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Isabelle Faustinelli
Medicina UNAERP XLVII
Fwff
wfrf
Vasos Linfáticos
Sistema Linfático
 
O sistema linfático consiste em grupos de células, tecidos e órgãos que monitoram as superfícies do corpo e os compartimentos de líquidos internos, reagindo à existência de substâncias potencialmente prejudiciais. Os linfócitos constituem o tipo celular determinante do sistema linfático, pois são eles as células efetoras na resposta do sistema imune a substâncias nocivas ao organismo. 
Nesse sistema estão incluídos: o tecido linfático difuso, os nódulos linfáticos, os linfonodos, o baço, a medula óssea e o timo .
Os tecidos linfáticos atuam como locais em que os linfócitos proliferam, diferenciam-se e amadurecem. Além disso, no timo, na medula óssea e no tecido linfático associado ao intestino (GALT; do inglês, gutassociated lymphatic tissue), os linfócitos são “ensinados” a reconhecer e a destruir antígenos específicos. Nesse estágio do desenvolvimento, são células imunocompetentes que têm a capacidade de distinguir entre o “próprio” (i. e., moléculas geralmente presentes dentro de um organismo) e o “não próprio” (i. e., moléculas estranhas, as que geralmente não estão presentes no organismo).
Vasos Linfáticos
 
Os vasos linfáticos conectam partes do sistema imune ao sistema circulatório sanguíneo, constituindo a via pela qual células e grandes moléculas passam dos espaços de tecidos de volta ao sangue.
Os vasos linfáticos começam com redes de capilares de fundo cego no T.C.Frouxo e são mais numerosos abaixo do epitélio da pele e mucosas. Ao removerem substância e líquido do espaço extracelular, produz a Linfa.
São unidirecionais e transportam líquido apenas á partir dos tecidos.
À medida que a linfa circula através dos vasos linfáticos, ela passa pelos linfonodos. Dentro dos linfonodos, as substâncias estranhas (antígenos) transportadas na linfa são aprisionadas pelas células dendríticas foliculares. O antígeno exposto na superfície das células dendríticas foliculares pode então ser processado pelas APC presentes dentro do linfonodo .
À medida que os vasos linfáticos adquirem maior calibre, a parede torna-se mais espessa. O aumento de espessura deve-se ao tecido conjuntivo e aos feixes de músculo liso. Os vasos linfáticos contêm válvulas que impedem o fluxo retrógrado da linfa.
Os linfócitos transportados na linfa entram nos linfonodos por meio dos vasos linfáticos aferentes, enquanto os linfócitos transportados pelo sangue entram no linfonodo através das paredes das vênulas pós capilares (vênulas de endotélio alto [HEV]; As células B e T migram e ocupam diferentes regiões no interior do linfonodo.
Alguns linfócitos atravessam o linfonodo e o deixam através dos vasos linfáticos eferentes, que levam ao tronco linfático direito ou ao ducto torácico. Por sua vez, esses dois canais desembocam na circulação sanguínea nas junções das veias jugular interna e subclávia, na base do pescoço. Os linfócitos são transportados para vários tecidos linfáticos e a partir deles através dos vasos sanguíneos.
Grande Vaso Linfático
1 – uma parede desproporcionalmente delgada, relativamente ao seu calibre e ao lúmen.
2– conteúdo cor de rosa, homogêneo, “liso”.
3– uma ou duas válvulas no seu interior (setas verdes).
4 – há pequenos vasos linfáticos (setas laranja) que parecem estar confluindo no vaso maior.
O maior dos vasos linfáticos, que drena a maior parte do corpo e deságua nas veias do lado esquerdo do corpo, é o ducto torácico. O outro canal principal é o tronco linfático direito. (Veias Jugular Interna e Subclávia).
Válvulas Linfáticas
As setas indicam válvulas que regulam o fluxo de linfa da região à direita para a região esquerda deste vaso linfático. A parede muito delgada é uma característica de pequenos vasos linfáticos. 
Os vasos linfáticos contêm válvulas que impedem o fluxo retrógrado da linfa, auxiliando, assim, o fluxo unidirecional. Não há bomba central no sistema linfático. A linfa move-se lentamente, impulsionada principalmente pela compressão dos vasos linfáticos pelos músculos esqueléticos adjacentes.
Além disso, a contração da camada de músculo liso que circunda os vasos linfáticos pode ajudar a propelir a linfa.
Capilares Linfáticos
Menores vasos linfáticos, numerosos no T.C.F sob epitélio da pele e mucosas. São tubos de extremidade cega nos leitos microcapilares, mais permeáveis que que os capilares sanguíneos.
Também são especializados na captação de moléculas inflamatórias, lipídeos dietéticos e células imunes. Além do mais transporta proteínas e lipídeos ( moléculas grandes para atravessar as fenestrações dos capilares absortivos do intestino.
Os capilares linfáticos são essencialmente tubos de endotélio que, diferentemente dos capilares sanguíneos típicos, requerem uma lâmina basal incompleta (alta permeabilidade).
Filamentos de ancoragem estendem-se entre a lâmina basal incompleta e o colágeno perivascular. Esses filamentos consistem em microfibrilas de fibrilina. As microfibrilas de fibrilina são compostas de moléculas de fibrilina 1 e da proteína associada à microfibrila, a emilina 1, que são semelhantes àquelas encontradas nas fibras elásticas do tecido conjuntivo. Os filamentos de fixação mantêm a permeabilidade dos vasos em situações de aumento da pressão tecidual, como no caso de inflamação.
Diferentemente dos capilares linfáticos, os vasos linfáticos exibem características para impedir o extravasamento da linfa do lúmen. Incluem junções de oclusão entre as células endoteliais e a lâmina basal contínua, que é circundada por células musculares lisas. 
Linfonodos
 
