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CONSIDERAÇÕES GERAIS: → Composição: • Se o débito cardíaco cai, não chega sangue o suficiente nas arteríolas aferentes o que diminui a filtragem, diminuindo a pressão sanguínea, para isso aumenta-se a absorção de sal ou o organismo faz vasoconstrição periférica até se normalizar, o que não pode demorar, pois gera outro tipo de problemas. → Doença Renal: → Causas da doença/ Insuficiência Renal: Rim normal, possui muitas funções como remoção de água e sódio, excreção de resíduos como ureia, creatinina, importante no controle de fósforo. Produção hormonal e de substâncias como: • Eritropoietina (produção de hemácias) • Renina • Vitamina D (importante para mineralização dos ossos, aumentando a absorção de cálcio intestinal). Gera alterações funcionais. Insuficiência Renal é uma síndrome mais avançada de doença renal. Síndrome: Junção de sinais clínicos associados a varias doenças. Insuficiência aguda: aparece em um curto espaço de tempo, que levam a perda de função de forma súbita, acontece através de queda de volume vascular, doenças vasculares (trombos) ou medicamentosas. Crônica: lenta e silenciosa e apresentam vários estágios de doença renal crônica. Ex: Erliquia • Pré- renal: Baixa perfusão renal (Associado a baixo débito cardíaco), hipovolemia e Insuficiência cardíaca (IC) • Renal: Quando a lesão é diretamente no parênquima. Lesões agudas ou crônicas. • Pós Renal: Associado ao que passou pelo rim, como obstrução do fluxo urinário (uretra, bexiga, lesões neurológicas). Podem levar um pouco mais de tempo e podem ser mais revertidas. 09/08/21 Sara Ferrari Araujo • Quando temos uma doença renal que causa perca de 75% da função total (ambos os rins) ou mais da função renal (taxa de filtração glomerular), afirmamos que ele tem insuficiência renal. Isso causa retenção de ureia (grande problema por ser tóxica) e creatinina, e isso vai gerar sinais clínicos como anorexia, hálito urêmico, vômito e diarreia. Ulceração de Trato gastrointestinal. • OBS: Todo animal que tem UREMIA, tem azotemia, mas nem todo animal que tem azotemia tem uremia! • Na insuficiência renal pode acontecer acidose metabólica (acumulo de hidrogênio), hiperfosfatemia, anemia (deficiência de eritropoietina o que não gera novos eritrócitos) e déficit de vitamina D. → Porque que a Ureia causa lesão? • Causa necrose células endoteliais (lesão vascular) levando a inflamação local. • Quando tem lesão vascular, o que acontece? − Pode causar trombo, hemorragia, aumento de permeabilidade vascular, edema. No estômago, ou lesão em mucosas, na luz gástrica existem bactérias chamadas uréases positivas, elas agem sobre a ureia (que é um gás), essas bactérias transformam a ureia em amônia, a amônia por sua vez lesiona o epitélio. Por isso que o vômito é muito comum, pois existe lesão em ambos os locais, tanto epitélio quanto lâmina própria. − Devido ao processo inflamatório, o estômago continua eliminando o suco gástrico, o que lesiona o órgão, o que faz a gastrite ser um sintoma muito comum. Isso causa vômitos com sangue digeridos, o que é chamado de borra de café. − Pulmão, também por ser muito irrigado, os vasos sofrem processo inflamatório dos vasos, aumenta a permeabilidade vascular o que causa edema no pulmão, que faz o animal morrer por insuficiência respiratória. • Calcificação distrófica: − Deposição de cálcio quando existe lesão necrótica. Acontece com frequência no estômago e no pulmão (quando acontece no pulmão, ocorre a calcificação dos alvéolos, aspecto de pedra pome). • Calcificação Metastática: − Ocorre devido a calcificação por hipercalcemia. → Hiperfosfatemia e baixa ativação de vitamina