Prévia do material em texto
ESTRUTURA CRISTALINA Galena (PbS) Diamante Barita (BaSO4) CERÂMICA FÍSICA Prof. Dr. Marcelo M. Oliveira http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.las.inpe.br/~cesar/Infrared/gifsemic/pbtecell.gif&imgrefurl=http://www.las.inpe.br/~cesar/Infrared/pbsnte.htm&h=303&w=284&sz=38&hl=pt-BR&start=2&um=1&tbnid=rSBsTEpGMQS5LM:&tbnh=116&tbnw=109&prev=/images%3Fq%3DESTRUTURA%2BCRISTALINA%26svnum%3D10%26um%3D1%26hl%3Dpt-BR%26cr%3DcountryBR%26sa%3DN http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.las.inpe.br/~cesar/Infrared/gifsemic/pbtecell.gif&imgrefurl=http://www.las.inpe.br/~cesar/Infrared/pbsnte.htm&h=303&w=284&sz=38&hl=pt-BR&start=2&um=1&tbnid=rSBsTEpGMQS5LM:&tbnh=116&tbnw=109&prev=/images%3Fq%3DESTRUTURA%2BCRISTALINA%26svnum%3D10%26um%3D1%26hl%3Dpt-BR%26cr%3DcountryBR%26sa%3DN Por quê estudar? As propriedades de alguns materiais estão diretamente associadas à sua estrutura cristalina (Ex: C grafite - As camadas são mantidas por forças fracas de van der Waals, o que facilita o deslizamento de umas sobre outras, possibilitando seu uso como lubrificante e marcador de superfícies (lápis); C Diamante – duro Utilizado em ferramentas de corte). Explica a diferença significativa nas propriedades de materiais cristalinos e não cristalinos de mesma composição -Propriedades mecânicas, elétricas, ópticas, catalíticas, etc. Grafite Diamante Estrutura Propriedades Processamento Observação Otimização do material Arranjamento Atômico Os materiais sólidos podem ser classificados de acordo com a regularidade na qual os átomos ou íons se dispõem em relação à seus vizinhos. Material cristalino é aquele no qual os átomos encontram- se ordenados sobre longas distâncias atômicas formando uma estrutura tridimensional que se chama de rede cristalina. Todos os metais, muitas cerâmicas e alguns polímeros formam estruturas cristalinas sob condições normais de Solidificação. Cristal de NaCl http://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem:NaCl-Ionengitter.png http://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem:NaCl-Ionengitter.png Arranjamento Atômico Nos materiais não-cristalinos ou amorfos não existe ordem de longo alcance na disposição dos átomos. As propriedades dos materiais sólidos cristalinos depende da estrutura cristalina, ou seja, da maneira na qual os átomos, moléculas ou íons estão espacialmente dispostos. Há um número grande de diferentes estruturas cristalinas, desde estruturas simples exibidas pelos metais até estruturas mais complexas exibidas pelos cerâmicos e polímeros. CÉLULA UNITÁRIA (Unidade básica repetitiva da estrutura tridimensional) Consiste num pequeno grupos de átomos que formam um modelo repetitivo ao longo da estrutura tridimensional (analogia com elos de uma corrente). A célula unitária é escolhida para representar a simetria da estrutura cristalina. Célula unitária do Si Célula unitária do NaCl Os átomos são representados como esferas rígidas. TIPOS DE CRISTAIS O caso mais simples, a estrutura interna de uma forma cristalina pode ser representada utilizando esferas de mesmo raio. Colocando-as umas em contato com as outras e empilhando umas sobre as outras, a estrutura geométrica pode ser