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(Cap. 12, p. 435-448) 
 
RELACIONAMENTO COM A FAMÍLIA, OS PARES E A SOCIEDADE ADULTA 
 Os adolescentes passam menos tempo com sua família e mais tempo com amigos, porém a 
maioria permanece próximas aos valores dos pais por possuírem uma base segura a partir da qual 
podem experimentar sua liberdade 
REBELDIA ADOLESCENTE 
• Envolvem tumulto emocional, rejeição dos valores adultos e conflitos com a 
família 
• Porém a rebeldia adolescente é algo incomum, pois a maioria dos adolescentes 
enxergam seus pais como uma base segura e possuem um relacionamento próximo e 
seguro com seus pais 
• Adolescentes que possuem esses comportamentos, geralmente possuem famílias 
perturbadas e vida familiar instável 
• Porém a adolescência continua sendo um período crítico, pois as emoções negativas e 
variações de humor são intensas, principalmente por estarem ligadas a puberdade 
• A família deve reconhecer o momento difícil e assim entender que os tumultos são 
normais, a negligência pode trazer complicações como depressão, síndrome do pânico 
e etc. 
 MUDANÇA NO TEMPO E NOS RELACIONAMENTOS 
• A quantidade de tempo que os adolescentes passam com seus pais diminuem, mas não 
é uma rejeição a família e sim necessária para seu desenvolvimento, mudam de acordo 
com a cultura, por exemplo, em sociedades tecnologicamente avançadas os jovens tem 
relativamente pouco tempo livre devido à pressão familiar, já na Índia passam mais 
tempo livre com sua família, comparado a Coreia, e relatam serem mais felizes quando 
estão com sua família. 
• Passam muito tempo sozinhos tentando reconquistar a estabilidade emocional e sobre 
sua identidade 
• Em relação ao relacionamento com a família, continuam tendo uma relação intima 
dependendo da etnia e sentem necessidade de assistência à família. 
 ADOLESCENTES E OS PAIS 
• O relacionamento com os pais durante a adolescência (conflito e abertura de 
comunicação) são reflexos da infância, em relação a intimidade emocional, e os 
relacionamentos dos adolescentes com seus pais estabelecem base para o 
relacionamento com um companheiro na idade adulta. 
• Da mesma forma que os adolescentes querem sua independência e sua liberdade, os 
pais querem que seus filhos sejam independentes, mas sentem dificuldade em deixá-
los partir. Os pais devem dar independência suficiente e auxilia-los nas falhas devido 
a imaturidade. Aqui é um exemplo de estilo de Parentalidade democrático. 
 
INDIVIDUAÇÃO E CONFLITO FAMILIAR 
• A individuação é uma luta do adolescente por autonomia e diferenciação, ou 
identidade pessoal. 
• Um aspecto importante da individualização é a fronteira de controle entre eles e os 
pais 
• Adolescentes que tinha liberdade excessiva tendiam a passar mais tempo com pares 
sem supervisão e ter problemas na escola, já os adolescentes que tinham intromissão 
excessiva dos pais tendiam a ficar sob influência negativa dos pares e se juntas aos 
seus colegas em comportamentos de risco, ou seja, é necessário um equilíbrio em 
liberdade excessiva e intromissão excessiva. 
• Adolescentes que tem mais oportunidades de tomar decisões relatam autoestima maior 
que aquelas que te menos oportunidades 
 
ESTILO DE PARENTALIDADE DOS PAIS 
• O estilo de Parentalidade democrático é uns do mais eficazes em relação aos 
adolescentes. 
• Controle comportamental, mas não o controle psicológico 
• Promove a autoimagem do adolescente 
• Autonomia psicológica = autoconfiantes e competentes tanto na área acadêmica 
quanto na social. 
• Negociação de fronteiras pessoais é importante para o crescimento do futuro adulto. 
ESTRUTURA FAMILIAR E ATMOSFERA FAMILIAR 
• A organização familiar influencia diretamente no comportamento e construção social 
do adolescente. 
• A convivência com o pai também é muito importante, mesmo que não coabite na 
mesma casa. 
• A convivência com genitores solteiros não acarreta necessariamente efeitos negativos, 
se a pessoa estiver em um lar saudável. 
• As dificuldades econômicas da família durante a adolescência podem afetar o bem-
estar na idade adulta. 
• Adolescentes que são monitorados, mesmo em situação financeira desfavorável se 
tornam mais autoconfiantes. 
 
O ADOLESCENTE E OS IRMÃOS 
• O relacionamento entre irmãos se torna mais equilibrado 
• Irmãos mais velhos tendem a influenciar os mais novos, seja de forma negativa ou 
positiva. 
• Intimidade depende do relacionamento familiar como um todo. 
 
O ADOLESCENTE E OS SEUS PARES 
• Grupo de pares: É um lugar para formar relacionamentos íntimos que servem de 
ensaio para a intimidade adulta. 
• A admissão como membro da turma é uma construção social, um conjunto de rótulos 
pelos quais os jovens dividem o mapa social baseados em vizinhança, etnia, nível 
socioeconômico ou outros fatores. 
• Bons relacionamentos promovem desenvolvimento cognitivo, emocional e 
ajustamento social. 
 