D3: • O fósforo vem da alimentação, então os animais que tem IR, precisam diminuir ingestão de fósforo e sódio. Quando existe mais fósforo do que cálcio (desiquilíbrio), ocorre um estimulo para a paratireoide secreção do paratormônio, que aumenta a absorção óssea, e esse cálcio do osso é lançado na corrente sanguínea para tentar equilibrar o fosforo. AZOTEMIA: aumento de ureia e creatina no sangue; sem sinais clínicos. UREMIA: Síndrome clínica patológica dos animais com aumento de ureia e creatinina. Quando já possui sinais clínicos. • Isso vai fazer com que a glândula Paratireoide aumente, o que causa um hiperparatireoidismo secundário renal, ou seja, causado pelo rim. • Osteodistrofia fibrosa: Quando o quadro se agrave e se retira por muito tempo o cálcio do osso, ele perde muito cálcio, tornando-se muito fibroso “mole”, porém esse é um caso muito crônico. RINS- ANOMALIAS DO DESENVOLVIMENTO: • Hipoplasia renal: − O órgão vai diminuir de tamanho. Quando o animal nasce com um rim pequeno porque não teve bom desenvolvimento desde a formação no útero. É congênito. • Atrofia: − É uma lesão que foi adquirido, fez algum tipo de fibrose e o rim teve diminuição da função, com perca de parênquima normal. • Displasia renal: − Não é frequente. Também é uma alteração de desenvolvimento que ocorre durante a formação do rim no período fetal. Pode ter envolvimento com agentes infecciosos que a mãe teve durante a gestação. Glomérulos imaturos ou ausentes, túbulos mal formados, dilatados, com fibrose. Possui alteração de formato. Também é congênita. Existem raças mais pré dispostas a apresentarem, porém é raro. • Lesões de pouco significado: − Quando apresentam deformações que não interferem na vida e bem estar do animal. Geralmente são achados de exames. CISTOS RENAIS: • Adquiridos: − Cistos de retenção, rins displásicos, DRC. − São cistos de túbulos, que se dilatam e formam cistos. • Congênitos: − Simples ou múltiplos (Hamster, gatos, cães, suínos e terneiros). − Múltiplos que são problemáticos, sendo o grande problema a doença renal policística FELINAS. Existe um gene PKD, responsável pelas formações dos túbulos, existe gente que causa essa doença. Se manifesta em ambos os rins e é progressivo. DISTÚRBIOS CIRCULATÓRIOS: NECROSE DA PAPILA RENAL: • Principal causa é a utilização de anti-inflamatórios não estereiodais (dicoflenato, aspirina... com doses erradas) ou corticoides, acontece devido a diminuição de prostaglandina (PG), esta ajuda na vasodilatação, e o rim é rico em PG. • Prostaglandina constitutiva: sempre produzida • Prostaglandina induzidas :quando se desenvolvem em inflamações. OBS: Existem dois tipos de antinflamatórios, são eles: NECROSE DE PAPILA RENAL: • Causas primárias e secundárias Principal causa é a utilização de anti-inflamatórios não estereiodais (dicoflenato, aspirina... com doses erradas) ou corticoides, acontece devido a diminuição de prostaglandina (PG), esta ajuda na vasodilatação, e o rim é rico em PG. LESÃO DOS TUBULOS: • Hemorragias: Consegue ver pela superfície subcapsular. Associado a vasculite, fatores de coagulação, plaquetas... • Trombose: Leva infarto renal. Podem ser múltiplos. NÃO ESTEROIDAIS ESTEROIDAIS Não são tão específicos e inibem a prostaglandina constitutiva e induzida. Ex: Corticoides São mais específicos e inibem apenas a prostaglandina induzida. Ex: meloxicam 16/08/21 Saída da arteríola eferente, que faz um enovelado de vasos peritubulares, que vão até os túbulos onde fazem as trocas (vasos e túbulos). Prostaglandina constitutiva (sempre produzida) e induzidas (quando se desenvolvem em inflamações): Prostaglandinas são sinais químicos celulares lipídicos similares a