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SISTEMA RESPIRATÓRIO
O Sistema respiratório é responsável pela 
captação de oxigênio e eliminação de gás 
carbônico, ou seja, através de movimentos 
do tórax e do abdome, o ar tem a 
capacidade de captar o oxigênio que está 
misturado ao ar ambiente e, após realizar 
as trocas, liberar o gás carbônico. 
Fonte: 
<https://brasilescola.uol.com.br/biologia/sistema-respiratorio.htm>
Inspiração (entrada 
de oxigênio)
Expiração (saída de 
oxigênio)
VIAS AÉREAS SUPERIORES
É o primeiro órgão representante desse grupo, possui uma parte externa visível 
que é composta de cartilagem (tecido encontrado na ponta do nariz) e ossos. 
Internamente, é separado por um osso denominado septo assim formando 2 
narinas ou duas fossas nasais (uma direita e outra esquerda). 
 NARIZ
Cada narina é composta na sua primeira estrutura: 
Fonte: Adaptado de Veja, 2020
Pelos grossos (filtram as 
partículas grossas do ar)
Conchas nasais (revestida de um 
epitélio mucoso, ou seja, uma 
pele produtora de muco. Este 
muco possui função adesiva para 
partículas menores que passam 
através dos pelos, além de 
aquecer o ar e umidificá-lo)1
Receptores do olfato (na parte superior do 
nariz ficam implantadas terminações 
nervosas, que levam mensagem ao 
cérebro identificando os cheiros)
3
2
VIAS AÉREAS SUPERIORES
 NARIZ
É um canal muscular que conecta o nariz, boca, ouvidos, laringe e esôfago.
A faringe tem função dupla no sistema respiratório e sistema digestório. Para o sistema 
respiratório, possui função de passagem de ar, conduzindo do nariz até a laringe (próximo 
órgão do sistema).
VIAS AÉREAS SUPERIORES
 FARINGE
Ela é dividida
 em três partes
nasofaringe 
(localizada atrás das 
fossas nasais)
orofaringe 
(localizada atrás da 
boca) 
laringofaringe 
(localizada próximo a porção 
da laringe e atrás da língua)
Fonte: Infoescola (Faringe), 2020
VIAS AÉREAS SUPERIORES
 FARINGE
Este órgão é responsável por controlar a entrada e 
saída de ar para os pulmões, através de duas 
estruturas a glote e a epiglote. 
Fonte: Adaptado de Clínica da Voz, 2020
Órgão cartilaginoso localizado internamente na 
porção do meio do pescoço e situada para frente. 
Comunica a faringe a traqueia. 
Possui estruturas fundamentais para o controle e 
funcionamento adequado do sistema respiratório. 
VIAS AÉREAS SUPERIORES
 LARINGE
 É uma cartilagem que fica sobre a laringe, fazendo 
controle da entrada e saída de ar – Quando fechada, o 
esôfago mantém-se aberto para passagem do alimento 
ou saliva, quando aberta, permite a passagem de ar – por 
vezes em patologias encontramos esse sistema falho o 
que ocasiona engasgos). 
2
É a porção final da laringe. Essa estrutura separa a 
laringe do esófago e auxilia para o fechamento da laringe, 
no momento que deglutimos um alimento.
 Cordas vocais são duas pregas musculares, 
situadas dentro da faringe e conectadas na glote, que são 
responsáveis pela emissão de voz, ou seja, essa estrutura 
é responsável por emitir a nossa voz durante a fala. 
3
1
Fonte: Adaptado de AbcMed, 2020
Fonte: Adaptado de Facebook (Clinica de Fonoaudiologia), 2020
Visão interna
VIAS AÉREAS INFERIORES
É um tubo cilíndrico, composto de 
anéis cartilaginosos incompletos, em 
formato de “C”, com a abertura para a 
parte posterior da traqueia. 
Fonte: Adaptado de Anatomia online, 2020
Essa abertura tem fechamento com 
musculatura lisa, esse mecanismo 
existe para evitar o colabamento da 
traqueia, ou seja, para manter esses 
anéis, permanentemente, em 
semicírculo, e não alterar sua 
estrutura fisiológica, em caso de 
insuficiência respiratória. 
A traqueia conecta a 
laringe com os brônquios, 
executando, assim, a 
passagem de ar.
