e funcionamento adequado do sistema respiratório. VIAS AÉREAS SUPERIORES LARINGE É uma cartilagem que fica sobre a laringe, fazendo controle da entrada e saída de ar – Quando fechada, o esôfago mantém-se aberto para passagem do alimento ou saliva, quando aberta, permite a passagem de ar – por vezes em patologias encontramos esse sistema falho o que ocasiona engasgos). 2 É a porção final da laringe. Essa estrutura separa a laringe do esófago e auxilia para o fechamento da laringe, no momento que deglutimos um alimento. Cordas vocais são duas pregas musculares, situadas dentro da faringe e conectadas na glote, que são responsáveis pela emissão de voz, ou seja, essa estrutura é responsável por emitir a nossa voz durante a fala. 3 1 Fonte: Adaptado de AbcMed, 2020 Fonte: Adaptado de Facebook (Clinica de Fonoaudiologia), 2020 Visão interna VIAS AÉREAS INFERIORES É um tubo cilíndrico, composto de anéis cartilaginosos incompletos, em formato de “C”, com a abertura para a parte posterior da traqueia. Fonte: Adaptado de Anatomia online, 2020 Essa abertura tem fechamento com musculatura lisa, esse mecanismo existe para evitar o colabamento da traqueia, ou seja, para manter esses anéis, permanentemente, em semicírculo, e não alterar sua estrutura fisiológica, em caso de insuficiência respiratória. A traqueia conecta a laringe com os brônquios, executando, assim, a passagem de ar. TRAQUÉIA VIAS AÉREAS INFERIORES BRÔNQUIOS Fonte: Toda matéria (Sistema Respiratório), 2020 BRONQUÍOLOS Fonte: Enfermagem Florence <https://enfermagemflorence.com.br/anatomia-do-sistema-respiratorio/observe-des enho-esquematico-sistema-respiratorio-com-destaque-para-os-alveolos-pulmonare s-5400ec8803cdd/> VIAS AÉREAS INFERIORES ALVÉOLOS A hematose é a entrada de oxigênio para a corrente sanguínea e saída de gás carbônico do mesmo local, sendo assim, fica sobreposto aos capilares sanguíneos que continuam esse processo. https://brasilescola.uol.com.br/biologia/hematose.htm VIAS AÉREAS INFERIORES ALVÉOLOS Fonte: Slide Share (Sistema respiratório), 2020 À esquerda, observa-se uma porção mostrando a troca gasosa internamente, como ocorre dentro de cada um dos alvéolos (oxigênio entrando para corrente sanguínea e se conectando as células competentes e a saída de gás carbônico). Podemos observar o revestimento do alvéolo, cheio de capilares sanguíneos a esquerda, mostrando, ainda, a saída de gás carbônico e saída de oxigênio. VIAS AÉREAS INFERIORES ALVÉOLOS VIAS AÉREAS INFERIORES PULMÃO É Revestido por uma camada serosa denominada pleura, que possui a função de proteger os pulmões. Fica envolto ao líquido pleural, líquido responsável por absorver impactos e proteger pulmão de lesões. https://www.anatomiaonline.com/pleura/ VIAS AÉREAS INFERIORES PULMÃO Para o organismo tenha um processo respiratório mais eficiente, utiliza-se a musculatura intercostal (músculos entre as costelas) e o diafragma (músculo que divide o abdome), extremamente importantes no processo de inspiração e expiração. Esse processo é denominado de mecânica ventilatória. Fonte: Adaptado de Ciências Naturais, 2020 VIAS AÉREAS INFERIORES PULMÃO Oxigênio entra através das narinas Inspiração Tórax composto de costelas e musculatura acessória expandem-se aumentam de tamanho Diafragma distende-se e vai para baixo para dar mais espaço para os pulmões Gás carbônico sai através das narinas Expiração Tórax composto de costelas e musculatura acessória contrai-se, ou seja, diminui de tamanho Diafragma contrai-se e vai para cima para espremer os pulmões e esvaziá-los. OXIGENOTERAPIA É a administração de oxigênio medicinal em concentrações superiores a aquelas da atmosfera ambiental, visando a corrigir, tratar ou prevenir sinais e sintomas de hipóxia (ausência de oxigênio suficiente nos tecidos para manter funções corporais, ou seja, baixa concentração de oxigênio no tecidos e