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Otorrino Flavia Kaori 1 
ANATOMIA E FISIOLOGIA DA AUDIÇÃO 
Orelha externa 
 
 
• Temos 3 orelhas em cada lado: 
o Orelha externa (pavilhão auricular) 
o Orelha media 
o Orelha interna 
• O pavilhão auricular faz parte da orelha extena 
o Tem formato próprio, cada pedaço 
tem um nome diferente 
§ Hélice 
§ Anti-hélice 
§ Concha do pavilhão 
§ Poro acustico externo 
§ Trago 
§ Antitrago 
§ Incissura intretrágica entre 
os dois tragos 
§ Lóbulo: único lugar que 
tem apenas pele, tecido 
celular subcutâneo e 
gordura 
• Em todo o resto 
temos pele, tecido 
celular subcutâneo, 
camada fina 
chamada 
pericôndrio e 
cartilagem 
• Meato acústico externo: formado pela concha e 
tragus ... formam o terço externo cartilaginoso 
(geralmente vemos cera nessa região), 2/3 
internos são formados pelo osso timpânico (pele 
da parte óssea é mt mais fina que a pele da 
parte cartilaginosa). 
o Possui tortuosidades e 1 cm de 
diâmetro. As peles revestem 
glândulas sebáceas e sudoríparas, 
levam a cera pra fora 
• A orelha externa termina na membrana 
timpânica 
• Função 
o Levar as ondas sonoras a orelha 
media: faz a localização sonora 
o Proteção contra sons de alta 
intensidade: por isso o meato 
acústico não pode ser todo reto 
o Proteção da membrana timpânica, 
umidade (mantendo pH mais acido, 
oq dificulta proliferação bacteriana) 
e temperatura 
o Amplificação do som nas 
frequências entre 2000 e 5500 Hz 
Membrana timpânica 
• Faz parte da orelha externa e da orelha media 
• Tem 3 camadas 
o Externa: epitélio queratinizado igual 
do meato acústico externo 
o Média: é formada por fibras de 
colágeno, possui a parte flácida que 
tem menos fibras de colágenos e 
parte tensa que possui mais fibras. 
Constituição fibrosa, com fibras de 
natureza colágena, fibroblastos e 
células endoteliais 
o Interna: epitelio cilíndrico ciliado 
• Vemos o cabo do martelo, triangulo luminoso 
anulo fibroso, vascularização acima do cabo do 
martelo, promultorio, etc ... 
o No final do cabo do martelo, tem 
uma região mais retraída (umbigo 
do cabo do martelo) 
o O martelo tem 2 ligamentos 
(anterior e posterior) que delimita a 
parte flácida do tímpano 
Otorrino Flavia Kaori 2 
 
Orelha média 
 
• A orelha media é a partir da camada media da 
membrana timpânica 
• Composta pela cavidade timpânica, orifício 
timpânico da tuba auditiva (comunica rinofaringe 
com cavidade timpânica) e células da mastoide 
(células aeradas que vão da cavidade timpânica 
a parte posterior do osso temporal) 
• Limites da orelha media: 
o Limite superior: fossa craniana 
media (osso tégmen timpânico, 
acima desse osso temos a dura 
mater – otites podem desenvolver 
meningite por isso). 
o O limite posterior: células da 
mastoide 
o O limite medial é o labirinto (orelha 
interna – cóclea, canais semi 
circulares e vestíbulo) 
o Limite antero inferior é a artéria 
carótida interna 
o Limite antero superior é a 
articulação temporo mandibular 
o Cavidade glenoide: limite anterior da 
orelha media com a articulação 
temporo mandibular 
o Limite externo: membrana 
timpânica 
• Alem da cadeia ossicular, na orelha media temos 
2 musculos: 
o Tem o musculo associado ao 
estribo, chamado estapediano 
(inervado pelo nervo facial) 
o Musculo tensor do tímpano no 
martelo (nervo trigemeo). 
o Esses musculos contraem quando 
ouve som de alta intensidade 
(proteção). – abafam energia para 
que não haja lesão das células da 
orelha interna 
o Tb tem o nervo corda do timpano 
• Orelha media possui: ar, cadeia de ossicular, 
músculos, nervos e canal – tuba auditiva 
(comunica a cavidade timpânica com a cavidade 
nasal/nasofaringe) 
• Funções da tuba auditiva: 
o Permanece fechada na maior parte 
do tempo, quando comemos, 
bocejamos ou fazemos manobra de 
valsalva abrimos a tuba auditiva 
o Abre passivamente quando 
deglutimos principalmente, ocorre a 
constrição dos musculos da faringe 
e ai a tuba abre, levando a um 
equilíbrio de pressão da orelha 
media com a rinofaringe. – função 
de ventilação e equilibrio pressorico 
o Possui epitélio ciliar, fazendo uma 
limpeza indo em direção a 
rinofaringe. – função de limpeza 
o E protege a entrada de sons 
indesejáveis internos, como do som 
de respirar. – função de proteção 
o No adulto a tuba é mais longa e 
verticalizada, já na criança é mais 
curta e horizontalizada – facilita 
entrada de microorganismos da 
tuba auditiva pra dentro da orelha 
media (motivo pelo qual criança tem 
mais otite) 
OSSICULOS: 
 