TRAQUÉIA
VIAS AÉREAS INFERIORES
 BRÔNQUIOS
 
Fonte: Toda matéria (Sistema Respiratório), 2020
 BRONQUÍOLOS
Fonte: Enfermagem Florence 
<https://enfermagemflorence.com.br/anatomia-do-sistema-respiratorio/observe-des
enho-esquematico-sistema-respiratorio-com-destaque-para-os-alveolos-pulmonare
s-5400ec8803cdd/>
VIAS AÉREAS INFERIORES
ALVÉOLOS
A hematose é a entrada de oxigênio 
para a corrente sanguínea e saída de gás 
carbônico do mesmo local, sendo assim, 
fica sobreposto aos capilares sanguíneos 
que continuam esse processo. 
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/hematose.htm
VIAS AÉREAS INFERIORES
ALVÉOLOS
Fonte: Slide Share (Sistema respiratório), 2020
À esquerda, observa-se uma porção mostrando a 
troca gasosa internamente, como ocorre dentro de 
cada um dos alvéolos (oxigênio entrando para 
corrente sanguínea e se conectando as células 
competentes e a saída de gás carbônico). 
Podemos observar o revestimento do alvéolo, cheio 
de capilares sanguíneos a esquerda, mostrando, 
ainda, a saída de gás carbônico e saída de oxigênio. 
VIAS AÉREAS INFERIORES
ALVÉOLOS
VIAS AÉREAS INFERIORES
PULMÃO
É Revestido por uma camada serosa 
denominada pleura, que possui a função 
de proteger os pulmões. 
Fica envolto ao líquido pleural, líquido 
responsável por absorver impactos e 
proteger pulmão de lesões.
https://www.anatomiaonline.com/pleura/
VIAS AÉREAS INFERIORES
PULMÃO
Para o organismo tenha um processo respiratório mais eficiente, utiliza-se a musculatura intercostal 
(músculos entre as costelas) e o diafragma (músculo que divide o abdome), extremamente importantes 
no processo de inspiração e expiração. Esse processo é denominado de mecânica ventilatória.
Fonte: Adaptado de Ciências Naturais, 2020
VIAS AÉREAS INFERIORES
PULMÃO
Oxigênio entra 
através das narinas
Inspiração
Tórax composto de costelas e 
musculatura acessória expandem-se 
aumentam de tamanho
Diafragma distende-se e vai 
para baixo para dar mais 
espaço para os pulmões
Gás carbônico sai 
através das narinas
Expiração
Tórax composto de costelas e 
musculatura acessória contrai-se, ou 
seja, diminui de tamanho
Diafragma contrai-se e vai para 
cima para espremer os 
pulmões e esvaziá-los.
OXIGENOTERAPIA
É a administração de oxigênio medicinal em 
concentrações superiores a aquelas da atmosfera 
ambiental, visando a corrigir, tratar ou prevenir 
sinais e sintomas de hipóxia (ausência de oxigênio 
suficiente nos tecidos para manter funções 
corporais, ou seja, baixa concentração de oxigênio 
no tecidos e órgãos). 
https://www.enfermagemnovidade.com.br/2017/02/oxigenoterapia.html
VIAS AÉREAS INFERIORES
PULMÃO
Existem inúmeros dispositivos para administrarmos oxigênio em pacientes com 
disfunção respiratória, a escolha desse dispositivo e a quantidade de oxigênio a ser 
administrada é conduta médica.
Para definir a sua conduta, ele 
tomará como base dois exames:
Gasometria arterial 
(coleta de sangue que avalia a 
quantidade e como o oxigênio 
está chegando ao sangue)
http://www.facafisioterapia.net/2011/03/gasometria-arterial.html
Saturação de oxigênio 
(utiliza-se um aparelho específico, 
denominado oxímetro, que é 
colocado no dedo e ele mede em 
porcentagem a quantidade de 
oxigênio presente). https://blog.dimave.com.br/oximetro-de-pulso-spo2/
A Oxigenoterapia é indicada para: corrigir hipoxemia (baixa concentração de oxigênio no 
sangue, reduzir sobrecarga do sistema circulatório.
Em hospitais e clínicas o oxigênio é comprimido em tubos cilíndricos ou em redes 
específicas para saída desse gás. Como vemos na figura abaixo:
Fonte: Compilado da autora, 2020
A quantidade de oxigênio liberada é 
contada em litros/minutos (tantos 
litros por minuto) e o dispositivo que 
controla essa saída após o ajuste é o 
fluxômetro (na figura acima à 
direita). Na sua parte interna, 
contém uma bola de meta que 
indica o volume do fluxo que pode 
ser de 0,5l/min até 15l/min.