órgãos). https://www.enfermagemnovidade.com.br/2017/02/oxigenoterapia.html VIAS AÉREAS INFERIORES PULMÃO Existem inúmeros dispositivos para administrarmos oxigênio em pacientes com disfunção respiratória, a escolha desse dispositivo e a quantidade de oxigênio a ser administrada é conduta médica. Para definir a sua conduta, ele tomará como base dois exames: Gasometria arterial (coleta de sangue que avalia a quantidade e como o oxigênio está chegando ao sangue) http://www.facafisioterapia.net/2011/03/gasometria-arterial.html Saturação de oxigênio (utiliza-se um aparelho específico, denominado oxímetro, que é colocado no dedo e ele mede em porcentagem a quantidade de oxigênio presente). https://blog.dimave.com.br/oximetro-de-pulso-spo2/ A Oxigenoterapia é indicada para: corrigir hipoxemia (baixa concentração de oxigênio no sangue, reduzir sobrecarga do sistema circulatório. Em hospitais e clínicas o oxigênio é comprimido em tubos cilíndricos ou em redes específicas para saída desse gás. Como vemos na figura abaixo: Fonte: Compilado da autora, 2020 A quantidade de oxigênio liberada é contada em litros/minutos (tantos litros por minuto) e o dispositivo que controla essa saída após o ajuste é o fluxômetro (na figura acima à direita). Na sua parte interna, contém uma bola de meta que indica o volume do fluxo que pode ser de 0,5l/min até 15l/min. Vejamos, a seguir, os dispositivos utilizados para administrar oxigênio nos pacientes: CATETER NASAL (ÓCULOS NASAL E CATETER NASAL) Utilizado em pacientes com necessidade média a pequena de oxigênio e que conseguem fazer uma boa captação de oxigênio sem utilizar do esforço da musculatura acessória,utilizado em média o fluxo de 3 a 5l/min. É amplamente prescrito pelos médicos, na medida em que apresenta vantagens econômicas (é mais barato) e ser de fácil aplicação. É muito utilizado em pacientes conscientes, pois permite a deambulação e alimentação. Fonte: Compilado da autora, 2020 COLOCAÇÃO DE ÓCULOS NASAL ● Óculos nasal; ● Gaze; ● Oxigênio canalizado; ● Extensor intermediário (látex ou silicone macio); ● Frasco umidificador; ● Fluxômetro; ● Água filtrada; ● Luvas de procedimento. Materiais necessários https://www.significados.com.br/oxigenoterapia/ TÉCNICA DE COLOCAÇÃO DA CÂNULA: ● Higienizar as mãos; ● Reunir o material; ● Conferir o procedimento e paciente que devemos realizar o procedimento; ● Apresentar-se ao paciente; ● Higienizar as mãos; ● Conferir a pulseira de identificação; ● Preparar o material; ● Conectar fluxômetro na rede de oxigênio ● Preencher de água filtrada entre as duas linhas indicadas no umidificador; ● Conectar o umidificador ao fluxômetro; ● Conectar a extensão intermediária de oxigênio no umidificador; ● Conectar a extensão no óculos nasal; ● Colocar as luvas de procedimento; ● Posicionar os tubos na narina do paciente (caso possua secreção é necessário realizar uma higiene com gaze umedecida nas narinas externamente, se possível e necessário, entregar um papel para o paciente remover a secreção assoando); TÉCNICA DE COLOCAÇÃO DA CÂNULA: ● Higienizar as mãos; ● Desprezar o material no lixo adequado: invólucros em lixo reciclável e luvas no lixo biológico; ● Realizar checagem e registro de enfermagem e no prontuário. ● Acoplar a extensão lateral do óculos atrás da orelha e ajustar se necessário; ● Ligar e regular o fluxo de acordo com a prescrição médica; ● Remover as luvas; Cuidados: avaliar diariamente região posterior das orelhas, pois pode apresentar risco de lesão por pressão; o óculos deve ser trocado a cada 7 dias ou conforme a rotina institucional (de acordo com o padronizado pela instituição que se trabalha). COLOCAÇÃO DE ÓCULOS NASAL ● Cateter nasal (nº adequado de acordo com a idade); ● Gaze; ● Extensor intermediário (látex ou silicone macio); ● Água filtrada; ● Frasco umidificador; ● Fluxômetro; ● Oxigênio Canalizado; ● Luvas de procedimento. Materiais