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INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIAS DE MOÇAMBIQUE
ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS
3 Ano – 2º Semestre
RELATÓRIO DE VISITA DE ESTUDO
Estudantes: 					Código:
Davin Shaleen					20170689
Eton Tavares					2015154
Milene Souto					2015134
Shelcea da Florda Foquiço			20170335
Sheryl Amália Valabdas 			20170707
 Disciplina: Geologia de Moçambique
 Professores: Prof. Doutor Estêvão Sumburrane
 - Dr. Maurício Guiliche
Maputo, Novembro de 2019
ÍNDICE
LISTA DE FIGURAS	1
LISTA DE TABELA	1
1. INTRODUÇÃO	2
1.1. OBJECTIVOS GERAIS	3
1.2. OBJECTIVOS ESPECÍFICOS	3
1.3. EQUIPAMENTOS USADOS	4
2. ENQUADRAMENTO GEOLÓGICO DE MOAMBA	5
3. PARAGEM I: PEDREIRA SUL BRITA LDA	5
3.1. INSTRUÇÕES DE SEGURANÇA	6
3.3. ETAPAS DA MINERAÇÃO	7
3.3.1. FASE DA EXTRACÇÃO	7
3.3.2. FASE DE PROCESSAMENTO	7
3.4. ESTUDO DO AFLORAMENTO	8
4. PARAGEM II: MOAMBA	10
4.1. ELABORAÇÃO DO PERFIL	12
5. CONCLUSÃO	13
ANEXOS	14
LISTA DE FIGURAS
Fig 1: Pedreira SulBrita. FONTE: GOOGLE MAPS	5
Fig. 2: Equipamentos de protecção obrigatório. FONTE: autores	6
Fig. 3: planta de produção. FONTE: autores	8
Fig. 4: Amostra de sienito. FONTE: autores	9
Fig. 5: Afloramento da pedreira SulBrita. FONTE: autores	9
Fig. 6: medição da atitude da camada. FONTE: autores	10
Fig. 7: perfil litoestratigráfico do afloramento. FONTE: autores	12
Fig. 8: Riolito. FONTE: autores	14
Fig. 9: Intrusão basáltica. FONTE: autores.	14
Fig. 10: Zona de contacto entre o riolito e a intrusão basáltica. FONTE: autores.	15
Fig. 11: Riolito. FONTE: autores.	15
Fig. 12: Zona de contacto entre o riolito e o dolerito. FONTE: autores.	16
Fig. 14: Riolito meteorizado. FONTE: autores.	16
Fig. 15: Intrusão basáltica meteorizada. FONTE: autores.	17
LISTA DE TABELA
Tabela 1: Dados do afloramento. FONTE: autores	11
1. INTRODUÇÃO
No âmbito da visita de estudo nos afloramentos da EN4 em direcção à Ressano Garcia e da Pedreira Sulbrita.LDA, localizados na zona Sul do País, decorrido no dia 08 do corrente mês (Novembro), estiveram presentes os estudantes do curso de Engenharia Geológica e de Minas do 3º ano tendo sido divididos em dois grupos e por sua vez subdivididos em subgrupos (para a elaboração do relatório). Estavam também presentes os seus professores Estêvão Sumburrane e Maurício Guiliche para acompanhar os estudantes na visita.
A visita teve uma duração de 6h, tendo iniciado as 8h e terminado as 14:30min.
Neste relatório, será possível transmitir de maneira clara e objectiva os conhecimentos adquiridos na visita de campo realizada.
1.1. OBJECTIVOS GERAIS
- Conhecer e estudar as diferentes litologias, estruturas, estado de meteorização e a estratigrafia dos afloramentos.
1.2. OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
- Uso correcto dos materiais de trabalho de campo;
- Descrição correcta das unidades litológicas dos afloramentos;
- Identificar os prováveis processos formadores;
- Elaborar o perfil litoestratigráfico do afloramento.
1.3. EQUIPAMENTOS USADOS
· Martelo;
· Bússola;
· GPS.
2. ENQUADRAMENTO GEOLÓGICO DE MOAMBA
O distrito da Moamba está situado na parte norte da província de Maputo, a 75 Km da capital do país, a que está ligado pela EN2/4, e está posicionado entre os paralelos 24° 27’e 25° 50’Sul e os meridianos 31° 59’e 32° 37’Este. Tem como limites geográficos a Norte o Rio Massintonto que o separa do distrito de Magude, a Sul os distritos de Boane e Namaacha, a Este os distritos da Manhiça e Marracuene e a Oeste uma linha de fronteira artificial com a província Sul-Africana do Transvaal. 