gerada. SISTEMAS CRISTALINOS Estes sistemas incluem todas as possíveis geometrias de divisão do espaço por superfícies planas contínuas PRINCIPAIS ESTRUTURAS CRISTALINAS CRISTAIS COMPACTOS SISTEMA CÚBICO Os átomos podem ser agrupados dentro do sistema cúbico em 3 diferentes tipos de repetição: 1. Cúbico simples - CS 2. Cúbico de corpo centrado – CCC 3. Cúbico de face centrada - CFC Conceitos Fundamentais • Número de Coordenação: Número de átomos que tocam um átomo em particular. Ele indica quão próximos eles estão dentro de uma célula unitária. • Fator de empacotamente atômico: Fração de espaço da célula unitária ocupada por átomos. a) N.C. = 6 b) N.C. = 8 F.E.A. = vol. dos átomos da célula unitária/vol. total da célula unitária SISTEMA CÚBICO SIMPLES - CS Apenas 1/8 de cada átomo cai dentro da célula unitária, ou seja, a célula unitária contém apenas 1 átomo. Número de coordenação corresponde ao número de átomos vizinhos mais próximos. Para a estrutura cúbica simples o número de coordenação é 6. RELAÇÃO ENTRE O RAIO ATÔMICO (R) E O PARÂMETRO DE REDE (a) PARA O SISTEMA CS FATOR DE EMPACOTAMENTO ATÔMICO PARA O SISTEMA CS Vol. dos átomos = número de átomos x Vol. Esfera ( 1 x 4R3/3) Vol. da célula =Vol. Cubo = a3 O fator de empacotamento para a estrutura cúbica simples é 0,52 ou seja, 52% do espaço do sistema está ocupado e restante é vazio. unitáriacéluladaVolume átomosdosVolumexátomosdeNúmero amentoempadeFator cot 3 3 )2( 3/R4 ntoempacotame deFator R ESTRUTURA CÚBICA DE CORPO CENTRADO (CCC) O PARÂMETRO DE REDE E O RAIO ATÔMICO ESTÃO RELACIONADOS NESTE SISTEMA POR: accc = 4R /(3)1/2 Na estrutura ccc cada átomo dos vértices do cubo é dividido com 8 células unitárias. Já o átomo do centro pertence somente a sua célula unitária. Cada átomo de uma estrutura ccc é cercado por 8 átomos adjacentes. Há 2 átomos por célula unitária na estrutura ccc. FCC Octahedral site Tetrahedral site RELAÇÃO ENTRE O RAIO ATÔMICO (R) E O PARÂMETRO DE REDE (a) PARA O SISTEMA CCC ESTRUTURA CÚBICA DE FACE CENTRADO (CFC) O PARÂMETRO DE REDE E O RAIO ATÔMICO ESTÃO RELACIONADOS PARA ESTE SISTEMA POR: acfc = 4R/(2) 1/2 = 2R . (2)1/2 Na estrutura cfc cada átomo dos vértices do cubo é dividido com 8 células unitárias. Já os átomos das faces pertencem somente a duas células unitárias. Há 4 átomos por célula unitária na estrutura cfc. unitáriacéluladaVolume átomosdosVolumexátomosdeNúmero amentoempadeFator cot FATOR DE EMPACOTAMENTO ATÔMICO PARA O SISTEMA CFC DEMONSTRE QUE O FATOR DE EMPACOTAMENTO PARA A EST. CFC É O,74. Vol. dos átomos = número de átomos x Vol. Esfera (4R3/3) Vol. da célula =Vol. Cubo = a3 32/1 3 ))2(2( 3/R44 ntoempacotame deFator R x 74,0 Exemplo: Cobre têm raio atômico de 0,128nm (1,28 Å), uma estrutura cfc, um peso atômico de 63,5 g/mol. Calcule a densidade do cobre. Resposta: 8,89 g/cm3 Valor da densidade medida = 8,94 g/cm3 HCP Tetrahedral site Octahedral site Tipos de Cristais Cubo de face centrada Empacotamentos FCC e HCP HCP FCC Empacotamentos FCC e HCP FCC Empacotamentos FCC e HCP Sítios entre camadas de empacotamento denso - Os dois tipos principais de sítios intersticiais são tetraédrico e octaédrico. - Tetraedro e octaedro são os arranjos mais comuns para cátions em estruturas