necessários https://enfermagemnovidade.wordpress.com/2017/04/18/instalacao- do-cateter-nasofaringeo/ TÉCNICA DE COLOCAÇÃO DA CÂNULA: ● Higienizar as mãos; ● Reunir o material; ● Conferir o procedimento e paciente que devemos realizar o procedimento; ● Apresentar-se ao paciente; ● Higienizar as mãos; ● Conferir a pulseira de identificação; ● Preparar o material; ● Cortar 4 pedaços pequenos de micropore; ● Conectar fluxômetro na rede de oxigênio; ● Preencher de água filtrada entre as duas linhas indicadas no umidificador; ● Conectar o umidificador ao fluxômetro; ● Conectar a extensão intermediária de oxigênio no umidificador; ● Conectar o umidificador ao fluxômetro; ● Conectar a extensão intermediária de oxigênio no umidificador; ● Conectar a extensão no cateter nasal; ● Posicionar paciente em decúbito semi-fowler, ou seja, cabeceira da cama elevada entre 30 a 45º; ● Colocar as luvas de procedimento; TÉCNICA DE COLOCAÇÃO DA CÂNULA: ● Medir o tamanho que vai ser introduzido do cateter na narina do paciente (a medida é feita colocando a ponta do cateter na ponta do nariz e levando-o até o lobo da orelha); ● Demarcarmos a medida dobrando o cateter; ● Higienizamos a narina, caso possua secreção, é necessário realizar uma higiene com gaze umedecida nas narinas externamente, se possível e necessário, entregar um papel para o paciente remover a secreção assoando; ● Escolhemos a narina de introdução; ● Introduzimos até a demarcação; ● Fixamos primeiramente um micropore no nariz, posicionamos o cateter sobre esse micropore e colocamos outro pedaço sobre o cateter e o mesmo procedimento realizamos na testa (primeiro um micropore na pele, colocamos o cateter e fixamos com o segundo micropore) - esse cuidado evita úlcera; ● Remover as luvas; ● Higienizar as mãos; ● Desprezar o material no lixo adequado: invólucros em lixo reciclável e luvas no lixo biológico; ● Realizar checagem e registro de enfermagem e no prontuário. Avaliar diariamente região posterior das orelhas, pois pode apresentar risco de lesão por pressão; o óculos deve ser trocado a cada 7 dias ou conforme a rotina institucional (de acordo com o padronizado pela instituição que se trabalha). CUIDADOS CAMPÂNULA OU TENDA DE OXIGÊNIO Oferece teor mais elevado de oxigênio e umidade. É mais utilizado em pediatria e UTI neonatal, onde as incubadoras fornecem oxigênio dessa mesma forma. Fonte: Compilado da autora, 2020 A campânula e a tenda são pouco utilizadas nos hospitais. As incubadoras são restritas a UTI neonatal e possuem mais funções do que somente ofertar oxigênio. A máscara de Hudson ou máscara com reservatório à 100% de oxigênio, fornece 100% de oxigênio e é muito utilizada em pacientes graves. MÁSCARA FACIAL (MÁSCARA DE VENTURI E HUDSON) A administração de oxigênio através de máscaras, é o método mais seguro e confiável de administrar O2, em altas concentrações, Geralmente, é solicitado pelo médico que se mantenha o fluxo entre 10l/min a 15 l/min. Fonte: Compilado da autora, 2020 A máscara de Venturi possui diferentes dispositivos, como vemos na foto abaixo, que realizam a mistura de oxigênio puro vindo da rede canalizada e o ar ambiente. COLOCAÇÃO DE MÁSCARA DE HUDSON E MÁSCARA DE VENTURI ● Máscara adequada para o paciente (Venturi ou Hudson); ● Fluxômetro; ● Oxigênio Canalizado; ● Frasco umidificador; ● Água filtrada; ● Extensor intermediário; ● Água filtrada. Materiais necessários Técnica de colocação da máscara: ● Higienizar as mãos; ● Reunir o material; ● Conferir o procedimento e paciente que devemos realizar o procedimento; ● Apresentar-se ao paciente; ● Higienizar as mãos; ● Conferir a pulseira de identificação; ● Preparar o material; ● Conectar fluxômetro na rede de oxigênio; ● Preencher de água filtrada entre as duas linhas indicadas no umidificador; ● Conectar o umidificador ao fluxômetro; ● Conectar a extensão intermediária de oxigênio no