Vejamos, a seguir, os dispositivos utilizados para administrar oxigênio nos pacientes:
CATETER NASAL (ÓCULOS NASAL E CATETER NASAL)
Utilizado em pacientes com necessidade média a pequena de oxigênio e que conseguem fazer 
uma boa captação de oxigênio sem utilizar do esforço da musculatura acessória,utilizado em média 
o fluxo de 3 a 5l/min.
É amplamente prescrito pelos 
médicos, na medida em que 
apresenta vantagens econômicas 
(é mais barato) e ser de fácil 
aplicação. É muito utilizado em 
pacientes conscientes, pois permite 
a deambulação e alimentação.
Fonte: Compilado da autora, 2020
COLOCAÇÃO DE ÓCULOS NASAL
● Óculos nasal;
● Gaze;
● Oxigênio canalizado;
● Extensor intermediário (látex ou silicone macio);
● Frasco umidificador;
● Fluxômetro;
● Água filtrada;
● Luvas de procedimento.
Materiais necessários
https://www.significados.com.br/oxigenoterapia/
TÉCNICA DE COLOCAÇÃO DA CÂNULA:
● Higienizar as mãos;
● Reunir o material;
● Conferir o procedimento e paciente 
que devemos realizar o procedimento;
● Apresentar-se ao paciente;
● Higienizar as mãos;
● Conferir a pulseira de identificação;
● Preparar o material;
● Conectar fluxômetro na rede de 
oxigênio
● Preencher de água filtrada entre as 
duas linhas indicadas no umidificador;
● Conectar o umidificador ao fluxômetro;
● Conectar a extensão intermediária de oxigênio 
no umidificador;
● Conectar a extensão no óculos nasal;
● Colocar as luvas de procedimento;
● Posicionar os tubos na narina do paciente 
(caso possua secreção é necessário realizar 
uma higiene com gaze umedecida nas narinas 
externamente, se possível e necessário, 
entregar um papel para o paciente remover a 
secreção assoando);
TÉCNICA DE COLOCAÇÃO DA CÂNULA:
● Higienizar as mãos; 
● Desprezar o material no lixo adequado: 
invólucros em lixo reciclável e luvas no lixo 
biológico;
● Realizar checagem e registro de 
enfermagem e no prontuário.
● Acoplar a extensão lateral do óculos atrás 
da orelha e ajustar se necessário;
● Ligar e regular o fluxo de acordo com a 
prescrição médica;
● Remover as luvas;
Cuidados: avaliar diariamente região posterior das orelhas, pois pode apresentar 
risco de lesão por pressão; o óculos deve ser trocado a cada 7 dias ou conforme a 
rotina institucional (de acordo com o padronizado pela instituição que se trabalha).
COLOCAÇÃO DE ÓCULOS NASAL
● Cateter nasal (nº adequado de acordo com a idade);
● Gaze;
● Extensor intermediário (látex ou silicone macio);
● Água filtrada;
● Frasco umidificador;
● Fluxômetro;
● Oxigênio Canalizado;
● Luvas de procedimento.