cerâmicas. - Cada sítio é definido por um poliedro formado entre duas camadas adjacentes do empacotamento. - Estes sítios não dependem da configuração da terceira camada. - As redes FCC e HCP têm o mesmo número de sítios octaédricos e tetraédricos. Sítios Intersticiais em CFC 1 no centro 12 centro de cada vértice (cada compartlihado por 4 células unitárias)4 Oh sítios/célula unitária Sítios Octaédricos(Oh) Sítios Tetraédricosl (Td) 8 Td sítios/célula unitária Sítios Intersticiais em HCP Looking down [0001] of HCP unit cell 3 Oh sites on top half of unit cell (by symmetry, 3 more on bottom half) Total 6 Oh sites 6 Td sites on top half of unit cell (by symmetry, 6 more on bottom half) Total 12 Td sites O retículo iônico Em muitos compostos iônicos, os ânions são muito maiores que os cátions. Sendo os cátions pequenos, estes deixam vazios entre os ânions. Buracos tetraédricos Buracos octaédricos Conceitos Básicos: Íons são assumidos como: carregados, incompressíveis e esferas não polarizáveis. Os íons estarão rodeados por outros de cargas opostas. A razão de cátion para ânion deve refletir a estequiometria do composto. Ex. MgCl2, NaCl, etc. O empacotamento adotado por um composto iônico é determinado pelo comparativo do tamanho dos íons r+/r-. Fig. a) Número de Coordenação 3 (trigonal plana) AB = BC = AC = 2r-, BE = r-, BD = r+ + r-. O ângulo ABC e DBE 60o e 30o respectivamente. cos 30o = BE/BD BD = BE / cos30º r+ + r- = r- / cos 30o = r- / 0,886 = r- x 1,155 r+ = (1,155 r-) - r- = 0,155 r- portanto, r+/r- = 0,155 Exercícios: Calcular para as Figuras (c) – Tetraédrico, NC = 4, (d) Octaédrico, NC = 6 e (e) Cúbico, NC = 8, a razão r+ / r-. Dados: ângulo do tetraedro 109o 28’, sen 54o44’ = 0,8164. e) Fig. c. Se  = 109o28’. Logo  ABD = 54o44’. No triângulo ABD, temos: rr r AB AD senABD 8164,0 225,0 8164,0 1836,0 8164,0 8164,0 r rrr r Fig. d) AB = r+ + r- BD = r-  ABC = 45o. (2Rz + 2Rx)2 = (2Rz)2 + (2Rz)2 = 2(4Rz2) 2Rz +2Rx = 2Rz Rz + Rx = Rz Rx = ( - 1)Rz Rx/Rz = 0.414 rr r AB BD ABD 7071,0cos 414,0 7071,0 2929,0 r r Figura e) Ex. Estime a estrutura dos seguintes compostos iônicos utilizando a relação r+ / r-. a) CsCl b)NaCl c) ZnS Cs+ – 0,167 nm, Cl- - 0,181 nm, Na+ = 0,102 nm, Zn2+ = 0,074 nm, S2- - 0,184 nm. A CONSTANTE DE MADELUNG A Constante de Madelung pode ser usada para determinar a energia de rede de um cristal. A constante de Madelung (A ou M) é um número adimencional relacionado às características geométricas do sólido. Constante de Madelung para alguns cristais comuns. As Regras de Pauling • Linus Pauling estudou as estruturas dos cristais (entre MUITAS outras coisas!) e os tipos de ligação que neles ocorre. • Em seus estudos, ele descobriu que as estruturas cristalinas obedecem a uma série de regras, conhecidas como AS REGRAS DE PAULING As Regras de Pauling Regra 1: Poliedros de Coordenação • Ao redor de cada cátion forma-se um poliedro de ânions, no qual a distância cátion-ânion é determinada pelas somas dos raios e o NC é determinado pela razão entre os raios. • Esta regra simplesmente mostra o que vimos anteriormente, afirmando que o tipo de poliedro de coordenação é determinado pela razão entre os raios. As Regras de Pauling Regra 2, O Princípio da Valência