umidificado; ● Conectar a extensão no conector da máscara; ● Colocar as luvas de procedimento; ● Acoplar a máscara na face do paciente (a máscara deve ter o tamanho adequado não ficando muito grande sobrando demais na face – preferencialmente); ● Colocar o elástico envolto a cabeça; ● Ligar e regular o fluxo de acordo com a prescrição médica; ● Remover as luvas; ● Higienizar as mãos; ● Desprezar o material no lixo adequado: invólucros em lixo reciclável e luvas no lixo biológico; ● Realizar checagem e registro de enfermagem e no prontuário. TUBO OROTRAQUEAL ● Traumas das vias aéreas superiores; ● Obstrução das vias aéreas superiores; ● Sangramento das vias aéreas; ● Perda de reflexos das vias aéreas (perda do controle dos movimentos respiratórios); ● Coma (estado de inconsciência); ● Apneia (interrupções na respiração repetidas por mais de cinco vezes num período de 60 minutos); ● Parada cardiorrespiratória; ● Sepses (infecção na corrente sanguínea). Suas indicações são: Fonte: Nightingale&CO, 2020 CUIDADOS ● Manter posição adequada no leito, semi-fowler (cabeceira elevada de 30 a 40º); ● Avaliar ritmo, frequência e amplitude dos movimentos respiratórios; ● Controle rigoroso dos sinais vitais; ● Monitorização cardíaca contínua (manter o paciente conectado através de fios verificando periodicamente seus sinais; ● Vitais); fixar adequadamente para evitar o deslocamento do tubo (com cadarço – como vemos na figura ao lado); ● Posicionar na lateral da boca a fim de evitar lesões da mucosa oral; ● Observar pressão do balonete (balão que fica na porção final do tubo que é inflado para fixar na traqueia mantendo-a aberta) não podendo ser superior a 25mmhg (valoresmaiores leva a lesão tecidual e necrose do local); ● Aspiração das vias aéreas com técnica asséptica, visando manter a permeabilidade das vias aéreas superiores; ● Manter o tubo na altura correspondente aos números 19 e 23 em relação a comissura labial (lábio), como visualizamos na figura abaixo indicando partes do tubo; ● Higiene oral minuciosa (prevenção de pneumonia causada pela ventilação mecânica). Fonte: Adaptado de Medcal Tainjin, 2020 TUBO ENDOTRAQUEAL A intubação é um procedimento realizado pelo médico. O Técnico em Enfermagem, além dos cuidados acima, tem como função auxiliar o médico durante esse procedimento. Na maioria das vezes, quem realizará a separação do material para esse procedimento é o técnico. TUBO ENDOTRAQUEAL ● Laringoscópio com lâminas curvas e retas; ● Equipamento de aspiração; ● Tubo (nº 7,0, 7.5,s 8.0, 8.5,9.0, 9.5); ● Material para aspiração); ● Esparadrapo; ● Guia flexível; ● Pinça de Maggil; ● Anestésicos locais (xilocaína gel); ● Gaze; ● Luvas; ● Cadarço; ● Seringa de 20ml. CÂNULA DE TRAQUEOSTOMIA É introduzida na traqueia através de uma abertura cirúrgica, realizada, geralmente, no bloco cirúrgico. Pode ser temporária ou permanente. O oxigênio pode ser oferecido por: aparelho de ventilação mecânica, T-ayre (T de conexão que faz uma mistura entre ar ambiente, oxigênio é captada pela traqueostomia); estes dois em cânula plástica. Também pode ser ofertado por: cateter nasal (introduzido dentro da cânula), ou via fisiológica (captação de ar pela traqueostomia – como se fosse pelo nariz); estes dois ofertados em cânula metálica. Fonte: Compilado da autora, 2020 ✔ Atentar a fixação da cânula; ✔ quantidade de secreção; ✔ presença de edema (inchaço na região); ✔ enfisema subcutâneo (acúmulo de gases ou ar nos tecidos subcutâneos); ✔ sangramento; ✔ aspirar traqueostomia sempre que necessário (procedimento estéril que deve respeitar a técnica asséptica); ✔ trocar curativos; ✔ cuidados que evitem infecção local e pulmonar. CUIDADOS CUIDADOS NA ADMINISTRAÇÃO DE OXIGENOTERAPIA Avaliar sinais de hipóxia. O oxigênio deve ser sempre umidificado para ser administrado no paciente – utilizando o próprio sistema para isso; Sempre que possível verificar