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Direito Internacional Público - Diplomacia e ONU

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Curso de Relações Internacionais
Direito Internacional Público
Tendo em vista os debates em sala de aula, as leituras obrigatórias, bem como os aprendizados sobre o direito internacional público, analise e responda aos seguintes tópicos:
1. segundo a Constituição da República em que hierarquia se enquadram os Tratados Internacionais Ordinários ratificados pelo Brasil? Explique.
	No Brasil, os tratados ordinários têm valor de lei no ordenamento jurídico nacional, sendo que eles serão celebrados pelo poder executivo, ad referendum do poder legislativo. Já os tratados sobre direitos humanos terão valor de emenda constitucional.
2. quem é o depositário da Carta das Nações Unidas? Cite o artigo da previsão.
	O depositário da Carta das Nações Unidas são os Estados Unidos, como consta no Artigo 110.
3. em quantas cópias a Carta das Nações Unidas foi assinada? Cite o artigo da previsão.
	A Carta das Nações Unidas foi assinada em cinco cópias, respectivamente em Inglês, Espanhol, Francês, Russo e Chinês, como consta no Artigo 111.
4. que artigo assegura o fim da diplomacia secreta? Explique-o.
	O Artigo 102 da Carta das Nações Unidas assegura que quaisquer acordos internacionais realizados por estados membros devem ser publicados pelo secretariado.
5. qual a diferença entre os membros originários e os eleitos da ONU? Explique.
	Os membros originários são aqueles participaram e/ou assinaram previamente a declaração das Nações Unidas de 1942. Os membros eleitos são aqueles não permanentes participantes do conselho de segurança, por voto da Assembleia Geral.
6. qual o sistema de tomada de decisões na Assembléia Geral da ONU? Cite o artigo da previsão.
	A votação na Assembleia Geral, segundo o Artigo 18, ocorre pela participação dos países membros com seus respectivos votos, sendo que, as decisões serão tomadas a partir da vontade da maioria, dentro da condição que dois terços dos votos presentes e votantes sejam coincidentes.
7. quais são as competências do Conselho de Segurança da ONU?
	O Conselho de Segurança da ONU, segundo o:
· Artigo 24, tem a responsabilidade para com a manutenção da paz e da segurança internacional, agindo em nome da ONU;
· Artigo 4, tem a responsabilidade de recomendar a entrada de novos membros;
· Artigo 26, tem a responsabilidade de recomendar a saída de um membro da Assembleia
· Artigo 29, tem a responsabilidade de estabelecer órgãos subsidiários
· Artigo 34, tem a responsabilidade de investigar situações relacionadas a controvérsias internacionais
· Artigo 36, tem a responsabilidade de recomendar meios de solução de conflitos
· Artigo 41, tem a responsabilidade de determinar medidas pacíficas da ação da ONU
· Artigo 42, 43 e 46, tem a responsabilidade de determinar medidas não violentas da ação da ONU.
8. qual o sistema de tomada de decisões no Conselho de Segurança da ONU? Cite o artigo.
	O Artigo 27 do CSNU, determina que as decisões serão tomadas a partir de nove votos afirmativos, sendo que destes nove, os cinco permanentes são obrigatórios.
9. explique o que é a cultura do “veto de bolso”.
	O Veto de Bolso é a noção de que algum assunto de extrema relevância para uma das cinco potências não será nem sequer levado à apreciação por parte do conselho, sendo vetado de maneira tácita, pois é sabido que uma das partes irá vetar sua aprovação.
10. quais são os meios coercitivos pacíficos de solução de controvérsia mais utilizados pelos Estados? Explique-os.
	Os meios coercitivos pacíficos de solução de controvérsia mais utilizados pelos Estados são o rompimento de relações diplomáticas, como convocar o retorno e expulsar suas missões diplomáticas no suposto país. O rompimento de relações comerciais, como o fim de acordos comerciais entre dois Estados, o que é chamado de boicotagem. O embargo, que consta como medida de represália que leva ao entrave do comércio do país afetado a partir do impedimento do transporte das cargas. 
11. qual a diferença entre as medidas previstas nos artigos 41 e 42 da Carta das Nações Unidas?
	As medidas previstas no Artigo 41 da Carta das Nações Unidas são pacíficas, não utilizando de qualquer forma de coerção militar direta, mas tentam conduzir o comportamento do desviante a de sanções econômicas e diplomáticas. O Artigo 42, por sua vez, possui medidas que são mais diretas e envolvem a atuação de corpo militar, efetivamente coerção para tentar resolver alguma situação internacional.
12. quais as competências da Corte Internacional de Justiça?
	O Artigo 92 da Carta da ONU, determina que a Corte Internacional de Justiça serve como órgão judiciário da ONU. O Artigo 38 do estatuto da corte, por sua vez, determina que a função primordial da CIJ é a resolução das controvérsias que lhe forem apresentadas pelos Estados membros.