Eletrostática • Uma estrutura iônica será estável desde que a soma das forças da ligações eletrostáticas que chegam a um íon seja igual à carga daquele íon. • Para compreender esta regra, devemos definir a valência eletrostática, ev, que igual à carga do íon dividida por seu número de coordenação: (ev=z/NC) • Por exemplo, em NaCl cada Na+ é cercado por 6 íons Cl-. O NC do Na é portanto 6. Assim, ev Na = 1/6, ou seja, 1/6 da carga negativa chega ao Na a partir de cada átomo de cloro, e a carga positiva do Na+ é balanceada por 6x1/6 = 1 carga negativa dos 6 íons Cl-. • Na estrutura do CaF2, cada Ca2+ é rodeado por 8 íons F-. NC Ca =8. E ev que chega ao Ca a partir de cada F é de ¼. Como há 8 íons F, a carga total que chega ao ca será 8x1/4 = 2, e a carga fica balanceada. As Regras de Pauling • Notar que, em NaCl, cada íon Cl- também estará rodeado por 6 íons Na+ em coordenação octaédrica. Portanto, o cálculo para a ev será o mesmo que foi feito para os íons Na. • No NaCl, a carga é exatamente balanceada nos cátions e ânions. • Dizemos que as ligações têm a mesma força em todas as direções, e chamamos este tipo de ligação de isodésmica. As Regras de Pauling • Este não é o caso quando temos C4+ em coordenação triangular com O2-. Aqui, ev=4/3 (C tem uma carga +4 e é coordenado por 3 oxigênios). • Cada O contribui com 4/3 de carga para o íon C, e a carga no carbono é balanceada. • Porém, cada O ainda tem 2/3 de uma carga não utilizada. Por isso, forma- se um íon carbonato estrutural, CO3 2-. • Tais casos, em que a valência eletrostática é maior do que metade da carga no ânion, este estará mais fortemente ao cátion central do que a qualquer outro grupo estrutural. • Temos, então, uma ligação anisodésmica. As Regras de Pauling • Uma terceira possibilidade ocorre quando a ev que chega ao cátion é exatamente metade da carga do ânion. • Um exemplo é o Si4+ em coordenação tetraédrica com O2-. • Neste caso, a carga que chega ao Si é 4/4 =1. • Cada O fica com uma carga -1 não compartilhada. Como esta é exatamente metade da carga original do O, estes podem formar ligações tão forte com íons de grupos externos quanto com o Si central. • Neste caso, temos a ligação mesodésmica. • Nota: o grupo SiO44- é a estrutura básica presente nos minerais mais comuns, os silicatos. As Regras de Pauling Regra 3: Ligação Entre Poliedros • O compartilhamento de arestas e, principalmente, de faces de dois poledros de ânions, diminui a estabilidade de uma estrutura cristalina. • O motivo disto é que o compartilhamento de vértices apenas faz com que os cátions fiquem o mais distantes possível uns dos outros. • Por exemplo, para coordenação tetraédrica, se condiderarmos a distância entre cátions de poliedros que compartilham os vértices como sendo unitária, então o compartilhamento de arestas reduz a distância para 0,58, e o de faces, para 0,38. As Regras de Pauling Regra 4: Evasão de Cátions em Binários • Em uma estrutura cristalina contendo diversos tipos de cátions, aqueles com alta valência e baixo NC tendem a não compartilhar elementos poliédricos. • O compartilhamento de elementos poliédricos para cátions de maior carga vai fazer com que este fiquem mais próximos, de forma a ocorrer repulsão. Assim, eles