Os São pequenos órgãos encapsulados, localizados ao longo do trajeto dos vasos linfáticos, que filtram a linfa.
Os vasos linfáticos aferentes, que transportam a linfa para o linfonodo e penetram nele em vários pontos na borda convexa da cápsula.
Os vasos linfáticos eferentes, que transportam a linfa para fora do linfonodo através do hilo, uma depressão existente na superfície côncava do linfonodo. O hilo também serve de local de entrada e saída dos vasos sanguíneos e nervos.
Elementos de sustentação do linfonodo Células da Rede Reticular
- células reticulares
-células dendríticas
-macrófagos
-células dendríticas foliculares
A cápsula, composta de tecido conjuntivo denso que circunda o linfonodo
As trabéculas, também compostas de tecido conjuntivo denso, se estendem desde a cápsula até o centro do linfonodo, formando um arcabouço distinto.
O tecido reticular, composto de células e fibras reticulares, que formam uma fina rede de sustentação em todo o restante do órgão . A rede reticular dos tecidos e órgãos linfáticos (com exceção do timo) consiste em células de origem mesenquimal (células reticulares), fibras reticulares e matriz fundamental produzidas por essas células.
quitetura do Linfonodo
O parênquima do linfonodo é dividido córtex e medula.
Córtex
Forma a porção externa do linfonodo, exceto no hilo. Consiste em massa densa de tecido linfático (rede reticular, células dendríticas, células dendríticas foliculares, linfócitos, macrófagos e plasmócitos) e seios linfáticos, os canais de linfa.
Os nódulos linfáticos são encontrados na parte externa do córtex, denominada córtex superficial (nodular).
A porção do córtex entre a medula e o córtex superficial é desprovida de nódulos e é denominada córtex profundo (paracortical). Essa região contém a maioria das células T do linfonodo . 
Medula Porção interna do linfonodo que consiste em cordões de tecido linfático separados por seios linfáticos. 
Além das células reticulares, os cordões medulares contêm linfócitos (principalmente linfócitos B), macrófagos, células dendríticas e plasmócitos . 
Os seios medulares convergem próximo do hilo, onde drenam para vasos linfáticos eferentes. São uma rede de canais linfáticos interconectados onde ocorre a filtração da linfa.
Existem três tipos de canais linfáticos no linfonodo. Imediatamente abaixo da cápsula do linfonodo, encontra se um seio interposto entre a cápsula e os linfócitos corticais, denominado seio subcapsular (cortical)). Vasoslinfáticos aferentes drenam a linfa para dentro desse seio. 
Os seios trabeculares, que se originam dos seios subcapsulares, estendem se através do córtex ao longo das trabéculas e drenam para os seios medulares. Os linfócitos e os macrófagos ou seus prolongamentos circulam entre os seios linfáticos e o parênquima do linfonodo. 
Os seios são revestidos por endotélio, que é contínuo na face e adjacente ao tecido conjuntivo da cápsula ou das trabéculas, mas descontínuo na face do seio voltada para o parênquima linfático. Embora os macrófagos possam residir no parênquima linfático, eles frequentemente emitem pseudópodos (prolongamentos citoplasmáticos longos) para dentro do seio através dessas descontinuidades endoteliais. Esses pseudópodos monitoram a linfa durante a sua passagem pelo seio.
Vênulas de endotélio alto (HEV) 
Constitui o local de absorção de líquido e de entrada de linfócitos circulantes no linfonodo.
Uma característica relevante da região cortical dos linfonodos é a presença de vênulas especiais que se caracterizam por apresentarem células cúbicas em seu revestimento em vez de células endoteliais pavimentosas, como na maior parte do revestimento vascular do corpo.
 Estas vênulas são denominadas vênulas de endotélio alto (HEV – high endotelial venules). A superfície das células de revestimento da vênula voltada para o lúmen possui receptores aos quais se ligam linfócitos presentes no sangue. Estes linfócitos em seguida atravessam a parede das vênulas e penetram no tecido dos linfonodos.
 Esta é uma maneira de atrair grande quantidade de linfócitos para os linfonodos, locais onde estas células terão maiores oportunidades de reconhecer antígenos e iniciar uma resposta imunológica.
 Na imagem há uma secção longitudinal de uma HEV. Observe como suas células de revestimento são cúbicas – algumas ressaltadas em azul. Um linfócito – ressaltado em amarelo – parece estar atravessando a parede da vênula.
As células das HEV desempenham importante papel na circulação e na concentração da linfa. Elas transportam aproximadamente 35% do líquido e eletrólitos que entram através dos vasos linfáticos aferentes diretamente na corrente sanguínea. As células das HEV expressam alta concentração de canais de água (moléculas de aquaporina1 [AQP1]). A rápida reabsorção do líquido intersticial através dos canais de água dentro da corrente sanguínea faz com que a linfa que entra pelos vasos linfáticos aferentes seja puxada para o córtex profundo por dragagem do solvente.

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