13. quais Estados podem demandar junto a Corte Internacional de Justiça? Cite o artigo da previsão.
	De acordo com o Artigo 35, todos os estados que são parte do estatuto de sua criação, ou seja, da Carta da ONU, podem demandar junto a CIJ.
14. explique o que vem a ser a cláusula especial do tratado (Clausula Facultativa de Jurisdição Obrigatória).
	A Cláusula Facultativa de Jurisdição Obrigatória é efetivamente a interpretação do Artigo 36 do Estatuto como permissivo da faculdade dos Estados para com a concessão de direitos jurídicos à CIJ, sendo assim, os assuntos uma vez vinculados à corte não poderão ter sua resolução desvinculada dela, além de qualquer caso ocorrido entre países que assinaram a cláusula devera ser resolvido pela CIJ.
15. qual é a composição da Corte Internacional de Justiça? Cite o artigo da previsão.
	Segundo os Artigos 2 e 3, a composição da Corte Internacional de Justiça deve possuir 15 juízes independentes, eleitos sem relação à sua nacionalidade, sabendo que eles não podem partilhar nacionalidades e que é costumeiro eleger um juiz para cada um dos membros permanentes do conselho.
16. quais são as fases de um processo perante a Corte Internacional de Justiça? Cite o artigo.
	Um processo perante a CIJ, segundo o artigo 43, possui duas fases, as escritas e orais; e, segundo o artigo 54, uma terceira fase, chamada de deliberativa.
17. como a Corte Internacional de Justiça decide uma demanda? Explique.
	A CIJ, de acordo com o Artigo 55, decide uma demanda pela maioria dos juízes presentes com votos fundamentados.
18. explique o que se entende por um voto concorrente e por um voto dissidente.
	O voto concorrente é aquele que concorda com as decisões finais da corte, mas discorda de sua fundamentação principal, assim explicitando suas noções em conjunto com a decisão em si, por mais que ela não seja proveniente destas noções. O voto dissidente, por sua vez, é aquele que discorda da decisão em si que tenha sido tomada pela corte, sendo emitido pelo juiz justamente para expressas uma subjetiva melhor decisão.
19. como se executa uma decisão da Corte Internacional de Justiça? Explique.
	Segundo o Artigo 94 da Carta da ONU, o país que descumprir uma decisão da CIJ, poderá sofrer medidas do Conselho de Segurança, até que a decisão seja cumprida, mas antes é esperado que o país a cumpra de boa-fé, pois é assim implícito na concordância do determinado país com o Estatuto da CIJ.
20. existe recurso de uma decisão da Corte? Explique.
	Não existe recurso para a decisão da corte, pois os recursos é uma ação que necessita naturalmente uma instância superior, o que, no caso da CIJ, não existe, no entanto, existe a possibilidade de revisão da decisão, a partir da apresentação de provas posteriores à decisão tomada.
21. explique as práticas de compellence e de deterrence.
	A prática de compellence é a ação coercitiva do estado visando induzir outro estado a agir de determinada maneira ou a ceder em algum aspecto. A prática de deterrence, por sua vez, é um termo cunhado por Schelling, que tange à utilização de ameaças estatais com a intenção de desencorajar a ação coercitiva de outro estado, ela é baseada na delimitação de limites de ação para o estado opositor.
22. qual a diferença entre as práticasde retorsão e represália?
	A prática de retorsão é a utilização de meios coercitivos na mesma natureza, internsidade e duração que o agressor inicial para que haja um retorno ao status quo inicial. A prática de represália, por sua vez, também é uma forma de ação coercitiva, mas vinculada à noção de reparação por dano causado anteriormente por ação coercitiva alheia.
23. explique a prática de bloqueio pacífico.
	A prática do bloqueio pacífico consiste no posicionamento de forças armadas de modo a impedir a continuidade de interações comerciais entre o estado afetado e o resto do mundo.
24. compare as práticas de embargo e boicotagem.
	A prática do embargo é uma medida coercitiva de resolução de conflitos que envolve o impedimento de fato das transações comerciais provenientes do país afetado, as cargas e navios deste país são confiscados. A boicotagem, por sua vez, é uma medida mais aceita atualmente, já que ela implica unicamente no rompimento de relações comerciais entre dois países, podendo ser considerada um recurso legítimo.
25. explique o que faz configurar uma ilicitude internacional.
	A ilicitude internacional é a ação de violar uma obrigação internacional, sem que haja autoridade previamente concedida para a ação.
26. explique o que é dano ou prejuízo internacional.
	O dano ou prejuízo internacional é uma violação à integridade material, territorial, moral ou dos nacionais do estado em questão.
27. explique as seguintes espécies de responsabilidade internacional: direta, indireta, por comissão, por omissão, convencional e delituosa.