tendem a se distanciar, sem que haja compartilhamento de vértices, arestas ou faces. • Exemplo: CaTiO3: perovskita: • Os cobooctaedros de CaO12 com NC = 12 compartilham faces • Os octaedros de TiO6 com NC=6 compartilham apenas vértices. As Regras de Pauling Regra 5: O Princípio da Parcimônia • O número de diferentes tipos de constituintes em um cristal tende a ser pequeno. • Isto significa que há apenas alguns poucos tipos de sítios catiônicos e aniônicos em um cristal. Apesar da possibilidade de existires sítios tetraédricos, octaédricos e cúbicos em um único cristal, a grande maioria dos cristais se limita a estes tipos de sítios, embora diferentes átomos possam ocupar sítios semelhantes • De outra forma: átomos quimicamente semelhantes deverão ocupar sítios semelhantes sempre que possível. • Exemplo: consideremos o mineral granada, Ca3Al2Si3O12 como um cristal aniônico. • Nota: há um grande número de exceções a esta regra!! Quando as Regras de Pauling Não São Obedecidas • Influências estruturais nas ligações: pares isolados, ligações planares Quando as Regras de Pauling Não São Obedecidas • Influências estruturais nas ligações: pontes de hidrogênio, ligações metal-metal Quando as Regras de Pauling Não São Obedecidas • Quando há evidência que a estrutura não é iônica: • Aumento na polarização das ligações leva a abaixamento na dimensionalidade: tendência à formação de lamelas e cadeias. • A polarização é aumentada por: • Alta carga e pequeno tamanho do cátion: – potencial iônico, poder de polarização • Alta carga e grande tamanho do ânion – Deformação da nuvem eletrônica • Configuração incompleta da camada de valência: – Uma camada completa representa melhor blindagem e menos poder de polarização ESTRUTURAS BASEADAS EM CFC NaCl - rc / ra 0,414 – 0,732 de acordo com a 1a Lei de Pauling. - Razão dos sítios octaédricos por átomo 1:1 - Compostos desta estrutura tem uma geometria ideal MX. Ex. NaCl, KCl, LiF, MgO, CaO, SrO, NiO, CoO, MnO e PbO. Célula unitária Rede Na – menores 4 ânions 4 cátions http://genchem.chem.wisc.edu/lab/winss/ionic_unit_cells/index.htm CaF2 - Estrutura Fluorita e Antifluorita Íons Ca Íons flúor Antifluorita M2X. Ex: Li2O, Na2O e K2O Fluorita MX2. Ex: CaF2 (de onde vem o nome), ZrO2, UO2 e CeO2. Cada ânion rodeado por 4 cátions tetraedricamente Cada cátion rodeado por 8 ânions Célula unitária ânions cátion 1/8 de cátions vértices x 8 = 1 átomo ½ de cátions nas faces x 6 = 3 átomos 4 cátions por célula Estrutura Blenda de Zinco (ZnS) outra forma Óxidos, Sulfetos (ZnO, ZnS BeO) e compostos covalentes tais como SiC, BN a GaAs. Cátions muito pequenos preferem estruturas tetraédricas. ÍonsZn Íons S ½ de S1/8 de S Célula unitária do ZnS Muitos compostos de zincblend também cristaliza na estrutura wurtizite constante de Mandelung (A) zincblend 1,638 e wurtzite 1,641 politipos (tipo especial de polimofismo [distintas formas cristalinas de um composto, ex: ZrO2 cúbica, tetragonal e monoclínico] diferentes formas cristalinas de compostos que são relacionadas pela diferença do empilhamento no empacotamento). •Polimorfismo: Materiais sólidos com mais de uma estrutura cristalina •Alotropia Polimorfismo em um elemento sólido A estrutura cristalina pode mudar