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A consulta geriátrica envolve uma abordagem ampla, em que na 1º consulta avalia 
a funcionalidade no paciente baseando nas atividades de vida diárias, no qual 
durante a anamnese percorre 4 domínios importantes: cognição, humor, 
mobilidade e comunicação, sendo que para cada aspecto existe índices e escalas. 
 Essa visão permite a identificação dos gigantes da geriatria que seriam os 7 “is”: 
incapacidade cognitiva, instabilidade postural, incontinência esfincteriana, 
incapacidade comunicativa, imobilidade, iatrogenia e insuficiência familiar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 As atividades de vida diárias podem ser divididas em: básicas (tarefas 
relacionadas ao autocuidado, como tomar banho), instrumentais (tarefas 
necessárias para manter o domicílio) e avançadas (tarefas sociais e recreativas = 
“fora de casa”). 
 O Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional (IVCF-20) é uma estratificação 
multidimensional que estabelece o acompanhamento adequado para o paciente, 
possibilitando a identificação de um idoso de risco, sendo composto de 20 
questões totalizando 40 pontos. 
 Uma pontuação entre 0 e 6 indica um paciente com baixa vulnerabilidade, sendo 
um idoso robusto com ausência de declínio funcional. Entre 7 e 14 pontos sugere 
um risco moderado com declínio funcional iminente, sendo um idoso em risco de 
fragilização. Já uma pontuação ≥ 15 trata-se de um paciente com alto risco, 
classificando em idoso frágil. 
 Após o IVCF-20, o idoso é classificado em 10 estratos, divididos conforme os 3 
grupos apresentados anteriormente (robusto, em risco de fragilização e frágil). A 
partir do estrato 6 inicia um comprometimento instrumental. 
Introdução à Geriatria 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
É considerado um paciente pré-frágil com IVCF-20 > 7, sendo necessário adaptação no 
tratamento medicamentoso e avaliar o humor, visto que apresenta um quadro de 
depressão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
É considerado um idoso frágil com dependência funcional para ATV básicas e 
instrumentais, comprometimento cognitivo e de mobilidade, DCNTs, polifarmácia e 
histórico de internações recentes. Provavelmente, apresenta um IVCF-20 > 15 e estrato 
clínico-funcional a partir de 8. 
 
 
 
 
 
 
Representa uma idosa robusta. 
 
Caso Clínico 01: 
Idoso de 64 anos comparece à consulta geriátrica acompanhado de sua filha devido encaminhamento de seu 
oncologista. Filha relata que seu pai tem estado bastante triste e que não tem se alimentado direito. Afirma ainda que, 
ele vem esquecendo as coisas associado à irritabilidade e que esse quadro se agravou após a morte de sua irmã gêmea 
há 01 ano. Paciente diz não sentir mais vontade de fazer as atividades prazerosas que realizava antes e também 
apresenta necessidade de supervisão para as atividades de vida diárias instrumentais. Apresenta história pregressa de 
HAS, DM tipo 2 e CA de próstata com necessidade de realização de tratamento cirúrgico. Atualmente o idoso faz uso 
de Losartana 25 mg BID e Hidroclorotiazida 25 mg MID para tratamento de HAS, Metformina 850 mg TID para 
tratamento de DM2 e uso esporádico de AINE para dores que sente no corpo. Traz resultados de exames solicitados 
pelo médico da UBS. 
Caso Clínico 02: 
Idoso de 74 anos, procedente e residente de Montes Claros, melanodermo, casado, aposentado, evangélico, com 
escolaridade até ensino fundamental completo. Comparece à consulta trazido pela filha devido queixa de 
esquecimento. Acompanhante relata que há cerca de 18 meses, o paciente começou a apresentar esquecimentos para 
fatos recentes e cotidianos: não recorda o que comeu nas refeições, esquece panelas no fogo e onde colocou objetos. 
Entretanto, recorda bem dos familiares e de acontecimentos da infância. Além disso, a filha afirma que o pai parece 
outra pessoa. Diz também que ele sofreu duas quedas da própria altura no último mês e apresenta quadro de parestesia 
nos MMII. Atualmente necessita de supervisão para as atividades de vida diárias básicas. Ele usa Losartana 50 mg 
BID, Hidroclorotiazida 50 mg MID, Propanolol 80 mg BID devido HAS e há 12 anos utiliza também Glibenclamida 
5 mg BID e Metformina 500 mg BID para tratamento de DM. Usa também Sinvastatina 40 mg MID para dislipidemia, 
AAS 100 mg MID para “ralear o sangue” e Omeprazol 40 mg MID há 5 anos por conta própria. Afirma que no último 
ano já esteve internado 3x devido quadro de pneumonia e ITU. 
Caso Clínico 03: 
Idosa de 85 anos comparece à consulta geriátrica acompanhada de sua filha para acompanhamento médico. 
Independente para as atividades de vida diárias, e faz uso de Bifosfanato, Cálcio e Vitamina D para tratamento de 
osteoporose. Traz os resultados de exames solicitados pelo médico da UBS.

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