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14/04/2021 
1 
Bancos de suplementação 
Bancos de suplementação - definição 
São áreas isoladas da pastagem principal. 
 
Destinadas ao cultivo de espécies forrageiras 
com elevado potencial de produção e bom valor 
nutritivo. 
Objetivo 
• É uma estratégia para lidar com a variação da 
produção de gramíneas forrageiras devido a 
estacionalidade. 
 
• Tem o objetivo de minimizar o impacto da 
estacionalidade na produção das gramíneas 
forrageiras tropicais. 
 
Finalidade da utilização dos bancos de 
suplementação 
• As pastagens são a maneira mais econômica 
de alimentar os rebanhos 
• Durante as chuvas - 80% da produção anual 
das gramíneas tropicais 
• Durante a seca apenas 20% (entre maio e 
outubro). 
• Atender categorias mais exigentes (vacas em 
lactação). 
Bancos de suplementação 
• São uma alternativa ao uso de pastagens 
consorciadas de gramíneas ou leguminosas, 
 
Pastagens consorciadas 
• Sabemos que as leguminosas possuem um valor 
proteico melhor do que as gramíneas, 
 
• Para que a pastagem consorciada se estabeleça, é 
preciso que a gramínea e a leguminosa estejam 
em perfeita simbiose, e o crescimento da 
pastagem apresente-se equilibrado. 
 
• Para isso, a boa fertilidade do solo e taxas de 
lotação adequadas são fundamentais. 
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2 
Pastagens consorciadas 
• É preciso considerar as diferenças de 
palatabilidade entre as forragens pastejo 
seletivo, 
• O pastejo seletivo interfere no estabelecimento 
de leguminosas (mais consumida). 
 
• Sendo assim, o manejo dos bancos é mais 
simples. 
Tipos de bancos de suplementação 
• Banco de proteínas, focadas nas leguminosas 
 pastejo direto. 
 
• Reservas de gramíneas (capineiras) 
 forragem cortada e oferecida no cocho 
Banco de proteínas 
• Formado por leguminosas 
• Tem melhor digestibilidade 
• Maior tolerância ao período seco quando 
comparadas as gramíneas 
• Contribuem para a fixação do nitrogênio 
• Atmosférico no solo (relação simbiótica com 
as bactérias do gênero Rhizobium). 
Forrageiras para o banco de proteínas 
 
• Adaptadas às condições edafoclimáticas, 
• Ser tolerantes à seca, 
• Apresentarem elevado conteúdo, 
• Ter boa recuperação pós-pastejo e 
• Ser de boa palatabilidade. 
Banco de suplementação 
• A área ocupada pelos bancos de proteína varia 
com a necessidade do rebanho: 
• 25% da área de pastagem para a recria de 
bezerros desmamados, 
• 50% para vacas em lactação 
• 33% da área de pastagem destinada à engorda 
de novilhos, por exemplo. 
• Deve situar-se em um ponto central 
Algumas leguminosas recomendadas para a 
formação de bancos de proteína 
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Condições de solo para o banco de 
proteínas 
• Varia de acordo com a espécie escolhida 
• A Leucaena leucocephala, por exmplo, precisa 
de: 
• Saturação de bases em torno de 45-50% 
• Adubação de cobertura pós pastejo (potássio, 
fósforo, zinco cobre e boro) 
• Faz a fixação média de 500 kg/ha/ano de 
nitrogênio no solo 
Semeadura da Leucena 
• Semeadura no período chuvoso 
• Plantio para o corte: 
 espaçamento entre as linhas de 1,0 m 
com 15 a 20 sementes por metro linear). 
 
• Plantio para o pastejo direto: 
 espaçamento de 2,0 m com 10 e 15 
sementes por metro linear. 
Semeadura da Leucena 
• As sementes devem ser escarificadas, para 
quebrar a dormência 
 com água quente a 80 °C, 
 imersão em solução de soda cáustica a 
20% por uma hora 
 imersão em ácido sulfúrico por 20 
minutos 
• A profundidade da semeadura deverá ser em 
torno de 1,5 a 2,5 cm. 
Produtividade da Leucena 
• Produção pode chegar a 18 t/ha com mais de 
50% de material comestível 
• Tem, em média, 20% PB 
• Boa digestibilidade, com 50 a 70% no material 
comestível (folhas e hastes finas) 
• Para utilização por maior período no período 
seco, é recomendável o descanso da área por 
2 ou 3 meses no final da estação chuvosa. 
Banco de proteína com estilosantes 
• Solos bem drenados com fácil mecanização 
• Saturação por bases para 30 ou 35% (até solos 
levemente ácidos) 
• Realizar a escarificação das sementes 
• Semeadura a lanço ou com semeadeiras 
• Enterradas a 1 cm ou menos 
• Semeadura de 500 a 800 g/ha. 
Utilização dos bancos de proteína 
• Acesso: 
 Diário por 1 ou 2 horas 
 A cada dois ou três dias por 1 ou 2 horas 
• Pastejo prolongado pode diminuir a eficiência 
do sistema 
• É indicado o rodízio de piquetes 
• O excedente pode ser conservado por 
fenação 
14/04/2021 
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Capineiras 
• Necessitam de elevado potencial produtivo 
em pequenas áreas. 
• Qdo atingem o melhor ponto vejetativo, são 
fornecidas direto no cocho., 
• São utilizadas variantes do capim elefante 
como o cameroon, o napier, o BRS capiaçú e 
até mesmo a cana-de-açúcar. 
Capineiras 
• Elas possuem bom potencial produtivo, alta 
produção de MV por unidade de área, com 
boa qualidade e baixo custo, 
• Facilidade de multiplicação, 
• Resistência às pragas, doenças e a seca 
• Boa palatabilidade 
Formação de capineiras 
• Aração mais profunda para a penetração das 
raízes 
• O calcário deve ser aplicado entre a aragem e 
a gradagem. 
• Plantio em mudas 
• Fazer sulcos com 1 m entre linhas e 20 cm de 
profundidade 
• Adubação no sulco antes do plantio 
Formação de capineiras 
Formação de capineiras Ponto de corte 
• Entre 1,40m a 1,60m 
• Pode produzir até 4 cortes ao ano 
• Armazenar o excedente produzido na época 
das chuvas silagem

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