Logo Passei Direto
Buscar

Resumo sobre larva migrans cutânea, visceral e ocular. Descreve agentes (Ancylostoma caninum/braziliensis; Toxocara canis/catis), ciclo (L3 por penetração ou ingestão), transmissão por fezes, sinais cutâneos (rastro serpiginoso, prurido) e manifestações viscerais/oculares.

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Marília Lino
12/04 
Larva Migrans cutânea(LMC):
É uma doença provocada pela migração errática das larvas imaturas de ancilostomídeos. 
Ou seja, larva adentram organismos que não são seus hospedeiros naturais. 
 Apresenta distribuição cosmopolita, ocorre com maior frequência nas regiões tropicais e 
subtropicais.
 Agentes mais comum de cães e gatos são Ancylostoma caninum e Ancylostoma 
braziliensis, na qual esses vermes vivem no intestino delgado de cães e gatos .
 Com a eliminação de fezes contaminadas com essas larvas ou ovos, essas ficam expostas 
ao meio ambiente podendo ter contato com outros hospedeiros anormais.
 Quando infectam um hospedeiroanormal, inclusive humanos, as larvas desses parasitos 
podem não evoluir nesse hospedeiro e então migrar através do tecido subcutâneo.
 Outros exemplos são as larvas migrans visceral e larvas migrans ocular.
Morfologia:
Ciclo Biológico no Hospedeiro Definitivo:
A larva é ingerida ou penetra o corpo do hospedeiro ideal, chegando a corrente 
sanguínea. A larva se desenvolve no
organismo do hospedeiro e pode ser
transmitida via placentária, aos filhotes ou
por amamentação. 
 O verme se aloja no intestino delgado do
hospedeiro e se reproduz, sendo
eliminado ovos na fezes. 
 Em contato com o solo o ovo eclode se
torna a larva que reinicia o ciclo ou invade
um hospedeiro não ideal.
Infecção em Humanos:
Larva em estádio L3 penetra ativamente a pele do homem, migra pelo tecido subcutâneo 
por semanas e meses até morrerem
 Deixam atrás de si um rastro sinuoso conhecido popularmente como bicho geográfico ou 
bicho das praias. 
 Em uma menor frequência a larva vai ser ingerida pelo homem e migrar atrvés das 
vísceras, sendo tratada assim como larva migrans visceral.
 Raramente chegam a circulação, podendo alcançar o pulmão e depois ao Intestino 
Delgado para se completar o ciclo.
 
Sintomas:
As partes do corpo frequentemente acometidas são: 
• Pés
• Pernas
• Mãos 
• Antebraços
• Boca
• Lábio e palato
Obs.: algumas vezes as lesões são múltiplas podendo ocorrer em várias partes do corpo 
 O momento da penetração pode passar despercebido ou ser acompanhado de eritema e 
prurido em pacientes sensíveis.
 No local da penetração das L3, fica uma
lesão eritemopapulosa que evolui,
assumindo um aspecto vesicular
 Com a migração dar larvas no tecido
subcutâneo há produção de um rastro
saliente e pruriginoso pelas larvas.
Nas lesões mais antigas, há formação de
crostas que desaparecem lentamente,
deiando uma linha sinuosa escura que
posteriormente também desaparece.
Larvas migrans Visceral e Larva migrans ocular:
 
 As larvas que causam essas patologias são;
• Toxocara canis 
• Toxocara catis.
Morfologia:
 Possuem formas tanto macho quanto fêmea, que chegam a medir respectivamente 10 cm 
e 17 cm. O macho possui a extremidade curvada.
 Esses vermes possuem corpo cilíndrico e suas larvas são formadas dentro do ovo
 Transmissão no cão:
Contaminação no Homem:
Ao ingerir o ovo contendo a L3, ele percorre todo o sistema 
gastroinntestinal e vai eclodir no intestino delgado. A larva vai 
penetra a parede intestinal e alcançar a circulção sendo 
distribuída por todo o corpo através do sangue.
 Quando no sangue, essas larvas atravessam os capilares 
sanguíneos e chegam aos tecidos adjacentes como o fígado, rins,
pulmões,coração, medula óssea, músculos estriados e aos olhos.
 Nesses órgãos, as larvas migra, mas a maioria é destruídas por granulomas energéticos, 
infiltrados rios em eosinófilos e monócitos que cerca o parasita
Ciclo:
Manifestações clínicas:
 As infecções viscerais por larvas migrans podem ser assintomáticas, mas também podem 
apresentar quadros sintomáticos agudos e subagudos.
 A gravidade de cada caso clínico depende da quantidade de larvas presentes no 
organismo. Depende também do estado do órgão invadido e da capacidade de resposta 
imunológica do paciente.
 O quadrio clásisico dessa patologia é composto por: 
• Leucocitose
• Hipereosinofilia sanguínea
• Hepatomegalia
• Linfadenite
Em alguns casos, observa-se também infiltrados pulmonares acompanhados de tosse 
dispneia, anorexia e desconforto abdominal.
Toxocarose Comum:
 Afeta principalmente pacientes adultos que vivem em áreas rurais e que apresentam 
astenia crônica associada a distúrbios digestivos e a manifestações alérgicas.
Toxocarose oculta:
 Doença caracterizada pela maioria dos pacientes apresentarem contagem de eosinófilos 
normal no sangue, apesardos latos títulos de anticorpos anti-toxocara, podendo 
apresentar ou não erupções cutâneas;
Larva Migrans Ocular:
 Os indivíduos geralmente não apresentam hipereosinofilia, e a resposta imunológica e 
menos intensa que na larva migrans visceral.
A maioria das infecções oculares e unilateral
Vários os aspectos clínicos que podem assumir, sendo que endoftalmia crônica é a forma 
mais comum, geralmente envolvendo coroide, retina e vítreo, determinando a perda de 
visão em casos graves.
Diagnósticos:
• Larva migrans visceral: é um diagnóstico difícil, feitoa partir de exames de biópsia, 
jutamente com a história do paciente, seus sintomas junto aos resultado 
imunodiagnóstico- Detecção de anticorpos, ELISA e Western Blot
• Larva migrans cutânea: fundamentado no exame clínico – anamnese, sintomas e 
aspectos dermtológicos da lesão, caracterizado por erupções lineares e tortuosas na
pele.
Tratamentos:
• Larva migrans cutânea: Tiabendazol – pomada e terapia oral em casos de 
infecções múltiplas (LMC). O uso oral de 400 mg de albendazol e ivermectina. Na 
dose de 200 mcg/kg, tem apresentado sucesso no tratamento.
• Larva migrans Visceral: 
◦ Albendazol em duas doses diárias de 5 mg/Kg por cinco dias. 
◦ Invermectina em dose única de 12 mg por via oral.
◦ Tiabendazol na dose de 25 mg/kg duas vezes ao dia, por 3 dias não excedendo 
3 g por dia.
◦ Levamisol, fenbendazol, mebendazol, dietilcarbamazina também são usados.
• Larva migrans ocular: o tratamento clínico e o mais usado e baseia-se no uso de 
corticoides nas fases iniciais das lesões retinianas. Quando a lesão está na periferia, 
associa-se corticoide periocular.

Mais conteúdos dessa disciplina