Materiais necessários
https://enfermagemnovidade.wordpress.com/2017/04/18/instalacao-
do-cateter-nasofaringeo/
TÉCNICA DE COLOCAÇÃO DA CÂNULA:
● Higienizar as mãos;
● Reunir o material;
● Conferir o procedimento e paciente que 
devemos realizar o procedimento;
● Apresentar-se ao paciente;
● Higienizar as mãos;
● Conferir a pulseira de identificação;
● Preparar o material;
● Cortar 4 pedaços pequenos de micropore;
● Conectar fluxômetro na rede de oxigênio;
● Preencher de água filtrada entre as duas 
linhas indicadas no umidificador;
● Conectar o umidificador ao 
fluxômetro;
● Conectar a extensão intermediária de 
oxigênio no umidificador;
● Conectar o umidificador ao 
fluxômetro;
● Conectar a extensão intermediária de 
oxigênio no umidificador;
● Conectar a extensão no cateter nasal;
● Posicionar paciente em decúbito 
semi-fowler, ou seja, cabeceira da 
cama elevada entre 30 a 45º;
● Colocar as luvas de procedimento;
TÉCNICA DE COLOCAÇÃO DA CÂNULA:
● Medir o tamanho que vai ser introduzido do 
cateter na narina do paciente (a medida é 
feita colocando a ponta do cateter na ponta 
do nariz e levando-o até o lobo da orelha);
● Demarcarmos a medida dobrando o cateter;
● Higienizamos a narina, caso possua secreção, 
é necessário realizar uma higiene com gaze 
umedecida nas narinas externamente, se 
possível e necessário, entregar um papel para 
o paciente remover a secreção assoando;
● Escolhemos a narina de introdução;
● Introduzimos até a demarcação;
● Fixamos primeiramente um micropore no 
nariz, posicionamos o cateter sobre esse 
micropore e colocamos outro pedaço sobre o 
cateter e o mesmo procedimento realizamos 
na testa (primeiro um micropore na pele, 
colocamos o cateter e fixamos com o segundo 
micropore) - esse cuidado evita úlcera;
● Remover as luvas;
● Higienizar as mãos; 
● Desprezar o material no lixo adequado: 
invólucros em lixo reciclável e luvas no lixo 
biológico;
● Realizar checagem e registro de enfermagem e 
no prontuário.
Avaliar diariamente região posterior das orelhas, pois pode apresentar 
risco de lesão por pressão; o óculos deve ser trocado a cada 7 dias ou 
conforme a rotina institucional (de acordo com o padronizado pela 
instituição que se trabalha).
CUIDADOS
CAMPÂNULA OU TENDA DE OXIGÊNIO
Oferece teor mais elevado de 
oxigênio e umidade. É mais utilizado 
em pediatria e UTI neonatal, onde as 
incubadoras fornecem oxigênio 
dessa mesma forma.
Fonte: Compilado da autora, 2020
A campânula e a tenda são 
pouco utilizadas nos hospitais. As 
incubadoras são restritas a UTI 
neonatal e possuem mais funções 
do que somente ofertar oxigênio.
A máscara de Hudson ou máscara com reservatório 
à 100% de oxigênio, fornece 100% de oxigênio e é 
muito utilizada em pacientes graves.
MÁSCARA FACIAL (MÁSCARA DE VENTURI E HUDSON)
A administração de oxigênio através de máscaras, é o método mais seguro e confiável 
de administrar O2, em altas concentrações, Geralmente, é solicitado pelo médico que se 
mantenha o fluxo entre 10l/min a 15 l/min. 
Fonte: Compilado da autora, 2020
A máscara de Venturi possui diferentes dispositivos, como 
vemos na foto abaixo, que realizam a mistura de oxigênio 
puro vindo da rede canalizada e o ar ambiente.
COLOCAÇÃO DE MÁSCARA DE HUDSON E MÁSCARA DE VENTURI
● Máscara adequada para o paciente (Venturi ou Hudson);
● Fluxômetro;
● Oxigênio Canalizado;
● Frasco umidificador;
● Água filtrada;
● Extensor intermediário;
● Água filtrada.
Materiais necessários
Técnica de colocação da máscara:
● Higienizar as mãos;
● Reunir o material;
● Conferir o procedimento e paciente que 
devemos realizar o procedimento;
● Apresentar-se ao paciente;
● Higienizar as mãos;
● Conferir a pulseira de identificação;
● Preparar o material;
● Conectar fluxômetro na rede de oxigênio;
● Preencher de água filtrada entre as duas 
linhas indicadas no umidificador;
● Conectar o umidificador ao fluxômetro;
● Conectar a extensão intermediária de 
oxigênio no umidificado;
● Conectar a extensão no conector da 
máscara;
● Colocar as luvas de procedimento;
● Acoplar a máscara na face do paciente (a 
máscara deve ter o tamanho adequado 
não ficando muito grande sobrando 
demais na face – preferencialmente);
● Colocar o elástico envolto a cabeça;
● Ligar e regular o fluxo de acordo com a 
prescrição médica;
● Remover as luvas;
● Higienizar as mãos; 
● Desprezar o material no lixo adequado: 
invólucros em lixo reciclável e luvas no lixo 
biológico;
● Realizar checagem e registro de 
enfermagem e no prontuário. 