• Martelo 
o Cabeça do martelo articula com a 
Otorrino Flavia Kaori 3 
bigorna. 
o Colo do martelo passa o nervo 
corda do timpano e ta inserido o m 
extensor do timpano 
• Bigorna 
o Ramo curto 
o Ramo longo: articula com o estribo 
o Corpo da bigorna articula com o 
martelo 
• Estribo 
o Base – platina 
o 2 cruras e uma cabeça que articula 
com a bigorna 
• Orelha media funções: 
o Vibração da mt 
o Meio aéreo x liquido: perda de 
energia, então temos mecanismos 
para amplificar essa energia 
§ Efeito de alavanca materlo 
– bigorna (martelo > 
bigorna; os dois ossículos 
estão articulados, quando 
membrana vibra o martelo 
vibra, quando ele se 
movimenta ele movimenta 
a bigorna, mas por ele ser 
maior que a big ele 
amplifica a energia) 
§ Superfície vibrátil mt x 
platina (a parte vibrátil do 
timpatino tem uns 55 mm 
de área, já a platina tem 3,2 
mm de área, oq aumenta 
17x a energia) 
§ Esses dois mecanismos 
somados aumenta mais ou 
menos 28 decibeis 
Orelha interna 
 
• Labirinto 
• Parte óssea, dentro do osso temporal que 
reveste o labirinto – cápsula otica 
 
• Dividido em 2 regioes: 
o Anterior: coclea 
o Posterior: vestíbulo e 3 canais 
semicirculares 
§ Canal semicircular anterior 
§ Canal semicircular lateral 
§ Canal semicircular posterior 
§ Esses canais desembocam 
no vestíbulo 
• Estribo tem a platina, que fica localizado na janela 
oval 
• O nervo facial passa perto do estribo e entra 
dentro do labirinto e do meato acústico interno 
 
. 
Cóclea 
 
• Possui giro basal, giro médio e giro incompleto. 
• Dentro desses giros tem ossos, no meio dos 
osseos, tem uma parte chamada de modiolo, 
onde passam as fibras que vão formar o nervo 
auditivo.. 
Otorrino Flavia Kaori 4 
o Da coclea sai o nervo coclear que 
fica embaixo do nervo facial 
• Também conseguimos ver os gânglios auditivos 
• 3 compartimentos 
o Compartimento anterior (escala 
vestibular) 
o Compartimento do meio (ducto 
coclear/escala media) 
o Compartimento inferior 
(escala/rampa timpanica) 
o No ápice a rampa timpanica e a 
escala vestibular se unem na região 
que é chamada de helicotrema 
o Esses 3 compartimentos são 
separados por duas membranas 
§ Uma inferior que separa a 
rampa timpânica do ducto 
coclear – membrana basilar 
§ Uma membrana que 
separa o ducto coclear da 
escala vestibular – 
membrana de reissner 
§ Essas separações existem 
pq tem 2 liquidos dentro da 
coclea que circulam dentro 
desses compartimentos 
(perilinfa e endolinfa) 
• Perilinfa: circula perifericamente, na escala 
vestibular e rampa timpanica 
o Rica em sódio 
• Endolinfa no ducto coclear 
o Rica em potássio 
• Na membrana de reissner tem a bomba de sódio 
e potássio que joga sódio pra perilinfa e potássio 
pra endolinfa 
o Potássio tb é bombeado pela estria 
vascular 
• Dentro da cóclea, tem o órgão de Corti 
o Formado pela membrana basilar, 
células de sustentação, células 
ciliadas e membrana tectonica. 
o É nesse órgão que acontece a 
transformação de energia 
Órgão de corti 
• O estribo faz movimento na janela vestibular; a 
energia entra pela setinha vermelha da imagem 
abaixo 
• Tem perilinfa e a rampa vestibular. A perilinfa vai 
transmitir a vibração pra dentro da coclea, na 
região existe a comunicação das duas rampas 
(helicotrema), perilinfa vai vibrar na rampa 
timpanica em toda a coclea. Na rampa timpânica 
tem a membrana basilar, quando aperilinfa vibra 
a membrana basilar 
• 
 