hormônios, porém que não entram na corrente sanguínea, atuando apenas na própria célula e nas células vizinhas (resposta parácrina). São produzidas por quase todas as células, geralmente em locaisde dano tecidual ou infecção, pois estão envolvidos em lidar com lesões e doenças. Elas controlam os processos, tais como a inflamação, o fluxo de sangue, a formação de coágulos de sangue e a indução do trabalho de parto. Eles podem ser usados para tratar úlceras do estômago, glaucoma e doença cardíaca congênita em recém-nascidos. → Respostas e agressões gerais aos túbulos: → Necrose/ injúria tubular aguda: • NEFROSE HEMOGLOBINÚRICA OU MIOGLOBINÚRICA só é capaz de regenerar desde que a membrana basal desses túbulos estejam intactas. A partir do momento que a lesão é muito grave a membrana basal não se regenera, fazendo o túbulo sofre fibrose e atrofia, perdendo assim sua função. • Membrana Basal é o tecido conjuntivo que fica ao redor, que nutre as células epiteliais. Anormalidades que diminuam o fluxo na arteríola aferente, que causem vasoconstrição dessa arteríola ou uma alteração sistêmica que diminua o debito cardíaco ou a chegada de O² irá fazer uma vasoconstrição causando uma deficiência de sangue de toda essa região glomerular. Com a diminuição de O², AT, agente tóxico ou outro fator que cause lesão, as células cúbicas que revestem o epitélio do túbulo irão necrosar, se soltando da membrana basal e ficando livres na luz do túbulo, causando uma obstrução. O animal irá apresentar obstrução, tendo ANÚRIA (quando ele para de produzir urina) OU OLIGÚRIA (quando ele produz pouca urina). Se o animal parar de urinar ou diminuir é quase sempre lesão nos túbulos renais, e isso pode evoluir para uma IR aguda. Rim com necrose tubular, mais avermelhado devido a presença da hemoglobina (pigmento). − Hemoglobina: mais avermelhado − Mioglobina: mais preto − Bilirrubina: mais amarelado − Hemoglobinúria: presença de hemoglobina na urina RESPOSTAS E AGRESSÕES GERAIS AOS GLOMÉRULOS: • Glomerulonefrite • Glomerulite • Glomerulopatia SÍNDROME NEFRÓTICA: Glomerulite supurativa (nefrite embólica): • Causas de glomerulonefrite: − Causas virais: Adenovírus, artevírus, coronavírus felino (PIF) e herpes vírus. − Causas Bacterianas: Chegam nos rins por êmbolos bacterianos, ou seja, a infecção existe em outro local, que chegaram nos rins pela circulação. (Actinobacillus equuli; Erysepelothrix sp; Streptococcus spp; Trueperelle puogenes; Corynebacterium pseudotuberculosis). − Causas Imunomediadas: PIF, LES (Lupus eritematoso sistêmico) e Infecções bacteriana sistêmicos graves (por exemplo Piometra). (Grande de depósito por imucomplexo: Quando o patógeno se une ao anticorpo e são depositados em paredes de vasos. Tem que estar em GRANDE QUANTIDADE). − Amiloidose: Tipos AL, AA. Causas: Macro (Aumentados, pálidos, mais firmes e aparência granular na cortical) e Micro (Coloração Vemelho congo para corar). Sharpey e Abssínios são pré dispostos. Também em cavalos produtores de soros. Mieloma múltiplo (Neoplasia), pode ter desenvolvimento de Amiloidose. Obs: Lesão Patognomónica: é quando você bate o olho e fala ‘’essa lesão é isso’’. São lesões especificais. Quando se bate o olho e já é possível deduzir a qual agente pertence. • Lesão glomerular (GLOMERULONEFRITE) irá causar processos inflamatórios, processos inflamatórios causam uma falha nas barreiras de filtração, especificamente nas células mesangiais, onde elas irão dilatar, permitindo a passagem de proteínas plasmáticas pelos capilares, ex: albumina. A passagem da Albumina irá causar uma hipoproteinemia, o que causa edema. Esse edema é sistêmico, ou seja, pode acontecer em qualquer