No distrito de Moamba existem diversas formações geológicas que datam da sedimentação do Karro, que começou na Swazilândia e Transvaal Lowveld com a fragmentação da Gondwanalândia.
 As rochas vulcânicas que se destacam são os riolitos, basaltos e os tufos vulcânicos. 
3. PARAGEM I: PEDREIRA SUL BRITA LDA
A Sulbrita.LDA é uma empresa do Grupo CMC, que nasceu em 1996 devido à necessidade de fornecimento de agregados para asfaltos, pré-fabricados e betão pronto para Construção Civil, às obras da CMC África Austral em Moçambique. 
Em 2005, iniciou o processo de venda ao mercado em geral, tendo desde essa altura sido responsável pelo fornecimento a diversas de obras de referência em Moçambique.
É uma pedreira a céu aberto localizada no distrito de Boane, Localidade de Chicochana, no posto administrativo de Pessene.
Fig 1: Pedreira SulBrita. FONTE: GOOGLE MAPS
3.1. INSTRUÇÕES DE SEGURANÇA 
· Não é permitida a entrada sob o efeito do álcool: São realizados testes de álcool com o uso do bafómetro;
· Uso obrigatório dos equipamentos de protecção individual (EPI’s) (Colete, botas, capacetes, óculos, máscaras e luvas);
Fig. 2: Equipamentos de protecção obrigatório. FONTE: autores 
· Acção da colecta selectiva: Não é permitido o descarte de resíduos na pedreira;
· Manter distância das máquinas;
· Proibida a circulação individual na área das actividades;
3.2. ACTIVIDADES REALIZADAS
Neste primeiro ponto foram observados as etapas da mineração e de seguida fez se o estudo do afloramento, análise das amostras e dos fenómenos que ocorreram naquela área.
Esta pedreira está dividida em duas principais áreas de trabalho: Extração (feita a partir de uma mineração à céu aberto) e Processamento (constituído por processos de britagem e moagem).
3.3. ETAPAS DA MINERAÇÃO
A pedreira SulBrita apresenta duas etapas de mineração: A extracção e processamento.
3.3.1. FASE DA EXTRACÇÃO
Nesta etapa são realizadas as seguintes actividades:
- Mapeamento: com o objectivo de estudar a área que se pretende detonar;
- Remoção do estéril: O técnico avalia a área mais viável para a remoção do estéril para realizar-se a detonação;
- Perfuração: Após a avaliação e a remoção do estéril, o topógrafo, acompanhado de um técnico, faz as demarcações dos pontos para realizar as perfurações, o estudo dos diâmetros e a disposição dos furos;
- Detonação: A pedreira Sul Brita LDA antigamente usava dinamite, mas por este explosivo ser liberador de gases tóxicos e prejudicial a saúde, a pedreira optou pelo uso de ANFO acompanhado de magnum com cordão para o desmonte de rochas. Após o desmonte, o material fica em repouso por 24h para evitar a intoxicação;
- Transporte: Após o repouso do material, o operário recolhe o material desmontado com uma escavadeira e deposita no camião, que transporta-o para a área de processamento.
3.3.2. FASE DE PROCESSAMENTO
Neste ponto foram observadas as seguintes operações:
3.3.2.1. BRITAGEM PRIMÁRIA
Após a extracção, os blocos de rocha são depositados em um britador primário para reduzir a granulometria conveniente para a alimentação dos moinhos ou para a sua utilização directa. 
3.3.2.2. BRITAGEM SECUNDÁRIA
Após a britagem primária, os fragmentos passam por uma peneira, em que as partículas mais finas passam para a fase seguinte e as partículas de granulometria grossa, retornam ao britador, para realizar uma britagem secundária. 
3.3.2.3. MOAGEM
Após o peneiramento, as partículas finas passam para um moinho, que é o ultimo estágio da redução da granulometria, em que as partículas são reduzidas pela combinação de impacto, compressão e abrasão.
 De seguida, a pá carregadeira juntamente com os camiões, retiram o material e depositam em diferentes bancadas.
Fig. 3: planta de produção. FONTE: autores
3.4. ESTUDO DO AFLORAMENTO
A rocha que aflora essa região é o sienito nefelínico. Com base na amostra colectada foram observadas as seguintes características:
· Tipo de Rocha: Rocha vulcânica plutónica ou intrusiva.
· Textura: Fanerítica.
· Índice de Cor: Mesocrática a leucocrática.
· Composição: Feldspatos, quartzo, hornblenda e nefelina.
