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Prática 02 - Pêndulo simples

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1 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ 
DEPARTAMENTO DE FÍSICA 
LABORATÓRIO DE FÍSICA PARA ENGENHARIA 
PRÁTICA 2: PÊNDULO SIMPLES 
 
1 OBJETIVOS 
 
- Verificar as leis físicas envolvendo o pêndulo simples. 
- Determinar a aceleração da gravidade no local do experimento. 
 
2 MATERIAL 
 
- Cronômetro (alternativamente pode ser usado a função cronômetro de um 
celular); 
 - Link para o Filme Pêndulo Simples a ser utilizado nesta prática: 
https://www.youtube.com/watch?v=xGhlJtBvTzw 
OBS: No filme está escrito Prática 3, Pêndulo Simples. Há um erro na numeração da 
prática que aparece no filme. Na realidade é prática 2. 
 
3 FUNDAMENTOS 
 
Pêndulo simples, Figura 1, é o sistema constituído por uma massa puntiforme, presa à 
extremidade de um fio inextensível e de massa desprezível, capaz de se mover, sem 
atrito, num plano vertical, em torno de um eixo situado em sua outra extremidade. Pela 
própria definição, vemos que o pêndulo simples é uma concepção ideal. O que 
montaremos é aproximadamente um pêndulo simples. 
- 
Figura 1 - Pêndulo simples. - 
 
Fonte: próprio autor. 
2 
 
Quando afastado da posição de equilíbrio e solto, o pêndulo oscila sob a ação da 
gravidade (usaremos g para representar a aceleração da gravidade). O movimento é 
oscilatório e periódico. Numa posição qualquer, afastada de um ângulo  da posição de 
equilíbrio, as forças aplicadas à massa são: mg (peso) e T (tração no fio). Decompondo 
o peso conforme indica a Figura 1, obtemos as componentes mgcos e mgsen. A 
resultante da tração e mgcos produz a força centrípeta. A outra componente, mgsen, 
é a força restauradora que age sobre o corpo de massa m. Ela não é proporcional à 
elongação  e sim a sen, 
𝐹 = −𝑚𝑔𝑠𝑒𝑛𝜃 (1) 
 
Para que o movimento seja harmônico simples é necessário que a força 
restauradora seja proporcional ao deslocamento e dirigida no sentido oposto. 
 Podemos substituir sen por , caso  seja pequeno. Esta aproximação é válida 
para 𝜃 < 𝑟𝑎𝑑(𝜃 < 15°). 
 
 Da Figura 1 podemos ver que o arco 𝐴𝐵 é dado por: 𝐴𝐵 = 𝜃𝐿, ou 𝜃 = 𝐴𝐵/L, 
logo, substituindo na equação (1), 
 
𝐹 = −𝑚𝑔𝜃 = −𝑚𝑔(𝐴𝐵 𝐿⁄ ) (2) 
 
Assim, no caso de pequenas oscilações, a força restauradora é proporcional e de sentido 
oposto à elongação medida sobre o arco considerado retilíneo. Note que esta é, 
exatamente, a característica do movimento harmônico simples. 
 
Como m, g, e L são constantes, podemos expressá-las por 
 
𝑘 = 𝑚𝑔 𝐿⁄ (3) 
Temos então que a Equação (2) se torna: 
 
𝐹 = −𝑘𝑥 (4) 
 
Sabemos que o período T, de um movimento harmônico simples é dado por: 
 
3 
 
𝑇 = 2𝜋 𝑚 𝑘⁄ (5) 
 
Substituindo o valor de k, dado pela Equação 3, na equação acima, temos: 
 
𝑇 = 2𝜋 𝐿 𝑔⁄ (6) 
 
que é a equação do período do pêndulo simples, para pequenas amplitudes. Vemos daí 
que o período de um pêndulo simples depende apenas do comprimento do pêndulo e do 
valor da aceleração da gravidade. 
 
DETERMINAÇÃO EXPERIMENTAL DA ACELERAÇÃO DA GRAVIDADE: 
 
Elevando-se ao quadrado a Equação 6, vem: 
𝑇 = 4𝜋 (7) 
ou seja, 
𝑇 = 𝐿 (8) 
A equação acima é do tipo y = kx, então, ao construir o gráfico de T2 versus L, 
deveremos obter uma reta cujo coeficiente angular é dado por: 
 
∆( )
∆
= (9) 
ou 
𝑔 =
∆
∆
 (10) 
Do gráfico de T2 versus L podemos obter 
∆( )
∆
 e assim determinar a aceleração 
da gravidade g. 
 
 Durante muito tempo o pêndulo simples foi usado como um método preciso para 
a determinação da aceleração da gravidade local até ser suplantado por novas 
tecnologias. Também tem aplicação em relógios de pêndulo. 
 
 
 
4 
 
Relembrando: 
PERÍODO de um pêndulo é o intervalo de tempo gasto pelo pêndulo para realizar uma 
oscilação completa. Representá-lo-emos pela letra T. 
ELONGAÇÃO de um pêndulo, em um instante, é o ângulo que, no instante 
considerado, o pêndulo forma com a vertical (posição de equilíbrio). 
AMPLITUDE de um pêndulo é sua elongação máxima. 
 
3 PROCEDIMENTO 
 
1-Anote a massa dos corpos: 
m1 = massa menor = 
m2 = massa maior = 
 
2- O experimento foi filmado e o filme 
(https://www.youtube.com/watch?v=xGhlJtBvTzw) deverá ser utilizado pelo aluno para 
cronometrar os períodos de oscilação do pêndulo de acordo com os procedimentos da 
prática. Para isso o aluno deverá dispor de um cronômetro (ou a função cronômetro de 
um celular) para registrar os períodos do pêndulo mostrado no filme. 
 