lugar. − Obs: A pressão oncótica é responsável por manter o plasma dentro dos vasos e a albumina é responsável pelo aumento da pressão oncótica. − Já a pressão Hidrostática é a pressão que o fluxo do sangue exerce contra as paredes. • AMILOSOIDOSE não é inflamatório, ela se deposita e causa perda da arquitetura • Tanto a GLOMERULONEFRITE como a AMILOIDOSE podem causar vasodilatação, edemas, necrose, hemorragias, podendo até ter trombo. • SÍNDROME NEFRÓTICA: União de vários sintomas, é clínica: Hipoproteinuria, hipoproteinemia de albumina e edemas. RESPOSTAS E AGRESSÕES GERAIS AO INTERSTÍCIO/ TUBULOINTERSTICIAL (NEFRITE): • Nefrite granulomatosa: → Formação de grânulos (granulomas) − Encefalitozoon cuniculi − Hiperlipoproteinemia hereditária − Aspergillus − Histoplasma capsulatum doença genética, formando granulomas de gordura − Mycobacterium − Toxocara canis PIELITE / PIELONEFRITE: − Hidronefrose: É o acúmulo de urina na pelve, o que dilata e comprime o parênquima, e isso é causado por obstrução. Pode ser bilateral ou unilateral, depende de onde está obstruído. • Pielonefrite − Causas mais comuns: → Klebsiella sp E. coli Proteus → Staphylococcus Streptococcus Pseudomonas aeruginosa → Corynebacterium renale – Pielonefrite contagiosa bovina → Eubacterium suis Pielonefrite Inflamação da pelve se estende para medular Pielite Inflamação somente da pelve − A principal causa é através de via ascendente, vendo do aparelho urinário inferior (da bexiga), como por exemplo as cistites, sendo mais comuns em fêmeas. − O fisiológico é o bom funcionamento do ureter (peristaltismo) e do esfíncter (junção) vesicoureteral, quando a cistite é grave pode prejudicar a função da junção e toxinas bacterianas que diminuem a atuação do ureter, permitindo o refluxo da urina, atingindo o rim. − Pode causar febre e gerar até sepse em casos extremos. − Macro: geralmente bilateral, mas não simétrica (agudo – espessada, vermelha, secreção, rugosa / crônico – necrose extensa, deformidade, fibrose) TRATO URINÁRIO INFERIOR: • Mal-formações: − Aplasia ureteral: Não formação (Agenesia), desde feto. − Ectopia ureteral: Quando está posicionado no lugar errado. O animal pode se adaptar ou gerar infecções secundárias − Úraco persistente → Onfalites, obstrução uretral congênita, aumento da pressão vesical − Úraco: Estrutural fetal que liga a bexiga ao cordão umbilical. O persistente, liga a bexiga até o umbigo. Isso causa que gotejamento de urina no umbigo, podendo causa infecção e infecção da parede abdominal, de forma química chamada de peritonite química). − Urolitíases: Formação de cálculo (urólitos) urinário. São precipitações de solutos, com deposição de células ao redor. Pode ser secundário a uma cistite, ou por conta do urólito desenvolver cistite. − O PH da urina está diretamente associado a formação de urólitos. Cistite bacteriana deixa o PH mais alcalino (associado Extruvita), PH mais ácido (associado a Oxilato de cálcio), além disso a alimentação está associada a formação de urólitos, pois muda o PH da urina, ingestão de água e acúmulo de urina na bexiga. − Nefrólitos: Cálculos na pelve renal. − Hematúria: urina com hemácia / Hemoglobinúria: Urina com hemácia. • Neoplasias: − Renais primarias são raras, quando acontece são linfomas e carcinomas. − Bexiga: Tem se tornado mais comum. (Não se pode fazer biópsia aspirativa). − Tipos: Papilomas de células de transição, carcinoma de células de transição, carcinoma de células escamosas, Adenorcarcinoma, carcinoma indiferenciado. − Mesenquimais (Conjuntiva, vasos e músculas): Fibromas e fibrossarcoma, lelomiomas e leiomiossarcoma, linfossarcomas, hemangiomas e hemangiossarcomas e rabdomiossarcomas.