RELACIONAMENTO AMOROSO 
• Interesse amoroso em pessoas se torna mais comum e mais intenso durante esse 
período. 
• A amizade em geral pode influenciar em namoros, como a presença da opinião. O 
relacionamento dos pais também influenciar no modo de namoro. 
 
VIOLÊNCIA NO NAMORO 
Três formas comuns de violência: 
• FÍSICA 
• EMOCIONAL 
• SEXUAL 
Os relacionamentos nocivos podem durar a vida inteira quando as vítimas carregam os 
padrões de violência para futuros relacionamentos. 
 
COMPORTAMENTO ANTISSOCIAL E DELINQUE ̂ NCIA JUVENIL 
Uma interação entre fatores de risco ambientais e genéticos ou biológicos pode ser a base de 
muitos comportamentos antissociais. 
 
TORNANDO-SE UM DELINQUENTE: FATORES GENÉ TICOS E NEUROLÓGICOS 
Achados de pesquisa recentes sugerem que embora a genética influencie a delinquência, as 
influências ambientais incluindo família, amigos e escola afetam a expressão genética. 
Déficits neurobiológicos, particularmente nas porções do cérebro que regulam as reações ao 
estresse, podem ajudar a explicar por que algumas crianças se tornam antissociais. Como resultado 
desses déficits neurológicos, que podem resultar da interação de fatores genéticos ou de 
temperamento difícil com ambientes adversos, as crianças podem não receber ou não perceber sinais 
de alerta normais para refrear o comportamento impulsivo ou imprudente. 
 
TORNANDO-SE UM DELINQUENTE: COMO AS INFLUE ̂ NCIAS DA FAMÍLIA, DOS PARES E DA 
COMUNIDADE INTERAGEM? 
Os pesquisadores identificaram dois tipos de comportamento antissocial: um tipo de início 
precoce, começando aos 11 anos de idade, que tende a levar à delinquência juvenil crônica na 
adolescência; e um tipo mais leve, de início tardio, começando após a puberdade, que tende a aparecer 
temporariamente em resposta às mudanças da adolescência: o descompasso entre maturidade 
biológica e social, desejo aumentado de autonomia e supervisão adulta diminuída. Os adolescentes 
com comportamento antissocial de início tardio tendem a cometer infrações relativamente mais leves. 
O comportamento antissocial do tipo início precoce é influenciado pela interação de fatores 
tais como hostilidade entre pai e filho, práticas de criação dos filhos e desvio comportamental dos 
pares. 
O comportamento antissocial de início tardio ocorre normalmente em adolescentes com 
antecedentes familiares normais. Os pais de crianças que se tornam antissociais crônicos, em 
contrapartida, podem ter deixado de reforçar o bom comportamento na segunda infância e podem ter 
sido rigorosos ou inconsistentes, ou ambos, ao punir o mau comportamento. Além disso, 
circunstancias econômicas familiares podem influenciar o desenvolvimento de comportamento 
antissocial 
A escolha de pares antissociais é afetada principalmente por fatores ambientais porque como 
ocorre na infância, os adolescentes antissociais tendem a ter amigos antissociais, e seu 
comportamentoantissocial aumenta quando eles se associam uns aos outros. 
Já o estilo de Parentalidade democrático pode ajudar os jovens a interiorizar padrões que 
podem isolá-los das influências negativas dos pares e abri-los a influências positivas. Uma melhor 
educação familiar durante a adolescência pode reduzir a delinquência ao desestimular a associação 
com pares desviantes. Igualmente, a eficácia coletiva – a forca das conexões sociais dentro de uma 
comunidade e o grau em que os moradores monitoram ou supervisionam mutuamente os filhos dos 
outros – pode influenciar os desfechos em uma direção positiva (Simpson, 1997). Uma combinação 
de estilo de Parentalidade acolhedor e pais envolvidos e a eficácia coletiva podem desestimular os 
adolescentes da associação a pares desviantes (Brody et al., 2001). 
 
PERSPECTIVA DE LONGO PRAZO 
A delinquência atinge seu auge em torno dos 15 anos aproximadamente e então decai quando 
a maioria dos adolescentes e suas famílias chegam a um acordo sobre a necessidade dos jovens de 
assegurarem sua independência. Os que tem maior probabilidade de persistir na violência são 
meninos que tiveram influências antissociais muito precocemente. 
 
PREVENINDO E TRATANDO A DELINQUÊNCIA 
Considerando que a delinquência juvenil tem raízes na infância, programas de intervenção na 
segunda infância influenciam as crianças diretamente, por meio de creches ou de educação de alta 
qualidade e, ao mesmo tempo, indiretamente, oferecendo assistência e apoio voltados às suas 
necessidades. Por meio de sua abordagem de múltiplo alcance, essas intervenções tem impacto sobre 
diversos fatores de risco precoces que podem levar à delinquência. 
 
REFERÊNCIAS: 
D. E. Papalia; S. Olds; R. Feldman. Desenvolvimento Humano. Ed. Artmed. 2009.

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