com a mudança de temperatura ou devido a pressões externas. Ex: Ferro, Titânio, grafite Polimorfismo e Alotropia Polimorfismo e Alotropia Estrutura CCC - Estrutura CsCl cubo 1 Cs2+ no interior 1/8 de Cl- nos vértices x 8 = 1 Cl- Estruturas baseadas em HCP - Estrutura Rutilo – TiO2 Compostos representativos Óxidos (17) - (i.e. MO2 M=Cr, Ge, Ir, Mo, Nb, Os, Pb, Ru, Sn, Te, Ti) Fluoretos (7) - (i.e. MF2 M=Co, Fe, Mg, Mn, Ni, Pd, Zn) Nitritos (1) - Ti2N (Antirutilo) Célula unitária Íons Ti Íons O Wurtzite A estrutura wurtizita tem coordenação (4,4). Como exemplos temos ZnO, AgI e um polimorfo do SiC além de vários outros compostos. Corundrum A estrutura corundrum é uma estrutura geral de uma classe de minerais consistindo de um empacotamento hexagonal e os átomos de O com os cátions preenchem 2/3 dos sítios octaédricos. Compostos de Al2O3, Fe2O3 e Cr2O3. São derivados desta estrutura a ilmenita (FeTiO3) e o niobato de lítio (LiNbO3). Ilmenita e Niobato Lítio Estruturas derivadas do corundrum. A ilmenita é o composto FeTiO3; outros compostos ABO3 no qual A e B tem preferência à coordenação octaédrica também poder adquirir esta estrutura. Cátions alternados nas camadas ocupadas por Fe e Ti. Cada camada no LiNbO3 é composta por Li e Nb. Li Nb http://en.wikipedia.org/wiki/Image:Linbo3_Unit_Cell.png http://en.wikipedia.org/wiki/Image:Linbo3_Unit_Cell.png Perovskite Muitos compostos de fórmula ABO3 no qual os cátions A e B diferem consideravelmente no tamanho cristaliza na forma perovisquita. Compostos representativos: Óxidos [i.e. SrTiO3, BaZrO3, CaMnO3, CaTiO3] Haletos [i.e. RbMnF3, KCuF3, CsCdBr3, CsGeCl3] Carbetos [i.e. AlCFe3, SnCFe3, ZnCMn3] Nitritos [i.e. NFeFe3, NMnMn3, NNiFe3, NPtFe3] Hidretos [i.e. LiBaH3, LiEuH3, LiSrH3] Podem ter estequiometria A2+B4+O3, como BaTiO3 e PbZrO3, A 3+B3+O3, como LaAlO3 e LaGaO3, misto A(B2+1/3B 5+ 2/3)O3 ou A 2+(B3+1/2B 5+ 1/2)O3, como Pb(Mg1/2Nb2/3)O3 e Pb(Sc1/2Ta1/2)O3. Espinélio Compostos de estequiometria A2B2O4 no qual os cátions A e B são divalentes e trivalentes respectivamente, (AO.B2O3) forma espinélio. Compostos representativos: Óxidos - (i.e. Li0.5Al2.5O4, Ag2MoO4, CdRh2O4, FeV2O4, Co2GeO4, Zn2.33Nb0.67O4) Selenetos - (i.e. CdCr2Se4) Sulfetos - (i.e.Ag0.5Al2.5S4, CaIn2S4, CuTi2S4, ZnCr2S4) Teluretos - (i.e. CuCr2Te4) FCC http://www.chem.ox.ac.uk/icl/heyes/structure_of_solids/Coords/Met-fcc.cmdf http://www.chem.ox.ac.uk/icl/heyes/structure_of_solids/Coords/Met-fcc.cmdf http://www.chem.ox.ac.uk/icl/heyes/structure_of_solids/Coords/Met-hcp.cmdf http://www.chem.ox.ac.uk/icl/heyes/structure_of_solids/Coords/Met-hcp.cmdf Empacotamento HCP Planos cristalinos Região amorfa YAG – Possível supercondutor! Materiais Amorfos Vidro Metal-vidro http://crysta.physik.hu-berlin.de/elmi/JEM2200FS_first_results.html Au Nano fios de Sn Si Materiais Cristalinos Determinação da estrutura • Para uma dada estrutura, a especificação do espaçamento “d” permite identificar um plano específico, pelo que cada estrutura tem uma colecção característica de espaçamentos “d”. • A medição dos valores de “d” de uma estrutura desconhecida, permite-nos determinar a sua estrutura. • Este método está na base da determinação de estruturas por Difração de Raios X. FIM