Fig. 4: Amostra de sienito. FONTE: autores
Durante o estudo da área, verificou-se que os sienitos em alguns pontos apresentavam tonalidades diferentes e no topo o sienito estava em forma de areia (desgaste). Essa diferença é devido a um fenómeno denominado intemperismo, que é um processo de transformação e desgaste das rochas e dos solos, através de processos químicos, físicos e biológicos. Esse fenómeno ocorre devido a acçãodos agentes exógenos (água, ventos e as alterações climáticas) e endógenos (tectonismo, vulcanismo e terramotos).
Fig. 5: Afloramento da pedreira SulBrita. FONTE: autores
Após o estudo do afloramento mediu-se o ângulo de inclinação e direcção da inclinação onde foram obtidos os seguintes resultados:
Direcção de inclinação: 80° E-W
Azimute (inclinação vertical): 170°
Inclinação: 50°
Fig. 6: medição da atitude da camada. FONTE: autores
4. PARAGEM II: MOAMBA
Após a visita à pedreira Sulbrita.LDA, foi-se à um afloramento localizado a, mais ou menos, 9Km de distância de Ressano Garcia, no lado esquerdo da EN4.Esta área representa os vulcanitos da região sul da província de Maputo, constituindo a continuação da formação da cadeia de Pequenos Libombos.
O vulcanismo daquela região é Bimodal, visto que apresenta rochas granito-ácidas (riolitos) e intrusões básicas.
O estudo dessa área foi feito com base em observações da direcção das camadas, zonas de contacto entre a rocha encaixante (riólito) e a intrusão basáltica. Foram delimitados dois pontos, A (na direcção SE) e B (na direcção NW), em direcção à Ressano Garcia. 
Do ponto B ao ponto A, foram avaliadas a distância de cada formação rochosa, a distância entre as rochas ácidas e as intrusões básicas, a direção das camadas de rochas e o estado das rochas (devido ao intemperismo), como ilustram as figuras dos anexos.
Tabela 1: Dados do afloramento. FONTE: autores
	Litologia 
(A-B)
	Distância (pés) 
	Azimute
	Inclinação
	Direcção de inclinacão
	Estado de meteorização
	Riolito
	57
	N36˚
	56˚
	SW-NE
	Elevado
	Intrusão basáltica
	15
	-
	-
	SW-NE
	Elevado
	Riolito
	17
	N36˚
	56˚
	SW-NE
	Elevado
	Intrusão basáltica (dolerito)
	7
	N135˚
	10˚
	SW-NE
	-
	Riolito
	45
	N122˚
	10˚
	SW-NE
	-
	Intrusão basáltica (dolerito)
	1
	N135˚
	10˚
	SW-NE
	-
	Riolito
	4
	N122˚
	10˚
	SW-NE
	-
	Intrusão basáltica
	13
	N145˚
	32˚
	SW-NE
	-
	Riolito
	44
	N137˚
	46˚
	SW-NE
	-
	Intrusão basáltica
	20
	N145˚
	32˚
	SW-NE
	-
	Riolito
	34
	N137˚
	46˚
	SW-NE
	-
Nota: devido ao elevado grau de meteorização da intrusão basáltica, não foi possível fazer as medições nesse ponto (d = 15 pés).
4.1. ELABORAÇÃO DO PERFIL
Fig. 7: perfil litoestratigráfico do afloramento. FONTE: autores
5. CONCLUSÃO
Após a visita, os estudantes puderam concluir que os assuntos abordados de forma teórica em sala de aula, se encaixaram perfeitamente ao serem vistos na prática, elevando assim o grau de conhecimento no que diz respeito as diferentes litologias, estruturas, estado de meteorização e estratigrafia das rochas. 
Com relação as litologias daquela área, os estudantes puderam concluir que havia predominância de riolito e as intrusões pertenciam à família dos gabros uma vez que a tratavam-se de basaltos e doleritos.
Para além disso, os basaltos também são importantes porque são usados como material de construção civíl e no fabrico de peças artesanais como jarros, esculturas, etc.
Puderam também ficar a conhecer a importância das rochas como sienito, pela sua utilidade na construção de estradas, pontes e outras infra-estruturas.
Esta oportunidade de visitar os afloramentos da zona Sul do País (província de Maputo) ajudou bastante aos estudantes, uma vez que fez que com eles colhessem o máximo de informações transmitidas pelos professores na prática, elevando assim o grau dos seus conhecimentos.
ANEXOS
Fig. 8: Riolito. FONTE: autores
Fig. 9: Intrusão basáltica. FONTE: autores.
 
Fig. 10: Zona de contacto entre o riolito e a intrusão basáltica. FONTE: autores.
Fig. 11: Riolito. FONTE: autores.
Fig. 12: Zona de contacto entre o riolito e o dolerito. FONTE: autores.
Fig. 14: Riolito meteorizado. FONTE: autores.
	Fig. 15: Intrusão basáltica meteorizada. FONTE: autores.
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