TUBO OROTRAQUEAL
● Traumas das vias aéreas superiores;
● Obstrução das vias aéreas superiores;
● Sangramento das vias aéreas;
● Perda de reflexos das vias aéreas (perda do controle 
dos movimentos respiratórios);
● Coma (estado de inconsciência);
● Apneia (interrupções na respiração repetidas por 
mais de cinco vezes num período de 60 minutos);
● Parada cardiorrespiratória;
● Sepses (infecção na corrente sanguínea).
Suas indicações são:
Fonte: Nightingale&CO, 2020
CUIDADOS
● Manter posição adequada no leito, semi-fowler 
(cabeceira elevada de 30 a 40º); 
● Avaliar ritmo, frequência e amplitude dos 
movimentos respiratórios; 
● Controle rigoroso dos sinais vitais; 
● Monitorização cardíaca contínua (manter o 
paciente conectado através de fios verificando 
periodicamente seus sinais;
● Vitais); fixar adequadamente para evitar o 
deslocamento do tubo (com cadarço – como 
vemos na figura ao lado); 
● Posicionar na lateral da boca a fim de evitar 
lesões da mucosa oral; 
● Observar pressão do balonete (balão que fica na 
porção final do tubo que é inflado para fixar na 
traqueia mantendo-a aberta) não podendo ser 
superior a 25mmhg (valoresmaiores leva a lesão 
tecidual e necrose do local); 
● Aspiração das vias aéreas com técnica asséptica, 
visando manter a permeabilidade das vias 
aéreas superiores;
● Manter o tubo na altura correspondente aos 
números 19 e 23 em relação a comissura labial 
(lábio), como visualizamos na figura abaixo 
indicando partes do tubo;
● Higiene oral minuciosa (prevenção de 
pneumonia causada pela ventilação mecânica). 
Fonte: Adaptado de Medcal Tainjin, 2020
TUBO ENDOTRAQUEAL
A intubação é um procedimento realizado pelo médico. O Técnico em Enfermagem, além dos 
cuidados acima, tem como função auxiliar o médico durante esse procedimento. Na maioria das 
vezes, quem realizará a separação do material para esse procedimento é o técnico.
TUBO ENDOTRAQUEAL
● Laringoscópio com lâminas curvas e retas;
● Equipamento de aspiração;
● Tubo (nº 7,0, 7.5,s 8.0, 8.5,9.0, 9.5);
● Material para aspiração);
● Esparadrapo;
● Guia flexível;
● Pinça de Maggil;
● Anestésicos locais (xilocaína gel);
● Gaze;
● Luvas;
● Cadarço;
● Seringa de 20ml.
CÂNULA DE TRAQUEOSTOMIA
É introduzida na traqueia através de uma abertura cirúrgica, realizada, geralmente, no 
bloco cirúrgico. Pode ser temporária ou permanente.
O oxigênio pode ser oferecido por: aparelho de ventilação 
mecânica, T-ayre (T de conexão que faz uma mistura entre ar 
ambiente, oxigênio é captada pela traqueostomia); estes dois 
em cânula plástica.
Também pode ser ofertado por: cateter nasal (introduzido dentro da 
cânula), ou via fisiológica (captação de ar pela traqueostomia – como se 
fosse pelo nariz); estes dois ofertados em cânula metálica.
Fonte: Compilado da autora, 2020
✔ Atentar a fixação da cânula;
✔ quantidade de secreção;
✔ presença de edema (inchaço na região);
✔ enfisema subcutâneo (acúmulo de gases ou ar nos tecidos subcutâneos);
✔ sangramento;
✔ aspirar traqueostomia sempre que necessário (procedimento estéril que 
deve respeitar a técnica asséptica);
✔ trocar curativos;
✔ cuidados que evitem infecção local e pulmonar.
CUIDADOS
CUIDADOS NA ADMINISTRAÇÃO DE OXIGENOTERAPIA
Avaliar sinais de hipóxia.
O oxigênio deve ser sempre umidificado para 
ser administrado no paciente – utilizando o 
próprio sistema para isso;
Sempre que possível verificar saturação de 
oxigênio do paciente;
Troque a água do umidificador sempre que 
necessário ou a cada 6 horas – nunca 
esquecendo de preencher até o nível indicado;
Oxigênio deve ser administrado com 
fluxômetro (regulador do fluxo);
Controle o fluxo de oxigênio (quantidade de 
litros/min);
Observar se o equipamento está em bom 
funcionamento antes de utilizar;
Explique a conduta e necessidade de oxigênio 
para paciente e acompanhante;
Oriente para não fuma – oxigênio é altamente 
inflamável; 
Mantenha as vias aéreas desobstruídas
Controle sinais vitais;
Fonte: Adaptado de CPAPS, 2020
FIGURA: UMIDIFICADOR 
 ASPIRAÇÃO DAS VIAS AÉREAS
 Procedimento técnico onde ocorre a sucção das secreções do trato respiratório do 
paciente. Tem o objetivo de ajudar na remoção de secreções líquidas nas vias aéreas, sendo 
realizada sempre que o paciente apresenta incapacidade para expelir, espontaneamente, a 
secreção.