Ao cronometrar os períodos, escolha como posição inicial aquela em que o pêndulo 
alcança uma das extremidades, direita ou esquerda. Não precisa ser o primeiro período 
de cada configuração. Foram filmados mais de 10 períodos em cada caso. Se você der 
início ao cronômetro no segundo ou terceiro período, não terá problema. Tenha em 
mente que um período se completa toda vez que o pêndulo retorna ao extremo que você 
considerou como posição inicial. 
 
OBS: O TEMPO DE REAÇÃO HUMANO É DE ALGUNS DÉCIMOS DE 
SEGUNDO; EMBORA O CRONÔMETRO REGISTRE ATÉ OS CENTÉSIMOS DE 
SEGUNDO, SÓ FAZ SENTIDO VOCÊ ANOTAR O TEMPO OBTIDO 
MANUALMENTE, ATÉ OS DÉCIMOS DE SEGUNDO. 
 
3- Determine o tempo necessário para o pêndulo executar 10 (dez) oscilações completas 
para os comprimentos 20 cm, 40 cm, 60 cm, 80 cm, 100 cm, 120 cm e 140 cm. 
Repita as medidas 3 (três) vezes e determine o período médio Tm (em s). Use somente 
uma massa (m1), como indicado na Tabela 1 (próxima página). 
5 
 
 
CUIDADO: como são medidos 10 períodos três vezes, o período médio é igual à soma 
dos três tempos dividido por 30. 
 
Tabela 1 - Resultados experimentais para o pêndulo simples. 
L(cm) (graus) m(gramas) 10T(s) Tm(s) (Tm)2(s2) 
L1=20 1=15 m1= 10T1= 10T1= 10T1= T1= T12= 
L2=40 2=15 m1= 10T2= 10T2= 10T2= T2= T22= 
L3=60 3=15 m1= 10T3= 10T3= 10T3= T3= T32= 
L4=80 4=15 m1= 10T4= 10T4= 10T4= T4= T42= 
L5=100 5=15 m1= 10T5= 10T5= 10T5= T5= T52= 
L6=120 6=15 m1= 10T6= 10T6= 10T6= T6= T62= 
L7=140 7=15 m1= 10T7= 10T7= 10T7= T7= T72= 
 
4- Considere o comprimento em 100 cm e estude a influência da amplitude sobre o 
período. O aluno deve comparar com o resultado para 10 graus com o obtido na Tabela 
1 (T5) quando foi usada uma amplitude de 15 graus e um comprimento de 100 cm. 
Proceda como indicado na Tabela 2. 
 
Tabela 2 - Resultados experimentais para o estudo da influência da amplitude sobre o 
período do pêndulo simples 
L(cm) (graus) m(gramas) 10T(s) Tm(s) (Tm)2(s2) 
L=100 1=15 m1= 10T5= 10T5= 10T5= T5= T52= 
L=100 1=10 m1= 10T8= 10T8= 10T8= T8= T82= 
 
5- Anote na Tabela 3 os períodos como indicado para verificar a influência da massa. 
Meça e anote o período para a massa m2 de 37,5 g (três pilhas palitos juntas) e uma 
amplitude de 10 graus. Compare com o resultado obtido na Tabela 2 (T8) quando foi 
usada uma amplitude de 10 graus e a massa m1. 
 
Tabela 3 - Resultados experimentais para o estudo da influência da massa sobre 
o período do pêndulo simples. 
L(cm) (graus) m(gramas) 10T(s) Tm(s) (Tm)2(s2) 
L=100 1=10 m1= 10T8= 10T8= 10T8= T8= T82= 
L=100 2=10 m2= 10T9= 10T9= 10T9= T9= T92= 
 
Observações 
 
Os tempos devem ser medidos em segundos e anotados com uma casa decimal. O 
cálculo do período médio em cada caso deve obedecer às regras das operações com 
algarismos significativos, assim como os demais cálculos. Desta forma, embora as 
medidasdos períodos devam ser anotadas em segundos com somente uma casa decimal, 
o valor médio do período em segundos pode ter mais de uma casa decimal. 
6 
 
 
6- Trace o gráfico de T em função de L (para os dados experimentais da Tabela 1). 
 
7- Trace o gráfico T2 em função de L (para os dados experimentais da Tabela 1). 
 
OBS: Os gráficos devem seguir as recomendações contidas no arquivo: CONFECÇÃO 
DE GRÁFICOS. 
Ao escrever o relatório o aluno deve descrever o PROCEDIMENTO de acordo com o 
que foi efetivamente realizado, isto é, com base no filme. Não deve descrever como se 
estivesse fazendo o experimento real. 
 
 
5 QUESTIONÁRIO 
 
1- Dos resultados experimentais é possível concluir que os períodos independem 
das massas? Justifique. 
2- Dos resultados experimentais o que se pode concluir sobre os períodos quando a 
amplitude passa de 10o para 15o? Justifique. 
3- Qual a representação gráfica que se obtém quando se representa T x L? 
Explique. 
4- Qual a representação gráfica que se obtém quando se representa T2 x L? 
Explique. 
5- Determine o valor de g a partir do gráfico de T2 x L (indique os valores 
numéricos utilizados nos cálculos). 
6- De acordo com seus resultados experimentais, qual o peso de uma pessoa de 
63,00 kg no local onde foi realizada a experiência? 
7- Qual o peso da pessoa da questão anterior em Marte? (indique os valores 
numéricos utilizados nos cálculos). Não deixe de indicar a referência sobre o 
valor da aceleração da gravidade de Marte utilizado. 
8- De acordo com o valor de g encontrado experimentalmente nesta prática, qual 
seria o comprimento para um período de 1,7 s? (indique os valores numéricos 
utilizados nos cálculos).

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