Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Oncologia de pequenos animais
 
OSTEOSSARCOMA
Osteossarcoma canino
Incidência maior no cão, quando ocorre
em gatos o quadro é bem desfavorável
e não há muito tratamento a ser feito.
Também é denominado de sarcoma
osteogênico e tem por característica ser
extremamente invasivo e com grande
potencial de metástase. É a neoplasia
óssea mais frequente em cães,
principalmente em raças grandes e
gigantes, possuindo uma chance de ser
185 vezes maior em cães acima de
36,5kg e 95% da casuística é em cães a
partir de 15kg. Cães de porte pequeno
tem tem placas epifisárias fechadas
precocemente, diminuindo os traumas
dessa região e por isso é importante
lembrar que um cão pequeno, como o
pinscher se torna adulto a partir de 1
ano de idade, e cães maiores como fila,
são bernardo, a partir de 18 meses, a
placa desses animais demora mais para
fechar e com isso eles correm mais,
ganham mais peso, consequentemente
estão mais susceptíveis a traumas. 
Geralmente os animais de 7 anos que
são acometidos pelo osteossarcoma
apendicular (ossos longos - fêmur, tíbia,
úmero, rádio), e animais entre 4 e 5
anos são acometidos pelo
osteossarcoma axial (ossos mais chatos
- costelas, crânio - menos comum).
Ambos são mais frequentes em machos,
com exceção do são bernardo e rott.,
que são as fêmeas. E há uma proporção
de 2:1 em membros anteriores (a cada 3
casos, 2 serão em membros anteriores).
A porção distal do rádio é onde há a
maior casuística. A maioria se origina no
canal medular (metáfise) e pode
acometer superfície cortical, periósteo,
mama, fígado, baço, intestinos, SC, rins,
testículos, vagina, olhos, ligamento
gástrico e adrenal.
Etiologia
A literatura relata participação de
partículas virais, mas não há nada
comprovado. Porém, a etiologia mais
fundamentada é de pequenos e
múltiplos traumas em região fisária de
fechamento tardio (cães grandes tem
essa região fisária que se fecha mais
tardiamente, nessa região há muitas
células em proliferação para produzir
matriz óssea - osteoblastos,
condroblastos - células jovens que
produzem matriz óssea para o osso
crescer e se consolidar, quando o
animal passa a ganhar muito peso em
associação com exercícios, o animal faz
impacto nas placas epifisárias fazendo
com que haja uma inflamação
subclínica, o animal não manifesta nada
e começa a ter indução de sinais
mutagênicos, vindo a progredir
lentamente, ano a ano. 
Outra etiologia são sítios prévios de
fraturas associadas a implantes
metálicos, ou seja, toda fratura precisa
ser corrigida, em muitas destas precisa
ser colocadas placas, parafusos, e isso
pode desencadear uma osteomielite
que se torna desapercebido pois não
envolve bactérias, então animal não tem 
Fraturas sem fixação também pode
desencadear osteossarcoma, pois
aquela fratura que não foi fixada, onde o
osso ainda tem certa mobilidade,
mesmo que pequeno causa
osteomielite crônica = sinais
mutagênicos. 
Existe algo que eu posso fazer para tentar
evitar essa inflamação crônica durante a
fase de crescimento? Sim, através do
controle de peso. 
 nem febre. Por isso, uma vez que o
osso consolidou após cirurgia, esses
implantes metálicos precisam ser
tirados.
Patologia
Classificação: 
- tumores centrais/medulares, ou seja,
tumores mais no centro do osso
envolvendo a medula ossa. É mais
comum que ele comece na região
medular. 
Também pode-se ter condrossarcoma
periosteal (cartilagem) ou fibrossarcoma
periosteal que podem ser diagnósticos
diferenciais. Todos eles são altamente
invasivos e metastático.
- 90% vão para os pulmões, devido a via
hematógena (muito sangue vai para o
pulmão);
- Quando ocorre acometimento
escapular o prognóstico é bem
desfavorável pois já começa a invadir
tecido mole ao redor dessa escápula e
com isso a abordagem cirúrgica fica
mais difícil. 
- Animais podem ter fraturas
espontâneas em ossos acometidos, a
"fratura patológica", o osso quebra
porque está doente. As vezes o animal
pode não ter sinal nenhum,
aparentemente, mas tem o osso
fraturado. 
- Somente 5% dos animais com OSA
apresentam evidências de
metástase pulmonar no momento
da consulta (animal vem dispneico e
tossindo). Ou seja, 95% já pode
possuir micro metástase. 