A aspiração pode ser 
realizada
nas vias aéreas superiores
no endotraqueal
no tubo orotraqueal
ASPIRAÇÃO NASOFARINGEA OU OROFARINGEA
Utilizada quando paciente consegue tossir, mas é incapaz de realizar a expectoração ou 
deglutição das secreções.
Introduzimos a sonda de aspiração, conectada 
ao sistema, pelo nariz até a porção inicial da 
faringe (nasofaringe).
Introduzimos a sonda de aspiração, conectada ao 
sistema, pela boca até a porção final da língua 
(orofaringe). Atentar para reflexo de vômito, que 
deve ser evitado, por isso não devemos introduzir 
demais a sonda. A aspiração deve rápida 15 
segundos, no máximo.
Aspiração Nasofaringea Aspiração Orofaríngea
Fonte: Adaptado de Ministério da Saúde, 2020
ASPIRAÇÃO TRAQUEAL 
É a aspiração da cânula de traqueostomia para remover secreções deste local.
Fonte: Ministério da Saúde, 2020
ASPIRAÇÃO TRAQUEAL 
Nesse momento, retraia bem pouquinho da 
sonda e inicie a aspiração com movimentos 
rotatórios. 
É introduzido o cateter de aspiração, através da 
endocânula, até sentir uma leve resistência.
A aspiração deve ser rápida: 15 segundos, no 
máximo. 
1
2
3
ASPIRAÇÃO ENDOTRAQUEAL
É a retirada de secreções através do tubo traqueal. 
Não devemos introduzir demais o cateter e a 
remoção deve ser fazendo movimento rotatório 
com a sonda – a fim de remover bem as 
secreções acumuladas na parede do tubo. 
A aspiração deve rápida, 15 segundos, no máximo.
Fonte: Enfermagem Ilustrada, 2020
ASPIRAÇÃO ENDOTRAQUEAL 
● Luvas de procedimento;
● Luva plástica estéril;
● Soro fisiológico 0,9% - flaconete;
● Máscara cirúrgica;
● Óculos de proteção;
● Cateter de aspiração;
● Frasco de aspiração;
● Vacuômetro ou aspirador.
Materiais necessários
ASPIRAÇÃO ENDOTRAQUEAL
TÉCNICA DE ASPIRAÇÃO
● Higienize as mãos;
● Conversar com o paciente;
● Posicionar em semi-fowler ou Fowler;
● Abrir o frasco de aspiração;
● Identificar o frasco (data e hora);
● Conectar vacuômetro à extensão e frasco 
coletor;
● Realizar regulagem da pressão do 
vacuômetro e testá-lo;
● Abrir somente a ponta distal da embalagem 
sem abrir o restante da sonda e conectar no 
extensor;
● Abrir gaze e soro fisiológico;
● Calçar luvas de procedimento e estéril 
(mão dominante);
● Retire a sonda cuidadosamente do frasco 
(e pegue-a com a mão dominante);
● Introduzir cateter de aspiração 
clampeado, sem sucção;
● Retirar cateter com movimentos 
circulatórios, desclampeando a extensão 
e exercendo a sucção;
● Ao término, desconectar o cateter e 
descartá-lo;
● Recolher o material;
● Desprezar o material;
● Realizar registro de enfermagem.
ATENÇÃO: 
Em paciente com tubo traqueal, devemos aspirar primeiro o tubo e, depois, 
realizar a região orofaríngea. Em paciente com cânula de traqueostomia, aspiramos 
primeiramente a endocânula, depois a região nasofaríngea e, por último, a orofaríngea.
Nos demais pacientes que necessitam de aspiração, iniciamos pela nasofaríngea e 
após orofaríngea. Seguimos a ordem do menos contaminado, para o mais contaminado.
Referências:
Produzido por:

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