· A responsabilidade internacional direta provém de uma ação unicamente estatal;
· A responsabilidade internacional indireta é causada por coletividades representadas pelo estado;
· A responsabilidade internacional por comissão possui uma ação delituosa cometida de fato pelo estado;
· A responsabilidade internacional por omissão não envolve uma ação estatal, e sim a falta de uma ação que iria reprimir o dano a outro estado;
· A responsabilidade internacional convencional provém de uma violação a uma norma de um tratado;
· A responsabilidade internacional delituosa provém de uma violação a um costume internacional.
28. explique como o consentimento do Estado produz a excludente da responsabilidade.
	É excluída a responsabilidade do estado violante no caso de o estado violado não se manifestar em relação ao dano sofrido, situação denominada como prescrição liberatória, nela o silêncio do estado concede o seu consentimento para com o dano.
29. explique como a legítima defesa produz a excludente da responsabilidade.
	A legítima defesa é o ato coercitivo estatal que visa repelir proporcionalmente agressões injustas, além de retornar ao status quo anterior à agressão, sendo assim, ela pe componente essencial da ação do estado, pois o permite exercer o direito da soberania, de maneira legítima, pois ela não inicia o ato desviante, ela visa consertá-lo.
30. explique como o Estado de Necessidade produz a excludente da responsabilidade.
	O estado de necessidade, ou seja, uma situação em que componentes essenciais para o funcionamento da sociedade administrada pelo estado em questão esteja temporariamente mais demandados do que o normal em decorrência de um claro entrave real, a responsabilidade do estado para com o suprimento destes componentes para outros estados é revogada.
31. explique as críticas de Ian Brownlie à teoria dos setores (ou zona de atração), aplicada no caso do Polo Norte.
	A crítica de Ian Brownlie aplicada no caso do Polo Norte leva em consideração que a simples extensão marítima da costa de um país não legitima a soberania dele na região, pois deveria haver uma ocupação efetiva para tal, além de que os países beneficiados por esta continuidade ao seu território podem não querer defendê-la.
32. explique o regime jurídico a não militarização estabelecido no Tratado da Antártica.
	O primeiro artigo do tratado já determina a proibição de quaisquer medidas de teor militar, sem quaisquer exceções. No entanto, pessoal e equipamento militar podem contribuir para a pesquisa, contanto que previamente informados às outras partes.
33. explique a limitação à soberania sobre o dir territorial conhecida como passagem inocente.
	A limitação à soberania é o fato de quaisquer embarcações que estejam sob o véu da passagem inocente poderão cruzar o mar territorial do estado que exercer a soberania sobre ele, retirando parte do domínio do estado quanto ao tráfego por seu território.
34. qual a diferença da situação jurídica internacional dos estreitos e os canais internacionais?
	Estreitos internacionais possuem o mesmo grau de jurisdição que o resto do mar territorial ou da zona contígua, no entanto, para os estreitos essenciais para o comércio global, o direito de passagem não poderá ser violado. Já sobre os canais é somente dito que os estados deverão levar em conta a sua participação no comércio internacional.
35. quais são os direitos de um Estado sobre a zona econômica exclusiva?
	O estado tem o direito de soberania a fins de exploração, aproveitamento, gestão e conservação dos recursos naturais e de outras atividades econômicas desenvolvidas na região.
36. quais são os efeitos do artigo 136 da Convenção de Montego Bay?
	O Artigo 136 da Convenção de Montego Bay tem como efeito a determinação de área e seus recursos como patrimônio comum da humanidade, a área se refere ao leito do mar e ao seu subsolo.
37. qual o objetivo do Direito Internacional Humanitário?
	O objetivo do Direito Internacional Humanitário é promover o reconhecimento e a garantia de diversos direitos fundamentais em todas as nações, direitos que envolvem principalmente a vida, a liberdade e a segurança.
38. quais são as pessoas protegidas pelo Direito Internacional Humanitário?
	O Direito Internacional Humanitário protege a todas as pessoas, sem exceção, de acordo com o Artigo 1.
39. quais são as características dos seres humanos para a DUDH? Cite o artigo da previsão.
	O Artigo 1 determina como características dos seres humanos a liberdade, em “ser livre” e “a igualdade em dignidade e direitos”.
40. quais são as gerações de direitos? Quais direitos estão incluídos em cada uma delas?
	Existem quatro gerações de direitos:
· Primeira: direitos civis e políticos
· Vida
· Segurança
· Justiça
· Propriedade privada
· Liberdade de pensamento
· Voto
· Expressão
· Crença
· Locomoção etc.
· Segunda: direitos econômicos, sociais e culturais
· Saúde
· Trabalho
· Educação
· Lazer
· Repouso
· Habitação
· Saneamento
· Greve
· Livre associação sindical etc.
· Terceira: direitos de solidariedade/humanidade
· Desenvolvimento
· Paz
· Comunicação
· Meio-ambiente
· Conservação do patrimônio histórico e cultural da humanidade etc.
· Quarta: direitos vindouros da globalização
· Informação
· Pluralismo
· Democracia direta

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