OSTEOSSARCOMA APENDICULAR:
 Sintomas geralmente é dor e
claudicação aguda ou crônica, com o
membro apoiado em pinça e edema no
local afetado. 
Sinais clínicos
OSTEOSSARCOMA AXIAL:
 Sintomas se manifestam mais
tardiamente. Variam de acordo com a
localização. 
Diagnósticos
Baseado em histórico clínico; se animal
possui claudicação, emagrecimento e
dispneia, com isso é feito um exame
físico detalhado do paciente buscando
encontrar aumentos de volume, sinais
neurológicos (pois pode ocorrer
compressão dos nervos) e atrofias
musculares. 
Após, um exame importante a ser feito
é a radiografia, onde pode ser
encontrado uma lise óssea e
proliferação óssea (processo misto).
Possui aspecto de explosão solar e
pode ser achado o triângulo de
codman (não é visto sempre mas é
considerado patognomônico). 
Característica do osteossarcoma = não
invade articulação. 
Triângulo de codman = é
característico que o tumor cause
levantamento do periósteo. Entre o
periósteo levantado e a superfície do
osso há deposição reativa de osso
neoformado formando um triângulo
isósceles de ângulo agudo.
Diagnóstico definitivo
Citologia (agulha grossa =
dependendo pode ser a agulha
rosa) é interessante porque nesses
casos de osteossarcoma a agulha
entra com facilidade. 
Biópsia óssea (onde se retira
pedaços do osso com uma agulha
específica); 
1.
2.
 - Método aberto (abre a pele, pega
uma lâmina de bisturi, quebra
fragmentos e manda para patologista).
 - Método fechado. 
Histórico clinico + raio X já não deixa
muitas dúvidas. 
 3. Cintilografia óssea (se usa um
radiofármaco - TcMDP, que incorpora
em sítios de neoformação óssea, áreas
de remodelamento ou região com
aumento de fluxo sanguíneo - é
detectável na imagem. Na veterinária
não muito uma realidade. Mas, é um
exame que detecta mesmo em animais
muito novos, onde o osteossarcoma
ainda está em progressão). 
 4. Ressonância e tomografia também
contribuem para o diagnóstico,
principalmente para um diagnóstico
precoce. Dependendo da cidade, não
são diagnósticos muito viáveis. 
Tratamento
Amputação (motivo= a amputação não
está relacionada com prognóstico de
metástase - a não ser que seja super
precoce - no caso, o objetivo da
amputação é o controle da dor). Em
associação, pode oferecer dipirona a
cada 12h, tramadol a cada 12h e
gabapentina a cada 8h em doses
máximas.
Para a amputação:
- se for membro anterior: desarticulação
escapuloumeral; a não ser que tenha
acometimento da escápula;
- se for membro posterior:
desarticulação coxofemoral. 
Cirurgia com preservação do membro
(indicado para animais com distúrbios
ortopédicos ou neurológicos ou quando
o tutor rejeita a amputação). Indicado
para OSA afetando menos que 50% do
osso. Mais indicado para tumores que
envolvam a porção distal de rádio e ulna
e porção proximal do úmero. Para isso é
usado um alo-enxerto de banco de
ossos (guarda em -80°C ou glicerina e
preserva esse osso, após de
autoclavado). Ele vai servir como uma
ponte, para que cresça osso novo em
cima dele. O problema é o preço e o
pós-operatório, pois o animal precisa
ficar "enjaulado", qualquer coisa que o
animal fizer, ele pode quebrar esse
osso. Tem relatados de animais que
amputaram após de 6 meses da
cirurgia.
Tratamento
Tratamento é feito com cisplatina e doxorrubicina. Atenção
com a cisplatina que possui nefrotoxicidade acentuada e
êmese. A fluído precisa ser tomada antes, durante e depois.
Prognóstico
FATORES PROGNÓSTICOS NEGATIVOS:
- animais com menos de 5 anos de idade;
- neoplasias muito avançadas (>50% do osso acometido);
Somente amputação:
- 11% dos animais sobrevivem 1ano;
- 2% sobrevivem 2 anos;
Amputação ou preservação do membro + quimio:
- 38-43% do animais sobrevivem 1 ano;
- 18% sobrevivem 2 anos;
- Metástase nodal confere pior prognóstico;
- FA aumentada indica prognóstico desfavorável.

Mais conteúdos dessa disciplina