• 
• Quando membrana basilar vibra há a abertura 
dos canais de cálcio nas células ciliadas externas, 
então há a despolarização das cels ciliadas 
externas que vão contrair. Ao se contraírem há 
a abertura dos canais de cálcio entre as células 
ciliadas e elas se contraem novamente 
o Depois que isso acontece a 
membrana tectorial vai descer e vai 
ter contato com as cels ciliadas 
internas, ai vai ocorrer a mesma 
coisa, abertura dos canais de cálcio, 
contração das cels ciliadas internas 
e dispara potencial interno que vai 
ser conduzido a partir das fibras do 
n auditivo (fibras cocleares 
aferentes) 
• Cels ciliadas externas tem contato com a 
membrana tectoria mesmo na ausência de som 
• Movimento da m basilar – abertura dos canais 
de potássio – despolarização – contração das 
cels ciliadas externas – abertura dos canais de 
Otorrino Flavia Kaori 5 
cálcio – contração das cels ciliadas ext – memb 
tectoria entra em contato com as ciliadas 
internas – somação desses dois potenciais 
elétricos (interno + externo) – potencial de 
somação – dispara o potencial de ação nas fibras 
cocleares aferentes 
• Basicamente o orgao de corti transforma 
energia mecânica em elétrica (transdução 
mecano elétrica) 
• Potencial de somação: somação dos potenciais 
elétricos das cels externas e internas 
• Depois que o n auditivo foi estimulado, o estimulo 
é conduzido pelo n auditivo 
o 90% das fibras do n auditivo recebe 
fibras aferentes das cels ciliadas 
internas – pro nervo as ciliadas 
internas são mais importantes 
• N coclear transmite a energia até os núcleos 
cocleares (ficam na ponte), há a comunicação 
dos núcleos de um lado com o outro – energia 
vai ser transmitida através do núcleo 
olivar/complexo olivar – chega no lemnisco 
lateral – chega no coliculo inferior – tálamo – 
córtex cerebral 
TEORIA DOS ENVELOPES: 
• A memb basilar é diferente em cada região da 
coclea 
o Base: mais curta e rígida e vai 
aumentando de tamanho e 
diminuindo a rigidez conforme vai 
subindo na coclea; capta melhor 
sons agudos 
o Media: capta sons de media 
frequência 
o Alta: sons de alta frequência 
• Quando temos frequência aguda a vibração é 
maior onde a membrana é mais curta (vários 
ciclos por segundo) 
Fisiologia da audição 
• O som é uma condução de energia 
• O som é conduzido diferentemente do meio 
que a gnt ta 
o Na água o som transmite mais 
rápido do que no ar 
o Quando mudo o meio eu mudo a 
resistência/impedância do meio 
• O som a medida que é transmitido forma uma 
onda, com fase de compressão e rarefação 
• Essa onda vai ter uma amplitude e um 
determinado comprimento 
o Quanto mais ondas eu tiver em um 
certo tempo eu tenho onda de 
menor comprimento 
o 
as ondas de cima tem um menor 
comprimento que as de baixo – alta 
frequência/frequência aguda 
• Frequência é inversamente proporcional ao 
comprimento da onda, quanto menor 
comprimento da onda mais ciclos por segundo 
e ai uma maior frequência (Hz) 
• Alta frequencia: são as frequências agudas, é um 
som que propaga em varios ondas por segundo. 
Tem menor comprimento de onda 
• Baixa frequência: comprimento de onda maior, 
são sons graves 
• A capacidade da nossa orelha é de 20 Hz (grave) 
até 20.000 Hz (agudo) 
• O som ao entrar na orelha, encontra um meio 
que tem impedância variável (é a resistência do 
meio) 
o Impedância: massa, rigidez e atrito 
o Ex: se a orelha estiver com muita 
cera, se vai escutar musica, tem 
aumentar. 
• Som (energia mecânica) vai ser impulsionado 
através das moléculas de ar – passa pelo 
pavilhão – meato acustico externo – vibra o 
timpano – vibra cadeia ossicular – amplificar o 
som por alavanca e diferenca de diâmetro – 
estribo faz movimento na perilinfa – transmite 
pela rampa vestibular – chega na rampa 
timpânica – movimenta membrana basilar – abre 
canais de potássio – despolarização das cels 
ciliadas – aberturas de canais e cálcio – segunda 
despolarização – puxa membrana tectoria em 
direção as cels ciliadas internas – despolarização 
das cels ciliadas internas – potencial de ação do 
nervo auditivo – transmitido através dos núcleos 
Otorrino Flavia Kaori 6 
cocleares até região do tronco cerebral até 
chegar no córtex auditivo 
Peate/bera 
• Potencial evocado auditivo do tronco encefálico 
• Mostra a condução do som através do tronco 
cerebral 
• Exame subjetivo, não depende da resposta da 
pessoa 
• Coloca fone na orelha que esta testando e 
elétrodos que vão captar os estímulos elétricos 
que estão chegando no tronco cerebral 
• Obtemos 6 ondas e vemos a latência delas 
1. N coclear distal 
2. N coclear proximal 
3. Núcleo coclear 
4. Complexo olivar superior 
5. Lemnisco lateral 
6. Coliculo inferior 
 
padrão de normalidade

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