saturação de oxigênio do paciente; Troque a água do umidificador sempre que necessário ou a cada 6 horas – nunca esquecendo de preencher até o nível indicado; Oxigênio deve ser administrado com fluxômetro (regulador do fluxo); Controle o fluxo de oxigênio (quantidade de litros/min); Observar se o equipamento está em bom funcionamento antes de utilizar; Explique a conduta e necessidade de oxigênio para paciente e acompanhante; Oriente para não fuma – oxigênio é altamente inflamável; Mantenha as vias aéreas desobstruídas Controle sinais vitais; Fonte: Adaptado de CPAPS, 2020 FIGURA: UMIDIFICADOR ASPIRAÇÃO DAS VIAS AÉREAS Procedimento técnico onde ocorre a sucção das secreções do trato respiratório do paciente. Tem o objetivo de ajudar na remoção de secreções líquidas nas vias aéreas, sendo realizada sempre que o paciente apresenta incapacidade para expelir, espontaneamente, a secreção. A aspiração pode ser realizada nas vias aéreas superiores no endotraqueal no tubo orotraqueal ASPIRAÇÃO NASOFARINGEA OU OROFARINGEA Utilizada quando paciente consegue tossir, mas é incapaz de realizar a expectoração ou deglutição das secreções. Introduzimos a sonda de aspiração, conectada ao sistema, pelo nariz até a porção inicial da faringe (nasofaringe). Introduzimos a sonda de aspiração, conectada ao sistema, pela boca até a porção final da língua (orofaringe). Atentar para reflexo de vômito, que deve ser evitado, por isso não devemos introduzir demais a sonda. A aspiração deve rápida 15 segundos, no máximo. Aspiração Nasofaringea Aspiração Orofaríngea Fonte: Adaptado de Ministério da Saúde, 2020 ASPIRAÇÃO TRAQUEAL É a aspiração da cânula de traqueostomia para remover secreções deste local. Fonte: Ministério da Saúde, 2020 ASPIRAÇÃO TRAQUEAL Nesse momento, retraia bem pouquinho da sonda e inicie a aspiração com movimentos rotatórios. É introduzido o cateter de aspiração, através da endocânula, até sentir uma leve resistência. A aspiração deve ser rápida: 15 segundos, no máximo. 1 2 3 ASPIRAÇÃO ENDOTRAQUEAL É a retirada de secreções através do tubo traqueal. Não devemos introduzir demais o cateter e a remoção deve ser fazendo movimento rotatório com a sonda – a fim de remover bem as secreções acumuladas na parede do tubo. A aspiração deve rápida, 15 segundos, no máximo. Fonte: Enfermagem Ilustrada, 2020 ASPIRAÇÃO ENDOTRAQUEAL ● Luvas de procedimento; ● Luva plástica estéril; ● Soro fisiológico 0,9% - flaconete; ● Máscara cirúrgica; ● Óculos de proteção; ● Cateter de aspiração; ● Frasco de aspiração; ● Vacuômetro ou aspirador. Materiais necessários ASPIRAÇÃO ENDOTRAQUEAL TÉCNICA DE ASPIRAÇÃO ● Higienize as mãos; ● Conversar com o paciente; ● Posicionar em semi-fowler ou Fowler; ● Abrir o frasco de aspiração; ● Identificar o frasco (data e hora); ● Conectar vacuômetro à extensão e frasco coletor; ● Realizar regulagem da pressão do vacuômetro e testá-lo; ● Abrir somente a ponta distal da embalagem sem abrir o restante da sonda e conectar no extensor; ● Abrir gaze e soro fisiológico; ● Calçar luvas de procedimento e estéril (mão dominante); ● Retire a sonda cuidadosamente do frasco (e pegue-a com a mão dominante); ● Introduzir cateter de aspiração clampeado, sem sucção; ● Retirar cateter com movimentos circulatórios, desclampeando a extensão e exercendo a sucção; ● Ao término, desconectar o cateter e descartá-lo; ● Recolher o material; ● Desprezar o material; ● Realizar registro de enfermagem. ATENÇÃO: Em paciente com tubo traqueal, devemos aspirar primeiro o tubo e, depois, realizar a região orofaríngea. Em paciente com cânula de traqueostomia, aspiramos primeiramente a endocânula, depois a região nasofaríngea e, por último, a orofaríngea. Nos demais pacientes que necessitam de aspiração, iniciamos pela nasofaríngea e após orofaríngea. Seguimos a ordem do menos contaminado, para o mais contaminado. Referências: Produzido por: